Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

domingo, 30 de novembro de 2014

Campanha Vista essa ideia homenageia Tia Chiquinha



O quarto cartaz da campanha promocional Vista essa ideia, das Camisas Som do Norte, homenageia Tia Chiquinha. Aos 94 anos, a ilustre moradora do Quilombo do Curiaú (Macapá) é considerada um dos maiores nomes do Marabaixo e do Batuque, além de ser uma memória viva do Amapá - sendo, por isso, a primeira pessoa a ser entrevistada durante as filmagens do doc As Tias do Marabaixo, do jornalista Fabio Gomes. 

Nascida no Curiaú, Tia Chiquinha morou no local até os 13 anos, quando se casou, indo morar na área urbana de Macapá. Residiu por mais de 50 anos no bairro do Laguinho, até retornar ao Curiaú - do qual na verdade jamais se afastou, pois seguia indo semanalmente até lá para trabalhar na agricultura, função pela qual se aposentou. Sempre bem-disposta e muito bem-humorada, Tia Chiquinha segue participando efetivamente das festas de Marabaixo e Batuque; nas filmagens do doc, realizadas em maio e junho, além da entrevista, rodada na frente de sua residência, tia Chiquinha aparece também nas festas realizadas no Barracão Dica Congó, no Centro, cantando e dançando ao lado de Tia Zefa, sua irmã de criação. 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Museu Fortaleza de São José recebe a exposição As Tias do Marabaixo


A exposição As Tias do Marabaixo volta a estar disponível ao público em geral, depois de uma série de exibições voltadas para escolas. As fotos estarão na Galeria de Arte do Museu Fortaleza de São José de Macapá no período de 28 de novembro (sexta) 7 de dezembro (domingo), no horário de 8 às 18 (terças a domingos). A visitação tem entrada franca. 
Além de ser uma das edificações mais antigas da capital amapaense (a Fortaleza foi construída entre 1765 e 1782), o prédio tem ligação com a origem do Marabaixo, já que a obra motivou a vinda de grande número de escravos negros para trabalhar na construção. Parte destes escravos, ao fugir, criou o quilombo do Curiaú, um dos locais onde se estima que o Marabaixo possa haver começado.  

Ao contrário da mostra aberta ao público anterior, realizada no Amapá Garden Shopping em setembro, na qual foram apresentadas cópias em papel das fotos do jornalista Fabio Gomes, na Fortaleza os visitantes poderão ver os mesmos banners que têm percorrido as escolas de Macapá.

No domingo, 30 de novembro, Fabio Gomes palestrará sobre o projeto As Tias do Marabaixo para cerca de 600 visitantes vindos da Alemanha em um cruzeiro marítimo.

A Fortaleza está localizada na rua Cândido Mendes, entre Antônio Coelho e Henrique Galucio, no centro de Macapá, às margens do rio Amazonas.

Escolas podem agendar visitas diretamente na Biblioteca do Museu Fortaleza de São José de Macapá, ou pelo fone 99148-2988, com Vilma. 

domingo, 23 de novembro de 2014

Terceiro cartaz da campanha Vista essa ideia homenageia o povo da Amazônia



Em sua terceira semana, a campanha promocional Vista essa ideia faz uma homenagem ao povo da Amazônia, destacando sua alegria de viver e sua cordialidade com os visitantes, além de chamar a atenção para sua aversão a preconceitos - o que é digno de nota, afinal o preconceito contra moradores da região Norte (e do Nordeste também, diga-se de passagem) infelizmente tem virado rotina nas redes sociais.

- Sendo o povo da Amazônia o tema do cartaz, foi natural a escolha da foto maior, em que além da modelo Suelen Leão aparecem vários moradores de Macapá que se encontravam na praça Floriano Peixoto no momento em que fazíamos as fotos - explica Fabio Gomes, idealizador da campanha. 

