Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Três bandas vencem o 1º Prêmio da Música Rondoniense

No domingo, 28 de dezembro, durante o Mosh! Festival na Praça das 3 Caixas d'Água, em Porto Velho, foi feita a entrega do primeiro Prêmio da Música Rondoniense. 

A premiação foi uma iniciativa conjunta da Aliança Records com a  Mosh! Photography, organizadora do festival citado. E se você está se perguntando por que não ouviu falar desta premiação semanas atrás ou ao longo do ano, a resposta é: tudo foi pensado, planejado e executado no prazo recorde de 8 dias! O que prova mais uma vez que, quando a gente quer, a gente faz. E é claro que, a partir de 2015, os organizadores dedicarão um tempo maior à produção do evento, o que acena com resultados melhores ainda. 


Foram os seguintes os vencedores da primeira edição:


  • Melhor música 2014 - "Avante" - Versalle


  • Melhor álbum 2014 - "Resistência" - Eis O Arquiteto


  • Melhor artista 2014 - Sir Blues


A escolha se deu por meio de votação dos internautas na página do evento no Facebook. As votações foram, respectivamente, 76 para 'Avante', 110 para 'Resistência' e 230 para Sir Blues. 


Banda Eis o Arquiteto com o troféu


Álibi de Orfeu lança clipe em momento de transição

Por Raissa Lennon
de Belém

Durante a procissão do Auto do Círio, em Belém, algumas câmeras registravam o momento marcante da Redenção, em que acontece a representação dos demônios que são expurgados após a chegada da Nossa Senhora de Nazaré. Essas cenas foram o cenário para uma apresentação inusitada da banda Álibi de Orfeu e que virou um clipe, divulgado no YouTube no dia 19 deste mês. A música “Redenção” integra um projeto de ópera-rock da banda, com o título de “Desterro” que ainda não foi lançado. Produzido pela Fóton Filmes em parceria com o Núcleo de Produção Audiovisual e Educação à Distância do IFPA (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará), o vídeo teve a direção de Yasmin Pires.



O clipe poderia ser a grande novidade do Álibi de Orfeu nesse último mês do ano. Mas dias antes, 15 de dezembro, duas integrantes da banda surpreenderam os fãs de rock paraense quando anunciaram sua saída do grupo para seguirem novos projetos. A vocalista Norah Valente e a guitarrista Elaine Valente deixaram um comunicado em sua página pessoal do Facebook, com poucas horas de diferença. De acordo com Elaine, as suas decisões foram tomadas em momentos distintos. “Foi apenas uma coincidência terem sido anunciadas no mesmo dia. Cada uma tem sua musicalidade e vontade de colocar isso para fora, e assim seguimos cada uma com o seu trabalho”, contou a guitarrista, em entrevista exclusiva para o Som do Norte. O lançamento do clipe marcou a despedida das duas mulheres da atual formação do Álibi de Orfeu, banda com mais de vinte anos de carreira e várias formações, sempre com vocal feminino e tendo Rui Paiva na bateria. 

***

Leia os comunicados das ex-integrantes, publicados no Facebook pessoal de cada uma: 


  • Elaine Valente - 15/12, 15h


Um ciclo que encerra, outro que inicia.

É assim que comunico que estou me desligando da Álibi de Orfeu, banda na qual tive uma experiência musical ímpar, e nesses 3 anos de conjunto fizemos um tributo aos Secos [e Molhados] e Mutantes, que está na eminencia de lançar, dois clipes e agora vem o terceiro com a música Redenção. Ontem, assistir a edição final, fiquei muito orgulhosa do resultado, e espero que vocês curtam tanto quanto nós, esse é o presente que deixo para vocês. 

Desejo sucesso ao Álibi e agradeço à todos pelo enorme carinho e torcida.


Minha vida é respirar música, então em 2015 embarcarei em novos projetos, novas parcerias e em breve, muito breve vocês terão notícias minhas. 


  • Norah Valente - 15/12, 19h

Olá, público! Estou aqui depois de alguns dias pensando na decisão que tomei. Venho comunicar minha despedida do Álibi de Orfeu . Banda onde tive muitas experiências legais e muitos aprendizados. Estou com um novo projeto e vocês terão ótimas notícias se tudo der certo. Minha veia pop falou mais alto e estou seguindo o meu caminho no mais novo som Electro pop. Nos veremos brevemente e agradeço de coração a todos que ajudaram para o crescimento da minha carreira no rock. AGORA VAI SER NORAH IN WONDERLAND BAND!!! #eletronicmusic #popmusic


***

Capa da fanpage da banda no Facebook, 
ainda com Norah (centro) e Elaine (direita)


 “Quando entrei no Álibi sabia que não seria ‘para sempre’, foram momentos musicais que desejei desde a adolescência, realizei muitos sonhos durante esses três anos e agora quero realizar outros. Não foi fácil decidir sair, porque você se apega, cria laços e constrói uma base. Além disso, eu adoro aqueles riffs e todo aquele som distorcido, o rock está em mim! Anseio por novas sonoridades, montar novas parcerias, fazer minha história e sinto que o momento chegou. O céu é o limite”, contou Elaine.

