Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

sábado, 29 de setembro de 2012

De Olho: Lia Sophia no Som Brasil Soul

Lia Sophia e sua banda no dia da
gravação do Som Brasil

Lia Sophia foi um dos maiores destaques da edição deste mês do Som Brasil, que foi ao ar nesta sexta (aliás, a rigor já era madrugada do sábado) pela TV Globo, homenageando a soul music no dia em que Tim Maia completaria 70 anos. 

A escalação de Lia não deixou de ser uma surpresa, já que não se conhecia ligação anterior da cantora e compositora nortista com o gênero que consagrou Tim e Sandra de Sá. A grande sacada foi Lia estender à sua participação o conceito do Baile BregaChic: adaptar as composições interpretadas a ritmos do Norte. Assim, "Bye Bye Tristeza" virou boi (nas estrofes, pontuadas pelo banjo de Lia) e retumbão (no refrão) - a versão pelo visto foi aprovada pela própria intérprete original, Sandra de Sá, presente no estúdio (uma tomada do programa mostrou-a cantando fora do microfone, acompanhando Lia). Já "A Lua e Eu" se tornou zouk love, com alguns toques de jazz. 

Depois de interpretar os dois números acima no primeiro bloco, Lia convidou Cláudio Zoli para juntos fazerem o grande sucesso dele, "Noite do Prazer", num clima de cúmbia & merengue. Lia iniciou cantando, com Zoli fazendo contracanto na primeira estrofe; em seguida, cantaram juntos o refrão e inverteram o processo, com Lia pontuando o canto de Zoli. Foi um dos melhores números da noite, só comparável ao incrível dueto de "Vale Tudo" com Sandra de Sá e Tiago Abravanel (que incluiu "Pro Dia Nascer Feliz" como música incidental). 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Agenda São Paulo: Brea na Garoa


Gaby Amarantos e Lia Sophia hoje na Globo

Gaby Amarantos, as Empreguetes 
e Socorro/Lady Praga em cena da novela

Acabou de acabar o Encontro com Fátima Bernardes especial sobre o último capítulo da novela das sete, Cheias de Charme. A cantora Gaby Amarantos participou com sua banda cantando duas músicas do CD Treme - "Ex-My Love" (o tema de abertura da trama) e "Galera da Laje" -, além de dividir o vocal de "Cheia de Charme", de Guilherme Arantes, com a dupla João Neto e Frederico. 

Gaby também comentou com a diretora da novela, Denise Saraceni, de como ela se sentiu representada na trama (o estúdio onde as Empreguetes gravavam, por exemplo, tinha caixas de ovo assim como o estúdio  no qual Gaby começou a gravar em Belém) e de como foi importante incorporar a internet à história - foi através dela que tanto Gaby quanto o trio fictício formado por Rosário, Penha e Cida conseguiram fazer sua produção chegar ao público, antes do interesse de gravadoras, por exemplo. Um bom exemplo disso foi o lançamento do clipe de "Vida de Empreguete" primeiro na internet, e só depois na própria novela (muito diferente da trama das nove, por exemplo, em que a destruição de cópias de fotografias em papel inviabilizou a vingança de Nina/Rita, como se ainda estivéssemos nos anos 90). Só faltou mesmo o lançamento de um CD/DVD na vida real com as músicas e clipes lançados pela trama, incluindo os duetos das Empreguetes e de Chayenne com Gaby, Banda Calypso, Michel Teló etc. 

Denise também considerou fundamental a pré-produção da novela em Belém, fazendo uma espécie de laboratório com Gaby, para que autores e atores se inteirassem mais do universo musical popular-brega.

Camila Pitanga, apresentadora do Som Brasil, e Lia Sophia

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Pará: Navalha e A Trip to Forget Someone lançam CDs virtuais


Nesta quinta, 27, entrou no ar o CD virtual da banda paraense A Trip to Forget Someone, que tem apenas um único integrante - o músico Erik Lopes. Gravado no estúdio Quarto Amarelo, o disco teve produção de Ivan Jangoux. O rock instrumental de Erik apresenta influências de Oceansize, Mogwai, Explosions In The Sky e Pink Floyd. A gravação do álbum foi financiada pela Pró-Reitoria de Extensão da UFPA, por meio do Prêmio Proex de Arte e Cultura 2011, e conta com o apoio do Invisíveis.com para o lançamento. O resultado dessa parceria pode ser conferido nas nove faixas disponíveis para download em http://zeknascimento.com.br/trip/



Exatamente uma semana antes, na quinta , 20, o site Invisíveis.com lançou o CD de estreia da banda Navalha, O Instinto. Formada por Andrey Moreira (guitarra), Eric Alvarenga (vocal), Felipe Alvarenga (guitarra), Cláudio Fly (baixo) e Felipe Dantas (bateria), a banda também gravou seu disco no Quarto Amarelo de Jangoux. O CD pode ser baixado no site http://www.projetonavalha.com.br/

Diz Aí: Banda 20th Century Rockers


Por Bianca Levy

Formada neste ano mesmo, a Banda 20th Century Rockers será atração na Pin up’s Party vol. 2, que acontece neste sábado, 29 de setembro, no Espaço Cultural Fuxico (Belém) a partir das 21h. 

