Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

As Tias do Marabaixo: Primeiro curta do projeto comemora os 99 anos de Tia Zefa

Hoje Tia Zefa (Josefa Lino da Silva), uma das entrevistadas do nosso doc As Tias do Marabaixo, completa 99 anos! 

Para marcar a data, foram programada duas ações. A primeira foi a criação de novo cartaz da campanha Vista essa ideia das Camisas Som do Norte, destacando o novo modelo de camiseta com foto da Tia Zefa (cujo lançamento aconteceu em janeiro). O cartaz foi divulgado na página do Facebook do filme à meia-noite de hoje. 

A segunda ação é o lançamento da primeira amostra do documentário! Trata-se do curta Tia Zefa no Dia da Consciência Negra 2014 (As Tias do Marabaixo 1), filmado pelo jornalista Fabio Gomes, editor do Som do Norte, em 20 de novembro do ano passado, primeiro dia do 20º Encontro dos Tambores. O evento, realizado anualmente no Centro de Cultura Negra em Macapá, reúne todos os grupos de Marabaixo e Batuque que atuam no estado do Amapá (uma observação: o radialista Heraldo Almeida propôs recentemente que o Centro receba o nome de Tia Chiquinha, outra entrevistada do nosso doc, falecida em 18 de fevereiro deste ano). Tia Zefa participou da apresentação do Grupo de Batuque Filhos do Criaú, O grupo tem sede no Quilombo do Curiaú, comunidade situada ao Norte de Macapá, onde Tia Zefa passou a infância, sendo criada como irmã de Tia Chiquinha, sua prima de sangue. 




O produto principal do projeto As Tias do Marabaixo é um documentário de longa-metragem, uma produção Som do Norte dirigida por Fabio Gomes com filmagem e edição da Graphite Comunicação (Macapá). O doc traz entrevistas com Tia Chiquinha, Tia Zefa, Natalina, Tia Zezé e Tia Biló, além de mostrar a participação de todas elas em festas do Ciclo do Marabaixo 2014 (as filmagens aconteceram nos meses de maio e junho do ano passado). O material adicional filmado durante o Encontro dos Tambores deve gerar ao menos mais um curta (com imagens da participação de Natalina e Tia Zezé na apresentação do Berço do Marabaixo); sua possível inclusão no longa está sendo avaliada tecnicamente.


* Publicado originalmente no blog As Tias do Marabaixo

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Tábita Veloso lança versão oficial de "O Mundo não é Azul"

Quando cumprimentamos alguém (nós, os falantes de Português), costumamos agregar à saudação a pergunta "Tudo bem?" (que praticamente exige a resposta afirmativa idêntica - "Tudo bem!"), sendo uma de suas variações "Tudo azul!" (geralmente na resposta). Entendo que vem daí, e não da famosa frase do astronauta Yuri Gagárin, o sentido de "azul" no título da canção "O Mundo não é Azul", de Allan Jorge, cuja versão oficial a cantora Tábita Veloso finalmente lançou nesta madrugada (pra ser preciso, nos últimos minutinhos da segunda-feira). O eu-lírico compartilha conosco sua constatação de que o mundo é bem menos amigável (ou, por outra, "azul") do que ele imaginara até então. A vigorosa melodia de andamento pop e o arranjo com violino fazem lembrar Os Paralamas do Sucesso na fase do LP Os Grãos (1991).

Eu disse "finalmente lançou" porque esta é uma música que está no repertório de Tábita já há algum tempo - foi com ela que a artista venceu em 2012 o 3º Festival de Música das Rádios Públicas do Brasil - ARPUB, do qual participaram bandas de todas as regiões do Brasil (a versão anterior ainda pode ser conferido no site Radioca, que o destacou em seu programa nº 142, em maio de 2012).
  • Confira Tábita Veloso interpretando outra canção de Allan Jorge - O Final" 






Ficha técnica

O mundo não é azul

Composição Allan Jorge

Voz: Tábita Veloso
Guitarra e Violão: Roger Santos
Baixo: Anderson Sandim
Bateria: Felipe Lourinho
Flauta: Adriane Kis
Violino: Vivian Ferreira

Gravado no estúdio Cultura

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Diz Aí: Israel Perera

Pela primeira vez desde que o blog é blog, entrevistamos um músico estrangeiro. Israel Perera é da Venezuela, país sul-americano que faz fronteira com os estados brasileiros do Amazonas e de Roraima, Pois bem, nosso entrevistado consegue atualmente a proeza de participar de bandas destes três lugares (sim!!) - no começo do mês, foi anunciado como mais novo integrante da Nicotines, de Manaus. Na conversa a seguir, Israel nos conta como consegue abraçar todos estes projetos, fora o que realiza em produção em seu país natal, e seus projetos para 2015. (Fabio Gomes)