Sobre a experiência de tocar na banda, a guitarrista definiu como “ímpar”. “Com o grupo aprendi a ter foco e determinação. Serei eternamente grata pela oportunidade. Eu amadureci como artista e me sinto pronta para respirar novos ares e aquecer meu coração com novos projetos”. A guitarrista não quis revelar esses “novos projetos”, mas soltou que acertou com “uma parceria de peso” para 2015. “Não posso contar tudo senão estrago a surpresa. Dessa vez, será diferente do que vocês estão acostumados a ouvir. Como é bom tocar e se reinventar. Me aguardem!”, avisou.

Já Norah Valente, depois de três anos como vocalista do Álibi, diz que aprendeu muito, principalmente sobre o rock’n’roll. “Guardei muita coisa como aprendizado. Saí da banda mais rica em conhecimentos musicais”. E contou que sua saída aconteceu porque queria seguir para uma vertente mais pop. “Estava ficando cada vez mais pesado e a minha proposta de carreira não estava combinando. Somos todos muito amigos, conversamos e optamos por seguir caminhos diferentes. O pessoal do Álibi vai ser sempre muito querido por mim”.

Em 2015 a cantora apostará em um projeto que versa entre o pop e eletrônico e adianta que começou a ensaiar com amigos. Eles estão me dando o maior apoio e acreditando no meu projeto. Tá ficando algo diferente do que temos no mercado musical daqui de Belém. Tocamos David Guetta, Calvin Harris, Madonna, Michael Jackson. Fazemos várias versões legais que vão do pop até a música eletrônica. Espero que agitemos muitas baladas no próximo ano”.

Norah revelou que desde criança era fascinada por música pop, e sonhava em seguir um rumo no estilo da pop star Madonna. “Cheguei a cantar rock porque o rock me abraçou e eu segurei firme nele. Acreditei de verdade e aprendi muita coisa. O rock me abriu muitas oportunidades. Mas eu ainda acredito demais naquele sonho de infância. Então que venha muito pop em 2015!”.

NOVOS RUMOS - Depois do anúncio de Norah e Elaine ficou no ar a dúvida se o Álibi de Orfeu acabaria, mas em um comunicado oficial divulgado no dia 16 via Facebook, ficou claro que o grupo vai continuar com novos músicos. Segue a mensagem assinada pelos integrantes Rui Paiva (bateria), Sidney KC (baixo), Rafael Mergulhão (guitarra) e equipe:

"Norah e Elaine, ambas Valente, mas não parentes, resolveram alçar vôos diferentes e pessoais. 

Encerra-se um ciclo com o Álibi de Orfeu de três anos de shows, gravações e formação de experiência que nos deixa muito orgulhosos com o excelente trabalho que ficou e que brevemente o público terá acesso. Agradecemos imensamente as duas e desejamos todo sucesso nessa nova empreitada. Uma nova história já começou e logo vocês conhecerão os novos integrantes dessa trupe renovada de artistas. O Álibi de Orfeu nunca foi somente uma banda com cinco elementos em cima do palco, sempre contamos com bons amigos nos bastidores que são fundamentais nos destinos do grupo, inclusive de ex-integrantes que até hoje opinam e ajudam. E a vida continua sempre com o pensamento para melhor. Aguardem o novo trabalho autoral da banda que está tinindo, sempre com a convicção de que “Rock é rock mesmo” e como diz nosso querido amigo Frejat: “Cada trabalho é um eterno recomeçar”. Então, vamos nessa que os tambores estão rufando, as guitarras gritando e o baixo marcando!"

Segundo Rui Paiva, a reação da banda quanto à saída delas teve uma aceitação tranquila. “Acabar jamais. Se a banda sentiu? Sim, é claro. Até porque temos um trabalho que está prestes a sair e que ainda terá a participação de ambas, além dos anos de convívio. Elaine e Norah possuem talentos inegáveis e têm projetos pessoais maravilhosos e que temos certeza que contribuirão muito para a cultura musical de Belém. Desejamos toda sorte e sucesso para elas”, comentou.


Gravação do clipe "Redenção"

Sobre novos integrantes para guitarra e voz, Rui diz que a banda está fazendo testes com algumas pessoas. “Já existe uma cantora com estilo próprio que vem do meio musical que chamou atenção de todos. Quanto à guitarra, estamos testando vários guitarristas muito bons. O importante não é ser o maior dos virtuosos, mas saber integrar o coletivo para nos divertirmos desde os ensaios até os shows. Vamos ver se até meados de janeiro apresentamos a galera nova, quem sabe com um clipe novo também?”.

Rui antecipou ainda algumas das novidades da banda para 2015. A primeira tem a ver com o clipe de “Redenção”, que fará parte do disco “Desterro”, ainda sem data para ser lançado. “Desterro é uma ópera-rock que já vem sendo composta e desenvolvida para apresentarmos na hora certa. O disco será lançado assim que conseguirmos recursos para viabilizar a gravação das 14 músicas, metade já foram gravadas. Nossa intenção é mostrar esse trabalho para o Pará, em cidades do interior e sair para mostrar nossa cultura em outros estados”, explicou Rui Paiva. A banda pretende fazer uma série de shows para divulgação do álbum no próximo ano.

Outro projeto é o Tributo aos Secos & Molhados e Mutantes, com versões em uma “pegada” hard rock. “Foi incrível a experiência e um tremendo desafio. O CD já está pronto e logo será lançado”, informou Elaine Valente. Rui Paiva explicou que o disco não terá show de lançamento porque eles já tocavam as versões há bastante tempo; o CD será vendido através das redes sociais e nos próximos shows da banda.

