Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Post nº 3100: Panorama da Cena Musical do Amazonas

A ideia deste texto é traçar uma visão geral (daí o nome que escolhi, ‘panorama’) sobre a produção musical do estado do Amazonas na atualidade, sem porém ter a pretensão de esgotar o assunto, de natureza bastante ampla, afinal estamos falando da unidade da federação com maior extensão territorial.

Podemos dizer que, nas últimas décadas, a música do Brasil tem passado pelo Amazonas, principalmente a partir da implantação da Zona Franca de Manaus (1967). Nos últimos anos, embora empresas de outros estados tenham começado a prensar CDs, ainda é expressiva a parcela de gravadoras ou mesmo artistas independentes que optam pela fabricação de seus discos junto a empresas do Pólo Industrial de Manaus. Mas, se a música do Brasil passa pelo Amazonas, a recíproca ainda está longe de ser verdadeira. A produção musical amazonense circula com muita dificuldade junto ao público brasileiro de outros estados e regiões, que em geral associa de imediato o Amazonas a toadas de boi, em especial ao Festival Folclórico de Parintins, cidade localizada a 315 quilômetros da capital.

Desde 2008, a TV Bandeirantes (São Paulo) transmite para todo o Brasil o Festival, no qual competem os bois Garantido (vermelho) e Caprichoso (azul). O festival foi criado em 1965, e desde 1988 acontece no Bumbódromo de Parintins. A partir de 2006, fixou-se a data de realização sempre no último final de semana de junho, em três dias. A cada noite, várias toadas são cantadas pelo “levantador de toadas”. Anualmente, cada boi adota um tema, abrindo um concurso para selecionar as toadas que farão parte do desfile e também do CD anual; o número tem variado entre 16 e 20 toadas, em média. Desde 2007, os compositores de toadas também podem concorrer aos prêmios do Festival de Toadas de Parintins, realizado pela Prefeitura do município. Em 2012, foram inscritas 109 composições, das quais foram selecionadas para a competição 14 relativas a cada boi. Uma diferença em relação aos desfiles de escolas de samba (frequentemente apontados como modelo do festival folclórico): enquanto os sambas-enredo atuais dificilmente são lembrados após a Quarta-Feira de Cinzas, muitas toadas se tornam sucesso fora do Bumbódromo, sendo o melhor exemplo “Vermelho”, de Chico da Silva, gravada por Márcia Siqueira e certamente a música amazonense mais conhecida além-fronteiras do estado. A difusão posterior das toadas tanto tem ocorrido no formato original, quanto com inovações. Citemos duas: o CD Da Amazônia para o Mundo (2010), onde o Dueto Amazônico (formado pelas cantoras Anna Cláudia Ribeiro e Julieta Câmara) gravou alguns clássicos com a letra total ou parcialmente vertida para inglês, francês e espanhol; e o show Toadas in Jazz (2012), da cantora Amanda Aparício.


Chico da Silva

É claro que a produção musical amazonense não se resume às toadas de boi. Os compositores e intérpretes do estado também se dedicam aos principais gêneros e estilos musicais brasileiros. O já citado Chico da Silva, além de toadas, dedica-se ao samba. Após ter feito sucesso com “Pandeiro é Meu Nome” (parceria com Venâncio) na voz de Alcione, Chico foi contratado em 1977 pela PolyGram (hoje Universal), gravando sete discos de samba até 1988. Posteriormente, um grave problema de saúde afetou suas cordas vocais, afastando-o do canto por um tempo, durante o qual seguiu compondo. Em 2001, foi homenageado com o lançamento do CD Lucilene Castro canta Chico da Silva; a intérprete relançou a obra em 2006, acrescentando novos temas de Chico. Outro sambista de Manaus gravado por Alcione é Júnior Rodrigues; a “Marrom” incluiu em seu CD Acesa, de 2009, o samba “A Casa da Mãe da Gente”, parceria de Júnior com Gilson Nogueira. Júnior mantém em sua própria casa, no bairro Flores, em Manaus, o Espaço Quintal, onde semanalmente faz uma roda de samba que recebe com frequência grandes sambistas do Rio de Janeiro e também revelações locais, a exemplo do Samba-Choro Pé de Muleka. Idealizado pelo músico e produtor Rosivaldo Cordeiro, o grupo gravou seu primeiro CD neste segundo semestre de 2012.

