Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

sábado, 30 de novembro de 2013

Mapeamento 2013: Bazar



93

Banda - Aeroplano
Cidade/ Estado - Belém (PA)
Single
Gênero/ estilo - rock
Data do lançamento - 26.11.13

A banda paraense Aeroplano lançou nesta semana a primeira amostra do segundo CD, Ditadura da Felicidade, que já está gravado. O single foi produzido por Diego Fadul no estúdio Ataque da Baleia (Belém), com a participação especial de Camillo Royale (Turbo) nos vocais. O quinteto (desde o ingresso do guitarrista Erik Lopes) mantém no single uma certa leveza pop que é característica de seu rock. A letra do vocalista Eric Alvarenga aborda o modo de vida atual, dinâmico sim, porém que nos leva a descartar sentimentos, que poderiam muito bem ser arrumados no bazar do qual fala o título. O novo CD será lançado apenas em 2014. 

Onde ouvir e baixar www.soundcloud.com/aeroplano/bazar-single-dezembro-2013

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Foi Show: Se Rasgum 2013

Com um certo atraso, reconhecemos, entregamos a nossos leitores a cobertura @SomdoNorte da oitava edição do Festival Se Rasgum, acontecido em Belém de 12 a 16 de novembro. Na primeira noite, fui ao Teatro Gasômetro e entrevistei Arthur Nogueira e Jards Macalé após seus respectivos shows. Minha intenção era fazer também uma resenha de ambos, mas diante da publicação, poucas horas após o show, de texto do colega Adriano Mello Costa em seu blog Coisa Pop (http://coisapop.blogspot.com.br/2013/11/arthur-nogueira-e-jards-macale-viii.html), vi que muito pouco eu poderia acrescentar. Optei portanto por compartilhar com os leitores do blog a cobertura via Twitter que eu fizera simultaneamente ao próprio show. Na seqüência, texto e fotos de Raissa Lennon sobre as três últimas noites do evento, realizadas no Hangar. Nenhum de nós pôde ir no segundo dia, cujos shows foram no anfiteatro da Estação das Docas. (Fabio Gomes)

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12.11 - Primeira noite do Se Rasgum 2013 - por Fabio Gomes


Arthur Nogueira e Jards Macalé
(foto: Adriano Mello Costa)


Arthur Nogueira: "Está aberto o Festival Se Rasgum" (12/11, 20h53) *** Arthur Nogueira canta "$ Cara", de Marina Lima e Antônio Cícero (20h55) *** O show de Arthur Nogueira acontece agora no Teatro Gasômetro (Belém)(20h56) *** Arthur é acompanhado por Renato Torres ao violão no show com muitas músicas do CD Mundano (21h) *** Arthur mostra parceria com Renato Torres: "Gratuito", os dois cantam (21h02) *** Arthur agora faz um quase-rap sobre o Rio de Janeiro (21h07) *** Arthur apresenta tema ainda inédito que fez no Rio: "Por um Fio" (21h13) *** Arthur Nogueira lê poema de Antônio Cícero (21h16) *** Arthur Nogueira canta "Nature Boy", em inglês (21h20) *** Arthur Nogueira deixa o palco, encerrando o primeiro show do Se Rasgum 2013 (21h26) *** Acabamos de entrevistar Arthur Nogueira, em breve no @SomdoNorte - cobertura #serasgum (21h35) *** Ana Clara Matos anuncia o show de Jards Macalé  (21h38) *** Macalé muito aplaudido ao tirar o chapéu para Belém (21h40) *** Teatro cheio para aplaudir Jards Macalé (21h43) *** Macalé faz show no formato voz e violão (21h45) *** Macalé ovacionado ao final de cada música (21h52) *** Nada de papo: Macalé quas nem faz pausas entre as músicas (21h55) *** Macalé cita "Dezessete e Setecentos", de Luiz Gonzaga (21h57) *** Clássico: Macalé canta "Mal Secreto" (22h01) *** Macalé anuncia um rock: toca "Blue Suede Shoes", sucesso de Elvis (22h06) *** Outro clássico: "Vapor Barato" - Macalé pára a música e conta histórias de Waly e Gal (22h17) *** Público de Belém canta "Vapor Barato" (22h19) *** Macalé fala da música "Gotham City" de 1969 vaiada no FIC e canta a canção, pedindo vaias (22h23) ***  Público vaia Macalé - e agora aplaude (22h28) *** Macalé põe na cabeça o chapéu que ganhou de Moreira da Silva (22h29) *** Macalé canta "Acertei no Milhar" (22h30) *** "Orora Anarfabeta" muito aplaudida (22h34) *** "Pedreiro Valdemar" em homenagem a Amarildo (22h35) *** "Positivismo" de Noel Rosa e Orestes Barbosa - Macalé pede a palavra amor na bandeira do Brasil! (22h41) *** Macalé chama Arthur Nogueira ao palco para tocarem "Último Desejo", de Noel Rosa (22h47) *** Público canta "Último Desejo" (22h50) *** Macalé homenageia Dominguinhos: "Só quero um xodó" (22h57) *** That's play that! (22h59) *** Bis: Jards Macalé canta "Juízo Final" de Nelson Cavaquinho. (23h05) *** Se o @SomdoNorte entrevistou o Jards Macalé? Claro que sim! (13/11, 0h28)






