Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

domingo, 31 de maio de 2015

Nicotines lança single "A Mil por Hora"

A banda Nicotines, de Manaus, postou na noite deste sábado, 30, em seu Soundcloud a música que constitui seu primeiro single, "A Mil por Hora", que antecipa o EP de mesmo nome que será lançado na internet na próxima quarta, 3 de junho.

"A Mil por Hora" é a primeira faixa do EP, gravado no LS Brazil Studio (Manaus) por Ygor Lopez, também responsável pela mixagem e masterização. O lançamento sai pelo selo Som Independente Records. 

O EP completo já estava disponível em versão física, como encarte na revista Gatos e Alfaces, editada pelo produtor cultural Luiz Barata Brichetto; o evento aconteceu ontem no espaço cultural Bar do Aranha (São Paulo). 

O single também está sendo lançado neste domingo pelos sites Som Independente e Rock Amazonense.


quinta-feira, 28 de maio de 2015

Agenda Macapá: Projeto Vitrola Cultural



Todos estão convidados para para participar do PROJETO VITROLA CULTURAL – o som do vinil todas as sextas-feiras no Bar do Nêgo (em frente ao Macapá Hotel), com início às 20h.

O Projeto disponibilizará aparelhos toca-discos (pick-ups), para todos aqueles que trouxerem seus próprios vinis terem a oportunidade e o prazer de colocá-los para rodar a sequência das suas músicas preferidas na hora.

Quem não possui vinis poderá ir aos eventos do projeto para ouvir seus artistas preferidos diretamente dos bolachões.

O PROJETO VITROLA CULTURAL – o som do vinil é voltado à difusão de cultura musical com discos de vinil e contemplará ainda as artes: teatral, escrita e falada, artes plásticas, artesanato, danças, feiras de trocas e vendas, brechó e bazar, religiosidade, afro, além de audiovisual, artes circenses, de gênero, jogos de tabuleiro e esportes. 

O objetivo é resgatar fãs e colecionadores de discos de vinil, tanto de música reggae quanto dos demais gêneros musicais, tais como samba, Soul, Blues, Jazz, Black, Rock, Hip Hop, MPB, MPA, Merengue, Brega, Lambada entre muitos outros.

domingo, 17 de maio de 2015

As Tias do Marabaixo, o Projeto


Em 15 de setembro de 2014, foi inaugurada no Amapá Garden Shopping, em Macapá, minha primeira exposição individual de fotos, intitulada As Tias do Marabaixo. Durante uma quinzena, os visitantes do local puderam ver 16 fotos minhas retratando Tia Chiquinha, Tia Zefa, Natalina, Tia Zezé e Tia Biló, então os maiores nomes vivos do Marabaixo (Tia Chiquinha veio a falecer recentemente, em 18 de fevereiro). Até o final do ano passado, a exposição percorreu algumas escolas da capital e permaneceu 10 dias na Galeria de Arte do Museu Fortaleza de São José – nem em sonho eu imaginei que um dia meu trabalho estaria exposto num prédio histórico do século 18! Neste 13 de maio, 127 anos da Abolição da Escravatura, a exposição volta a ser exibida ao público, em outro lugar da maior importância: a casa onde viveu Mestre Julião Ramos, pioneiro do Marabaixo do Laguinho e pai de Tia Biló.


Tia Chiquinha (de chapéu), Josefa Ramos (com o microfone) 
e Tia Zefa (com a flor azul no cabelo) - 22.6.14
(Fotos: Fabio Gomes)


O projeto, porém, é bem mais abrangente (talvez o termo certo seja “ambicioso”) do que apenas uma reunião de fotos – creio que basta dizer que as imagens expostas foram selecionadas de um total de mais de 3.600... Boa parte delas foi captada durante as filmagens de entrevistas com as senhoras citadas, e também em festas do Ciclo do Marabaixo 2014. O material filmado dará origem a um documentário de longa-metragem e cinco curtas, cada um deles dedicado a uma das entrevistadas. O primeiro curta, Tia Zefa no Dia da Consciência Negra 2014, foi lançado em 26 de fevereiro, dia em que a homenageada completou 99 anos. A previsão de lançamento dos curtas é durante o Ciclo do Marabaixo 2015, já em relação ao longa não há como fixar uma data no momento. Classifiquei o projeto como “ambicioso” em virtude das outras ações previstas – além da exposição e dos filmes (e de uma coleção de camisetas temáticas, à venda inclusive em loja virtual para todo o Brasil), pretendo lançar dois livros, um com uma seleção de fotos, outro com a íntegra dos depoimentos captados, isso sem falar no lançamento, é claro, dos próprios filmes, curtas e longa, em DVD.




