Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Foi Show: The Baudelaires no Sesc Boulevard

Texto e fotos: Raissa Lennon,
de Belém


O disco “Charlie”, terceiro CD da banda paraense The Baudelaires, foi apresentado na integra e na sequência para o público que compareceu ao Sesc Boulevard, no sábado, dia 18 deste mês. A banda voltou a tocar no local na última sexta-feira, 24, em um show diferente do anterior, trazendo convidados especiais e um repertório que foi além do álbum novo.



“É um espaço muito bom, com uma qualidade de som bacana, e dá um retorno ótimo tanto para banda, quanto para o público”, comentou o vocalista Andro Felipe, sobre a opção de tocar no auditório do Sesc Boulevard, que começa a abrir um espaço para a cena de rock da cidade.  

No primeiro dia, os fãs puderam ouvir faixas como “She’s a Queen”, “Time”, “Come Over” e “Vegan Girls”, que estão em Charlie. Foi também a oportunidade para ouvir em formato plugado a canção "Oh Girlfriend", gravada de forma acústica no novo CD. O disco foi produzido por Ivan Jangoux, e lançado em novembro do ano passado. Com composições de Andro e Marcelo Kahwage, ambos vocalistas e guitarristas da banda, as músicas em inglês falam basicamente de sentimentos e experiências vividas por eles. O baterista Bruno Oliveira e o baixista Marcelo Damaso completam o quarteto.

“A inspiração do disco vem de muitos anos que estamos tocando juntos, e as letras falam de amor, alguns que deram certo e outros que não deram tão certo assim”, explicou Andro. Os shows tiveram entrada franca, e os fãs encontraram camisas e discos da banda à venda.

Na sexta-feira, 24, um público maior viu um show mais enérgico do que o primeiro, com os Baudelaires cantando ao lado de convidados especiais. “Fizemos questão de convidar amigos nossos, que são músicos e que gostam muito da banda, e claro, nós gostamos muito deles também”, disse Andro. Cada um cantou uma música de “Charlie” junto com os Baudelaires.

Larissa Xavier e Andro

A cantora Larissa Xavier, da banda La Orchestra Invisível, foi a primeira participação da noite, e deu um tom mais adocicado para canção “She’s a Queen”. Ricardo Maradei, ex-integrante do Stereoscope, tocou violão e cantou em “City Love”. Já o vocalista do Aeroplano, Eric Alvarenga, cantou a apaixonada “Dear Love”. A última participação foi de Camillo Royale, da banda Turbo, que como de costume, trouxe muita atitude rock’n'roll para a música “Arms Alrigt”. O único ausente foi Elder Effe, que não pôde comparecer.

Com Ricardo Maradei

Com Eric Alvarenga

Camillo Royale

Camillo e Andro 


A banda ainda tocou músicas de trabalhos anteriores, como o CD School Days e o EP City Lovee apresentou versões para “Baby Blue”, da banda Badfinger, e “Thirteen”, de Big Star. 



O título do álbum Charlie é uma homenagem póstuma a um amigo de Marcelo Kahwage. O CD é um lançamento dos selos Ná Music e Midsummer Madness. 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Camila Honda regrava Molho Negro e Waldemar Henrique na sua estréia fonográfica



Se um dia a banda Molho Negro pensar em instituir um #MolhoNegroDay, a data de 28 de janeiro é uma forte candidata. Afinal, hoje a banda foi citada com destaque no site Papo de Homem, e também foi lançado o EP de Camila Honda que inclui a regravação de "Aparelhagem de Apartamento", com o próprio João Lemos na guitarra - ela contou em entrevista ao site da Natura que chegou a cantar a música com a banda numa rádio de Belém, "uma versão despretensiosa e improvisada, que acabou entrando na programação da rádio". Para a regravação, chamou o baterista Arthur Kunz para produzir. A faixa acabou mantendo o ar irônico do original (veja e ouça aqui), embora com bem menos peso - o vigoroso rock foi transformado numa bela canção pop, onde o vocalise tchu-tchururu de Camila substitui os gritos "Treme! Treme!" de João ao final do original. Também é de destacar a salutar quebra da "barreira" entre rock e MPB, já que são pouco freqüentes no Norte ou mesmo no Brasil releituras de rocks por parte de emepebistas. O bom resultado alcançado por Camila me anima a esperar que esta seja a primeira de muitas.

O EP abre com uma composição da própria intérprete, "Coração na Balança", baseado numa lenda egípcia: quando a pessoa morria, seu coração era pesado pela deusa da justiça, Maat, e sua alma só iria para o paraíso caso o coração pesasse o mesmo que uma pena. Sem incluir referência direta à lenda na letra, Camila adverte ao ouvinte desta canção de fatura pop que tenha muito cuidado com o mercado, porque coração peso pena vale mais de mil. Esta faixa foi produzida por Felipe Cordeiro, bem como a que encerra o disquinho, "Tamba-Tajá", de Waldemar Henrique. 

Camila canta "Tamba-Tajá" desde seu primeiro show solo, em agosto de 2012. O arranjo, com um certo ar nostálgico, serve como moldura perfeita para a intérprete mostrar a doçura de sua voz (sem favor algum, Camila tem um dos mais belos timbres revelados recentemente neste Pará). Uma bela estréia, com um pé na MPB e outro no pop. Agora é aguardar pelo CD, prometido pela Natura para março. 

Para baixar o EP, clique aqui 


Na Rede: Molho Negro em destaque no Papo de Homem

O site Papo de Homem publicou no comecinho desta terça o post 7 lugares para ver e ouvir boas e novas músicas, onde Luciano Ribeiro comenta sete sites (os tais 'lugares' do título, confesso que quando li esperava uma lista de bares/casas de shows... em vez de 'lugares' eu usaria "endereços", ou mesmo "sites"). Enfim, o importante é que Luciano questiona o clichê de que "nada de bom está sendo feito na música" no Brasil e no mundo, e como prova apresenta os 7 lugares que selecionou, que além de veicular música da melhor qualidade, periodicamente levam ao público "sessions" onde bandas e artistas fazem performances especiais. 