Um dos mais longevos festivais competitivos do Amazonas é o FECANI – Festival da Canção de Itacoatiara, cidade a 265 km da capital. A relação de seus vencedores contém os mais expressivos nomes da MPB amazonense, como Alírio Marques, Aníbal Beça, Armando de Paula (natural de Roraima), Candinho e Inês, Carlos Batata, Celdo Braga, Célio Cruz, Felicidade Suzy, Gonzaga Blantez (natural do Pará), Macca, Natinho, Salomão Rossy, Sebastião Nunes, Simone Ávila e Zeca Torres (Torrinho), para citar apenas alguns. Realizado desde 1985, tem como modelo os antigos “festivais da canção” italianos (sendo o de San Remo o mais famoso), importados pela TV brasileira na década de 1960; atualmente, porém, está muito diminuída a eficácia deste modelo de festival como mola propulsora do sucesso de seus ganhadores. Mesmo levando-se em consideração que é uma praxe o lançamento de um CD oficial do festival reunindo as músicas finalistas, a realidade é que a circulação deste material é restrita. Tome-se como exemplo o disposto no regulamento da 28ª edição do FECANI, realizada em setembro de 2012: caso o CD e o DVD oficiais sejam produzidos (ou seja, já nem há a garantia destes lançamentos), a tiragem será dividida entre os autores finalistas, a empresa produtora do evento e os patrocinadores. É bom observar que isto não ocorre apenas com o FECANI, e sim com a maioria dos festivais competitivos atuais, em oposição a uma prática frequente entre os anos 1960 e 80, quando os CDs de festivais eram lançados por gravadoras e distribuídos nacionalmente. Um caminho alternativo é veicular as canções vencedoras em CDs de carreira dos próprios artistas, como fez Karine Aguiar ao incluir “Acalanto”, (Eduardo Santhana), campeã do FECANI 2011, em seu CD Arraial do Mundo, gravado em Nova York (Estados Unidos) em 2012. Karine, aliás, conseguiu uma proeza em se tratando de festivais competitivos, ao vencer o 28º Festival da Canção de Ourém (PA), em julho de 2012 – enquanto paraenses são premiados com frequência em Itacoatiara, é raríssimo alguém de fora do Pará vencer em Ourém.


Karine Aguiar 

Majoritária nos festivais, a produção autoral contemporânea de Manaus até poucos anos atrás era praticamente desconhecida do público que frequenta a noite da capital, devido à predominância dos shows “cover”, ou seja, aqueles em que a banda, mesmo quando possui composições próprias, toca apenas sucessos de outros grupos. Há aproximadamente dois anos, este quadro começou a mudar gradativamente, tanto que no recente debate Vivo de Arte – E Agora?, realizado pelo Coletivo Difusão em  setembro de 2012, participaram dois artistas ligados à música que comemoraram o fato de hoje estarem tocando com muita frequência em Manaus. Tratam-se da cantora e compositora Elisa Maia (ex-backing vocal da banda de reggae Johnny Jack Mesclado), que fez 44 shows na cidade de janeiro de 2011 a julho de 2012, e Davi Escobar, vocalista da banda Alaídenegão, que toca de duas a quatro vezes por semana na capital, além de fazer um show mensal em outro estado. Evidente e felizmente, eles não são os únicos nesta situação, fruto de organização, planejamento e divulgação dos artistas em relação a suas próprias carreiras - hoje três integrantes da Alaídenegão vivem exclusivamente da banda, que recentemente abriu uma casa de shows própria em Manaus, o Espaço Cauxi, e fez uma turnê pelo Nordeste no começo de 2012, participando também da Feira da Música de Fortaleza em agosto.