A arte da camisa "O Norte é legal que só" é de autoria do artista rondoniense Boca Anízia Béra, que autorizou seu uso pelo Som do Norte. 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Agenda Macapá: Encontro dos Tambores

Programação - diariamente a partir das 19h
Local: Centro de Cultura Negra - UNA (Rua Gen. Rondon esq. Manoel de Nóbrega, bairro do Laguinho)
Quinta-feira, 20/11
Missa dos quilombos
Rufar dos Tambores
Apresentação do Grupo Banzeiro do Brilho de Fogo
Grupo do Curiaú
Filhos do Criaú (Rosa)
São Sebastião do Igarapé do Lago
São Benedito do Mazagão Novo
Sexta-feira, 21
Rufar dos Tambores
Marabaixo do Arthur Sacaca
Raízes da Favela
Ilha Redonda
Comunidade do Rosa
Azebic
Comunidade do Goiabal
Lagoa dos Índios
Raízes do Babá
São Pedro dos Bois
Raízes do Marabaixo da Tia Joca
Sábado, 22
Rufar dos Tambores
Associação Folclórica do Pavão
Quilombo São João Maruanum II
Raimundo Ladislau
G. F. C. Nossa Senhora do I. Lago
São Francisco do Matapi – Tia Sinhá
Tia Zezinha
Cunani
Comunidade do Coração
Alto Pirativa
União Folclórica de Campina Grande
Domingo, 23
G. F. C. do Ambé e A. F. Nossas Raízes
União Folclórica do Igarapé do Lago
Tambor de Crioulo (Porto Grande)
Santo Antônio do Matapi
São Sebastião do Mazagão Novo
Berço do Marabaixo da Favela
Comunidade do Mata Fome
Batuque Raízes do Coração
Torrão do Matapi
Herdeiros do Marabaixo

Segunda-feira, 24
Rufar dos Tambores
Raízes do Marabaixo (infantil)
Santa Luzia do Maruanum II
Comunidade do Carvão
Ressaca da PedreiraRaízes do Bolão
Tradição Cultural São Benedito de Campina Grande
São Raimundo do Pirativa
Irmandade São José da Pedreira
Associação Folclórica Curiaú
Terça-feira, 25
Participação Especial
Grupo Cultural Asafes do Rei – Quilombo do Mel
Ancestrais
Grupo Cultural Malocão do Pedrão
Show de artistas locais
OBS: o grupo Marabaixo do Laguinho não irá se apresentar


* atualizado em 23.11.14 - 4h01

domingo, 16 de novembro de 2014

Campanha Vista essa ideia homenageia Semana da Consciência Negra



Na próxima quinta-feira, 20 de novembro, comemora-se em todo o Brasil o Dia da Consciência Negra, lembrando o dia em que, em 1695, Zumbi, o último líder do Quilombo dos Palmares, foi assassinado pelas tropas portuguesas comandadas pelo capitão Furtado de Mendonça. 

A data é lembrada na primeira peça promocional da campanha Vista essa ideia, das Camisas Som do Norte, que faz referência ao projeto As Tias do Marabaixo (conheça mais clicando aqui). O cartaz apresenta a imagem de duas entrevistadas pelo filme dirigido por Fabio Gomes: Tia Biló, de 89 anos, e Tia Zefa, 98. Na imagem, Biló, afilhada de Zefa, lhe toma a bênção. As duas senhoras, consideradas memórias vivas da cultura do Marabaixo, estavam entre os primeiros moradores do bairro do Laguinho, o maior núcleo urbano de população negra de Macapá, criado na década de 1940; ambas foram entrevistadas para o documentário As Tias do Marabaixo, com previsão de lançamento para 2015. A escolha da imagem para o cartaz desta semana reforça os conceitos de respeito, tradição, espiritualidade e valorização da população negra da Amazônia. 

"Ao adquirir nossos produtos, além de valorizar a cultura da Amazônia, você auxilia na manutenção de nosso site e na realização do filme As Tias do Marabaixo", informa Fabio Gomes, jornalista e editor do Som do Norte. 

Dia da Consciência Negra O Dia da Consciência Negra foi instituído no Brasil em 1995, no aniversário de 300 anos da morte de Zumbi, o último líder do Quilombo dos Palmares, que resistiu por 16 anos aos ataques do exército português. Após a destruição do quilombo em 1694, Zumbi resistiu com mais 20 guerreiros escondido na Serra Dois Irmãos, até ser traído e morto pelas tropas do capitão Furtado de Mendonça em 20 de novembro de 1695. A data, feriado em muitos municípios brasileiros, entre os quais Macapá, simboliza mais do que a lembrança da guerra contra a escravidão que Zumbi empreendeu: marca a luta dos negros brasileiros, que são 50,7% da população do país (segundo o Censo do IBGE de 2010) pelo fim do preconceito racial e pela igualdade de direitos e oportunidades de emprego e estudo, entre outras causas igualmente relevantes. 