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14.11 - Terceira noite do Se Rasgum 2013 - por Raissa Lennon (texto e fotos)



Tulipa Ruiz

“Na primeira vez que eu estive aqui, eu só tinha 11 músicas para tocar. Agora, eu tenho 22. Que emoção! Porque rola uma expectativa: ‘Ah será que ela vai tocar aquela tal música’!”, comentou risonha durante o show a cantora paulistana Tulipa Ruiz, que era a atração principal no primeiro dia do Festival Se Rasgum no Hangar, na quinta-feira, dia 14. Foi a terceira vez que ela se apresentou em Belém, e com uma hora de música, Tulipa misturou um repertório de canções do seu primeiro álbum “Efêmera” (2010), e do segundo “Tudo Tanto” (2012) como: “Só sei dançar com você”, “A ordem das árvores”, “É”, “OK”, “Cada Voz”, “Expectativa”, e outras. Em “Víbora”, a cantora fez uma performance impecável com os seus famosos agudos e gritinhos característicos.

Outro destaque da noite foi o grupo baiano Vivendo do Ócio, responsável por empolgar o público. A banda formada por Jajá Cardoso, Dieguito Reis, Luca e Davide Bori, está em fase de divulgação do disco “O Pensamento é Um Imã”, lançado ano passado. As faixas “Radioatividade” e “Nostalgia” são os hits do álbum e proporcionaram o ponto alto do show. O paulistano Pélico, a atração internacional Alex Minoff, dos Estados Unidos, e as paraenses The Baudelaires e All Still Burns também marcaram presença com ótimos shows na véspera do feriado da Proclamação da República.

O espaço no Hangar teve dois palcos com shows intercalados entre o Salão B e o Deck, este último com apresentações de DJs e bandas. Todas as três noites no Hangar começaram com um especial do lendário programa de rádio Visagem, da Cultura FM (Belém), com Ricardo “Moebius” e Guará Brito, com discotecagem, leitura de textos e performances no palco montado no Deck. Além disso, no mesmo ambiente houve exposição de mapping e vídeo da artista Roberta Carvalho. Como nos anos anteriores, uma Feira de Música e Arte foi montada na entrada do Salão B, com venda de discos, material dos artistas locais e das bandas que se apresentam no Festival, além de artigos de moda independente.

15.11 - Quarta noite do Se Rasgum 2013 - por Raissa Lennon (texto e fotos)


Tom Zé

Baiano, 77 anos,  Tom Zé começou a sua carreira no final da década de 60, e mesmo com tanto tempo de estrada essa foi à primeira vez que o cantor tocou em Belém. Com experiência de sobra, era de se esperar que ele estivesse bem à vontade no palco. Começou logo pulando, muito animado, vestindo uma capa vermelha, com um rabo, fazendo referência a figura do diabo. Irreverente, durante o show tirou a capa, e resolveu colocar uma calcinha. “Acho que é mais difícil tirar do que colocar isso aqui”, brincou.


Muito brincalhão e falador, Tom Zé não se cansou de contar histórias ao público de Belém, que se amontoava para tentar vê-lo melhor, já que o palco estava bem baixo, assim como a estatura do cantor baiano. Aliás, este foi um dos poucos shows que, quem quisesse chegar mais perto do palco para tirar uma foto provavelmente não conseguiria. Entre as histórias, ele contou que saiu com Gaby Amarantos para uma festa de aparelhagem, elogiou os jornalistas de Belém que o entrevistaram, falou sobre Janis Joplin e mencionou a felicidade de estar tocando na Amazônia. “Cantem alto, se não eles vão pensar que vocês estão com medo”, instigou o músico, entre uma de suas músicas de protesto. Entre as canções, tocou os sucessos “Tô”, “Jacaju” e “O Amor é um Rock”. Saiu do palco em alto estilo, gritando várias vezes a palavra “Pará!”.

Antes de Tom Zé, o heavy metal paraense do Madame Sataan começou a noite com guitarras nervosas. A banda argentina Los Peyotes também deu um ritmo contagiante ao dia. Os integrantes conversaram rapidamente com a reportagem do Som do Norte e disseram que “estavam muito felizes por tocar no festival”. Fizeram uma foto exclusiva para o blog e continuaram a rondar por lá, no decorrer da programação.

