Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Foi Show: 3ª e 4ª noites do Castanheira Rock Festival

Por Thiago Leitinho, de Rio Branco,
especial para o Som do Norte
Fotos: Aldine Padula


Nos sábados 17 e 24 de novembro, aconteceram as duas últimas noites do Castanheira Rock Festival, em Rio Branco. O heavy metal deu o tom dessas duas noites, diferentemente das duas primeiras (3 e10), que tiveram bandas mais pop. 

Raw Ride

No dia 17, os shows das bandas acreanas Raw Ride e Mártires e da porto-velhense Coveiros aconteceram no Stúdio Rock Bar. O público compareceu em massa, foram mais de 200 pessoas presentes. Ausência, só a banda Discórdia (que cancelou a participação no evento, para tocar no festival Ferrock em Brasília no mesmo final de semana).  “O público interagiu bastante, as pessoas se apertaram no lado interno do espaço, mas não saiam da frente do palco nem entre uma banda e outra. Até porque em show de metal a maioria das pessoas vai pra ver as bandas mesmo” comentou Aldine Padula, uma das produtoras do evento.

Fire Angel 

A última noite do Castanheira Rock Festival foi a única onde os shows saíram do Stúdio Rock, indo para  a Associação Atlética do Banco do Brasil-AABB. Quem abriu a noite foi a Fire Angel, com a experiência de mais de 10 anos na cena de metal acreana, sendo quase presença obrigatória nos eventos da categoria. Em seguida, se apresentaram as bandas Kingdom of Steel, Survive (banda acreana atualmente radicada em Curitiba), Hylidae (ao lado), Scalpo, Ulynearth (RJ) e Hibria (RS). O local ficou completamente lotado, o público superou a marca de 600 pessoas. 

Hibria 

O festival apresentou 17 bandas, se estendendo por todos os sábados de novembro. Sem cobrança de ingresso, os organizadores pediam apenas a colaboração do público com a doação voluntária de 1kg de alimento. O objetivo inicial de arrecadar uma tonelada de alimentos foi superado. O montante será doado a instituições filantrópicas do Acre. Segundo Aldine, foram montadas mais de 100 cestas básicas, que serão entregues neste próximo sábado, 1 de dezembro, pela equipe organizadora do Festival.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Foi Show: Celdo Braga, 30 Anos de Carreira


Por Vânia Beatriz
enviada especial a Manaus

Celdo Braga, Célio Cruz e o Grupo Imbaúba

Na noite da sexta-feira, 23 de novembro, música e poesia, passado e presente, se encontraram no palco do Teatro Amazonas (Manaus), para comemorar os 30 anos de carreira de Celdo Braga, amazonense de Benjamim Constant. O show, denominado 30 anos cantando o Amazonas foi pontuado pela simplicidade, tributos à Amazônia e muita emoção.

Pelo palco passaram amigos e parceiros de diferentes etapas da trajetória poético musical de Celdo, dos antigos companheiros do grupo Raízes Caboclas aos atuais do Grupo Imbaúba, apresentando a singular sonoridade  da música amazônica para uma plateia  lotada.

Na abertura do espetáculo, Celdo Braga recitou o poema "Rio Amazonas" ao som de "Água Doce", música executada pelo Grupo Imbaúba. Nos caminhos deste rio muitas histórias foram contadas, recitadas, dançadas e interpretadas, nas homenagens que se seguiram.

Celdo com Thiago de Mello

Fizeram participação especial, recitando poemas, o escritor Tenório Telles, seguido por Denise Bianca com o poema "Ser Cabocla". O poeta Thiago de Mello emocionou Celdo, recitando um poema escrito especialmente para a ocasião. Um grupo de alunos da Escola Municipal Antônio Matias Fernandes, participantes do Projeto Encantarte , coreografou a música Iara dos Rios.

Celdo, Roberto Lima e as crianças do 
Projeto Encantarte 

Entre uma e outra execução do Imbaúba (com Sofia e Roberto Lima), subiram ao palco convidados especiais que também homenagearam Celdo Braga - Armando de Paula (cantando "Manaus Morena"), Célio Cruz ("Canoar")  e Maria de Jesus Sales ("Consciência Cabocla").

Os parceiros da região amazônica que não puderam estar presentes foram lembrados nas execuções do Imbaúba:  Sérgio Souto (com a música "Elementos"), Nilson Chaves ("Sabor Açaí" e "Olho de Boto"), Zé Miguel e Joãozinho Gomes ("Pérola Azulada").

Após a execução da música "Um barco azul e branco", de Celdo, um momento de muita emoção foi quando Roberto Lima interpretou "Quem me levará sou eu", uma canção de Manduka, filho de Thiago de Mello, falecido em 2004.

Raízes

A matemática dos 30 anos de carreira de Celdo Braga é a somatória de 25 anos com o grupo "Raízes Caboclas", que o tornou conhecido no cenário musical, mais os cinco anos em que integra o grupo "Imbaúba".