A Região Norte é a que tem o maior contigente populacional negro do país, com 68,3% respondendo ser preto ou pardo na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD feita pelo IBGE em 2007. A maciça presença negra na região se traduziu de diferentes formas na cultura dos diversos estados da Amazônia; no Amapá, deu origem ao Marabaixo, maior expressão cultural do estado, e cujo registro como patrimônio imaterial brasileiro já foi solicitado ao IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), um órgão ligado ao Ministério da Cultura. 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Foi Show: 14º aniversário da Amazônia Brasil Rádio Web

 

Na noite desta terça, 11, o jornalista e cantor Chico Terra realizou no Projeto Botequim do SESC Centro (Macapá) show comemorativo aos 14 anos da sua Amazônia Brasil Rádio Web . Na foto que abre o post, vemos como Chico equilibrou suas duas profissões ao longo do evento: enquanto o cantor ocupava o centro do palco, o jornalista mandava imagens do show para o mundo todo, através da câmera instalada ao fundo do palco, à esquerda (note como parece um pequeno visor de TV - e era praticamente isto).

14 anos na internet é quase uma eternidade - se considerarmos que a web brasileira iniciou em 1996, ou seja, apenas 4 anos antes. Se hoje o acesso à internet em Macapá se processa ainda com grande dificuldade, imagine o que isso representava há 14 anos, quando Chico teve a iniciativa/coragem de lançar não apenas um site (o que já seria digno de nota), mas sim uma rádio web! Desde então, internautas de todo o mundo se informam diariamente sobre o Amapá e escutam música amazônica através da Amazônia Brasil, que também comercializa vários dos CDs incluídos em sua programação. Em suma, o trabalho que Chico desenvolve é digno de aplausos. 

O repertório teve doses maciças de MPB. Chico iniciou o show com um pot-pourri de Milton Nascimento, iniciado por "Coração de Estudante" e que teve ainda "Encontros e Despedidas". O set list incluiu ainda sucessos como "Guerreiro Menino" (Gonzaguinha), "As Rosas não Falam" (Cartola) e surpreendeu com uma sensível interpretação do clássico brega de Fernando Mendes "Você não me Ensinou a te Esquecer".





Ao lado da filha Francilene Almeida (foto acima), Chico interpretou um clássico de seu xará Chico Buarque - "João e Maria" (parceria com Sivuca). 




Chico também recebeu no palco o sambista Francisco Lino (foto acima) e o cantor-compositor Nonato Santos, que interpretou músicas do CD Quixote Caboclo. 

Ao lado de Aroldo Pedrosa, Chico lembrou o "Samba da Bênção" (Baden Powell - Vinicius de Moraes), no qual foram incluídos pedidos de bênção aos artistas amapaenses Sergio Salles, Willian Cardoso, Dilean Monper, Val Milhomem, Osmar Jr., Cléverson Baía, Zé Miguel e ao próprio Chico Terra, naturalmente. Houve uma citação a outra música de Vinicius, "Testamento" (parceria com Toquinho). 

A partir daí, a noite perdeu gradativamente o caráter de show e foi incorporando o espírito de jam, de modo que fica mais difícil relatar objetivamente o que se ouviu. Chico chamou ao palco os violonistas Willian Cardoso e Dilean Monper e o saxofonista Alê d'Ilê, que acompanharam o próprio Chico e também Val Milhomem em clássicos de Chico Buarque como "O Cio da Terra" e "Trocando em Miúdos", e ainda em temas regionais como "Jeito Tucuju"  e "Mal de Amor". Val aproveitou para apresentar em primeira audição uma música inédita, recentíssima, intitulada "Facebook", que fez a plateia dar gostosas gargalhadas. 



