Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Oportunidade Amazonas: Inscrições abertas para o 3º Festival Amazonas de Rock



Estão abertas as inscrições para a terceira edição do Festival Amazonas de Rock, que neste ano acontece entre os dias 14 e 16 de novembro na arena do Centro Cultural Povos da Amazônia, na Zona Sul de Manaus. De acordo com a Secretaria de Estado de Cultura (SEC), o edital selecionará 14 bandas para participar do evento.

Conforme o regulamento, bandas e artistas com repertório exclusivamente autoral poderão participar do processo seletivo. Os músicos devem ter atuação comprovada na cena musical amazonense.

As inscrições terminam no próximo dia 7 de novembro. Nos dias 10 e 11, será realizada a avaliação dos selecionados, por uma comissão eleita pelos membros do Fórum Permanente de Música do Amazonas. Fazem parte da Comissão Organizadora Sandro Nine, Marcelo Augusto Correia, Sarah Marinheiro e Carlos Douglas Lima.

“A edição desse ano vem para valorizar ainda mais as bandas que estão produzindo na cena independente local, pois além de produzirem, elas também estão fomentando o circuito, inclusive tendo como objetivo o intercâmbio cultural com bandas de outros Estados”, afirma Sandro Nine (foto à direita), organizador do FAR há 3 anos e membro do Fórum Permanente da Música no Amazonas.   

Além das apresentações das bandas (40 minutos cada) nos dias 15 e 16 de novembro, o evento terá ainda shows com bandas convidadas.



O festival trará também uma programação acadêmica. Para a terceira edição, o destaque é a oficina "Música - Formação e Produção", com duas turmas e 80 vagas no total, nos dias 14 e 15, a partir das 8h30, no auditório do Centro Cultural.

Todos os shows, inscrições no edital e as matrículas na programação acadêmica do 3º Festival Amazonas de Rock são gratuitos.




quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Galeria: Sarau da Diversidade (fotos e vídeo HD)


As cantoras Lara Utzig (foto acima)(vocalista da banda Desiderare) e Rebecca Braga (foto abaixo) participaram, no dia 17, uma sexta, do Sarau da Diversidade, evento que marcou o encerramento do 2º Simpósio Sobre Gênero e Diversidade, realizado no anfiteatro da Unifap (Universidade Federal do Amapá), em Macapá. As cantoras interpretaram composições próprios, clássicos amapaenses e sucessos da música brasileira. Também houve momentos dedicados à poesia, com a escritora e jornalista Mary Paes e com participantes do Simpósio. 




O Simpósio apresentou discussão teórica pelas demandas por reconhecimento e igualdade, que movimentam organizações de grupos sexuais e de gênero, fazendo interseção com vários marcadores sociais como: classe, raça, etnia e outros. 

A exposição de fotos As Tias do Marabaixo, do jornalista Fabio Gomes, também fez parte da programação do evento, nos dias 16 e 17. Saiba mais aqui. 





No vídeo a seguir, gravado em HD pela TV Som do Norte, vemos inicialmente Lara Utzig cantando sua "Marchinha para Maria"; na sequência, Mary Paes declama poemas rapidinhos (e brincando com isso, ao final de sua participação); e finalmente, Rebecca Braga apresenta "Carnavalesca Capitânia", parceria sua com Naldo Maranhão




Pouco antes do início do Sarau, aconteceu um ato do movimento Homens, Libertem-se, que visa aliviar dos ombros masculinos a carga de cobranças como ser o provedor da família, não poder chorar nem expressar emoções, não poder falhar no desempenho sexual, ser obrigado a prestar serviço militar etc. Alguns dos homens participantes vestiram saias, como forma de questionamento ao papel sinalizador de sexualidade transmitido pela vestimenta em nossa sociedade. 




Um dos participantes queima uma gravata,
espécie de símbolo maior do que a sociedade espera dos homens







Leandro Alves, um dos debatedores do Simpósio sobre o tema Homens, Libertem-se, também participou do Sarau, declamando poemas. 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Galeria: Ensaio do Banzeiro do Brilho-de-Fogo


Ontem publicamos aqui um vídeo do ensaio do Banzeiro do Brilho-de-Fogo realizado na praça Floriano Peixoto (Macapá) no dia 18 (leia o post aqui, ou veja o vídeo direto no YouTube). No mesmo dia, fizemos estas fotos que registram o entusiasmo e a dedicação dos tocadores regidos pelo músico Paulo Bastos. 

O comunicador Heraldo Almeida foi o mestre de cerimônias do ensaio, dando vários recados importantes para o pessoal. 

Paulo Bastos orienta os tocadores




A galera mirim ensaiou, a princípio, separadamente...

...e depois se juntou ao grande grupo 



domingo, 26 de outubro de 2014

TV @SomdoNorte: Assista trecho de ensaio do Banzeiro do Brilho-de-Fogo (vídeo em HD)

No começo de dezembro, acontecerá em Macapá um verdadeiro "arrastão" do Marabaixo. O projeto, denominado Banzeiro do Brilho-de-Fogo, inspira-se no Arraial da Pavulagem, de Belém, que promove arrastões em várias datas comemorativas do ano (entre elas, o período junino e o Círio). 

