Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

domingo, 31 de agosto de 2014

Como adquirir o CD Bem que Podia




Para adquirir o CD Bem que Podia em qualquer cidade do Brasil, basta enviar um e-mail para para gabiamadiopoeta@gmail.com .

O valor do CD é o mesmo que você paga nas lojas físicas (R$ 20,00), acrescido do valor de frete para o seu respectivo estado.

O pagamento será feito por meio do serviço PagSeguro, oferecendo diversas opções entre cartões de crédito (inclusive com parcelamento, em até 18 vezes), boleto e transferências bancárias online.


  • Você também encontra o CD à venda em lojas de Porto Velho, Manaus, Boa Vista e São Paulo - para ver a a relação completa dos locais, clique aqui 


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Foi Show: Zulusa

Em 3 de agosto, dia em que o Som do Norte completou 5 anos no ar, Patrícia Bastos fez um grandioso show ao ar livre em Macapá, em frente à Casa do Artesão (espaço que até recentemente não era utiilizado para shows, apenas raramente para apresentações de teatro de rua).  A foto ao lado, onde eu apareço de verde fotografando, é de autoria do jornalista Chico Terra; as demais do post são minhas. 

A base do repertório do show foi o CD Zulusa, lançado em 2013, e premiado como o melhor CD brasileiro daquele ano pelo site Embrulhador. Neste show, o primeiro que fez com o repertório do disco em Macapá após ser premiada como a melhor cantora regional do Brasil no Prêmio da Música Brasileira, em maio, Patrícia contou com uma banda composta por músicos de três estados: Dante Ozzetti (violão) e Du Moreira (baixo), de São Paulo; o Trio Manari (percussão), do Pará; e Fabinho (violão e guitarra), do Amapá - todos, à exceção do último, participaram da gravação do disco. O show encerrou a programação do evento Macapá Verão, que durante o mês de julho e o primeiro final de semana de agosto levou atrações musicais para os balneários e locais de lazer da capital. 



O show iniciou com "Canoa Voadeira" e, após alguns ajustes no som, prosseguiu com "Zulusa", cujo refrão a numerosa e calorosa platéia cantou junto com Patrícia. 


Seguiram-se "Incantu", com bela performance de Nazaco Gomes na percussão, e "Boi de Rua", que o público acompanhou com palmas o tempo todo e cantou a uma só voz com Patrícia, que em seguida permitiu-se uma incursão ao trabalho anterior, cantando "Demônio de Batom", do CD Eu Sou Caboca (2009).

Entre uma canção e outra, a cantora saudava amigos que identificava no meio do público, inclusive a paraense Lucinha Bastos, que cantara no Marco Zero na véspera com seus colegas de Trilogia (Nilson Chaves e Mahrco Monteiro). 

De volta ao repertório do Zulusa, Patrícia cantou "No Laguinho", outra da qual o público participou ativamente, principalmente do final, que cita o marabaixo "Aonde tu vai, rapaz?", que remonta aos tempos da criação do bairro do Laguinho (1945). 

A artista anunciou então a primeira participação especial, a de seu irmão Paulo Bastos. Juntos, os dois cantaram a inédita "Espartano". 



A guitarra de Fabinho destacou-se bastante nas canções seguintes, "Causou" e "Mais Uma", esta bastante aplaudida. 

Chamou-se então o convidado seguinte, o percussionista Nena Silva, que tocou caixa de marabaixo acompanhando o clássico "Mal de Amor", que todos na praça cantaram do começo ao fim. 



O público foi sempre um show à parte

Após cantar "Linha Cruzada", Patrícia passou o microfone ao percussionista Kleber Benigno, que chamou Nena Silva de volta ao palco - de onde ele não mais saiu até o final do show. Nesse retorno, Nena brilhou tocando tambor em "O Batuque", canção do grupo Senzalas que Patrícia regravou no Zulusa (música esta que neste show ganhou toques de guitarrada, através da guitarra de Fabinho).



Com "Rodopiado" e "U Amassu i u Dubradú" (que contou com o coro e a dança da platéia), Patrícia pretendeu encerrar o show, mas basta ver como a galera estava nesse momento para constatar que isso seria impossível...




... então, após poucos minutos fora do palco, Patrícia retornou para encerrar em grande estilo com "Jeito Tucuju" e "Gogó do Nego". 






domingo, 24 de agosto de 2014

Galeria: Taty Taylor e Elas

Em 5 de agosto, a vocalista da Banda Babilônia apresentou o show Taty Taylor e Elas no SESC Centro (Macapá). O espetáculo se insere na tendência que está se tornando crescente na capital amapaense, qual seja a de transformar shows que seriam, a princípio, solos, em coletivos (algo que já vinha acontecendo regularmente há um bom tempo em Belém). Eu particularmente aprecio muito esse tipo de show, que permite ao público conhecer o trabalho de vários artistas num mesmo show. 

Nesse dia, em que o repertório contou com sucessos recentes da música pop brasileira, Taty contou com a participação de várias de suas colegas do grupo Periquitas da Amazônia, que nasceu no Whatsapp e tem agitado a noite macapaense em bares, teatros e outros espaços musicais da cidade. Dividiram o palco com Taty...


... Mayara Braga (e o violonista José Maria Cruz, 
em 2º plano na foto)


... Rebecca Braga


... Celine Guedes 

...e Nara Lima. 

