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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Elisa Maia lança primeiro EP: Ser da Cidade




Encerrando um ciclo pra continuar outro maior, desconhecido, imprevisível, instigante... entregando e também apresentando músicas que me acompanham há tanto tempo, com uma ‘cara’ enfim definitiva, que me representa. O Ep faz essa vez: de ir à frente, abrindo o caminho para o que ainda há de vir, que é o disco/álbum completo. Sem pressa, sem pressão, mas com um norte mais definido e com um monte de gente conectada pela música”. 

É assim que sente a cantora Elisa Maia ao lançar, na quarta passada, 13 de novembro, seu primeiro registro solo de estúdio, o Ep Ser da cidade, disponível para download gratuito em sua página no site Toque no Brasil: elisamaia.tnb.art.br.

Entregando, para quem já conhece as músicas que faziam parte de seu repertório de shows em Manaus (AM) há pelo menos três anos, uma versão enfim registrada em estúdio, com uma leitura mais definitiva das influências e referências que circundam o universo musical da cantora, mas também apresentando seu trabalho para um público ainda a ser atingido, conquistado, o EP traz 5 músicas compostas por Elisa Maia - ‘Me chama pra pista’, ‘O que é melhor’, ‘Para musos’, ‘Falta’ e ‘Ser da cidade’, gravadas num processo que envolveu músicos e parceiros de Manaus (AM), Belém (PA) e Rio de Janeiro (RJ).
A escolha do formato EP, bem como a plataforma de lançamento (online e gratuita para download, mobilizando divulgação nas redes sociais), reflete a maneira com que a cantora enxerga seu posicionamento no mercado atual, onde a velocidade e o acesso à informação é cada vez mais rápido, apostando assim, na construção de sua trajetória musical como um processo contínuo, dando passos do tamanho que acredita ser possível, sustentável.
Sob a perspectiva de projeto, a gravação juntou parceiros interessantes que assinam a produção musical e a mixagem: respectivamente Leo Chermont (da nova geração de promissores músicos paraenses e guitarrista da banda instrumental Strobo) e do carioca Alex Moreira (veterano produtor, indicado duas vezes ao Grammy, que também faz parte da banda Bossacucanova, que repagina a bossa nova utilizando a música eletrônica). 
O instrumental das faixas foi produzido e gravado em Belém, A gravação de voz, que teve acabamento fino sob a tutela da preparadora vocal e cantora Cris Delanno (Bossacucanova), foi feita no Rio de Janeiro. A produção executiva ficou a cargo do Coletivo Difusão, grupo de Manaus do qual a cantora faz parte e da Casa Fora do Eixo Amazônia, situada em Belém.  
Turnê - O EP abre passagem para o que será o primeiro álbum solo da cantora. Elisa volta a Belém em janeiro de 2014 para finalizar as outras músicas que irão compor o trabalho. O lançamento do disco completo está previsto para depois do carnaval. Mas antes disso, Elisa Maia sai pela primeira vez em turnê e o destino é a sua própria região, o Norte. Estão previstos shows em seis capitais (Belém, Macapá, Porto Velho, Rio Branco, Boa Vista e Manaus) até o final do ano, com o objetivo de divulgar o EP, conquistar novos públicos e conectar produtores e agentes culturais do norte do país.

Sobre a sonoridade, a cantora prefere deixar para o ouvinte tentar decifrar o caldeirão de influências que permeou não só o processo de produção e gravação, capitaneado pelo produtor musical do trabalho, o músico Leo Chermont, e os músicos que gravaram as canções, mas também tudo o que a cantora, ao longo de cinco anos, vem desenvolvendo. 
Em seu trabalho solo Elisa busca sua ‘cara’ e identidade, como um reflexo de sua própria trajetória musical, que inclui 10 anos de estudos na música erudita, a fase (que nunca passou) rock’n’roll na adolescência e oito anos marcantes como backing vocal da banda de reggae Johnny Jack Mesclado, com quem gravou dois discos (“Que Jah Abençoe” e “Luz de raiz”). Alguns elementos já eram claros e serviram de base para a produção: música com alma negra, seja ela brasileira (samba), americana (soul e rock ’70), jamaicana (reggae, dub)!
Biografia - A história da cantora e compositora amazonense Elisa Maia com a música tem raízes no seu cotidiano, já que a mesma é uma paixão compartilhada em família desde a infância. Mas é sobre a cidade onde nasceu e mora – Manaus – e seus aspectos contrastantes (o calor e a umidade da floresta Amazônica, os caminhos sinuosos dos rios, o pólo industrial, o trânsito, o caos e a noite quente), que a cantora, também com o olhar de Arquiteta que é, ‘coloca sua moldura’ e ‘pinta seu quadro’ em canções que falam de relações/aspirações inerentes a qualquer grande cidade do Brasil e do mundo.

Há 13 anos trabalhando profissionalmente com música, Elisa Maia tem cinco anos de pesquisa e desenvolvimento de seu trabalho solo, na perspectiva da autogestão, mas sempre com o firme propósito de conectar músicos, produtores e agentes culturais nas ações que desenvolve. Em sua atuação no Coletivo Difusão, trabalha a música sob a perspectiva da produção cultural.
O álbum completo está sendo viabilizado através dos editais que foi premiada - “Microprojetos na Amazônia Legal” (Ministério da Cultura) e Proarte (Programa de Incentivo à Arte do Governo do Amazonas).

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