Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Nekrost lança clipe de "Fall of the Tyrants"




A banda amazonense Nekrost lançou no YouTube nesta segunda, 28 de julho, seu primeiro clipe oficial, o da música "Fall of the Tyrants" (algo como Queda dos Tiranos).

A canção, um vigoroso trash metal, compõe o repertório do CD The Dark Path. No vídeo, o diretor Matheus Carvalho traduziu a contundência da música alternando imagens da banda (em especial de uma performance ensandecida do vocalista Glauber Rico) com cenas de arquivo de grandes manifestações de massa em louvor de ditadores como Adolf Hitler e Mao Tsé-Tung, intercaladas por momentos de combates que parecem remontar à 2ª Guerra Mundial.  


Mais duas fotos da exposição As Tias do Marabaixo (4)


Laís Maciel (do grupo Raízes da Favela) com Tia Chiquinha
Barracão Dica Congó (Favela), 25.5.14 (2º Marabaixo)



Tia Biló atenta às cantadeiras
Centro Cultural Tia Biló (Laguinho), 28.5.14 (3º Marabaixo)

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Galeria: Fotos do show Loren Cavalcante e Elas

O Sesc Centro (Macapá) foi palco ontem do show Loren Cavalcante e Elas, em que a jovem cantora amapaense (que já havia participado de vários shows e festivais usando o nome artístico de "Loren Lua") dividiu o palco com várias convidadas, mesclando no repertório autores amapaenses (como Amadeu Cavalcante, seu pai, e Osmar Júnior) e de outros estados brasileiros (como Djavan, por exemplo). 


Loren Cavalcante (com Taronga ao violão)


As convidadas foram: Carol Pessoa (vocalista da banda Dama de Preto, numa rara incursão pela MPB), Anne Ariel (irmã de Loren), Brenda Melo e Rosane Rodrigues (mãe de Loren). 


Anne Ariel 


Brenda Melo


Loren canta e Brenda dança "Mal de Amor" 


Rosane, Loren, Brenda e Anne


Uma surpresa foi a versão em francês de "Tajá" (Osmar Júnior - Fernando Canto), interpretada por Rosane, Loren, Brenda e Anne. 

Mais duas fotos da exposição As Tias do Marabaixo (3)

Até o dia 3, dia em que este blog orgulhosamente completa 5 anos, seguimos divulgando fotos da exposição itinerante As Tias do Marabaixo, feitas pelo jornalista Fabio Gomes durante as filmagens de seu documentário também intitulado As Tias do Marabaixo, com estreia prevista para 2015.

Para levar a exposição para sua escola ou evento, entre em contato pelo fone 96-8124-9871. 




Guardas territoriais conduzem Natalina ao palco 
da missa campal do Cortejo da Murta 
Avenida São José, 1.6.14



Tia Zefa
Centro Cultural Tia Biló (Laguinho), 28.5.14 (3º Marabaixo)

terça-feira, 29 de julho de 2014

Mais duas fotos da exposição As Tias do Marabaixo (2)

Até o dia 3, dia em que este blog orgulhosamente completa 5 anos, seguimos divulgando fotos da exposição itinerante As Tias do Marabaixo, feitas pelo jornalista Fabio Gomes durante as filmagens de seu documentário também intitulado As Tias do Marabaixo, com estreia prevista para 2015.

Para levar a exposição para sua escola ou evento, entre em contato pelo fone 96-8124-9871. 


A presença de Tia Biló abençoa a festa. 
Na parede, banner homenageia seu pai, Mestre Julião Ramos
Centro Cultural Tia Biló (Laguinho), 28.5.14 (3º Marabaixo)



No dia de seu aniversário de 94 anos, 
Tia Chiquinha canta com o grupo Raízes do Bolão 
Sede do Grupo Raízes do Bolão (Curiaú), 27.6.14

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Mais duas fotos da exposição As Tias do Marabaixo

Seguimos divulgando aqui no blog fotos da exposição itinerante As Tias do Marabaixo, que foi exibida publicamente pela primeira vez neste sábado em Macapá no barracão Gertrudes Saturnino, da Associação Berço do Marabaixo. 

A exposição traz imagens de making-off das filmagens do documentário As Tias do Marabaixo; rodado em Macapá durante o Ciclo do Marabaixo 2014, o filme tem estreia prevista para 2015.

Para levar a exposição para sua escola ou seu evento, entre em contato pelo fone 96-8124-9871. 



