Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

sábado, 27 de setembro de 2014

Modelo do Amapá irá fazer campanha das camisetas Som do Norte


A partir de outubro, a modelo amapaense Suelen Leão, 18, passa a ser o rosto das campanhas de divulgação das camisetas do Som do Norte. Isto abrange nossas duas coleções, a Som do Norte  e a As Tias do Marabaixo

Na tarde deste sábado, Suelen esteve no Amapá Garden Shopping visitando a exposição As Tias do Marabaixo, que encerra na próxima terça. Encantada com o resgate da cultura amapaense que o jornalista Fabio Gomes promove por meio deste projeto, colocou-se totalmente à disposição, contribuindo inclusive com idéias para a promoção do filme a ser lançado em 2015. 


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Jamrock lança o clipe de "Segundo Sonho", gravado em 10 cidades

A Jamrock lançou no sábado, 20, seu novo clipe, o da música "Segundo Sonho". O vídeo foi gravado pela banda roraimense durante a turnê que fez pelo projeto Sesc Amazônia das Artes em maio e agosto de 2013. Na abertura, constam os nomes das cidades onde aconteceram os shows - Porto Velho, Boa Vista, Teresina, Manaus, São Luís, Castanhal (PA), Palmas, Macapá, Rio Branco e Cuiabá. Há cenas também gravadas em Belém, é possível reconhecer o quinteto caminhando na orla da Estação das Docas. Este é o primeiro clipe oficial da banda. 

O clipe já havia sido anunciado aqui em reportagem de Nany Damasceno sobre o show da Jam no Acre, em 7 de maio do ano passado: 
"Durante os shows da turnê, a Jamrock grava o videoclipe da música “Segundo Sonho”, que faz parte do EP A Primeira Viagem, lançado pelo Som do Norte em junho de 2012 “Queremos que em cada lugar que passarmos, as pessoas façam parte desse nosso primeiro clipe”, diz Ana Gabriela."

Com estrutura que lembra o clipe "A Saída", da Ditambah, lançado com exclusividade pelo Som do Norte em maio, o vídeo da Jamrock, com imagens de Ed Andrade Jr. e Natasha Sarah, mostra tanto cenas de shows quanto dos corres da viagem em si (espera em aeroportos, zoeira nos quartos de hotel, malas pra cá e pra lá) e também momentos em que a turma aparece fazendo refeições e relaxando junto à natureza, afinal ninguém é de ferro. A primorosa edição de Felipe Agner fez tudo encaixar perfeitamente sobre o áudio da gravação de "Segundo Sonho" incluída no CD Jamrock ao Vivo na Casa do Neuber, também lançado pelo nosso blog em março do ano passado. Foi a segunda gravação da música, a primeira saiu em junho de 2012 no EP A Primeira Viagem, outro lançamento do Som do Norte.  

Aliás, só temos a agradecer à banda não só a preferência com que tem nos brindado, sempre elegendo o blog aqui para fazer seus trabalhos chegarem ao público, como também pela inclusão no clipe de cenas onde aparece o jornalista Fabio Gomes, editor do Som do Norte, gravadas em 26 de agosto de 2013 no SESC Centro (Macapá) - são estas cenas, a 2:03 e 2:59 do vídeo, as únicas do clipe onde a banda aparece interagindo com fãs sem ser durante o show.  Ficamos muito honrados com a homenagem! 

Pros fãs ansiosos por novos sons da banda, temos a alegria de informar que os músicos atualmente estão em estúdio, portanto vocês podem aguardar surpresas para o começo do ano que vem. 



 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Na Rede: Abertura da exposição As Tias do Marabaixo

Foi aberta na noite desta segunda-feira, 15, a exposição As Tias do Marabaixo, reunindo 16 fotos que o jornalista Fabio Gomes, editor do Som do Norte, fez durante as filmagens de seu documentário de mesmo nome. O filme será lançado em 2015. 

