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terça-feira, 10 de outubro de 2017

O pop-samba-rock da Paris Rock (2011)


Promovo em Belém uma festa chamada Noite Som do Norte. Só uma banda participou de três das quatro primeiras edições do evento, entre setembro de 2010 e fevereiro de 2011: a Paris Rock. A primeira por convite meu, a segunda a pedido da própria banda (para comemorar a classificação nas Seletivas do Se Rasgum, o que a habilitou a participar de um dos cinco maiores festivais do Brasil, seu maior momento até aqui) e a terceira por indicação da Mostarda na Lagarta.


Paris Rock na 1ª Noite Som do Norte
- 18.9.10

A Paris existe desde 2007, mas sua fase atual começa com certeza a partir do lançamento do EP Que Tá?, em fevereiro de 2010. Poucas vezes ouvi um disco de estréia que já mostrasse uma personalidade musical tão forte e ao mesmo tempo variada. As melodias da Paris são o ideal para a linha pop-samba-rock abraçada pela banda: têm apelo e são agradáveis. E os caras também são ótimos instrumentistas - destaco em especial os diálogos das guitarras de Yuri e Neto, que embalam e "dão a cara" do som da banda, com ou sem distorção, amparados pela cozinha segura do baixo de Renan e da bateria de Netto 2T. O vocal de Maumau, levemente arrastado, somado a seu timbre puxando pro rouco, podem enganar à primeira vista (ops, audição), mas em seguida você se dá conta de que ele sempre passa a mensagem de forma eficiente.

Quase todas suas letras tratam do amor e a abordagem do tema jamais é banal. Em "Discrepância", o eu-lírico diz à mulher que o rejeitara no passado e que "agora vem dizer que vai me amar": "Preste atenção/ Eu não sou besta pra querer seu coração/ E se você vier um dia a me amar/ Pode crer que não é sincero/ Ainda lembro do teu olhar." A inspiração até pode vir, em alguns momentos, da Jovem Guarda, mas a ingenuidade sentimental definitivamente ficou perdida numa das jovens tardes dos anos 60.

A banda tem presença marcante nos eventos do coletivo que integra, o Megafônica, de Belém, e já começa a ter bom público no Amapá, onde tocou em 2010 nos três Gritos Rock e no Festival Quebramar.


  • Making-off do texto - Artigo inédito escrito para a revista Intera, de Manaus, embora eu não recorde mais exatamente em que circunstâncias. Explico: a revista teve 3 edições: a nº 0, nº 1 e nº 2, e todas minhas colunas já foram devidamente publicados aqui  no blog. Este texto, que achei num HD meu com o título "parisrock-intera", é de 12 de fevereiro de 2011. Confesso que não lembrava mais dele, mas o título e o formato no estilo que a revista pedia não deixam dúvidas de que eu o escrevi para aquela publicação (não costumo escrever para uma determinada publicação sem que ela peça expressamente, o máximo que poderia fazer hoje em dia, se procurado para uma colaboração gratuita, seria oferecer algo já pronto, o famoso 'requentado'). Enfim, segue o mistério. O texto não saiu na Intera nem em nenhum outro lugar até hoje. Égua da Ovelha Desgarrada, sumano! 
  • A Paris Rock participou da , e 4ª Noites Som do Norte
  • A 4ª Noite Som do Norte aconteceu em 26.2.11 e foi a que menor público teve, talvez 10 pagantes. 


Atualização 24.12.19 - Localizei no Twitter do Som do Norte mensagem de 12.2.11 dizendo: Daqui a pouco mandando texto sobre a @parisrock para a revista Intera, de Manaus, comprovando que eu pretendia de fato enviar o texto à revista, porém não localizei (!) esse envio nos dois e-mails que eu mais usava na ocasião (o pessoal e o do blog).

De todo modo em fevereiro já havia saído a edição nº 1 da Intera (que na verdade foi a segunda, precedida pela nº 0), então possivelmente o texto se destinasse a um planejado nº 2. Porém, quando o nº 2 de fato saiu em novembro foi já com outro texto meu. Aliás, se não encontrei o envio do texto, achei sim várias conversas de Gtalk ao longo de 2011, mostrando como a publicação do nº 2 foi adiada diversas vezes.

Enfim, o mais provável é que devido ao tempo decorrido os editores tenham preferido descartar o material antigo, já que o nº 2 foi temático, circulando durante o festival Até o Tucupi daquele ano. 

  • Uma curiosidade é que mencionei no texto a Paris Rock tendo tocado já em três edições da Noite Som do Norte, embora a quarta festa só fosse acontecer mesmo duas semanas depois. 


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