Los Peyotes posam para o blog


A carioca Bárbara Eugenia, com seu estilo fofo - tanto que subiu ao palco com um coração pintado no rosto - foi muito simpática com o público. Ela convidou o cantor Pélico, que havia se apresentado na noite anterior, para uma participação especial. 

Pélico e Bárbara Eugenia


16.11 - Quinta noite do Se Rasgum 2013 - por Raissa Lennon (texto e fotos)


Mukeka di Rato

Diferentes dos outros dois dias, o terceiro estava visivelmente com um público mais reduzido. Só que isto não fez com que a roda punk formada no show do Mukeka di Rato fosse menos intensa ou empolgante. Os garotos do Espírito Santo agitaram muito a galera na última noite de festival, após cinco dias, três no Hangar. Tanto, que durante a apresentação, só se via as pessoas “voando” sobre as cabeças do público. Foi o único show que deu trabalho aos cerca de quinze seguranças do Hangar estavam lá para fazer barreira e impedir a passagem das pessoas ao palco. “Tira a grade!”, alguns gritavam. O vocalista da banda, Sandro, até falou preocupado no meio do show. “Calma gente, vamos respeitar os seguranças que estão fazendo o seu trabalho”. E não teve jeito, neste show ninguém conseguiu furar o bloqueio. Mas antes disso, a banda paraense Delinquentes tocou sem grades, e arrebentou no palco, trazendo a participação especial de Camillo Royale (vocalista da banda Turbo).

Camillo Royale com banda Turbo

Para contrapor o som agitado, o produtor e músico Kassin se apresentou com uma vibe bem mais leve e tranqüila, para divulgar o seu novo disco solo “Sonhando Acordado”.  O músico também fez parte da estréia da noite, a do grupo Manoel Cordeiro e Os Desumanos. O guitarrista paraense, de 58 anos completados no último dia 8, estreou no Se Rasgum sua nova banda, que tem como integrantes seu filho Felipe Cordeiro, o músico e produtor Liminha, o já citado Kassin e o baterista francês Stephane San Juan. O público presente no Hangar se encantou com a sonoridade da guitarrada do novo grupo. Os Desumanos fizeram uma mistura bem interessante de lambada, cúmbia, carimbó e outros ritmos.


Manoel Cordeiro e Os Desumanos

No último show do festival, já era possível ver carinhas cansadas, mas ainda sim, a vibração eletrônica e peculiar do baiano Lucas Santtana animou a galera. Um dos poucos músicos que quebrou o protocolo e tocou mais de 1h30, acatou o “bis” do público e voltou para cantar mais três músicas. “Ela é Belém” foi uma delas, composta especialmente para Belém do Pará. Tocou também junto com o paraense Pio Lobato, em uma canção feita em sua homenagem, chamada “Recado para Pio Lobato”. 

Pio Lobato (à esquerda) com Lucas Santtana (ao fundo)


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Foi Show: Música Popular Roqueira

Texto e fotos: Raissa Lennon,
de Belém
                                                                                    


A noite foi de festa e comemoração, no último sábado, dia 23, no lançamento do disco Música Popular Roqueira, da cantora Iza. O evento foi repleto de surpresas e participações especiais.

O cantor Elder Effe abriu a noite, e junto com sua banda, tocou canções do álbum As Crônicas do Bandido. Além disso, brindou o público ao tocar “Central”, um hit de sua antiga banda Ataque Fantasma. 

Elder Effe

Em seguida, a enérgica banda Turbo, fez mais um show vibrante tocando clássicos como “Um anjo do coração looser”, “Eu sou feio, mas ela gosta de mim” e “Fator Yoko”. Iza participou cantando "Ensina-me" com Camillo, que comentou:

A gente está muito feliz com o lançamento do disco da Iza. Ainda mais com uma festa maravilhosa dessas, com a presença de um monte de amigos...

Iza e Camillo (Turbo)


O show mais esperado da noite logicamente era o de Iza e sua banda “Os Agregados”, atualmente composta por Carlitos (bateria), Ivan e Marcos (guitarra) e Raoni (baixo). O quinteto apresentou a íntegra do novo CD Música Popular Roqueira, contando com alguns convidados escolhidos entre os mais importantes nomes da cena paraense. Começando por Marcel Barretto que deu um toque especial com sua guitarra em “Deleta-me”. Já em “Chanson”, quem subiu ao palco foi Jayme Katarro (vocalista dos Delinquentes), fazendo uma participação ousada: cantando em francês. “Eu queria dizer que eu mal sei português, e a Iza me faz cantar em francês, só ela mesmo”, brincou Jayme.

