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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Diz Aí: Os Descordantes


Por Nany Damasceno, 
de Rio Branco

Em outubro de 2012, a banda acreana Os Descordantes lançou pelo Som do Norte seu primeiro EP, Vida em Cinco Atos. Hoje, com nova formação e às vésperas do lançamento de seu primeiro CD, o quarteto comenta o processo de gravação do álbum e conta seus novos planos. 


Nany Damasceno - Primeiro eu queria que vocês falassem um pouquinho pra gente quem é a Descordantes, como surgiu a banda.

Diego Torres BruzugúDito (foto à direita): Os Descordantes surgiram da minha necessidade de fugir um pouco das guitarras distorcidas e do hardcore que eu fazia com minhas bandas anteriores. Comecei a compor coisas mais suaves, menos pesadas e precisava de uma banda pra tocar essas músicas, achei o George Naylor que estava começando a estudar bateria, e decidimos montar a banda. Hoje somos eu, George, Marxson e Saulo.

Nany - Quem é o compositor da banda? Do que falam as letras?

Dito - Normalmente eu componho as letras e a melodia, e aí nos ensaios a gente cria os arranjos juntos. As letras falam sobre a vida de qualquer pessoa... Perdas, crenças, amores, desamores, coisas do tipo. Normalmente desamores... (risos)

Nany -Vocês tem um EP, lançado pelo Som do Norte em 2012, o que vocês acharam da repercussão?




George: O EP ainda foi um trampo bem amador, mas nos ajudou muito. Foi importante esse lançamento pelo Som do Norte porque algumas pessoas passaram a conhecer a banda em outros estados.

Nany - Agora, está vindo um CD por aí, quando ele deve sair?

Marxson: O CD se chama "Espera a chuva passar" e já está em fase de pós-produção. Ele está sendo mixado pelo Klaus Sena, baixista do Saulo Duarte. E pretendemos lançar no comecinho do próximo semestre.

Nany -O CD está sendo feito com recursos próprios, alguma lei de incentivo?

Dito: seria muito difícil gravar o disco no estúdio que gravamos, com o produtor que tivemos e todo esse staff de pós produção (Klaus Sena e Fernando Sanches, ex-baixista do CPM22, Hateen e Dance of Days) com recursos próprios. Fizemos projetos pra lei de incentivo por 2 anos consecutivos e não fomos aprovados, então decidimos buscar a iniciativa privada e conseguimos um apoio muito legal de um parceiro chamado Samuel Vieira, um dos diretores da FAAO (Faculdade da Amazônia Ocidental) e dono da Porto Veículos Nissan/ Renault. O cara é um parceirão, roqueiro e apoiador da cultura! Além de outros apoios de amigos como nosso grande amigo e sonhador Francisco Ednaldo e a queridíssima Josi, em nome do Atacadão Rio Branco. São parceiros que decidiram comprar esse sonho ao nosso lado.

Nany - João Eduardo, ex- integrante da Los Porongas e agora produtor musical, está ajudando nessa gravação, porque a escolha por ele?

O João foi o produtor do disco. A gente chegou a conclusão de que não poderia ter sido outro cara. João já tem uma boa experiência com produção, está trabalhando bastante em São Paulo, produzindo vários discos e artistas. Fora isso, ele já conhecia a banda e já sacava a sonoridade que estávamos querendo pra esse trabalho. A amizade ajudou a desestressar, (risos) como brincávamos e fazíamos piada toda hora, ajudou bastante a realizarmos esse trabalho em pouco menos de 1 mês.

Nany - Sobre os shows, a banda não tem se apresentado muito, mas Dito tem feito alguns shows solo ou com a banda ‘Velhos Cowboys’, algum motivo em especial?

Dito: A gente está mais focado no disco. Queremos voltar a tocar com o disco em mãos para poder tornar o trabalho mais sólido. O projeto "Velhos Cowboys" é na verdade uma banda de baile, e o objetivo principal tanto desse projeto quanto os 'shows solo' que eu costumo chamar de 'voz e violão', é ganhar dinheiro para poder pagar as contas no fim do mês. (risos)

Nany -Recentemente um dos integrantes, o Paulo, saiu da banda, quem entrou em seu lugar? Qual o motivo da saída dele, logo nesse momento em que a banda está em estúdio?

George: O Saulinho Melo (foto à direita) assumiu o baixo, com a saída do Paulo.  A verdade é que o Paulo nunca esteve realmente afim de fazer parte da banda. Ele já estava querendo sair a algum tempo. Então, unimos o útil ao agradável: a saída do Paulo que não estava a fim e a entrada do Saulo que já curtia as músicas.

Nany - Dito, soube que tu deu um tempo no trabalho que fazia como jornalista esportivo para se dedicar á música, foi isso mesmo? Tava difícil conciliar?

Dito - O lance não era conciliação. Na verdade eu estava um pouco cansado de ser jornalista. (risos) E como músico, eu sempre tenho bons trabalhos pra fazer, e acabou que estava valendo mais a pena. Então, decidi "viver" apenas de música. Além de tocar, também estou produzindo uma banda em estúdio e já recebi alguns convites para outras produções. Trabalho não falta.

Nany  - E hoje, quais os planos da Descordantes?

Hoje o plano é lançar o CD, também estamos planejando um trabalho audiovisual pra dar uma alavancada no disco e nas canções. E voltar a tocar, aliás, estaremos no Festival Casarão pela segunda vez, esse ano.

Nany - Quem quiser saber mais sobre a banda, conhecer melhor o trabalho de vocês, baixar o Ep onde é possível encontrar?

O EP você encontra aqui mesmo no Som do Norte! Quem quiser saber sobre a banda, pode acessar nossa página no facebook facebook.com/OsDescordantes

Nany  - Obrigada, boa sorte pra banda nessa nova fase. Foi um prazer!

Valeu amigos do Som do Norte, obrigado por sempre abrirem esse espaço para que possamos mostrar e falar da nossa música. É um prazer ter parceiros que nem vocês! Valeu! 


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