Tia Zefa (ao lado dela, tocando caixa, Nena Silva)
Barracão Dica Congó (Favela), 25.5.14 (2º Marabaixo)





Natalina beija a coroa do Divino Espírito Santo 
Cortejo da Murta, Avenida São José, 1.6.14

domingo, 27 de julho de 2014

@SomdoNorte Entrevista Eliézer RocknaVenta: "Continuo acreditando em fazer o simples"

É difícil pensar na cena alternativa de Belém sem a figura de Eliézer RocknaVenta (que já se assinou Eliézer Andrade e Eliézer Wonkas III). Front man das duas principais bandas de rock da geração 2000 (Eletrola e Johny Rockstar), ele embalou os corações de uma legião de fãs com seus hits bubbleguns, movimentando também o circuito musical da cidade. Em entrevista exclusiva para o Som do Norte, o compositor de “Revel”, “Não olhe pra mim” e “Alcalina” faz uma retrospectiva da carreira (dos shows ao ar livre em Ananindeua aos grandes festivais fora do estado), fala sobre novos projetos musicais e avisa aos saudosistas de plantão: “A Johny Rockstar não terminou! Num futuro próximo a gente faz um novo disco pra se divertir novamente!”. (Bianca Levy, de Belém)


Eliézer em show do Johny Rockstar no Fest Music - Belém, 2009
(foto: Renato Reis)


Eliézer, me conta sobre a tua adolescência nos anos 90; de que forma o som que tava rolando na época influenciou a tua musicalidade e fez tu quereres montar a própria banda de rock?

A maior referência que eu tenho dos anos 90 é o Nirvana e o Weezer, até porque minha família, que é evangélica, só ouvia música gospel em casa. Acho que o único artista não-gospel que minha família ouvia era o Michael Jackson. Quando eu vi o clipe do Nirvana na MTV, aquilo realmente mexeu comigo. Não pensei de imediato em montar uma banda, mas realmente me fez ouvir outras coisas como Pink Floyd, Beatles, Led Zeppelin, Queen, Black Sabbath e outras coisas. Acho que eu conheço até poucas bandas (da década) de 90 porque enquanto a garotada da época vivia na frente da MTV eu fui ouvir bandas da década de 50, 60 e 70 em vinis do meu tio e na casa de amigos.

E como foi esse teu primeiro passo na cena musical? Qual a primeira banda que tu tivestes?

A primeira banda que eu tive foi uma banda de bairro, da Cidade Nova 5 (em Ananindeua-PA), juntando amigos da escola e do bairro. A gente tocava covers do Ramones, Nirvana e Weezer... além de algumas músicas autorais. Apesar de não tocar muito bem, quer dizer, apesar de não tocar absolutamente nada, a experiência com meus amigos me deu uma perspectiva de que era possível continuar a fazer aquilo de uma forma mais organizada. A banda deu um tempo no período em todo mundo teve que fazer vestibular. Mas o aprendizado daquele período foi muito bom.

Me conta sobre a cena Rock de Ananindeua. Como era fazer parte desse circuito paralelo à cena de Belém?

Eliezer RocknaVentaDiferente de Belém, as bandas de Ananindeua faziam eventos quase todos os finais de semana. Seja por diversão ou pra juntar os amigos que gostavam de rock e isso gerava um círculo social bem interessante num período sem a força que internet tem hoje. Os shows sempre eram em lugares grandes, casas noturnas, bares e, quando a Prefeitura permitia, até em praças abertas nos dias de domingo. A grande diferença era a ausência de rádios e mídias impressas para dar um suporte para aquele circuito cultural/comercial praquilo que acontecia lá.

E a Eletrola, como surgiu?

No meio desse contexto eu passei no vestibular e agora não havia um entrave ou cobrança familiar para montar uma nova banda. Eu reencontrei antigos amigos como o Camillo Royale (hoje na Turbo) e as afinidades pelas mesmas bandas fez surgir a Eletrola. Para além disso, não foi muito difícil formar a banda, meu irmão (Natanael Andrade) já tocava e estava no quarto ao lado, eu conhecia um baterista que era quase o Dave Grohl e o Camillo tinha duas guitarras na época. Juntando o tempo livre que um adolescente tem, não foi difícil começar a fazer barulho.

Como foi dividir essa experiência de ter uma banda com o teu irmão? Como a relação de vocês influenciou no formato da banda?

É difícil falar dele porque apesar de a gente não tocar mais hoje, eu sempre olhei pra ele com a mesma admiração que eu tenho por grandes guitarristas/artistas como David Gilmour, Jimi Hendrix, George Harrison e outros grandes guitarristas. A diferença é que eu tinha um grande ídolo ali ao meu lado pra conversar e jogar conversa fora. Ele é meu irmão mais novo e meu sentimento protetor por ele sempre existiu desde criança... acho que tocar ao lado dele durante tantos anos só fez essa admiração aumentar, mesmo hoje ele seguindo outros caminhos.

Me conta sobre o disco de vocês (Eletrola, 2003); como foi o processo de composição, escolha de músicas, gravação etc?

Essa foi a parte fácil. A gente tinha um amigo que no início da popularização das gravações caseiras já conhecia o processo. Ele se dispôs a fazer o disco na brodagem e juntamos isso a algumas músicas que eu tinha na gaveta. Resultado: Rock e Distorção !

E as tours de vocês fora do estado, como foram? Me fala um pouco sobre essa experiência.