Jayme Katarro (Delinquentes)
e Iza

Antes de cantar “Minha menina”, Iza anunciou: “Essa é a música mais especial da noite, porque é em homenagem a minha mãe, que foi a grande apoiadora desse disco”. Outro momento marcante foi o duelo de baixos que rolou na música “Filme Noir” com a participação do baixista Ariel Andrade (ex-The Baudelaires). Já em “Chuva”, o convidado foi Luís Sick (das bandas A Válvula e Aerolito). Durante o show, Iza agradeceu muito aos músicos e às pessoas que apoiaram o seu trabalho. E para terminar a noite em alto nível, o público ainda pôde curtir o metal da banda Navalha.


 “Isso aqui é a realização de um sonho”, comentou Iza, após o show. A cantora contou que o processo de produção do disco foi lento, “cozido em fogo baixo” e retrata experiências vividas por ela. “As músicas ganharam um tom poético, dramático e meio cômico até. Essa necessidade de musicar experiências e pensamentos deve ter sido a inspiração pra lançar esse disco”, disse. “Agora eu já estou pensando no próximo álbum”, soltou ela, sem maiores detalhes.   

Agenda Ananindeua: Pré-Lançamento do documentário Rádio 2000



Há 10 anos, o rock independente explodiu em Belém com várias bandas e hits que marcaram a história de uma geração. Para eternizar aquele momento, o músico e publicitário Erik Lopes (da banda Aeroplano) decidiu entrevistar os artistas, produtores, jornalistas e fãs que vivenciaram toda a efervescência dessa época. O resultado das entrevistas e das pesquisas estará no documentário Rádio 2000O projeto teve apoio do IAP e será lançado em dezembro.
No dia 1º de dezembro, às 18h, na Cidade Nova I, no bar Mat-Taperê (antigo Heavy Bar) acontecerá o pré-lançamento de Rádio 2000. O público poderá relembrar e cantar junto os hits da extinta banda Eletrola, com sua formação original.
A festa também contará com a banda Aeroplano, que está em plena atividade, lançando o single "Bazar", que antecede o lançamento do disco Ditadura da Felicidade. A escolha da Cidade Nova como local para a festa é bastante simbólica, pois foi na “New City” que a Eletrola deu seus primeiros acordes, assim como muitas outras bandas da época.
O objetivo do Radio 2000 é registrar uma parte da história do rock feito no Pará, fazer quem viveu tudo aquilo relembrar as histórias e, além disso, a produção pode servir para inspirar músicos e apaixonados por histórias musicais.
“A ideia surgiu conversando com parte da equipe, antes de pensar no projeto mesmo. A gente percebia o quanto era estranho que uma época tão importante do cenário musical de Belém não tivesse registros e por isso acabava se perdendo na memória de poucas pessoas. Era surpreendente perceber que boa parte do público de rock que Belém tem hoje, ou mesmo o pessoal das bandas mais novas, não tenha nem ouvido falar em bandas que marcaram época como Eletrola, Stereoscope, Suzana Flag, que ainda está na ativa, ou outras bandas como Stigma, Caustic e Step2”, conta Erik Lopes idealizador do documentário.
Segundo ele os depoimentos foram bem diversos. Algumas das entrevistas foram muito emocionantes, como a do músico Camillo Royale (Turbo e ex-Eletrola), que mostrou o quanto a música faz parte da vida dele e o quanto é impossível viver sem fazer rock, ou a do João Lemos (Molho Negro), que realmente descobriu a vontade de fazer música ouvindo as bandas dos anos 2000.

SERVIÇO

Lançamento do trailer do documentário "Rádio 2000"
ATRAÇÕES: Eletrola (com formação original) + Aeroplano (lançando o single Bazar)
Data: 1º de dezembro, domingo
HORÁRIO: 18h
ENTRADA: R$ 5
LOCAL: Mat-Taperê (Antigo Heavy Bar) - Cidade nova 1, WE 6 - Esquina com a Av. 3 Corações

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Para ajudar você  a se preparar para este grande momento, o Som do Norte preparou um pacote especial. Primeiro, o CD Eletrola (2002), na íntegra. Leia mais sobre ele no blog-irmão Música do Norte - http://musicadonorte.blogspot.com.br/2012/07/acervo-para-eletrola-2002.html




E, pra fechar, o novo single da Aeroplano. 


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Votação aberta para Melhores do Ano no Roraima Rock'n'Roll


Até o dia 20 de dezembro, os leitores do blog Roraima Rock'n'Roll irão escolher os melhores da música no estado deste ano, nas seguintes categorias: ARTISTA DO ANO, BANDA REVELAÇÃO, BANDA AUTORAL, BANDA COVER, FESTIVAL/EVENTO,  SHOW AUTORAL, SHOW REGIONAL, SHOW NACIONAL, SINGLE, EP/CD e PUB/BAR.

