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terça-feira, 29 de março de 2016

Café com Tapioca nº 9: Ye$t




Na volta do Café com Tapioca, um papo com o rapper roraimense Ye$t.


Som do Norte - Ye$t, agora no começo de 2016 você lançou seu primeiro single, com o rap "Agora é o Fim", tendo a participação da cantora Cinthia Sales. É um rap romântico - podemos dizer assim, né? - falando do fim de um relacionamento, fugindo assim da linha mais tradicionalmente associada ao rap, que é a de fazer críticas sociais.

Ye$t - Essa música é o pontapé inicial do EP e que passou por diversas transformações até que eu sentisse que estava pronta. Eu gosto de discutir de tudo nas rimas desde questões sociais, festivas, pessoais e o famoso "love song" que o pessoal gosta no rap. E acho que transmiti muito bem isso com a Cinthia nesse trabalho.


Cinthia Sales e Ye$t em pocket show no Circo do Seu Léo
- novembro/2015


Som do Norte Como foi participar do Festival Canto Forte, em novembro de 2015, com este rap? O público que comparece a festivais desse tipo geralmente encontra apenas canções de MPB, como foi a reação da plateia ao seu rap?

Ye$t - Foi um salto e tanto na minha carreira quanto na da Cinthia entrar nesse festival, uma das melhores experiencias da minha vida. Eu nunca imaginei que podia estar em um evento tão grande e poder estar com vários nomes da musica de Roraima no mesmo palco. Eu era o mais novo dos candidatos e me senti um pouco assustado com o tamanho da proporção que as coisas foram se tornando; o público gostou bastante e eu saí de cabeça erguida e muito feliz por participar.


Som do Norte "Agora é o Fim" estará no seu EP  1997, cuja gravação iniciou no ano passado. O que você pode nos adiantar sobre este trabalho? O título é o ano em que você nasceu, não é?
Ye$t - Adianto que logo logo vai ter clipe de "Agora é o Fim" e que talvez em maio o EP saia. Coloquei 1997 por ser os acontecimentos da minha vida transmitidos na rima e na arte mais limpa sobre mim. Mas que todo mundo possa se identificar e curtir. 

Som do Norte - Na sua fanpage, você define seu som como "pop, rock, rap". E em seu Soundcloud, afora várias versões de "Agora é o Fim", é possível encontrar um cover de "Que Sorte a Nossa", sucesso dos sertanejos Matheus & Kauan. Como você trabalha estas diversas influências em seu som?

Ye$t - Eu gosto de brincar de ser sertanejo de vez em quando (risos). Brincadeiras à parte acho que me sinto diferente na cena porque quero fazer conexões do rap com diversos estilos e não tenho preconceito ou desmereço e acho que a partir do momento que um artista se envolve com o "novo" tudo se torna possível. Tudo aqui é pra somar e trazer um bom som. Posso jogar umas guitarras e uma bateria e pegar o microfone e me sentir um Elvis Presley do hip-hop (risos).

Som do Norte Quem você convidaria para um café com tapioca? 

Ye$t - Com certeza eu chamaria a rapper Karol Conká. Acho que ela traz a nova onda do hip-hop nacional. Essa coisa gringa com jeito brasileiro que só ela sabe fazer e que eu gosto muito e que tenho muita vontade de um dia cantar ou até mesmo gravar uma música com ela.



2 comentários:

  1. Yest é um grand Rapper, certo no que faz e com objetivos claros ALAVANCAR A CULTURA! Ele expressa o que realmente sente, isso é que se chama RAP! KEEP ON YEST

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    1. Agradecemos a visita e o comentário. O trabalho de Ye$t tem tudo para se destacar no cenário rap amazônico.

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