Além disso, o Álibi de Orfeu continua fazendo um trabalho de compor músicas inéditas. “Confesso que compor músicas novas, arranjar e ajustar ao estilo da banda da um prazer enorme. Sempre é um filho que nasce, e temos algumas composições prontas”, afirmou. Depois da saída de Norah e da Elaine o grupo retornará com os shows quando os novos integrantes chegarem. “Uma coisa é certa: A banda vai tocar muito para divulgar seus próximos trabalhos em 2015”, afirmou o baterista.


quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Som do Norte entrevista Pia Vila: "Tô aqui e nunca precisei imitar ninguém"

Na estrada há 40 anos, Juscelino Araújo Vila Nova, o Pia Vila, continua sendo um dos grandes ícones da música acreana, com uma carreira pautada pela sorte. O Igg Pop acreano se prepara para fazer um show (ainda sem data) em comemoração das 4 décadas dedicadas a música. Performático, irreverente, conversador - e, como ele mesmo se denomina, psicodélico - , Pia é um homem cheio de histórias e algumas delas ele nos contou em uma rara entrevista sua, com exclusividade para o Som do Norte. (Nany Damasceno, de Rio Branco)




Pia Villa, tu és referência para boa parte das bandas que surgiram após a década de 1970 no Acre, me conta como começou tua história com a música.

Ah, foi quando era muito novo, uns 10 anos de idade, atrás lá de casa tinha um barracão e eu usava lá pra fazer show pros meninos da rua dia de domingo, a gente reunia as panelas da minha mãe, uns pedaços de pau e inventava uns instrumentos, aí passava um pessoal vendendo uns berimbaus na rua, a gente juntava tudo e fazia nosso show.

Mas a sua carreira de fato, começou, um pouco depois de uma forma bem inusitada, não é?

Rapaz, foi uma carreira por acidente, literalmente, quando eu tinha 17 anos, sofri um acidente de moto e quebrei a perna, nisso, o Chico Pop me deu um violão Trovador de presente, até ali eu não sabia que na família havia uma veia nordestina que me levava a esse universo da música, mas aí, eu e o Chico compomos uma música, então o artista que eu estou me propondo a ser hoje começou nessa época.

Pia, tu chegou á participar do 7° Festival de Música da Amazônia, nessa mesma época. Me fala como foi participar de um festival em outro estado ainda tão novo?

Quando eu fiquei sabendo de um festival, coincidentemente, um amigo estava indo pra lá, pra  vender um Fusca, aí eu peguei meu violão, com perna quebrada mesmo, me mandei pra Manaus, foram 4 dias para chegar em Manaus, era rio, era lama na estrada, era violão, era perna quebrada, eu e mais 4 pessoas dentro daquele fusca, mas chegamos.

E me conta, como foi o festival?

Rapaz... Já na primeira noite, eu resolvi cantar um lamento, eu tinha duas composições, era esse lamento e a outra era um pop rock, mas eu escolhi o lamento e subi no palco, agora imagina a cena, eu magro, com a perna engessada, aquele óculos estilo John Lennon, o público começou a gritar enlouquecido, eu estava com tanta certeza que aquilo ia dar certo.... levei a maior vaia, sai de lá arrasado, nem terminei a música e desci do palco.

Mas aí tu desistiu do festival?

No segundo dia de festival, um amigo lá, me convidou para ensaiar com uma banda, eu disse que não ia dar tempo porque a apresentação ia ser naquela noite e já tava tarde, mas ele insistiu e eu fui quando entrei naquela sala cheia de instrumentos, aquela banda toda, tinha guitarra, baixo, bateria piano, tinha tudo... Instrumento que eu nunca tinha visto na vida! Eu fiquei paralisado, aí nós ensaiamos já outra composição.

E como foi essa segunda apresentação?

Quando entrei no palco com toda aquela banda, efeitos... eu me senti tão artista que larguei até a muleta e fiz a apresentação. Fiquei arrepiado, aquilo era maravilhoso, era o sucesso, o público foi ao delírio, fui o primeiro lugar naquele dia.

Pia, foram quase 30 anos entre o começo de carreira até gravar o seu primeiro CD, Aldeia Sideral, nesse tempo tu ficou compondo inclusive com parceiros como Chico Pop, me fala mais

É, nessa época éramos eu, Chico Pop e Felipe Jardim, éramos tipo inseparáveis, mas o Chico não subia no palco, só nos ajudava á criar, inclusive desde o começo, ele sempre me incentivou... Chico lia muita coisa e com isso ele criava muita coisa bonita.

E os festivais da praia do Amapá?

Eu toquei muito nesses festivais, Leninha (a esposa de Pia) sempre me fala que eu deveria ter tido mais sorte, como o Zezé di Camargo por exemplo, que a gente tocou na Rádio Novo Andirá... Ele passou por aqui numa época de início de carreira e tocaram pela praia da base, na rádio, mas eu acho que eu não soube investir mesmo na minha carreira, mas o importante é que tô aqui e nunca precisei imitar ninguém.

Então mesmo que as coisas não tenham sido fáceis, você acha que valeu tudo á pena?