Destacamos na lista a presença das Noites Som do Norte - Boa Vista na categoria FESTIVAL/EVENTO, além dos shows das bandas amazonenses Malbec e Luneta Mágica nas Noites de, respectivamente, março e abril, na categoria SHOW REGIONAL, do single "Beiral", da banda Ditambah, lançado pelo Som do Norte em parceria com o próprio Roraima Rock'n'Roll e do CD Jamrock ao Vivo na Casa do Neuber, lançamento exclusivo do Som do Norte. 

A lista completa você encontra na barra lateral do blog http://roraimarocknroll.blogspot.com.br , e ali mesmo você já vota. 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Elisa Maia lança primeiro EP: Ser da Cidade




Encerrando um ciclo pra continuar outro maior, desconhecido, imprevisível, instigante... entregando e também apresentando músicas que me acompanham há tanto tempo, com uma ‘cara’ enfim definitiva, que me representa. O Ep faz essa vez: de ir à frente, abrindo o caminho para o que ainda há de vir, que é o disco/álbum completo. Sem pressa, sem pressão, mas com um norte mais definido e com um monte de gente conectada pela música”. 

É assim que sente a cantora Elisa Maia ao lançar, na quarta passada, 13 de novembro, seu primeiro registro solo de estúdio, o Ep Ser da cidade, disponível para download gratuito em sua página no site Toque no Brasil: elisamaia.tnb.art.br.

Entregando, para quem já conhece as músicas que faziam parte de seu repertório de shows em Manaus (AM) há pelo menos três anos, uma versão enfim registrada em estúdio, com uma leitura mais definitiva das influências e referências que circundam o universo musical da cantora, mas também apresentando seu trabalho para um público ainda a ser atingido, conquistado, o EP traz 5 músicas compostas por Elisa Maia - ‘Me chama pra pista’, ‘O que é melhor’, ‘Para musos’, ‘Falta’ e ‘Ser da cidade’, gravadas num processo que envolveu músicos e parceiros de Manaus (AM), Belém (PA) e Rio de Janeiro (RJ).
A escolha do formato EP, bem como a plataforma de lançamento (online e gratuita para download, mobilizando divulgação nas redes sociais), reflete a maneira com que a cantora enxerga seu posicionamento no mercado atual, onde a velocidade e o acesso à informação é cada vez mais rápido, apostando assim, na construção de sua trajetória musical como um processo contínuo, dando passos do tamanho que acredita ser possível, sustentável.
Sob a perspectiva de projeto, a gravação juntou parceiros interessantes que assinam a produção musical e a mixagem: respectivamente Leo Chermont (da nova geração de promissores músicos paraenses e guitarrista da banda instrumental Strobo) e do carioca Alex Moreira (veterano produtor, indicado duas vezes ao Grammy, que também faz parte da banda Bossacucanova, que repagina a bossa nova utilizando a música eletrônica). 
O instrumental das faixas foi produzido e gravado em Belém, A gravação de voz, que teve acabamento fino sob a tutela da preparadora vocal e cantora Cris Delanno (Bossacucanova), foi feita no Rio de Janeiro. A produção executiva ficou a cargo do Coletivo Difusão, grupo de Manaus do qual a cantora faz parte e da Casa Fora do Eixo Amazônia, situada em Belém.  
Turnê - O EP abre passagem para o que será o primeiro álbum solo da cantora. Elisa volta a Belém em janeiro de 2014 para finalizar as outras músicas que irão compor o trabalho. O lançamento do disco completo está previsto para depois do carnaval. Mas antes disso, Elisa Maia sai pela primeira vez em turnê e o destino é a sua própria região, o Norte. Estão previstos shows em seis capitais (Belém, Macapá, Porto Velho, Rio Branco, Boa Vista e Manaus) até o final do ano, com o objetivo de divulgar o EP, conquistar novos públicos e conectar produtores e agentes culturais do norte do país.

