Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Na Rede: Humberto Finatti fala do Chico Pop 2013, da Luneta Mágica e dos Euphonicos

O jornalista Humberto Finatti concluiu há pouco, às 17h (hora de brasília) o primeiro post do ano de seu blog Zap'n'roll, no qual abordou, entre outros assuntos, o Festival Chico Pop 2013 e as bandas Luneta Mágica (AM) e Euphonicos (AC). Vamos reproduzir aqui estes trechos; o post completo - com o habitual título quilométrico O novo ano com a morte (no portal Dynamite) e o renascimento de um blog (aqui mesmo), isso em um 2014 onde o mondo rock alternativo já tem seus novos heróis psicodélicos ingleses: uns certos Temples; mais: janeiro terminando quente (literalmente!) com os indicados ao Oscar, o xoxotaço Rihanna pelada no Rio (e puxando fumo, uhú!), Justin Biba bêbado e maconhado praticando “racha” pelas ruas de Miami (e indo em cana por conta disso), a lenda indie Sebadoh tocando no Brasil, o Vanguart fazendo cover de pagodão, o Ira! de volta e o país que continua amargando ano após ano os mesmos problemas sociais de sempre – Maranhão em chamas, rolezinho nos shoppings reprimido pela tirania preconceituosa da classe média reacionária e babaca, um prefeito bandido e pedófilo no interior da Amazônia etc, etc. (primeiro mega postaço do ano, com PLUS GIGANTE: o novo trio Euphônicos, a “bueiragem” que vem do Recife, a xoxotaça Jully DeLarge estreando seu blog, livros dos Ramones em promoção e mais isso e aquilo tudo) (ampliação e atualização final em 27/1/2014) - você pode ler direto no Zap'n'Roll

NR: Só efetuamos uma pequena correção no nome da banda Kali & os Kalhordas, grafado por Finatti com C em 'Kalhordas". 

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*FESTIVAIS PEQUENOS PORÉM BACANAS AGITARAM O ACRE E MINAS GERAIS NO FINAL/INÍCIO DO ANO – em um período (a semana entre o natal e o ano novo) onde todo mundo só pensa em sair fora, pegar uma estrada e viajar pra alguma praia ou pro interior, e onde quem trampa com produção cultural não se arrisca a promover nenhum evento similar a um festival de música (por exemplo), cidades como Rio Branco (capital do Acre) e a pequenina São Thomé Das Letras (um paraíso turístico idílico de oito mil habitantes, localizado no Sul de Minas Gerais) resolveram inverter essa lógica. Na distante e pacata Rio Branco por exemplo, rolou mais uma edição do já tradicional festival Chico Pop, que carrega em seu nome uma homenagem a um dos primeiros jornalistas de cultura pop do Acre. O evento aconteceu em uma única noite (27 de dezembro) no teatro Plácido de Castro (um dos locais mais tradicionais do circuito cultural da capital acreana) e foi acompanhado de perto pelo blog, que foi até lá a convite dos produtores do festival, os queridos Alexandre Nunes, Aarão Prado e Jully Joyce. Foi uma noite tranquila e bacana de boa música e onde se apresentaram três bandas locais e a convidada de fora Kali & Os Kalhordas (de Porto Velho, Rondônia), um quinteto que tem uma linda (porém muito tímida como vocalista e performer de palco) vocalista e que não economiza nas (ótimas) referências à mpb de Jorge Ben. Mas o grand finale ficou mesmo por conta da curta apresentação dos Camundogs, um dos dois grandes nomes do rock autoral de Rio Branco (o outro, claro, é o Los Porongas) e que anda afastado das apresentações ao vivo já há alguns anos, embora o grupo esteja prometendo soltar material inédito ainda em 2014. Foi emocionante rever alguns grandes sons da banda (que estas linhas bloggers viajantes conhecem desde 2006, quando esteve pela primeira vez em Rio Branco) e seus eflúvios de rock BR anos 80’, emoldurando a voz trovejante do cantor Aarão (que mesmo super gripado naquela noite, ainda conseguiu dar conta de interpretar bem as canções do conjunto). Pode ter faltado um pouco mais de público pra prestigiar o evento (afinal, estávamos na ante-véspera do réveillon) mas o Chico Pop cumpriu mais uma vez seu papel de dar espaço para os novos talentos musicais da região, sendo que quem foi ao teatro se empolgou de verdade e não se arrependeu.// (...)