Ao final, Taty chamou novamente Mayara e Nara, 
e contou ainda com a participação de Hanna Paulino 
(vocalista da banda Hidrah)

Galeria: Grupo Imbaúba em Macapá


Poucas pessoas (não mais que 25) prestigiaram agora à tarde a apresentação do Grupo Imbaúba, de Manaus, em Macapá, dentro do projeto SESC Amazônia das Artes. O show, intitulado Vivo na Floresta, foi apresentado no auditório da Escola SESC, zona sul da capital amapaense.



O espetáculo reuniu poemas, canções e temas instrumentais, com instrumentos tradicionais (violão, bandolim...) e outros que remetem a sonoridades da floresta, como a bacia com bolas que todos tocaram logo na abertura (foto acima). No repertório, músicas dos cinco discos que o grupo já lançou (há mais dois prontos para sair), e mais dois clássicos nortistas: "Igapó", de Sebastião Tapajós, e "Pérola Azulada", de Zé Miguel e Joãozinho Gomes, esta cantada em coro pelo público.


Vote nos artistas do Norte no Prêmio Dynamite 2014!

Nove candidatos do Norte estão participando da votação do Prêmio Dynamite 2014. A votação vai até 15 de setembro. Para votar, você deve cadastrar seu e-mail (saiba detalhes clicando aqui). 




Melhor álbum de indie rock

Mezatrio - "O Topo do Nada" (AM) 

Melhor álbum de música eletrônica

Gang do Eletro - "Gang do Eletro" (PA) 

Melhor álbum de punk/hardcore

Protestantes - "Tenho Opinião" (AM)


Emília Monteiro - "Cheia de Graça" (AP) 

Felipe Cordeiro - "Se apaixone pela loucura do seu amor" (PA)


Melhor evento

Se Rasgum (PA)




Rádio Manifesto Norte 


Som Independente Records


Personalidade

Rafael Vieira


The Tump (PA)

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Oportunidade Brasil: Prorrogadas as inscrições para o 7º Festival de Videoclipes do Tocantins



Foram prorrogadas as inscrições para o 7º Festival de Videoclipes do Tocantins/ 2014, que será realizado nas cidades de Miracema/TO e Paraíso/TO, no dia 14 de novembro, como programação paralela do 9º Miragem – Mostra de Cinema e Vídeo de Miracema.  
 
O festival tem por objetivo divulgar os trabalhos de bandas independentes de todo o país, através das produções audiovisuais, abrindo espaço para exibição e premiação das mesmas, além de fomentar a produção de videoclipes no Estado do Tocantins. 

O evento é competitivo para videoclipes finalizados a partir de 1º de janeiro de 2013, com duração máxima de até 05 minutos. 

Os prêmios do festival serão outorgados por dois júris: Júri Oficial (técnico), composto por três membros de reconhecida competência no campo audiovisual e musical, e Júri Popular.

Os videoclipes selecionados concorrerão a troféus nas seguintes categorias: Melhor Videoclipe Tocantinense e Melhor Videoclipe Nacional (clipes produzidos em outras regiões do país).

As inscrições podem ser realizadas pela internet até 12 de setembro, através de formulário eletrônico disponível no site www.agostoderock.com.br.


O 7° Festival de Videoclipes do Tocantins é uma realização da Inusitada Produções e do Cineclube Miragem, com as parcerias da UFT – Universidade Federal do Tocantins (Campus de Miracema) e Oficina Geral – Coletivo de Cultura e Cidadania. Apoio: WB Web - Serviços para Internet e Fábrica Produções.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Lançamento: Espera a Chuva Passar - Os Descordantes



O Som do Norte lança com exclusividade hoje o primeiro CD da banda Os Descordantes, de Rio Branco. Anteriormente, o grupo já havia divulgado um EP, Vida em Cinco Atos, também lançado por nós. No novo disco, a banda acreana dá mostras de sua evolução, tanto em termos de som quanto nas letras, além de ter conseguido criar uma atmosfera setentista que dá ao trabalho um charme todo especial. Tenho a impressão de que as composições d'Os Descordantes já nascem clássicas.

Quatro das músicas do novo trabalho estavam presentes no EP de 2012: "Enquanto Puder", "A Hombridade", "Sair Daqui" e "Descrença". 

Ouça o disco ao final do post. Baixe-o no Mediafire . 

Fabio Gomes

***

Release

"Os Descordantes" é um nome conceito.

Confundir com aqueles que discordam de tudo chega a ser um grave erro de ortografia. O nome vem de algo ainda mais interessante: as poesias que os trovadores franceses da idade média escreviam para seus amores não correspondidos. Essas poesias eram chamadas "descordos" ou "trovas". Quem faz o "descordo" é trovador, logo o adjetivo "descordante" não existe no dicionário, mas está fixado em nossa alma artística quanto banda.

Além de ser uma das belezas naturais mais significativas e inspiradoras, a lua cheia tem tudo a ver com o descordo, aliás, essas poesias, que acabavam virando canções, eram cantadas nas janelas de suas amadas em noite de lua cheia.

"Espera a chuva passar" é um trecho da letra de uma das nossas músicas favoritas do disco, e também, uma frase que fala muito sobre o que a banda passou de alguns anos pra cá. Além disso, retrata a grande dificuldade que todos nós acreanos tivemos na época da cheia com a chuva que não passava nunca. "Espera a chuva passar" significa superar-se, ultrapassar obstáculos, fazer a coisa acontecer. Logo depois de uma grande chuva, vem um céu limpo, que na verdade, sempre esteve acima das nuvens avermelhadas. O céu está lá, você só precisa esperar a nuvem ir embora para vê-lo.