***


Som do Norte - Israel, no espaço de pouco mais de uma semana seu nome estava incluído no noticiário sobre duas bandas da região Norte. Em 29 de janeiro, a Folha de Boa Vista publicou uma matéria de Raísa Carvalho sobre o primeiro aniversário da banda Dr. Yoko, e em seguida, no dia 4 de fevereiro, você foi anunciado como o mais novo integrante da banda Nicotines, de Manaus. Como surgiu o convite da Nicotines?


Israel Perera - Conheci a Sandro Nine (à esquerda na foto ao lado, junto com seus colegas de Nicotines Lauro Henrique e David Henry) em um festival realizado pelo Coletivo Canoa Cultural em Pacaraima (RR), fronteira com Venezuela, e já falávamos de tocar juntos em alguma oportunidade. Falamos antes de gravar o EP e sempre estava esperando a oportunidade de tocar com Nicotines. Sandro hospedou a nossa banda Dr. Yoko nas duas oportunidades que a gente tocou em Manaus; além de nossa grande amizade, temos algo em comum que é a música, e quando me ligaram não duvidei em aceitar o convite.

Som do Norte - As suas duas bandas estão preparando EPs para lançamento em breve, não é? A Nicotines já vem gravando há algum tempo no LS Brazil Studio (Manaus), com produção de Ygor Lopez; você tem  participado das gravações? E o que falta para o lançamento do EP da Dr. Yoko?

Israel Perera - Eu não participei nas gravações da Nicotiines, vou começar no final desse mês os ensaios e preparar a turnê de lançamento do EP, que será junto com o lançamento do EP da Dr. Yoko. Hoje (quinta, 19/2), vou gravar a voz com a produção de Fabrício Cadela no estudio Parixara, acho que é só 50% do trabalho, falta a mixagem, masterização, arte e prensar as cópias, quando estiver tudo pronto anunciaremos as datas e as cidades (da turnê). 

Som do Norte - Uma curiosidade de ordem pessoal: na reportagem da Folha diz que você mora em Santa Elena, na Venezuela, fronteira  com o Brasil. Agora, integrando essas duas bandas brasileiras, você planeja seguir morando na cidade?

Israel Perera - Provavelmente, gosto de viajar constantemente e fazer música com amigos me dá essa oportunidade. Também conheci gente maravilhosa que me deu um lugar em sua família, como Ivonira Chavez, Daniel Dalmaset, Irene Werlang e toda a família Campos e Werlang a quem tenho muito que agradecer. Ano passado, a Dr. Yoko tocava em média 4 vezes por mês, e ainda tive tempo pra compartilhar com minha família. Nesse ano vai ser um de meus maiores desafios, mas também muito prazeroso,  mas vai ser o mais prazenteiro, não poderia estar mas feliz com estes dois lançamentos, 


Resultado de imagem para morte do presidente Hugo ChávezSom do Norte - No Brasil, não sabemos muito da Venezuela, principalmente após a morte do presidente Hugo Chávez (ocorrido em 5 de março de 2013 - foto ao lado). Como é o panorama do país para bandas de rock independentes? A banda Acertijo ainda existe? Conte um pouco também sobre sua experiência como produtor do festival Gran Sabana Rock, que reúne bandas brasileiras e venezuelanas.


Israel Perera - É delicado, não poderia falar de toda Venezuela mas tem algumas cidades que não têm aqueles shows e festivais independentes constantes por causa da delinqüência, insegurança e na maioria das vezes por falta de dinheiro. Mas há cidades como Puerto Ordaz que trabalham independentemente para reavivar o movimento e pra dar só um exemplo o Rock Sin Fronteiras, feito por bandas que se uniram, como Acertijo, Viamordaz, Virtual Vintage, Lunitari, Essentia. Nós da Dr. Yoko tivemos a oportunidade de tocar junto com Acertij, eles estão mas fortes que nunca, agora estão trabalhando no seu EP; vamos compartilhar palco no mês de março em Ciudad Bolívar, na Venezuela. É muito gratificante conhecer o trabalho de bandas e formar parte de uma, temos várias idéias pra tornar o Gran Sabana Rock ainda maior. No ano passado, íamos realizá-lo em Valencia e Margarita, mas foi no momento em que se iniciaram os protestos em toda Venezuela e era inseguro, mas o projeto segue de pé. Na ultima edição participaram Infâmia, Antiga Roll e Os Playmobils (bandas amazonenses), nas edições passadas com Nicotines (AM), Mr. Jungle (RR), Johnny Manero (RR) e bandas venezuelanas como Ganyaclan, Sr. Harry, Acertijo; é muito gratificante poder colaborar e dar a conhecer o trabalho de grandes bandas e abrir esse espaço em Santa Elena, na fronteira Brasil-Venezuela. 