Val Milhomem, Chico Terra, Willian Cardoso e Dilean Monper 



Em seguida Dylan Rocha e Alê mandaram uma bela versão de "Luau", de Naldo Maranhão; depois, a pedido de Chico, Alê assumiu o violão e apresentou algumas composições próprias. 







Ao final, o guitarrista a Manoblues Band, Ronilson Mendes, simplesmente maravilhou a todos improvisando temas e levadas blueseiras no violão de Chico. Considero Ronilson um dos melhores instrumentistas em atividade no Amapá. 

Também participou do evento a atriz Andréia da Silva Lopes, recitando poemas de Celso Dias e Mario Quintana. 

Agenda Belém: Os pássaros – A música e o teatro popular do Pará

No próximo dia 21 de novembro, o Instituto de Artes do Pará apresenta Os pássaros – A música e o teatro popular do Pará, projeto multimídia composto por livreto, CD e DVD, criado para resgatar e fazer reconhecer o trabalho dos grupos de pássaros juninos. O lançamento conta com show dirigido por Félix Robatto, onde estarão presentes: Ana Clara Matos, Richelli Rodrigues, Nanna Reis, Larissa Leite, Camila Honda, Adriana Cavalcante, Aíla, Reginaldo Viana, Pro.efX e Cronistas da Rua. Tudo gratuito, a partir das 20h, no anfiteatro do Instituto de Artes do Pará. 


Aíla (foto: Roberta Carvalho) 


Ana Clara
(foto: Taiana Lauin)

Realizado entre os anos de 2012 e 2013, o projeto foi criado para que os Pássaros Juninos, manifestação cultural realizada exclusivamente no Pará, há quase quatro décadas, volte a ter a importância e o reconhecimento que teve no passado. 

O projeto apresenta como resultado um material multimídia de livreto, CD e DVD, contando de forma abrangente o conceito da manifestação, como ela foi criada e sua importância para os brincantes e guardiões dos Pássaros Juninos. 

Para o DVD, foi produzido um documentário dirigido por Vladimir Cunha, que traz a origem dos Pássaros, seus principais agentes e os motivos que levam essas pessoas a fazer desta manifestação a sua profissão de fé. 

O projeto inclui ainda um CD tributo, com direção musical de Félix Robatto. O disco foi proposto com a ideia de aproximar a manifestação a um novo segmento de público. Nele estão releituras de músicas do repertório dos Pássaros Juninos, interpretadas por músicos contemporâneos de Belém, como Camila Honda, Felipe Cordeiro, Keila Gentil (da Gang do Eletro), Adriana Cavalcante e outros. 

Pássaros Juninos – A ópera popular

Nascida na Belle Époque por volta do ano 1900, a manifestação dos Pássaros Juninos surgiu dos grandes espetáculos de ópera, dentro do Theatro da Paz, à época da efervescência cultural de Belém, impulsionada pelo ciclo econômico da borracha. Seus criadores eram os profissionais da coxia, os camareiros, serventes e demais trabalhadores que viam os espetáculos apenas pelos bastidores e resolveram criar sua própria versão, encenando-a nos bairros de periferia onde moravam. 

A manifestação folclórica é considerada a única tipicamente de Belém. Os cordões de Pássaros Juninos viveram anos de grande apogeu, mas nas quatro últimas décadas, mas desde que perdeu o local onde se apresentava, o Teatro São Cristóvão, a manifestação perdeu sua força.  

Por entender e importância, desde 2011 o Instituto de Artes do Pará vem dando apoio e promovendo cursos e oficinas de aperfeiçoamento aos artistas fazedores dos Pássaros Juninos, resgatando e fortalecendo a tradição; inclusive com iniciativas como a Revoada dos Pássaros, idealizada pelo professor João de Jesus Paes Loureiro e realizada anualmente pelo IAP, para valorizar a manifestação popular.

Dona Izabel, guardiã do Pássaro Papagaio Real


 O documentário

Dirigido por Vladimir Cunha, o documentário faz um passeio histórico pelos Pássaros Juninos, ressaltando sua origem nos tempos da chamada Belle Époque Amazônica. É quando surge o pássaro, a ópera popular paraense, escrita pelos serviçais da elite paraense que trabalhavam no Theatro da Paz, que as encenavam nos bairros da periferia onde moravam. 