Kali & Os Kalhordas (acima) mostra suas influências de mpb no festival Chico Pop, que aconteceu no finalzinho de 2013 em Rio Branco, no Acre. 




E NA PRIMEIRA MUDANÇA EDITORIAL DO BLOG EM 2014, ZAP’N’ROLL SE DESPEDE DO PORTAL DYNAMITE ONLINE
Tudo acaba um dia, néan. Um disco chega ao fim, um livro também, um filme idem. A própria existência humana tem um ponto final em algum momento. E este velho planeta Terra que habitamos também irá desaparecer em mais alguns bilhões de anos, segundo previsões dos cientistas.

Com um blog ou site ou portal de internet não seria diferente. Pensa: desde o surgimento da world wide web quantos milhões de sites, servidores, blogs e os caralho surgiram e desapareceram? Alguns duraram tão pouco e foram tão inexpressivos que os internautas sequer deram conta de sua existência na web. Outros construíram um certo nome, reputação e prestígio e duraram um pouco ou bem mais. Mas ainda assim se findaram também.

Com a Zap’n’roll não poderia ser diferente e nem seria nossa intenção que ela fosse perene no portal Dynamite. Pelo contrário o blog durou muito mais do que esperávamos quando o colocamos no ar, ainda sob o formato de coluna semanal, no início de 2003, sendo que a mesma coluna já havia sido publicada durante cerca de dois anos (de 1993 a 1995, lá se vão quase vinte anos!) na edição impressa da extinta revista Dynamite.

Veio então o formato de coluna semanal virtual. Que foi concebido para inicialmente falar de rock alternartivo e cultura pop. Mas com o passar dos anos o blog foi crescendo, foi se tornando cada vez mais lido e comentado, se tornou mega polêmico e passou a abarcar uma gama de assuntos que iam muito além de rock e cultura pop. Zap’n’roll passou então a também falar de política, sociedade, comportamento, sexo, drogas. Sempre opinando de maneira contundente, sempre procurando escrever textos aprofundados e analíticos ao extremo sobre aquilo que queria comentar.

Foi por conta dessa contundência algo exacerbada e de (va lá) alguns “excessos” editoriais cometidos pelo zapper que começaram a haver divergências entre o autor do blog e a direção do portal Dynamite. A situação chegou a tal ponto de tensão que, em julho de 2010, chegou-se a um acordo para por fim ao impasse que havia se criado entre o blog e o Publisher André Pomba (também presidente da Ong Associação Cultural Dynamite, que administra o portal do mesmo nome), por conta do conteúdo editorial que estava sendo veiculado aqui: Zap’n’roll foi desmenbrada em dois endereços distintos. Um próprio na web e o outro já publicado há sete anos na Dynamite online. O endereço próprio passou então a abranger posts semanais e gigantes, cobrindo zilhões de assuntos variados (do rock ao sexo, das drogas à política, da cultura pop em geral à sociedade e ao comportamento) e logo se tornou um estrondoso sucesso de audiência – 2013 foi o melhor ano pro blog nesse sentido, com posts que não raro atingiram mais de 400 “curtidas” (!) em redes sociais, além de receber mais de 80 (!!!) comentários no painel do leitor, também num único post. A Zap da Dynamite, mais modesta, passou a falar apenas de assuntos musicais e com posts semanais menores e tratando de apenas um assunto por vez. Manteve uma boa audiência, mas muito abaixo do novo endereço do blog.