Ai foi a parte mais difícil. Viajar com uma banda quando você é adolescente e com pouca experiência de vida não é uma tarefa fácil. Mas a gente dividia as tarefas e as coisas iam acontecendo. A gente era jovem demais pra entender a importância de conhecer grandes artistas, produtores musicais, tocar em lugares muito pequenos e em grandes festivais com uma estrutura que em Belém era difícil de encontrar. Depois de me profissionalizar eu vejo como essa experiência foi importante na minha carreira. Hoje eu posso dizer que foi uma das 5 coisas mais importantes que eu fiz na minha vida de músico. Tocando ao lado dos meus amigos, passando de ônibus por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal e alguns outros interiores fazendo o que você mais gosta e sendo pago por isso. Pra jovens entre 17 e 20 anos de idade é uma experiência única e realmente transformadora.


Em algum momento tu imaginou que a banda fosse ter tanta repercussão e alcançar um público tão grande?

Acredito que isso aconteceu porque a gente tinha uma fórmula simples e que ninguém estava fazendo aquele tipo de música por aqui naquele momento. Música pop, riffs de rock e refrões fáceis de grudar na sua cabeça. Até hoje o disco da Eletrola é apontando como um dos mais importantes no cenário musical de Belém e para alguns críticos especializados em música independente ele está entre os 10 mais importantes do cenário independente nacional. Continuo acreditando nessa fórmula. Fazer o simples! Não quero dizer que as bandas devem ser simplórias. Mas fazer o simples é criar identificação com quem houve sua música e isso é a maior recompensa quando se é compositor.



Eletrola: Eliézer, Natanael, Camillo e Andréa

Depois de alcançar prestígio na cena alternativa, a Eletrola acabou. Quais os motivos do término da banda?

A gente era jovem e eu principalmente era muito orgulhoso e com aquela arrogância juvenil que sempre faz discussões desnecessárias aparecerem, criando conflitos de ideias entre os membros da banda. Mas é claro que outros motivos maiores surgiram também, como por exemplo: dinheiro pra fazer um novo disco, novos shows aparecendo, novos festivais pra tocar, e até convite pra tocar em outros países. Juntando tudo isso com uma falta de maturidade jovem inerente à banda naquele momento, acho que a gente não esperava tudo que estava acontecendo (risos). Hoje conversando com o Camillo a gente nem lembra porque a banda acabou. Mas com certeza não descarta a possibilidade de fazer outras coisas novamente.

Os dissidentes do Eletrola e Suzana Flag formaram em seguida o Johny Rockstar. Qual a proposta desse novo grupo? 

Inicialmente eu queria montar uma banda de hard rock. Mas aí as pessoas foram dando uma evidência de superbanda pra Johny Rockstar. Acabou que meu lado de compositor pop se juntou à forte veia pop do meu amigo Elder Effe e a gente com toda modéstia fez um grande disco de rock (o EP Johny Rockstar ao vivo, de 2007), que as pessoas acabaram se identificando muito rápido e a partir daí a banda começou a ter sua identidade.

Pra ti, de que forma a experiência na Eletrola influenciou o som do Johny?

Na minha concepção não mudou nada. A maior diferença é que dessa vez eu não estava compondo sozinho como na Eletrola. Dessa vez o Elder Effe e meu irmão também escreviam as músicas e isso deixou o disco da Johny Rockstar com uma cara bem diferente da Eletrola. 



Cartaz da 5ª Noite Som do Norte (2011),
que teve Johny Rockstar como banda principal
(Arte: João Lemos)

Quais os principais momentos que tu vivestes no Johny, entre gravações, shows, festivais etc?

Acredito que os festivais foram nossos grandes momentos. Sempre os veículos de mídia nos apontavam como melhor show daqui de Belém e dos festivais, sendo destaque em mídias impressas e eletrônicas como MTV e blogs/sites especializados em música independente.  Além disso nosso grande momento particular era o fato da gente ter um fã-clube capitaneado pela minha grande amiga Helaine Cavalcante, que movimentava ações que levavam um grande número de fãs aos nossos shows. E isso acabava se tornando uma fórmula infalível. Apesar da banda sempre pensar em fazer um show pra cima, o mérito dos nossos shows sempre serem destaque com certeza é a presença dos fãs e do público que se identificou com a gente.


Johny Rockstar: Ivan, Natanael, Eliézer e Elder
(Foto: Tita Padilha)


O Johny Rockstar foi uma banda que rapidamente conseguiu vários fãs e espaço na cena local e depois de um espaço de tempo também se desfez. Quais as causas desse término?

A Johny Rockstar não terminou! (risos) Ela fechou um ciclo, um ideal que a gente queria alcançar: diversão e rock’n’roll. Diferente da separação de outras bandas. A gente não brigou. A gente só achou que era o momento de fechar um ciclo. No momento a gente não tem um show novo pra oferecer para os fãs se divertirem. Mas num futuro próximo a gente faz um novo disco pra se divertir novamente.

Das composições que fizestes para ambas as bandas, quais as preferidas e que te dão mais saudade de tocar no palco? 

“Sem Querer” do Eletrola e “Canção do Sol” da Johny Rockstar são as únicas músicas que eu escrevi sobre uma experiência pessoal. E que têm um significado muito especial para mim. Não que as outras músicas não sejam importantes pra mim, mas elas foram feitas pra amigos e outras pessoas próximas e que por algum motivo outras pessoas acabaram se identificando.



