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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Foi Show: Celdo Braga, 30 Anos de Carreira


Por Vânia Beatriz
enviada especial a Manaus

Celdo Braga, Célio Cruz e o Grupo Imbaúba

Na noite da sexta-feira, 23 de novembro, música e poesia, passado e presente, se encontraram no palco do Teatro Amazonas (Manaus), para comemorar os 30 anos de carreira de Celdo Braga, amazonense de Benjamim Constant. O show, denominado 30 anos cantando o Amazonas foi pontuado pela simplicidade, tributos à Amazônia e muita emoção.

Pelo palco passaram amigos e parceiros de diferentes etapas da trajetória poético musical de Celdo, dos antigos companheiros do grupo Raízes Caboclas aos atuais do Grupo Imbaúba, apresentando a singular sonoridade  da música amazônica para uma plateia  lotada.

Na abertura do espetáculo, Celdo Braga recitou o poema "Rio Amazonas" ao som de "Água Doce", música executada pelo Grupo Imbaúba. Nos caminhos deste rio muitas histórias foram contadas, recitadas, dançadas e interpretadas, nas homenagens que se seguiram.

Celdo com Thiago de Mello

Fizeram participação especial, recitando poemas, o escritor Tenório Telles, seguido por Denise Bianca com o poema "Ser Cabocla". O poeta Thiago de Mello emocionou Celdo, recitando um poema escrito especialmente para a ocasião. Um grupo de alunos da Escola Municipal Antônio Matias Fernandes, participantes do Projeto Encantarte , coreografou a música Iara dos Rios.

Celdo, Roberto Lima e as crianças do 
Projeto Encantarte 

Entre uma e outra execução do Imbaúba (com Sofia e Roberto Lima), subiram ao palco convidados especiais que também homenagearam Celdo Braga - Armando de Paula (cantando "Manaus Morena"), Célio Cruz ("Canoar")  e Maria de Jesus Sales ("Consciência Cabocla").

Os parceiros da região amazônica que não puderam estar presentes foram lembrados nas execuções do Imbaúba:  Sérgio Souto (com a música "Elementos"), Nilson Chaves ("Sabor Açaí" e "Olho de Boto"), Zé Miguel e Joãozinho Gomes ("Pérola Azulada").

Após a execução da música "Um barco azul e branco", de Celdo, um momento de muita emoção foi quando Roberto Lima interpretou "Quem me levará sou eu", uma canção de Manduka, filho de Thiago de Mello, falecido em 2004.

Raízes

A matemática dos 30 anos de carreira de Celdo Braga é a somatória de 25 anos com o grupo "Raízes Caboclas", que o tornou conhecido no cenário musical, mais os cinco anos em que integra o grupo "Imbaúba".

Quando entraram no palco os antigos companheiros do grupo "Raízes Caboclas" (Raimundo Ângelo, o Cafuringa; Eliberto Barroncas, irmão de Celdo; Otávio Borba e Júlio Lira) o público, até então contido, se soltou, cantou e dançou junto os mais marcantes sucessos do grupo: "Canto da floresta", "Cheiro Bom", "Banzeiros" e "Paneiro". Por sinal, um enorme paneiro pairando no ar, era a única decoração do palco, simbolizando o que diz um verso da canção “...como é bela a união”.

Na opinião de Célio Cruz, parceiro musical de Celdo, além do inegável talento artístico, Celdo é um exemplo de empreendedor cultural. O teatro lotado e público voltando da porta por falta de ingresso são mostras de que o artista teria público para duas noites de espetáculo. A receptividade do público é reflexo de uma trajetória artística bem construída ao longo desses 30 anos e que estão registradas em cinco álbuns do Imbaúba e em gravações de  outros artistas.  Os maiores sucessos foram reunidos na coletânea lançada no evento.



 Após o show, Celdo disse que ver o teatro lotado,  as crianças do grupo EncantArte  brincando com sua poesia e, cantar junto com os amigos os maiores sucessos da carreira,  o deixaram não com a  sensação de dever cumprido, mas de dever em cumprimento,  e muito feliz.

Um comentário:

  1. GRANDE CELDO,
    PARABENS PARCEIRÃO QUERIDO PELA LINDA TRAJETÓRIA!
    30 ANOS É UMA LONGA HISTÓRIA, UMA LONGA ESTRADA!
    LAMENTO NÃO ESTAR PRESENTE NESSA FESTA.QUEM SABE NA FESTA DOS 60SENTINHA? RSRSRS

    UM ABRAÇÃO ENORME!

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