Quando entraram no palco os antigos companheiros do grupo "Raízes Caboclas" (Raimundo Ângelo, o Cafuringa; Eliberto Barroncas, irmão de Celdo; Otávio Borba e Júlio Lira) o público, até então contido, se soltou, cantou e dançou junto os mais marcantes sucessos do grupo: "Canto da floresta", "Cheiro Bom", "Banzeiros" e "Paneiro". Por sinal, um enorme paneiro pairando no ar, era a única decoração do palco, simbolizando o que diz um verso da canção “...como é bela a união”.

Na opinião de Célio Cruz, parceiro musical de Celdo, além do inegável talento artístico, Celdo é um exemplo de empreendedor cultural. O teatro lotado e público voltando da porta por falta de ingresso são mostras de que o artista teria público para duas noites de espetáculo. A receptividade do público é reflexo de uma trajetória artística bem construída ao longo desses 30 anos e que estão registradas em cinco álbuns do Imbaúba e em gravações de  outros artistas.  Os maiores sucessos foram reunidos na coletânea lançada no evento.



 Após o show, Celdo disse que ver o teatro lotado,  as crianças do grupo EncantArte  brincando com sua poesia e, cantar junto com os amigos os maiores sucessos da carreira,  o deixaram não com a  sensação de dever cumprido, mas de dever em cumprimento,  e muito feliz.

Agenda Manaus: Arraial do Beiradão



A atração do Fino da Bossa nesta sexta, 7 de dezembro, será o show Arraial do Beiradão, que reúne no palco o cantor e compositor Gonzaga Blantez e a cantora Karine Aguiar - respectivamente, tio e sobrinha. Karine irá interpretar as canções de Gonzaga que gravou em seu recente CD Arraial do Mundo, como "Meu Baião" e "Vento" (parceria com Eliakin Rufino), além de outras como "Por Toda Vida", grande campeã do Festival de Ourém, no Pará, em julho deste ano. 

O show, porém, vai além do caráter de "encontro em família". Gonzaga apresenta músicas que compôs num estilo enérgico criado por ele próprio, denominado "afro-beiradão", que mistura o tradicional beiradão do Amazonas com levadas rítmicas africanas. Irão participar do show outros ilustres artistas do Estado, como Cileno, Gil Valente, Salomão Rossy e Nícolas Jr.

O encerramento do show irá reunir no palco do Fino da Bossa os integrantes do Cordão do Marambaia. Mais que um grupo, o Cordão pode ser definido como um movimento de valorização da música regional e da cultura brasileira, que tem entre suas influências carimbó, marabaixo, tambor de Minas, xote, maracatu, baião, samba de roda, ciranda, capoeira, lundu, marambiré e sairé e outras manifestações de várias partes do Brasil. O Cordão tem como cantadores Gonzaga Blantez, Karine Aguiar e Salomão Rossy; seus batucandeiros são China, Ygor Saunier e Marinho Simões; e Marcelo Figueiredo responde pela guitarrada. Completam o grupo: Filipe Romagna (saxofone), Miquéias Pinheiro (baixo) e Dheik Praia (dançarina).


  • NOTA: A cantora Karine Aguiar divulgou na manhã desta sexta um comunicado no Facebook, desculpando-se por não poder participar do show logo mais à noite, por estar se recuperando de um resfriado que a deixou sem voz durante esta semana. - Fabio Gomes (7.12.12)

Agenda Macapá: Festival Quebramar 2012




Música do Dia: A Fim de Onda

O portal Natura Musical lançou ontem para download a primeira faixa do CD de estreia da cantora Luê - justamente a canção que dá título ao disco. "A Fim de Onda" é uma parceria da intérprete com o produtor do disco, Betão Aguiar, e o poeta-cantor-compositor Arnaldo Antunes. É a primeira música de autoria de Luê a ser lançada, marcando portanto sua estreia como compositora. 

Aqui você ouve o lançamento. 


Aqui você baixa o single, direto do servidor da Natura Musical, basta clicar na imagem. Vai vir um pacote zipado, contendo apenas o áudio mesmo (na contramão da tendência de ter ao menos uma capinha ou mesmo um texto). OBS: O link para download foi retirado do ar pela Natura Musical após o lançamento do CD. 


O lançamento de A Fim de Onda, o CD, está prometido para o primeiro semestre de 2013. A seguir, leia o release do lançamento, enviado pela equipe de imprensa da Natura Musical. 



***

Portal Natura Musical oferece, com exclusividade, a faixa-título do primeiro álbum da cantora paraense, Luê“A Fim de Onda” está disponível para download legal e gratuito no portal www.naturamusical.com.br, na seção ‘Para Baixar’. A música foi composta pela artista em parceria com o cantor Arnaldo Antunes e o produtor Betão Aguiar.

“A Fim de Onda” foi uma das primeiras músicas de Luê feita em parceria. Ela surgiu de maneira despretensiosa, durante uma viagem de avião, em uma brincadeira com Betão Aguiar. A cantora fez a melodia e um trecho do refrão durante o percurso, os dois gostaram do resultado e comp
letaram o resto da melodia. Por fim, surgiu o convite para Arnaldo Antunes ajudar na letra e a canção, enfim, ficou pronta. “É muito legal perceber como Arnaldo trabalha as palavras de maneira livre e leve. Foi uma alegria poder ter feito essa canção com eles”, ressalta Luê.