Capa do single "Monoral", de 2009


Atualmente tu atuas como professor e não moras em Belém. Qual o espaço da música nessa nova realidade? Como essa nova vivência influencia na tua musicalidade?

Acho que eu tenho mais tempo agora pelo fato de trabalhar somente segunda, terça, quarta e quinta. Os outros dias: sexta, sábado e domingo eu trabalho em projetos musicais que em breve irão dar as caras.

E quais projetos são esses, tu podes adiantar?

Eu sempre estou compondo e produzindo. No momento eu auxiliei na produção da banda gospel do meu amigo Mário Antunes que foi baterista da Eletrola. Além disso, gravei alguns jingles para rádios de Salinas e Castanhal. Atualmente estou ensaiando e compondo música com um power trio formado por mim, Ariel Andrade (ex-The Baudelaires) e Jr. Feitosa (Johny Rockstar e Espoleta Blues). Em breve a gente começa a gravar um novo disco e fazer shows pra tirar a  ferrugem.


Mais fotos da exposição As Tias do Marabaixo

Essas são mais duas fotos da exposição itinerante As Tias do Marabaixo, que foi exibida publicamente pela primeira vez neste sábado em Macapá no barracão Gertrudes Saturnino (Associação Berço do Marabaixo - Casa da Dona Natalina Costa - Av. Duque de Caxias entre Professor Tostes e Manoel Eudóxio). A exposição traz imagens de making-off das filmagens do documentário As Tias do Marabaixo; rodado em Macapá durante o Ciclo do Marabaixo 2014, o filme tem estreia prevista para 2015.

Para levar a exposição para sua escola ou seu evento, entre em contato pelo fone 96-8124-9871. 



Tia Chiquinha 
Barracão Dica Congó (Favela), 25.5.14 (2º Marabaixo)


Tia Biló
Centro Cultural Tia Biló (Laguinho), 28.5.14 (3º Marabaixo)

sábado, 26 de julho de 2014

Exposição As Tias do Marabaixo tem primeira exibição pública



Agora à tarde, voltei ao barracão Gertrudes Saturnino, da Associação Berço do Marabaixo, um dos locais onde foi rodado o meu documentário As Tias do Marabaixo. Ali, pela primeira vez, apresentei publicamente os banners com fotos selecionadas do material de making-off do documentário. 


Foi um momento importante, onde familiares de uma das entrevistadas, dona Natalina Costa, puderam tomar contato com este primeiro resultado de nossa iniciativa, que foi bastante elogiada. Tanto que já está acertado que a exposição fará parte das próximas visitas do Berço do Marabaixo a escolas e também dos eventos a serem realizados no próprio barracão. 



Para levar a exposição "As Tias do Marabaixo" para sua escola ou seu evento, entre em contato pelo fone 96-8124-9871. 




@SomdoNorte 5 Anos: Veja fotos da exposição As Tias do Marabaixo

Durante o Ciclo do Marabaixo de 2014, foi rodado em Macapá o documentário As Tias do Marabaixo, com direção e roteiro do jornalista Fabio Gomes, editor deste blog, e filmagem e edição da Graphite Comunicação. Foram entrevistadas as principais representantes vivas desta secular manifestação cultural afro-amapaense: Tia Chiquinha, Tia Zefa, Natalina Costa, Tia Zezé e Tia Biló. 

O filme, a primeira realização audiovisual do blog Som do Norte, está em fase de pós-produção e tem lançamento previsto para 2015. 

Para divulgar o doc, 18 fotos feitas por Fabio Gomes durante as filmagens farão parte de uma exposição itinerante, composta por 10 banners no tamanho 70x100cm. De hoje a 3 de agosto, data em que o Som do Norte completa 5 anos no ar, estaremos publicando a cada dia duas fotos que fazem parte da exposição.

A primeira exibição pública dos banners irá acontecer neste sábado, 26, em evento realizado no barracão Gertrudes Saturnino (Associação Berço do Marabaixo - Casa da Dona Natalina Costa - Av. Duque de Caxias entre Professor Tostes e Manoel Eudóxio), a partir das 16h.

Para levar a exposição para sua escola ou seu evento, entre em contato pelo fone 96-8124-9871. 




Tia Biló toma a bênção de sua madrinha Tia Zefa
Centro Cultural Tia Biló (Laguinho), 28.5.14 (3º Marabaixo)



Natalina no Cortejo da Murta
Avenida Beira-Rio, 1.6.14

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Conheça a banda amazonense Piromania

Piromania é uma nova banda de rock do Amazonas, reunindo músicos que já participaram de outros projetos, como o vocalista Caio "RockTouche", ex-Queda Livre, o baixista Denny Alsoc, também integrante da banda Além da Sociedade, o guitarrista Teco Brasil (Homicide) e o baterista  Elton Mones (ex-The Mones). O grupo decidiu inovar, lançando no YouTube no último dia 25 de junho um vídeo reunindo todas as faixas de seu EP de estreia, Ruído Baré 1, cujas gravações haviam acontecido no próprio mês de junho no estúdio E.S.P. com produção de Eddie, da banda Stone Ramos. 




