Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Café com Tapioca nº 7: Camillo Royale (Turbo)

Como diz o próprio Camillo Royale, a banda Turbo rajou com o lançamento do seu segundo álbum “Eu sou Spartacus”, que finalmente foi disponibilizado na internet no início deste mês de junho. Os fãs puderam conhecer o trabalho que foi gravado na Suécia em 2013, em parceria com o produtor Chips Kiesbye, que já trabalhou com grandes nomes da cena roqueira alternativa como Hellacopters e Millencollin. A banda também divulgou o clipe da música “Já”, com direção de Vanja Von Sek, que contém imagens produzidas durante o processo de gravação do CD. Guitarrista e vocalista do Turbo, Camilo conversou com o Som do Norte, falando, entre outras coisas, sobre a experiência de gravar num país estrangeiro e as expectativas em relação ao disco. Além dele, o grupo é formado por Neto B (bateria), Wilson Fujiyoshi (baixo) e Bruno Cruz (guitarra) - na foto abaixo, Camillo aparece na parte superior direita. (Raissa Lennon, de Belém). 



Som do Norte - Se não me engano, a banda Turbo foi gravar o disco na Suécia em fevereiro de 2013, é isso mesmo? De lá pra cá como foi esse processo até o lançamento do disco? 

Camillo Royale - Isso mesmo. Caramba, foi uma longa jornada na verdade. Foram dois anos pra ir e dois anos pro disco voltar, mas estamos muito satisfeitos com o resultado.  Nesse período fomos resolver nossas vidas, tentar explicar para as pessoas o porquê da demora, que o disco foi feito na Suécia e não na Suíça, e ficamos esperando Spartacus vir e nos dar orgulho e muita alegria.

Som do Norte - O que a experiência de gravar em outro lugar totalmente diferente trouxe para a sonoridade do projeto Eu Sou Spartacus? Qual foi a grande contribuição do Chips Kiesbye, que já trabalhou com grandes bandas gringas?

Camillo Royale - Gravar no Music-a-Matic com o Chips e o Henryk foi demais! Nos deixaram muito à vontade e ficamos muito amigos. Gravar no esquema que gravamos era como ver os documentários das bandas gringas que amamos. Foi um grande aprendizado e os caras dão o máximo pra que o teu trabalho fique bom. Recomendo a quem puder ir lá gravar com os caras não irá se arrepender, depois terá muita potoca pra contar e o som do disco ficará só a crocância!

Som do Norte - Como o Camilo, músico, experiente, de uma importância enorme para o cenário da música paraense, define esse novo disco?

Camillo Royale - Eu sou Spartacus para mim tomou um outro significado durante a viagem, algo que talvez que eu não conseguisse explicar para as pessoas, mas espero que elas ao ouvir as canções tenham a sua própria visão delas e o porquê deste título. Muita gente disse que éramos loucos por fazer essa aventura e não nos arrependemos de nada. A rajada foi além das expectativas, mas o trabalho só está começando.

Som do Norte - Agora que a Turbo está com disco prontinho e um clipe super legal lançado para a música "Já", quais são os planos? 

Camillo Royale - A ideia é lançarmos o disco físico inicialmente em CD. Para uma banda independente nada é fácil, mas sem drama não tem graça e logo ele estará em nossas mãos pra galera comprar. Esperamos poder fazer mais clipes e viajar para lugares novos para rajar e promover o disco. Somos uma banda desconhecida para o resto do Brasil, mas o feedback desde o lançamento tem sido muito bom.




Som do Norte - E para terminar, como a nossa sessão chama-se "Café com Tapioca" com quem você gostaria de tomar um café com tapioca? Fazer uma parceria, tocar, ou algo assim?

Camillo Royale - Vixi! É tanta gente que sou fã e que adoraria fazer algo, mas quando conheci o mestre Sebastião Tapajós durante um trabalho fiquei pensando se eu teria as técnicas ninjas para poder criar algo com esse monstro das seis cordas que admiro tanto. Pelo menos tomar aquele cafezote com tapioca com ele pode rolar algum dia.


Veja também:

Outras entrevistas ao Som do Norte onde Camillo Royale falou do CD Eu sou Spartacus:







quinta-feira, 11 de junho de 2015

As Tias do Marabaixo: Como medir a felicidade?