Sobre a sonoridade, a cantora prefere deixar para o ouvinte tentar decifrar o caldeirão de influências que permeou não só o processo de produção e gravação, capitaneado pelo produtor musical do trabalho, o músico Leo Chermont, e os músicos que gravaram as canções, mas também tudo o que a cantora, ao longo de cinco anos, vem desenvolvendo. 
Em seu trabalho solo Elisa busca sua ‘cara’ e identidade, como um reflexo de sua própria trajetória musical, que inclui 10 anos de estudos na música erudita, a fase (que nunca passou) rock’n’roll na adolescência e oito anos marcantes como backing vocal da banda de reggae Johnny Jack Mesclado, com quem gravou dois discos (“Que Jah Abençoe” e “Luz de raiz”). Alguns elementos já eram claros e serviram de base para a produção: música com alma negra, seja ela brasileira (samba), americana (soul e rock ’70), jamaicana (reggae, dub)!
Biografia - A história da cantora e compositora amazonense Elisa Maia com a música tem raízes no seu cotidiano, já que a mesma é uma paixão compartilhada em família desde a infância. Mas é sobre a cidade onde nasceu e mora – Manaus – e seus aspectos contrastantes (o calor e a umidade da floresta Amazônica, os caminhos sinuosos dos rios, o pólo industrial, o trânsito, o caos e a noite quente), que a cantora, também com o olhar de Arquiteta que é, ‘coloca sua moldura’ e ‘pinta seu quadro’ em canções que falam de relações/aspirações inerentes a qualquer grande cidade do Brasil e do mundo.

Há 13 anos trabalhando profissionalmente com música, Elisa Maia tem cinco anos de pesquisa e desenvolvimento de seu trabalho solo, na perspectiva da autogestão, mas sempre com o firme propósito de conectar músicos, produtores e agentes culturais nas ações que desenvolve. Em sua atuação no Coletivo Difusão, trabalha a música sob a perspectiva da produção cultural.
O álbum completo está sendo viabilizado através dos editais que foi premiada - “Microprojetos na Amazônia Legal” (Ministério da Cultura) e Proarte (Programa de Incentivo à Arte do Governo do Amazonas).

sábado, 16 de novembro de 2013

Vem aí o Prêmio Manifesto Norte da Música Independente 2013

Por Sandro Nine,
de Manaus



A Rádio Manifesto Norte – O Espaço da Música Independente, promove mais um edição do Prêmio Melhores do Ano na Música em 2013. Com a ideia de apoiar, divulgar e acima de tudo valorizar o trabalho de artistas e bandas do cenário independente do Amazonas e de toda a Região Norte e Nordeste.

Em breve divulgaremos os indicados, as categorias e a data da votação no site www.manifestonorte.com  
  
Mande suas indicações de artistas e bandas para a edição 2013 do Prêmio Manifesto Norte pelo e-mail manifestonorte@gmail.com ou www.facebook.com/manifestord.

Obs: Só pode ser indicado quem lançou CD, EP e Singles,  (Físico ou Digital) e de novembro de 2012 a dezembro de 2013.

Viva a Música Independente !!!
“Entender a Cena é fazer Parte Dela”. 




* O Som do Norte foi o vencedor da categoria "Melhor Site/ Blog" da primeira edição, em 2012, empatado com o Som Independente. (N.R.) 


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Foi Show: Lançamento do CD Nervo

Por Ingred Loureiro,
de Manaus

Infâmia



O bar Ao Mirante, no bairro de São Raimundo, foi palco no sábado, 2 de novembro, da festa de lançamento do CD Nervo, da banda Infâmia. Além dela, outras cinco bandas amazonenses e uma cearense  (a Andes) se apresentaram no evento organizado pela Manga Verde Produções. 


Escândalo Fônico

A primeira banda a se apresentar foi a Escândalo Fônico, que abriu o show com a música “Não vá me abandonar” conhecida por grande parte do público que cantou em coro na frente do palco. Seguiram-se Roodie e Andes. Nesta etapa cada banda teve cerca de 40 minutos para tocar. 

Andes


Sandro Correia apresentando


O show principal, da Infâmia, foi em grande estilo, com apresentação dos jornalistas Renata Paula e Sandro Correia. A Infâmia contou com várias participações de amigos durante todo o show, um deles foi aclamado pelo público que gritava seu apelido “Mendigo” repetidas vezes até que ele enfim subiu ao palco convidado pelo vocalista e guitarrista Carlos Barros. 


Mendigo


Pacato Plutão continuou a festa, sendo destaque como a única banda da noite com vocal feminino. A banda precisou improvisar no meio do show quando o guitarrista teve problemas com o instrumento. O baixista Andrei mostrou seu talento também como rapper: com a ajuda do  DJ Portuga, improvisou rimas que não deixaram o público se dispersar. O improviso durou cerca de 10 minutos e não atrapalhou no desempenho da banda que depois continuou normalmente.