A banda começou como um projeto paralelo dos rapazes da Radio Retrô, e do início do ano pra cá, em apenas duas apresentações, já mostraram para que vieram, botando muito topetudo pra dançar. Formada por Yudae Costa (guitarra e voz), Deco Souza (baixo), Rogério "Urso" Lopes (guitarra) e Marcel Sena (bateria), a 20th Century Rockers, mais que uma banda, é uma reunião de grandes fãs de Rockabilly, que trazem de volta o vocal gritado de Little Richard e a guitarra contagiante de Chuck Berry com um repertório que envolve tanto grandes clássicos quanto B-sides. 

Já a festa, organizada pela produtora Lady Killer mantém a mesma proposta da primeira edição, realizada em junho deste ano, que é a de trazer a magia, moda e musicalidade dos anos 50 para os dias atuais, por meio da estética retrô das pin up’s, que ainda hoje encantam gerações em todo o mundo.

Este universo de pin up’s suntuosas e músicas eletrizantes será representado pelas setlists dos Djs convidados (Erick Haven, Bettie Munster, Fábio Vermelho,  Washington Oliveira  e Clarice Sequeira), além da banda 20th Century Fox, que promete botar a pista pra ferver ao som de clássicos do rockabilly.


Conversamos com o vocalista do grupo, Yudae Costa:

Som do Norte - Há quanto tempo e como surgiu a 20th Century Rockers?

Yudae Costa - A banda, com esse nome e proposta, tem menos de seis meses, mas nós já estamos em atividade há muito tempo. Tocando juntos, já temos pelo menos dois anos de experiência. Separados, já até perdemos a conta. A ideia surgiu do nosso gosto pelo rock'n'roll dos anos 50 e por percebermos a falta de gente tocando esse tipo de música aqui em Belém. Falando apenas por mim... Eu aprendi a cantar e a tocar com essas músicas. "Be-Bop-A-Lula", "Tutti Frutti", "Twenty Flight Rock". É o que eu sou. Então pra mim é simplesmente natural fazer algo nesse sentido.

Som do Norte - Qual a proposta da banda?
Yudae Costa - Existem inúmeras bandas aqui em Belém que dedicam parte do seu repertório ao rockabilly, mas eles geralmente adaptam os arranjos para algo mais moderno. Não que haja algo de errado com isso. É outra proposta. A nossa é de tocar o rock'n'roll dos anos 50 do jeito que ele era tocado nos anos 50. Procuramos nos manter mais ou menos fiéis ao espirito e a pegada das gravações originais. Como é um estilo musical à primeira vista bem simples, muitos músicos tendem a ignorar os detalhes e as sutilezas que tornam cada canção única. Sempre vejo alguém dizer: "essas músicas de rockabilly são todas iguais". Não é bem assim...

Som do Norte - Qual as principais referências musicais da banda? 
Yudae Costa - Rock'n'roll, rhythm'n'blues, blues, country & western, surf. Tudo que tem a ver com rock'n'roll dos anos 50 e início dos anos 60. Artistas como Little Richard, Buddy Holly & The Crickets, Chuck Berry, Bo Diddley, Fats Domino, Ray Charles, Jerry Lee Lewis, Everly Brothers, Carl Perkins, Eddie Cochran, Gene Vincent & His Blue Caps, Johnny Burnette & the Rock'n'Roll Trio, Elvis Presley... Dá pra continuar a noite toda, mesmo.

Som do Norte - Porque 20th Century Rockers?

Yudae Costa - Porque é Rock e é rock do século 20! E soa futurista, em contraste com o fato de ser música velha. Também é uma referência à música “Twenty Flight Rock”, do Eddie Cochran.
Som do Norte - Todos os integrantes da 20th Century Rockers são da Radio Retrô também?
Yudae Costa - Sim. Os 20th Century Rockers nasceram nos shows da Rádio Retrô. Quando o repertório principal da RR acabava e o público ainda pedia mais, tocávamos as músicas que hoje formam o repertório dos 20th Century Rockers. Nós até mesmo fizemos um show especial de rockabilly ainda usando o nome Rádio Retrô. Foi o impulso inicial pra começar esse projeto. Ou seja, dá pra esperar a mesma energia da Rádio Retrô nos shows dos 20th Century Rockers. 

Som do Norte - Quais as diferenças e semelhanças entre a 20th Century Rockers e a Rádio Retrô? 

Yudae Costa - Na prática, a diferença mais óbvia é o repertório. Outra é que, enquanto na RR os vocais são divididos igualmente entre os integrantes, com os Rockers eu sou responsável por 99% dos vocais. Além disso, ainda me arrisco com alguns solos de guitarra, o que raramente acontece na RR. 

Som do Norte - A 20th Century Rockers é uma banda essencialmente de interpretações ou também tem músicas autorais? 