No documentário, Vladimir também aborda a questão da tradição transmitida nas famílias envolvidas no processo de encenação, e repassadas a cada nova geração, pontuando a seriedade e comprometimento que os brincantes dos Pássaros Juninos. “A impressão que dá é que não importa o que deve ser feito e sim o que é possível fazer a partir do que se tem”, diz o diretor. Vladimir explica que, “o Pássaro é para ser brincado, para sublimar por alguns momentos a aridez cotidiana de quem vive nas áreas mais carentes de Belém e não tem tempo de dramatizar a própria a própria vida. A balconista de supermercado, o feirante, o estudante de escola pública, todos renascidos durante algumas horas como condes, princesas, príncipes e fadas, antes que tudo acabe e a realidade se imponha novamente em seus aspectos mais opressores”.

Dona Eliete, guardiã do Pássaro Tem-Tem do Guamá


A música

Com direção musical de Félix Robatto, o CD faz um tributo aos pássaros juninos. Félix conta que a ideia principal foi a de trabalhar as músicas dos pássaros juninos com uma nova roupagem, botando gente nova na música do Pará para interpretar. “Tivemos a ideia de chamar essa gente nova do cenário musical da cidade para interpretar as antigas músicas de pássaro junino, trabalhando também em novos arranjos e uma pegada mais moderna, para que elas fiquem mais acessíveis ao público.”, ressalta.

Para o show de lançamento, Félix conta que ele deve seguir o mesmo repertório do disco. “O disco foi pensando com nuances para justamente não deixar a peteca cair e pretendemos utilizar este mesmo método para o show. Será um show mais pra cima, onde a gente pretende agitar o público que vier prestigiar o show.”, afirma.

 Serviço:

Show de lançamento do CD e DVD do Projeto “Os pássaros – A música e o teatro popular do Pará”

Com: Félix Robatto, Camila Honda, Ana Clara Matos, Nanna Reis, Richelli Rodrigues, Larissa Leite, Adriana Cavalcante, Aíla, Reginaldo Viana, Pro.efX e Cronistas de Rua.

Data: 21 de novembro de 2014

Hora: 20h

Local: Anfiteatro do IAP – Praça Justo Chermont, 236.

Entrada franca

Assista o clipe de "Preces, Louvores e Batuques", com Brenda Melo




Em outubro de 2011, a Assembleia Legislativa do Amapá realizou seu primeiro - e até agora único - festival competitivo de música. A cantora Brenda Melo participou defendendo a composição "Redenção", de Paulo Bastos, e obteve o 3º lugar. Uma das canções concorrentes chamou muita a atenção de Brenda: era "Preces, Louvores e Batuques", de Cléverson Baía, que ganhou o prêmio de melhor arranjo. Encantada com a música, Brenda escolheu-a para ser a abertura de seu primeiro CD, Tática, lançado em setembro de 2014, com grande show no Teatro das Bacabeiras (Macapá) - leia aqui nosso comentário. 



Brenda Melo reverencia Tia Chiquinha - 6.9.14
(foto: Fabio Gomes)


O clipe foi lançado no YouTube em 17 de outubro, mas já vinha sendo produzido há algum tempo. Inclusive eu estive presente em uma das sessões de gravação realizadas no Curiaú; porém, acredito que nada do que eu pude acompanhar na manhã de 1º de maio (várias tomadas de Brenda cantando e dançando ao som dos tocadores do grupo Raízes do Bolão) acabou entrando de fato na edição final do vídeo, já que foi um dia de muita chuva, tanto que as filmagens previstas para a tarde (e que incluiriam as dançadeiras do Raízes) acabaram suspensas. 

Assim como ocorreu no show de lançamento, o clipe também conta com a participação da dançarina Piedade Videira e do grupo Raízes do Bolão (Tia Chiquinha aparece em destaque nos 2:20 do vídeo). 





segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Som do Norte lança campanha promocional Vista essa ideia



A valorização da cultura e das tradições da região Norte são o tema principal da campanha publicitária das camisetas Som do Norte e As Tias do Marabaixo. A primeira peça da campanha foi lançada agora há pouco, as peças seguintes serão divulgadas a cada domingo até a semana do Natal. 