A ideia do filme começou a nascer em 8 de maio de 2013, quando, levado pela cantora Patrícia Bastos, estive na festa da Quarta-Feira da Murta do Espírito Santo nas duas casas do bairro do Laguinho que a celebram: primeiro fomos à casa da Tia Biló, passando depois rapidamente pela sede do Grupo do Pavão, onde Patrícia me apresentou à Tia Chiquinha. A festa, o ambiente, a sensação de estar presenciando uma tradição viva e muito rica, sem similar com nada que eu já houvesse visto em minhas andanças pelo Brasil, me animaram a pensar numa série de entrevistas com estas senhoras que dedicaram sua vida ao Marabaixo, ajudando desta forma a preservar e difundir suas lembranças. Inicialmente, porém, eu planejava fazer as entrevistas em áudio, para veiculá-las em meu blog Som do Norte. Felizmente minha amiga Andreia da Silva Lopes, sobrinha de Tia Zefa, sugeriu que eu captasse o material em vídeo. “Sendo assim”, respondi, “não tem porque restringir o material ao meu blog. Vamos fazer um filme logo duma vez!”. Entrei em contato com a Graphite Comunicação, que recentemente lançara um clipe de animação de “Mal de Amor”, e acertamos nove dias de gravação durante o Ciclo do Marabaixo de 2014. A primeira gravação foi no Curiaú, uma entrevista com Tia Chiquinha, em 7 de maio, praticamente um ano após a noite em que nos conhecemos. 

Depois ouvimos, pela ordem, Tia Zefa, Natalina, Tia Zezé (com quem gravamos numa noite de Marabaixo no Barracão Gertrudes Saturnino, no antigo bairro da Favela, hoje Santa Rita) e Tia Biló; além de quatro noites de festa, cobrimos também o Cortejo da Murta, que reúne grupos de Marabaixo de Macapá e cidades vizinhas, que vão da orla do Rio Amazonas até a Igreja de São José para buscar a bênção para os brincantes do Marabaixo. Esta tradição, interrompida nos anos 1940 quando o padre Júlio Maria Lombaerd impediu que os negros entrassem tocando caixa na igreja, foi retomada em 2012. O último dia de filmagens no Ciclo, 27 de junho, coincidiu com a data da festa pelos 94 anos de Tia Chiquinha (na verdade, completados na véspera - à direita, Tia Chiquinha na festa de seu 94º aniversário). Posteriormente, em novembro, registrei em foto e vídeo quatro dias do 20º Encontro dos Tambores (foi dali, inclusive, que saiu o primeiro curta a ser lançado).

O primeiro semestre de 2015 será dedicado ao lançamento dos curtas e sua exibição, bem como a continuidade da circulação da exposição, por instituições de ensino e espaços culturais de Macapá, além, é claro, dos barracões onde se realizam os festejos do Ciclo do Marabaixo. Para o segundo semestre, a intenção é, simultaneamente à preparação do longa-metragem, circular com os curtas por festivais de cinema Brasil afora.

Para saber mais sobre o projeto, acesse: http://tiasdomarabaixo.blogspot.com.br/

sábado, 16 de maio de 2015

Ouça o novo CD da Luneta Mágica: No Meu Peito


No começo de abril, a banda Luneta Mágica, de Manaus, lançou seu segundo CD, intitulado No Meu Peito. O álbum foi gravado e mixado em Manaus e masterizado em São Paulo; já a arte foi criada pelo estúdio Bonk!, de Curitiba. 

Em 2013, ao lançar o CD anterior - Amanhã vai ser o Melhor Dia da sua Vida -, a banda fez sua primeira turnê fora do Amazonas, tocando em Boa Vista - na última Noite Som do Norte (abaixo, em foto de Victor Matheus para o Roraima Rock'n'Roll) -, São Paulo e Curitiba. A intenção do grupo é voltar a circular por outras partes do Brasil com este novo trabalho. 







