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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Foi show: Acre Rock Festival


Por Nany Damasceno,
de Rio Branco


Mesmo com o atraso de praticamente duas horas no início do Acre Rock Festival, na noite do sábado, 15, no Clube Juventus (Rio Branco), era ainda pequeno o público presente quando subiu ao palco a primeira banda, a Mártires (de metal gospel, com um estilo melodic death metal).


Acompanhando a pegada metal, a banda Suicid Spree se apresentou, com um pouco mais de qualidade sonora que a primeira, levando mais pessoas à frente do palco B, que ficava logo na entrada do clube e tinha uma iluminação e sonorização, digamos que, de menor qualidade que o A (o principal).

João Neto (Fire Angel)

Próximo das 21h, a banda de heavy metal (com uma mistura de metal melódico) Fire Angel foi a primeira da noite a se apresentar no palco A. Surgida em 1999 e com uma carreira sólida e ininterrupta, a "Fire" consegue conquistar o apreço dos mais variados tipos de pessoa, eu que pessoalmente não sou lá tão fã de heavy metal, gosto bastante de assisti-los e me pego cantarolando alguma música e ameaçando bater cabeça nos shows. No Acre Rock Festival foi a banda de metal que mais levou público para a frente do palco. 

Público do show de Fire Angel


Quebrando a sequência metal, veio a banda Nicles no palco B, local iluminado demais, o que quebrava um pouco o clima de show, mas mesmo assim a galera prestigiou a  banda que está retornando ao cenário da música acreana. O público cantou junto do inicio ao fim as letras de protesto e poesia que, aliadas à performance do vocalista Quilrio Farias (que também é ator - foto à esquerda), tornam o show extasiante do início ao fim.

Eram perto de 22h quando, já com público muito maior na casa, sobem no palco B Os Descordantes. Seu show foi curto, contando com a participação especial de Thiago Maziero (da banda Kali e os Kalhordas - abaixo, o momento de sua participação; Thiago está à esquerda na foto) na música “Enquanto Puder”. Em função do atraso geral no evento, os Descordantes não puderam atender os pedidos de "mais um" do público. 








A última banda da noite a tocar no palco B foi a rondoniense Kali e os Kalhordas. O quinteto tem apenas 9 meses e já estão com CD pronto (o show de lançamento acontece dia 29 em Porto Velho). Esta foi a  segunda apresentação da banda portovelhense em solo acreano (a primeira foi na noite anterior, no Loft Bar). Kali, a vocalista, entrou aparentemente nervosa, e o som não ajudou, com bastante microfonia e falhas no áudio. Porém, a experiência de seus músicos (que também tocam na banda Theoria das Cordas) colaborou com que Kali fosse se soltando aos poucos, resultando num show que arrancou elogios do público presente.

Após mais uma longa espera entre a mudança do palco B para o A, quem se apresentou no palco principal foi a banda Los Porongas, com um show também, relativamente curto (apressado pela produção do headliner da noite, o cantor Nasi). Os Porongas cantaram não mais que 8 músicas, mas foram autorizados a voltar ao palco e atender aos pedidos de bis da platéia que cantou junto todas as letras, desde o início do show, que misturou sucessos antigos e novos da banda que se apresentou pela segunda vez este ano no Estado.

O show mais esperado do evento, o do cantor Nasi, iniciou por volta das 0h. O chamado “Wolverine brasileiro” (devido à semelhança com o ator Hugh Jackman, intérprete do herói dos quadrinhos no cinema), presenteou o público com sucessos das suas antigas bandas Ira! e Voluntários da Pátria, além de hits de sua carreira solo. “É a segunda vez que toco no Acre, a  primeira foi com o Ira!, e foi mais uma experiência gratificante. É um lugar acolhedor e as pessoas são muito receptivas”, comentou Nasi depois do show que foi acompanhado por um coro de aproximadamente 1.500 pessoas que cantaram todas as músicas do início ao fim.  

Paralelamente ao evento, acontecia a convenção de tatuadores e campeonato de skate, que foi uma atração à parte. Vários skatistas realizavam manobras enquanto os shows aconteciam. Foi uma boa opção pra quem não queria ver todas as bandas do festival. Além disso, o local era amplo e oferecia a comodidade de assistir os shows ao ar livre. A organização acertou no esquema de vendas de bebidas: ficha num lugar, cerveja em outro. Porém, deixou a desejar ao vender apenas uma marca de cerveja, sem dar opções ao público e nem disponibilizar outros tipos de bebidas alcoólicas, ou permitir que se adentrasse o local trazendo sua própria opção. 

Fotos: Marxson Henrique Oliveira

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