São 40 anos de carreira entre fracassos e sucessos, sucessos e fracassos, desiste, não desiste. Sem instrumento, eu tento tocar, não dá certo. Eu monto uma banda, depois se debanda e todo mundo sai de banda, ai eu fico só, mas aí eu descobri uma coisa: eu fiz a minha identidade durante esse tempo. Tem coisas que pegam um artista. Tipo uma criança que chegou em mim, vendendo quibe em uma bacia, pegou um papelzinho e disse "seu Pia, assina aqui pra mim que eu sou seu fã" isso me enche de vontade de continuar fazendo isso, isso é o que me dá gás.

Pia são 3 CDs gravados e 1 DVD, e não é muito difícil te encontrar pelas ruas de Rio Branco de bicicleta com uma mochila nas costas fazendo a venda desse material.

É, como os CDs acabaram, agora eu mesmo gravo em casa e vendo num precinho bacana, eu quero é levar meu trabalho pro maior número de gente. Nessa de gravar em casa, outro dia eu vendi um pra um camarada, quando outro dia eu encontrei e ele disse: "Ô Pia, aquele teu CD tava em branco" Morri de vergonha e dei outro pra ele, acontece nessa produção caseira (risos) .

E os shows, Pia Vila, faz um tempo que você não se apresenta?

Estou pensando em algo bem bacana pra comemoração dos 40 anos, estou fazendo esses planos, mas as coisas demoram pra acontecer, já tive foi bursite de tanto ensaiar esse show, mas agora resolvi procurar a Fundação de Cultura e me pediram pra escrever o projeto, tenho fé que vai rolar.

Mas e CD novo, não vai ter nenhum reunindo os sucessos pra comemorar essas quatro décadas?

Tenho mais de 30 composições guardadas para os próximos trabalhos, eu fico compondo em casa , né? Não tenho feito shows, mas continuo compondo, uma hora as coisas melhoram e a gente grava.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Campanha Vista essa ideia chega ao final



E chega a seu final a campanha Vista essa ideia, na qual, mais do que apenas promover a venda das Camisas Som do Norte, tivemos a preocupação de chamar a atenção da opinião pública para uma real valorização da Amazônia, de seu povo, seus costumes e suas tradições - algo que consideramos fundamental e necessário, num momento em que, logo após a eleição presidencial de outubro, houve inúmeras manifestações em redes sociais pregando a divisão do Brasil em duas partes, apartando Norte e Nordeste do restante (o que, aliás, vai contra o artigo 1º da Constituição Federal de 1988, que afirma ser o Brasil composto pela união indissolúvel dos 26 Estados e do Distrito Federal). 

Temos a firme convicção de que tal divisão seria prejudicial para todos, e felizmente vimos aos poucos os ânimos serenarem e o assunto ser deixado de lado. O que, acreditamos, em nada invalida a campanha que desenvolvemos, já que, a exemplo de nosso próprio blog, ela não se firmou em combater tendências A ou B, e sim se alicerçou em exaltar o que a nosso ver merece ser exaltado - no caso, toda a rica tradição cultural e a generosidade e o astral do povo da Amazônia. 

Agradecemos a todos os que vêm adquirindo nossos produtos e a todos que ajudam a divulgá-los através das redes sociais. Agradecemos também em especial à modelo Suelen Leão, de Macapá, que estrelou o material da campanha, e ao designer Boca Anizia Béra, de Rondônia, que nos autorizou comercializar de três modelos de camisas de sua autoria. 

sábado, 20 de dezembro de 2014

Galeria: 4º Encontro de Folias Religiosas do Amapá


Estive em Mazagão, a cerca de 35 km de Macapá, acompanhando o início do 4º Encontro de Folias Religiosas do Amapá. O evento é promovido pela Associação Amapaense de Folclore e Cultura Popular (responsável também pelo Ponto de Cultura Povo de Fé e de Festa, que funciona junto à Biblioteca Pública Elcy Lacerda) e pela Associação Cultural São Tomé, do distrito do Carvão, em Mazagão, que organiza atualmente a Festa de São Tomé, que este ano chegou a seu centenário. A festa iniciou na terça, o Encontro na quinta, e ambos se encerram amanhã. 

As fotos noturnas mostram a roda de marabaixo que sucedeu a realização da ladainha na noite da quinta, 18. Tia Zezinha, que tem um grupo de Marabaixo com seu nome, esteve presente prestigiando o evento. 


Capela de São Tomé

Interior da capela


Na manhã da sexta, 19, enquanto eu aguardava o início do seminário Patrimônio Cultural e Políticas Públicas para as Culturas Populares (que, previsto para as 9h, iniciou perto de 10h40), acompanhei o trabalho de estudantes do curso de Geografia da UNIFAP (Universidade Federal do Amapá), que foram de Macapá para participar do evento.



Imagem de São Tomé

Alunos da Unifap entrevistam os moradores

Como eu iria pegar o ônibus das 12h45 para Macapá, acabou que não me foi possível acompanhar mais que a fala inicial do seminário, proferida pela professora Drª Piedade Lino Videira, também da Unifap (curso de Pedagogia). Foi uma fala muito interessante, onde ela relatou sua infância no bairro do Laguinho, livre de preconceitos e aberta às mais diversas influências populares, e como percebeu, apesar da tenra idade, que nada disso conseguia transpor os muros da escola, onde se seguia apenas as recomendações curriculares vindas de Brasília, padronizadas para todo o país. Ao ter que escolher sua profissão, optou pela Pedagogia para poder justamente vencer essas barreiras e trabalhar com estes conteúdos vindos da cultura popular em sala de aula. 