O EP reúne influências de bandas oitentistas (em especial da cena de Manaus) e também de Erasmo Carlos e Zé Ramalho. "Castelinho" foi uma das primeiras produções do quarteto, "Sem Ter Medo" já é sucesso nos shows do grupo e "Barba Azul" apresenta pitadas de grunge. Até julho de 2015, o grupo pretende lançar a continuação do atual trabalho, com o EP Ruído Baré 2. Também nos planos do grupo está resgatar músicas que seus integrantes haviam composto para suas outras bandas. 

Em 26 de junho, o canal do E.S.P. Studios no YouTube lançou o clipe da música "Ebulição", uma das mais recentes da Piromania, e que faz parte do EP lançado na véspera. 


terça-feira, 22 de julho de 2014

Som do Norte Entrevista Nelsinho Rodrigues: “O sucesso a gente não compra, a gente conquista”

“Me Libera”, “Volta Logo”, “Não Vá Embora”, “Mentira”, “Brega do Príncipe Negro”, Porque Brigar Assim”, “Traficante”, “Dig Dig Dow”... São tantos sucessos que é até difícil escolher o mais “clássico” para começar uma matéria. O que importa é que todos eles marcaram uma geração apaixonada por brega e que não perde a oportunidade de dançar o passinho do “Gererê”. Nelsinho Rodrigues, dono de tantos “hits”, deu uma entrevista exclusiva ao Som do Norte, para falar do seu trabalho e paixão pela música. Paraense da “gema”, Nelsinho tem 25 anos de carreira e 47 de idade. Além de cantor, já foi dançarino e cover do Michael Jackson. Com a agenda lotada de shows para todo o mês de julho, Nelsinho havia acabado de chegar do município de Santarém quando sentamos para conversar na exuberante Praça Batista Campos, lugar ideal para um bom papo.(Raissa Lennon, de Belém)




Como foi que começaste a tua carreira de músico?

Tudo tem um começo no meio artístico, e eu acho que todo artista tem um sonho. E quando ele quer seguir em frente tem que ter um objetivo claro. Eu quis seguir o lado de cantor. Nunca tive outras ambições. Eu comecei na década de 1970, dublando artistas internacionais, como Michael Jackson, imitei também o John Travolta, aí na década de 80 surgiram os Menudos, Dominó e tudo mais. Tive também a experiência de cantar e dançar, porque fui até dançarino e bailarino. Em 1987 fui me apresentar em São Paulo no programa do Silvio Santos, junto com uma paraense que imitava a Madonna na época, e eu era o Michael Jackson cover. A partir daí já comecei a cantar em barzinho. Nessa época tem uma história interessante, que eu ganhei no jogo do bicho e fui tomar uma cerveja num bar que estava tocando música ao vivo na Pedro Álvares Cabral. Só que o cantor da banda que ia se apresentar faltou, e eu acabei substituindo ele. Daí para frente não parei mais, eu frequentava concurso de calouros e de brega, foi ótimo!

Quantos anos tu tinhas nessa época?

Na época eu tinha uns 18 anos, mas eu comecei a dublar e essas coisas com uns 17 anos. São mais ou menos 25 anos de estrada, 15 de sucesso, e agora estou com 47 anos de idade. Então surgiu a ideia de fazer uma carreira solo, eu já tocava nos barzinhos, e surgiram uns empresários que me falaram: a tua voz é legal, tu canta bem, mas o teu ramo é esse, é o brega, é cantar brega. E eu era apaixonado por cantores como Nelson Vilar, Kim Marques, Edilson Moreno, Alberto Moreno, Tony Brasil... Então, tinha essa “nata” do brega que já era sucesso. E eu sempre fui fã desses camaradas. Foi quando eu fui convidado pelo empresário e produtor Tony Brasil que abriu as portas do estúdio dele, e resolvemos gravar o primeiro disco, que foi certeiro! Na época a gente gravou 10 músicas, e só faltava uma música para o repertório, e a que entrou foi o “Gererê”, que foi justamente a música de sucesso. Então, o começo do Nelsinho Rodrigues foi esse, foi “ralando”. Nada acontece por acaso, tinha que ser assim, no “suor”.

Como era o cenário do brega na década de 1980?

Era um cenário legal. Eu ainda considero um estilo chamado Brega do Pará, que era o que se tinha naquela época e para mim é o que tem hoje. Eu sei que surgiram outros estilos, como o tecnomelody, tecnobrega, brega pop, mas a dança é a mesma. O público paraense gosta muito de dançar agarradinho, mais lento, tem um jeito próprio. Lá fora alguns viam pelo lado pejorativo, mas isso foi mudando com o tempo, de 1990 para 2000 mudou muita coisa, tanto que a nossa música está lá fora, invadiu espaço com o Calypso, Gaby Amarantos, Beto Barbosa e outros artistas. Então, as pessoas diziam assim: vamos marcar um brega ali? E até hoje as pessoas dizem isso: “bora dançar o brega?”, e ainda é destaque o brega como o forte da nossa música paraense.