Agradecimentos:

Tivemos o apoio majoritário da FAAO (Faculdade da Amazônia Ocidental) e da Porto Veículos (Nissan/Renault), que nos deram uma força impressionante, tornando possível realizar esse sonho. Do nosso lado também estiveram pessoas como Josiany Nogueira, do Atacadão Rio Branco, Ednaldo Vieira e Maria Cavalcanti, nos apoiando a cada passo dado para solidificar esse trabalho. O Governo do Acre nos deu o apoio necessário na reta final e aqui estamos.

Os Descordantes





Ficha técnica
Os Descordantes – Espera a chuva passar

Diego Torres: voz, guitarras, violões e bateria (faixa 2)
Saulo Olimpio de Melo: baixos
George Naylor Mesquita / Thiago Melo: baterias
Marxson Henrique: teclados
João Vasconcelos: percussão, piano (faixa 4), baixo (faixa 5), guitarra (faixa 11)
Juliano Gondin: Saxofone
Rogério Martins: Trompete
Alexandre Moraes: Trombone
Produzido por João Vasconcelos
Co-produzido por Diego Torres e Os Descordantes
Assistência de gravação: Juliano Gondim

Gravado por João Vasconcelos e Juliano Gondim entre Dezembro de 2013 e Janeiro de 2014 no "Studio GD Music", em Rio Branco – Acre

Editado por João Vasconcelos no estúdio “Cambuci Roots”, em São Paulo-SP.

Mixado e Masterizado por Klaus Sena no "Klaus Haus studio", em São Paulo-SP.

Vamos ouvir: Sonho Bom de Fevereiro - Juliana Sinimbú

Tem horas que parece que tudo isso é combinado, mas eu juro que é super-espontâneo... (2) 

Estava eu despretensiosamente navegando agora pela manhã no site da Juliana Sinimbú pra conferir algum dado sobre seu CD Una, lançado no começo do ano, quando me deparo com... a publicação na íntegra do seu disco anterior, o  Sonho Bom de Fevereiro! Até fui comentar com ela no Facebook e ela me disse que já faz "séculos" que o CD tá disponibilizado - mas, enfim, eu não sabia, então pra mim é de fato uma novidade.

Juliana e eu concordamos que, sim, Una traz uma artista mais completa (afinal, boa parte das músicas são da própria Sinimbú, seu canto evoluiu, ela hoje já rodou boa parte do Brasil cantando as próprias composições). O que de modo algum significa que Sonho Bom de Fevereiro deva ser oculto atrás de alguma cortina do passado. Não mesmo. Nesse disco, gravado entre novembro de 2009 e junho de 2010 no APCE Music Edition em Belém, Juliana reuniu a nata da musicalidade paraense daquele momento: a banda base foi a Clepsidra (formada por Renato Torres, Maurício Panzera e Arthur Kunz, que mais tarde criaria a Strobo). Renato Torres fez a direção musical. Gigi Furtado foi a diretora vocal. Na percussão e eventualmente no coro, ninguém menos que o Trio Manari. Fora participações pontuais de Felipe Cordeiro (também co-autor da faixa-título), Félix Robatto, Diego Sinimbú (irmão de Juliana, tocou cavaquinho no grande samba "Nem Venha"). Aíla (ainda "Magalhães") também fez vocais. E assinando as composições, gente como os já citados Felipe e Renato, mais Arthur Espíndola, Carla Cabral e Camila Alves (ambas d'O Charme do Choro), Leandro Dias, Jorge Andrade...

Eu acompanhava tudo pelos relatos emocionados & entusiasmados de Juliana pelo MSN, compartilhando comigo repertório, letras e até algumas demos da pré-produção. Sim, pois eu ainda morava em Porto Alegre quando as gravações começaram.

Mas saibam que cheguei a presenciar uma das sessões do registro da faixa "Sonho Bom de Fevereiro" no APCE. Estávamos na véspera (uma noite de quinta-feira, se não me engano 17 de junho de 2010, se a data for mesmo esta eu havia mudado pra Belém fazia uma semana) Juliana, Luê (que ainda não cantava) e alguns amigos no bar Municipal vendo o show de Olivar Barreto com Felipe Cordeiro ao violão e Kleber Benigno na percussão. Quando Olivar terminou de cantar, os músicos vieram pra nossa mesa e o papo seguiu até altas horas. Lembro nitidamente que, já na calçada do bar, esperando a carona, de repente deparo em minha frente com um momento único: do nada Juliana e Felipe começam a cantar "Sonho Bom de Fevereiro", inteira, à capela. Ao final, Juliana comentou comigo que iria gravar a canção no dia seguinte e me convidou para ir no estúdio assistir! Convite irrecusável, né!

Na tarde daquela sexta, 18, acompanhei então Juliana colocando voz na faixa, dirigida por Gigi Furtado. A base instrumental já fora gravada pela Clepsidra, mas houve complementos naquele dia. Fiquei maravilhado com a gravação da percussão pelo Trio Manari, que ainda foi depois gravar o coro junto com Renato Torres. Foi ótimo presenciar que, mesmo com o avançar das horas devido à necessidade de repetir esses ou aqueles trechos, o que é natural, o clima de bom humor no estúdio não se alterava.