Produzido por Diego Gonçalves de Souza

Gravado por Diego Gonçalves de Souza e Beto Montrezol / Estúdios Invern e Estúdio Supersônico - Manaus AM
Mixado por Beto Montrezol / Estúdio Supersônico - Manaus AM
Masterizado por Fernando Sanches / Estúdio El Rocha - São Paulo SP

Luneta Mágica é:

Pablo Henrique Araújo - voz e guitarra
Erick Omena - baixo e teclado
Eron Oliveira - bateria

terça-feira, 12 de maio de 2015

Clipe "Planetário", da Supercolisor, anuncia o novo CD

Na manhã desta terça, a banda Supercolisor, de Manaus, lançou no YouTube seu novo clipe, da música "Planetário". 

O clipe, com animação de Edgar L. Costa e produção do estúdio Bonk!, é primorosa e antecipa o lançamento do CD Zen Total do Ocidente, que estará numa internet perto de você no próximo dia 20. 

Este será o segundo CD do grupo, que com o antigo nome "Malbec" lançou em 2012 o aclamado Paranormal Songs



terça-feira, 5 de maio de 2015

Café com Tapioca nº 6: Vinicius Lemos

Som do Norte - Vinicius Lemos, nós já publicamos seu depoimento sobre o final das atividades do Festival Casarão e também uma retrospectiva do que saiu sobre o evento aqui no Som do Norte. Pra encerrar essa série de publicações, pensei em retomar alguns pontos que conversamos na nossa primeira entrevista, há 5 anos e meio. Começo com algo que aliás faltou naquele papo anterior: como foi que você começou a fazer as festas e posteriormente o festival naquele antigo casarão de 1878 às margens do rio Madeira? Era um centro cultural, um bar, o que funcionava nele no restante do ano?

Vinicius Lemos - Era um sítio, não era nada e estava abandonado. Muito antes tinha sido o Iate Club, quando eu tive a ideia em 2000 de fazer uma festa lá, entrei em contato com a pessoa que estava assumindo o local, filho do antigo presidente deste Iate Club, estava limpando e restaurando para ser seu sítio de final de semana. Depois do sucesso do primeiro Casarão ele chegou a alugar para outros eventos, festas de casamentos e tudo mais. 

Som do Norte - Numa entrevista a um outro site, por volta de 2009 ou 2010, (deixo de mencionar qual é porque não consegui mais localizar a matéria), ao falar da dificuldade de conseguir apoio da Prefeitura e do governo do Estado, você chegou a dizer que o fato de pedir verba pública para um evento com ingresso pago era visto por eles quase "como uma coisa demoníaca" (risos). De lá pra cá, você diria que melhorou a relação entre festival e esfera pública?

Vinicius Lemos - Nunca existiu uma política pública em Rondônia e não vejo muita novidade nesse sentido. Temos a notícia boa do Marquinhos Nobre [Marcos Nobre Jr.] ter assumido a fundação municipal (Funcultural), sei que tem boas ideias e planejamento de editais, mas pegou uma administração do meio pro final, não sei se consegue um bom impacto. Do governo do estado não vejo a médio/longo prazo nada demais. Aqui é a política pires na mão e ficar se sujeitando. A ajuda ainda fica por causa do apoio direto restrito a evento sem cobrança de ingresso, o que nunca incluiu o Casarão. Tive apoio em 2007 com um som de uns 7 mil reais da prefeitura. Em 2008 promessa de toda a sonorização no nosso melhor ano e deram pra trás faltando 20 dias. Em 2009, prometeram novamente o som e deram pra trás faltando 7 dias. Em 2010, eu tinha um convenio com o MinC/Funarte aprovado de R$ 80 mil, necessitando da prefeitura pra receber e repassar, com contrapartida de 20 mil. Acabou que o Prefeitura não conseguiu certidões e os 80 mil voltaram. Em 2011 foi a única vez que o governo do estado nos deu hotel e alimentação, uma pequenina ajuda. De lá pra cá, promessas dos dois lados. Infelizmente.