A exposição pode ser visitada diariamente no Amapá Garden Shopping (Macapá), no horário das 10 às 22h, com entrada franca, até o dia 30 de setembro. 

Na abertura, contamos com a presença de uma das entrevistadas do filme, Tia Zezé, que compareceu com sua família. 



Fabio Gomes e Tia Zezé



Além das fotos e das camisetas da coleção As Tias do Marabaixo, também compõem o ambiente manequins com roupas de dançadeiras de Marabaixo, cedidas por Celia Ayres. 

O shopping criou uma promoção ligada à mostra: qualquer nota de compra em loja do Amapá Garden, não importando o valor, dá direito à troca por um cartão-postal exclusivo. São cinco modelos, todos com fotos da exposição. 

Visitas de escolas podem ser agendadas pelo fone 8124-9871.

 

As fotos deste post (com exceção da foto do postal) são de autoria de Prsni Nascimento. 

sábado, 13 de setembro de 2014

Alaídenegão lança o clipe de "A Rabeta"



Em julho, a banda Alaídenegão esteve no estúdio Oficial 80, no bairro do Japiim, em Manaus, onde gravou duas faixas, lançadas no mesmo mês no Soundcloud: "Banzeiro" e "A Rabeta". Ambas com aquela mistura de temas amazônicos, alegria algo carnavalesca e rítmica de influência nordestina que é a marca registrada do grupo. 

A canção, entre as duas, que parece ter mais vocação para hit (sem desmerecer a outra, também muito boa), "A Rabeta", ganhou de imediato um clipe, dirigido por Agenor Vasconcelos e rodado em agosto no lago do Puraquequara, com a participação dos atores Fabiano Barros, Dheik Praia, Dayane Nunes e Dherik Willyam. A ficha técnica publicada no YouTube não identifica quem fez a maquiagem, mas com certeza tal profissional merece um prêmio, pois deixou os músicos da banda praticamente irreconhecíveis. 

AmericAM antecipa lançamento de 2015: "Silêncio"

O que você vai fazer em 2015? Sei que muita gente ainda nem parou pra pensar (a maioria nem sabe o que vai jantar hoje). Nós do Som do Norte esperamos poder lançar nosso doc As Tias do Marabaixo

Já o grupo de rap amazonense AmericAM já sabe muito bem - irá lançar o CD Sexto Sentido, do qual uma prévia foi apresentada no dia 10 via Soundcloud. Trata-se de "Silêncio", onde o grupo fustiga a mesmice do sistema, potencializada pelo calar das vozes que poderiam se erguer contra ele - vejam alguns trechos da letra:

São as mesmas histórias, com finais absurdos/ Mesmas músicas atuando contos sem conteúdos.../ Absoluta afirmação que ainda somos racionais/ Pedi silêncio, só que silêncio fala demais.../ Música reversa, música reversa../ Pois o silêncio é o melhor amigo pra uma conversa/ E eu desisti do que eu queria, pelo que eu preciso/ Siga meus sinais.. esse é o ultimo aviso.../ Se pensar fosse crime, cadeias estariam vazias/ Escolas em cárcere privado, veja quanta ironia.../ É muita porta fechada, mas o meu rap é a chave
Refrão:
E eu não conformo com o silêncio não/ Só uma explicação pra saber quem é de verdade (Quem é)/ Não me conformo com o silêncio não/ Só uma explicação pra essa falsa moralidade (2x)





Ficha Técnica:

Artista: AmericAM
Música: Silêncio
Álbum: Sexto Sentido (2015)
Composições: Matheus Duarte (Jay-M), Raniel Lucas (Rani MC), Lucas Menezes (Digz)
Beat: Daniel Kennedy
Mix/Master: Jeferson Souza
Faixa gravada no Studio JOTA Music - 2014

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Galeria: Celine Guedes no Museu Sacaca



Acabou há pouco o show de Celine Guedes no projeto Fim de Tarde no Museu, no Museu Sacaca (Macapá), onde ela cantou grandes sucessos de sempre da música brasileira, como "De Frente pro Crime", na qual dividiu os vocais com o violonista Cássio Pontes, "Tico-Tico no Fubá", "Disseram que eu Voltei Americanizada" e "Inconstitucionalissimamente", entre outras. 





