Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Especial Festival Casarão no @SomdoNorte (2009-2014)

Há alguns dias, Vinicius Lemos, criador do Festival Casarão, informou através de seu Facebook que o evento não terá novas edições (publicamos aqui seu depoimento).

Ao saber disso, vim conferir as estatísticas do blog e constatei que o Casarão é o segundo festival mais comentado no Som do Norte, perdendo apenas para o Se Rasgum - o que é bastante compreensível, afinal morei quatro anos em Belém. 

O Som do Norte entrou no ar em 3 de agosto de 2009, e o Casarão daquele ano foi o primeiro festival realizado na região depois disso, de 4 a 6 de setembro. Na época ainda morando em Porto Alegre, eu reunia nas seções "Foi Show" e "Na Rede" fotos e links de publicações de outros sites e blogs que comentavam os shows que estavam acontecendo em Porto Velho (algo que, infelizmente, seria quase impossível hoje, porque essa prática está minguando) - o que fez com que fôssemos apontados informalmente como "a melhor cobertura de quem não foi ao festival" (risos até 2019).


O Casarão também foi o assunto da primeira coluna que escrevi para o site carioca Visto Livre, com o qual colaborei em 2009. Algumas semanas depois, o festival voltava a ser citado na coluna:


Em 2010, não pude repetir a "cobertura à distância" porque o festival aconteceu em junho, na semana posterior à minha mudança para Belém, e meu HD encontrava-se no conserto. Os vídeos do festival de 2010 que cheguei a publicar foram da cobertura do Urbanaque.


Já em 2011, o festival lançou duas mixtapes, que praticamente faziam um balanço da cena independente brasileira deste início de século. Deixo de incluir aqui o link para download porque ambas seleções já não se encontram disponíveis.






Felizmente os percalços foram solucionados e o festival aconteceu normalmente em agosto, com a cobertura não mais à distancia, e sim presencial - nossa repórter Nany Damasceno, de Rio Branco, foi nossa enviada especial a Porto Velho.


A cobertura da Nany e alguns dos posts de março sobre a ameaça ao festival foram alguns dos posts mais lidos no blog em agosto, mês em que estabelecemos um novo recorde de acessos ao Som do Norte - 17.116 acessos (posteriormente, foi estabelecido novo recorde, em março de 2013: 21.052)
Em 2012, aproveitando a feliz coincidência de dois festivais em datas próximas em capitais idem, cobri o Casarão, em Porto Velho, e na semana seguinte o Até o Tucupi, em Manaus (à direita, Henrique, da Expresso Imperial, percute a parede da Cantina do Porto, no primeiro dia do Festival Casarão 2012 - foto: Douglas Diógenes)





Já no ano seguinte, não pude ir porque recém me mudara para Macapá, onde começava a esboçar o que viria a ser o projeto As Tias do Marabaixo, e Nany também não tinha como ir porque estava em período final de gravidez. A minha não-ida chegou a motivar um texto, no qual eu esclareci as dificuldades que um veículo independente como o nosso blog enfrenta para cobertura de eventos em outros estados.


Felizmente deu tudo certo para que Nany fosse cobrir a 15ª edição do Casarão, que só há poucos dias soubemos que foi a última.


Os Descordantes com Bruno Souto
- última noite de Festival Casarão, 31.5.14


domingo, 26 de abril de 2015

Rondônia: Vinicius Lemos anuncia final das atividades do Festival Casarão

No final da tarde deste sábado, 25 de abril, o produtor cultural rondoniense Vinicius Lemos publicou um álbum de fotos em seu perfil pessoal no Facebook, acompanhado de um texto em que anunciava o encerramento das atividades do Festival Casarão, após 15 edições - a última aconteceu em maio de 2014. Para este post, escolhi duas das 16 fotos publicadas, e que são da fase em que o festival ainda acontecia no antigo imóvel de Porto Velho que lhe deu o nome e que abrigou as primeiras nove edições do evento. 