Piedade Videira, Irislane Moraes (professora de História - UNIFAP) 
e Decleuma Lobato (da Associação Amapaense de Folclore e Cultura Popular )

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Galeria: Cortejo do Banzeiro do Brilho-de-Fogo

Depois de meses de oficinas e ensaios (que mostramos aqui em foto e aqui em vídeo), este domingo, 14, foi o grande dia do primeiro Cortejo público do Banzeiro do Brilho-de-Fogo, projeto que visa consolidar e fortalecer a cultura do Marabaixo, que, como diz a página do Banzeiro no Facebook, é "inspiração para o cancioneiro amapaense e reflete a alma do nosso povo".

A concentração dos batuqueiros iniciou perto das 15h, junto ao Mercado Central de Macapá, em frente à Fortaleza de São José. 


Senhoras e senhoras, eis ele: o Brilho-de-Fogo!











Cantora Brenda Melo com crianças 
(incluindo Ingrid e Stéphani, bisnetas da Tia Chiquinha,
à esquerda, e Ian, filho da própria Brenda)






Aos poucos, as alas foram se formando, e perto de 17h30 o cortejo ganhou as ruas de Macapá, inicialmente andando pela Henrique Galúcio para chegar na São José, depois fazendo a curva na Coaracy Nunes para entrar na Tiradentes e fazendo uma pausa considerável na caminhada, quando já anoitecia, para entrar na Pedro Baião, em direção à praça Floriano Peixoto, local que abrigou os ensaios específicos para o cortejo, desde outubro. 

No trajeto, o grupo de sopros que acompanhou todo o percurso tocou clássicos da música amapaense, como "Jeito Tucuju", "Tô em Macapá" e "Festa na Senzala". 

Antes de chegar à praça, houve uma parada em frente à casa do músico Nonato Leal, que foi homenageado pelos batuqueiros. Presente ao cortejo, o senador Randolfe Rodrigues discursou, revelando seus esforços para promover uma reforma na praça ainda para este ano (sic), e também seus planos para, quando se reinaugurar o logradouro, alterar seu nome para...Nonato Leal, promovendo assim uma (rara) homenagem em vida. A proposta foi aplaudida em peso.




Depois disso, os batuqueiros enfim chegaram à praça, onde um palco armado abrigou uma breve apresentação das cantoras Brenda Melo, Oneide Bastos e Patrícia Bastos interpretando o "Hino de Macapá", e logo depois Adelso Preto, Laura do Marabaixo e Jacundá cantaram Marabaixos tradicionais em uma autêntica roda de Marabaixo. (Você confere esses dois momentos nos vídeos ao final do post).


Os instrumentistas de sopro contaram com o auxílio de
"estantes humanas" - pessoas que levaram a partitura 
presa às costas, para que os músicos pudessem tocar



Paulo Bastos regendo os batuqueiros do Banzeiro



Dois integrantes do Arraial do Pavulagem, Ronaldo Silva (com o microfone na foto abaixo)...


...e Allan Carvalho...


...vieram de Belém especialmente para testemunhar o primeiro Cortejo do Banzeiro. Ambos se declararam emocionados com o que viram e desejaram muito sucesso para o futuro do projeto. O Arraial, com seus vários cortejos anuais que arrastam multidões pelas ruas de Belém, é uma das inspirações do Banzeiro, e tanto Ronaldo quanto Allan são francos entusiastas do projeto amapaense. 

Antes de encerrar oficialmente o Cortejo e dar início aos shows da noite, o radialista Heraldo Almeida convidou a todos para tomarem parte no segundo Cortejo, que acontecerá no próximo dia 4 de fevereiro, aniversário de 257 de Macapá. Os ensaios iniciam no dia 15 de janeiro na praça Floriano.




domingo, 14 de dezembro de 2014

Campanha Vista essa ideia homenageia o saber popular da Amazônia



Na sua sexta (e penúltima!) semana, a Campanha Vista essa ideia das Camisas Som do Norte pede a valorização do saber popular da Amazônia, simbolizado na figura de Natalina Costa, 82 anos

Filha de dona Gertrudes Saturnino, pioneira do Marabaixo do bairro da Favela (hoje Santa Rita), em Macapá, Natalina aprendeu com sua mãe as tradições desta rica cultura, que soube transmitir a seus filhos, que hoje formam o grupo Berço do Marabaixo, no qual desponta, entre outros, a jovem cantora Lorrany Mendes, de 10 (!) anos. 

Em depoimento ao documentário inédito As Tias do Marabaixo, Tia Zezé, irmã de Natalina, conta que a família morava no Formigueiro (como popularmente é conhecido o Largo dos Inocentes, localizado atrás da Igreja de São José, no centro da capital amapaense) até 1947, quando foi solicitada pelas autoridades municipais a desocupação, tendo os moradores que optar por irem para um dos novos bairros formados poucos anos antes - o Laguinho e a Favela -, quando ordem de semelhante fez sair inúmeras famílias negras residentes na orla do rio Amazonas, nas proximidades da atual Praça Zagury. Dona Gertrudes e sua família decidiram morar na Favela, onde já estavam alguns de seus parentes. Gertrudes exerceu na Favela o mesmo papel de pioneira do Marabaixo que Mestre Julião Ramos teve em relação ao Laguinho, tornando sua casa um dos imóveis onde anualmente se realizam festividades do Ciclo do Marabaixo. Mais tarde, Natalina sucedeu a mãe neste papel de anfitriã destas festas - em uma delas, teria dito a frase Gengibirra não é mole não, que inspirou a Joãozinho Gomes e Val Milhomem a música "Mão de Couro", que ajudou a tornar Natalina mais conhecida fora do ambiente do Marabaixo. 