O primeiro lugar citado é o blog Popload, de Lúcio Ribeiro, do qual Luciano (não confundir os Ribeiros!) traz a mais recente "session", de 8 de janeiro, com destaque para uma banda paraense --> Popload Session apresenta… MOLHO NEGRO. E no caso, destaque é destaque mesmo: de todos as bandas citadas, a Molho Negro é a única a ter dois vídeos no post. Moral, hein?

Você vê os vídeos na sequência.

O primeiro é "Onde Está Meu Mojo", música do fantástico primeiro CD da banda (se ainda não baixou, clique aqui e resolva isso urgente!)




A segunda é o cover para "Negro Gato", lançado em agosto passado (ouça aqui). Curiosamente, depois na postagem do vídeo no YouTube, feita em 7 de janeiro, Lúcio Ribeiro diz que a canção não seria de Getúlio Côrtes, e sim uma versão de um"hit americano dos anos 50". Deixei uma pergunta lá a respeito e aguardo a resposta dele, pois nunca ouvi qualquer referência a isto, questionando a autoria de Côrtes.
* Atualização 16.2: Raony Pinheiro, baixista da Molho Negro, me esclareceu hoje no YouTube: "Negro Gato" é na verdade uma versão não creditada para "Three Cool Cats", de Jerry Lieber e Mike Stoller, lançada por The Coasters em 1958 e regravada por The Beatles em 1962. Ouvi a original com os Coasters e de fato a semelhança é gritante. 






PS: Quando eu postei o link deste post no grupo Bandas Autorais - Belém do Facebook, o próprio Luciano me esclareceu o uso do termo lugares: 


  • Luciano Andolini Pow, bem legal o post, Gomes Fabio. Sobre o "lugares", a gente tem uma coisa por aqui de tratar a internet como um ambiente real, pra quebrar a separação entre as duas coisas. Daí, sempre que possível, preferimos usar algum termo que remeta ao mundo físico. Abração

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Mezatrio lança CD O Topo do Nada nesta quarta

Em uma escala que vai do “nada” ao “tudo”, chegar ao “topo do nada” significa estar no início de alguma coisa, seja começando ou recomeçando, inventando ou reinventando, transformando-se em algo novo e iniciando tudo novamente.



Estas ideias não só estiveram presentes na história da banda, como também são retratadas em seu novo disco, que fala sobre este tema de forma figurativa em algumas faixas. As letras usam situações como: a queda de um rei, o fim do mundo, a morte de um boi, para mostrar que em cada fim há um recomeço.

Alguns temas diversos e relacionados também são abordados por outras canções do disco, como é o caso de “Eu Domo”, por exemplo, que fala da relação do homem com um Tamagochi, retratando a tendência que existe atualmente de substituição das pessoas por gadgets, da relação física e pessoal pela online, ao passo que “O Bem” fala sobre o poder da televisão e da mídia em geral sobre as pessoas. Já a relação de comando e a opressão na sociedade são retratadas nos versos de “Fidel”, deixando o disco bastante heterogêneo, mas com uma particularidade em todas as suas canções: a subjetividade.

Uma banda que começou como um trio e já passou por diversas formações, até chegar aos seus sete integrantes atuais, esteve diversas vezes entre transições de término e recomeço, e isto acaba sendo retratado em seus trabalhos. Porém, o momento atual é de solidez, e o Mezatrio está preparando-se para a consolidação no cenário com o seu novo álbum, que será lançado virtualmente no dia 29 de janeiro de 2014 em seu site oficial e demais endereços na internet.

O disco físico será lançado durante o mês de fevereiro, em uma turnê que passará por quatro cidades em três estados, contemplando shows e participações em programas de televisão e de rádio, além de entrevistas a blogs e sites especializados.

Ficha Técnica

Título: O Topo do Nada
Artista: Mezatrio
Origem: Manaus (AM)
Ano: 2014
Produção: Mezatrio
Gravação: Baião Studio, exceto bateria, gravada em Estúdio Supersônico.
Mixagem: Sérgio Enrique Ochoa Guimarães
Masterização: Andrew Mitchell, Audio Bay Mastering (EUA)
Prensagem: Novo Disc
Direção de Arte: Rafael Rezz
Fotografia: Luana Záu
Projeto Gráfico: Manoel Lira

Faixas (o nome à direita é do autor da composição)
01 Eu Domo 02:33 Paulo Lins
02 Crediário 02:26 Paulo Lins
03 O Bem 03:13 Paulo Lins
04 Qualquer Um 02:59 Paulo Lins
05 Ali 04:08 Paulo Lins
06 Everest 04:11 Paulo Lins
07 Fidel 03:32 Paulo Lins
08 Robô 04:49 Augusto Rodrigues
09 Proteção 03:45 Augusto Rodrigues
10 Os Trilhos 03:28 Paulo Lins
11 Função 02:07 Paulo Lins



MEZATRIO - Em abril de 2004, na cidade de Manaus, surge o Mezatrio, uma banda com a proposta de realizar um trabalho integralmente autoral e que representasse um novo momento na cena da cidade. Os dissidentes da banda Volúpia, Paulo Lins (vocal/ guitarra) e Silvio Neto (baixo), decidiram montar um power trio com guitarras distorcidas e letras recheadas de sentimentalismo, e para isso chamaram Alexandre Lins (bateria) para o projeto. Depois de várias alterações na sua formação, hoje conta com sete músicos, incluindo um naipe de metais.

A produção é constante, já são ao todo dois EPs, três singles e um disco, todos muito bem aceitos pela crítica especializada, além da participação em algumas coletâneas. Com este trabalho, o Mezatrio já dividiu o palco com grandes nomes da música independente nacional e recebeu indicações a prêmios de grande importância, como o de melhor show independente e o de banda revelação, por sites especializados como o da revista Dinamyte (São Paulo), Senhor F (Brasília), FanRock (Porto Velho) e Espaço Cubo (Cuiabá).