Na noite de 5 de junho, sexta-feira passada, aconteceu a exibição pública dos cinco curtas que compõem a série As Tias do Marabaixo, durante a segunda edição, no Bar do Nêgo, do Projeto Vitrola Cultural, coordenado pela socióloga Patrícia Pinheiro e que conta com os DJs Ronnie Santos, Flávio Gutembergue e Jader Roots; o projeto visa resgatar a cultura de ouvir música em vinil, e também abre espaço para outras manifestações culturais. Em plena orla de Macapá, a poucos metros do rio Amazonas, o maior rio do mundo, quem esteve presente pode ver, pela primeira vez num único evento, a série completa (os curtas já haviam sido exibidos em dois eventos do grupo poético Pena e Pergaminho, sendo três num evento e dois no outro). Não tenho palavras para expressar minha satisfação e alegria com o convite e mais ainda com a efetiva exibição. Naturalmente, por se tratar de uma apresentação num bar - espaço onde exibições de filmes são raras -, o nível de atenção foi bem diverso do que observei quando da mostra nos encontros do Pena e Pergaminho: enquanto algumas pessoas simplesmente ignoravam os filmes, houve quem levantasse da cadeira e começasse a dançar! Um momento muito feliz que aconteceu quase no encerramento, perto de 1h da manhã, quando começamos a exibir o curta final, Tia Zezé no Encontro dos Tambores.



Exibição do curta 
Tia Chiquinha

Sei bem que ainda não se inventou um modo de medir a felicidade. Mas também tenho a plena certeza de que mais feliz ainda foi não um momento só, mas uma noite inteira, pouco mais de três semanas antes da noite citada acima. Me refiro à noite de 13 para 14 de maio, a Quarta-Feira da Murta do Divino Espírito Santo. Apenas duas das casas que celebram anualmente o Ciclo do Marabaixo em Macapá comemoram a Quarta da Murta do Divino, ambas no bairro do Laguinho - a Casa do Mestre Pavão, sede da Associação Folclórica Marabaixo do Pavão, e o Centro Cultural Tia Biló, da Associação Cultural Raimundo Ladislau. O motivo é que estas duas casas homenageiam igualmente o Divino Espírito e a Santíssima Trindade, enquanto as outras casas (Barracão Tia Gertrudes e Associação Zeca e Bibiana Costa, ambas no bairro da Favela, e Herdeiros do Marabaixo, do distrito de Campina Grande) festejam apenas a Santíssima Trindade. 

Quem acompanha o projeto As Tias do Marabaixo sabe que meu intuito é homenagear cinco senhoras negras que são consideradas memórias vivas do Amapá: Tia Zefa, Tia Chiquinha, Tia Biló, Natalina e Tia Zezé. Diante, porém, do ocorrido na Quarta da Murta do Divino na sede da Associação Raimundo Ladislau, eu não pude deixar de me sentir homenageado também. Nesta noite, a convite de minha amiga Laura do Marabaixo, neta da Tia Biló, os banners com as fotos da minha exposição "As Tias do Marabaixo" ficaram expostoas durante todo o tempo da festa (ou seja, de 18h até o amanhecer, praticamente 13h). Mais que isso: as fotos foram dispostas de modo a estarem no centro da roda formada pelos dançarinos de Marabaixo, que assim faziam a festa em volta das imagens que retratavam a própria festa! Com toda a certeza foi um dos momentos mais felizes de toda a minha vida. :)





O Ciclo do Marabaixo 2015 encerrou neste domingo, 7 de junho, com a derrubada dos mastros nas cinco casas que celebram anualmente a Santíssima Trindade e o Divino Espírito Santo. Na próxima semana, acontece na Praça da Bandeira programação alusiva ao Dia Estadual do Marabaixo (16 de junho). Depois disso, sigo para algumas semanas em Belém, a caminho de  Taquaruçu, distrito de Palmas, onde os cinco curtas serão exibidos no Cine Mutum, evento paralelo ao Mutum - 1ª Mostra de Música Instrumental e Cultura Popular do Tocantins, que acontece de 10 a 12 de julho. O caráter alternativo das exibições relatadas neste texto também se estende à viagem: pretendo percorrer vários estados com a exposição e os curtas evitando o uso de avião sempre que isso seja possível - vou de Macapá para Belém de navio, e de lá para Palmas de ônibus (no caso, indo primeiramente do Pará para Goiás, e de lá pro Tocantins).