O Banzeiro iniciou em junho com a realização no Curiaú de várias oficinas, como percussão e confecção de instrumentos. Posteriormente, as oficinas circularam por vários pontos da capital (inclusive noticiamos aqui a oficina acontecida no Berço do Marabaixo em agosto) e agora têm data e local fixos de realização: sextas e sábados, das 19 às 21h, na Praça Floriano Peixoto (um dos locais mais belos de Macapá), até o final de novembro. Pode participar tanto quem já esteve nas oficinas anteriores quanto não tenha tido ainda essa oportunidade; o importante é que quem estiver interessado vá logo, para poder entrar no ritmo coletivo e fazer bonito no arrastão em dezembro.

No vídeo abaixo, exclusivo da TV Som do Norte, você assiste o final do ensaio do Banzeiro do sábado passado, 18 de outubro. O vocalista do grupo Afro Brasil, Adelso Preto, canta os Marabaixos tradicionais "É de manhã, é de madrugada" e "Vem pra cá, ioiô", acompanhado pelos tocadores regidos pelo músico Paulo Bastos. 



Divulgados capa e repertório do novo EP dos Dpeids, Mamando na Onça



Há pouco mais de meia hora, Albenízio Júnior (vocalista e baixista d'Os Playmobils), divulgou no Facebook a capa e o repertório do novo EP da banda Dpeids, Mamando na Onça, que será lançado na festa Mama Rock 6, no próximo dia 31. No começo de novembro, o EP será lançado com exclusividade na internet pelo Som do Norte.

O disco terá cinco faixas: "A Canoa e o Banzeiro", "Samba-Canção" (cujo lançamento já antecipamos aqui), "Mamando na Onça", "A Feira" e "Asqueroso", que você ouve na sequência. 



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Galeria: Karol Diva no Projeto Botequim (fotos e vídeo)

A cantora amapaense Karol Diva foi a atração desta terça, 21, no Projeto Botequim do SESC Centro (Macapá). Acompanhada por uma banda que teve a direção musical do violonista José Maria Cruz, a intérprete fez desfilar em sua bela voz clássicos e sucessos regionais (a exemplo de "Ao Pôr-do-Sol", de Firmo Cardoso) e nacionais, como "Lança Perfume" (Rita Lee) e "Folhetim" (Chico Buarque). 



Karol aproveitou a ocasião para anunciar que prepara o lançamento de um CD de "releituras tucujus" (ou seja, regravações de clássicos da música amapaense). Uma faixa que já está certa no trabalho é "Tajá" (Osmar Júnior - Fernando Canto), que neste show Karol cantou ao lado de Silmara Lobato (vocalista da banda Negro de Nós). Outros hits regionais no show foram "Tô em Macapá" (Nivito), "Jeito Tucuju" (Val Milhomem - Joãozinho Gomes). Da mesma dupla é "Mal de Amor", marabaixo que foi um dos pontos altos do show - aprecie este momento no vídeo que gravamos em HD e que encerra esta postagem. 

Com Mayara Braga (foto abaixo), Karol cantou "Sufoco", sucesso de Alcione. O número que encerrou o show também era do repertório da Marrom: "Não Deixe o Samba Morrer", que contou com duas participações especiais, a das irmãs cantoras Lílian Carvalho e Carol Carvalho. 

Outro convidado foi o cantor e compositor Enrico Di Micelli, que além de dividir o palco com Karol também apresentou duas canções solo, acompanhando-se ao violão. 


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Cinco bandas do Amazonas gravam DVD nesta quinta em Manaus

Nesta quinta, 23 de outubro, as bandas Nattus Triballia, Os Tucumanus, Casa de Caba, Selva Madre e Raizes Caboclas estarão no palco montado no Tiwa Ecoresort, às marges do Rio Negro, para gravar o DVD da campanha Nossa Energia Move a Amazônia, organizada pela Distribuidora Equador de Petróleo. As bandas foram escolhidas através de votação realizada na internet.


Nattus Tribalia


Casa de Caba


Os cerca de 250 convidados que irão assistir a gravação sairão do pier do Estaleiro Juruá, localizado na Ponta do Ismael, no bairro do São Raimundo, em barcos que partirão com intervalos de meia hora a partir das 16h da quinta-feira. O responsável pela promoção, David Freidzon,  gerente de marketing da Equador Petróleo, comenta que foi solicitado que todos vistam roupas brancas. A gravação deve durar cerca de cinco horas.

Raízes Caboclas

Os Tucumanus


O DVD será lançado em uma festa no dia 3 de dezembro, no Anfiteatro da Ponta Negra, com novo show das bandas vencedoras, mais apresentações de Gabriel o Pensador e da banda Detonautas, além de atividades esportivas e culturais. Serão produzidas 30 mil cópias do DVD.







Selva Madre

sábado, 11 de outubro de 2014

No clipe de "Ela Vem", Liah Soares homenageia o Círio e Nossa Senhora de Nazaré

Estamos em plena comemoração do Círio de Nazaré, a grande festividade em homenagem a Nossa Senhora que mobiliza por completo a cidade de Belém no começo de outubro, atingindo seu auge no segundo domingo do mês - amanhã, portanto -, quando a imagem da Virgem é levada em procissão de volta à Basílica de Nazaré (eu morava a meia quadra da praça do CAN na época do Círio de 2011 e posso garantir: a partir da quinta-feira que antecede o domingo do Círio, a cidade literalmente se transforma e as ruas no entorno da Basílica ficam lotadas de fiéis que vêm agradecer à santa as graças alcançadas - muitos desses fiéis são paraenses que moram em outros estados e retornam à cidade apenas na época do Círio). 