Um dos motivos que o Casarão encerra é falta de apoio, sempre o povo fala "faz aberto", "adia que a gente vê um apoio". Eu sempre fiz na raça, com público, ingresso e com prejuízo e grana própria, se tivesse apoio e patrocínio, certamente continuaria, com uma equipe remunerada e podendo delegar, mas nunca foi assim, sempre no apoio de cada um, uma equipe maravilhosa que dava alma ao festival, mas eu não podia também exigir mais de ninguém. 

Som do Norte - Um aspecto que sempre valorizei no Casarão era sua faceta social: você garantia meia-entrada no evento para quem doasse um quilo de alimento não-perecível ao comprar o ingresso; posteriormente, os alimentos eram encaminhados à Paróquia São Luiz Gonzaga. Você tem uma estimativa de quanto se arrecadou de alimentos ao longo de toda a história do Casarão?

Vinicius Lemos - Só nos maiores anos, 2008 e 2009 foram cerca de 12 toneladas, depois foram menos, mas sempre foi uma busca de demonstrar que era legal doar e pagar meia entrada, um viés legal. Acho legal os eventos continuarem a fazer isso.

Som do Norte - A gente sempre encerra o papo perguntando quem o entrevistado convidaria para um café com tapioca. Quem você gostaria de ter no palco numa hipotética 16ª edição do festival?

Vinicius Lemos - Eu concorri ao edital do Basa [Banco da Amazônia] e não fui contemplado, tinha um line up bem delineado pra esse ano. Mas, fica o mistério.

Música do Dia: Lençóis de Cetim

No começo da madrugada desta terça, o cantor paraense Danniel Lima publicou no Soundcloud o seu primeiro single oficial*, "Lençóis de Cetim". A composição é de autoria de Débora Vasconcelos (que aparece com Danniel nesta foto à direita, nos bastidores de um show no Teatro Estação Gasômetro, em Belém). Ao comentar o lançamento em seu Facebook pessoal, o cantor declarou que o single foi "feito com muito amor!"

De fato, a gravação está primorosa. Apoiado por um time de feras da atual música paraense (ver ficha técnica ao final do post), com destaque para a guitarra ao estilo de Mestre Vieira tocada por Igor Capela, Danniel soube traduzir vocalmente o encanto do eu-lírico por sua amada, cujos olhos lembram "os raios do sol", e cujos cabelos ao vento são "dourados sem medo". A letra traz ainda um curioso uso da expressão "cheio de si", que me parece aqui indicar uma pessoa confiante em seu próprio potencial (anteriormente, eu só havia visto o termo sendo utilizado para designar alguém 'convencido', ou seja, que acredita ser melhor do que realmente é). 

Gravar esta composição já era um antigo desejo de Danniel, conforme já informamos aqui no blog há quase 2 anos - é de 21 de maio de 2013 o Post nº 3500: Danniel Lima vai gravar música de Débora Vasconcelos (que inclui um vídeo com Danniel cantando esta música em show de quatro dias antes no SESC Boulevard). Ele vinha negociando com Débora já havia dois anos, e só ao ouvi-lo interpretar no SESC neste dia é que a autora finalmente autorizou a gravação, que, como de praxe, teve o privilégio de ouvir antes do público em geral. Ao comentar a foto dos dois no Gasômetro, postada em 29 de abril, Danniel comemorou a aprovação de Débora: "Muito feliz!!!"







Lençóis de Cetim
Letra e Música: Débora Vasconcelos
Concepção de arranjo: Danniel Lima
Produção Musical, Teclados e Programações: Lenilson Albuquerque
Baixo: Baboo Meireles
Guitarras: Igor Capela
Bateria e Percussão: Thiago D'albuquerque
Canto da Sereia e Vocais: Nanna Reis
Gravado no Estúdio Batuka por Thiago D'albuquerque.
Gravações adcionais: Kakaroto's Estúdio por Lenilson Albuquerque


* Embora tenha anunciado esta gravação como 'primeiro single oficial', Danniel já lançara outro single em abril de 2013, "Perdão Clichê"

OBS: O cantor Danniel Lima informou, através do Facebook, que "Perdão clichê, Nem inverno nem Verão, Reviravolta e Universo Paralelo estavam em suas versões DEMOS postadas no meu SoundCloud... Não eram as versões finalizadas portanto essa é o meu primeiro single oficial!"