Falaste da Gaby Amarantos e tem também Gang do Eletro, que fazem muito sucesso hoje. Qual é a importância desses artistas para o cenário musical paraense?

Muito bom, legal, a gente começou todo mundo junto, é uma “rapaziada” bacana que buscou o seu objetivo. Eu acho que o artista, o colega de trabalho tem que dar força. E eu como amigos deles, faço isso. A gente viu a batalha deles, são meus “compadres”, a gente viu o esforço, a luta deles. Cada um tem a sua hora, o seu momento, o momento do Nelsinho ainda não chegou, o tempo é de Deus. Parabéns para essa equipe e para esses artistas, eu fico muito feliz com o sucesso deles.

Mas você também tem vários sucessos com bregas marcantes como “Caprichos”, “Dona Vica”, “Poderoso Dafson” e tantos outros. As letras são românticas e algumas irônicas, fale um pouco dessas composições?

Olha eu vou te dizer uma coisa, todos os artistas tem um estilo de cantar. O Nelsinho Rodrigues é um cantor romântico, eu gravei músicas românticas, apaixonantes, as pessoas gostavam muito, e ainda curtem hoje. Tanto que, se eu não quiser mais gravar nada novo não teria problema, porque o pessoal curte muito essas que marcaram época, como “Capricho”, “Nossa Canção”, “Eu Voltarei”, entre outras músicas. Mas também cantei músicas cômicas como “Dona Vica”, “Teu Pai Toca Tua Mãe Dança”, “Gererê”, que músicas alegres. E até tecnobrega eu fiz, como “Dig Dig Down”, mas o ritmo é mais lento também. Mas assim, não sou contra ninguém fazer nada. Acho que a música tem que ter qualidade, uma boa melodia, uma boa letra, eu acho que o segredo do sucesso é a qualidade, e fazer o seu próprio estilo, aí você vai chegar ao seu objetivo.


Fotos: Raissa Lennon


Como está a carreira atual do Nelsinho Rodrigues?

Mais do que nunca legal, a gente trabalhou para isso, hoje eu tenho do meu lado os meus dois filhos, o Junior (23) e o Neto (22), eles cantam também e são os garotos do “Dig Dion”, que cantam: “não vou mais chorar porque você não quer saber de mim” (cantarola). São rapazes e me acompanham no show hoje, eles são músicos do Nelsinho Rodrigues. Fora que tenho 10 discos de sucesso, três DVDs, já estamos indo para o quarto e a gente não pára, a gente é conhecido nacional e regionalmente, e está ótimo assim. Como eu disse, o tempo não é meu, é de Deus.

Como vai ser esse quarto DVD?

Pois é, o primeiro DVD que a gente vez foi em Macapá, o segundo também, e o terceiro, advinha onde foi? Em Macapá também! Lá o produtor da casa de show deu tudo, o nosso cachê, mais a parte da gravação. Então é isso, infelizmente aqui a gente não tem muito apoio. A Secretaria de Cultura não dá apoio para ninguém, eles escolhem uns a dedo, e eu acho que tem que ser para todo mundo, porque tem espaço para todo mundo. Vamos ver se eu consigo gravar o quarto aqui. A minha música é independente, e a gente vai se virando como pode. Mas a verdade é essa, não temos apoio nenhum aqui em Belém. Já estou cansado de ir para reuniões de incentivo que não dão em nada.

Você fez um show no “Bregaço” do Mormaço recentemente, lá seria um bom lugar para uma gravação, não?

Olha, lá no Mormaço tem esse projeto que é muito legal, o “Bregaço”. No dia que eu me apresentei lotou aquele lugar, todo mundo dançando e curtindo o nosso som. Com certeza lá seria um bom lugar, quero até agradecer a oportunidade que eles estão dando para a gente, mas ainda não conversei com eles sobre isso. Vamos ver, quem sabe. O importante é que os produtores sabem reconhecer o nosso trabalho, eles ligam um mês antes depois para antecipar a agenda e nos contratar, e eles sabem do nosso trabalho, do nosso compromisso, e quanto mais shows que a gente fizer melhor para a gente.

Você acha que sempre existiu esse reconhecimento ou o brega voltou a ser popular agora?

Acho que o brega sempre esteve aí, sempre foi popular. Uma vez um cara chegou para mim no começo da minha carreira e disse: “pô rapaz, eu gastei dez mil reais no meu CD, e como tu gastou só mil reais nesse CD? A tua música só tem uma nota (que era o Gererê), e tá todo esse sucesso!”. E eu respondi: meu querido, o sucesso a gente não compra, a gente conquista. E foi o que aconteceu com o Nelsinho, de repente eu gravei um CD romântico com músicas maravilhosas e todo mundo gostou do que ouviu. Cada um tem a sua vertente, o seu modo de cantar. de gravar, por isso, eu dou a dica para os meus colegas de trabalho: procure fazer o seu personagem, criar o seu próprio estilo, não adianta ficar imitando a voz de Sicrano e Beltrano.


quinta-feira, 10 de julho de 2014

Arthur Espíndola e Gaby Amarantos repetem a parceria em "Maliciosa"



Às 11h30 da manhã desta quinta, o cantor e compositor Arthur Espíndola lançou em seu canal do YouTube o clipe da música "Maliciosa" (Renato Rosas - Nanna Reis - João Marcelo Rocha), tendo como convidada a cantora Gaby Amarantos

É a segunda vez que Arthur e Gaby gravam juntos; a primeira foi no samba-sucesso "Tô Fora de Moda", lançado em 20 de agosto de 2012, de autoria do próprio Arthur (veja aqui). 