Antes mesmo de escrever os últimos versos de “A Fim de Onda”, a cantora já tinha gravado a base da música com o baterista Pupillo (Nação Zumbi) e o baixista Zé Nigro. No arranjo, ela contou com a colaboração da percussão do Orlando Costa, as guitarras do Régis Damasceno (Cidadão Instigado) e teclados de Didi Gutman (Brazilian Girls), “acabou resultando em uma paquera interessante entre um bolero e um chá-chá-chá, com referências do universo brega-romântico que sempre tive contato”, explica Luê, que destaca também o trompete de Guizado na música. “Sempre imaginei que, no dia em que tivesse a oportunidade de ter um disco, nele teria um trompete passeando entre uma música e outra, pois é um instrumento que eu adoro, e o Guizado fez um trabalho lindo”, comemora.
O programa Natura Musical escolheu Luê em 2012 para patrocinar a gravação do 1.º CD da artista paraense, uma das novas apostas da cena contemporânea do estado. O disco tem produção de Betão Aguiar e tem previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2013.

Luê – Nascida em janeiro de 1989, tem formação clássica em violino, pelo Conservatório Carlos Gomes e pela Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFPA (OSUFPA). Em 2009, Luê cantou pela primeira vez em um show do grupo Arraial do Pavulagem, do qual Júnior Soares, seu pai, faz parte. Depois das participações especiais em shows de amigos, o caminho natural foi querer desenvolver seu próprio espetáculo. O primeiro show com banda, Tu Já Rainha
, com repertório recheado de composições de autores amazônicos, aconteceu no Sesc Boulevard em temporada que teve recorde de público. Veio a consagração e o reconhecimento do público por “uma das mais belas vozes do cenário amazônico”, dito pelo jornalista Edgar Augusto.
Todos estes acontecimentos acabaram fazendo com que fosse escolhida para participar do projeto “Terruá Pará” nas edições de 2011 e 2012, festival dirigido pelo produtor Carlos Eduardo Miranda, que levou o melhor da música paraense produzida nos últimos tempos para teatros importantes do país, entre eles  o Auditório Ibirapuera, em São Paulo, onde o público aplaudiu de pé o encontro da nova geração (Gaby Amarantos, Felipe Cordeiro, Lia Sophia, Gang do Eletro, entre outros) com notoriedades da história da musica do estado (Paulo André Barata,  Dona Onete, Mestre Vieira, Mestre Laurentino, etc. A visibilidade proporcionada pelo evento fez com que fosse convidada para o projeto “Prata da Casa” do SESC Pompéia, em novembro de 2011. No ano seguinte, Luê foi selecionada pelo Programa Natura Musical, que irá patrocinar a gravação do seu primeiro CD e o show de lançamento do álbum, em 2013.

SOBRE O PROGRAMA NATURA MUSICAL
É o programa de apoio à cultura brasileira da Natura com foco em música, que atua por meio de diferentes frentes, como os Editais Públicos, que visam selecionar projetos de diferentes formatos e estágios da produção cultural por meio das Leis Rouanet ou do Audiovisual; a Seleção Direta, que contempla propostas adequadas ao conceito do programa e de grande relevância e inovação, sem a obrigatoriedade das leis de incentivo; as Turnês Nacionais de artistas reconhecidos do grande público e da crítica especializada e os Festivais. Lançado em 2005, o Programa beneficiou projetos de diferentes estágios e processos da música brasileira patrocinando mais de 170 projetos em todas as edições de edital público e seleção direta. Ao todo, 17 estados das cinco regiões do Brasil foram contemplados e mais de 600 mil pessoas beneficiadas. Saiba mais no portal www.naturamusical.com.br ou nas redes sociais do programa no Facebook, Twitter e Youtube.
NATURA - Fundada em 1969 em Cajamar (SP), é hoje a maior fabricante brasileira de cosméticos e produtos de higiene e beleza e líder no setor de venda direta no Brasil. 

Foi Show: Festejo Beradero


Por Nany Damasceno,
enviada especial a Porto Velho



Para encerrar a semana do Festejo BeradeRO-20 anos de Kanindé, o Fora do Eixo, através do Coletivo Caos, o Movimento Hip-Hop da Floresta e a Kanindé organizaram duas noites de shows no Pioneiros Pub, 23 e 24 de novembro, sexta e sábado. 

Na sexta-feira, a primeira banda a subir no palco foi a banda rondoniense Kali e os Kalhordas, que tem quase um ano de estrada. Foi um show e tanto! O público, receptivo, acompanhou a vocalista Kali  Tourinho, que interagiu o tempo todo com a plateia. Tocaram alguns covers como  "Eu sou Neguinha", de Caetano Veloso, e um pot-pourri de Jorge Ben, mas o ponto alto da noite foram realmente as músicas autorais, além da participação encantadora da poeta Gabi Amadio, recitando seu poema “Sobre o Acaso”. Era perceptível o entrosamento de Kali, a banda e o público, tornando o show surpreendente.

