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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Veja Brasília entrevista Emília Monteiro

Veja Brasília destaca esta semana em sua edição impressa o show que Emília Monteiro fará amanhã no Clube do Choro da capital federal, lançando o CD Cheia de Graça. O evento também comemora os 4 anos do Som do Norte, a serem completados no próximo sábado, 3 de agosto. 


VEJA tem por hábito datar suas edições pelas quartas-feiras, 
embora chegue às bancas geralmente ainda no sábado

A edição online da publicação também traz uma matéria com a cantora, que reproduzimos a seguir. Veja a postagem original em http://vejabrasil.abril.com.br/brasilia/materia/sons-do-norte-309

Música

Sons do Norte

Emília Monteiro, amapaense de coração e moradora há 35 anos em Brasília, vai lançar o primeiro CD esta semana

Emília: cantora traz ritmos típicos no norte do país para a capital
Emília: cantora traz ritmos típicos no norte do país para a capital

26.jul.2013 18:38:56 | por Paulo Lannes

A cantora Emília Monteiro vai lançar seu primeiro CD, Cheia de Graça, nesta terça (30) no Clube do Choro. As músicas do álbum foram calcadas em ritmos do Norte do país: o batuque de Mão de Couro e o marabaixo de Mal de Amor colocam o Amapá em evidência, enquanto o carimbó chamegado do Eu Quero Este Moreno pra Mim e o lundu do Meus Ventos são provenientes do Pará. Além disso, há o zouk love do Veneno de Cobra, originário das Antilhas, e três fusões de ritmos: o batuque-jazz Mandacaru, o carimbo-batuque Coisinha e o balada-jazz Mais Eu. Para escutar o CD, clique aqui. A cantora, que tem uma trajetória de vida baseada em muitas viagens para a região amazônica, conta de onde saíram suas influências musicais:


VEJA BRASÍLIA - Você nasceu em Minas Gerais, mas se considera amapaense e vive há 35 anos em Brasília. Afinal, como é a história das suas origens?

Emília Monteiro - Meus pais são amapaenses, nascidos e criados lá. Meu pai trabalhava no Banco do Brasil em uma época que o banco transferia seus funcionários muitas vezes para outras cidades do país. Enquanto isso, os filhos iam nascendo: um em Santa Catarina, o outro no Rio Grande do Sul e eu em Minas Gerais, na cidade de Poços de Caldas. Quando tinha 5 anos, viemos para Brasília e fixamos residência por aqui, mas nunca tivemos família por perto. Quando chegavam as férias escolares, ficávamos muito ansiosos em viajar para Belém e Macapá e encontrar a "Grande Família", que eram os avós, tios, tias e primos.


VEJA BRASÍLIA - O que foi preciso fazer para lançar esse disco?

Emília - Eu me inscrevi num projeto do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) para conseguir patrocinar o CD e, felizmente, fui contemplada. 


VEJA BRASÍLIA - Em que você se inspirou para criar o álbum?

Emília - Em 1998, passando férias na casa dos meus pais, que estavam morando em Macapá, me deparei com uma música chamada Mal de Amor. Ela era cantada no ritmo tradicional do marabaixo – típico no Amapá – e me apaixonei por completo. Lá mesmo gravei a canção e passei a cantá-la em shows aqui em Brasília. Daí achei pertinente fazer um CD que trouxesse as minhas referências ancestrais e mais do que isso: que soasse como novidade aos ouvidos das pessoas – que, infelizmente, ainda não têm contato com a cultura amazônica brasileira.


VEJA BRASÍLIA - Como a cidade lhe trata, como cantora?

Emília - Brasília hoje está um pouco melhor para os cantores do que era há dez ou quinze anos, mas sempre pode melhorar. Podíamos ter mais editais de incentivo, ou alguma lei distrital que permitisse ao artista dar continuidade aos seus projetos e, assim, evitar que continuemos a exportar talentos para o eixo Rio-São Paulo.


VEJA BRASÍLIA - Há espaço, aqui na capital, para o ritmo musical que você canta?

Emília - Eu vejo Brasília como uma Torre de Babel às avessas, porque une pessoas de todo o Brasil, não é? A capital é uma cidade propícia a todos os tipos de manifestação musical. Há público para todos os gostos. Além disso, temos outras bandas aqui em Brasília também passeando nesse "rio sonoro amazônico", como é o caso das bandas Muito Bom Gostoso, Soatá e Carimbó Reclinado.

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