O Mezatrio vem circulando pelos festivais independentes desde 2005, com participações no “Calango” (Cuiabá); “Se Rasgum No Rock” (atual Se Rasgum, Belém); “Varadouro” (Rio Branco); “Casarão” (Porto Velho); “Fora do Eixo” (São Paulo); “Bananada” (Goiânia); “Sesc Fest Rock” e “Tomarrock” (Boa Vista); “Até o Tucupi” e “Grito Rock” (Manaus); além de alguns shows em outras cidades das regiões Norte, Sul e Sudeste do Brasil.

Em 2013, a banda lançou um single e um videoclipe da música “Qualquer Um”, muito bem aceitos pelo público e pela crítica, dando uma prévia do que seria o novo disco “O Topo do Nada”. 

Mezatrio é:

Paulo Lins (Voz/Guitarra);
Augusto Rodrigues (Guitarra);
Abner Canela (Baixo/Voz);
Gustavo Machado (Guitarra/Teclado/Voz);
Alexandre Lins (Bateria);
Marcelo Martins (Trompete);
Nelverton Rodrigues (Trombone)

DISCOGRAFIA

Singles:
Despacho - Fanrock Discos (2006)
Maré - Tramavirtual ao Cubo (2006)
Qualquer Um – Independente (2013)

EPs:
Imóvel - Fanrock Discos (2006)
Crediário - Independente (2010)

Discos:
Mezatrio - Fósforo Records (2007)
O Topo do Nada – Independente (2014)

Coletâneas:
Casa da Árvore – Overmundo, música "Despacho" (2006)
Infantes Terríveis – Urbanaque, música ''Cantiga de Ninar'' (2008)
Virtual Patch 5.0 – Feira Moderna Zine, música “Crediário” (2013)
Hominis Canidae #36 – Hominis Canidae, música “Qualquer Um” (2013)
Nossa Energia Move a Amazônia – Equador Petróleo, música “Qualquer Um” (2013)


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Na Rede: Humberto Finatti fala do Chico Pop 2013, da Luneta Mágica e dos Euphonicos

O jornalista Humberto Finatti concluiu há pouco, às 17h (hora de brasília) o primeiro post do ano de seu blog Zap'n'roll, no qual abordou, entre outros assuntos, o Festival Chico Pop 2013 e as bandas Luneta Mágica (AM) e Euphonicos (AC). Vamos reproduzir aqui estes trechos; o post completo - com o habitual título quilométrico O novo ano com a morte (no portal Dynamite) e o renascimento de um blog (aqui mesmo), isso em um 2014 onde o mondo rock alternativo já tem seus novos heróis psicodélicos ingleses: uns certos Temples; mais: janeiro terminando quente (literalmente!) com os indicados ao Oscar, o xoxotaço Rihanna pelada no Rio (e puxando fumo, uhú!), Justin Biba bêbado e maconhado praticando “racha” pelas ruas de Miami (e indo em cana por conta disso), a lenda indie Sebadoh tocando no Brasil, o Vanguart fazendo cover de pagodão, o Ira! de volta e o país que continua amargando ano após ano os mesmos problemas sociais de sempre – Maranhão em chamas, rolezinho nos shoppings reprimido pela tirania preconceituosa da classe média reacionária e babaca, um prefeito bandido e pedófilo no interior da Amazônia etc, etc. (primeiro mega postaço do ano, com PLUS GIGANTE: o novo trio Euphônicos, a “bueiragem” que vem do Recife, a xoxotaça Jully DeLarge estreando seu blog, livros dos Ramones em promoção e mais isso e aquilo tudo) (ampliação e atualização final em 27/1/2014) - você pode ler direto no Zap'n'Roll

NR: Só efetuamos uma pequena correção no nome da banda Kali & os Kalhordas, grafado por Finatti com C em 'Kalhordas". 

***

 
*FESTIVAIS PEQUENOS PORÉM BACANAS AGITARAM O ACRE E MINAS GERAIS NO FINAL/INÍCIO DO ANO – em um período (a semana entre o natal e o ano novo) onde todo mundo só pensa em sair fora, pegar uma estrada e viajar pra alguma praia ou pro interior, e onde quem trampa com produção cultural não se arrisca a promover nenhum evento similar a um festival de música (por exemplo), cidades como Rio Branco (capital do Acre) e a pequenina São Thomé Das Letras (um paraíso turístico idílico de oito mil habitantes, localizado no Sul de Minas Gerais) resolveram inverter essa lógica. Na distante e pacata Rio Branco por exemplo, rolou mais uma edição do já tradicional festival Chico Pop, que carrega em seu nome uma homenagem a um dos primeiros jornalistas de cultura pop do Acre. O evento aconteceu em uma única noite (27 de dezembro) no teatro Plácido de Castro (um dos locais mais tradicionais do circuito cultural da capital acreana) e foi acompanhado de perto pelo blog, que foi até lá a convite dos produtores do festival, os queridos Alexandre Nunes, Aarão Prado e Jully Joyce. Foi uma noite tranquila e bacana de boa música e onde se apresentaram três bandas locais e a convidada de fora Kali & Os Kalhordas (de Porto Velho, Rondônia), um quinteto que tem uma linda (porém muito tímida como vocalista e performer de palco) vocalista e que não economiza nas (ótimas) referências à mpb de Jorge Ben. Mas o grand finale ficou mesmo por conta da curta apresentação dos Camundogs, um dos dois grandes nomes do rock autoral de Rio Branco (o outro, claro, é o Los Porongas) e que anda afastado das apresentações ao vivo já há alguns anos, embora o grupo esteja prometendo soltar material inédito ainda em 2014. Foi emocionante rever alguns grandes sons da banda (que estas linhas bloggers viajantes conhecem desde 2006, quando esteve pela primeira vez em Rio Branco) e seus eflúvios de rock BR anos 80’, emoldurando a voz trovejante do cantor Aarão (que mesmo super gripado naquela noite, ainda conseguiu dar conta de interpretar bem as canções do conjunto). Pode ter faltado um pouco mais de público pra prestigiar o evento (afinal, estávamos na ante-véspera do réveillon) mas o Chico Pop cumpriu mais uma vez seu papel de dar espaço para os novos talentos musicais da região, sendo que quem foi ao teatro se empolgou de verdade e não se arrependeu.// (...)