De todos os festivais independentes do Norte, o Festival Casarão é sem dúvida o que maior ligação tem com o Som do Norte. Com apenas um mês no ar quando aconteceu a 10ª edição do festival, em setembro de 2009. conseguimos fazer uma inovadora "cobertura à distância" (pra quem não sabe ou não lembra, na ocasião nossa redação ainda era em Porto Alegre, distante 3.758km da capital de Rondônia) que foi elogiada até pela então assessora de imprensa do evento, a jornalista Mary Camata. Nas edições seguintes, contamos com os relatos de nossa correspondente do Acre, Nany Damasceno, em duas ocasiões (2011 e 2014), e eu próprio estive cobrindo o festival em 2012. Amanhã iremos publicar um post especial reunindo todos esses links. E ainda esta semana convidaremos Vinicius Lemos para tomar um Café com Tapioca com a gente. Aguardem!

Reproduzimos a seguir o comunicado de Vinicius Lemos publicado ontem no Facebook. (Fabio Gomes)





***


"No ano de 2000, eu tinha 19 anos e fiz o Festival Casarão. 

Não planejei, era mais uma festa, mais um evento, combinando música e um casarão histórico no meio do mato, na beira do Madeira. Tinha tudo pra dar errado, mas por algum motivo deu certo. 

De lá pra cá, todo ano eu realizei o festival, até 2005 como festa, após como festival. Cada ano uma luta, um aprendizado. Já foi grande, já foi pequeno, já foi balada, já teve banda cover, banda autoral, bandas locais e bandas de fora, bandas grandes e bandas independentes. Mais de 250 bandas de quase o Brasil inteiro, de todas as regiões, puderam mostrar seu trabalho e conhecer Porto Velho. É impossível citar todos, mas grandes nomes como Pitty, Humberto Gessinger, Pato Fu, Dead Fish, Matanza, Cachorro Grande, Emicida, Ratos do Porão, Vanguart, Krisiun, Autoramas, dentre outros. Muitas bandas independentes, como Black Drawing Chalks, Móveis Coloniais de Acajú, Do Amor, Canastra, Mukeka di Rato, Wado, Banda Cassino Supernova, Macaco Bong, Ecos Falsos, Moptop, MQN, Los Porongas, Os Descordantes, Caldo de Piaba, Mezatrio, Madame Saatan, Superguidis, Veludo Branco, Mr. Jungle, Zefirina Bomba e um caminhão de banda de fora. Excecpcionais bandas locais como Coveiros, Hey Hey Hey!, Di Marco, Sub Pop, Kali, Maria Melamanda, Ultimato, Beradelia, Bicho du Lodo, Bedroyt, Os Últimos, Recato, Par de Sais, Sucodinóis, Gustavo Erse, Expresso Imperial, Rádio Ao Vivo, S/A, dentre uma infinidade. 

De certa forma, realizar o festival me definiu, fez e fará parte da minha vida. 

Mas, uma hora o tempo passa, nesse tempo, me formei, montei meu escritório de advocacia, casei, tenho uma família linda, dou aula em faculdade da matéria que me dedico, participo da OAB, entrei num mestrado. Tantas atividades que o festival acabou por ficar um pouco de lado, sem a minha atenção. Não acho justo continuar a fazê-lo sem a máxima atenção. Creio que o festival fica na história, uma boa história, com aprendizado imenso, erros e acertos, idas e vindas, orçamentos pequenos e gigantescos, com apoio ou sem apoio, sempre rolou Casarão. Infelizmente, esse ano 'num' dá mais. 

O Festival deixou a cidade um pouco melhor, com shows de bandas que nunca se apresentaram em Porto Velho, colocando [a cidade] no mapa da música independente. Deixou um legado, uma história! Um dia, quem sabe, chegue a hora de aprofundar nessa história de 15 edições. 