Gabi Amadio (ao microfone) participa do 
show de Kali e os Kalhordas

Quem tocou em seguida foi a Comunidade Manoa, uma dupla de rappers talentosos e com letras que mesclam a cultura dos povos da florestas e os problemas sociais, fazendo o que chamam de 'Indioribeiriferia', ou seja a junção das culturas dos povos da floresta e das cidades amazônicas, traduzida na linguagem do Hip Hop. 

Comunidade Manoa

A terceira banda da noite foi o duo argentino Finlandia, com músicas que combinam os ritmos latino-americanos com a sonoridade contemporânea. Raphael Evangelista e Mauricio Candussi utilizam vários efeitos de programação mesclando com o som dos instrumentos acústicos (piano, acordeão e violoncelo). Um show  energizante e envolvente, encantou o público que dançou desde a primeira música e não economizou nos pedidos de "mais uma", atendidos prontamente.

Finlandia

Já passavam das 4 da manhã quando MCF2 subiu ao palco, ou melhor, fez a roda hip hop, alí mesmo no chão, junto ao público que fazia o “breaking” (movimento com a mão no ritmo da música, comum no rap) e permaneceu na roda até o fim do show. 

Devido ao horário já avançado, o show da banda AP12 foi transferido pro dia seguinte.

Já o sábado foi uma noite pra lá de eclética. No palco etnoambiental, se apresentaram bandas dos mais variados estilos. A primeira foi a banda de reggae Leão do Norte. Surgido em 2004, com um trabalho 100% autoral, a Leão do Norte tem como referência o reggae jamaicano, tanto na sonoridade quanto no visual. Eles já têm uma longa estrada, tendo tocado vários festivais da Amazônia.

Logo depois, veio Binho, figura já muito conhecida na cena rondoniense. Em sua apresentação, costuma  sempre mesclar músicas  autorais e covers, interpretando grandes clássicos da MPB. Seu show contou com participações das já citadas Gabi Amadio e Kali Tourinho. 

Em seguida, foi a vez da banda gospel AP-12 fazer o show que não fora possível apresentar na noite anterior. A AP-12 mistura influências  como o new metal, hard rock, rock progressivo e pop rock, gerando ao final um estilo bem peculiar.

Enquanto os shows aconteciam no espaço interior do Pioneiros Pub, na área externa imagens da programação de todo o Festejo e de povos indigenas eram exibidas em um telão, além de haver um microfone livre para os artistas presentes.

O rapper Boca, que estava vendendo suas famosa camisetas (uma delas na foto à esquerda), fez sucesso no microfone alternativo, com suas rimas de improviso e chamou a atenção. Em determinado momento, tinha-se a impressão que o festejo estava acontecendo era lá fora, tal o sucesso que Boca alcançou.

A quarta banda da noite foi a Versalle. Com um visual descolado, é uma banda  que faz o que eu chamo de rock gaúcho. O quarteto indie rondoniense se garantiu em cima do palco. É a segunda vez que vejo a apresentação deles e desde a primeira (no Festival Casarão 2011)  já tinha ficado encantada com o som deles. O público consumiu o show, autoral do início ao fim. Apesar do pouco tempo de estrada (a banda surgiu em 2009),  agrega músicos experientes - todos faziam parte de outras bandas. A Versalle têm como influências (visíveis) bandas como Coldplay, Strokes e Los Hermanos.

Versalle

Beradelia (foto à direita) foi a  penúltima banda da noite. Figurinha carimbada nos eventos culturais porto-velhenses, a Beradelia tem público garantido que canta as letras junto com o vocalista Rafael Altomar - letras carregadas ora de orgulho pelo Estado natal, ora de protesto. Formou-se até uma grande roda de ciranda em frente ao palco.

Encerrando a última noite de programação musical do Festejo Beradero, apresentou-se a banda acreana Caldo de Piaba. Já passavam de 4 da manhã e o público parecia incansável, dançando os ritmos que misturam o carimbó, lambada, brega e vários outros. A principal característica do Caldo é sempre experimentar algo novo. Com muitos pedidos de bis, o quarteto só conseguiu deixar o palco após as 5 da manhã.

O Festejo Beradero-20 anos de Kanindé teve a duração de uma semana e contou com uma vasta programação que além dos shows incluiu formação de agentes culturais, oficinas de comunicação e cultura, debates, mesa redonda e palestras, levantando discussões sobre os movimentos sociais, ambientais e étnicos.

Caldo de Piaba

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Delinquentes lança primeiro vídeo do novo DVD

Na manhã desta terça, a banda Delinquentes liberou no YouTube a primeira amostra do novo DVD, Planeta dos Macacos, gravado durante o show no anfiteatro da Praça da República (Belém) em 20 de maio deste ano. É o primeiro DVD solo da banda. 