Kali & Os Kalhordas (acima) mostra suas influências de mpb no festival Chico Pop, que aconteceu no finalzinho de 2013 em Rio Branco, no Acre. 




E NA PRIMEIRA MUDANÇA EDITORIAL DO BLOG EM 2014, ZAP’N’ROLL SE DESPEDE DO PORTAL DYNAMITE ONLINE
Tudo acaba um dia, néan. Um disco chega ao fim, um livro também, um filme idem. A própria existência humana tem um ponto final em algum momento. E este velho planeta Terra que habitamos também irá desaparecer em mais alguns bilhões de anos, segundo previsões dos cientistas.

Com um blog ou site ou portal de internet não seria diferente. Pensa: desde o surgimento da world wide web quantos milhões de sites, servidores, blogs e os caralho surgiram e desapareceram? Alguns duraram tão pouco e foram tão inexpressivos que os internautas sequer deram conta de sua existência na web. Outros construíram um certo nome, reputação e prestígio e duraram um pouco ou bem mais. Mas ainda assim se findaram também.

Com a Zap’n’roll não poderia ser diferente e nem seria nossa intenção que ela fosse perene no portal Dynamite. Pelo contrário o blog durou muito mais do que esperávamos quando o colocamos no ar, ainda sob o formato de coluna semanal, no início de 2003, sendo que a mesma coluna já havia sido publicada durante cerca de dois anos (de 1993 a 1995, lá se vão quase vinte anos!) na edição impressa da extinta revista Dynamite.

Veio então o formato de coluna semanal virtual. Que foi concebido para inicialmente falar de rock alternartivo e cultura pop. Mas com o passar dos anos o blog foi crescendo, foi se tornando cada vez mais lido e comentado, se tornou mega polêmico e passou a abarcar uma gama de assuntos que iam muito além de rock e cultura pop. Zap’n’roll passou então a também falar de política, sociedade, comportamento, sexo, drogas. Sempre opinando de maneira contundente, sempre procurando escrever textos aprofundados e analíticos ao extremo sobre aquilo que queria comentar.

Foi por conta dessa contundência algo exacerbada e de (va lá) alguns “excessos” editoriais cometidos pelo zapper que começaram a haver divergências entre o autor do blog e a direção do portal Dynamite. A situação chegou a tal ponto de tensão que, em julho de 2010, chegou-se a um acordo para por fim ao impasse que havia se criado entre o blog e o Publisher André Pomba (também presidente da Ong Associação Cultural Dynamite, que administra o portal do mesmo nome), por conta do conteúdo editorial que estava sendo veiculado aqui: Zap’n’roll foi desmenbrada em dois endereços distintos. Um próprio na web e o outro já publicado há sete anos na Dynamite online. O endereço próprio passou então a abranger posts semanais e gigantes, cobrindo zilhões de assuntos variados (do rock ao sexo, das drogas à política, da cultura pop em geral à sociedade e ao comportamento) e logo se tornou um estrondoso sucesso de audiência – 2013 foi o melhor ano pro blog nesse sentido, com posts que não raro atingiram mais de 400 “curtidas” (!) em redes sociais, além de receber mais de 80 (!!!) comentários no painel do leitor, também num único post. A Zap da Dynamite, mais modesta, passou a falar apenas de assuntos musicais e com posts semanais menores e tratando de apenas um assunto por vez. Manteve uma boa audiência, mas muito abaixo do novo endereço do blog.


O quarteto Luneta Mágica, de Manaus: uma das grandes descobertas rockers do blog em sua mais de uma década de existência no portal Dynamite online

Assim, após onze anos de publicação no portal Dynamite e convivendo nos últimos quatro com seu endereço próprio e “irmão” na internet, avaliamos o quadro editorial de ambas e também os números de acessos dos dois endereços do blog, e chegamos à conclusão que chegou o momento de dar um ponto final na Zap’n’roll que é publicada no portal Dynamite. E temos o maior orgulho de tudo o que publicamos aqui nesses onze anos de existência, onde cobrimos zilhões de shows nacionais e internacionais, acompanhamos festivais nanicos e gigantes, viajamos por todo o Brasil em busca de novidades musicais (afinal já existem blogs demais viajando pra gringa, pra reportar o que rola por lá, ao passo que poucos desses blogs voltam suas antenas pra música pop e pro rock que rola aqui mesmo, nesse Brasil gigantesco), descobrimos bandas espetaculares (como Vanguart, Luneta Mágica e Euphônicos), vimos o nascimento e morte de inúmeros grupos e movimentos, de tendências e comportamentos os mais variados. E também fizemos inúmeros amigos e ganhamos alguns outros zilhões de inimigos, hehe.

O blog no portal Dynamite se vai então com a sensação do dever cumprido. E no final, como reza o velho clichê, é melhor sair de cena enquanto ainda se é relevante do que desaparecer engolido pela decadência implacável. Foi exatamente isso que o gigante REM (uma das cinco bandas da vida deste blogger eternamente rocker) fez, há três anos: anunciou seu fim, após três décadas de inestimáveis serviços prestados ao rock mundial que importa.

E no final das contas a extinção de Zap’n’roll na Dyna online apenas antecipa, em parte, uma grande reforma editorial pela qual o portal irá passar nos próximos meses. Toda a arquitetura do site (que já está bastante defasada) irá mudar. E quando o novo portal entrar no ar, uma das principais mudanças é que não haverá mais blogs nele.

Por outro lado, a Zap’n’roll em seu endereço próprio (www.zapnroll.com.br) irá continuar com gás total já a partir desta sexta-feira, 24 de janeiro, quando entramos no ar com nosso primeiro post de 2014. E ele vem como sempre gigante e recheado de novidades, comentários e análises sobre os mais diversos assuntos. Fora que nos próximos meses vários projetos com a marca do blog estão engatilhados: um evento musical bacanão e a publicação (enfim!) do livro compilando os melhores posts zappers publicados nesses onze anos de existência. Sendo que até a Zap em seu endereço próprio poderá também deixar de existir ao final de 2014, nunca se sabe. Afinal, como acabamos de dizer aí em cima, é melhor fazer mudanças e sair no auge do que afundar no mar do esquecimento.