sábado, 6 de junho de 2015

Pará: 1º Congresso Estadual debate a salvaguarda do Carimbó até amanhã em Ananindeua


Até amanhã, o 1º Congresso Estadual do Carimbó prossegue em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém. O evento inicou ontem, sexta, 5 de junho. 

O Congresso é organizado pela Campanha do Carimbó, movimento cultural e social protagonizado por mestres, grupos e comunidades carimbozeiras do Pará, responsável pela luta vitoriosa realizada junto ao IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – para registrar o Carimbó como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, objetivo conquistado e celebrado coletivamente no dia 11 de setembro de 2014.

O 1º Congresso Estadual do Carimbó reúne mestres e representantes de dezenas de grupos e comunidades para a discussão da próxima etapa desse processo: a construção do Plano de Salvaguarda do Carimbó e a proposta de auto-organização em âmbito estadual e nacional.

O Congresso Estadual do Carimbó é a culminância de uma ampla mobilização e escuta das comunidades carimbozeiras sobre a temática da salvaguarda e da auto-organização comunitária, articulada pelas lideranças da Campanha desde dezembro do ano passado. Como parte do processo de mobilização para o evento, a Campanha do Carimbó promoveu Encontros Municipais Preparatórios em mais de vinte municípios em várias regiões do Estado, discutindo propostas e demandas para a salvaguarda e elegendo os delegados de cada grupo/comunidade de carimbó para participarem do Congresso. Estão confirmados cerca de 200 delegados/as e observadores vindos de 25 municípios das regiões do Salgado, Bragantina, Marajó, Tapajós, Baixo Tocantins e Metropolitana.

O objetivo do Congresso é, entre outros, definir as propostas dos grupos e comunidades para as ações de salvaguarda, escolher os representantes comunitários para o Coletivo Gestor da Salvaguarda e discutir a criação da entidade coletiva e representativa do carimbó em âmbito estadual e nacional. Portanto, o evento terá caráter deliberativo e organizativo, com uma representatividade política e territorial até então inédita na história do carimbó.

A Campanha do Carimbó considera o Congresso um desdobramento e uma continuidade do processo de registro do carimbó como patrimônio cultural nacional, bandeira levantada e sustentada por grupos e mestres tradicionais de carimbó desde 2005, quando se iniciaram as primeiras discussões com o IPHAN e o Ministério da Cultura na cidade de Santarém Novo, região litorânea do Pará.

É uma etapa crucial da longa luta dos mestres, grupos e comunidades em prol da valorização e reconhecimento efetivos de nossa cultura popular tradicional, dessa manifestação que é uma das principais matrizes culturais do povo paraense e amazônida. É também uma valiosa oportunidade para afirmar a importância e a riqueza de nossa diversidade cultural, nutrida por nossas raízes ancestrais, definidora de nossa multifacetada identidade nacional.

O Congresso é uma instância deliberativa e organizativa do movimento da Campanha do Carimbó, por isso não será aberto ao público em geral; apenas algumas vagas foram disponibilizadas vagas para observadores e convidados.

O evento tem o apoio do Ministério da Cultura, Iphan-PA, Ministério da Pesca e Aquicultura, Movimento Slow Food Brasil, Secretarias Municipais de Cultura de vários municípios, além de entre outros parceiros e apoiadores no Pará e no Brasil.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

A Mil por Hora: novo EP da Nicotines já está na rede



A banda amazonense Nicotines lançou ontem via Soundcloud seu EP A Mil por Hora, com 5 faixas. A canção-título já viera à luz no dia 30 de maio, como single (confira aqui). O disco, gravado por  Ygor Lopez, no LS Brazil Studio, sai pelo selo Som Independente Records. Destaque para as faixas "Rock Brasileiro" e "O Velho Rockstar", que trazem raras críticas de roqueiros à transformação do próprio rock em 'negócio'. 