O vídeo publicado hoje tem a faixa-título completa, sem cair naquele esqueminha um-pedaço-de-cada-música como em geral acontece. A hábil edição inseriu no solo da música imagens dos roqueiros que fizeram participação especial no show - Sammliz (Madame Saatan), Leandro Porko (Baixo Calão) e Djair (Antcorpus). A produção é da Greenvision, com direção de Priscilla Brasil e Bruno Regis, e o lançamento é anunciado para breve. Assim esperamos! 


domingo, 25 de novembro de 2012

Música do Dia: A Pausa

A Música deste domingo é "A Pausa", de autoria de Serginho Salles, interpretada por Ingrid Sato. Ela amapaense, ele paraense radicado no Amapá. 

Serginho convidou Ingrid para defender a canção na primeira edição do Festival da Assembleia Legislativa do Amapá, em 2011, no qual "A Pausa" obteve o primeiro lugar.

Posteriormente, em setembro de 2012, "A Pausa" foi escolhida para ser a faixa final do EP Ingrid Sato (2012), produzido e lançado aqui pelo Som do Norte, e que você pode baixar aqui - http://musicadonorte.blogspot.com.br/2012/09/disco-do-mes-ep-ingrid-sato-2012.html

O vídeo que você vai ver é recentíssimo, foi gravado na quinta, 22 de novembro, durante a apresentação de Ingrid na 9º Mostra Sescanta Amapá 2012, realizada no SESC Araxá (Macapá). Serginho Salles foi um dos compositores selecionados, interpretando sua composição "O Ponto" e indicando Ingrid para cantar "A Pausa" e a inédita "Proverbiando". 


Pará: Vinyl Laranja e 16-Bits lançam clipes

Como diz Camillo Royalle, da banda TurboO Rock não pára no Pará! Entraram no ar neste fim de semana dois novos clipes de bandas paraenses, produzidos totalmente no Estado. Um deles, "To Love", da banda Vinyl Laranja, entrou no ar no YouTube na sexta, 23 e foi gravado em Belém, com participação da atriz Clarice Sequeira.




Já ontem estreou "Esculhambação", clipe da faixa-titulo do segundo EP da banda 16-Bits (EP que você pode baixar aqui). Assim como o EP, o clipe também foi produzido em Novo Repartimento, a 560 km de Belém. Prova mais uma vez que hoje não é preciso estar nos grandes centros brasileiros, nem mesmo em capitais, para se fazer um trabalho tecnicamente elaborado, pois as ferramentas à disposição são as mesmas em todos os lugares. 

 

sábado, 24 de novembro de 2012

Foi Show: Abertura do Festejo Beradero

Por Nany Damasceno,
enviada especial a Porto Velho

Na terça-feira, 20, aconteceu no Mercado Cultural a Jam Béra especial de abertura do Festejo Beradero - 20 anos de Kanindé. Com uma cerimônia rápida de abertura para explicar o que significa a Kanindé - instituição homenageada nesta edição do Beradero. A Kanindé é uma OSCIP- Organização da Sociedade Civil de Interesse Público -, sem fins lucrativos, que desenvolve entre suas principais atividades a vigilância e fiscalização da Terra Indígena Uru-eu-wau-wau e do Parque Nacional de Pacaás Novos, em Rondônia. 

Malcriados

A primeira banda a se apresentar foi a Malcriados. Com uma proposta  de som bem peculiar, o quarteto tem como identidade as letras de protesto contra o capitalismo e a desigualdade social, tudo isso ao ritmo do hardcore. O show é praticamente todo autoral (abrindo exceção para poucos covers), as músicas próprias retratam o bairrismo presente em grande parte dos rondonienses e levou o público que se dividia entre a parte interna e externa do lugar a dançar e cantar praticamente dividindo o microfone com o vocalista Dinho. Aos poucos o público tomou conta do mercado, da praça em frente, da rua... Onde coubesse e fosse possível ouvir o som, o povo se acomodava.

Quem subiu ao palco em seguida, foi a banda Sweet RO. Com um show que mistura autoral e covers, não se consegue definir um estilo pra a banda, que surgiu em 2010 e está em fase de gravação do primeiro CD.

Enquanto os shows aconteciam, um telão exibia fotos do Movimento Kanindé, além de fotos do público que eram tiradas na hora e exibidas quase em tempo real, graças à cobertura colaborativa desenvolvida durante o Festejo.



A terceira banda a se apresentar no palco do mercado cultural foi a D.H.C (foto acima) que, assim como a primeira banda da noite, faz o estilo hard rock e mais uma vez, o público foi para frente do palco e dançou do início ao fim do show.

Durante o evento, o artista plástico Bototo surpreendeu com uma performance pra lá de intrigante, onde prendeu a atenção do público que acompanhou atentamente do início ao fim. A intervenção teatral foi a mesma que Bototo apresentou durante a Rio+20, este ano, no Rio de Janeiro.