O momento da poesia ficou a cargo da poetisa e atriz Kássia Modesto, que declamou poemas seus e de outros autores, como Vinicius de Moraes e o amapaense Augusto Oliveira. 

Na Rede: Carimbó do PA é declarado patrimônio cultural imaterial do Brasil


'Próximo passo é levar para apreciação na Unesco', garantiu ministra.
Cerimônia em Belém comemorou aprovação do Iphan.

Do G1 PA

Ministra da Cultura participou de cerimônia em Belém (Foto: Luana Laboissiere / G1)
Ministra da Cultura participou de cerimônia em Belém (Foto: Luana Laboissiere / G1)


Uma das mais tradicionais expressões culturais da região amazônica, o carimbó do Pará foi declarado nesta quinta-feira (11) Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. O anúncio oficial ocorreu em uma cerimônia realizada no Centur, em Belém, que contou a presença da ministra da cultura, Marta Suplicy.

Mara Suplicy Pará (Foto: Luana Laboissiere / G1)
A ministra Marta Suplicy disse que o carimbó faz parte
da cultura nacional (Foto: Luana Laboissiere / G1)


“O carimbó é uma manifestação que tem capilaridade no Pará, mas que agora não será mais só do Estado, e sim, do Brasil todo. Com a chancela de hoje, temos como gestores a obrigação de manutenção e preservação desse bem cultural. O próximo passo é levar para apreciação na Unesco para ter uma chancela internacional, como foi feito como frevo”, assegurou a titular do MinC.

A decisão pelo registro foi aprovada por unanimidade em votação oficial ocorrida na manhã desta quinta, durante reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, vinculado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em Brasília.

O tocador de curimbó Manoel Ferreira Coelho ficou emocionado com o anúncio. Natural de Marapanim, o senhor de 74 anos conta que aprendeu a batucar com os tios, e acredita que agora a dança poderá ganhar destaque nacional. "É uma alegria ver que o ritmo que representa a cultura do estado agora pode ser conhecido em todo o país", disse.

Isaac Loureiro participou da campanha pelo registro do Carimbó como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Ele disse que o reconhecimento beneficia músicos e artesãos. "São 200 anos de espera por essa inclusão, pelo  reconhecimento desse ritmo que insiste em se manter vivo no batuque dos mestres, no trabalho dos artesãos. O carimbó expressa a força da nossa identidade e da nossa cultura como povo da Amazônia", conclui.

Mestres e artesãos comemoraram o reconhecimento do ritmo como patrimônio cultural (Foto: Luana Laboissiere / G1)
Mestres e artesãos comemoraram o reconhecimento do ritmo como patrimônio cultural (Foto: Luana Laboissiere / G1)

Na Rede: Fotografias das 'Tias do Marabaixo' serão expostas em shopping no AP


Mostra vai exibir 18 registros feitos durante Ciclo do Marabaixo 2014.
'As Tias do Marabaixo' ficará aberta ao público de 15 a 30 de setembro.

Fabiana Figueiredo Do G1 AP

Tia Biló (sentada) tomando bênção de sua madrinha Tia Zefa (em pé) durante festejos (Foto: Fábio Gomes/Divulgação)
'Tia' Biló (sentada) e 'Tia' Zefa (em pé) foram
fotografadas durante festejos e fazem parte da
exposição (Foto: Fábio Gomes/Divulgação)


Fotografias que retratam quatro mulheres negras amapaenses e o envolvimento delas com o marabaixo - manifestação cultural característica do Amapá - serão expostas em um shopping na Zona Sul de Macapá. A mostra "Tias do Marabaixo" reúne 18 imagens que registram a participação delas na dança, na música e no ritual da tradicional festa. A exposição gratuita inicia no dia 15 de setembro, às 19h, e segue até o dia 30 do mesmo mês.