O quarteto Luneta Mágica, de Manaus: uma das grandes descobertas rockers do blog em sua mais de uma década de existência no portal Dynamite online

Assim, após onze anos de publicação no portal Dynamite e convivendo nos últimos quatro com seu endereço próprio e “irmão” na internet, avaliamos o quadro editorial de ambas e também os números de acessos dos dois endereços do blog, e chegamos à conclusão que chegou o momento de dar um ponto final na Zap’n’roll que é publicada no portal Dynamite. E temos o maior orgulho de tudo o que publicamos aqui nesses onze anos de existência, onde cobrimos zilhões de shows nacionais e internacionais, acompanhamos festivais nanicos e gigantes, viajamos por todo o Brasil em busca de novidades musicais (afinal já existem blogs demais viajando pra gringa, pra reportar o que rola por lá, ao passo que poucos desses blogs voltam suas antenas pra música pop e pro rock que rola aqui mesmo, nesse Brasil gigantesco), descobrimos bandas espetaculares (como Vanguart, Luneta Mágica e Euphônicos), vimos o nascimento e morte de inúmeros grupos e movimentos, de tendências e comportamentos os mais variados. E também fizemos inúmeros amigos e ganhamos alguns outros zilhões de inimigos, hehe.

O blog no portal Dynamite se vai então com a sensação do dever cumprido. E no final, como reza o velho clichê, é melhor sair de cena enquanto ainda se é relevante do que desaparecer engolido pela decadência implacável. Foi exatamente isso que o gigante REM (uma das cinco bandas da vida deste blogger eternamente rocker) fez, há três anos: anunciou seu fim, após três décadas de inestimáveis serviços prestados ao rock mundial que importa.

E no final das contas a extinção de Zap’n’roll na Dyna online apenas antecipa, em parte, uma grande reforma editorial pela qual o portal irá passar nos próximos meses. Toda a arquitetura do site (que já está bastante defasada) irá mudar. E quando o novo portal entrar no ar, uma das principais mudanças é que não haverá mais blogs nele.

Por outro lado, a Zap’n’roll em seu endereço próprio (www.zapnroll.com.br) irá continuar com gás total já a partir desta sexta-feira, 24 de janeiro, quando entramos no ar com nosso primeiro post de 2014. E ele vem como sempre gigante e recheado de novidades, comentários e análises sobre os mais diversos assuntos. Fora que nos próximos meses vários projetos com a marca do blog estão engatilhados: um evento musical bacanão e a publicação (enfim!) do livro compilando os melhores posts zappers publicados nesses onze anos de existência. Sendo que até a Zap em seu endereço próprio poderá também deixar de existir ao final de 2014, nunca se sabe. Afinal, como acabamos de dizer aí em cima, é melhor fazer mudanças e sair no auge do que afundar no mar do esquecimento.

Sentiremos saudades sim da Zap’n’roll do portal Dynamite (onde o autor do blog continuará atuando como repórter/colaborador, publicando matérias especiais, coberturas de festivais, resenhas de discos etc.) mas ela já teve seu tempo e agora merece ficar nas boas lembranças daqueles que a acompanharam ao longo desses anos todos. Portanto: comtinuaremos nos esbarramos por aí, nos shows, na vida rock’n’roll e ainda, no endereço próprio zapper, que volta com tudo hoje.

* Obs: e nosso agradecimento eterno ao sempre amado André Pomba, por nos ter acolhido da melhor forma possível nesses onze anos de Zap’n’roll na Dynamite online.


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NA PEQUENA E DISTANTE RIO BRANCO (ABENÇOADA E PROTEGIDA PELA GRANDE FLORESTA) SURGEM OS EUPHÔNICOS
(Eufônico = que tem o som agradável/instrumento de cordas semelhante a um piano, com cordas de harpa)

Os significados descritos por um dicionário ao mesmo tempo pouco importam, mas dizem tudo sobre esse trio que nasceu e existe há pouco mais de um ano em Rio Branco, capital do distante Acre (o Estado do Norte brasileiro verdadeiramente abençoado e protegido pela grande floresta amazônica e “onde o vento faz a curva”, como disse uma vez Aarão Prado, um dos instrumentistas e vocalistas do grupo). E tal qual aconteceu com o cuiabano Vanguart (que até 2005 era um total desconhecido fora das fronteiras da capital de Mato Grosso), hoje a maior banda indie do país, e com o quarteto manauara Luneta Mágica (também praticamente desconhecido fora da capital do Amazonas até 2012 e agora já trilhando o mesmo rumo dos Vangs), o Euphônicos (no caso da banda, grafado com ph) é a grande aposta do blogão zapper para 2014 – e poderá ser mais uma das grandes descobertas musicais destas linhas bloggers poppers, sempre de olho na música que é feita nos mais distantes rincões do Brasil.