Nada é eterno, tudo se transforma. Uma galera nova com muito gás tá produzindo música e eventos na cidade, com muito mais qualidade de quando o Festival Casarão começou, a cidade fervilha muito mais cultura hoje. O Festival não é mais tão importante como foi principalmente entre 2005 até os últimos anos. 

Como disse Djalma Lúcio, um maranhense que se apresentou em 2011, “o Festival Casarão tem alma”. Essa alma hoje descansa um pouco em paz, nunca acaba por estar dentro de cada pessoa que um dia foi no festival e fez parte essa história. Essa alma está guardada para sempre. 

Agradeço à minha família que sempre me apoiou nessa empreitada, mesmo nos momentos difíceis; meus parceiros de todos os anos; meus parceiros pontuais de cada ano; os patrocinadores (poucos, mas essenciais); os fornecedores; as bandas; os entusiastas e o mais importante, o púbico. 

Obrigado a todos.

Um agradecimento especial a algumas pessoas que fizeram parte de todo o conceito do festival: 

Juliana Dal Molin, Walter Gustavo Lemos, Vitor Oliveira de Abreu, Natanne Alves, Duana F. Lopes Dandara Simão, Tata Castro, Maria Luísa Medeiros, Nettü Regert, Stenio Castiel, Breno Azevedo, Iury Souza, Jéssica Lima, Rafael Vieira, Douglas Diógenes, Marcos Fonseca, Kau Gomes, Eduardo Mesquita, Marcelo Costa, Marcos Bragatto, Diego Torres Bruzugú, Diogo Soares, Daniel de Souza Daniel Groove, Daniel Benvindo de Carvalho, Gustavo Erse, Gustavo Andrade, Alexandre Lins, Paulo Lins, Francisco Ventura Alvares Oliveira, Artur Mendes, Mariana Mendes, Anderson Daian De Souza Santos, Uilisson Carvalho Calzolari, Alex Nunes, Rita Nocetti, Ricardo Erse, RaphaTattoo Jipa, Cirilo Dias, Bruno Dias.

Vinicius Lemos"

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Café com Tapioca nº 5: Daniela Nascimento

Parece que foi ontem, mas na real já se passaram mais de dois anos desde que publicamos nossa primeira e até então única entrevista com a cantora e compositora amazonense Daniela Nascimento (releia aqui). Nesse meio tempo, ela reservou um período para se dedicar à família; como agora retoma a carreira com força total, consideramos que era o momento certo para convidá-la a tomar um Café com Tapioca conosco. Aprecie! (Fabio Gomes)
***



Interpretando "Alarme", que compôs em parceria com Lívia Mendes, 
pelo 4º Festival Amazonas de Música (Bumbódromo de Parintins/2013
Foto: Divulgação

Som do Norte - O vídeo que vamos destacar nessa entrevista é de você cantando "Alarme", composição sua e de Lívia Mendes, com a qual você participou do 4º Festival Amazonas de Música, em Parintins, 2013. O festival era competitivo? Você chegou a estar entre os finalistas? Pelo andamento, me pareceu um tango, de todo modo é uma canção bem dramática, sem muita relação com "Sonhos em Palhas", outra música do seu repertório que nossos leitores já conhecem.
Daniela Nascimento - Sim. Como nas outras três, essa edição do Festival também foi competitiva, e com essa canção ficamos dentre os 15 finalistas, tendo sido premiadas com os registros em CD e DVD. De fato é um trabalho bem diferente de "Sonhos em Palhas", já que este, em suma, buscou colocar em evidência a importância da valorização do costumes do ribeirinho e da diversidade cultural da Amazônia, como um todo. "Alarme" se demonstrou um trabalho bem mais ousado, principalmente por conta da escolha de que o estilo musical fosse um tango. Nesse trabalho também fui agraciada com a oportunidade de amadurecer bem mais como intérprete, num trabalho em conjunto com minha parceira Lívia Mendes e com uma das melhores intérpretes da nossa Amazônia, a cantora Fátima Silva, que por sinal foi a grande campeã da segunda edição (2011) desse festival. (NR: A Lívia Mendes parceira de Daniela Nascimento em "Alarme" é uma artista de Manaus; não confundir com a Lívia Mendes, de Belém, que foi nossa entrevistada no Café com Tapioca nº 1). 