As obras fazem parte de um projeto que leva o mesmo nome da exposição e inclui curtas-metragens, camisas e livros com fotos e relatos.

O jornalista gaúcho que mora no Amapá, Fabio Gomes, de 43 anos, é o organizador do projeto, que conta ainda com um documentário sobre o marabaixo, previsto para ser lançado em 2015.

"O projeto tem como foco a preservação da memória do marabaixo através dessas 'tias' reconhecidas pelas comunidades como 'histórias vivas' dessa cultura. Além de mostrar também o que é esse costume para expectadores do país e até do mundo", explicou Gomes.

Exposição retrata histórias do Marabaixo, cultura tradicional do Amapá (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
Exposição já foi feita em uma biblioteca e numa
escola do AP (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)

As fotografias foram registradas durante as gravações do documentário, feitas em maio e junho de 2014, período do Ciclo do Marabaixo, quando acontecem as festas tradicionais denominadas de 'rodas do marabaixo'. As personagens do documentário são a 'Tia' Chiquinha, de 94 anos, a 'Tia' Zefa, de 98 anos, Natalina, de 82 anos, e 'Tia' Biló, de 89 anos. Elas são moradoras de locais considerados "berços" da manifestação cultural.

A exposição já foi apresentada na Biblioteca Gertrudes Saturnino, que fica na Associação Cultural Berço do Marabaixo, e na Escola Estadual Oneide Pinto Lima, no bairro Boné Azul.

O marabaixo é uma festa típica do Amapá, que surgiu quando os negros da África vieram morar no estado e procuravam uma diversão apesar de estarem aprisionados nos barcos portugueses durante toda a viagem. Ele tem como elementos a dança, os "ladrões", que são as músicas entoadas através das "caixas", instrumentos de percussão que dão ritmo às apresentações, a tradição religiosa e a "gengibirra", bebida que mistura cachaça e suco de gengibre.

Serviço
Exposição 'As Tias do Marabaixo'
Dia: de 15 a 30 de setembro
Hora: das 10 às 22h
Local: Amapá Garden Shopping (Rodovia JK)

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Post nº 4500: Ato Comemorativo "Carimbó do meu Brasil"




A Campanha Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro está organizando um grande Ato Público Comemorativo pelo Registro do Carimbó Como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, uma merecida festa para marcar essa conquista histórica para a cultura e o povo paraense.

O Ato Comemorativo, denominado "Carimbó do meu Brasil", será realizado no dia 11 de setembro de 2014 em Belém do Pará, na Praça do Povo do CENTUR a partir das 09 horas da manhã, acontecendo em simultâneo à realização em Brasília da reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio do IPHAN, que finalmente decidirá sobre a titulação do nosso carimbó como patrimônio imaterial nacional. Essa reunião irá finalizar o processo de registro junto ao Iphan desse bem cultural, iniciado oficialmente em 2008 e que foi resultado das discussões e mobilização que grupos e mestres de carimbó iniciaram em 2005 na cidade de Santarém Novo, local onde nasceu o movimento da Campanha do Carimbó.

Organizado pela Campanha do Carimbó, com o apoio de várias instituições públicas e privadas, o Ato tem por objetivo comemorar e dar visibilidade a essa conquista histórica para a cultura popular paraense e brasileira, um momento pelo qual lutamos há nove anos. A intenção é reunir na capital dezenas de grupos e mestres carimbozeiros das diversas regiões do Estado, como a do Salgado, Brangantina, Marajó e Metropolitana, cada um trazendo sua tradição e sonoridade particular, evidenciando a força e a diversidade dessa expressão cultural autenticamente paraense.