Sentiremos saudades sim da Zap’n’roll do portal Dynamite (onde o autor do blog continuará atuando como repórter/colaborador, publicando matérias especiais, coberturas de festivais, resenhas de discos etc.) mas ela já teve seu tempo e agora merece ficar nas boas lembranças daqueles que a acompanharam ao longo desses anos todos. Portanto: comtinuaremos nos esbarramos por aí, nos shows, na vida rock’n’roll e ainda, no endereço próprio zapper, que volta com tudo hoje.

* Obs: e nosso agradecimento eterno ao sempre amado André Pomba, por nos ter acolhido da melhor forma possível nesses onze anos de Zap’n’roll na Dynamite online.


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NA PEQUENA E DISTANTE RIO BRANCO (ABENÇOADA E PROTEGIDA PELA GRANDE FLORESTA) SURGEM OS EUPHÔNICOS
(Eufônico = que tem o som agradável/instrumento de cordas semelhante a um piano, com cordas de harpa)

Os significados descritos por um dicionário ao mesmo tempo pouco importam, mas dizem tudo sobre esse trio que nasceu e existe há pouco mais de um ano em Rio Branco, capital do distante Acre (o Estado do Norte brasileiro verdadeiramente abençoado e protegido pela grande floresta amazônica e “onde o vento faz a curva”, como disse uma vez Aarão Prado, um dos instrumentistas e vocalistas do grupo). E tal qual aconteceu com o cuiabano Vanguart (que até 2005 era um total desconhecido fora das fronteiras da capital de Mato Grosso), hoje a maior banda indie do país, e com o quarteto manauara Luneta Mágica (também praticamente desconhecido fora da capital do Amazonas até 2012 e agora já trilhando o mesmo rumo dos Vangs), o Euphônicos (no caso da banda, grafado com ph) é a grande aposta do blogão zapper para 2014 – e poderá ser mais uma das grandes descobertas musicais destas linhas bloggers poppers, sempre de olho na música que é feita nos mais distantes rincões do Brasil.

Não dá pra dizer que o conjunto formado por Aarão Prado, Brunno Damasceno e Marcos Vinicius é um trio de rock, muito longe disso. Mas também, a rigor, fica difícil “aprisionar” o som que eles fazem em qualquer rótulo estético/musical. Pra começar são três personalidades muito diferentes, musicalmente falando (embora os três sejam amigos inseparáveis de longa data): o jornalista e radialista Aarão (que apresenta um programa na rádio local Aldeia FM e que o blog conheceu pessoalmente em 2006, quando foi a Rio Branco pela primeira vez) é vocalista do grupo Camundogs, um dos dois grandes nomes da cena rock da capital acreana há quase década e meia (o outro é o quarteto Los Porongas, hoje radicado em Sampa), e cuja sonoridade incorpora muito do rock BR 80’, com eflúvios claríssimos de Legião Urbana. Já Brunno é um dos músicos mais conceituados da cena mpb de Rio Branco, e considerado um… sambista (!!!) de mão cheia – uma de suas composições será gravada em breve pela cantora Leci Brandão). Marcos Vinicius, por fim, é um conhecido e respeitado poeta e agitador cultural da cidade.

Se havia diferenças estético/musicais entre os três, elas desapareceram quando a trinca resolveu se unir em um novo projeto musical, batizado Euphônicos. “Aconteceu porque sentimos necessidade de fazer algo novo e completamente diferente do que fazíamos em nossas praias musicais”, explica Aarão ao blog. E ele ainda conta que, a princípio, a despretensão com o projeto era total: “nos reuníamos, cada um escrevia trechos de letras e dava idéias musicais. A partir do material apurado a gente burilava a canção e entrava em estúdio para gravar. E para fazer isso íamos chamando os melhores músicos atuando em Rio Branco para nos ajudar e enriquecer as canções com instrumentos, idéias e arranjos”. Com as músicas sendo concluidas aos poucos, ainda segundo Aarão, a idéia era manter a banda como sendo apenas um “grupo virtual”, que pudesse ser ouvido e curtido na internet. “Não era nossa intenção montar banda e lançar disco”, diz ele. “Mesmo porque há muitas participações na gravação das faixas e seria praticamente impossível juntar todo esse pessoal num palco pra fazer shows. Fora que já estamos ‘véios’ e pançudos, temos nossos empregos e não seria nossa intenção sair por aí, tocando. Pra nós o Euphônicos era importante sim, mas se tratava de uma válvula de escape musical do nosso dia-a-dia”.


O trio Euphônicos, de Rio Branco (Acre): the next big thing do indie rock BR?

Só que todo esse ideário e pensamento do cantor e radialista foi mudando quando o Euphônicos começou a tomar uma dimensão bem maior do que ele imaginava. A cada nova música postada na plataforma Soundcloud o interesse em torno do trio crescia. O próprio blogão zapper, a princípio com “preguiça” de ouvir o som do conjunto (e mesmo com Aarão cobrando o sujeito aqui nesse sentido: “Finas, ouve o Euphônicos, tenho certeza que você vai curtir e sua opinião é importante pra nós”, ele falava via bate-papo do Facebook), caiu literalmente de amores pelo som deles pouco antes de embarcar para sua mais recente viagem até Rio Branco (quando foi acompanhar o festival Chico Pop, no finalzinho de dezembro passado). Ao ouvir pequenas obras-primas inebriantes como “Se é de lágrima”, “Pegadas” (que tem participação especial de outro grande nome da cena musical acreana, a cantora Carol Freitas, que está de amizade “rompida” com o blog por pura bobagem, após uma discussão tensa por telefone; mas não importa: Zap’n’roll continua admirando e adorando a garota da mesma forma, hehe), “Em guitarras e poemas” (que possui uma letra fantástica) ou “Delito”, não deu outra: estas linhas online colocam agora a banda como uma de suas principais apostas na indie scene nacional este ano.