A Antiga Roll mandou seu rock irreverente, com sucessos do EP De Jaqueta no Inferno, por quase uma hora. Cabia então à Dpeids encerrar os trabalhos, porém quando havia tocado apenas quatro músicas,  teve seu som cortado pelo técnico de som que alegou que o horário já estava ultrapassando os limites estabelecidos, encerrando, assim, o show e o evento às 6h15 do dia 3. 







segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Foi Show: S'Esquenta pro Se Rasgum

Sammliz e João Lemos


A foto acima registra um dos melhores momentos da festa S'Esquenta pro Se Rasgum, realizada na madrugada de sábado para domingo no Café com Arte (Belém) - a hora em que João Lemos, vocal e guitarra da banda Molho Negro, após uma performance ensandecida no meio da galera, foi até onde  estava Sammliz, vocal da Madame Saatan, e a puxou de surpresa para o palco para repetirem o dueto em "Aparelhagem de Apartamento", que já haviam feito na quinta, na estréia do show Terruá Pará 2013. Todo o público presente que lotava a galeria do Café gritou o refrão da música a plenos pulmões junto com a dupla. Na platéia, uma ilustre presença: sentado na primeira fila, o produtor Carlos Eduardo Miranda, diretor geral do Terruá. 

A Molho Negro abriu perto de 0h45 do domingo os trabalhos da festa que, como o nome já indica, é uma prévia do 8º Festival Se Rasgum, que inicia no dia 12. E abriu em grande estilo, agitando a galera com seu rock pesado de garagem, fazendo todos cantar sucessos como "Onde Está Meu Mojo?", Ela Prefere o DJ" e a impagável "Se Ela não é Lésbica tem Namorado". 

Seguiu-se The Baudelaires, fazendo o show de lançamento de seu 3º CD, Charlie, o primeiro gravado com o baixista Marcelo Damaso. O show teve músicas do CD novo, do EP City Love (lançado pelo Som do Norte em 2011) e ainda clássicos da banda como "She's a Queen" (regravada no Charlie) e "Little Rino", ambas entoadas em coro por todos. Nem o já conhecido problema no som do Café prejudicou o entusiasmo da galera com a boa performance dos Baudelaires  (que também toca no Se Rasgum, no dia 14). 

Encerrando a festa, a banda Petit Mort, da Argentina, surpreendeu com seu hard rock em inglês. A vocal e guitarra Michelle Mendez, também autora das canções, encantou a todos com sua magnética presença de palco - ela demonstrava estar se divertindo muito com a resposta do público de Belém. Pela primeira vez no Pará, o grupo está em meio à sua quinta turnê pelo Brasil, ficando no total dois meses fora de casa. O baixista Juan Manuel Recio arrancou algumas gargalhadas do público, ao tocar parte do show de costas para a platéia, rebolando. 

Inscreva-se até dia 8 nas oficinas do 8º Festival de Se Rasgum

Estão abertas até a próxima sexta, 8 de novembro, as inscrições para a Semana de Profissionalização, atividade paralela já tradicional do Festival Se Rasgum (Belém). As inscrições devem ser feitas diretamente no site do evento, na página http://www.festival.serasgum.com.br/?page_id=70

Embora o formulário só permita a escolha de uma oficina, nada no site impede tecnicamente que você mande mais de um formulário, cada um correspondendo a uma das oficinas de que você pretenda participar. 