A Mil por Hora é o primeiro EP da banda, que anteriormente lançou o single "Antes do Inverno". O EP está encartado na mais recente edição da revista Gatos e Alfaces, que foi lançada no Bar do Aranha (São Paulo). Em Manaus a distribuição será feita no sebo Acervo Alienígena (Rua Lima Bacury, 64, Centro) e na Underground Brasil Distro (trav. Edila Pereira, 10-A – Raiz). A banda pretende fazer também o lançamento em fita cassete, mídia que deixou de ser fabricada pelas gravadoras brasileiras em 1996. 

A capa faz referências a álbuns de bandas setentistas e também é uma alusão aos motociclistas norte-americanos “Café Racers”, da década de 1950 (espécie de moto criada para percorrer pequenas distâncias, muito usadas por jovens fãs de rock para apostar corridas entre um café e outro, onde iam ouvir rock nas jukeboxes). O trabalho gráfico foi idealizado por Lauro Henrique, baterista da banda, e a arte gráfica ficou por conta de Eduardo Molotiesvki (vocal e guitarra da banda Tudo Pelos Ares), já a arte final é de Valdenor Marques.

A banda tem na formação atual Sandro Nine (vocal), Gustavo Kawati e Israel Perera (guitarras), Alderlan Moreira (baixo) e Lauro Henrique (bateria). Os músicos afirmam que o EP "reflete bem o momento em que a banda vive, até pela mudança de estilo, fazendo um rock'n’roll mais direto e cru. Foi um trabalho feito com muita dedicação, sangue, com planejamento e sem pressa. Transformamos as ideias em músicas e o resultado ficou do jeito que queríamos”, comemora Sandro Nine.  

A turnê para divulgação do álbum está prevista para o segundo semestre, informa Lauro Henrique: “Primeiramente faremos alguns shows no circuito independente da cidade e também pela região norte/nordeste, Venezuela e Sudeste divulgando o nosso trabalho”. 

Nicotines - A banda tem influências de diversas bandas dos anos 70 em diante, como Velvet Underground, Rolling Stones, David Bowie, Lou Reed. T. Rex, New York Dolls, Led Zepelin, The Stooges, MC5, Tutti Frutti, Golpe de Estado, TNT. Participou de importantes festivais independentes do Norte do Brasil (TomaRRock e Grito Rock), além de participar do 2º Gran Sabana Rock, em Santa Elena de Uairen (Venezuela), já tendo dividido o palco com bandas como Dr. Sin e Camarones Orquestra Guitarrística.  



Novo clipe da Sir Blues inaugura série de lançamentos

A banda Sir Blues, de Porto Velho, lançou ontem no YouTube seu novo clipe, "Deus me Livre de Você". A letra é um "fora" ecumênico: o eu-lírico manda a pessoa que diz amá-lo para bem longe (literalmente: Vá pro inferno com o seu amor) e pede, como o próprio título já indica, ajuda divina para tal, porém também incumbe os orixás da tarefa (Já fui no terreiro pra tirar a quizumba que você me deixou, arranjei patuá pra me proteger).

O clipe, dirigido por Neto Cavalcanti e Bruno Corsino, inaugura uma série de lançamentos previstos pela banda, como me informou o vocalista Marcelo Benaci. Serão quatro clipes, um por mês, até setembro, quando então virá à luz o EP, reunindo as quatro canções.



quarta-feira, 3 de junho de 2015

Agenda Macapá: Curtas d'As Tias do Marabaixo serão exibidos no Vitrola Cultural desta sexta



Nesta sexta, 5 de junho, os curtas-metragens As Tias do Marabaixo, dirigidos pelo jonalista e cineasta Fabio Gomes, editor do Som do Norte, serão exibidos dentro da programação do projeto Vitrola Cultural, no Bar do Nêgo (Complexo da Beira-Rio, em frente ao Macapá Hotel). O evento estreou com sucesso na sexta-feira passada e abre nesta segunda edição espaço para cinema, com o nosso projeto, e para a poesia, vários grupos já confirmaram a participação. 