Bototo


O clima intimista era claro e a diversão foi a palavra chave da primeira noite de shows do Festejo Beradero. Além das três bandas que estavam na programação, quem compareceu para a abertura do festejo e ficou até o final, pode curtir mais uma banda bônus: a Moby Dick, tocando clássicos do rock como The Beatles, Black Sabbath, Pink Floyd, The Doors, Deep Purple, Queen, Rolling Stones, U2, Creedence, AC/DC, Nirvana, entre outros.

O Festejo Beradeiro - 20 anos de Kanindé é uma realização da Kanindé, Fora do Eixo e Movimento Hi-Hop da Floresta  e tem como principal objetivo estimular o debate em torno da produção cultural, visando o social e o ambiental. Durante os dias de Festejo estão sendo realizadas oficinas de formação, mesas de debate e palestras. Tudo isso, somado a realização de shows, intervenções poéticas, espetáculos de teatro, exibição de filmes, documentários e exposição fotográfica. O evento encerra no próximo dia 26.

Agenda Boa Vista: Rock Solidário



Nascido sob o signo da rebeldia, o rock incorporou a solidariedade com a promoção do Live Aid, concerto para ajudar os famintos da Etiópia realizado simultaneamente nos Estados Unidos, Inglaterra, Austrália, Japão e União Soviética em 13 de julho de 1985, data que acabou consagrada como o Dia do Rock. Aqui no Brasil, credita-se a criação da campanha do agasalho a uma iniciativa de Roberto Carlos que, em julho de 1966, no auge da Jovem Guarda, levou roqueiros a fazer shows na rua para estimular doações.

Eventos como estes inspiraram a realização do Rock Solidário em Boa Vista neste sábado, 1 de dezembro, numa iniciativa do Chacrinhas Chopps em parceria com as bandas roraimenses que tocam regularmente no local. O objetivo é arrecadar alimentos não-perecíveis e materiais hospitalares para atendimento básico ambulatorial para o Hospital da Criança Santo Antônio.

Durante nove horas – das 14 às 23h -, haverá na choperia um estande coletando donativos. No mesmo período, estarão se apresentando no Chacrinha as bandas Haadj, Garden, Supernova, Veludo Branco, Tara Sonora e Capitão Kverna, mais a discotecagem do DJ Tuca. Outras atrações previstas são exposições de veículos do Clube do Fusca de RR e do Jeep Clube RR, além de motos de altas cilindradas do motoclube Anarquia.Todas as atrações têm entrada franca. As doações serão entregues ao Hospital no dia 3, segunda-feira.

O Rock Solidário tem o apoio do Sesc Roraima, Blog Roraimarocknroll, Som do Norte, Clube do Fusca de RR, Anarquia Moto Clube.

Serviço

Rock Solidário – em prol do Hospital da Criança Santo Antônio
Data: 1 de dezembro, sábado
Horário: das 14h às 23h.
Local: Chacrinhas Chopps
Entrada:franca
Informações: +55 95 8113 0894

PROGRAMAÇÃO

14:00h - Abertura da Chopperia Chacrinha para arrecadação de donativos
16:00h - Discotecagem DJ Tuca
17:00h - Capitão Kverna
18:00h - Supernova
19:00h - Tara Sonora
20:00h - Veludo Branco
21:00h - Haadj
22:00h - Garden

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Música do Dia: Vale o que Tem

A banda paulistana Salário Mínimo publicou no Soundcloud a faixa que gravou para o CD que será lançado comemorando os 30 anos do primeiro LP da banda paraense Stress, marco inicial do heavy metal no Brasil. Também estarão no tributo os grupos Metalmorphose, Azul Limão, Comando Nuclear, Taurus, Uganga, Prellude, Necroskinner, King Bird, Repulsão Explícita, Inquisição e Andragonia. 

"Vale o que Tem" foi lançado pelo Stress numa demo que o Stress gravou em 1986, só ganhando registro oficial como faixa-bônus do CD Live'n'Memory, que saiu em 2009 pela gravadora portuguesa Metal Soldiers Records. 


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Foi Show: Segunda Musical

Nesta semana, nossa repórter no Acre, Nany Damasceno, encontra-se em Porto Velho, acompanhando o Festejo BeradeRO, cuja abertura aconteceu nesta terça, 20. Ontem, acompanhou a Segunda Musical, cujo relato publicamos abaixo. Acompanhe o Festejo BeradeRO pelo Som do Norte.

Duo Pirarublue na Segunda Musical - 5.11.12


Nesta segunda-feira, 19, o Duo Pirarublue se apresentou no projeto Segunda Musical, que acontece toda semana no Mercado Cultural, centro de Porto Velho. O evento funciona como um happy hour, tendo início às 18h e indo até 22h. 

O show contou com sucessos de clássicos da MPB como Caetano Veloso e Milton Nascimento, e contou com as participações especiais do cantor e compositor Binho e da poeta Gabi Amadio. Ambos fizeram o que Gabi define como um "duelo de poemas". 