É, portanto, o momento mais adequado para publicarmos no blog o clipe da canção "Ela Vem", uma homenagem a Nossa Senhora de Nazaré e ao Círio, gravada pela cantora paraense Liah Soares em dueto com o padre Reginaldo Manzotti; o clipe foi lançado no YouTube no final de setembro.

Feliz Círio!






sexta-feira, 10 de outubro de 2014

@BandaCalypso retuita o @SomdoNorte

Hoje às 10h50, publicamos em nosso Twitter uma notícia muito auspiciosa - a fan page da Banda Calypso no Facebook atingiu nesta semana a marca de 2 milhões de curtidas! Para comemorar a marca, a banda criou esta imagem de agradecimento:



Como era de se esperar, o índice foi logo superado - neste momento, a página já registra 2.009.133 curtidas! 

Este foi o nosso tuíte, publicado pela manhã:

Às 15h53, o Twitter oficial da banda retuitou nossa mensagem para seus  114.535 seguidores:




De lá pra cá, vários fãs da banda curtiram e retuitaram nossa mensagem da manhã. Às 18h16, Franklin R. Vieira, fã da Calyso e morador de Teófilo Otoni (MG), nos mandou a seguinte mensagem: 


Ouvindo Junto: Natália Matos

A cantora paraense Natália Matos comenta faixa a faixa seu CD de estreia:

1 – Cio: É uma música do terceiro álbum do Kiko Dinucci, em parceria com Douglas Germano. Sempre quis gravar essa música, pela intensidade que ela carrega e pela identificação com esse universo de imagens e emoções. Ela já estava no repertório dos meus shows e agora ganhou um lindo arranjo do Guilherme Kastrup, cheio de mistérios, que flerta com a cumbia.

2 – Beber Você: Mais uma pérola dessa parceria de Felipe Cordeiro, Arnaldo Antunes, Manoel Cordeiro, Luê e Betão Aguiar. Que belo jogo de palavras de uma saudade doída de um amor. Ela é bem humorada, que até a saudade se veste de leveza, como faz a água. A música é graciosa e ficou cheia de suingue com as percussões arrasadoras de Guilherme Kastrup.

3 – Você Me Ama, Mas: Essa é a nossa música pop do disco. Uma das minhas primeiras composições, fala dos limites do amor e expõe a dificuldade de se ser só quando somos, os dois amantes, um só. Frases impulsivas e um tanto irônicas trazem um quê de humor no incômodo com o outro e na busca da tristeza e da solidão para se compor.

4 – Coração Sangrando: Um brega rasgado da Dona Onete, compositora que conquista qualquer coração com seu chamego e suas incríveis canções. Quando estive em sua casa, ela cantarolou toda a intenção do arranjo dos sopros, e no dia em que ele ficou pronto eu fui abaixo de emoção. Pra completar, tive o prazer de cantá-la ao lado de Zeca Baleiro, que trouxe ainda mais beleza. É de chorar!

5 – Baila de Havana: A gente deu um ar super moderno para esta música inédita de um grande compositor do Pará, o qual eu não poderia deixar de gravar, Ronaldo Silva. A letra é despretensiosa, fala de um jogo de conquista dentro de um baile, ainda faz referência a vários ritmos latinos e tem um clima super caliente.

6 – Flor do Segredo: Fui tocada pela delicadeza e sinceridade desta letra de amor. Embalada por um clima de fado, ganhou efeitos e condução minimalista do Guilherme Kastrup que se somam à viola do Caçapa, aos violinos de Hertz, e trouxe uma intensidade que eu procurava. Ela é do Almirzinho Gabriel, autor de outras tantas belas músicas como esta.

7 – Um Amor de Morrer: Conheci esta canção em um vídeo. Achei aquilo tudo muito precioso e a pedi ao Rômulo Fróes, que me entregou de coração, como se entrega um pássaro ao voo. O arranjo ficou precioso como ela: o cavaco do Rodrigo Campos e a viola do Caçapa ressoando tocantes e doloridos como um amor de morrer.

8 – Pouca Luz: Um momento de solidão, encantamento e reflexão sobre o tempo e a luz elétrica. A música passa por ritmos diferenciados que, neste arranjo, ganharam um refinamento e uma profundidade incríveis.

9 – Maria do Pará: Iva Rothe a compôs pensando nas marchinhas do Pinduca, e nós a fizemos mais experimental. A história é um barato: um romance entre uma paraense do interior, de uma ilha, e um rapaz da “cidade”, que enfrentam a distância pelo “écran” e viagens de po-po-pô (barquinho monomotor usado para chegar a comunidades ribeirinhas). Gosto muito do MPC misturado aos meus vocais, que se confundem com a voz principal quase como se fosse a tentação desta Maria.

10 – Este Pranto é Meu: Quis regravar esta música do Pim, irmão do Pinduca. Fizemos mais grave, mais lenta, passeando pelo carimbó e pelo marabaixo, com as guitarras do Kiko Dinucci “ferindo mais que um punhal”. Há nela um lirismo que me encanta.

