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domingo, 16 de dezembro de 2012

Público curte noite pesada do Festival Quebramar


Macapá - Às 1h37 da manhã deste domingo, a banda paulista Korzus interrompeu o show de encerramento da segunda noite do Festival Quebramar, que iniciara apenas 8 minutos antes. O motivo foi uma briga na plateia. A banda avisou que, havendo nova briga, iria dar o show por encerrado. A partir daí os ânimos se acalmaram e a festa seguiu sem novos incidentes (cerca de uma hora antes, uma ambulância recolhera um rapaz que aparentemente havia bebido demais e estava semi-inconsciente). Convenhamos, dois incidentes é um índice bastante baixo para um evento gratuito em espaço aberto (o Anfiteatro da Fortaleza de São José) que mobiliza milhares de pessoas. 

A curadoria do Quebramar optou por concentrar na noite do sábado, 15, as bandas pesadas, ou seja, as bandas de metal, como as locais Matinta Perera e Profétika. Ambas, assim como a Korzus, atraíram boa parte do público para a frente do palco, junto à grade de proteção (rente a qual, inclusive, muita gente ficou batendo cabeça). Havia peso mesmo nas bandas com outras influências, como a O Sósia (AP), que abriu a noite, inciando com um tema instrumental que mescla peso e balanço, e seguindo com temas próprios que aqui e ali remetem ao clima da Jovem Guarda. Seguiu-se o metal da Mental Caos, banda que chegou ao Festival através da vaga de vencedora da Batalha de Bandas promovida em novembro. O vocalista da Mental homenageou a Anonymous Hate, que na tarde desse sábado se apresentou em São Paulo abrindo para Krisium, além de citar outras bandas locais que não entraram na programação, como a Hidrah. Quem também homenageou bandas locais foi a Matinta Perera, como se vê na foto abaixo.

Vocalista da Matinta Perera com 
camisa da Amaurose

No contexto da noite, shows como o da amapaense Godzilla ou da potiguar Calistoga podem até ser considerados mais leves. O desta última, que aliou ao peso uma boa desenvoltura melódica, de fato não chegou a atrair a galera para a frente do palco, o que aconteceu tanto quando tocou Godzilla quanto na apresentação de Stereovitrola. Godzilla fez a galera pirar tocando várias das músicas que estão no CD que gravou em Belém em 2010 e que ainda aguarda lançamento. Já a 'Stereo' antecipou as cinco faixas que estarão no EP recém-gravado (do qual o Som do Norte já pôde escutar antecipadamente as boas "Fita VHS" e  "Experiências com o Modelo Animal"); foi a única banda que deu ares psicodélicos à noite, principalmente nas longas passagens instrumentais das canções. 

STEREOVITROLA
Entrevista Marinho Pereira - 15.12.12




Já a Profetika fez seu primeiro show após uma pausa na qual chegou a anunciar o fim da banda, no começo do ano. O destaque do show foram temas do EP Serial Killer, como a faixa-título e "Mãos ao Alto". A banda se destaca por ser uma das poucas a fazer trash metal com letras em português.


PROFETIKA
Entrevista Michel - 16.12.12





A relativamente longa espera entre o final da apresentação da Profetika e o começo do show de Korzus não desanimou a galera, que foi se acomodando perto do palco, no limite da grade. Talvez essa ansiedade por ver essa banda ícone do trash metal nacional é que tenha causado a briga que levou à interrupção do show logo no início. Porém, como já dissemos, o fato não voltou a se repetir, resultando num show de 57 minutos no qual a banda tocou seus principais sucessos, satisfazendo plenamente o anseio da galera, creio eu. Tanto que ninguém pediu bis.


* A Hanna citada nas entrevistas é Hanna Paulino, vocalista da Hidrah, que está apresentando o Festival ao lado de Michel, vocalista da Profetika.

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