Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

quarta-feira, 30 de março de 2016

Agenda Belém: MESTRES E MESTRAS DO CARIMBÓ DO PARÁ



Pesca, agricultura, carpintaria, artesanato, cantorias-batuques-composições de carimbó, liderança comunitária, memória viva da cultura de sua terra e de seu povo...Foi na prática de um ou vários desses ofícios e funções que cada Mestre e Mestra conquistou a admiração e o respeito de sua comunidade, tornando-se uma referência para a cultura e a vida da sua vila, aldeia, cidade ou beirada.

São conhecimentos e práticas aprendidas e ensinadas ao longo da vida, pela força da transmissão oral que acontece do mais velho para o mais novo, dos pais para os filhos, da memória para a vivência. É assim que cada mestre ensina o que aprendeu sobre o Carimbó e suas tradições, tornando-se responsável pela preservação e pela continuidade desse precioso patrimônio junto à sua comunidade, transformando-se ele próprio em patrimônio vivo e ativo da sua cultura.

O Carimbó do Pará tem muitos mestres e mestras, plenos de conhecimento e sabedoria, imensamente generosos no esforço de colocar em prática e compartilhar o que sabem. Alguns poucos tem seus nomes (re)conhecidos fora de suas localidades, como Lucindo e Verequete, mas a grande maioria é invisível para a sociedade e para o poder público. E todos são absolutamente fundamentais para a cultura brasileira e para todos nós.

O público de Belém tem um encontro marcado com essas figuras maravilhosas no Espaço Cultural Apoena, no dia primeiro de abril, no Show “MESTRES E MESTRAS DO CARIMBÓ DO PARÁ – SOMOS PATRIMÔNIO”, uma grande celebração da beleza e diversidade de nossa grande tradição musical, hoje reconhecido como patrimônio cultural imaterial brasileiro.

O projeto “MESTRES E MESTRAS DO CARIMBÓ DO PARÁ” é uma iniciativa que busca valorizar e oportunizar alguns desses mestres e mestras anônimos do carimbó, desconhecidos do grande público, mas amados e respeitados por suas comunidades.

Atendendo ao convite do Espaço Cultural Apoena, a Campanha “Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro” reunirá mestres e mestras do Carimbó vindos de 16 municípios paraenses, da Região do Salgado à Ilha do Marajó, do Tapajós à Região Metropolitana de Belém para uma grande festa carimbozeira. Eles e elas virão a Belém para participar da reunião do Comitê de Salvaguarda do Carimbó, promovido pelo Iphan, e da plenária do movimento carimbozeiro, atividades que ocorrerão nos dias 1 e 2 de abril.

O grupo formado por todos esses mestres expressa a beleza e a diversidade do Carimbó paraense, incluindo os sotaques peculiares de diferentes regiões, como o praiano, o rural, o urbano... São músicos, compositores, cantadores, poetas, dançarinos e construtores de instrumentos, vindos de todas essas localidades, revelando um pouco da riqueza e importância dessa manifestação.

O Show “MESTRES E MESTRAS DO CARIMBÓ DO PARÁ” terá uma importância fundamental para o fortalecimento do movimento carimbozeiro: toda a renda da venda de ingressos será destinada para a Campanha do Carimbó, um movimento cultural e social criado pelos próprios mestres e comunidades carimbozeiras de vários municípios paraenses. Esse movimento nasceu a partir das discussões promovidas no Festival de Carimbó de Santarém Novo desde 2005, tendo sido o principal responsável pela conquista do registro como patrimônio cultural nacional em 2014.

A comitiva de Mestres e Mestras do Carimbó do Pará será composta da seguinte maneira:

Mestre Aroldo do grupo “Revelação do Zimba (Salinópolis); 
Mestre Ticó do grupo “Quentes da Madrugada” (Santarém Novo);
Mestra Dona Amélia  do grupo “Cruzeirinho” (Soure/Marajó).
Mestre Manoel do grupo“Uirapurú”, Mestra Dona Bigica do grupo “Sereia do Mar” , Mestre Mário do grupo“Japiim”, (Marapanim);
Mestre Elias do grupo “Raios de Luz” (Curuçá);
Mestre Lico do grupo “Beija-Flor” (Vigia);
Mestre Moacir do Grupo “Filhos de Maiandeua” (Fortalezinha-Maracanã);
Mestre Álvaro “Lavico” do grupo “Parázinho” (Colares).
Mestre Lucas do grupo “Sancari” (Belém); 
Mestre Alexandre do grupo “Amigos do Carimbó”, Mestre Luiz do grupo “Águas Lindas”, Mestre Nivaldo do grupo “Pindorama” (Ananindeua);
Mestre Cazuza e Mestre Ilson do grupo “Unidos do Paraíso” (Santa Bárbara do Pará);
Mestre Bené do grupo “Brasileirinhos” (São Miguel do Guamá);
Mestre Come Barro do grupo “Raio de Sol” (Quatipurú);
Mestre Ribamar do grupo “Carimbó do Nilo” (Primavera); 
Pedro Ribeiro do grupo “Acauã” (Cachoeira do Arari);
Mestre Cláudio Capoeira do grupo “Cobra Grande” (Alter do Chão-Santarém);

Na ocasião será feito o lançamento do 2º Congresso Estadual do Carimbó, evento que reunirá mestres e lideranças de todo o Pará e cuja realização está prevista para o mês de maio

Serviço:

MESTRES E MESTRAS DO CARIMBÓ DO PARÁ
Show “Somos Patrimônio”
Dia 01.04.2016
Espaço Cultural Apoena (Av. Duque de Caxias, 450, esquina com Tv. Antônio Baena)
A partir das 22 h
Ingressos a 10,00 
Informações e venda antecipada: (91) 98191-6690 | 98303-7950 | 99969-3572









Mestres do Carimbó no Sesc Boulevard Belém
- setembro/ 2015 (Foto: Isaac Loureiro)

terça-feira, 29 de março de 2016

Café com Tapioca nº 9: Ye$t




Na volta do Café com Tapioca, um papo com o rapper roraimense Ye$t.


Som do Norte - Ye$t, agora no começo de 2016 você lançou seu primeiro single, com o rap "Agora é o Fim", tendo a participação da cantora Cinthia Sales. É um rap romântico - podemos dizer assim, né? - falando do fim de um relacionamento, fugindo assim da linha mais tradicionalmente associada ao rap, que é a de fazer críticas sociais.

Ye$t - Essa música é o pontapé inicial do EP e que passou por diversas transformações até que eu sentisse que estava pronta. Eu gosto de discutir de tudo nas rimas desde questões sociais, festivas, pessoais e o famoso "love song" que o pessoal gosta no rap. E acho que transmiti muito bem isso com a Cinthia nesse trabalho.


Cinthia Sales e Ye$t em pocket show no Circo do Seu Léo
- novembro/2015


Som do Norte Como foi participar do Festival Canto Forte, em novembro de 2015, com este rap? O público que comparece a festivais desse tipo geralmente encontra apenas canções de MPB, como foi a reação da plateia ao seu rap?

Ye$t - Foi um salto e tanto na minha carreira quanto na da Cinthia entrar nesse festival, uma das melhores experiencias da minha vida. Eu nunca imaginei que podia estar em um evento tão grande e poder estar com vários nomes da musica de Roraima no mesmo palco. Eu era o mais novo dos candidatos e me senti um pouco assustado com o tamanho da proporção que as coisas foram se tornando; o público gostou bastante e eu saí de cabeça erguida e muito feliz por participar.


Som do Norte "Agora é o Fim" estará no seu EP  1997, cuja gravação iniciou no ano passado. O que você pode nos adiantar sobre este trabalho? O título é o ano em que você nasceu, não é?
Ye$t - Adianto que logo logo vai ter clipe de "Agora é o Fim" e que talvez em maio o EP saia. Coloquei 1997 por ser os acontecimentos da minha vida transmitidos na rima e na arte mais limpa sobre mim. Mas que todo mundo possa se identificar e curtir. 

Som do Norte - Na sua fanpage, você define seu som como "pop, rock, rap". E em seu Soundcloud, afora várias versões de "Agora é o Fim", é possível encontrar um cover de "Que Sorte a Nossa", sucesso dos sertanejos Matheus & Kauan. Como você trabalha estas diversas influências em seu som?

Ye$t - Eu gosto de brincar de ser sertanejo de vez em quando (risos). Brincadeiras à parte acho que me sinto diferente na cena porque quero fazer conexões do rap com diversos estilos e não tenho preconceito ou desmereço e acho que a partir do momento que um artista se envolve com o "novo" tudo se torna possível. Tudo aqui é pra somar e trazer um bom som. Posso jogar umas guitarras e uma bateria e pegar o microfone e me sentir um Elvis Presley do hip-hop (risos).