11 – Cândido Brilho: Minha primeira música em parceria. Renato Torres veio fazer perdurar o encantamento com a noite e com a lua e levou minha urbana solidão para a beira do mar. Ela flertava com a guitarrada quando cantada no Terruá Pará, e entrou no disco, para registrar este meu momento, em versão mais rápida, quase uma lambada.

12 – Cio (DubMix): Guilherme Kastrup se encantou com a possibilidade de iniciar e finalizar o trabalho com a mesma música depois que vimos prontos os belos Dub que o Victor Rice preparou para esta e várias outras músicas do disco.


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Ouvindo Junto: Camila Honda

Camila Honda é paraense de nascença, meio japonesa, meio brasileira e viveu na Europa. Múltiplas referências que ela trouxe para seu trabalho de estreia, onde experimenta vários sabores. Caminhando entre o pop, o folk, o erudito, a MPB e o regionalismo, para construir com naturalidade uma sonoridade própria: transgressora e delicada ao mesmo tempo. Sua voz é serena, seu canto é calmo, mas carregado de emoção. Influenciada por Joan Baez, Chico Buarque, pela Tropicália e por Nara Leão, Camila é uma legítima cantora do novo pop brasileiro. Seu CD de estreia tem a produção musical de Felipe Cordeiro e patrocínio da Natura através da Lei Semear, Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves e Governo do Pará. Apoio cultural Lei Tó Teixeira, Fumbel e Prefeitura de Belém.

Ouça o disco, comentado pela própria Camila:




1 – Baile Saudoso: Eu tinha o refrão e a vontade de fazer uma música com o Allan Carvalho. Foi assim que tudo começou. A mulher da letra do Allan dizia coisas como “eu vou correndo me atirar no teu colchão”, “nesta noite é você quem eu quero comer, meu bem” e “porque no baile saudoso é gostoso se pegar”. Eu achei um barato! Mas fiz alguns ajustes porque sou um bocadinho mais discreta que ela.

2 – Fora de Área: Essa música tem uma coisa de sarcasmo e doçura, leveza e malícia, descontração. Foi muito divertido entrar nesse clima e fazer essa gravação para o disco. É uma das minhas faixas preferidas.

3 – Embaraço: Tem muito a ver com o fim de um ciclo, com a espera de novos ares e com a sensação de ansiedade, e ao mesmo tempo conforto, de deixar acontecer, deixar fluir. Era bem o meu momento pessoal durante a gravação do disco.

4 – Coração na Balança: Uma vez ouvi que, no Egito antigo, pesavam os corações dos mortos em uma balança, contra o peso de uma pena. Os corações que tivessem peso igual ao da pena eram considerados puros e as almas dignas do paraíso. Caso contrário, os corações eram devorados e as almas estavam condenadas ao submundo. Escrevi “Coração na Balança” em torno da importância de um momento de consciência sobre o estado, o peso dos nossos corações e também sobre o prazer da leveza.

5 – Aparelhagem de Apartamento: Num programa ao vivo da Rádio Cultura, em Belém, eu tive a oportunidade de conhecer e cantar essa música da banda paraense Molho Negro, numa versão despretensiosa e improvisada, que acabou entrando na programação da rádio. A música é demais, merecia uma regravação pra entrar no repertório do CD. Convidei o Arthur Kunz pra produzir a faixa e um dos autores da música, João Lemos, pra gravar a guitarra.

6 – Tamba-Tajá: O Waldemar Henrique é um dos maiores compositores do nosso estado. É o Villa Lobos da Amazônia. “Tamba-Tajá” é uma música muito conhecida no repertório erudito e que, nos anos 70, teve uma versão popular e inesquecível da Fafá de Belém. Sempre gostei muito dessa música que fala da lenda do tamba-tajá, uma história de amor, mas achei que no século XXI seria legal cantá-la de outra maneira. Fui experimentando e descobrindo a minha maneira de contar essa história e cantar essa música tão bonita.

7 – Nightinlady: Essa música aconteceu quando o Jorge Eiró, artista plástico paraense, escreveu um texto no Facebook, no dia do aniversário da sua filha, e me enviou sugerindo que eu musicasse. Todas aquelas referências musicais do texto me remeteram a um clima muito folk, muito leve… A melodia foi acontecendo muito naturalmente, nos poucos acordes que eu sei tocar. Fiz uma gravação caseira e enviei pro Felipe Cordeiro, mas nunca imaginei tocar o violão no CD. Ele me convenceu e a gravação aconteceu num clima “ao vivo”, despretensioso, prazeroso e intimista.

8 – Sabiá: Quando eu comecei a cantarolar essa música, fui percebendo que sentido ela fazia pra mim e descobri que ela era triste, era um lamento. Entrei nesse clima profundo de tristeza, como se naquele momento só um sabiá pudesse me ouvir e entender o que eu sentia. Foi um momento muito especial no estúdio.

9 – Depois que a Chuva Passar: O Felipe Cordeiro me enviou a melodia e eu escrevi a letra. Escrevi num dia daqueles que a gente não tem pressa, que a gente quer e pode assistir ao pôr-do-sol, que a nossa casa é o lugar mais delicioso do mundo, naqueles dias que a gente acorda e tem um amor começando e que essas coisas bastam pra nos fazer feliz.