O motivo desta avassaladora paixão do blog pelo som dos Euphônicos? Muito simples: a trinca Aarão/Brunno/Marcos compôs algumas das mais belas canções ouvidas por este espaço rocker virtual nos últimos meses. Fora que todos os três cantam com inflexão poderosa e ultra afinada, as letras são de uma beleza poética e imagética fantástica e a parte melódico/musical do projeto é um show à parte: escudados por músicos talentosíssimos da cena de Rio Branco os três euphônicos engendraram treze músicas (o cd terá quinze no total) que são um escândalo de beleza, melancolia, bucolismo, reflexão e contemplação. Tudo cabe na construção de cada faixa: cordas (violões, bandolins, cavaquinhos), pianos, sopros e até… guitarras rockers. Um dos maiores exemplos de tudo o que está escrito aqui e talvez o momento maior de um disco ele todo incrível, é “A bailarina” (cuja letra está logo mais aí embaixo). Se qualquer produtor musical de algum selo musical ou diretor musical de alguma emissora de tv do Sudeste tiver um mínimo de sensibilidade e ouvir essa música, ele enlouquece e morre no mesmo instante de amores pelo grupo. E isso não é exgero desta espaço rocker blogger.

Com a repercussão em torno do projeto aumentando a cada dia, não houve como escapar: os Euphônicos decidiram que não dá mais pra ser apenas uma banda “virtual”. Irão lançar sim um disco (primeiro na web, depois em cd físico). E o show de lançamento do dito cujo deverá acontecer em maio próximo, em Rio Branco (e se nada der errado até lá, o blog estará novamente na capital do Acre pra prestigiar pessoalmente o evento). Até lá você ainda vai ouvir falar bastante deles por aqui. Mas por enquanto fica a nossa certeza: Euphônicos é (só depende deles) o próximo grande nome da cena independente brazuca, descoberto por estas linhas zappers. Podem acreditar nisso!

Zap’n'roll e o músico e vocalista Aarão Prado (das bandas Euphônicos e Camundogs), pelas ruas de Rio Branco, capital do Acre, no final de 2013


* Para saber mais sobre os Euphônicos, vai lá: https://www.facebook.com/euphonicos. E para ouvir as músicas do primeiro disco do grupo, vai aqui: https://soundcloud.com/euphonicos.

EUPHÔNICOS – UMA LETRA

A bailarina
Enquanto ela dançava
Seus pés adormeciam Dançava sem depois Enquanto ela dançava
De olhar entristecido Dançava sem um par
Não teve como não
Chorar em pausas
Sonhos no coração
E os pés na valsa
E ela só errou e amou demais Fez da sua dor seu sol, seu cais
Pouco importa o que ficou pra trás
Já podia abrir os olhos Dançando por tudo isso
E os sinais
Que fazem do destino a sina Rodopios no salão
Da mais triste Bailarina
Enquanto ela dançava
Pra sempre anoitecia Dançava sem notar
Que as marcas não sumiam Tão longo era um caminho Dançando pra chegar
Não teve como não
Sorrir chorando
Os pés que vem e que vão Dançam seu tango
E ela só errou e amou demais Fez da sua dor seu sol, seu cais
Pouco importa o que ficou pra trás
Já podia abrir os olhos Dançando por tudo isso
E os sinais
Que fazem do destino a sina Rodopios no salão
Da mais triste Bailarina

* Pra ouvir “A bailarina”, vai aqui: https://soundcloud.com/euphonicos/4-a-bailarina.

 (...)

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 27/01/2014, às 17hs.)

domingo, 26 de janeiro de 2014

Foi Show: Emília Monteiro

Fotos: Sergio Malcher



Foi show a primeira apresentação de Emília Monteiro em Belém. A amapaense, com ligações familiares com a capital do Pará (terra de seu avô), lançou ontem na cidade seu CD Cheia de Graça, lotando o auditório do SESC Boulevard. 


Ao lado da Banda Boto (formada apenas por músicos do Amapá), Emília mostrou alguns dos principais sucessos do disco, como "Córrego Rico" e "Descalço" (destaco "Mandacaru", com tintas mais roqueiras que a gravação, que abriu o show e depois foi o único número do bis, e "Coisinha", onde foi notável a mudança de clima da interpretação de Emília, combinado com o arranjo e a efeitos na luz, na parte que começa O dono mandou me chamar, coisinha....). 

Emília praticamente não parou de dançar, convidando 
sempre o público a fazer o mesmo. Poucos fizeram.


Fora do repertório do CD, cantou "Proposta Indecente", de Dona Onete, gravado por Aíla em dueto com a autora (outra que na segunda parte teve uma pegada bem roqueira. Sentada a meu lado na platéia, Dona Onete comentou comigo: Minha música virou rock!), "Pimenta com Sal", de Eliakin Rufino, e, já perto do final, "Ai Menina" (Lia Sophia) e "Sinhá Pureza" (Pinduca). Esta parte final, mais agitada, foi coroada com uma brilhante execução de "Mão de Couro" (Val Milhomem - Joãozinho Gomes), onde Emília abriu e encerrou fazendo em vocalise a parte dos metais na gravação, e onde bateria e percussão fizeram com que por breves minutos o SESC Boulevard se tornasse um pouco o Curiaú. Foi merecidamente um dos números mais aplaudidos. Aliás, a banda deu um certo ar de marabaixo a quase todo o show (com exceção das passagens roqueiras).

Emília impagável ao simular a disputa com Dona Onete
por um moreno em "Eu Quero esse Moreno pra mim"


Pouco antes de chamar Dona Onete ao palco, Emília cantou "Veneno de Cobra" e aproveitou para contar de sua surpresa ao se deparar com um vídeo de Onete no YouTube, na época da pesquisa de repertório para Cheia de Graça. Encantada, conseguiu o contato da compositora e lhe telefonou, pedindo para gravar o "Moreno Morenado". Onete disse que não seria possível, pois "esse moreno já está comprometido comigo e com o Terruá Pará". Mas pediu que Emília não ficasse triste, pois Onete faria outro moreno especialmente para ela. Qual não foi a surpresa de Emília ao receber de Onete, dois dias depois, a música "Eu Quero Esse Moreno pra Mim"! Este foi um dos pontos altos do show; diferentemente do CD, onde Onete apenas participa com falas, aqui as duas cantaram juntas, simulando de fato uma disputa pelo tal moreno dos olhos verdes. 