No cartaz, temos ainda a modelo Suelen Leão vestindo a camiseta que retrata Natalina ao lado das filhas Valdirene e Marinete, durante o Cortejo da Murta de 2014. 


sábado, 13 de dezembro de 2014

Boi Garantido anuncia tema e toadas de 2015



Na noite da quarta, 10, a diretoria do Boi Garantido anunciou em Parintins o tema do festival folclórico de 2015 - "Vida", e divulgou a lista das 16 toadas que estarão no CD Vida 2015.


Foram inscritas 22 composições, entre toadas de batucada, entrada, galera e itens oficiais, analisadas por 16 jurados; o júri foi composto por músicos, intérpretes e compositores de toadas.


As toadas selecionadas são:

1 - Luva Trançada – Inaldo, Caetano e Gaspar Medeiros
2 - Poderoso Ritual Apurinã – Demétrius Haidos e Geandro Matos
3 - Coletores da Amazônia – Cesar Moraes
4 - Quimera Cabocla – Murilo Maia
5 - Mawá, o Caçador de Almas – Rafael Lacerda e Ciro Cabral
6 - Yebá Burô – Lenda da Criação – Rosinaldo Carneiro e Naferson Cruz
7 - Pandré – Paulinho Du Sagrado
8 - Deusa das Cunhãs – Helen Veras, Sidney André e Marco Aurélio
9 – Boi de Pandega – Paulinho Du Sagrado
10 – Isso é Garantido – Cesar Moraes
11 – Oração das Águas – Davi Jerônimo
12 – Pra sempre Coração – Demétrius Haidos e Geandro Matos
13 – Balanço do Norte – Enéas Dias e Jéssica Jacaúna
14 – A Fantástica Amazônia – Rafael Marupiara e Ronaldo Barbosa Jr.
15 – Coração Embaixador – Mauro Sérgio Magalhaes e Marcos Lima
16 – Cancioneiro Parintinense – Demétrius Haidos e Geandro Pantoja

Agenda Santarém Novo (PA): 12º FEST RIMBÓ – Festival de Carimbó



“...O carimbó daqui é popular.Popular quer dizer que é do povo, o povo que faz a festa.”

 (Mestre Celé, da Irmandade de Carimbó de São Benedito)


O FEST RIMBÓFestival de Carimbó de Santarém Novo – é o principal evento aglutinador e articulador da Campanha do Carimbó, movimento cultural e social responsável pela recente conquista do registro deste nosso valioso bem cultural como patrimônio imaterial nacional. Organizado desde 2002 pela centenária Irmandade de Carimbó de São Benedito, a 12º edição do FEST RIMBÓ acontecerá na cidade de Santarém Novo/PA, nos dias 13 e 14 de dezembro de 2014, antecedendo a tradicional Festividade de Carimbó também mantida nessa comunidade por essa Irmandade. Acesse aqui a programação completa (em arquivo PDF)


Há mais de uma década em atividade, o Festival de Carimbó de Santarém Novo foi o primeiro a levantar a bandeira do reconhecimento do Carimbó como Patrimônio Cultural Brasileiro, buscando revelar ao Pará e ao Brasil toda a beleza, força e originalidade dessa tradição ancestral, apresentando as suas diversas expressões, tão ricas em timbres e estilos, dando visibilidade aos mestres tradicionais e estimulando os jovens músicos e dançarinos que são a garantia de sua continuidade e renovação. Muito mais do que um simples evento anual, o Festival busca contribuir para o reconhecimento e valorização do Carimbó como elemento essencial da identidade cultural paraense, envolvendo um público crescente em diversas atividades como Seminários, Encontro de Mestres, Oficinas, Mini-Festival com grupos infantis e Circuito Cine Carimbó, além da Mostra Mestre Celé de Carimbó (estilos raiz e livre) e de animados bailes e shows com grupos de carimbó de toda a região.

Território de encontro e celebração da diversidade do carimbó e suas várias vertentes, o FEST RIMBÓ conseguiu se firmar como um dos principais eventos de cultura popular da região, reunindo ao longo desses doze anos centenas de músicos, dançarinos, grupos e mestres tradicionais de carimbó de vários municípios paraenses em um espaço onde se junta a festa com a reflexão, o show com o debate, a educação e a oralidade, o palco com a roda de conversa.

A programação de 2014 inclui a 12ª edição da “Mostra Mestre Celé de Carimbó”, assim chamada em homenagem a um dos mestres da Irmandade já falecido. Aberta a grupos de todo o Pará, a Mostra Mestre Celé tem proporcionado visibilidade e valorização de grupos e compositores tradicionais de carimbó em atividade, reconhecendo e afirmando a rica diversidade musical da manifestação. Hoje é considerada a mais antiga e representativa mostra de carimbó do Pará, recebendo grupos e mestres vindos dos municípios da região do Salgado, Marajó e Belém, revelando a beleza e variedade dos sotaques e estilos desta tradição ancestral.