Os organizadores também pretendem transmitir ao vivo o momento da reunião em Brasília que decidirá sobre o registro do Carimbó, para que o público presente no ato em Belém possa assistir e comemorar o resultado. Uma pequena comissão de mestres e representantes da Campanha do Carimbó estará presente na capital federal para a reunião, a convite do Iphan, para acompanhar tudo de perto.

A grande festa do carimbó no dia 11 em Belém vai começar bem cedinho, às 06 da manhã, com uma bela Alvorada de fogos e carimbó na Feira do Ver-O-Peso, um dos mais conhecidos cartões-postais do Pará. O Grupo Sancari, do Bairro da Pedreira, animará essa alvorada com seu ritmo quente, já convidando toda a população da capital para o ato que acontecerá no CENTUR. Alvoradas como essa também ocorrerão em cada município de onde sairão as caravanas com os grupos e seus mestres, convocando o povo paraense para esse belo momento de comemoração.

Segundo Isaac Loureiro, coordenador da Campanha do Carimbó, o evento em Belém será uma oportunidade para as comunidades carimbozeiras manifestarem sua alegria pela conquista do título de patrimônio cultural nacional, afirmando a importância da participação protagonista e ativa de seus mestres e lideranças em todas as etapas do processo de registro.

Será também uma bela oportunidade para o público de Belém conhecer e se deliciar com a beleza e variedade de sotaques, estilos e caqueados peculiares dos grupos vindos de Marapanim, Salinas, Curuçá, Santarém Novo, Vigia, Colares, Maracanã, irituia, Santa Bárbara, Soure, Salvaterra, Ananindeua e Belém, entre outras localidades participantes do evento.

Em Belém a coordenação do evento está pedindo doações de alimentação e água para atender as caravanas vindas dos municípios. Outra necessidade é hospedagem/alojamento para os mestres e grupos vindos do Marajó, que precisam pernoitar na capital. Quem quiser colaborar com o Ato, pode entrar em contato com a coordenação da Campanha do Carimbó:

(91) 8191-6690 / 9993-6878 (Isaac Loureiro)
(91) 8199-7671 (Mestre Manoel)

Serviço:

Alvorada da Campanha Carimbó
Quando: 11 de setembro
Hora: 6h
Onde: Ver-o-Peso (próximo ao setor de artesanato)

"Carimbó do Meu Brasil" - Ato Público Comemorativo pelo Registro do Carimbó Como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro
Quando: 11 de setembro de 2014
Hora: 09 às 20 horas
Onde: Praça do Povo - CENTUR - Av. Gentil Bittencourt, esquina com Tv, Ruy Barbosa, Belém/PA
ENTRADA FRANCA

Foi Show: Tática - Brenda Melo

A cantora Brenda Melo fez na noite do sábado, 6, um Show com S maiúsculo, ao lançar seu CD Tática. O espetáculo aconteceu no Teatro das Bacabeiras (Macapá) e foi simplesmente um evento onde tudo foi, no mínimo, muito bom, com momentos de "ótimo" e "maravilhoso". Dos shows que já vi em teatro em Macapá (e não foram muitos, já que a cidade conta com apenas este teatro, e os shows infelizmente são raros em sua programação), este certamente foi um dos melhores, ao lado do lançamento do CD Quando Bate o Tambor, de Oneide Bastos, no ano passado (leia nosso comentário aqui).