Quatro músicas do CD chegaram a ser disponibilizadas para download em 2011, e uma outra apenas para audição, mas de modo geral o CD por inteiro, da forma como foi concebido por Juliana, com as vinhetas anunciando os climas do disco, só ficou disponível a todos a partir desta publicação no Soundcloud. Creio eu que faz todo o sentido publicá-lo aqui no blog dentro do mês em que o Som do Norte completa 5 anos no ar.






quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Félix Robatto lança clipe de "Eu Quero Cerveja"


Tem horas que parece que tudo isso é combinado, mas eu juro que é super-espontâneo... No mês em que o Som do Norte completa cinco anos no ar, sai o primeiro clipe da carreira solo do músico Félix Robatto - cuja antiga banda, La Pupuña, foi influência decisiva na criação de nosso blog. 

Financiado pelos próprios fãs de Félix através de campanha de arrecadação do site Eu Patrocino, o clipe lançado nesta quarta é o da música "Eu Quero Cerveja", com argumento do próprio músico em parceria com a equipe da Fóton Filmes, responsável pela realização, e com roteiro final e direção de Woltaire Masaki. A canção, uma ode ao consumo da "cerva", foi traduzida num clipe bastante cômico onde Félix, ao acordar de uma noite "daquelas", encontra a seu lado no sofá um isopor com várias garrafas geladas de cerveja da marca "Félix Robatto" (ainda indisponível na vida real, até onde conseguimos saber). Visivelmente satisfeito, ele liga a TV e assiste várias cenas onde a situação básica é: alguém aparece em cena com muita sede, encontra a tal cerveja "Félix Robatto" e, ao consumi-la... se transforma no próprio Félix! Isso só não acontece na sequência final, onde Félix e sua banda tocam num deck junto com uma galera que inclui a percussionista Rafaela Bittencourt (d'O Charme do Choro) - ela também aparece na cena inicial do clipe, num retrato na parede acima do sofá onde Félix desperta. Outro destaque no elenco é da guitarrista Elaine Valente (do Álibi de Orfeu), quase irreconhecível com uma peruca loira, na cena do bar. 

Mas a participação mais especial é de Lia Sophia, no papel de uma mãe na cozinha às voltas com as peraltices de três pimpolhos. A presença de Lia retribui a atuação de Félix no clipe de "Amor de Promoção", música que abre o mais recente CD da cantora-compositora (ouça aqui na íntegra o CD Lia Sophia, de 2013). 


terça-feira, 19 de agosto de 2014

Adquira sua camiseta d'As Tias do Marabaixo e torne-se um apoiador do filme!



Recebemos hoje as primeiras camisetas da nova coleção da "grife" Som do Norte, desta vez retratando "As Tias do Marabaixo". São três modelos - um reunindo na mesma imagem Tia Biló e Tia Zefa, e as outras duas com imagens de Natalina Costa e Tia Chiquinha. Ao lado, em foto de Cássia Lima, vemos o jornalista Fabio Gomes com a camiseta com imagem de Natalina. 

Hoje mesmo a jovem Darlyenne Paes, integrante da União dos Devotos de Nossa Senhora da Conceição, da comunidade do Igarapé do Lago, adquiriu uma camiseta com a foto de Tia Chiquinha e se tornou oficialmente a primeira apoiadora do nosso filme As Tias do Marabaixo. 

Exato, a ideia é essa mesmo: ao adquirir uma destas três camisetas, você se torna um apoiador de nosso filme, com direito a inclusão de seu nome nos créditos da obra, pois toda a renda obtida com a venda das camisetas será investida na finalização do documentário, cuja estreia está prevista para 2015.

Mas bem antes disso, o povo de Macapá poderá conferir em grande estilo imagens do filme. Nossa exposição As Tias do Marabaixo estará no Amapá Garden Shopping entre os dias 15 e 30 de setembro. 



Fotos d'As Tias do Marabaixo fizeram parte do Dia Mundial da Fotografia em Macapá

Foto de Tia Chiquinha projetada na parede do Teatro das Bacabeiras
(foto: Fabio Gomes) 

No começo da noite desta terça, 19, o grupo Fotógrafos Anônimos realizou um evento em Macapá para marcar a passagem do Dia Mundial da Fotografia. Fotógrafos da cidade, fossem membros ou não do grupo, foram convidados pelas redes sociais a levar para o Teatro das Bacabeiras pendrives com imagens para serem projetadas numa parede externa do prédio. 

O editor do Som do Norte, Fabio Gomes, participou com cinco fotos que integram a exposição As Tias do Marabaixo, aproveitando a ocasião também para estrear as camisetas temáticas da exposição, usando um modelo em que aparece a imagem de Natalina Costa participando do Cortejo da Murta deste ano. Na foto abaixo, de autoria de Mary Paes, esta imagem aparece tanto na camiseta usada por Fabio quanto na parede do teatro. 


Em "Mano, na Humildade", rapper +Amor adverte contra o vício do cigarro


O rapper paraense Israel di Souza, o +Amor, lançou ontem no YouTube vídeo filmado por ele próprio em parceria com Kellmer Lima: "Mano, na Humildade". 

O papo do clipe é muito reto: se cada cigarro fumado risca um dia do seu calendário, continuar fumando é um suicídio involuntário - ou, penso eu, voluntário, afinal hoje nenhum fumante pode alegar que desconhece os males que o fumo causa. 