A camiseta divulgada nesta primeira semana - Música Popular Nortista - é uma criação do designer Boca Anizia Bera, adaptada por Fabio Gomes, também o autor das fotos e do design do cartaz. A campanha é estrelada pela modelo amapaense Suelen Leão. As fotos foram realizadas nos dias 18 e 19 de outubro em Macapá. 

"A intenção da campanha é a cada semana falar um pouco mais da cultura da região e convidar o público a interagir com ela, daí o lema Vista essa ideia", comenta Fabio Gomes, criador do blog Som do Norte

"Ao adquirir nossos produtos, além de valorizar a cultura da Amazônia, você auxilia na manutenção de nosso site e na realização do meu filme As Tias do Marabaixo, com lançamento previsto para 2015", acrescenta Fabio Gomes. 

domingo, 9 de novembro de 2014

Galeria: Sarau do Largo dos Inocentes

No dia 31 de outubro, uma sexta, a Confraria Tucuju realizou o segundo Sarau do Largo dos Inocentes deste ano. Sendo a Confraria um ponto de cultura, o evento é promovido com financiamento do Ministério da Cultura, sempre na última sexta dos meses do segundo semestre do ano. O Largo, um dos primeiros pontos de povoamento de Macapá, é chamado popularmente de "Formigueiro".

A festa iniciou com a Desiderare tocando quase todas as canções que entrarão no segundo EP da banda, que se encontra em fase de gravação - ouvimos "A Dois", "Atemporal", "Manitou" e "João e Maria" -, mais "Ode à Ismália", do primeiro EP, Caleidoscópio lançado no ano passado pelo Som do Norte. Veja abaixo o vídeo que gravamos de "Manitou" (Kallebe Amil - Lara Utzig).






Em seguida, houve apresentação de artistas do movimento Poesia na Boca da Noite, como Maria Ester Pena Carvalho, Cris Assunção e Raule Assunção (fotos), entre outros.


O segundo show da noite foi do Grupo Afro Brasil, que fez uma homenagem a Tia Chiquinha, avó do vocalista Adelso Preto, e apresentou um desfile de seus sucessos, que vão do batuque ao reggae.









Encerrando a noite, Val Milhomem (foto ao lado e abaixo) apresentou o show Mal de Amor, promovendo uma verdadeira festa tucuju, pois além de seus clássicos como "Jeito Tucuju" e "Mal de Amor". teve como convidados Osmar Júnior (que cantou "Igarapé das Mulheres") e Amadeu Cavalcante (que brilhou na interpretação de "Tarumã"). Ao final, Val reuniu no palco o grupo Senzalas - que integra ao lado de Joãozinho Gomes e o próprio Amadeu. 

Momento mais especial ainda foi reservado ao público perto do final da noite, quando foi chamado ao palco Zé Miguel, completando assim a formação original do Senzalas. Para dar idéia da emoção deste final, nada melhor do que eu dividir com vocês o que o próprio Zé Miguel me disse logo após o encerramento do evento: ao ver, do palco, o público dançando ao som dos sucessos da banda, teve a nítida impressão de estar de volta às quintas-feiras de 2003 em que o Senzalas fez uma longa temporada do show  Tambores do Meio do Mundo no Centro de Cultura Negra, no bairro do Laguinho.



sábado, 8 de novembro de 2014

Na Rede: A estreia de Patrícia Bastos em Portugal

Reproduzimos a seguir a crítica de Nuno Pacheco, publicado ontem no jornal Público (Lisboa)  a respeito do primeiro show de Patrícia Bastos em Portugal, realizado na quinta, 6, no Pequeno Auditório do CCB, como parte da programação do Misty Fest. A intérprete amapaense encerrou sua turnê portuguesa na noite de hoje com show pelo mesmo festival, no Auditório da Escola de Música da cidade de Espinho. Ontem, havia se apresentado no Salão Brasil, em Coimbra. Leia a matéria original completa no site do Público

***





A noite foi delas e dos tambores


Patricia Bastos e Sona Jobarteh mostraram no Pequeno Auditório do CCB, na noite de 6 de Novembro, a força e modernidade das suas tradições. África e Brasil numa noite de festa.
Patrícia Bastos
(foto: Fernando Bento)