Plaza Bolívar, em Santa Elena


* Entrevista realizada por e-mail em 19.2.15

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Lançamento @SomdoNorte: "Cor de Rosa" - Lívia Mendes


NOVO SINGLE! 


Aos que amam o mar, o rio, a tarde e a fuga e um pôr do sol COR DE ROSA. Espero que seja uma delícia escutar essa música da mesma forma como foi pra mim fazê-la.

Já podem ouvir, amar, baixar e levar com vocês na estrada pro feriado! Que seja doce! 

Lívia Mendes



COR DE ROSA

Composição: Lívia Mendes
Produção Musical e Arranjos: Fabrício Bastos
Vocais: Lívia Mendes
Violões e guitarra: Gabriel Monteiro
Contrabaixo: Camila Barbalho
Bateria, maracas e sinos: Willy Benitez
Violinos: Silvana Pereira

Gravação e Edição: LadoBstudio
Téc. Fabrício Bastos

Mixagem e Masterização:
Zarabatana Estudio
Técnico de Mixagem: Carlos Valle
Técnico de Masterização: Ziza Padilha

Foto: Iury Vicenzo
Arte: Daluz 

Apoio: Som do Norte



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Café com Tapioca nº 3: Moças do Samba

Por Nany Damasceno,
de Rio Branco 


Uma servidora pública federal, outra estadual, uma jornalista, uma professora de artes e uma intérprete. Cinco mulheres e uma paixão: O SAMBA.

Narjara Saab, Carol Di Deus, Vanessa França Sandra Buh e Yasmim O'hana e Vanessa França formam o grupo acreano Moças do Samba que surgiu em dezembro de 2013, quando após participarem de uma oficina, as integrantes decidiram ser o primeiro grupo acreano de samba composto apenas por mulheres. 




Nany Damasceno - Como surgiu o Moças do Samba? Acho que é o grupo que conheço que surgiu da forma mais inusitada, afinal, vocês participaram de uma oficina, que por sinal uma iniciativa bem bacana, e ninguém tinha a pretensão de formar um grupo e sair tocando por aí...

Narjara Saab - Na verdade nem passava pelas nossas cabeças, principalmente, porque não achávamos que teríamos competência para tal. Nossa pretensão era apenas de aprender cada uma a tocar um instrumento. Eu e Carol brincávamos que um dia íamos ter um grupo e eu falava que seria a cantora, mas tudo não passava de brincadeira e a gente inclusive ria muito disso. Ao ver a divulgação da oficina de percussão para mulheres, oferecida pelo  "Clube do samba Acre", cada uma de nós se inscreveu sem pretensões maiores. Com o passar das aulas, o maestro Antônio Carlos viu que algumas de nós tinham interesse em aprofundar o conhecimento sobre samba e marcou encontros semanais paralelamente à oficina e desses encontros surgiu o que primeiro se chamou Samba das Moças e depois passou a ser o Moças do Samba.

O Moças do Samba completou um ano recentemente, me falem dos planos de vocês pra esse novo ciclo que é 2015 e o segundo ano do grupo.

Vamos investir em projetos com o intuito principal de divulgar a cultura do samba de qualidade e também inspirar mais mulheres a participarem do cenário do samba local. Estamos planejando oficinas de percussão, rodas em espaços abertos e afins. Temos um projeto em vias de execução chamado Feminina Voz do Samba, aprovado pela Fundação Garibaldi Brasil, onde iremos apresentar várias rodas com sambas compostos ou consagrados por mulheres e através disso, contaremos a trajetória da mulher no samba. Essas rodas acontecerão em espaços abertos da cidade, em escolas, entidades que cuidam dos direitos da mulher, entre outros espaços. Queremos alcançar cada vez mais qualidade no nosso trabalho, afinal, somos inexperientes e temos consciência do quanto ainda temos que aprender.


Quais as inspirações do grupo e como as usam na música de vocês?