Som do Norte - Você começou a carreira participando de vários shows coletivos e principalmente festivais, inclusive fora do Amazonas. Você considera que estes canais ainda são importantes para seu trabalho chegar a um público maior? Como você avalia sua participação nos recentes festivais no seu estado?

Daniela Nascimento - Acredito que só se compra a ideia do que se mostra (e se prova) ter credibilidade, e trazendo isso para a questão da música, essa credibilidade muitas vezes se torna algo mais difícil a quem não tem tanto tempo de estrada (o que, muitas vezes, gera um sentimento de preconceito e "desconforto" dentro do próprio meio musical), a quem não tem condições de produzir um trabalho fonográfico (que é onde poderia haver um maior incentivo do poder público, pois em se tratando de Amazonas, há ao menos 20 anos a tal "difusão cultural" só se resume aos bilionários investimentos nos eventos de boi-bumbá, à superprodução americana para o auto de Natal "O Glorioso", às limitadas manifestações artísticas no perímetro do Teatro Amazonas e às edições dos festivais de música, dança, teatro, ópera e cinema, que por sinal já nem temos mais certeza se continuarão no calendário), mas principalmente quando ainda se pode perceber o distanciamento do próprio público com relação a estilos musicais, digamos, menos populares dos que os que a grande massa aprecia. Apesar de tudo, acredito que quando o artista ama e acredita no que faz, o importante é fazer seu trabalho com amor e levá-lo para onde o público está, independente do tamanho deste e da ideia de que "amor à arte não enche barriga". Poder produzir é uma dádiva, e mesmo com toda a incerteza sobre qual será o futuro da produção artística no Amazonas, poder ter a oportunidade de subir ao palco de um grande festival é algo sempre sublime, sentimento esse que também tive na quinta edição do FAM (2014), interpretando "Cinzas de Carnaval", de Miguel Faria, e em minha estreia no Festival da Canção de Itacoatiara (FECANI), também em 2014, interpretando "Bicho-Homem", de Rai Makneh e Iran Makneh. (À esquerda, interpretando "Bicho Homem", no FECANI 2014 -  foto: Divulgação)


Com Miguel Faria (à esquerda) e
Alan Xavier - foto: Divulgação


Som do Norte - Como estão seus planos pra este ano referentes a shows autorais em Manaus ou fora e/ou lançamento de alguma gravação sua (seja EP ou CD)?

Daniela Nascimento - Estive quase que totalmente afastada do trabalho com a música por conta do nascimento do meu segundo filho, que hoje tem um ano de idade. Digo "quase que totalmente" porque, como eu já disse, em setembro do ano passado participei do FAM e do FECANI, mas antes disso, em agosto, cheguei a fazer um show no Dom Luiz Espaço Cultural (Casa da Rô) com ele ainda pequeno (inclusive o tendo como participação especial (risos), sentado em meu colo na execução de três ou quatro músicas), que foi o que me fez perceber que eu ainda precisaria estender meu período de "férias" para me dedicar a ele e ao seu irmão, e assim o fiz, até mês passado, quando tive a oportunidade de voltar aos trabalhos no meu querido e sempre receptivo palco do Dom Luiz, num show que, mesmo tímido de público, foi de grande importância nessa trajetória de quase quatro anos, pois recebi no carinho e acolhimento da proprietária, a produtora cultural Rosângela Bentes Campos, o incentivo que eu precisava pra esse reinício dos trabalhos. A partir  dos próximos shows deve haver algumas novidades com relação ao formato das apresentações e ao repertório, que vai incluir um número bem maior de músicas autorais. Os planos para gravação das minhas obras são vários, mas posso adiantar que o primeiro deles é o de sair da zona de conforto e me abrir às orientações de pessoas e produtoras experientes que, porventura, se interessem em me ajudar nessa nova empreitada.