"Olha lá Dona Onete, não é ele que vem chegando?
O moreno dos olhos verdes?"


Onete também cantou, sozinha com a Banda Boto, o "Moreno Morenado" (que arrancou suspiros da ala feminina da platéia), e, com Emilia, o grande sucesso "Jamburana" (com Onete 'regendo' as subidas e descidas de Emília nos trechos e o jambu vai descendo, vai descendo... e o jambu vem subindo, vem subindo...). 

Dona Onete também me comentou sobre a presença de palco de Emília, que lhe lembra, nesse quesito, a postura cênica de Fafá de Belém. E disse que prevê um belo futuro para sua afilhada artística. Assim esperamos!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Stress lança single "Heavy Metal é a Lei"

A banda Stress, de Belém, pioneira do heavy metal no Brasil, lançou ontem single no qual homenageia o estilo que a consagrou - conforme o grupo comenta no Soundcloud, o som, que fará parte do novo álbum a sair este ano, é "um Hino aos Roqueiros/ Headbangers do Brasil". 

A nova música tem potencial para isto, tanto pelo tema pesado, bem conduzido pelas guitarras, quanto pela letra, cantada num vocal surpreendentemente em primeiro plano e claríssimo de entender, algo raro no estilo, com o eu-lírico contando como se apaixonou pelo rock: O sangue na veia, eu quero metal, na minha cabeça heavy metal é a lei! Heavy metal é a lei!, diz o refrão. 

Ouçam o som, lançado ontem com exclusividade pelo site Metal Pará 



quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Fernanda Takai divulga "Seu Tipo", parceria com Pitty

Fernanda Takai anunciou ontem, via Twitter, o lançamento de sua parceria com a baiana Pitty:

"Seu Tipo" é a primeira faixa divulgada do CD Na Medida do Impossível, quarto disco solo de Fernanda, que sai em março. O disco está sendo gravado em Belo Horizonte, no estúdio 128 Japs, com produção de John (Pato Fu). 

A canção, cujo eu-lírico se apresenta como alguém que se importa com os outros e capaz de pequenas gentilezas (sendo, portanto, a pessoa ideal para estar ao lado do ser amado), foi postada no Soundcloud da gravadora Deckdisc ontem e já foi ouvido mais de 7 mil vezes.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Debate Som do Norte: Depois de quanto tempo dá pra dizer que uma banda acabou?


Algumas bandas anunciam formalmente o encerramento de suas atividades - em geral, são grupos já com uma certa trajetória, que se sentem, assim, na obrigação de prestar contas a seus fãs. Já outras bandas simplesmente vão sumindo do noticiário, da publicação de novos eventos, param de atualizar seus espaços na internet... e fica aquela dúvida no ar: a banda acabou ou "só tá dando um tempo"?

Enfim, o Debate Som do Norte quer ouvir de você: 

Depois de quanto tempo de inatividade (sem fazer shows, lançar novas músicas, atualizar perfis online etc) é possível dizer que uma banda acabou? Ou só se pode ter certeza se os ex-integrantes fizerem um comunicado oficial?

Vamos manter um link para o post no topo do blog, na lateral esquerda, até o domingo, 26. A idéia é ter um novo tema de debate a cada semana, isto, claro, se vocês curtirem a idéia e participarem do debate, senão não faz sentido. 

Com a palavra: vocês! 

Agenda Belém: The Baudelaires e convidados


Lari Xavier e Ricardo Maradei, além das bandas citadas no cartaz, integram A Volta do Astronauta. Aliás, a Stereoscope anunciou o fim de suas atividades em 2012.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Nova página: Agenda

Amig@s, a partir de hoje os blogs Som do Norte, Jornalismo Cultural e Rapidola @SomdoNorte passam a ter na parte superior um link intitulado "Agenda", que vai reunir todos os eventos já anunciados nos dois primeiros blogs que ainda não tenham acontecido. Ou seja, vão estar ali da forma como até sexta, 16, vinham saindo no Rapidola.

O fato é que, como programamos o envio das postagens do blog Rapidola @SomdoNorte para assinantes via FeedBurner, estávamos com um problema devido ao tamanho dos posts, já que aquele serviço só faz o envio se a postagem não ultrapassar 573 kb. Tanto que o último envio realizado aconteceu no dia 10 de janeiro.

Como nossa idéia não é noticiar menos eventos - ao contrário, quanto mais, melhor! -, decidimos adotar então esta solução que nos parece contemplar o interesse de todos: o número de eventos incluídos na postagem atualizada do blog Rapidola @SomdoNorte fica limitado a 10, enquanto nos links "Agenda" dos nossos blogs ela estará completa.

OBS: a referida página será tirada do ar em 27.1.14, considerando que, mesmo com a providência de limitar os eventos no Rapidola postado no blog o FeedBurner passou a enviar a atualização, logo não tem porque termos todo esse trabalho em função de algo que não faz o que deveria. A partir de 26.1, todos os assinantes que haviam se inscrito via FeedBurner passam a receber o Rapidola por e-mail, e a Agenda10 vai estar completa no e-mail e no blog. 

sábado, 18 de janeiro de 2014

Paes Loureiro lança livro em homenagem ao Quem São Eles

Bonita festa marcou ontem o lançamento do novo livro do poeta João Jesus de Paes Loureiro, Romanceiro do "Quem São Eles", versão poética dos principais fatos da trajetória da tradicional escola de samba paraense fundada em 1946. O evento foi realizado no Teatro Estação Gasômetro (Belém). Apesar da já conhecida péssima acústica do local, o público se esbaldou ao som da bateria-show da escola (anunciada como "Orquestra de Percussão"), que acompanhou os cantores da agremiação apresentando seus principais sambas, como vemos nas fotos abaixo. Toda a venda da obra será revertida para os preparativos da escola para o Carnaval 2014. 