Elisa Maia

É relativamente frequente a presença de bandas amazonenses em festivais independentes (nos quais os artistas realizam shows breves, sem caráter competitivo) de outros estados da própria região Norte. Por exemplo, a Cabocrioulo, já confirmada para o Festival Tomarrock, a ser realizado em Boa Vista, Roraima, em novembro de 2012, esteve também no Festival Varadouro, em Rio Branco, Acre, em 2008, e no Festival Megafônica, em Belém, Pará, em 2010. O intercâmbio de bandas entre Manaus e Boa Vista é um dos mais expressivos do Norte, com várias bandas de um estado já tendo público cativo no outro. Em festivais realizados fora do Norte, porém, é escassa a presença de bandas do Amazonas. A banda de reggae Ayahuasca foi selecionada para tocar na Cúpula dos Povos da Rio+20 - Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada em junho de 2012 no Rio de Janeiro. Residindo no Rio há dois anos, a banda foi escolhida entre 600 grupos que se inscreveram no site do evento. Já em relação a viagens para o exterior, destacam-se as recentes idas da Nekrost para o Wacken Open Air Festival, considerado o maior festival de heavy metal do mundo, realizado na cidade de Wacken, Alemanha, em agosto de 2011, e da banda Os Tucumanus para show no palco alternativo do Brazilian Day em Nova York, em setembro de 2012. O grupo Cordão do Marambaia foi selecionado para tocar no Brazilian Winter Festival, em Estocolmo (Suécia), em agosto de 2013. 


Os Tucumanus no Brazilian Day - Nova York

O já citado Coletivo Difusão, surgido em 2006, representa hoje no Amazonas o Fora do Eixo, circuito surgido em 2005 unindo produtores de Cuiabá (MT), Rio Branco (AC), Londrina (PR) e Uberlândia (MG) e que hoje reúne coletivos do Brasil inteiro, atuando em muitas outras frentes além da música. Na área musical, o Difusão é o responsável pela produção anual de dois festivais independentes, o Grito Rock e o Festival Até o Tucupi. O Grito é considerado o maior festival colaborativo em rede do mundo, pois é produzido em todos os municípios onde há coletivo ligado ao Fora do Eixo no Brasil, e também em algumas cidades da América Latina; a partir de 2013, se tornou efetivamente um festival mundial, com edições em todos os continentes. Já o Até o Tucupi é um festival de artes integradas realizado desde 2007, ano em que teve duas edições, e que só foi interrompido em 2009, tendo chegado à sua sexta edição em setembro de 2012. Nesta mais recente edição, ao longo de uma semana, foram realizadas oficinas, minicursos, intervenções artísticas, debates, apresentação de peças teatrais, arrecadação de livros, atividades de conscientização ambiental, exibição de filmes, exposição de artes visuais e uma roda de negócios, encerrando-se o evento com duas noites de shows, dos quais participaram as bandas amazonenses 00:00, Brutal Exuberância, Dpeids, Espantalho, Grind, Linha Rasta (única banda de reggae do evento), Luneta Mágica, Malbec, Nekrost e Os Tucumanus, além dos artistas Elisa Maia (que fez show com a cantora roraimense Euterpe), Ramiro Hitotuzi, Nunes Filho (veterano cantor romântico, com mais de 30 anos de carreira, que se apresentou acompanhado por roqueiros), Igor Muniz (rapper) e os DJs Luana Aleixo e MC Fino, além de bandas de outros estados – uma delas também tinha na formação uma amazonense: Keila Gentil, cantora da Gang do Eletro, que mora há seis anos em Belém e fez no Até o Tucupi seu primeiro show na cidade natal.