Não dá pra dizer que o conjunto formado por Aarão Prado, Brunno Damasceno e Marcos Vinicius é um trio de rock, muito longe disso. Mas também, a rigor, fica difícil “aprisionar” o som que eles fazem em qualquer rótulo estético/musical. Pra começar são três personalidades muito diferentes, musicalmente falando (embora os três sejam amigos inseparáveis de longa data): o jornalista e radialista Aarão (que apresenta um programa na rádio local Aldeia FM e que o blog conheceu pessoalmente em 2006, quando foi a Rio Branco pela primeira vez) é vocalista do grupo Camundogs, um dos dois grandes nomes da cena rock da capital acreana há quase década e meia (o outro é o quarteto Los Porongas, hoje radicado em Sampa), e cuja sonoridade incorpora muito do rock BR 80’, com eflúvios claríssimos de Legião Urbana. Já Brunno é um dos músicos mais conceituados da cena mpb de Rio Branco, e considerado um… sambista (!!!) de mão cheia – uma de suas composições será gravada em breve pela cantora Leci Brandão). Marcos Vinicius, por fim, é um conhecido e respeitado poeta e agitador cultural da cidade.

Se havia diferenças estético/musicais entre os três, elas desapareceram quando a trinca resolveu se unir em um novo projeto musical, batizado Euphônicos. “Aconteceu porque sentimos necessidade de fazer algo novo e completamente diferente do que fazíamos em nossas praias musicais”, explica Aarão ao blog. E ele ainda conta que, a princípio, a despretensão com o projeto era total: “nos reuníamos, cada um escrevia trechos de letras e dava idéias musicais. A partir do material apurado a gente burilava a canção e entrava em estúdio para gravar. E para fazer isso íamos chamando os melhores músicos atuando em Rio Branco para nos ajudar e enriquecer as canções com instrumentos, idéias e arranjos”. Com as músicas sendo concluidas aos poucos, ainda segundo Aarão, a idéia era manter a banda como sendo apenas um “grupo virtual”, que pudesse ser ouvido e curtido na internet. “Não era nossa intenção montar banda e lançar disco”, diz ele. “Mesmo porque há muitas participações na gravação das faixas e seria praticamente impossível juntar todo esse pessoal num palco pra fazer shows. Fora que já estamos ‘véios’ e pançudos, temos nossos empregos e não seria nossa intenção sair por aí, tocando. Pra nós o Euphônicos era importante sim, mas se tratava de uma válvula de escape musical do nosso dia-a-dia”.


O trio Euphônicos, de Rio Branco (Acre): the next big thing do indie rock BR?

Só que todo esse ideário e pensamento do cantor e radialista foi mudando quando o Euphônicos começou a tomar uma dimensão bem maior do que ele imaginava. A cada nova música postada na plataforma Soundcloud o interesse em torno do trio crescia. O próprio blogão zapper, a princípio com “preguiça” de ouvir o som do conjunto (e mesmo com Aarão cobrando o sujeito aqui nesse sentido: “Finas, ouve o Euphônicos, tenho certeza que você vai curtir e sua opinião é importante pra nós”, ele falava via bate-papo do Facebook), caiu literalmente de amores pelo som deles pouco antes de embarcar para sua mais recente viagem até Rio Branco (quando foi acompanhar o festival Chico Pop, no finalzinho de dezembro passado). Ao ouvir pequenas obras-primas inebriantes como “Se é de lágrima”, “Pegadas” (que tem participação especial de outro grande nome da cena musical acreana, a cantora Carol Freitas, que está de amizade “rompida” com o blog por pura bobagem, após uma discussão tensa por telefone; mas não importa: Zap’n’roll continua admirando e adorando a garota da mesma forma, hehe), “Em guitarras e poemas” (que possui uma letra fantástica) ou “Delito”, não deu outra: estas linhas online colocam agora a banda como uma de suas principais apostas na indie scene nacional este ano.