Até porque estes males estão bem especificados (e explicitados) nas chocantes imagens que hoje estão no verso de cada maço de cigarro à venda no país. Aliás, um trunfo do vídeo de Israel são justamente estas imagens, em close, reforçando sua mensagem de alerta ao "mano" fumante. Afinal, como ele diz:

Não é da minha conta, mas quero te ver feliz. A vida é tua, irmão, esse rap eu fiz apenas pra te aconselhar. A saúde é a bênção que o vício pode tirar! 

sábado, 16 de agosto de 2014

Emília Monteiro lança clipe de "Veneno de Cobra"

A cantora Emília Monteiro lançou ontem no YouTube o clipe de "Veneno de Cobra", tendo no vídeo a participação da autora da canção, Dona Onete, além do percussionista Nena Silva. A ação se desdobra em três ambientes - um é uma boate onde Emília aparece como duas personagens diferentes (ela própria, cantando, belíssima, e como uma melindrosa dos anos 1920), ambas disputando a atenção do "Boto", interpretado por Pedro Ferreira; outro é uma mata, onde Emília é uma índia que manipula uma cobra; e no terceiro ambiente, multicolorido, estão Dona Onete e Nena Silva. 

O clipe tem argumento e roteiro da própria Emília, em parceria com os diretores Mariana Miranda (também a responsável pela montagem) e Maurício Chades

"Veneno de Cobra" é uma faixa do primeiro CD de Emília, Cheia de Graça, lançado pelo Som do Norte em junho de 2013.


@SomdoNorte Entrevista: Ronnie Blues (Mapinguari Blues)


Uma banda que, a exemplo de tantas outras, começou como um sonho, completou recentemente 18 anos de estrada. Tudo começou em junho de 1996, Ronnie Blues, Toni Ruela e Neemias Maciel resolveram montar uma banda. Era o começo da Mapinguari Blues - o nome faz referência à lendária criatura amazônica, tão amazônica quanto as letras composta pela banda que retratam o cotidiano de quem vive no Norte do país, nessa floresta cheia de encantos e cantos. Em uma tarde com muitas risadas, emoção e resgatando memórias, o vocalista da lendária banda acreana conversou com o blog Som do Norte. (Nany Damascenode Rio Branco)

Ronnie Blues no Festival Chico Pop 2011


Ronnie, como começou o seu interesse pela música?

Meu interesse pela música começou muito cedo, quando eu ainda era criança, com as trilhas sonoras que saiam no Fantástico, eu ficava ouvindo aquilo e fui me interessando pela música. Quando eu tinha 7 anos, meu pai me deu de presente uma vitrola que nem stéreo era ainda, e ganhei uns discos de soul music, eu nem conhecia, não entendia direito o que era, mas já gostava da música negra.

E o blues, como ele surgiu na tua vida, já que não era um estilo difundido aqui no Acre?

Antigamente, o pessoal tinha mais gosto por aquela música difundida no seringal, principalmente o forró, e pra chegar a essa música tida como ‘negra’ foi mesmo pelo meu interesse pelos elementos musicais, foi aí que começou, ouvindo o soul que tinha um movimento forte nos anos 1970. Esse interesse pelo black, no geral, me levou a gostar tanto do blues, que é um estilo que permite misturar instrumentos, transformar.

E teve ainda o incentivo do seu pai, né?

Sim, nossa, meu pai sempre me deu muito incentivo, ele e a mãe, que Deus tenha os dois (nesse momento Ronnie se emociona, perdeu a mãe há pouco tempo). Todo final de mês meu pai trazia um vinil e era nosso programa de domingo: ouvir os vinis em casa. Eu me sinto muito feliz pelo incentivo que tive dos dois, que sempre levaram a música pra dentro de casa

Quais são as suas influências musicais?

B.B. King! Ele é minha grande influência, mas também tem Robert Johnson, essas raízes. Na realidade, na minha adolescência eu ouvia muito rock, lá pelos meus 14 anos, aí lá pelos 20 foi quando comecei a ouvir mais blues, tive muita influência de  Led Zeppelin, Pink Floyd. Porém tô sempre ouvindo coisa boa, esses dias mesmo, pesquisando pro meu programa de rádio, descobri Johnny Winter, o cara é albino, um branco fazendo som de negro! Ele é fantástico, tem vários trabalhos. Então é isso, todo dia a gente vai se renovando, redescobrindo novas influências.

E a Mapinguari Blues, como ela aconteceu?

A Mapinguari foi uma ideia minha, do Neemias e do Toni. Nós queríamos montar uma banda pra tocar cover de bandas com Iron Maiden, depois pensamos bem e sentimos que precisávamos seguir o exemplo do Clenilson Batista, do Heloy de Castro e do Pia Vila que já estavam na cena com suas próprias músicas. Resolvemos assim que a Mapinguari Blues seria uma banda autoral. Foi aí, então, em 1996, que pra ter onde tocar, montamos um bar e ali começou a nossa banda, o nosso sonho. Cada um cuidava de uma parte, eu cuidava do som, Neemias é contador e ficava com a administração do bar, e lembro que era sempre lotado!  E aí, estamos com a nossa banda até hoje, a música do Acre é muito forte!

Mapinguari Blues no Festival Varadouro 2009


E no meio dessa trajetória de 18 anos, vocês passaram uma temporada fora do Estado, como foi esses anos no Rio De Janeiro?