Em 2010, o governo do Estado do Amazonas, em parceria com o Sindicato dos Músicos do Amazonas,  Ordem dos Músicos (OMB), Associação dos Bois de Manaus e Associação de Música Gospel, criou o Festival Amazonas de Música, realizado anualmente em setembro, que conjuga aspectos dos dois modelos citados: Mostra Competitiva (ou seja, um festival aos moldes do FECANI) e Mostra Não-Competitiva (uma noite de shows de bandas, semelhante ao Até o Tucupi), mais uma programação acadêmica com atividades de formação (oficinas, painéis e workshops). À proposta inicial do registro do Festival em CD, com os finalistas da Mostra Competitiva (o disco do 2º Festival, de 2011, foi lançado em março de 2012), acrescentou-se na terceira edição do evento o registro em DVD, reunindo os 10 finalistas da Mostra Competitiva, mais uma canção de cada banda participante da Mostra Não-Competitiva, que em 2012 foram Anônimos Alhures, Bquadro, Bandaid, Escândalo Fônico, Johnny Jack Mesclado, Luneta Mágica, Necroblood e Triplugados. Nicolas Jr. foi o vencedor da Mostra Competitiva, interpretando sua composição “Vicissitude”. (Ao lado, Daniela Nascimento, que interpretou a canção vencedora de Melhor Letra no festival de 2012)

Em 2007, a banda Os Playmobils iniciou um projeto de valorização do rock autoral de Manaus: o Toca Rock. Suas 32 edições (até julho de 2012) foram todas realizadas na Toca da Sinuca.

Projeto semelhante ao Toca Rock, o Riffs Desplugados foi criado em março de 2011 por Sandro Correia, da banda Nicotines. Sandro é criador também do blog Manifesto Rock Underground, no ar desde abril de 2010, e da Rádio Web Manifesto Norte, que iniciou suas transmissões em junho de 2012. Os três projetos têm em comum o propósito de valorização da produção autoral do Amazonas e da região Norte. O Riffs consiste na apresentação acústica de uma banda autoral no Espaço Thiago de Mello na Saraiva Megastore do Manauara Shopping Center, sempre com entrada franca. Já se apresentaram no projeto desde março de 2011 as bandas Ed Ondo, Tudo Pelos Ares, Os Playmobils, Projeto Campari, Humanos, Os Tucumanus, Aliases, Alaídenegão, Roodie, Luneta Mágica, Escândalo Fônico, Piscianos, Blue Line, Sônomo, Control–Z e Willy Kaolho, além da cantora Elisa Maia. O projeto também investe no intercâmbio Manaus-Boa Vista: de Roraima, já estiveram no Riffs a banda Haadj e os cantores Sérgio Barros e Vinicius Tocantins. 

2 comentários:

  1. Fábio muito bacana o teu texto mas, pela proposta do mesmo, surgem algumas lacunas muito importantes considero importantes! Desculpar meu texto não muito revisado. Mas vamos em frente!
    Na década de 70 e 80, principalmente, havia uma produção de música autoral bastante peculiar e popular que era veiculada nas rádios de toda a região norte, que incluía artistas como Teixeira de Manaus, Grupo Carrapicho, Abílio Farias, Vinicius Cantuária (em nível nacional), sendo que todos em algum momento fecharam contratos com gravadoras nacionais.
    Na década de 90 o grupo Carrapicho estourou na França com “Tic Tic Tac” da mesma forma que o grupo Kaoma estourou com "Chorando Se Foi, quem um dia só me fez chorar!".
    Paralelamente, antes do boi de Parintins acontecer (em Manaus), existia em Manaus, ainda na década de 80, um movimento muito expressivo denominado MPA (Música Popular Amazonense) no qual muitos artistas como Célio Cruz, Pereira e Candinho & Inêz entre outros conseguiram popularizar sozinhos algumas de suas composições, gravando discos independentes até depois disso. Outro músico que conseguiu emplacar e comercializar suas próprias canções chama-se Cileno. Mas esse foi um pouco depois dos que eu citei anteriormente.
    Na parte do rock e heavy metal, na década de 80 a cidade dispôs de uma relevante cena autoral, uma vez que bandas como Nunbness, More Beer, Jack Danniel’s e Homicide chegavam a ser “headlines” dos festivais locais realizados em locais como Rio Negro Clube, Nacional Futebol Clube, Clube Guanabara e nas Escolas de Samba da Aparecida e Vitória Regia, sendo que todas além de promoverem trabalhos próprios utilizavam dos meios de divulgação da época como fanzines locais e nacionais além da venda de fitas k-7. Aquela mesma que o povo rebobinava com a caneta Bic!
    Vale lembrar que a Praça 14 de Janeiro é tradicionalmente o berço do samba em Manaus, ainda na primeira metade do século XX. Mas vamos voltar aos tempos modernos.
    A década de 90 foi marcada por um grande movimento autoral que se alastrou em diversos lugares tais como Bar War Zone, Aeroclube de Paraquedismo, Ecos Bar, Bar da Saly na Zona Leste, Bip Top Bar no Centro entre outros. Muitos bares passaram a apresentar bandas autorais locais como chamariz de freguesia.
    No mesmo período aconteceram edições dos Festivais do CIEC e em 1998 o primeiro “Festival Fronteira Norte”, ambos modelos voltados para a produção local. Neste cenário bandas como Irreverentes, Mystical Vision, Cogumelo Blues Band, Veneno da Madrugada, Monstro Lake, Zeronovedois, Armagedon, Zona Tribal, Jullie At Lewes, Vó-lata, Scarecrow (depois Espantalho), Território Nacional, Underflow, Charlie Perfume, Platinados, Olhos Imaculados, Teoria Arcana, Deskarados entre várias outras despontaram ao público através de suas próprias composições, fato que induziu à articulação de políticas públicas entre os artistas e poder público, para que fosse registrado aquele novo acervo musical.
    Assim os anos 2000 foram marcados pela produção ainda que amadora ou semiprofissional daqueles trabalhos. Os primeiros resultados vieram na forma de duas coletâneas, “Além da Fronteira I” e “Além da Fronteira II”, seguidos por álbuns individuais de parte daqueles artistas nos 4 anos que se seguiram. Talvez impulsionado pelos álbuns pu pela própria cena, cresceu um movimento voluntário das rádios locais em abriram novamente seus espaços para a veiculação das músicas regionais. Nesta fase alguns artistas locais levaram seus trabalhos para outras capitais e para as grandes gravadoras, que passavam pelo seu mais acentuado decesso.
    E depois o seu texto segue muito bem nos acontecimentos, mas como você mesmo disse não tem como se esgotar!
    De qualquer forma, lhe parabenizo pela sua iniciativa!! É sempre bem vinda!

    Abraço forte

    Marcos Terra Nova

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    1. Marcos, obrigado pelo comentário, mais precioso ainda por vir de alguém que é um dos (tantos) protagonistas desta cena, que acompanho como um observador interessado, sabendo porém que por mais que eu possa me inteirar dela através de leituras, relatos ou vivência atual, sempre me faltará a vivência anterior.

      De todo modo, o foco do texto não era exatamente este resgate dos anos 90/2000 em que vc centrou seu comentário, e sim mesmo no momento atual, sem - repito - pretensão alguma de esgotá-lo. Um dos motivos desta opção é a falta de fontes disponíveis sobre o passado recente da música do Amazonas (e, de resto, de todo o Norte ou mesmo de boa parte do país, exceto Rio de Janeiro e São Paulo).

      Caso queira revisar ou mesmo ampliar seu comentário, posso publicá-lo como um novo post aqui no blog.

      Grande abraço e obrigado!



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