Som do Norte Quem você convidaria para um café com tapioca? 

Ye$t - Com certeza eu chamaria a rapper Karol Conká. Acho que ela traz a nova onda do hip-hop nacional. Essa coisa gringa com jeito brasileiro que só ela sabe fazer e que eu gosto muito e que tenho muita vontade de um dia cantar ou até mesmo gravar uma música com ela.



Inscreva-se até 30 de abril na Campanha #VamosSonharJuntos!

quinta-feira, 24 de março de 2016

Você sabe quem escreveu seu show preferido?

Logo nos primeiros dias de 2016, recebi uma proposta inédita em minha carreira. A produtora de um cantor do Nordeste me convidou para ser o roteirista dos shows dele. O acerto acabou não acontecendo, devido a uma questão pessoal do artista, mas me fez pensar (pela milésima vez) como é curioso que num país tão musical quanto o Brasil esta não seja uma carreira incluída habitualmente nos planos de profissionais das áreas de Artes e Comunicação. Talvez pela falta de projeção que a categoria acaba tendo - pense em todos os shows que você já viu. Ou então lembre do show que você mais gostou de assistir, e que está em sua cabeça até hoje como se fosse um filme. Pois bem, alguém em algum momento pensou que músicas iriam entrar nele, em que ordem etc. Você saberia dizer quem fez isso? Não? Não se preocupe, você não está só! Esta função, como todas ligadas a bastidores da produção artística, raramente é citada com destaque.

Há casos em que artistas ou bandas muito conhecidos pedem que seus fãs mandem pelas redes sociais sugestões de músicas a serem incluídas no show, mas na maioria das vezes o roteiro do espetáculo é definido pelo próprio artista, junto com seu produtor, por vezes o diretor musical é chamado a opinar também. Pode acontecer, porém, de o artista chamar alguém (que já integre, ou não, a sua equipe) para escrever o roteiro do show - lembrando que nem sempre um show é apenas uma coletânea de canções, há artistas, a exemplo de Maria Bethânia, que recitam poesias entre uma música e outra. No período em que os shows de Roberto Carlos eram produzidos pela dupla Mièle e Bôscoli, cabia a este último - o jornalista e compositor Ronaldo Bôscoli - escrever os textos que Roberto declamava eventualmente.

O mais famoso caso de show escrito por alguém de fora da equipe dos artistas é Bons Tempos, Hein?, que Millôr Fernandes roteirizou em 1979 a convite do quarteto vocal MPB-4. Millôr também desenhou a capa do LP pela Polygram. A mesma arte foi aproveitada ainda como capa do livro que foi lançado pela editora gaúcha L&PM (dentro da coleção Teatro de Millôr Fernandes!!!), contendo o roteiro completo do show, incluindo as letras de músicas como "Se meu time não fosse o campeão" (Gonzaguinha), "Tropicália" (Caetano Veloso) e "Cálice" (Chico Buarque - Gilberto Gil). A edição deste livro pode ser considerada algo surpreendente, afinal, desconheço outro roteiro de show que tenha virado livro!

Para a minha geração (nascida na década de 1970), estes shows reunindo músicas, poesias e textos parecem ter sempre existido, mas na verdade não são tão antigos assim. Mesmo que se possa ver nos espetáculos modernos ecos do antigo teatro de revista (peças cômicas surgidas no século 19 reunindo esquetes humorísticos e sucessos musicais do momento) - e seus sucessores, como os shows de cassino e os shows de boate -, os chamados shows de teatro viram rotina no país entre o final dos anos 60 e começo dos 70. Isto devido a N fatores, o principal é que, até 1964, o formato dominante de disco no mercado era o 78rpm, com apenas duas músicas. Os grandes nomes da primeira metade do século - Francisco Alves, Orlando Silva, Carmen Miranda, Sílvio Caldas etc. -, moravam todos no Rio de Janeiro, que até 1960 era a capital federal. Mas quando eles cantavam nos teatros do Rio, não era com shows solo, que é a concepção que temos hoje. Ou eram shows coletivos, com inúmeros artistas; ou eram programas de auditório transmitidos ao vivo pelo rádio; ou eram participações em espetáculos de teatro de revista.