Com quatro anos de carreira e lançando seu primeiro CD, Brenda mostrou neste show ser uma artista versátil, madura, pronta para vôos maiores. Foi bem tanto nos momentos mais agitados (como no pot-pourri do final do show, que reuniu dois sucessos do grupo Senzalas: "O Batuque" e "Mão de Couro") quanto nos temas românticos (por exemplo, "Qualquer Loucura", de Zé Miguel, uma candidata a hit do disco). Seguiu à risca o roteiro acertado com a produtora do espetáculo, Rosane Rodrigues, mas soube improvisar com brilho nos momentos certos - seja ao descer do palco para cantar "Quem te Ensinou" (canção de dois baianos, Toinho Britto e Ary Cyrne, que Brenda transformou, segundo suas próprias palavras, num "batucão") ao lado de suas colegas cantoras do coletivo Periquitas da Amazônia, que dançavam à esquerda da platéia (entre elas, estavam Oneide Bastos, Silmara Lobato, Mayara Braga, Celine Guedes, Karol Diva, Hanna Paulino, Simone Rose e Danniela Ramos), seja ao convocar Silmara, que não esperava por isso, para subir ao palco e dividir com Brenda os vocais de "Formigueiro", música de Val Milhomem que Brenda anunciou anteriormente que deve entrar em seu segundo CD (ou seja, ela já começou a planejar o segundo disco antes mesmo de lançar o primeiro).

Quando as cortinas se abriram, no começo do show, os espectadores depararam com Piedade Videira, com roupas afro, dançando ao som dos tambores, fazendo a introdução para a canção "Preces, Louvores e Batuques" (Cléverson Baía), que contou com a participação do grupo Raízes do Bolão, incluindo a fenomenal Tia Chiquinha dando um show de vitalidade aos 94 anos (Tia Chiquinha é uma das entrevistadas do nosso documentário As Tias do Marabaixo). Já publicamos, no dia mesmo do show, uma foto de Brenda reverenciando Chiquinha, a quem trata carinhosamente por "vó".



Brenda Melo com Piedade Videira



Brenda com Raízes do Bolão 
(Tia Chiquinha está de chapéu, à esquerda da cantora)




Cenário, iluminação e coreografia contribuíram para, junto com a cantora e a banda, gerar momentos únicos de uma noite muito agradável e inesquecível.


A impressionante cenografia, reproduzindo uma 
floresta através de um cenário de galhos



Brenda canta "Quem te Ensinou" sob os olhares atentos e felizes
da colega Oneide Bastos e de seu pai Ivano Melo (sentado, de chapéu)


Afora a participação-surpresa de Silmara, foram três os convidados do show: 

  • Osmar Júnior, que cantou com Brenda "Mama", de autoria dele, repetindo no palco a parceria registrada no CD. Como destacou a cantora ao chamar o compositor, trata-se de uma canção onde o ser humano pede à Terra, à mãe-natureza, para que esta o ensine a respeitá-la: Nos guiai pelos faróis/ Nesse mar tão escuro/ Ensinai com tua voz/ Que vem dos passarinhos. Em seguida, Osmar fez um número solo, com seu grande sucesso "Igarapé das Mulheres". 
  • Oneide Bastos, que cantou com Brenda "Na Curva do Rio", e logo depois interpretou "Bate Tambor" (Leci Brandão - Zé Mauricio), tendo nas duas a participação especial de Paulo Bastos no teclado
  • Com Amadeu Cavalcante, Brenda cantou "Coração Benedito" (Enrico Di Miceli - Joãozinho Gomes), música que ambos gravaram separadamente (Brenda no CD que lançou agora, Amadeu num disco ainda inédito). O solo de Amadeu foi um dos maiores sucessos da música amapaense em todos os tempos, "Tarumã". 


Com Osmar Júnior



Brenda também surpreendeu dançando com desenvoltura ao lado do coreógrafo Ricardo Sampaio. Este, aliás, foi um dos responsáveis pelo momento mais belo da noite. É sua a sensacional coreografia que realçou a composição "Mata Virgem" (Helder Brandão). Vou tentar descrever: as bailarinas, ao se movimentarem, simulavam ora uma floresta, ora um braço de rio, ora um igarapé no qual Brenda pareceu mergulhar! As seis fotos abaixo podem dar uma idéia aproximada do que se passou (a idéia completa, só quando estiver disponível o vídeo do show; aconselhei Brenda a publicar, tão logo seja possível, ao menos este trecho). 