O 12º FEST RIMBÓ é também o espaço maior de articulação da Campanha “Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro”, movimento cultural que nasceu neste mesmo Festival em dezembro de 2005, quando a Irmandade de São Benedito e vários grupos culturais iniciaram a mobilização junto ao IPHAN para registrar o Carimbó como patrimônio imaterial da cultura brasileira. Nesta edição teremos o Seminário da Campanha, sob tema “Organização Comunitária e Salvaguarda do Patrimônio Imaterial”, onde se discutirá as questões relacionadas ao processo de registro do Carimbó  e outros patrimônios culturais já reconhecidos, como o Samba de Roda, propondo estratégias e diretrizes para a construção do Plano de Salvaguarda do Carimbó junto ao Iphan a partir de 2015. Participam os coletivos locais da Campanha do Carimbó de diversos municípios paraense, além de mestres, jovens músicos e dançarinos, produtores culturais, educadores e instituições ligadas à cultura popular.


O 9º Encontro dos Mestres de Carimbó será mais uma atividade fundamental do evento, espaço onde ocorrem as trocas, vivências e articulações entre mestres e mestras tradicionais que lutam pelo reconhecimento de seus saberes e fazeres, contando com a participação de mestres vindos de diversos municípios. Experiência única no Pará, o encontro deste ano discutirá as expectativas e anseios dos mestres após o registro do carimbó como patrimônio imaterial nacional, levantando suas necessidades mais importantes. O encontro também será o momento de exibição e análise coletiva do vídeo-documentário produzido pelo Iphan para o processo de registro, uma vez que só agora foi disponibilizado para o movimento carimbozeiro.

O festival realizará ainda Cortejos de Carimbó e Levantação de Mastro, Festa no Barracão, Alvoradas, Feira de Artes e Sabores Amazônicos, Cine-Carimbó e animados bailes e shows com grupos convidados, como o Grupo Sancari (Belém) e Os Quentes da Madrugada (Santarém Novo).

O 12º FEST RIMBÓ será realizado na cidade de Santarém Novo, na região do Salgado paraense, nos dias 13 e 14 de dezembro de 2014, antecedendo as tradicionais festas de carimbó da centenária Irmandade de São Benedito desta cidade.

Todas as atividades do evento serão gratuitas e abertas ao público. A realização é da Irmandade de Carimbó de São Benedito, em parceria com a Campanha Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro, tendo o apoio da ABRASEL-DF, FUNTELPA, Secretaria Municipal de Educação e Prefeitura Municipal de Santarém Novo, IACITATÁ Amazônia Viva. 




Agenda Macapá: Cortejo do Banzeiro do Brilho-de-Fogo



Texto e fotos: Mariléia Maciel

O projeto Banzeiro do Brilho-de-Fogo entra na reta final e desfila nas ruas do centro de Macapá no domingo, 14, quando sai o Cortejo e mostra o resultado de nove meses de aprendizado. Coordenado pelos músicos Paulo Bastos, Adelso Preto e Alan Gomes, e apoiado pela Prefeitura de Macapá, através da Fundação de Cultura (FUMCULT), é um projeto de inclusão social e cultural, que despertou o interesse pela cultura regional em pessoas de todas as idades, levando as oficinas de percussão para escolas, associações, praças, faculdades, todo lugar onde houvesse interesse.


Inspirado no Arraial do Pavulagem, que arrasta os paraenses, o Banzeiro foi pensado para ser uma brincadeira cantada, onde as tradições, musicalidade e talento são explorados, envolve os participantes e se torna um convite para conhecer mais profundamente a cultura regional do marabaixo e batuque. Foram realizadas cerca de 15 oficinas itinerantes, ensinadas mais de 200 pessoas que nunca tinham pegado nos tambores, e aperfeiçoou quem já tinha experiência.


- Começamos no quilombo do Curiaú e de lá seguimos para os bairros. Fomos das praças às pontes aproximando crianças, jovens e adultos de nossa cultura, ensinando os ritmos, nossas danças e músicas produzidas por artistas que amam a cidade. Temos certeza que todos se apaixonaram pelo que é nosso. A intenção não é de formar músicos, nem de substituir as rodadas de marabaixo ou bandalho de batuque, mas sim de ser um caminho criativo e gostoso que leve à valorização de cultura amapaense - explica Alan Gomes, da coordenação do projeto e diretor musical.


No domingo desfilam no Cortejo do Banzeiro do Brilho-de-Fogo cerca de 150 batuqueiros, mulheres no Cordão das Açucenas e crianças no Jardim do Banzeiro. Instrumentos de sopro e caxixi também dão ritmo ao repertório, formado por canções regionais. Todos estarão vestidos com roupas do projeto e com adereços coloridos. Os tambores que usarão foram confeccionados por artesãos populares e têm características próprias. Alguns feitos de madeira reciclada, outros de latão, e ornamentados com chita, pintados do modo tradicional ou com a arte do artista plástico Afrane Távora. Toda a concepção visual do projeto foi criada pela artesã Melissa Silva.

“O Cortejo é aberto e qualquer pessoa pode acompanhar, dançar e cantar, com a roupa que quiser, é um bloco popular e que não vai deixar ninguém parado. Sairemos da entrada principal da Fortaleza de São José, no entardecer, e vamos pelas ruas até a Praça Floriano Peixoto, onde haverá shows com muitos artistas, entre eles, Patrícia Bastos, João Amorim, Joãozinho Gomes, e por outros músicos que estiverem presentes, e ainda pelos integrantes do Arraial do Pavulagem Ronaldo Silva e Alan Carvalho, que fazem participação neste momento especial”, disse Adelson Preto, coordenador geral do Banzeiro.  