Na mesma noite em que Jorge Palma revisitava O Bairro do Amor no Grande Auditório, a convite do Misty Fest, o Pequeno Auditório enchia-se com um público maioritariamente jovem para assistir a dois concertos vigorosos que acabaram por se tornar complementares: Sona Jobarteh, virtuosa tocadora de Kora da Gâmbia, e Patricia Bastos, do Amapá, Brasil. O festival era o mesmo, mas os sons eram decididamente outros. E vindos de bem longe.
Na Kora, essa extraordinária harpa africana, ou na guitarra acústica com cordas de aço, que foi alternando consoante os temas a que deu voz, Sona liderou com segurança e gosto uma banda com forte balanço rítmico e igual capacidade lírica, num apelo constante à dança. Em temas como Gainaako ou Bannaya, do seu recente disco Fasiya (lançado em 2014), Sona Jobarteh e o seu grupo mostraram a envolvência e o poder dos sons africanos, e a resposta da plateia, em forma de dança ou canto, confirmou o seu real impacto desse apelo. Durante o tempo que estiveram em palco, não houve tempos mortos: apenas a expressão, doce e vibrante, de uma África de perfumes arabizantes, na sua melancólica alegria.
A presença de Patricia Bastos, a seguir, não destoou da atmosfera. Pelo contrário. Se os tambores gambianos tinham mostrado a sua voz e os seus poderes, os amapaenses, aqui percutidos com sabedoria e nervo pelo Trio Manari, juntaram-se-lhes em igual patamar. Patricia, por seu turno, exibindo uma sensualidade contida e suave, jogou cinco cartas do seu disco Zuluza, que recebeu em 2014 o prémio para melhor álbum regional no Brasil: ZulusaNo LaguinhoCanoa voadeiraIncantu e Rodopiado. Depois, revisitando outras canções, cantou Demônio de batom (do álbum Eu Sou Caboca, de 2009), Alguém total e Os passionais, ambas de Dante Ozzetti e Luiz Tatit, gravadas respectivamente por Ceumar e Mariana Aydar. Foi Dante Ozzetti, aliás, o seu único acompanhante nos dois últimos temas, ao violão, enquanto os restantes músicos se ausentavam do palco por uns instantes.
Patrícia e Dante cantam "Alguém Total"
(Dante Ozzetti - Luiz Tatit)


O romance trágico e melancólico de Mal de amor assinalou o regresso da banda, que no momento seguinte “atacou” a tempestade rítmica de U amassu i u dubradú, réplica (só na letra) de Teresinha de Chico Buarque, mas em corruptelas amapaenses destinadas a fazer vibrar os tambores do ritmo marabaixo e num vocal de velocidade alucinante: “U primeiro mé chegú/ cumo quem qué’ africar/ troxe dois baita tambú/ lá dé Mazagão dé lá.” A estes dois temas de Zulusa (ouviram-se nove dos 14, na noite) viriam a somar-se mais dois, já no final (Mais uma e Causou). Mas, antes, Patricia voltou ao “cofre” das criações da dupla Dante Ozzetti e Luiz Tatit para de lá retirar Achou! (que já titulou um disco de Ceumar).
Os muitos aplausos no final levaram à junção dos dois grupos e das duas cantoras em palco: Patricia chamou Sona Jobarteh e os seus músicos e, com o palco feito recinto de encontro e festa, cantaram e tocaram juntos Filho de uaranã, apropriado para tão singular união. Um final efusivo e dançante, de emoções e ritmos à flor da pele. A provar que, como ali disse Patricia indicando Sona, a “gente parla [sic] a linguagem musical”. Tudo tão ancestral e moderno como a pulsação da música nos seus rasgos mais puros. Ou África e Brasil numa noite de festa, que Portugal agradeceu com uma tempestade de aplausos.
Sábado, 8 de Novembro, o Misty Fest prossegue com vários concertos pelo país. Patrícia Bastos actuará em Espinho (Auditório de Música, às 21h30). (...)