Para nós é uma honra poder exibir o nosso trabalho voltado para a difusão da cultura do Marabaixo, uma tradição nascida do povo amapaense, num local que é ao mesmo tempo um dos espaços mais democráticos da nossa sociedade (um bar) e também situado às margens do rio Amazonas, o maior rio do mundo. Agradecemos o convite à amiga Patrícia Pinheiro, coordenadora geral do evento.

A proposta do Vitrola Cultural é difundir a cultura musical através dos discos de vinil (você pode levar exemplares da sua coleção, e um dos DJs do projeto  - Ronnie Santos, Flávio Gutembergue Jader Roots - irá tocar a faixa que você escolher), e ainda abrir espaço para manifestações de outras artes: teatral, escrita e falada, artes plásticas, artesanato, danças, feiras de trocas e vendas, brechó e bazar, religiosidade, afro, além de audiovisual, artes circenses, de gênero, jogos de tabuleiro e esportes. 

Longa vida ao Vitrola Cultural! 


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Por que o @SomdoNorte está tendo menos atualizações?

Som do NorteVocês podem estar percebendo que agora em 2015 o Som do Norte vem sendo atualizado com menor frequência do que acontecia até o final do ano passado - nos primeiros cinco meses deste ano, por exemplo, tivemos 58 posts, praticamente o mesmo que foi publicado aqui apenas em outubro de 2014 (54 posts). Beleza, e qual o motivo disto?

Na real, são três os principais motivos:

nossa opção, anunciada em 1 de janeiro neste post, de não mais publicar Agenda no blog, exceções feitas a eventos solidários e/ou apoiados pelo blog. Optamos por divulgar os eventos diretamente em nossa fan page no Facebook e no nosso Twitter, e acreditamos que a escolha vêm se mostrando acertada.

estamos tendo dificuldades com outra opção, esta já implementada desde o ano passado, que era a de dar ênfase a Entrevistas - como vocês sabem, chegamos a lançar nova seção, Café com Tapioca, também em janeiro, especificamente para entrevistas. Já publicamos seis bate-papos da série, mas poderiam já ter saído mais dois, caso as bandas que receberam nossas perguntas as tivessem respondido. Evidente que lamentamos o ocorrido, mas isso também não quer dizer que vamos parar de fazer (ou ao menos de tentar fazer - risos) entrevistas, apenas estamos dividindo com vocês essa dificuldade de bastidores.

por fim, o mais grave, e que eu só soube no sábado, 30 de maio, através de um e-mail enviado pelo serviço Google Photos. É lá, desde agosto de 2009, que são armazenadas todas as fotografias hospedadas no Som do Norte. Para quem não é muito íntimo de termos técnicos, "foto hospedada" quer dizer que a imagem que você vê em nosso blog está armazenada num servidor exclusivo - no caso, a imensa maioria das fotos publicadas aqui no blog foi enviada por nós para o nosso Google Photos (uma pequena parte das imagens publicadas é copiada digitalmente, seguindo portanto hospedadas no domínio de quem as publicou, o que eventualmente deixa espaços em branco nos nossos posts quando algum site sai do ar ou se desativa alguma conta do Flickr ). Bom, e daí? Daí que eu descobri que o Google aglutina como uma coisa só três coisas completamente diferentes - todas as mensagens que já enviamos ou recebemos pelo e-mail musicadonorte@gmail.com, as fotos do Google Photos e arquivos que tenhamos armazenados no serviço Google Drive; o espaço gratuito máximo oferecido somando tudo isso é de 15 GB e eu já uso 14 GB. E nesse caso não há muito o que fazer, já que o Blogger, a plataforma que escolhi para abrigar o Som do Norte, pertence ao Google, logo sua utilização segue o que a empresa definir.

  • Existe solução para o terceiro e mais grave problema? Sim, com certeza. embora não seja muito prática. Como eu tenho um domínio registrado para o Som do Norte, tenho como transferir as fotos que hoje estão no Google Photos para o HD virtual do domínio somdonorte.com.br. Porém isso exige que eu verifique TODOS os 4.687 posts já publicados, UM A UM, o que se, por um lado, vai eliminar o risco de, como se diz popularmente, "entupir" a conta de e-mail do blog, por outro lado também vai consumir um tempo precioso, apenas para deixar tudo exatamente como está.