Em 2015 o projeto Banzeiro continua com data marcada para a próxima apresentação, que é 4 de fevereiro, aniversário de Macapá, e em outras datas comemorativas, como dia do padroeiro da cidade, São José.  






domingo, 7 de dezembro de 2014

Campanha Vista essa ideia pede respeito pela criação artística da Amazônia



Em sua quinta semana, a campanha Vista essa ideia das Camisas Som do Norte chama a atenção para o "astral" da Amazônia - a palavra portuguesa astral ganhou no Brasil significados adicionais, que podem traduzir estado de ânimo, humor, disposição e até mesmo criatividade. Já era essa nossa intenção desde o início, ao escolher para destacar nesta data a camisa "Bora Coisar", criação do designer rondoniense Boca Anízia Bera. Porém, o que seria apenas uma exaltação natural da campanha a uma característica como tantas já destacadas anteriormente acabou adquirindo um caráter não previsto de... protesto.

Sim, protesto! Alguém cobriu de tinta branca a arte mural pintada pela artista Carla Antunes na praça Floriano Peixoto (Macapá) e que felizmente conseguimos registrar quando da realização do ensaio fotográfico com a modelo Suelen Leão, em outubro. Ou seja: se quiséssemos fazer as mesmas fotos hoje, isso seria impossível, pois o cenário foi alterado. Como dizia a inscrição no muro, "Todo mundo quer amor", sim, e também queremos respeito à criação dos artistas da Amazônia (e de qualquer lugar, evidentemente).




Existem outras fotos feitas por nós com a modelo na qual aparece a arte de Carla Antunes. Ao final da campanha Vista essa ideia, iremos publicar uma seleção com as melhores imagens que tivermos, numa forma de manter, ao menos virtualmente, o registro do trabalho da artista. 

Ficha técnica do cartaz da semana:

Fotos e design - Fabio Gomes

Arte da camiseta - Boca Anízia Bera

Arte mural - Carla Antunes

Modelo - Suelen Leão





sábado, 6 de dezembro de 2014

Diz Aí: Victor

O paraense Victor canta profissionalmente há 17 anos, e compõe desde 2007. Por mais de 10 anos, cantou na igreja, e também em eventos particulares (aniversários, casamentos e formaturas). Em 2008, foi premiado na 5ª Mostra de Intrérpretes de Música Popular Brasileira promovida pela Escola de Música da UFPA. No ano seguinte, formou-se em Psicologia também pela UFPA, e desde então vem conciliando as duas carreiras. 

Em novembro, Victor finalizou a produção de seu primeiro CD, intitulado Desafio, sobre o qual ele fala agora aos leitores do Som do Norte. A entrevista foi realizada por e-mail na quarta, 3. (Fabio Gomes)

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Som do Norte - Victor, você está lançando agora o CD Desafio. Fale um pouco sobre o disco: onde ele foi gravado e quem participou das gravações?

Victor - O início do álbum 'Desafio' se deu em 2012, quando eu decidi correr atrás de parcerias para a produção das minhas composições e encarar a música como profissão. A música "Desafio" (Victor Romano - Rony Souza- Nelson Torres), faixa título do álbum, surgiu no meio dessa correria: Muitos ‘nãos’ e pouca ‘boa vontade’ dos artistas do meio musical de Belém me deixaram muito triste e ao mesmo tempo muito forte. Foi quando eu decidi que, mesmo diante de toda a dificuldade que eu encontrara, nada no mundo me impediria de realizar meu sonho. Continuei a lutar... Em maio de 2013 consegui fechar parceria com o Studio DNA, do professor de Música Nelson Torres. Esse foi o “cara” que olhou o meu projeto e, sem pensar duas vezes, abraçou a causa. As gravações iniciaram em maio de 2013 e finalizaram em novembro de 2014. Toda a instrumentação do CD foi feita pelo Nelson.

Som do Norte - Notei que você assina o disco apenas como "Victor", e no crédito das composições assina "Victor Romano", algum motivo em especial para isto?




Victor - (risos) Engraçado que todo mundo me faz essa pergunta, até porque a maioria das pessoas gosta muito do meu sobrenome. Todavia, apesar de gostarem do meu sobrenome, depois de certa aproximação, ninguém me chama de Victor Romano, e sim de Victor. É essa aproximação que eu quero buscar com meus fãs. Quero ter uma relação mais próxima e respeitosa possível com todos que gostarem do meu trabalho. "Victor Romano" fica para questões mais formais, como assinar minhas composições e outras obras.

Som do Norte - Quais são suas principais influências? Com quem você sonha em gravar ou dividir o palco um dia?

Victor - Minhas principais influências regionais envolvem os ritmos carimbó, brega, lambada e calypso. Nacionalmente minha principal influencia é o Roupa Nova, meu sonho é dividir o palco um dia com o Roupa Nova. Em nível internacional, minhas influências são Michael Jackson e Rick Martin.

Som do Norte - O disco já pode ser ouvido no Soundcloud, não é? Além dele, em que outros links o público pode acompanhar o seu trabalho através da internet?

Victor - Meu trabalho pode ser acompanhado nos seguintes links:





A versão digital do meu CD já está a venda no OneRPM: https://onerpm.com.br/disco/album&album_number=675357293