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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Foi Show: Madame Saatan - Até o Fim

Se houver uma cadeira de Condução de Show em alguma faculdade que tenha curso superior de Rock ou de Música Popular, seus diretores deveriam ter filmado o show que Madame Saatan apresentou em Belém nesta sexta, 21 de dezembro, para posterior estudo em sala de aula - sim, porque mais uma vez Sammliz mostrou que é de fato uma frontwoman, como consta de seu perfil pessoal no Facebook. 

O show de Madame encerrou a festa intitulada "Até o Fim" (nome de uma das canções do segundo disco da banda, Peixe Homem, lançado em 2011), que contou ainda com A Válvula, Letrac, Johnny Rockstar e Hope (todas paraenses; a segunda e a última atualmente residem em São Paulo, assim como Madame Saatan). O nome do evento fazia uma alusão ao propalado fim do mundo, que aconteceria nessa sexta (e que, como vocês bem sabem, não se confirmou). Mas às 23h, quando a sonzera começou, com o show d'A Válvula, a piada já estava tão velha que nem se fez menção ao "fato".



Madame Saatan não tocava em Belém desde setembro do ano passado, quando fez o show de lançamento de Peixe Homem  no Pier das Onze Janelas. Na ocasião, a banda estava com sua formação completa - Sammliz (voz), Ed Guerreiro (guitarra), Ícaro Suzuki (baixo) e Ivan Vanzar (bateria) -, o que não pôde se repetir na sexta, pois Ivan está morando em Porto Alegre, e Ìcaro ainda não foi liberado pelos médicos a voltar aos palcos (pra quem não lembra, ele sofreu um acidente, sendo atropelado por um delegado no começo de outubro). Em seus lugares, entraram respectivamente Wagner Nugoli e Vinci, ambos da banda Hope, que tocou logo antes de Madame.


Perguntar quem tinha ido no show do Pier foi uma das primeiras coisas que Sammliz fez na sexta, bem como pedir para ajustar a luz de modo que ela pudesse ver rostos conhecidos na plateia (e até cumprimentar alguns que chegou a reconhecer). Enfim, demonstrava estar totalmente em casa (tanto por estar no palco, quanto por ele ser em Belém). Após um início de show arrasa-quarteirão, com "Respira", "Fúria" e "Sete Dias", Sammliz fez uma homenagem a Ícaro Suzuki, pedindo uma salva de palmas ao baixista da banda. Espontaneamente, a galera emendou na homenagem o canto de um versinho contra o atropelador do músico ("Ei, delegado, vai tomar no cu!/ Ei, delegado, vai tomar no cu!" ...). Em seguida, Sammliz interpretou a canção-tema do evento, "Até o Fim", e logo depois "Cicatriz", fechando assim esse primeiro bloco só com músicas de Peixe Homem (e quase na mesma ordem do disco, só invertendo "Até o Fim" e "Sete Dias"). O tempo todo tanto Sammliz quando Ed (outro que teve uma noite inspiradíssima, quebrando tudo em sua guitarra) estavam quase sempre na beirinha do palco, incentivando & curtindo a roda & o circle pit.



Logo após terminar "Cicatriz", Sammliz sentou no praticável da bateria para tirar as botas, e assim que retomou o microfone saudou a banda Madame Saatan Cover e também as caravanas que vieram do interior para curtir o show, referindo-se especialmente à galera de Santa Luzia do Pará, cidade a 200 quilômetros de Belém. A caravana fez chegar até o palco o banner que elaborou saudando a banda em nome da cidade, tendo figuras inspiradas na capa do primeiro CD, de 2007.



Em seguida, Sammliz pediu para a técnica baixar a luz principal, deixando só as luzes de trás do palco, criando o clima intimista para cantar "Molotov". Luz normal novamente, voltou então ao repertório do disco novo, com "Moira", que emendou com "Gotas em Caos", anunciado como "essa é muito doida!" e arrematado por um grito de comando à la Gaby Amarantos: "Treme!".



Nessa hora a vocalista acabou pedindo pra descansar um pouco, afinal o show já estava passando da metade. Algum fã pediu que ela cantasse "Insônia", que por estar fora do roteiro ensaiado, Sammliz começou a cantar à capella, parando em seguida por ter se atrapalhado (e ainda levando o fato na esportiva, "como é que eu posso errar minha própria letra?"). Retomou então o show com "Devorados", ao fim da qual pegou uma garrafa de água e despejou o conteúdo na própria cabeça (sequência de fotos abaixo), só depois se dando conta de que poderia levar um choque ao pegar o microfone de volta. Com o OK da técnica, que garantiu que não haveria choque, Sammliz atendeu novo pedido da galera, que queria ouvir "Cine Trash".





Foi então que mais se mostrou presente o espírito de condução de show de Sammliz. Faltava uma música para encerrar o set list e o baixista Vince sinalizara que os tendões de seus braços estavam doendo, pois ele já estava tocando no segundo show seguido (tocara com Hope logo antes). Sammliz perguntou se havia algum baixista na plateia que soubesse tocar "Velas". Aí lembrou-se do Madame Saatan Cover, e convidou seu baixista a subir ao palco.


Raoni, Sammliz e Ed

Quem atendeu ao convite foi Raoni, baixista das bandas Lord Byron e Ut Opia, que mandou bem na interpretação de "Velas", sendo saudado por Sammliz:


- Égua, menino, tu salvaste a pátria! 

No que Raoni deixou o palco, um rapaz pulou e foi abraçar Sammliz, sendo retirado pelos seguranças sem maiores incidentes. E a tudo isso, todos nós gritando "Mais um, mais um!", mas não rolou. A aula magna de como conduzir um show de rock, by Sammliz, já havia encerrado.




Destaques dos shows anteriores: A Válvula contou com a participação do vocalista Beto Gota, da Aerolito, numa música inédita. *** Johnny Rockstar fez um show pra cima e dançante, como o habitual; pra mim foi o melhor show da noite, afora obviamente o de Madame Saatan. O final foi com toda a galera do Gold Mar cantando a plenos pulmões "Alcalina" e "Monoral". *** Já Hope aproveitou a rara ocasião de tocar em Belém para mostrar as músicas do seu primeiro CD, que lança em breve.





Agradeço a Sammliz o contato feito com Gabriel Portella, pedindo-lhe que enviasse fotos para ilustrar nosso post; e também agradeço ao Gabriel a cessão das fotos.


9 comentários:

  1. Esse foi o melhor presente de natal antecipado. Show fodástico, Madame Saatan quebrando tudo como sempre.
    CAAAAAAAAAAAOOOOOOOSSSSSSSSS

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  2. Excelente matéria pessoal! Só uma correção: O Raoni não é o baixista do Madame Saatan cover..hehe. Ele é baixista do Lord Byron e da banda Ut Opia. :)

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    1. Obrigado Fabricio! Bom, eu tava lá e quando a Sammliz chamou o baixista da MS Cover quem se apresentou foi o Raoni, talvez daí a confusão. Valeu.

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    2. Sim..eu imaginei que fosse por isso mesmo! hehe! De boa! :)

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  3. Muito show, meu rei. Valeu!!!!!!

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    1. Muito honrado pela visita e pelo comentário, Ed! Parabéns pelo show!

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  4. Hehehehe, Matéria Duca! Como o Fabrício falou ali em cima, realmente não sou baixista do Madame Saatan Cover, mas eu sabia a música (ou pelo menos parte dela! Subi de entrosado mesmo, hehehe... O Show foi foda demais, como sempre.

    Parabéns pela matéria! =D

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    1. Obrigado Raoni, vou alterar o texto.

      Parabéns pra vc também!

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