10 – Refluxo Sentimental: A última faixa do disco foi também a nossa última gravação. Foi gravada em Belém e é uma música que fala de quando vem à tona uma paixão que a gente deseja esquecer.

Boa Vista: Armando de Paula e Eliakin Rufino relançam CD Os Direitos da Criança



Seguindo o lema de que “o artista tem de ir aonde o povo está”, os cantores e compositores roraimenses Armando de Paula e Eliakin Rufino ocupam neste fim de semana os calçadões da Av. Jaime Brasil e da Praça das Águas, em Boa Vista (RR), para  oferecer ao público uma opção diferente para o presente do Dia das Crianças: o CD OS DIREITOS DA CRIANÇA. Acompanhe a agenda dos artistas:

Dias 10, 11 e 12 de Outubro de 2014  - Sexta, sábado e domingo:
*Durante o dia: Calçadão da Av. Jaime Brasil
*Durante a noite: Calçadão da Praça das Águas

OS DIREITOS DA CRIANÇA é uma versão poética do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, escrita pelo poeta Eliakin Rufino em 1995 e publicada no mesmo ano, em forma de cartilha, com ilustrações do artista plástico Luiz Canará e com patrocínio do Fórum de Defesa da Criança e do Adolescente de Roraima. Todos os poemas da cartilha foram musicados pelo cantor e compositor Armando de Paula, radicado no Amazonas, e surgiu a idéia de lançar em CD a nova versão cantada do ECA. Com o patrocínio da Prefeitura de Manaus e da Universidade Federal de Roraima,  o CD OS DIREITOS DA CRIANÇA foi gravado em 2008 e lançado em dezembro do mesmo ano com uma tiragem de mil exemplares. As vozes do CD são do próprio compositor Armando de Paula e das meninas cantoras amazonenses Brenda Thayná e Bárbara Dináh. Sem patrocínio, os artistas resolveram lançar por conta própria esta segunda tiragem de mil exemplares.




Em sua versão poética e lúdica do ECA, o poeta Eliakin Rufino optou por uma linguagem  simples e acessível, sem perder a essência da lei, enquanto Armando de Paula oferece em suas composições a ampla diversidade rítmica  brasileira. O resultado é um CD destinado ao público infanto-juvenil, podendo ser ouvido também por pessoas de qualquer idade, principalmente por pais e professores.


VALOR DO CD OS DIREITOS DA CRIANÇA – R$ 20,00


Contato com os autores:

(92) 8254-4980 Armando de Paula



(95) 8121-3144 Eliakin Rufino



* Texto: assessoria dos artistas

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

"Samba-Canção" antecipa o lançamento do novo EP dos Dpeids

"Samba-canção" é um gênero musical dos mais tradicionais da música brasileira - segundo os pesquisadores, surgiu em 1929 (com "Linda Flor", também conhecida como "Ai, Ioiô", de Henrique Vogeler, Luiz Peixoto e Marques Porto), e dominante no mercado na era pré-Bossa Nova. "Samba-canção" também é o nome dado a uma peça íntima do vestuário masculino - e aí a data não é tão precisa; certa feita, ao tentar fixar uma data para a ligação entre nome e peça, fiquei entre as décadas de 1950 e 60 (mas sem dúvida alguma o modelo de cueca é muito anterior ao nome pelo qual ficou conhecido - leia mais em "Samba-canção: as cuecas" - parte 1 e parte 2). 

Bueno, e o que isso tem a ver com música nortista? Ah, sim: quem acompanha a banda amazonense Dpeids sabe que o vocalista Carlos Castilho habitualmente só sobe ao palco trajando sua samba-canção (o que certa feita causou problemas à banda, cujo show numa casa noturna de Manaus foi interrompido, com a exigência de que Carlos vestisse uma calça; como ele se recusou, afinal essa é uma marca registrada da banda, a casa não permitiu a continuidade do show). 

Mas a canção não trata sobre esse episódio. A letra apresenta o eu-lírico acordando de ressaca ainda no local onde deve ter acontecido aquela festa de arromba - e eu não vou falar sobre como é que 'samba-canção' entra na história, vocês vão ter que ouvir :) 
Só posso dizer que se trata da peça de roupa, e não do gênero musical

"Samba-Canção" e "Asqueroso" são dois sons que a Dpeids lançou em setembro no seu Soundcloud, como prévias do novo EP, Manando na Onça, que será lançado em Manaus na festa Mama Rock 6 no dia 31 de outubro e na internet pelo Som do Norte no dia seguinte. 



Versalle segue "Avante" com novo single

Exatamente agora à meia-noite em Porto Velho (1h no horário de Brasília), está entrando no ar via YouTube o novo single da banda Versalle, um dos maiores nomes do pop rock rondoniense. Trata-se de "Avante", tema que não só mantém a já conhecida qualidade dos pops rocks da banda, mas se torna mais auspicioso por se constituir no prenúncio de um novo EP, também chamado Avante

Já não era sem tempo: salvo engano nosso, o EP anterior da Versalle saiu em 2010 (com temas que ouvi a banda tocar no Festival Casarão 2012, como "O Modelo Adequado" e "Atrás da Solidão", que virou clipe pouco tempo depois). No festival, a banda anunciou também o clipe de "Mente Cheia" (que não chegou a ser lançado, embora se encontra facilmente no YouTube vários vídeos onde a Versalle interpreta a canção). 