Nany, nós fomos pro Rio de Janeiro, como dizem, “na cara e na coragem” a gente não tinha nenhum centavo no bolso, conseguimos as passagens, fizemos uns shows e nos mandamos. Fizemos shows de Parati a Macaé, dois extremos do Rio de Janeiro. E foi uma fase muito importante, nós descobrimos toda a nossa musicalidade, aliás, o acreano é muito musical! A gente vive aqui no meio da Amazônia, na fronteira, estamos no finalzinho, mas chegam novidades a toda hora. E foi isso, nesse caminho, resolvemos rodar por aí, o que resultou num disco, o Borboletas, através da lei de incentivo, gravado na beira de uma cachoeira, um lugar inspirador. E esse disco é pra gente, uma obra, porque nesta época nosso tecladista Marcelo Agripino estava conosco, e logo depois ele infelizmente foi assassinado. Esse tempo no Rio foi muito bom pra gente, serviu pra expandir nossos horizontes, conhecer pessoas novas, fazer novos amigos e contatos, hoje Paulinho ainda toca com varias pessoas que conhecemos nessa época e Charles também passou um tempo morando lá, tocando com um monte de gente bacana. Então é isso, o Rio de Janeiro nos trouxe muitas experiências, lembranças, pessoas, amigos novos e inspirações.

Você falou sobre inspirações pra compor, como acontecem as composições das canções da banda?

Eu não costumo sentar pra escrever, a música pra mim acontece ali naquele momento e ela flui, não consigo parar e compor, quando ela tá vindo a gente faz, às vezes estamos todos (da banda) reunidos ali e cada um pega um instrumento e pega aquela inspiração e faz ali, aproveitando aquela viagem, a música ela tem o tempo dela. Tenho a sorte de trabalhar com muitos músicos bons, isso colabora pros bons resultados.

Ronnie, a Mapinguarí tá com uma ideia de lançar um aplicativo pra Smartphone, me conta isso, como é esse app?

Essa ideia surgiu como parceria com o Sebrae, eu estava passando pelo Facebook e vi essa coisa de aplicativos, me veio a ideia de fazer um pra que nossos amigos pudessem, através do celular, ter acesso rápido a uma plataforma que armazene todo nosso trabalho: fotos, vídeos, musicas, agenda de shows etc. Ainda estamos desenvolvendo e tá dando um trabalho danado porque nunca mexi com isso, mas vai sair e logo, logo a gente vai lançar essa novidade.

Até hoje a Mapinguarí Blues tem quantos trabalhos lançados?

Hoje nós temos 3 CDs, o primeiro, A Fuga  lançado em 2004 no Teatro Plácido  de Castro. Em 2008, lançamos o Borboletas, gravado no ano anterior em Parati. Em 2010, foi um trabalho que fizemos ao vivo, pelo projeto Pixinguinha, que vai resultar no nosso DVD, que pretendemos lançar até novembro. 

Foto: Quase nos finalmente!!!!!! em breve...

E agora que a banda atingiu a maioridade, está com 18 anos, quais são os novos planos?

A gente tá trabalhando num especial “25 anos sem Raul” que é uma segunda edição do luau que fizemos ano passado, o “Viva Raul”, além disso, estamos também trabalhando no DVD que já tá quase finalizado, tivemos alguns imprevistos, mas já estão resolvidos, e pretendemos lançar no próximo ano o nosso 4° CD, o Purus Blues, que inclusive já tem uma música no nosso MySpace, e a grande novidade pro próximo ano é que recebi um convide pra passar uma temporada em Santa Catarina, vou levar a banda e vamos nos aventurar pelo Sul agora.


Mapinguari Blues

Ronnie, quem quiser ter acesso ao trabalho de vocês, tá tudo lá pelo My Space?

Isso, basta acessar nosso MySpace: myspace.com/mapinguariblues
Tem ainda o nosso blog: mapinguari-blues.blogspot.com
E a nossa pagina no Facebook, onde todo mundo pode ter acesso às novidades,acompanhar nossa agenda e interagir conosco: facebook.com/Mapinguari-Blues 

Já estão à venda as camisetas @SomdoNorte !


Nossos leitores já têm a disposição quatro modelos da coleção inicial das camisetas Som do Norte. Você pode vê-los acima nesta montagem, e maiores na página de venda das camisetas - clique aqui para conhecer a Loja Som do Norte e ver modelos, preços e saber como adquirir. 

A coleção inicial reúne modelos desenhados pelo editor do blog, o jornalista Fabio Gomes (que começou a carreira como cartunista e criou o desenho que hoje é logotipo do Som do Norte em 1998), e pelo artista rondoniense Boca Anizia Bera, autor dos outros três modelos. Nosso agradecimento ao artista, que cedeu sua criação para ser reproduzida em nossas camisetas. Conheça mais o trabalho de Boca em sua página do Facebook -  Camisetas BÉRA Style

Houve apenas uma adaptação no quarto modelo acima, o Música Popular Nortista, que na concepção original de Boca era Música Popular Beradera - sendo beradera(o) uma forma local de o habitante de Rondônia se referir a si próprio (assim como no Amapá se usa o termo tucuju). O termo nortista foi preferido, levando-se em consideração que o blog se reporta a toda a região Norte.


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Galeria: Mayara Braga no Museu Sacaca

A cantora Mayara Braga apresentou o show Encontro dentro do projeto Fim de Tarde no Museu (Museu Sacaca, Macapá), no dia 7 de agosto. Acompanhada de banda formada pelos músicos José Maria Cruz (violão), Jeffrei Redig (teclado) e João Batera (bateria), interpretou uma série de sucessos regionais (como "Formigueiro", de Val Milhomem) e nacionais (como "Lanterna dos Afogados", dos Paralamas do Sucesso, e um pot-pourri em homenagem a Tim Maia). 