O motivo desta avassaladora paixão do blog pelo som dos Euphônicos? Muito simples: a trinca Aarão/Brunno/Marcos compôs algumas das mais belas canções ouvidas por este espaço rocker virtual nos últimos meses. Fora que todos os três cantam com inflexão poderosa e ultra afinada, as letras são de uma beleza poética e imagética fantástica e a parte melódico/musical do projeto é um show à parte: escudados por músicos talentosíssimos da cena de Rio Branco os três euphônicos engendraram treze músicas (o cd terá quinze no total) que são um escândalo de beleza, melancolia, bucolismo, reflexão e contemplação. Tudo cabe na construção de cada faixa: cordas (violões, bandolins, cavaquinhos), pianos, sopros e até… guitarras rockers. Um dos maiores exemplos de tudo o que está escrito aqui e talvez o momento maior de um disco ele todo incrível, é “A bailarina” (cuja letra está logo mais aí embaixo). Se qualquer produtor musical de algum selo musical ou diretor musical de alguma emissora de tv do Sudeste tiver um mínimo de sensibilidade e ouvir essa música, ele enlouquece e morre no mesmo instante de amores pelo grupo. E isso não é exgero desta espaço rocker blogger.

Com a repercussão em torno do projeto aumentando a cada dia, não houve como escapar: os Euphônicos decidiram que não dá mais pra ser apenas uma banda “virtual”. Irão lançar sim um disco (primeiro na web, depois em cd físico). E o show de lançamento do dito cujo deverá acontecer em maio próximo, em Rio Branco (e se nada der errado até lá, o blog estará novamente na capital do Acre pra prestigiar pessoalmente o evento). Até lá você ainda vai ouvir falar bastante deles por aqui. Mas por enquanto fica a nossa certeza: Euphônicos é (só depende deles) o próximo grande nome da cena independente brazuca, descoberto por estas linhas zappers. Podem acreditar nisso!

Zap’n'roll e o músico e vocalista Aarão Prado (das bandas Euphônicos e Camundogs), pelas ruas de Rio Branco, capital do Acre, no final de 2013


* Para saber mais sobre os Euphônicos, vai lá: https://www.facebook.com/euphonicos. E para ouvir as músicas do primeiro disco do grupo, vai aqui: https://soundcloud.com/euphonicos.

EUPHÔNICOS – UMA LETRA

A bailarina
Enquanto ela dançava
Seus pés adormeciam Dançava sem depois Enquanto ela dançava
De olhar entristecido Dançava sem um par
Não teve como não
Chorar em pausas
Sonhos no coração
E os pés na valsa
E ela só errou e amou demais Fez da sua dor seu sol, seu cais
Pouco importa o que ficou pra trás
Já podia abrir os olhos Dançando por tudo isso
E os sinais
Que fazem do destino a sina Rodopios no salão
Da mais triste Bailarina
Enquanto ela dançava
Pra sempre anoitecia Dançava sem notar
Que as marcas não sumiam Tão longo era um caminho Dançando pra chegar
Não teve como não
Sorrir chorando
Os pés que vem e que vão Dançam seu tango
E ela só errou e amou demais Fez da sua dor seu sol, seu cais
Pouco importa o que ficou pra trás
Já podia abrir os olhos Dançando por tudo isso
E os sinais
Que fazem do destino a sina Rodopios no salão
Da mais triste Bailarina

* Pra ouvir “A bailarina”, vai aqui: https://soundcloud.com/euphonicos/4-a-bailarina.

 (...)

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 27/01/2014, às 17hs.)

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