Além da música e poesia, a Segunda Musical contou ainda com exposição de obras do artista Júlio Carvalho





Agenda Macapá: 9ª Mostra Sescanta Amapá 2012



Cada compositor terá três músicas interpretadas. A cantora Ingrid Sato, artista Som do Norte, será a intérprete das obras de Sérgio Sales

Já Brenda Melo irá cantar uma composição dela em parceria com Taronga e Rui do Carmo (poeta paraense), outra de Helder Brandão e a terceira assinada pelo trio Enrico Di Micelli, Joãozinho Gomes e Zeca Preto. 


Agenda Macapá: Encontro dos Tambores



  • Dia 21/11 (quarta) – Encontro dos Tambores
Hora: 19h
Local: Centro de Cultura Negra

Comunidades:
Lagoa dos Índios
Curiaú
Berço do Marabaixo
Goiabal
Grupo do Pavão
União Folclórica do Igarapé do Lago
Raízes do Mazagão Velho
Grupo Folclórico e Cultural Nossa Senhora da Conceição
São Benedito do Mazagão Novo
Nossas Raízes

  • Dia 22/11 (quinta) – Encontro dos Tambores
Hora: 19h
Local: Centro de Cultura Negra

Comunidades:
Gungá
União Folclórica de Campina Grande
Foz do Pirativa
Raízes do Babá
Grupo Quilombola São João I do Maruanum II
Raízes do Bolão (Curiaú)
Herdeiros do Marabaixo
Torrão do Matapi
Cunani
São Francisco do Matapi – Tia Sinhá

  • Dia 23/11 (sexta) – Encontro dos Tambores
Hora: 19h
Local: Centro de Cultura Negra

Comunidades:
Arthur Sacaca
São Tomé do Alto Pirativa
Rosa
Comunidade do Coração – Tia Dica
Irmandade São José da Pedreira
Grupo Folclórico e Cultural do Marabaixo do Ambé
São Pedro dos Bois
Mata Fome
São Benedito da Campina Grande
Associação Folclórica Batuque Raízes do Coração

  • Dia 24/11 (sábado) – Encontro dos Tambores
Hora: 19h
Local: Centro de Cultura Negra

Comunidades:
Santo Antonio do Matapi
Ilha Redonda
Tambor de Crioula
Raimundo Ladislau
São Sebastião do Mazagão Novo
Raízes da Favela
Comunidade do Maruanum
Comunidade do Carvão
Ressaca da Pedreira
Azebic

Fãs homenageiam Ícaro Suzuki com vídeo

No domingo, 18, o Fã Clube Madame Saatan de Belém publicou no YouTube um vídeo que fez em homenagem ao baixista Ícaro Suzuki, que sofreu um acidente na noite de 2 de outubro, recebendo alta oito dias depois, após operação e transfusão de sangue. Aparecem inclusive imagens dos fãs doando sangue neste vídeo, feito basicamente feito com fotos (há apenas um rápido registro audiovisual). 


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Enquete: Leitores do @SomdoNorte preferem ouvir as músicas antes de baixar


Encerrou hoje uma enquete realizada aqui no blog ao longo desta semana. Não chegamos a badalar muito o tema, que chegou a ser destaque do Rapidola de 13 de novembro, mais algumas postagens no Twitter e Facebook. O tema era streaming vs. download, ou seja, em bom português, o melhor é ouvir a música antes de baixar (ou não), ou baixar direto? Queríamos saber a opinião de nossos leitores. 

Tivemos apenas sete votos, o que é pouco diante do universo que nos acompanha (temos 17 mil visitantes únicos/mês, em média), mas também é aquilo, né, responde quem quer. O resultado é este que vemos abaixo, com 57% dizendo que prefere ouvir online e baixar depois - ou seja, curte via streaming e aí faz o download. Ou seja, o modelo que viemos adotando desde que o blog é o blog. Vamos manter o sistema, portanto :) 

COMO VOCÊ PREFERE APRECIAR MÚSICA NA
INTERNET?

Apenas ouvir online  - 2 votos (28%)
Ouvir online e baixar depois - 4 votos (57%)
Prefiro baixar direto - 1 voto (14%)

Votos até o momento: 7 
Enquete encerrada


domingo, 18 de novembro de 2012

Agenda Rio de Janeiro: Paraenses no Brasil Rural Contemporâneo


A feira Brasil Rural Contemporâneo - 8ª Feira Nacional da Agricultura Familiar e da Reforma Agrária acontece na semana que vem na Marina da Glória (Avenida Infante Dom Henrique, s/nº - Glória), no Rio de Janeiro. Em sua programação cultural, show com vários paraenses: 

  • 23/11 (sexta) - 18h30 - Palco Tablado de Raiz: Mestre Vieira e Pio Lobato

22h15 - Palco Multicultural: Gaby Amarantos convida Felipe Cordeiro e Os Quentes da Madrugada 


  • 24/11 (sábado) -  14h30 - Palco Tablado de Raiz: Arraial da Pavulagem e Luê (45min)
15h30 - Palco #Sonororural - Os Quentes da Madrugada (40min)


22h30 - Palco Multicultural: Orquestra Imperial convida Mestre Vieira, Pio Lobato e Mestre Laurentino 

Ingressos: 

Feira e shows: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) – venda no local somente em dinheiro.
Feira e shows até 20h: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) – venda no local somente em dinheiro.