Com Oneide Bastos, Brenda cantou "Na Curva do Rio", música
que compôs com Taronga e Rui do Carmo



Amadeu Cavalcante fez todo o teatro cantar com ele o sucesso "Tarumã"


Em "Meu Tambor", Brenda surpreendeu indo até a percussão tocar coco


Com Silmara Lobato, cantando "Formigueiro"



Novo samba de Júnior Rodrigues afirma: "Essa vida" de músico "é batalha"

Postei há pouco o comentário sobre o filme Áquilas, que fala da luta de ser músico independente em Macapá, e em certo momento destaquei que, em boa medida, a dificuldade de ser artista autoral é a mesma em todos os lugares. 

Comprovando o que eu disse, poucos minutos após a publicação do post, mas sem que uma coisa tivesse ligação causal com a outra, o sambista amazonense Júnior Rodrigues (morando hoje no Rio de Janeiro), publicou no Facebook a letra de seu novo samba "Essa vida é batalha". Confiram e vejam se eu não tenho razão: 


***


Essa vida é batalha
(Junior Rodrigues)

Diz que paga pra ver
Que tem que ver pra crer
Mas não move uma palha
Você tem que aprender
Que tocar por prazer
Às vezes atrapalha
Essa frase clichê
Tocador quer beber
É dar soco em navalha
Corre atrás do couvert
Pra ganhar teu cachê
E não viver de migalha
Te livra desse açoite
Tem dono da noite
Que é muito canalha
Ainda tá pra nascer
Alguém desmerecer
Me chamar de gentalha
Pra impor um respeito
Sambista perfeito
Jamais deixa falha
Pra ganhar um conceito
E fazer do seu jeito
É mostrar que trabalha

Muitos não vão lhe valorizar
Mesmo que você valha
Mas também nunca vão me calar
Me vestindo mortalha
Reconheça o cantor popular
Que merece medalha
A madruga que suga
Faz ruga de bar
Essa vida é batalha

Áquilas expõe a dor e a delícia de ser músico no Amapá

Assisti ontem, no auditório da faculdade Estácio Seama (Macapá), a estreia do documentário Áquilas - As dificuldades do artista autoral em Macapá, das estudantes de Jornalismo Verenna Araújo e Viridiane Souza. Verenna participou em 2012 do workshop de Jornalismo Cultural que eu ministrei no MIS-AP, durante o Festival Quebramar. 

O média-metragem ouviu vários artistas de diversos segmentos - entre eles Hanna Paulino (banda Hidrah), as bandas Nova Ordem e Stereovitrola, todos do rock; Lara Utzig, da banda Desiderare (folk); o cantor e compositor Paulo Bastos, ligado à tradição musical -, além dos organizadores do movimento Liberdade ao Rock e do radialista e dono de gravadora Ivo Canutti. 

A maioria, como indica o subtítulo do filme, lamentou os muitos percalços que quem é artista de música autoral independente em Macapá precisa enfrentar - além das dificuldades de acesso à programação das rádios, como destacaram os músicos da Stereovitrola, e da falta de espaço para shows autorais  (destacado por quase todos), há a falta de uma política pública voltada para a cultura, com editais abertos com frequência e não apenas para eventos como Expofeira e Macapá Verão (como lembrou Lara Utzig) e a precariedade do acesso à internet no estado, citada por Hanna Paulino. 

Felizmente, nem só de motivos para se lamentar vivem os músicos macapaenses. Claro que há dificuldades, muitas: por exemplo, o baixista Marinho Pereira (Stereovitrola) destacou que, embora todos seus colegas de banda tenham outras profissões, todos adorariam poder se dedicar apenas à música. Mas o depoimento de Lara Utzig dá esperanças ao espectador, ao destacar a efervescência cultural pela qual a cidade passa - com o que concordo inteiramente; já há algum tempo constatei a vontade de fazer que os artistas de Macapá têm, e sua pró-atividade de tomar atitudes, de fazer, sem esperar que governos ou instituições A ou B tomem a iniciativa. Aliás, os integrantes da Stereovitrola deixam claro que o que esperam da esfera governamental é uma política pública clara para a área da cultura, o que hoje não existe no Amapá. 

