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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Festival Quebramar abre com debate


Macapá - A abertura oficial do Festival Quebramar aconteceu ontem à noite, no Centro de Difusão Cultural Azevedo Picanço, com um debate que reuniu artistas e gestores culturais, transmitido pela Pós TV Fora do Eixo através da internet. 

Entre os vários temas abordados, quero destacar um -  o papel que cabe ao Estado (não o Amapá especificamente, mas sim no sentido de "ente público", seja prefeitura, governo do Estado ou federal) no fazer cultural. O tema surgiu porque um dos participantes da mesa lamentou ver o governo do Estado apenas apoiando eventos já existentes, como o próprio Festival Quebramar, mas não se empenhando em criar outros que ele, o Estado, realizaria. O poeta Herbert Emanoel, do grupo Tatamirô, alertou para o perigo da tutela, em ambos os casos (Estado apoiando ou realizando) - ou seja, o Estado poderia impor um certo viés ao apoio, em função de estar investindo exigir que o artista fizesse ou deixasse de fazer determinadas coisas. 

Presente na plateia, a poeta Carla Nobre relatou ter sido chamada para executar a 1ª Feira do Livro do Amapá (FLAP) - proposta, aliás, pelo próprio governador Camilo Capiberibe - e não ter sofrido pressão alguma sobre a forma de realizar o evento ou utilizar os recursos oferecidos. Herbert respondeu que a tutela não é algo que forçosamente ocorrerá, mas que o perigo sempre existe (ao que um dos debatedores lembrou que isso hoje é quase improvável na esfera federal, a presidente Dilma Rousseff não iria interferir na execução de um projeto aprovado na Lei Rouanet). O ideal, portanto, seria que o Estado atuasse mais de forma a gerar oportunidades para quem quer empreender na cultura, através de editais, apoios e patrocínios. 


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