Participaram do show...


... Karol Diva, cantando com Mayara "Meu Lugar", e depois fazendo solo "Mal de Amor", clássico marabaixo de Val Milhomem e Joãozinho Gomes...



... Carmem Peniche, que cantou a música "Dona da Maré", de sua autoria, com Mayara...


...e a própria filha de Mayara, Shayna Braga, que dividiu com a mãe o vocal de "Esquadros". 


Uma grande surpresa foi ver Mayara dançando ao lado da convidada Letícia Paixão, durante a execução da música "El Vito". Veja abaixo um vídeo que montamos a partir das fotos que fizemos durante a apresentação de Letícia. 


Saiba onde comprar o CD Bem que Podia

Em qualquer ponto de venda, o CD sempre estará sendo vendido a R$ 20,00. Para comprar pelo Correio, clique aqui.

Porto Velho


O CD está à venda:

- na Livraria Exclusiva, em duas lojas:
  • Rua Carlos Gomes, 2340 - São Cristóvão - fone  69-3225-3404
  • Loja Aeroporto - Av. Governador Jorge Teixeira, s/nº, sala 22 - fone: 69-3219-7444
- no Restaurante Azul com Laranja - Av. Campos Sales, 2464, esq. com Afonso Pena

- no Restaurante Lusitano - Rua Antônio Maria Valença, 6005 - fone: 69-3235-7240

Manaus


O CD está à venda na Banca do Largo (Largo de São Sebastião, ao lado do Teatro Amazonas - Centro). 

Boa Vista


O CD está à venda na loja Aldeia Livre (Roraima Garden Shopping - Av. Ville Roy, 1544 - fone 95-3621-1395).

São Paulo


O CD está à venda na Livraria Suburbano Convicto (Rua 13 de Maio, 70 - 2º andar, bairro Bela Vista - fone 11-2569-9151)

Os Descordantes divulgam novo single do CD que o Som do Norte lança no dia 21




O lançamento no Soundcloud foi hoje de tarde, e não de manhã, como sugere o título da canção. Mas isso fica irrelevante já  à primeira audição da classuda "Hoje de Manhã", gravação d'Os Descordantes, de Rio Branco, com participação especial do pernambucano Bruno Souto (vocalista da Volver).

A faixa é o segundo single do CD Espera a Chuva Passar (o primeiro foi "Sair Daqui", divulgado no dia 4). O disco foi gravado pela banda acreana em dezembro e será lançado com exclusividade pelo Som do Norte na próxima quinta, 21 de agosto, ainda dentro das comemorações dos nossos 5 anos no ar. 

Anteriormente, lançamos também o primeiro EP da banda, Vida em Cinco Atos

Ficha técnica

Hoje de manhã
(Diego Torres)
Diego Torres: voz, guitarras
Bruno Souto: voz, backing vocals
Saulo Olimpio de Melo: baixo
George Naylor Mesquita / Diego Torres : bateria
Marxson Henrique: teclados
João Vasconcelos: efeitos
Produzido por João Vasconcelos
Co-produzido por Diego Torres e Os Descordantes
Assistência de gravação: Juliano Gondim
Gravado por João Vasconcelos e Juliano Gondim em Dezembro de 2013 no "Studio GD Music", em Rio Branco - Acre
Mixado e Masterizado por Klaus Sena no "Klaus Haus studio", em São Paulo-SP.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Galeria: Homenagem a Chico Buarque






















Na terça, 14, aconteceu no SESC Centro (Macapá) show do cantor Willian Cardoso em homenagem aos 70 anos que Chico Buarque completou em junho. Foram lembrados sucessos como "Vai Passar", "Trocando em Miúdos", "Geni e o Zepelim" e "Samba de Orly".



A cantora Mayara Braga fez participação especial, cantando "Folhetim", acompanhada do violonista José Maria Cruz. 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Roodie anuncia EP de músicas inéditas... de outras bandas! Sim!


A banda amazonense Roodie anunciou há algum tempo o projeto de um novo EP, Valsa Manauara, detalhado ontem na fan page do grupo no Facebook. Olhem que iniciativa legal: 

"O Valsa Manauara será o primeiro projeto de pesquisa musical da gente. Vamos gravar músicas de artistas/bandas que nunca foram registradas ou lançadas, em versões da Roodie.

Têm música da Infâmia, da Underflow, da Several, da Platinados e até do querido poeta Anibal Beça, grande compositor de sambas e toadas memoráveis.

Estamos muitos felizes de preparar esse disco e, essa semana, já vamos dar o play nas gravações.

A produção do disco é assinada pelo Bruno Prestes."


  • Atualização - Na tarde de 15/8, a banda anunciou as cinco músicas que entram no EP:

"A janela", Os Platinados

"Chuva leva", Infâmia

"Joana Galante (Axé dos Orixás)", Anibal Beça (samba da Sem Compromisso)

"Papel ou plástico", Several

"Meninas, mães e margarinas", Underflow





domingo, 10 de agosto de 2014

Natalina visita a exposição As Tias do Marabaixo durante a Marabaixeta Antônio Lopes

Natalina confere suas fotos na exposição

Na noite desse sábado, 9, encerrou a primeira apresentação da nossa exposição itinerante As Tias do Marabaixo, no barracão Gertrudes Saturnino da Associação Berço do Marabaixo (bairro da Favela, Macapá). A exposição esteve no local por três dias, coincidindo com a realização da Marabaixeta Antônio Lopes, em homenagem a um antigo morador do bairro, falecido em 2012, irmão da Tia Zefa (uma de nossas homenageadas) e pai de Andréia da Silva Lopes, nossa parceira na realização do doc As Tias do Marabaixo. (Marabaixeta é como se chamam as festas de marabaixo realizadas fora do Ciclo do Marabaixo, que ocorre anualmente do Domingo de Páscoa ao Domingo de Pentecostes). 