Som do Norte - E pra finalizar, a clássica pergunta: quem você convidaria para um café com tapioca?

Daniela Nascimento - Nossa! Tanta gente especial eu convidaria pra um café com tapioca! (risos). Sonho com a oportunidade de gravar alguma obra junto do grande cantador Antônio Pereira. O mesmo sonho se estende às letras (e verdadeiras obras-primas) dos amazonenses Ederval Santos, Rô Campos, Rai Makneh, Candinho, Victor França, do acreano Sérgio Souto, do poeta curitibano Altair de Oliveira, dentre muitos outros, o que acredito que num futuro bem próximo possa (e irá) se realizar.


terça-feira, 21 de abril de 2015

As Tias do Marabaixo: último curta da série homenageia Tia Zezé

Entrou no ar hoje no canal do Som do Norte no YouTube o curta-metragem Tia Zezé no Encontro dos Tambores, que encerra a série de curtas homenageando as entrevistadas pelo projeto documentário As Tias do Marabaixo

Tia Zezé, nascida Maria José Libório em 1º de julho de 1940, é filha de Gertrudes Saturnino, pioneira do Marabaixo no bairro da Favela (hoje Santa Rita), em Macapá, e irmã de Natalina, homenageada em nosso quarto curta, lançado no Domingo de Páscoa. Quando nasceu, sua família residia no Formigueiro, cujo nome oficial hoje é Largo dos Inocentes; em 1947, as famílias negras moradoras da área precisaram desocupá-la, a pedido do governo, nascendo assim o bairro da Favela. Dois anos antes, processo semelhante levara os negros moradores da orla do rio Amazonas, nas proximidades da atual Praça do Côco (Zagury), a saírem dali e criarem o bairro do Laguinho. Tia Zezé se destaca por ser cantora e compositora de ladrões de Marabaixo e também por tocar caixa de Marabaixo. A Banda Placa produziu o CD Favela onde Tia Zezé interpreta suas composições e conta um pouco de sua trajetória. 

O vídeo apresenta novo trecho do show do grupo Berço do Marabaixo no 20º Encontro dos Tambores, realizado no Centro de Cultura Negra de Macapá em 23 de novembro de 2014, com Tia Zezé cantando o Marabaixo de sua autoria "Toar dos Tambores". O curta Natalina também trazia um momento desse show, com o grupo cantando "Mão de Couro" (Val Milhomem - Joãozinho Gomes). 




  • Pré-estréia - Antes mesmo do lançamento no YouTube neste dia 21, o curta Tia Zezé no Encontro dos Tambores teve uma exibição especial no encontro mensal do grupo poético Pena & Pergaminho, no Centro Cultural Franco-Amapaense (Macapá), na sexta-feira, 17 de abril, junto com o curta Natalina. As fotos do evento são de autoria de Krollen Sousa. 



Fabio Gomes comentando 
o projeto, antes da exibição
Últimos ajustes na tela antes de começar 
a exibição do curta Natalina


terça-feira, 14 de abril de 2015

Agenda Belém: Tributo em Furta Cor - Homenagem a Julio Freitas



A vida nos deixa alguns vazios, quando alguém que amamos parte sem que possamos dar um abraço de despedida. O show Tributo em Furta Cor nasceu da necessidade de muitos dos amigos e amigas do cantor, compositor e interprete Júlio Freitas de abraçá-lo, e a forma que todos encontraram de dar esse abraço é da forma que ele merece e mais gostava, com música. Cantando as musicas compostas por ele, para ele e as canções que ele gostava de ouvir e cantar.