Na primeira parte do espetáculo, a Cia. Moderno de Dança apresentou o espetáculo Serpentinas e Poesia, homenageando Eneida (carnavalesca nascida no Pará que se radicou no Rio de Janeiro) e o próprio Paes Loureiro.



A garotinha chamou a atenção sambando 
na arquibancada ao lado da mãe

Assista o clipe "Manhã de Janeiro", de Renato Torres




Ontem, o cantor e compositor paraense Renato Torres lançou no YouTube o clipe da canção "Manhã de Janeiro", parceria sua com Edir Gaya. O vídeo foi gravado em julho passado na Serra do Cipó, em Minas Gerais, por Fabiana Leite, que também captou o áudio direto. Isto permitiu a incorporação ao vídeo do som ambiente (passarinhos cantando, pessoas se jogando na água, árvores balançadas pelo vento...) num resultado que acaba somando à beleza poética das imagens de natureza, mais o epílogo de quase um minutos após o término da música, tudo contribuindo para resultar num clipe belíssimo. A melodia lembra um pouco o Clube da Esquina, até pelo começo inesperado, sem introdução.

O lançamento do clipe não está associado ao de nenhum correspondente fonográfico (single, EP, CD), mesma estratégia adotada ao passado tanto pela cantora Joelma Klaudia ao lançar o clipe de "Povo Daqui" (que, curiosamente, também é uma composição de Edir Gaya, em parceira com Cacá Farias), quanto pela banda Strobo com "Non Sense". Ainda são poucos exemplos para se falar em "tendência de mercado", mas não deixa de ser interessante como opção, já que, a meu ver, quando artistas/bandas concentram o lançamento de muita coisa na mesma data, o público e a imprensa acabam optando por se concentrar em uma delas, deixando as demais em segundo plano.


The Tump lança "Anabelle"


The Tump lançou ontem no Soundcloud sua nova canção, "Anabelle", para audição e download. Na letra, o eu-lírico se dirige a Anabelle, que pelo visto mudou muito suas atitudes de uma hora para outra: Às vezes eu olho e não te reconheço...Quando você vai voltar a ser gente? O que te faz ser tão diferente... indecente? 

Formado por Alex Lima (baixo e voz) e Bárbara Lobato (baixo e voz), que complementam o som com baterias programadas, o grupo da cidade paraense de Peixe-Boi se destaca por fazer um som roqueiro sem o uso de guitarras.



Na Rede: Rádio Manifesto Norte divulga a Lista dos Melhores do Ano




A Rádio Manifesto Norte – O Espaço da Música Independente, que há quase 2 anos vem divulgando e apoiando a cena independente do Amazonas, da Região Norte/Nordeste, divulga os Melhores da Música em 2013.

Os artistas e bandas da lista foram escolhidos por um júri composto de jornalistas, músicos, críticos, produtores culturais, dono de estúdio e distros, parceiros, colaboradores e da equipe de apresentadores da Manifesto Norte.

A única exceção aconteceu na categoria “Melhor Disco do Ano – Escolha da Audiência”, votação feita na enquete do site da Manifesto Norte, na qual o público escolheu “Essência”, da cantora Kely Guimarães como Melhor Disco de 2013.

A festa da entrega do Prêmio Manifesto 2013 está confirmada para o fim de março, o local e a data será divulgado em breve. O evento terá show de bandas locais e da região norte.


Confira a lista completa:


Melhor Disco de Rock:  “Nervo” – Infâmia

Melhor Disco de Indie Rock: “Adulterado” – Gasoline Bass


Melhor Disco de Hardcore: “Eu Digo Não” – Protestantes HC

Melhor Álbum de Heavy Metal: “Alchemy of Caos” – Mystical Vision

Melhor Disco de Rock/Pop: “Dias de Guerra” – Essence

Melhor Disco de MPB: “Essência”- Kely Guimarães

Melhor Cantora: Kely Guimarães Melhor

Capa de Álbum: “Nervo” – Infâmia

Melhor Disco do Ano: “Nervo” – Infâmia

Melhor Disco do Ano – Escolha da Audiência: “Essência” – Kely Guimarães


Hit Manifesto: “Cadaver de Puta ”- Os Acossados 



Melhor Disco/EP (Região Norte): “Janela de Reentrada” – Sasaki Filho

Melhor Single/Região Norte: “Mais da Vida” – Vinicius Tocantins & Os Afluentes

Melhor Show do Ano: Brutal Exuberância no 2º Festival Amazonas Rock

Eventos de Rock: Vinil Rock Live / Mamas Rock

Melhor Festival de Música: 2º Festival Amazonas de Rock


Melhor Disco/EP Nacional: “Twenty Years Singles” – The Concept

Single Nacional: "Karma Girls" - Jenni Sex

Melhor Disco Internacional: “The Next Day” – David Bowie

Melhor Single Internacional: “Jubilee Street”- Nick Cave

Melhor VideoClipe Nacional: "A Dois" - Los Porongas

Melhor Site e Blog Local: Drifter Rock

Melhor Site ou Blog Nacional: Tenho Mais Discos Que Amigos

Melhor Revista Local: Sirrose

Melhor Revista Nacional: Noize

Melhor Web Rádio Nacional: Antena Zero

Melhor Programa de Rádio FM: Alta Frequência – Amazonas FM

Banda Revelação: I9 Rock

Aposta Manifesto: Rolleta Rock

Banda do Ano: Os Playmobils

Prêmio Manifesto Norte Especial: Selo Som Independente Records


Conexão Fortaleza

Melhor Disco do Ano: “Existencial” – Andes

Melhor Vídeo: “Devaneios” – Sátiros


Conexão Roraima





DA REDAÇÃO
manifestonorte@gmail.com
* Publicado originalmente no site www.manifestorock.com
em 17.1.14