Quando estes artistas de fama nacional viajavam para cantar em outros estados, na maioria das vezes era para atuar em programas de auditório (as grandes emisssoras tinham orquestras próprias, geralmente as partituras eram enviadas com antecedência, então apenas o cantor ou a cantora viajavam, diferentemente de hoje em que um artista monta sua banda e viaja sempre com ela). Nas turnês para shows em teatros de outros estados, mesmo um artista de grande fama como Francisco Alves raramente se aventurava sozinho, era comum chamar colegas como Mário Reis, Carmen Miranda ou Noel Rosa.

Já em meados da década de 60, o panorama era bem diverso. As rádios não tinham mais orquestras; o LP se firmara como formato padrão do mercado; o teatro de revista, cujos atores foram recrutados pela televisão, praticamente desapareceu. Outro fator veio contribuir para a aproximação entre artistas da música e os palcos dos teatros: a censura da ditadura militar que chegou ao poder em 1964. Do dia para a noite, peças já ensaiadas e autorizadas a estrear - ou mesmo já estreadas! - podiam ser simplesmente proibidas, e era comum que fossem substituídas por apresentações musicais, naturalmente, ao menos no princípio, improvisadas.

Mas ainda em 1964 estreou aquele que é um marco na história dos shows brasileiros: Opinião, com João do Vale, Zé Kéti e Nara Leão (substituída depois por Maria Bethânia), com roteiro de Armando Costa, Oduvaldo Vianna Filho e Paulo Pontes e direção de Augusto Boal, no Teatro Opinião (Rio). Em 1966, Bethânia voltou ao mesmo palco, ao lado de Gilberto Gil e ninguém menos que Vinicius de Moraes, com o show Pois É, roteirizado pelo trio José Carlos Capinam, Torquato Neto e Caetano Veloso, tendo direção musical de Francis Hime e direção geral de Nelson Xavier. No mesmo ano, o Teatro de Arena (São Paulo) produziu o show Arena Canta Bahia, cujo elenco hoje custaria milhões para ser reunido: Maria Bethânia, Gilberto Gil, Gal Costa, Caetano Veloso, Pitti e Tom Zé, com direção de Augusto Boal. Ou seja, ainda predominava a ideia do show coletivo.

O modelo consagrado na atualidade, do show cujo repertório é estruturado em um disco recém-lançado pelo artista, começa a se firmar em 1970 com a estreia da primeira temporada de Roberto Carlos no Canecão (Rio) - foi aí que ele passou a trabalhar com Mièle & Bôscoli - e atinge um ponto de excelência com a extensa temporada de Falso Brilhante, de Elis Regina, no Teatro Bandeirantes (Sâo Paulo) - foram 257 apresentações de dezembro de 1975 a fevereiro de de 1977, sim, 15 meses em cartaz!!! Um marco histórico, e algo impensável nos dias de hoje. Com roteiro da própria Elis e de Cesar Camargo Mariano, o show contava com atores, corpo de baile e a direção de Myriam Muniz. Pelo gigantismo dos elementos em cena, Falso Brilhante não pôde cumprir um dos requisitos básicos de um show na contemporaneidade, que é sair em turnê nacional ou mesmo internacional - foi em Amsterdam, Holanda, que Caetano e Gil estrearam seu show Dois Amigos, Um Século de Música, em junho de 2015, dois meses antes de sua primeira apresentação brasileira, em São Paulo.

Parte dessa história era relatada no prefácio da surpreendente edição com o roteiro de Bons Tempos, Hein?, o livro que me levou a pensar que, de certo modo, um roteiro de show tem muito em comum com uma peça de teatro (sem falar que me parece evidente que, não raro, o intérprete musical adota recursos cênicos comuns a atores - gestos, expressões faciais - para reforçar a mensagem da letra que está cantando). Pensando nisso, eu, que já escrevera três peças teatrais entre 1996 e 2002 (todas inéditas), fiz dois roteiros para shows. O primeiro, escrito em 2009, é uma reunião de músicas que falam sobre o amor (não necessariamente canções românticas), intitulado O Amor é a Coisa mais Linda que Existe entre Nós. O ano seguinte, 2010, foi de muitas homenagens a Vinicius de Moraes, devido à passagem dos 30 anos de seu falecimento; também fiz minha parte, criando o roteiro do show E Por Falar em Vinicius. Adotei para ambos uma mesma estrutura, na qual a sucessão das letras das diversas canções vai formando uma história, como se fosse um filme musical ou uma ópera.