Oficinas Festival Se Rasgum
11 a 15 de Novembro
Oficina: Confecção de instrumentos musicais com material reciclável
Descrição:  A oficina tem a função de mostra o poder da reutilização de materiais que habitualmente são destinados ao lixo, pra que se tornem novos objetos, adotando novas funções que, nesse caso, são os instrumentos musicais, como forma de contribuição ao meio ambiente.
Oficineiro: Zet
Bio: Trabalhando há mais de 20 anos com o universo da criação de instrumentos musicais a partir de material reciclável, Francisco Carlos Matos da Silva, conhecido como Zet, é um artesão que constrói instrumentos para diversas bandas de percussão mundo afora.
Público-alvo: pessoas interessadas em trabalhos com material reutilizável
Vagas: 15 pessoas
Data: 11 a 13
Horário: 09 às 12h – 14h às 17h
Local: Anfiteatro do Instituto de Artes do Pará
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Oficina: Redes Sociais e a música: a internet como “nova” plataforma de compartilhamento
Descrição: Workshop para discutirmos a relação das pessoas com a música nos dias atuais. O papel da internet e das redes sociais nessa história toda, e o fato de não existir mais barreiras geográficas na distribuição e compartilhamento de conteúdo musical.
Oficineiro: Talita Alves
Bio: Talita é gerente de planejamento da agência We e professora universitária. É comunicóloga com habilitação em Jornalismo e pós-graduada em Marketing e Inteligência Competitiva, e vem trabalhando com comunicação há mais de 5 anos.
Público-alvo: bandas que trabalham em plataformas web
Vagas: 25 pessoas
Data: 12 e 13
Horário: 09 às 12h – 14h às 17h
Local: Instituto de Artes do Pará
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Oficina: A Música no Filme
Descrição: O objetivo da oficina é apresentar ao participante o universo da música de cinema, em vários aspectos: As origens e a evolução da composição musical no cinema, a importância da música na narrativa cinematográfica, os compositores e finalmente os novos olhares e tendências da composição da música do cinema contemporâneo.
Oficineiro: Tony Berchmans
Bio: Tony Berchmans é autor do livro “A Música do Filme – Tudo o que você gostaria de saber
sobre a música de cinema”, pianista, compositor e produtor musical. Engenheiro pósgraduado em Comunicação pela ESPM-SP, desde 1992 trabalha no mercado de produção  fonográfica, coordenando, compondo e produzindo som para rádio, tv, cinema e internet. Desde 2001 atua na Sound Design, produtora especializada na criação e produção de fonogramas publicitários.
Público-alvo:
Vagas: 25 pessoas
Data: 13/11
Horário:  10h às 13h – 15h às 18h
Local: Auditório do Instituto de Artes do Pará
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Oficina: Sonorização para Festivais
Descrição: A oficina de mixagem de PA para festivais consiste numa série de dicas de como solucionar problemas e dúvidas em relação a montagem de sistemas para festivais, como entender os conceitos de mixagem ao vivo e como, em pouco tempo que os festivais destinam para os técnicos, fazer uma mixagem eficiente para que artistas e publico consigam interagir e mostrar como um show com pouco tempo pode ser bastante eficiente para ambos.
Oficineiro: Iuri Freiberg
Bio: Iuri Freiberger é musico e produtor musical, com mais de 90 álbuns lançados como produtor e técnico em estúdio. Atuou como professor das Faculdades Integradas Barros Melo, em Olinda, Pernambuco, no curso de Produção Fonográfica, onde ministrou cadeiras relacionadas à área de produção musical, entre 2009 e 2011. Fez o projeto de 3 estúdios profissionais de áudio em Pernambuco. Atualmente trabalha na Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul, e está produzindo 7 discos.
Público-alvo: técnicos de som, e trabalhadores da área de sonoplastia
Vagas: 10 pessoas
Data: 15/11
Horário: 10h às 14h (IAP) – 15h às 18h (Hangar)
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Oficina: Crowdfunding para projetos culturais
Descrição: O Eupatrocino é uma solução de tecnologia voltada para a divulgação de projetos com a finalidade de captação de recursos através da modalidade de financiamento colaborativo, o crowdfunding. Para isso tem implementado oficinas de qualificação com o objetivo de estimular projetos de diversas áreas a também conseguir viabilizar o seu financiamento.
Oficineiro: Eu Patrocino
Bio: O Eupatrocino é uma solução de tecnologia voltada para a divulgação de projetos com a finalidade de captação de recursos através da modalidade de financiamento colaborativo, o crowdfunding.
Público-alvo: Produtores de projetos culturais.
Vagas: 20 pessoas
Data: 14
Horário: 09h às 11h – 14h às 16h
Local: Auditório do Instituto de Artes do Pará

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Na Rede: Marcus Preto lista 5 CDs do Pará entre os melhores de 2013


2013 nem começou a acabar direito, mas já saiu a primeira lista de melhores discos do ano (ao menos a primeira que detectamos).  

O jornalista Marcus Preto publicou no site da Oi FM uma lista com 37 discos lançados agora em 2013 - "Não necessariamente os mais bonitos, nem os tecnicamente mais valorosos. Esses também, claro. Mas incluí alguns que, mesmo sem algum desses atributo, ajudaram a formar a personalidade de 2013. Sobre como esse ano pode ser lembrado no futuro. O legado desse período à eternidade."

A relação inclui cinco discos de artistas do Norte, todos do Pará:

- Felipe Cordeiro, "Se Apaixone pela Loucura do Seu Amor"
- Gang do Eletro, "Gang do Eletro" - http://somdonorte.blogspot.com.br/2013/03/mapeamento-2013-gang-do-eletro.html
- Lia Sophia, "Lia Sophia" - http://musicadonorte.blogspot.com.br/2013/10/disco-do-mes-lia-sophia.html
- Luê, "A Fim de Onda" - http://somdonorte.blogspot.com.br/2013/02/mapeamento-2013-fim-de-onda.html
- Saulo Duarte e a Unidade, "Saulo Duarte e a Unidade"

... além de incluir outro que tem parceria com compositores do Pará:

- Arnaldo Antunes, "Disco"

A lista completa está disponível em: http://oifm.oi.com.br/site/#!/noticia/musica/-com-a-boca-no-mundo--o-legado-de-2013 Lá você encontra também um player com 20 canções-destaque do ano, incluindo "Ela é Tarja Preta" (Felipe Cordeiro) e "Galera da Laje" (Gang do Eletro).