No ano passado a Versalle lançou um clipe em animação, da música "Eu Não Consigo Mudar" , em março, e já em abril, o single "Verde Mansidão".  Outras faixas foram publicadas no Soundcloud da banda, como "Já Estou Bem Melhor" e "Não Consigo Evitar" - ouça aqui 

Outro single deve sair em breve, e o EP completo tem lançamento previsto para novembro. 


terça-feira, 7 de outubro de 2014

Erika lança novo CD, Histórias de amor sempre acabam...em refrões



Erika é compositora/cantora/instrumentista, natur­al de Belém - um nome da chamada "Nova MPB", folk alternativo ou pop rock. Fique à vontade para classificar. Aos 32 anos, com influências dos consagrados Beach Boys, Beatles, Cazuza, Fleetwood Mac, Carole King, e, ainda, inspirações em Ludov, Birdy, Cícero, Zélia Duncan, OTM e Marcelo Camelo, a musicista traz, em melodias suaves e letras poéticas, coisas do cotidiano em geral, das pessoas, acontecimentos e sentimentos.

Neste segundo semestre de 2014, Erika lança o segundo disco, Histórias de amor sempre acabam...em refrões, o qual aparenta ser mais rock e folk do que o primeiro disco, Coisas que o tempo [não] fez. desta vez tratando de vários temas relacionados com vivências de fácil identificação por todos nós, desde a vinda de um sonhado filho, passando por idas e vindas de lugares, de pessoas, com pitadas de romance ou tristezas de relações agressivas. A musicista ousa um pouco mais neste segundo trabalho, novamente produzido totalmente por ela, a exemplo do disco anterior.



- Coisas... foi um disco "desengavetado" de fitas K7 da época da faculdade - comenta. - Entre agosto de 2013 e janeiro de 2014, revistei e renovei letras e arranjos de minha autoria, gravando todos os instrumentos, absolutamente sozinha, em meu "quarto-estúdio". 


Erika já participou de algumas bandas com certo destaque da cena local entre os anos de 1999 e 2004, chegando a dividir o palco com a banda Madame Saatan, A Euterpia e Santo Graal, no projeto Elos por Elas, show realizado no Teatro Estação Gasômetro. Teve incluídas nas programações das rádios de Belém suas músicas "Melancólica Blue", que gravou com a banda de rock alternativo Lady Bel, destaque no 1º Festival Cultura de Música, da Rádio Cultura FM; e "Pedaços de Sol", gravada com a banda folk Os Vizinhos de Barbara Allen, no ano passado, com o qual gravou uma edição do programa de rádio e TV Protótipo, da Funtelpa 

Segundo a própria compositora, Histórias de amor sempre acabam...em refrões é dedicado a todos aqueles que ainda acreditam...
em pessoas...
em histórias...
em amor.


* Texto: assessoria da artista



domingo, 5 de outubro de 2014

Novo single dos Delinquentes condena devastação ambiental e alienação religiosa

Por Raissa Lennon,
de Belém


Durante todo o tempo de carreira da banda de hardcore de Belém, Delinquentes uma coisa é certa: sua atitude rock’in roll/ agressiva/ enérgica nunca foi perdida. O seu novo single lançado neste mês de setembro, chamado Na Zona da Amazônia é a prova viva disso. Segundo o próprio vocalista Jayme Katarro, a ideia era que o som se aproximasse daquilo que eles faziam antes com um hardcore mais direto, sem perder a linhagem crossover da fase mais atual da banda.

O vocalista também contou no Facebook do grupo, como foi o processo de construção da música, com riffes criados por Pedro Bernardo (guitarra) e Pablo Cavalcante (baixista e back vocal), e um retoque essencial de Raphael Lima (bateria), que teve a ideia de intercalar no meio das estrofes a mistura do punk rock com o hardcore. A letra é de Jayme Katarro, que também ajudou na construção da música.  

Foto: Christian Braga


Sobre a letra, ele conta que se inspirou na luta ambientalista, daqueles que arriscam suas vidas para proteger a Amazônia, e que versa também sobre a impunidade. A inspiração surgiu depois de assistir a uma reportagem do casal José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, ambientalistas e extrativistas considerados sucessores de Chico Mendes, e que foram executados por pistoleiros a mando de madeireiros no sudeste do Pará.

O novo single também engloba a música “Igreja Alienatória”, cujo nome já indica uma crítica as instituições religiosas. Diferente de “Na Zona da Amazônia”, essa música é de 1980, lançada anteriormente em uma demo chamada Não é ficção. A banda resolveu atualizar a música, com influencias também do thrash metal. A introdução foi ideia do baixista Pablo, depois que ele assistiu ao documentário sobre o fanático religioso Jim Jones, que influenciou 908 dos seus seguidores ao suicídio coletivo na Guiana, em 1978.