Estes dois roteiros seguem absolutamente inéditos (bem como um outro que fiz em 2009 de parceria com cantora paraense Juliana Sinimbú para o show que se chamaria Artigo que Não se Imita: Juliana Sinimbú Canta Noel Rosa). Cheguei a trabalhar em Belém como produtor artístico de algumas cantoras (inclusive dirigi e co-roteirizei shows de Nanna Reis, em 2010, e Tábita Veloso, em 2011), mas por um motivo ou outro não chegamos a mexer nestes roteiros. Na verdade, eu já nem pensava no assunto, quando a sondagem recebida no começo do ano me trouxe à mente tudo o que aqui está dito.

Vivemos uma época em que o repertório de antigos discos é revisitado, seja pelo próprio artista - João Donato fez, em 2014, os shows que não aconteceram em 1973, para o lançamento de seu LP Quem é Quem -, seja por outros - na Virada Cultural de São Paulo, também em 2014, Otto interpretou os sambas do LP Canta, Canta, Minha Gente, lançado por Martinho da Vila quarenta anos antes. Curiosamente, não vejo movimento algum para remontar shows desse período áureo dos anos 70 em que, a meu ver, o show era uma expressão artística diferenciada em relação ao disco, pelos elementos citados no breve histórico acima. Sem contar que havia atistas como o gaúcho Carlinhos Hartlieb, que fez uma série de shows memoráveis em Porto Alegre entre 1972 e 1982, mas que só deixou um disco, Risco no Céu, lançado postumamente; quantos outros casos como este não terão havido pelo Brasil, de um artista ser mais de show do que de disco?

Enfim, talvez esse resgate de shows seja algo mais difícil, devido à quase inexistência de roteiros conservados que estejam disponíveis ao público (por favor, se eu estiver aqui dizendo uma grande bobagem, me corrijam!!!). Mas talvez chegue um tempo em que, assim como grupos teatrais de todo o Brasil montam, às vezes simultaneamente, peças de nossos grandes dramaturgos como Ariano Suassuna, Nelson Rodrigues e Dias Gomes (isso sem falar nas inúmeras montagens de textos de William Shakespeare o tempo todo pelo mundo), um mesmo roteiro de show possa estar sendo produzido em várias cidades país afora, com o devido destaque para seu roteirista. Sonhar não custa nada, como já cantou na Sapucaí em 1992 minha escola do coração, a Mocidade Independente de Padre Miguel :)

terça-feira, 1 de março de 2016

Os Descordantes lançam clipe (genial!) de "Três Dias"

Em agosto de 2014, o Som do Norte lançou com exclusividade na internet o primeiro CD da banda acreana Os Descordantes, que no ano seguinte andou sendo apontado como um dos melhores discos produzidos na Terra Brasilis naquele ano de Copa (mas esse fato deixa pra lá). Se você AINDA não ouviu, clica aqui urgente!

Bom, mas eu fiz essa introdução pra dizer que a banda acaba de lançar o clipe da canção 'Três Dias', que é o prazo que o eu-lírico dá para a amada voltar. Só que o clipe, que começa dizendo que este é o 'Capítulo 1' (??), termina dizendo que a história 'Continua...'

Terão Dito Bruzugú George Naylor Mesquita e Saulo Olimpio de Melo criado o clipe-novela? Aguardemos. Por ora, vamos assistir o clipe que está simplesmente SUPIMPA & GENIAL. 

***
"Meu amor, você tem três dias pra voltar pra mim."
Será que esse orgulho funciona?
Esse é o clipe da canção "Três dias" do disco "Espera a chuva passar".
Produzido por Fellipe Lopes em parceria com Os Descordantes.
Compartilhem o primeiro capítulo da dor de quem ama sem ser correspondido, e esperem os próximos episódios!
Com amor, Os Descordantes. 





Assumindo a faceta do orgulho, ele dá três dias para que ela volte. Será que funcionou?


Clipe oficial da canção "Três dias", da banda acreana Os Descordantes.



Direção: Dito Bruzugu e Fellipe Lopes
Roteiro: Dito Bruzugu
Direção de fotografia: Fellipe Lopes
Assistente de fotografia: Amanda Pinheiro
Edição: Fellipe Lopes
Direção de arte: George Naylor
Motion design: Bruno Guedes
Produção: Os Descordantes



Estrelado pelos Descordantes e Thaiana Vasconcelos



Agradecimentos: La Doceria e loja Senhoritha