Dante Ozzetti (à esquerda), Patrícia Bastos (ao centro) 
e Sona Jobarteh (a seu lado)
(foto: Clícia Vieira Di Micelli)

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

"Sem Hesitar", Versalle segue Avante lançando novo single



Nesta quinta, a banda rondoniense Versalle lançou o segundo single do EP Avante (recordar é viver: o primeiro, também chamado "Avante", foi lançado em outubro - confira aqui). 

A canção divulgada hoje no YouTube da Aliança Home Records não se trata de uma canção de amor (embora a princípio nada impeça essa leitura da letra). O eu-lírico parece estar num lugar místico (singelamente denominado apenas de... "aqui", mas no qual ele declara se sentir em um "encontro maior", e que aprendeu a "seguir" (avante?) "depois do breu, depois do eu, depois de mim". Demonstra ainda grande sabedoria ao aceitar que virão "tropeços, fracassos", mas que tudo que vier ele aceitará, e tudo servirá como estímulo para que ele levante "sem hesitar". A letra, de um otimismo confiante que não ignora os percalços que existem em todos os caminhos, lembra um pouco "Toda Vã Filosofia", de Guilherme Arantes, que Roberto Carlos lançou em seu LP anual de 1988. 

O EP Avante tem previsão de lançamento para este mês.



Galeria: Fim de Tarde no Museu

Na quinta, 30 de outubro, o projeto Fim de Tarde no Museu, do Museu Sacaca (Macapá) teve como atração musical show do cantor Mitterrand Paulino, que apresentou uma seleção de sucessos da MPB de várias épocas, com destaque para "Saigon" e "Pôxa".


O tradicional momento da poesia contou com a participação do grupo de teatro +Art, cujo espetáculo, dirigido pela cantora Mayara Braga, incluiu poemas que iam de Vinicius de Moraes a William Shakespeare, além de textos dos próprios integrantes e récita de letras de músicas de Cazuza, entre outros. 


domingo, 2 de novembro de 2014

Lançamento @SomdoNorte: Mamando na Onça - Dpeids



O Som do Norte orgulhosamente apresenta o novo EP da banda amazonense Dpeids, Mamando na Onça. O lançamento da tiragem física aconteceu na sexta, 31 de outubro, durante a festa Mama Rock 6, em Manaus. Antes, divulgamos aqui no blog duas faixas: "Samba-Canção" e "Asqueroso"

O EP traz cinco faixas (todas disponíveis para download) e foi gravado no primeiro semestre deste ano. Com produção de Rafael Rebelo, foi gravado, mixado e masterizado no estudio Overdrive, de Manaus. Arte de Rabico e Ramon, arte final de Alex Alli.

Uma das bandas mais irreverentes do cenário de Manaus, a Dpeids surgiu em junho de 2007, na tentativa de tocar covers de bandas de punk rock do país, porém, não foram bem sucedidos, então decidiram fazer suas próprias músicas, o que foi um desafio bem aceito pelos amigos. A banda é influenciada pela cidade onde vive, somado ao dia-a-dia de seus integrantes, irreverentes e despreocupados com qualquer problema maior que uma corda quebrada ou a falta de dinheiro para a cerveja. Com letras bem regionais, combinando rock'n’roll, reggae e outras vertentes da música, a banda vem mostrando seu trabalho pelas noites da cidade de Manaus. Em 2011, a Dpeids participou do seu primeiro festival, o Grito Rock Manaus, seguindo-se depois outros eventos como o Dia Mundial do Rock, Festival Até o Tucupi e Festival Cauxi (todos em 2012) e saindo de Manaus pela primeira vez no início de 2013 para participar do Festival Independente Rock Maués, na cidade de Maués (AM) - os percalços na viagem renderam a faixa-título do novo EP -, além de tocar no mesmo palco que grandes bandas do cenário local e brasileiro no Hey You Music Festival. Em fevereiro de 2013, lançou seu primeiro EP, Rock de Índio.

O blogueiro Mário Orestes Silva comentou o lançamento hoje pela manhã: “Mamando na Onça” é um EP poderoso por ter humor explícito, inteligente e ser muito agradável, pra quem curte punk rock com pitadas de reggae e rock clássico. Leia em seu blog a resenha completa, comentando o álbum faixa por faixa.