A parceria com o artista John Bogéa se repetiu mais uma vez, marcando o seu traço característico na capa do single. A árvore macabra e os troncos cortados expressa bem a mensagem dos Delinquentes, a respeito dessa Amazônia que padece. Ao longo da parceria com a banda, Bogéa também assinou a arte da demo Indiocídio, do single Formigueiro Febril, além da capa do DVD Planeta dos Macacos. 

  • Para baixar o novo single com capa, fotos, release, letras e logo da banda, clique aqui 




Ficha Técnica:
Gravado e mixado no LK Music Studio entre julho e setembro de 2014.
Mixado e masterizado por: Kleber Chaar
Produzido por: José Lucas Neves e Delinquentes.
Arte (capa/contracapa): John Bogéa
Delinquentes:
Jayme Katarro: vocal
Pedro Bernardo: guitarras
Pablo Cavalcante: baixo e backing vocal
Raphael Lima: bateria
Participação do coral piaba-core nos 2 sons: Pablo Cavalcante (Delinquentes), Alan Tyson (Fora Parte), Rafael Nagano (Necrosys Rotten), Samara Cardoso (Esgoto Surfers), Claudio Mateus (Peixe De Vala), Gilmour Souza (Mijo de Rato), Cesar Augusto (Immortal Shape), Vevé Fest (Ato Abusivo) e Alexandre “Kalado” Brito (Morte Suicida e Estorvo).

sábado, 4 de outubro de 2014

Nume faz estreia promissora com clipe "Casa Nova"



Lançado na quarta, 1, este clipe já conta neste momento que escrevo 3.183 visualizações - o que é absolutamente fantástico, pois não estamos falando de um grande esquema de mídia amparando alguém já previamente famoso ou que, pelo menos, estivesse regravando uma canção que já seja um sucesso. Nada disso, é uma canção inédita, chamada "Casa nova", de uma banda cuja carreira recém iniciou, chamada Nume, e que, sendo de Macapá, está "longe demais das capitais", como diria Humberto Gessinger. 

O clipe, produzido pelo Corujas Creative Lab, com direção de Sady Menescal e Hannah Balieiro, é simplesmente primoroso. Fotografia excelente (como algumas liberdades formais como manter o fundo desfocado ao longo de vários segundos, em vez da alternância praticamente obrigatória entre desfocar o fundo e em seguida desfocar o primeiro plano, que a TV aberta nos "ensinou") traduzindo em frescor e beleza uma música contagiante, que explode no refrão Eis a vida experimentada, a luz que clareia os dias maus, a casa nova onde vou morar...

A Nume é uma banda folk, ou seja, praticamente uma exceção no cenário de Macapá (no mesmo gênero, só há a Desiderare, cujo EP Caleidoscópio o Som do Norte lançou com exclusividade em 2013 - se você ainda não ouviu, clique aqui). Uma forte característica da Nume, que a diferencia da Desiderare, é a presença de elementos pop em seu som, como se pode ouvir em "Casa nova" e como pude constatar ontem ao assistir o pocket show que a banda fez no encontro mensal do grupo poético Pena e Pergaminho, na Biblioteca Pública Elcy Lacerda. Surpreendemente (ao menos para mim), não só esta como outras canções - atenção agora: nenhuma das quais já gravada (afora a do clipe) - foram cantadas em coro por parte do público presente. 

Sim, uma banda que já nasce com um público e um repertório com qualidade e quantidade (um dos músicos comentou ao final que eles já têm em torno de 17 composições) é algo mesmo surpreendente. Números expressam melhor: além da já referida audiência do clipe, a fan page da Nume no Facebook já foi curtida 1.528 vezes - e isso que entrou no ar agora em 24 de setembro, mais de 150 curtidas por dia, que tal?

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Galeria: Show Sonora - Brenda Fernandes


No dia 23 de setembro, uma terça, a cantora Brenda Fernandes aproveitou seu show dentro do Projeto Botequim, tradicional atração das terças no SESC Centro (Macapá), para lançar seu novo projeto Sonora. A palavra batiza a um só tempo a banda recém-formada pela artista e também o show, onde ela passeia por todas suas influências, em especial o pop e o rock dos anos 1960 para cá. 



Em breves momentos, Brenda também mostrou seus dotes para a dança, na pista que foi criada para este fim no espaço do SESC, com a remoção das mesas. 










O espaço também recebeu o grupo de dança urbana D & D, que fez duas aplaudidas intervenções performáticas de street dance, a primeira delas combinada com uma atmosfera sensual que agradou em cheio o público. 




Foi a primeira vez que vi Brenda cantando sem o seu (até então inseparável) violão. Pelo visto, será assim nesta nova fase que ela inicia em sua carreira, pois depois a vi cantando na praça de alimentação do Amapá Garden Shopping (anteontem), acompanhada por um violonista. Pouco antes de começar o show no SESC, Brenda comentou comigo que trabalhar com banda era um antigo sonho seu, que enfim ela conseguia concretizar.





O show teve várias participações especiais, para as quais Brenda humildemente assumiu o papel de backing vocal, deixando o centro do palco para o brilho dos colegas. Apenas Karol Diva (foto acima) recusou-se a aceitar isto, chamando Brenda para ficar a seu lado.


Já à xará Brenda Melo (ao lado) coube cantar a única música em português da noite - "Ai Ai Ai", de Vanessa da Mata. Hanna Paulino também participou do show, numa performance muito aplaudida. 

