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sábado, 1 de setembro de 2012

CD de Verônica Padrão sai até outubro

Nany DamascenoPor Nany Damasceno,
de Rio Branco


Deve sair até outubro o CD da cantora Verônica Padrão, natural de Recife e que mora em Rio Branco há 21 anos, tempo suficiente para que sua voz forte e marcante se tornasse parte da história cultura acreana. Verônica começou a cantar ainda criança na ilha de Fernando de Noronha, onde cresceu.

Quando criança morava em uma ilha e lá havia muitos militares, e onde têm militares tem músicos, então meus pais frequentavam o clube do sindicato. Como não tinham com quem me deixar então eles me levavam. E lá, eu cantava em cima de cadeiras, ainda muito pequena. Quando cresci mais um pouco, estudei em uma escola de freiras e com elas viajava pelo interior de Pernambuco pra cantar”, relembra. 

Desde então, só parou de cantar quando se casou e teve suas duas filhas, retornando aos palcos quando se separou. 

Sua primeira vinda ao Acre foi para fazer um show em solidariedade a Cuba na virada das décadas de 1980/90. Mudou-se para o estado em 1991. Aqui, participou do movimento “Tribo da arte”, onde ao lado de outros artistas da música, artesanato, teatro, dança e cinema, saiu em caravana por bares e restaurantes da capital levando a cultura à população.

Ao longo desse período, realizou show marcantes como  “A história cantada por mulheres” e “Toadas amazônicas”, e as homenagens a Pixinguinha (numa temporada em 2005) e a Alcione (show Quase Marrom), grande sucesso recente onde escolheu cuidadosamente um repertório com os maiores sucessos da Marrom e fez o que considera uma apoteose: “ A gente não esperava que as pessoas prestigiassem, a energia rolou solta, forma mais de 400 pessoas nos prestigiando”.



Aliou suas facetas de cantora e educadora num trabalho com meninas infratoras abrigadas em centros sócio-educativos, resultando nos projetos  “Cantigas de liberdade” e “Meu querido diário”. Verônica também é presença obrigatória no show anual Boca de Mulher, que reúne cantoras profissionais e amadoras do Acre. Além de já ter sido convidada para cantar em outros estados (recentemente foi convidada para cantar em Curitiba em breve) e mesmo no exterior (apresentou-se em Lima, Peru, em julho de 2011).  

A cantora que começou sua carreira ainda criança na Ilha de Fernando de Noronha com apoio dos pais, representa a saga e determinação de muitos artistas acreanos ou não, que fazem a música do Acre percorrer o Brasil através do talento e dedicação.


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