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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Foi Show: Grito Rock Belém 2013

Por Raissa Lennon
especial para o Som do Norte


A sétima edição do Grito Rock Belém durou três dias, da sexta, 1, até o domingo, 3 de fevereiro. Além do rock que dá nome ao evento, ritmos como reggae, brega e hip hop contemplaram a diversidade de estilos do festival. O Grito Rock é uma ação integrada, que acontece em mais de 300 cidades, de vários lugares do mundo, e a capital paraense foi a primeira da região Norte a realizar o evento este ano.  
  
No primeiro dia, o coletivo Black Soul Samba comandou a festa no bar Palafita. Já no sábado, a produtora Xaninho Discos Falidos promoveu uma noite de rock no Mormaço. E para terminar o final de semana, rolaram na Casa Fora do Eixo Amazônia apresentações de hip hop local, em parceria com o Coletivo Casa Preta. 

A Black Soul Samba aproveitou a ocasião para comemorar seus 4 anos de existência. Os DJs do coletivo animaram o primeiro dia do Grito Rock com um repertório de samba, black soul e música popular brasileira. Outra atração da noite de sexta-feira foi o show do cantor Juca Culatra, que promoveu o lançamento do seu mais novo disco intitulado Breggae, que mistura o ritmo jamaicano do reggae com os maiores clássicos do brega tipicamente paraense. Além de fazer muita gente dançar agarradinho, Juca Culatra distribuiu exemplares do CD para o público.

Juca Culatra

Gostei muito desse novo disco do Juca Culatra, das músicas e das versões que ele fez. São bregas que todo paraense conhece. Fora que ele tem uma ótima presença de palco e chama atenção com esse novo estilo que adotou, parecido com o do cantor Falcão”, comparou o estudante Eduardo Moura, que curtiu as atrações do primeiro dia do Grito Rock. Eduardo também comenta que queria ver o show do Nelsinho Rodrigues, que não aconteceu, mesmo estando confirmado na programação. Segundo a organização do festival, o cantor ficou impossibilitado de comparecer, por motivos pessoais.

A programação do Grito Rock continuou no sábado de manhã com uma intervenção da cantora Gaby Amarantos, na rua João Alfredo, no centro comercial de Belém. Muita gente que passava entre as barracas cantou junto os sucessos de Gaby, que fez um pocket show de pré-lançamento do seu DVD.

ROCK

Com uma programação diversificada, mas também distribuída por dias temáticos, no sábado foi a vez do rock tomar conta do evento. “O Grito Rock é um festival que mistura várias artes integradas, sempre no período do carnaval, sempre privilegiando a diversidade e pluralidade de estilos” comentou o gestor de comunicação do evento, Ricardo Silva.

The Baudelaires

A chuva forte que caiu sob o Mormaço na noite de sábado deixou o clima do evento com um ar intimista, com as bandas revezando suas apresentações entre dois palcos. As atrações foram: All Still Burns; Avens; Navalha; A Válvula; Molho Negro; Warpath; Anonymous Hate (Macapá); Idílio; Fora Parte; Enquadro; The Baudelaires e Álibi de Orfeu (foto abaixo). A  Monster Coyote, de Natal, que estava na programação, não chegou a se apresentar. 


A estudante Karen Oliveira foi ao evento para prestigiar os garotos do Molho Negro e da banda The Baudelares. “Achei o show ótimo, mesmo reduzido, porque cada banda teve apenas meia hora de apresentação. Mas o evento está legal, e o som melhorou muito comparado a outras vezes que eu vim aqui no Mormaço”.

Molho Negro


Com um estilo de metal experimental, outra banda que empolgou o público foi a Avens, que surpreendeu ao tocar a música “Refuse Resist”, do Sepultura. O vocalista Gileno Vaz ainda teve a ajuda inesperada de Leon Ferreira,  a voz da All Still Burns, que soltou a voz em cima do palco.  

Além de vim para tocar, eu vim para prestigiar o trabalho das outras bandas de Belém. Acho que essa interação é super importante”, comentou Leon. “Acho que em comparação ao festival do ano passado, o Grito Rock esta bem melhor, porque o público compareceu mais para valorizar as bandas daqui”.

HIP HOP


Bruno B.O. (com o microfone) no
palco da Casa Fora do Eixo Amazõnia


Para fechar o Grito Rock Belém em bom estilo, o último dia o festival contemplou intervenção circense, mesa de debates, e música Hip Hop. Os artistas Flora (da Argentina) e Jonatan (Chile) se apresentaram na manhã de domingo na Praça da República ensinando malabares para as crianças que passeavam pela praça. Já por volta das 16h30 começou a movimentação na Casa Fora do Eixo Amazônia para as atrações de hip hop. Com a apresentação de Juca Culatra, no domingo subiram no palco: Banca da Coroa (Clã Real, VN, Aliados MCs); Cronistas da Rua; Bruno BO; DJs Tamujunto (Gus, RG, Morcegão, Fantasma); Coletivo Kizomba Groove; Reggae Session (participação dos músicos das bandas Cristal Reggae, Piranhas Pretas, Reggaetown, Backstage e Kaymakan).


Cronistas de Rua

“Eu vim principalmente para conhecer as bandas. Acho muito legal a proposta da Casa Fora do Eixo de mostrar uma coisa mais independente, que está longe do circuito comercial”, comentou Lana Patrícia, que participa pela primeira vez da programação do lugar.

Paralelo às apresentações, também houve um debate com ativistas e analistas sobre questões ambientais que envolvem a construção da hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu. A discussão foi transmitida ao vivo pela Pós TV Viva Xingu. 

Uma curiosidade do evento foi que, em todas as atrações gratuitas, o público pôde escolher “Quanto vale o show?” da banda que estava assistindo, e contribuir com qualquer quantia em dinheiro. O valor arrecadado será distribuído entre os músicos que tocaram no Grito Rock Belém. “Isso serve como valorização dos artistas locais”, explicou Ricardo Silva.

3 comentários:

  1. Muito bom o Grito desse ano. estão todos de parabéns. Só duas ressalvas: A banda de Natal não chegou a tocar e eu também não participei com o Fora Parte. Quer dizer, eu estava lá, mas curtindo o show, e não cantando, hehe.

    Jayme Katarro

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    1. Valeu pelo toque, Jayme, já alterei no texto. Obrigado pela visita!

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  2. eu fui lá no grito e achei a melhor edição até agora. o som tava muito bom em comparação com outros anos e achei as bandas melhor produzidas e com um som mais redondo. cheguei no álibi e já tinha começado, gostei muito do trabalho desses caras, tudo responsa. duas minas musicistas que não deixam nada a dever pra músicos. as outras bandas foram legais mas me deram a impressão de já ter escutado um monte delas por aí, até em abaetetuba. mas valeu a postura de todas, profissionais, até os punks de butique.
    SAMUEL VERBES

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