Cronistas da Rua mostram mulher plural no clipe de "Ela É"

Por Raissa Lennon,
de Belém

Um elogio às mulheres. Só isso que eu consigo pensar ao assistir o clipe de “Ela é”, da dupla de rap paraense Cronistas da Rua. A mulher que é apresentada no vídeo, com uma interpretação muito natural da linda Dauana Parente, não é qualquer mulher, é a mulher plural, amazônica, que luta para ser feliz. Diferente da imagem feminina que é colocada diariamente da TV, a exemplo do seriado global “Sexo e as Nega”, em que a mulher é vista como um “objeto disponível”. Com uma referência do novo cinema pernambucano, o clipe tem a direção e produção de Muamba Estúdio, responsável também pelo clipe de “Concurso”, da banda paraense Molho Negro.



O roteiro é simples, mas com uma carga interpretativa que vai além. Uma mulher jovem, forte e que enfrenta diariamente as dificuldades impostas por seu gênero e sua condição social. Ela é trabalhadora e independente, e não compactua com as opressões que sofre, ou seja, as enfrenta. Com uma fotografia bonita e competente, as imagens mostram a personagem em um banho de praia numa cor azulada, que pode ser tanto no nascer do dia, quando no anoitecer. Além de um cotidiano duro com tons em marrom, e luzes coloridas ao final, em uma festa que se vai para esquecer as doses diárias dos problemas.

Esse é o segundo clipe dos "Cronistas da Rua" para divulgação do álbum Tekoha, lançado em março deste ano (leia a entrevista que eles concederam ao Som do Norte) (NR: o primeiro foi de "Amanajé", não disponível no canal de YouTube do grupo). A dupla é formada por Dime Cronista e Alonso Nugoli, que trabalham juntos desde 2011. Em “Ela é”, a sonoridade passeia pelo rap e pelo samba-rock, com o beatbox de Alonso e Dime nos vocais.  O clipe encaixa bem na canção que diz: “Ela é... trilha pra essa canção/ Ela é... menina e também mulher/ Ela é... fonte e inspiração/ Ela é... correria e sabe o que quer”.

Ficha Técnica:

Realização: Cronistas da Rua
Roteiro/Direção/Produção:Muamba Estúdio
Assistente de produção: Franscisco Sidou
Elenco : Dauana Parente / Ramón Rivera / Guilherme Sarmanho

Os Descordantes participam da última edição da coletânea Cena Independente



Em 27 de agosto, recebi um convite que me deixou muito honrado: Clara Cortêz, do blog Fuga Underground, de Natal, me propunha integrar a curadoria coletiva do projeto Cena Independente, que mensalmente lançava um CD virtual em rede, com uma faixa a cargo de um blogueiro de um estado. A princípio, Clara queria que mensalmente eu indicasse um som "indie", digamos, (ou seja, nada muito "de massa") do Amapá, então eu contra-propus que a abrangência pudesse ser de qualquer dos estados da região Norte, já que é esta a abrangência da cobertura do Som do Norte, e não havia nenhum outro blog nortista que já participasse. Poucos dias depois, já que a coletânea #28 estava prevista para sair em 5 de setembro, mandei a faixa "Sair Daqui", da banda acreana Os Descordantes, cujo CD Espera a Chuva Passar o blog lançara com exclusividade em 21 de agosto. 

Uma pena que minha participação na história do Cena Independente irá se resumir a esta últma coletânea, porque, conforme Clara anunciou ao postar o #28, tendo "Sair Daqui como faixa final - o que acabou acontecendo apenas nesta quarta, 1 de outubro -, o Cena Independente acaba aqui. Sim! Leia o comunicado de Clara, publicado no Wordpress do projeto:

A coletânea Cena Independente surgiu de uma inquietação. Daquela mesma indignação besta que você sente ao não ver seus favoritos numa lista massa de fim de ano daquele site/blog que você acompanha e respeita. De ver tanta coisa boa surgindo em lugares supostamente improváveis do país, mas sendo ignoradas por quem tinha mais poder de difundi-las. O que fazer, então? Fã de música que é fã de música vai à luta – mas não vai sozinho. A missão parecia complicada. Juntar um blog de cada estado do país que bancasse a tarefa de eleger uma vez por mês uma banda de sua cena local para produzir conteúdo e incluir uma faixa numa mixtape. A verdade é que nunca foi possível alcançar todos os lugares, o que é uma pena, mas uma turma muito boa, de todas as regiões do país e de todos os estados do nordeste e sudeste, abraçou a ideia. Ao longo de dois anos, procuramos apresentar e difundir o melhor da nova música nacional, contornando preconceitos e abrindo espaço do axé indie ao metal extremo. Mas o fato é que o tempo e o formato da coletânea acabaram engessando e desgastando sua produção. Encerramos aqui em sua edição nº 28. À todos que nos acompanharam e àqueles que construíram cada uma delas conosco, o nosso muito obrigada. Até a próxima.

Clara Cortêz

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Enfim, de todo modo foi uma honra participar do projeto, mesmo que tenha sido apenas em seu final. Para curtir/ ouvir/baixar, siga os links: 


Download: https://copy.com/q2OOC0vRRa6VUdci

Outras edições da coletânea: http://coletaneaindependente.wordpress.com/