O show conta com a participação de um grande time de profissionais da música que  se juntaram para homenagear esse artista que mesmo em vida já constava na constelação de estrelas da nossa musica; seu estilo único, sem duvida fará falta nos palcos de Belém. Os artistas e amigos de Júlio que abrilhantam esta homenagem é Adriana Cavalcante, Anna Marçal, Alba Maria, Danniel Lima, Iara Mê, Ismênia Malcher, Joelma Klaudia, Jorginho Gomez, Leo Menezes, Lucinha Bastos, Renato Torres e Reginaldo Viana. Estão no repertorio grande parte das musicas do CD Furta Cor, lançado por Júlio Freitas em 2003, como “Leopardo”, “Rua Solidão”, “Chão”, “Furta Cor”, “Anunciação”, além de músicas que Júlio gostava de cantar em seus shows nos bares como “Tatuagem” de Chico Buarque, e músicas internacionais tais como “Easy” do Commodors e “La Isla Bonita” de Madonna. A direção musical é de Kim Freitas, com Adelbert Carneiro no baixo, Edvaldo Cavalcante na bateria e João Paulo na percurssão; a produção é de Milton Miranda e Nívia Ribeiro. O show terá renda revestida para uma instituição que cuida de pessoas em tratamento do câncer.

Júlio Freitas começou sua carreira como cantor profissional em 1996 estreando na noite de Belém sob as bênçãos de músicos e artistas consagrados da musica paraense, dono de uma voz inconfundível ia de clássicos da MPB ao rock'n'roll sem perder a afinação. Interpretava os versos de Chico Buarque com maestria, dominava a arte de cantar e compor versos com personalidade, sua presença de palco era marca registrada em seus shows, cheios de surpresas desde os figurinos a arranjos e interpretações peculiares, com as quais brindava seu público.

No inicio de março de 2015, Júlio nos deixou, e foi cantar em outro plano. Dele fica a imagem de uma alegria viva e um sorriso largo no rosto, esta era a imagem que ele queria deixar a todos de seu imenso sorriso alegre e seu transbordante talento.

SERVIÇO:

Show “Tributo em Furta Cor – uma homenagem a Júlio Freitas” .
Dia: 29/04 as 20h no Teatro Estação Gasômetro.
Ingressos: Bilheteria do Gasômetro, Lojas Ná Figueredo e Espaço Cultural Boiunas.

Informações: 91-98153-3842
Apoio: Som do Norte

sábado, 4 de abril de 2015

As Tias do Marabaixo: Na abertura do Ciclo do Marabaixo, a homenagem a Natalina

Anualmente, Macapá festeja o Ciclo do Marabaixo entre o Domingo de Páscoa e o Domingo do Senhor, o primeiro após o dia de Corpus Christi - são dois meses de festa em louvor à Santíssima Trindade (no bairro do Laguinho) e ao Divino Espírito Santo (no bairro da Favela, hoje Santa Rita). Já há algum tempo, a casa da dona Natalina Costa, um dos locais de festa na Favela, antecipa a abertura, comemorando o Marabaixo da Aceitação no Sábado de Aleluia.


Por esta razão, não haveria data melhor do que hoje para o lançamento do quarto curta da série As Tias do Marabaixo, que homenageia justamente dona Natalina. Este é o único vídeo da série que reúne cenas filmadas em dois momentos distintos - abre com a própria Natalina cantando um ladrão composto por sua mãe, dona Gertrudes Saturnino, à época da criação dos bairros da Favela e do Laguinho (anos 1940) e consequente divisão da população negra da cidade. Esta gravação foi feita pela equipe da Graphite Comunicação em 3 de junho do ano passado na biblioteca Gertrudes Saturnino, que fica anexa ao barracão que também leva o nome da pioneira.  Em seguida, temos o grupo Berço do Marabaixo, formado por familiares de Natalina (incluindo outra das entrevistadas do nosso doc, Tia Zezé), interpretando a música "Mão de Couro" (Val Milhomem - Joãozinho Gomes) no 20º Encontro dos Tambores (Centro de Cultura Negra do Amapá, Macapá), filmado por mim em 23 de novembro passado.