Os shows duram 60min, salvo indicação em contrário. 

A classificação etária é livre, porém menores devem estar acompanhados pelos pais. 

Foi Show: Gaby Amarantos em estado de graça no Cine Jóia

São Paulo - Gaby Amarantos fez um show em estado de graça ontem no Cine Jóia, aqui na capital paulista. Com seu arsenal de sucessos e altíssimo astral, aos poucos conseguiu fazer dançar não só quem estava bem na frente do palco (que já foram ali pra dançar mesmo), mas também o público todo que lotava a casa, um dos templos indie de Sampa. E, como bem me disse a Dríade Aguiar, do Fora do Eixo, em geral "indie não dança".

(Fotos: Diego Pires)

Na primeira parte do show, onde usou este cocar que aparece na foto que abre a matéria (e que não mostra as luzes de led azul que havia logo abaixo das penas, na parte frontal), Gaby alternou sucessos do CD Treme ("Faz o T", "Xirley" - que a plateia cantou com ela a plenos pulmões-, "Merengue Latino", "Ex-My Love") com canções de grande êxito popular recente ("Deita na BR", "Balada Boa", mais conhecida como "Tchê Tchererê Tchê Tchê" e "Dança Kuduro") - ou nem tão recentes, caso de "Fogo e Paixão", clássico de Wando. Um momento hilário e de grande comunicação com o público foi com "Quem Vai Querer a Minha Periquita?", tema que ela cantava na época da banda Tecnoshow. Ao final da música, Gaby deixou evidente o quanto estava radiante com a vibe da galera. Além disso, em várias canções, como na "Dança Kuduro", Gaby interagiu com suas backing vocals, Camila Rochely e Gersica Gessy (à esquerda na foto abaixo), ora dançando, ora fazendo uma mise-en-scène que remetia ao que a letra dizia. Ou seja, são vocalistas performáticas, embora não tanto como foram Adelaide Teixeira e Luiza Braga na primeira formação da banda do Felipe Cordeiro (mas também ser mais performático que Adelaide & Luiza é realmente uma tarefa dificílima). 

Foto: Aquele momento em que meu coração pára:


Dificílimo também foi ficar parado com a performance de Gaby, cujo bom humor e ótimo desempenho vocal  não faziam lembrar que pouco mais de 12 horas antes do show ela chegara a São Paulo vinda direta dos Estados Unidos, onde participou na quinta, 15, da entrega do Grammy Latino. 

Na segunda parte do show, já sem o cocar, para poder bater cabelo mais à vontade, Gaby lembrou sucessos das aparelhagens de Belém, além de atender ao pedido da plateia para cantar "Chuva", outra do CD Treme (que, como bem lembrou, "é hoje o CD mais premiado do Brasil, tá meu bem?"). 

Evidentemente satisfeitíssima com a resposta do público, Gaby voltou ao palco para o "bis" após ter encerrado o show com uma versão arrasa-quarteirão de "Galera da Laje". E foi um bis de 22 minutos, em que além de repetir a pedidos "Xirley" e "Ex-My Love", incluiu ainda "Gemendo", do CD, e fez uma surpreendente versão hard rock de "Galera da Laje", incluindo alguns vocais guturais aqui e ali. Também me surpreendeu ela, ao receber um bilhetinho de um espectador (como se estivéssemos num barzinho!) pedindo  para cantar "Parabéns pra Você" para o Flavinho (amigo, certamente, do tal espectador) cantar mesmo, após, é claro, localizar o aniversariante no meio do público (não foi difícil: ele usava uma tiara luminosa de plástico imitando laço de fita no melhor estilo Minie - tem coisas que você só vê em show da Gaby Amarantos!). 
Gaby Amarantos
Que show foi aquele ontem hem? Cada vez melhor a receptividade de vcs. Fiquei sem palavras!



Tuitado hoje às 8h54 da manhã



  • E o treme não pára!  Já agora na manhã do domingo, a banda de Gaby postou no Facebook essa foto da viagem pra Barueri, onde faz show hoje no Ginásio Poliesportivo José Correia, 


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Grammy Latino não premia paraenses

As paraenses Gaby Amarantos e Leila Pinheiro não foram agraciadas ontem na entrega do Grammy Latino, em Las Vegas (EUA). 

Gaby concorria a dois prêmios: na categoria principal, como Revelação do Ano; a distinção coube à banda pop do México 3BallMTY. (Aliás, nenhum brasileiro ganhou prêmio na categoria principal na edição deste ano, que homenageou Caetano Veloso). Gaby concorria também na categoria brasileira com seu CD Treme! Melhor Álbum de Músicas de Raízes Brasileiras; o prêmio coube ao pernambucano Dominguinhos por Iluminado

Já Leila concorria com seu CD Raiz, onde pela primeira vez gravou unicamente autores amazônicos, a Melhor Álbum de Música Popular Brasileira, prêmio entregue ao CD Ivete, Gil e Caetano, extraído do programa especial da TV Globo que no ano passado reuniu os três baianos.