Nosso grupo é composto principalmente por amantes do samba.  A começar pelo nosso maestro Antônio Carlos, que tem vasta experiência e já tocou com grandes nomes do samba brasileiro. As moças por sua vez, em sua maioria ouvem samba desde crianças. Temos influência de nossos pais, avós e pra quase todas o repertório é parecido. Ouvimos muito compositores como Chico Buarque, Paulo César Pinheiro, Cartola, João Nogueira, Zeca Pagodinho, Candeia, Luíz Carlos da Vila... São muitos... Procuramos fazer um samba reto, sem firulas por enquanto, até porque, não temos ainda a experiência necessária nem tocando nem cantando. Assim, no nosso caso, por enquanto, pode-se dizer que "menos é mais". Seguimos as orientações do maestro que é quem conduz a parte musical do grupo.


Quem vocês convidariam pra um café com tapioca?

Seria grande a lista mas, hoje, por ser mulher e pela identificação do grupo com seu trabalho creio que seria uma honra para nós tomarmos um café com tapioca com a Tereza Cristina. Mas há quem do grupo tenha citado a Maria Rita... Na verdade fica difícil decidir. Seria um festival de cafés e tapiocas no nosso caso. (risos)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Lívia Mendes divulga o teaser de "Cor de Rosa", novo single


Ontem à tarde, a cantora Lívia Mendes publicou em suas redes sociais o teaser do seu novo single, intitulado "Cor de Rosa". 

O vídeo apresenta cenas da produção das fotos de divulgação feitas por Iuro Vicenzo, e as imagens são embaladas por uma trilha unicamente instrumental. Sim! Pra ficar num clima totalmente teaser, Lívia optou por não antecipar nenhum trecho da letra antes do lançamento oficial, que será no dia 12 e que terá, entre outros, a parceria do Som do Norte. 


Teaser do single "Cor de rosa", de Lívia Mendes

Lançamento 12/02
soundcloud.com/livimendes

Imagens: Lucas Melo
Edição: Lívia Mendes

Parceiros:

LadoBstudio
Daluz Design
Iury Vicenzo Fotografia
Som do Norte

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Confronto Interior: "Belém é a cidade do Hardcore e do Underground"

Por Raissa Lennon,
de Belém 

A banda Confronto Interior traz em suas composições mensagens cristãs, sobre ter fé em Deus e fazer o bem ao próximo. Mas fala também de conflitos sociais como as drogas, corrupção e a violência na periferia. Por isso, define seu som como Hardcore de Rua, não usando o rótulo "banda cristã”

- Todos nós somos cristãos, fazemos parte de alguma comunidade ou igreja e não nos envergonhamos nenhum pouco disso, mas não rotulamos a banda como cristã ou secular. Acredito que isso limita o ouvinte, além de surgir muitos preconceitos de ambas as partes. As pessoas ouvem nosso som e tiram suas próprias conclusões - afirma o vocalista Bruno Whosoever, que forma a banda ao lado do baterista Éder Maciel, o guitarrista David Pimenta e o baixista Michel Sawn completam o quarteto.

Com influências de Ratos de Porão, Desertor, Galinha Preta, Periferia S/A, Rodox, entre outras bandas, a Confronto Interior surgiu em 2012. 

- Depois do fim de outra banda que eu fazia parte, junto com o Éder, resolvi formar um grupo com uma sonoridade diferente. Éder convidou David para assumir a guitarra, e eu convidei o Michel para completar a ''cozinha'' da banda - conta Bruno. 



O primeiro trabalho foi lançado virtualmente no dia 5 de dezembro, gravado de maneira independente e caseira. Segundo Bruno, que compôs as letras, o feedback foi muito positivo. O guitarrista David foi responsável pelas gravações e os arranjos foram feitos pelo grupo. A capa da demo foi criada por Aj Takashi, baixista da banda paraense Perpetual Faith. Para ouvir e baixar, acesse confrontointeriorhc.bandcamp.com

Pouco mais de um mês após o lançamento da demo, a banda já se fazia presente com a faixa "Fim dos Tempos" em outro lançamento virtual - o da coletânea Cristo Suburbanorealizada pelo blog de mesmo nome, que se propõe a divulgar bandas cristãs do Brasil e evangelizar. Para fazer o download do CD, clique aqui. 

Os projetos da banda deste ano são lançar a demo em formato físico, além de um single do disco, e em breve, um novo EP.  

O vocalista Bruno acredita que "Belém é a cidade do Hardcore, tem muitas bandas boas por aqui. Não só do Hardcore, mas do underground em geral", acrescentando:

- Já tocamos em bares, boates, comunidades, skate park, em evento de otaku (risos)... Não temos ''frescura'' quanto a isso. Nossa mensagem e som é para todos.