Por uma incrível coincidência, apenas quatro dias depois, fui contatado no Facebook por João Marcelo Rocha, informando que havia concluído a pré-produção de sua segunda parceria com Renato e Nanna, intitulada "Maliciosa". O trio já havia trabalhado comigo em ocasiões anteriores (produzi o trabalho de Nanna Reis em 2010, e lancei o projeto Mitologias Amazônicas, de João Marcelo e Renato Rosas, em 2011) e gostaria que eu lançasse a gravação feita por Renato e Nanna aqui no Som do Norte. Ouvi, gostei (em especial da letra com "sintaxe paraense", cheia de expressões como Égua, pequena e Te faz de doido) e aceitei, só pedi que cada um dos três fizesse um pequeno texto para eu publicar junto ao lançamento aqui no blog. Mas como os autores não enviaram o texto, acabou que não lancei "Maliciosa" em 2012. 

Já conhecer a música previamente me permite avaliar o excelente trabalho de Arthur Espíndola como arranjador. O que era um merengue mesclado a batidas eletrônicas na gravação original se tornou um vigoroso samba-merengue, com direito a todos os metais que o arranjo original já pedia e que no clipe comparecem dando o merecido brilho à composição. Enfim, Arthur enriqueceu o trabalho dos compositores, tanto ao programar o que era necessário (no caso, incluir os metais), quanto ao aproximar a composição de seu (dele, de Arthur) universo de origem, o samba. A interpretação de Arthur, repleta de fraseados sobre a suingante melodia, também é digna de elogios, bem como seu "duelo" vocal com Gaby na interpretação do refrão final, cheio de Tremes (o "duelo" sendo uma inovação deste arranjo, já que inicialmente Nanna cantava apenas as duas primeiras estrofes interpretadas aqui por Gaby, limitando-se a fazer backing vocals na primeira parte da gravação). Só a ressalvar no clipe é que o nome de dois autores da música estão grafados errado nos créditos - o sobrenome de Renato está como Rosa, e foi suprimido um "n" do nome de Nanna (que ficou "Nana"). 

O clipe tem direção de Zé Paulo Vieira e produção executiva de Pedro Vianna e Narjara Oliveira (A Senda Produções).

Atualização:

Após eu publicar o texto, João Marcelo Rocha voltou a entrar em contato comigo pelo Facebook, explicando que chegou a haver outro arranjo da música, já com metais:


  • Joao Marcelo Rocha Muito obrigado, Gomes Fabio pela atenção ao nosso trabalho. Depois daquela pré-produção que lhe enviamos, voltamos a fazer novas experiências nas quais Renato Rosas criou os arranjos de metais, aproveitando, também, os solfejos de Nanna Reis realizados na gravação anterior. A música, originalmente, é um merengue-ragga e que fora gravado como um samba-merengue com a competência, o vigor e o talento artístico de Arthur Espíndola e da "maliciosa" Gaby. Muito obrigado pela atenção de sempre. Apenas pra constar esta informação no seu competente e cuidadoso trabalho de jornalismo cultural.


Neste vídeo do YouTube, você pode conferir esse segundo arranjo, com Renato Rosas cantando "Maliciosa" acompanhado de sua banda Farofa Black, em março deste ano. 

Juliana Sinimbú lança a sessão Una Tour




A cantora Juliana Sinimbú lançou na manhã desta quinta um vídeo que abre uma nova sessão em seu canal do YouTube - a Una Tour. Ou seja, registros da turnê de seu CD recentemente lançado, Una (ouça aqui). Conforme postado em sua fan page, "serão registros audiovisuais dos shows, bastidores e encontros proporcionados durante a turnê do UNA". 

O vídeo, com imagens de Nina La Croix, apresenta um momento do show de lançamento do disco no Rio de Janeiro - o espetáculo foi realizado no Solar de Botafogo em 15 de maio - e registra a participação especial da convidada, a carioca Mariana Volker, que canta sua música "Ventania" ao lado de Sinimbú. 

