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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Pro.Efx (2010)

Foto: Lu Guedes


Nenhum presente que o garoto Amadeu Fernandez recebeu foi tão marcante quanto o vinil do trio Run DMC que ganhou quando tinha sete anos. A partir dali, a música negra entrou definitivamente para a vida do produtor e selectah que hoje se assina Pro.efX. Ele chegou a ser baterista de uma banda de rock, antes de começar, em 1998, a trabalhar exclusivamente com produções eletrônicas inspiradas na cultura jamaicana, unindo os ritmos ragga e jungle. Por esta época, participou da banda Dubcore Attack, cujas influências iam do jungle a coisas bem experimentais, incluindo DJ na banda, muitos samples e percussão pesada.

Com o fim da Dubcore, Pro.efX seguiu trabalhando com o vocalista da banda, Guamat PA. O som da dupla Pro.efX & Guamat PA agregava elementos eletrônicos e do hip hop. Em 2007, formou com outros quatro DJs o coletivo Blacksfera, um marco na cena local – foi a primeira festa constante de Belém cuja line up percorria as várias tendências da música negra, do ragga ao samba.

Pro.efX  lançou em 2006 um EP com seis músicas pela Ná Records. Sua primeira mixtape, Transglobal Roots Overdub Jamin, que mescla drum’n’bass com ragga, saiu em novembro de 2009, com remixes para tunes de grandes nomes do ragga brasileiro, como Jimmy Luv, Rafael Dverso, Buyaka San e Ragga Dmente. Estas parcerias com MCs de outros estados são viabilizadas pela internet, fundamental também para o primeiro convite que recebeu para projeto no exterior. Ao visitar o site da história em quadrinhos Dread & Alive, a primeira tendo jamaicanos como protagonistas, Pro.efX deixou uma mensagem com links de seu som. O autor da HQ, Nicholas Silva, brasileiro residente nos Estados Unidos, respondeu convidando-o para ter músicas suas incluídas no CD lançado com a revista, em fevereiro de 2010. Em junho de 2010, o CD Pro.efX e DJ Konsiderado ­foi lançado pela Red Bull Music Academy Radio, misturando influências como o tecnobrega, o ragga e o drum’n’bass.

Desde 2005, quando trabalhou com a cantora Lu Guedes, tem feito parcerias com artistas dos mais variados estilos. Em maio de 2010, executou as batidas eletrônicas no show de lançamento do CD Amor Amor, de Lia Sophia. Atualmente, tem projetos em comum com as cantoras Nanna Reis e Gaby Amarantos e a banda The Vassos, além do “Raggaxote”, com Mista Prigui S, e o “Brasil roots companhia” com Dizzy Ragga, Ella Si e Biggy N.


  • Making-off do texto - A publicação deste texto inaugura no Som do Norte a republicação sistemática de artigos que escrevi para o site Pará Música, de Belém, entre 2010 e 2011. A maioria dos textos, como este, traçava o perfil de algum artista paraense, diferentemente do que fazia aqui no Som do Norte, onde sempre preferi trabalhar com notícias em vez de perfis.
  • Foi escrito em 31.10.10 e publicado em 13.6.11, ainda antes do lançamento oficial do site (que aconteceu em 15.8.11) - e com o título "Música jamaicana inspira parcerias com tecnobrega e MPB". Depois desta leva inicial, produzida até o final de 2010, trabalhei diariamente na redação do site em maio e junho de 2011, retornando para mais um breve período de 9.9 a 11.10.11. 
  • A redação do site acrescentou uma frase ao final do último parágrafo:
 Em março de 2011, lançou o primeiro single do Projeto Charmoso, sua parceria com a jovem cantora Nanna Reis, em que salsas, sambas, cantigas e tambores se misturam a eletricidade e sintetizadores. 
  • O site Pará Música emitiu nota em 14.3.17 informando a suspensão de suas atividades.


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