Enfim, as duas estudantes estão de parabéns por realizar este filme que registra este momento da cena da cidade e com certeza pode dar margem a um debate muito rico sobre o assunto. 




Nova Ordem, Lara Utzig (Desiderare) e Paulo Bastos


domingo, 7 de setembro de 2014

Imagem: Brenda Melo reverencia Tia Chiquinha


No show do lançamento de seu CD Tática, encerrado agora há pouco no Teatro das Bacabeiras (Macapá), a jovem cantora Brenda Melo reverencia Tia Chiquinha, que participou com seu grupo Raízes do Bolão do número de abertura, "Preces, Louvores e Batuques" (Cléverson Baía). O show foi simplesmente maravilhoso; em breve publicaremos mais fotos e resenhas dessa memorável noite.


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Galeria: Bado em Macapá (fotos e vídeos)

Bado apresentou-se no SESC Centro (Macapá) na quinta, 28 de agosto, encerrando a programação do SESC Amazônia das Artes na cidade.

O artista rondoniense interpretou seus principais sucessos, a maioria deles reunido no CD Aldeia de Sons, lançado em 2005.

Os vídeos ao final do post trazem duas parcerias com o conterrâneo Binho: "Mana Manauara" e "Lavadeiras" (que foi o bis, a meu pedido, já que a canção não faz parte do repertório da atual turnê). 





Com o convidado Enrico Di Micelli, Bado cantou "Um canto em favor das matas", que abre o já citado disco. Enrico também fez um número solo: "Amazônica Elegância", faixa-título do seu CD de 2009 gravado ao lado de Joãozinho Gomes. 




Bado encantou a platéia amapaense, à qual apresentou em primeira mão alguns temas inéditos do próximo CD. 



Lançamento @SomdoNorte: Velhos Trilhos - Zoo Humanos



No dia em que completa seu 61º mês no ar, o Som do Norte orgulhosamente lança o novo EP da banda Zoo Humanos, de Rio Branco, que vem confirmar o excelente momento atual da música acreana (basta lembrar que há apenas 13 dias lançamos com exclusividade o primeiro CD d'Os Descordantes, Espera a Chuva Passar). 

***


Fotos: Klara Monnik.


Picos transformam cabeças aos montes
Ultrapasse a sombra vinda do meio dia
E mergulha no bronzear dourado
Voando baixo
Voando baixo

Nascida no ano de 2010, a Zoo Humanos veste seu som do que absorveu, do que absorve, do que vê, lê, escuta, sente e vive.

O EP Velhos Trilhos é lançado como uma prévia do que está por vir. 

Como a essência da canção que nomeia o trabalho sugere, o trilhar de novos caminhos e a autenticidade de optar pela construção e expressão genuína daquilo que se faz e acredita incita à busca de um olhar por detrás do vapor.

A composição do cotidiano é desafiar o que está posto e ultrapassado a partir do momento em que os velhos caminhos não satisfazem mais, a mudança se estabelece e o novo vem. O novo sempre vem.


Produzido no Estúdio Alfa no final do ano de 2012, o trabalho representa o intuito de produzir e expandir o alcance de um trabalho genuíno, integralmente autoral.


Agradecimentos ao Maurício Sena pelo empenho e paciência na execução do projeto, ao Alexandre Rodrigues, que à época gravou as linhas de baixo, ao Gabriel Rodrigues pela sensacional arte produzida para a capa do trabalho, à Klara Monnik que bateu uns retratos massa, e ao Fabio Gomes, que através do Som do Norte possibilita maior alcance ao nosso som.