No YouTube, Juliana disse que Nos últimos 365 dias, tanto "Ventania", a música que cantamos, quanto Mariana Volker, sua compositora, estão entre as melhores coisas que nos aconteceram. Beleza Pura! Sorte do caminho lindo que tem nos surgido e gratidão! A composição deve fazer parte do próximo CD da cantora e compositora paraense, que em sua página pessoal do Facebook comentou que  "Ventania" está na lista das músicas que [eu] queria ter feito.


sábado, 5 de julho de 2014

"Mostra Tua Força, Brasil" é o hino da Copa do Mundo 2014

A regra é clara: música e futebol são duas paixões nacionais no Brasil, logo a combinação de ambas é mais do que natural numa Copa do Mundo. Tem sido assim no país desde 1938, ao menos - nas anteriores, em 1930, com a disputa no Uruguai, ninguém sabia bem se o torneio iria se firmar, e em 1934, quando a Copa foi disputada na Itália, o Brasil foi eliminado já na primeira partida. Mas com a primeira Copa disputada na França, em que tivemos craques como Leônidas e Domingos da Guia, a produção musical "copeira" já foi significativa, incluindo alguns clássicos de Ary Barroso lançados por Carmen Miranda

Mas, afora a Copa de 1950, que sediamos (e perdemos para o Uruguai no último jogo), não se registrava antigamente a composição de músicas visando especificamente incentivar o desempenho da Seleção Brasileira e o engajamento da torcida. Isto aconteceu mais a partir de 1962, com "A Taça do Mundo é Nossa" (Wagner Maugeri - Lauro Müller - Maugeri Sobrinho - Victor Dagô), porém a composição havia sido lançada ainda em 1958, logo após nossa primeira conquista, na Copa realizada na Suécia. A tendência atual tem um marco inaugural importante em 1970, com "Pra Frente Brasil", de Miguel Gustavo.

Contemporaneamente, podemos dizer que há três fontes desse tipo de música ufanista: a produção espontânea de artistas populares, jingles de emissoras de televisão e jingles elaborados para comerciais de empresas. O primeiro tipo tem sido o mais 'perecível' - quantos ainda cantam (ou lembram) de "Brasil Campeão", que Moraes Moreira e Pepeu Gomes incluíram como última faixa de seu LP Moraes e Pepeu, de 1989 (um dos versos dizia que "Em Roma vai dar Romário". O Brasil não chegou a jogar na cidade, e Romário só entrou no final do jogo em que nossa Seleção foi eliminada, quando não havia tempo pra mais nada). 

O segundo tipo acaba se firmando mais na mente do torcedor, devido à grande vantagem da execução maciça, afinal toda vez que a Copa é citada no ar, a emissora programa lá sua música exclusiva ao fundo. No caso da TV Globo, essa fixação mental fica ainda mais forte porque a emissora tem usado a mesma composição para tema de transmissões de Copa ou de qualquer ocasião que leve a Seleção Brasileira a campo desde... 1994! Até a Copa anterior, a Globo seguia a linha de um jingle por Copa, mas talvez o fracasso em 1990, ano do jingle "Papa essa, Brasil" (num infeliz trocadilho com o fato de o Papa morar no Vaticano, Estado nacional rodeado pela Itália por todos os lados, mais o verbo papar, comer, engolir, sem contar uma possível propaganda subliminar de seu caça-níqueis de então, o Papa-Tudo, uma versão global da Tele-Sena de Sílvio Santos), associado ao sucesso em 1994, quando o Brasil se sagrou tetracampeão nos Estados Unidos, fez a emissora manter a música, só alterando partes da letra a cada quatro anos. Ou é falta de imaginação mesmo, sei lá. Enfim. 

O caso é que agora em 2014, pela primeira vez um jingle empresarial fez tanto sucesso que levou à própria Globo a quase sepultar seu jingle caquético, que começa com os versos desprovidos de qualquer sentido Eu sei que vou, vou do jeito que eu sei..., e que felizmente se ouve cada vez menos (a não ser na versão instrumental, cuja introdução segue puxando as aberturas de transmissões de jogos). A façanha começou a ser obtida por um jingle interpretado por uma cantora do Norte - "Todo Mundo", música que a paraense Gaby Amarantos e o grupo carioca Monobloco gravaram para a Coca-Cola com tanta antecedência (o lançamento aconteceu em junho de 2013) que a empresa na ocasião nem chegou a assinar a campanha, só o fazendo neste ano. Veja aqui o clipe do jingle.



Maaas o jingle que se firmou nos corações e mentes dos brasileiros nesta Copa é a campanha do Banco Itaú, com "Mostra Tua Força, Brasil", música de Jair Oliveira interpretada pelo vocalista dos Titãs Paulo Miklos com a amapaense Fernanda Takai. A música foi lançada num anúncio que começou a ser veiculado em 19 de março. Já em 3 de abril, o Itaú postou no Facebook o clipe da canção, registrando sua gravação, que teve a direção musical de Wilson Simoninha, e algo de making-off.





A composição, de contornos épicos e que foi profética ao citar o "hino à capela" (um dos itens mais emocionantes. e até um pouco polêmico, do atual mundial), tem feito tanto sucesso que em 21 de junho o Itaú lançou uma nova versão, cantada por crianças e também artistas com maior apelo junto ao público, como Cláudia Leitte, Thiaguinho e Luan Santana. O diretor Simoninha aparece ao final, cantando no meio da galera. Assista aqui.