A festa não teve a ladainha prevista para o fim da tarde, pelo fato de o celebrante não conseguir chegar a tempo da cidade de Mazagão, devido à enorme fila na única balsa que hoje faz o trajeto sobre o rio Matapi entre Mazagão e Santana. Foram mantidas normalmente na programação a oficina de cinema, a nossa exposição, a mostra da oficina de percussão ministrada durante a semana no local pelo músico Paulo Bastos e a rodada de Marabaixo que contou com a participação de tocadores do Igarapé do Lago. 





Tivemos a satisfação de ter a exposição visitada (e elogiada!) por ilustres visitantes nesse sábado, entre eles uma das homenageadas, a dona Natalina Costa, sua neta Lorena Mendes (foto acima), a cantora Patrícia Bastos, a produtora Clícia Di Micelli e até o prefeito Clécio Luís - que permaneceu mais de uma hora no local, chegando a dançar Marabaixo e mostrar sua desenvoltura tocando caixa! 

sábado, 9 de agosto de 2014

Exposição As Tias do Marabaixo repercute na imprensa de Macapá

Desde a noite de quarta, quando começamos a divulgar a realização, a partir do dia seguinte, de nossa exposição As Tias do Marabaixo na biblioteca Gertrudes Saturnino, vários veículos de imprensa de Macapá noticiaram o evento. 

O primeiro, ainda na noite de quarta, foi o site Chico Terra.com . Na quinta, estivemos no local da exposição, concedendo entrevista para a jornalista Fabiana Figueiredo, que foi publicada pelo G1 Amapá ontem. 

Fabio Gomes na biblioteca Gertrudes Saturnino,
durante a exposição As Tias do Marabaixo
(foto: Fabiana Figueiredo)

Também ontem, a exposição foi noticiada pelo Diário do Amapá e A Gazeta . 

Na manhã da sexta, a TV Amapá foi ao local da exposição gravar uma matéria comigo, exibida hoje no encerramento do Amapá TV, seu telejornal da faixa do meio-dia. A reportagem abre e encerra com imagens de arquivo; no começo da matéria, pode-se ver rapidamente a Tia Biló. 




Se você preferir ver a reportagem no site da TV Amapá, este é o link (ou este, que já abre o vídeo direto).

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Exposição As Tias do Marabaixo pode ser visitada no Berço do Marabaixo até sábado

A exposição itinerante As Tias do Marabaixo está aberta a visitação na Biblioteca Gertrudes Saturnino, junto ao Barracão Gertrudes Saturnino da Associação Berço do Marabaixo (também conhecido como Casa da Dona Natalina Costa), à Av. Duque de Caxias, entre as ruas Professor Tostes e Manoel Eudóxio, no bairro Santa Rita. A mostra integra a programação paralela da Marabaixeta Antônio Lopes, que se encerra no próximo sábado, 9 de agosto, data em que haverá ladainha às 18h, seguida por apresentação do resultado das oficinas de percussão e de cinema, iniciando-se então rodada de marabaixo até o amanhecer do domingo.  A mostra pode ser visitada na quinta e na sexta, a partir de 19h, e no sábado, a partir das 18h. A entrada é franca.

Tia Zefa (centro) canta com Elízia Congó (à direita), 
sob o olhar atento de Tia Chiquinha (atrás, de chapéu)
(Foto: Fabio Gomes)


A mostra é composta por dez banners que apresentam dezoito fotos do jornalista Fabio Gomes retratando os principais nomes históricos do Marabaixo amapaense - Tia Chiquinha, Tia Zefa, Natalina, Tia Zezé e Tia Biló. As imagens foram captadas por Fabio em diferentes momentos das filmagens do seu documentário também intitulado As Tias do Marabaixo, durante o Ciclo do Marabaixo 2014, nos meses de maio e junho. O filme e a exposição têm o objetivo de documentar a memória das entrevistadas e difundir local e nacionalmente o conhecimento sobre o Marabaixo, secular manifestação cultural afro-amapaense.

Gaúcho de nascimento, Fabio Gomes se encantou pela musicalidade amazônica em 2009, lançando então o blog Som do Norte, que completou cinco anos no ar no último domingo, 3 de agosto. Morou em Belém por quatro anos e desde fevereiro reside em Macapá.
As Tias do Marabaixo é seu primeiro trabalho em mídia audiovisual, e tem previsão de lançamento para 2015.

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Mesmo o Marabaixo sendo a tradição cultural mais conhecida do Amapá, muita gente não conhece suas principais representantes vivas - afirma Fabio Gomes. - Por isso, decidi que a exposição precisava ser itinerante para que possa ser montada em qualquer lugar com facilidade. A ideia é que a mostra possa circular por escolas e universidades e ser apresentada em eventos que tenham ligação com o Marabaixo. Escolas, espaços culturais e eventos interessados em apresentar a exposição podem agendar através do telefone 96-8124-9871.