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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Diz Aí: Daniela Nascimento


Jean Suwa e Daniela Nascimento

Som do Norte - Como foi a receptividade dos participantes da Bienal da UNE para o show de vocês em Olinda no dia 24 de janeiro?


Daniela Nascimento - Nos receberam extremamente bem. Sentimos uma importante expectativa nos olhos de cada um, tanto nos dos participantes, quanto nos dos coordenadores e equipe de som. Lembro que levei alguns bombons de cupuaçu e oferecia a quem íamos conhecendo, como forma de interagir e demonstrar nossa típica simpatia e "sabor amazônico", o que foi muito bem aceito. O fato de termos sido os único da região Norte selecionados para a Mostra de Música deste grande evento só fez aumentar ainda mais a nossa responsabilidade de representar (e muito bem! risos) o nosso Amazonas, o que fez daquele um dos melhores momentos de nossas vidas.
Som do Norte - Vocês chegaram a acompanhar outros shows e eventos da programação da Bienal?

Daniela Nascimento - Sim, com certeza. No primeiro dia do evento, 22 de janeiro, às 9 horas, Jean Suwa (autor do trabalho selecionado) e eu já estávamos na Praça do Carmo (Olinda) para receber o credenciamento e conhecer a equipe de coordenação da 8ª Bienal da UNE, que por sinal, teve três amazonenses à frente: Maria da Neves, diretora de Cultura da UNE, Renan Alencar, diretor jurídico da entidade, e Gabriela Cativo, que ficou responsável pela coordenação da Mostra de Audiovisual. As Mostras Selecionadas se iniciaram no dia 23 e desde então, nos dispusemos a conferi-las o máximo possível, principalmente os da Mostra de Música, como forma de entenderemos como uma apresentação na Bienal da UNE se desenrolaria. A 8ª Bienal da UNE seguiu até sábado, dia 26, recheada de muita música, dança, lançamentos de livros e diversas exposições no segmento da literatura, momentos de esporte e, principalmente, de muita troca da diversidade cultural de cada Estado do Brasil e país da América Latina que esteve ali representado.

Som do Norte - Foi a primeira vez que vocês tocaram fora do Amazonas?

Daniela Nascimento - Trabalhando com Jean Suwa, sim, e sinceramente, espero que continuemos fazendo por onde merecer que aconteçam mais vezes. Foi muito emocionante ter levado um pouco da musicalidade amazonense pr'aquele tão conceituado evento acadêmico, muito bem feito em solo Nordestino, de onde, diga-se de passagem, a região Norte também obteve forte influência cultural. Mais gratificante ainda foi o fato de termos sido tão fortemente apoiados, a exemplo da Secretaria de Cultura do Amazonas, que nos concedeu as passagens aéreas, da Faculdade Salesiana Dom Bosco (onde o Jean Suwa é graduando do curso de Pedagogia), que por sua vez custeou nossos gastos com alimentação e transporte, do Dr. Wagner Vicentte e família, que nos acolheram em sua casa, no Recife, do cantor e compositor André Santos que deu uma fundamental colaboração na construção da canção "Sonhos em Palhas", a responsável pela aprovação do nosso trabalho, de Adriano Reis, um dos diretores da UEE/AM, que foi o primeiro a apostar na ideia de que poderíamos representar o Amazonas na Mostra de Música da 8ª Bienal da UNE e de tantos outros amigos que nos ajudaram materialmente ou que simplesmente nos desejaram sorte nessa empreitada, confianças que, com certeza, foram o resultado do grande esforço que temos feito em quase um ano de parceria.

Som do Norte - Quais são os projetos pra este ano em relação a shows, gravações e outras viagens?

Daniela Nascimento - Após quase um ano de trabalho em parceria com o Jean Suwa, entramos 2013 com a sede de realizar muitos projetos, mas, claro, sempre com aquele ideal de que a "paciência é a amiga da perfeição". Um desses projeto é o da produção de um CD "demo", de músicas autorais, para comercializar a um valor simbólico, com o intuito de, primeiramente, sentir a resposta do público com relação ao nosso trabalho. O Jean tem composições muito boas (a exemplo da premiada "Sonhos em Palhas") e tem uma ótima noção pra produção musical, por isso, não pretendo perder esse parceiro tão cedo! (risos). Mas, falando sério, acima disso tudo, está nossa vontade de nos consolidar, ainda mais, como artistas que também podem colaborar com a difusão da música amazonense. Sempre digo queNRnosso principal objetivo é o de deixarmos um legado significativo em nossa música. Nesse período pós-Festival Amazonas de Música (NR: no qual "Sonhos em Palhas" recebeu o prêmio de Melhor Letra), estamos retomando nossas atividades de divulgação e de shows, que normalmente acontecem num dos espaços mais tradicionais da boa música em Manaus, o Fino da Bossa. Não temos ideia de quando viajaremos novamente, mas estamos a postos pra levar a boa música, onde quer que seja, sempre.

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