Yudae Costa - A questão é que, mesmo que coloquemos músicas autorais, não queremos deixar de tocar versões de outros artistas. Eu componho com certa frequência, mas não sei se o que componho se encaixa com o que já tocamos. Quero dizer, você tem que estar muito confiante na sua composição pra colocar ela lado a lado com músicas do Chuck Berry e Buddy Holly!  Não é tão simples. Mas estamos recebendo muitas sugestões e pedidos nesse sentido, então é provável que experimentemos com a ideia no futuro próximo.

Som do Norte - Quantas apresentações vocês já fizeram? E a recepção do público, como foi? 

Yudae Costa - Com o nome 20th Century Rockers, só duas. A recepção do público foi ótima. Vamos até atender alguns pedidos que foram feitos na última Pin Up’s Party nesse próximo sábado. Mas achamos que ainda temos muito público pra formar. Temos certeza que há muita gente em Belém que curte esse tipo de música e que vai se tornar fã da banda assim que nos conhecer e assistir o show.

Som do Norte - O que vocês acham da cena rockabilly/ psychobilly de Belém?



Yudae Costa - O movimento e o público em si, é ótimo. É muito bom ver essa cena se formando em Belém. O rockabilly é um estilo de música bem mais popular do que parece à primeira vista, falta só o pessoal se conhecer e conhecer essa cena. Ainda tem muito pra crescer e acontecer aqui em Belém.

Som do Norte - O que vocês estão preparando para o show de sábado na Pin up's Party?

Yudae Costa - Queremos que cada show supere o anterior. Então quem nos conhece já pode imaginar como será. Só que ainda melhor.  E quem não nos conhece...  Escute o primeiro álbum do Little Richard. Ou do Elvis. Ou do Gene Vincent. Está tudo lá. Essa é a atmosfera que tentamos criar em nossos shows. E nos esforçamos muito para conseguir.

Agenda Belém: Batucada do Coletivo Canalha

Nesta sexta, 28 de setembro, acontece a partir das 19h na Praça da República (ao lado do Theatro da Paz) mais uma Batucada do Coletivo Canalha, iniciativa do Bloco da Canalha com o Grupo Choramingando e outros parceiros, com apoio do Som do Norte. 

Pra quem ainda não sabe do que se trata, recomendamos ler a entrevista que fizemos com um dos criadores do evento, Tony Leão da Costa (http://somdonorte.blogspot.com.br/2012/01/diz-ai-tony-leao-fala-da-batucada-do.html), e assistir o vídeo abaixo, que mostra cenas da batucada realizada no dia 14. Aparecem, cantando Tommil Paixão, Aninha do Rosário e Thomaz Silva, entre outros


 

Diz Aì: Maurício Viana (Meachuta)

Por Bianca Levy



Som do Norte - Como nasceu a Meachuta? De quem partiu a ideia, qual a proposta inicial e como as coisas foram acontecendo?

Maurício Viana - A Meachuta surgiu de uma conversa de bar entre eu, Yuri Santos e Rodrigo Barbosa em 2008, falávamos do que acontecia em Belém e o que estava acontecendo na noite das maiores cidades do mundo. A proposta era fazer uma festa diferente de tudo aqui na cidade, desde a música, a escolha do local, dos temas, do público... Chamamos dois amigos que a gente sabia que iam gostar da ideia, foi quando o Gil Yonezawa e o Raffael Regis ntraram. Nossa primeira festa foi num clube GLS, o nervosismo era enorme por todo mundo ser meio iniciante nesse ramo. A primeira deu certo e fomos gostando da coisa. Raffael, Rodrigo e Yuri tiveram que se mudar e ficaram participando à distancia. Depois o Gil foi fazer um intercâmbio fora do Brasil e ficou só eu aqui em Belém, foi quando o Pedro Fernandez e a Débora MacDowell, que já participavam das produções de vez em quando, entraram de vez.

Som do Norte - Qual foram os principais desafios que vocês passaram até se firmarem na cena de Belém?

Maurício Viana - Acho que o maior desafio é sempre tentar fazer algo diferente, sempre prezamos que cada festa seja diferente e que as pessoas tenham boas experiências em todos os aspectos que fazem parte do evento. A proposta é que a pessoa saia de uma festa já ansiosa pra próxima edição. Outra dificuldade recorrente são os valores das passagens aéreas e a falta de lugares pra realizar as festas. O que acaba diminuindo o nosso leque de opções, mas sempre fomos dando um jeito pra não ficar no lugar-comum.
Som do Norte - Me falem um pouco sobre a função, características e peculiaridades de cada um? A única presença feminina do trio dá um toque diferente na produção das festas? 

Maurício Viana - Cada um tem uma importância muito grande na produção das festas. Por nós virmos de diferentes ramos de trabalho, isso da uma variedade maior de ideias e experiências que a gente pode agregar. Eu por exemplo cuido mais da parte técnica e financeira, o Pedro já mexe mais com a parte de produção, a Débora, além de dar o toque feminino, cuida mais da parte de imprensa e contato com o público. E além de nós três ainda têm muita gente que nos ajuda, participa dos brainstorms, opina, reclama, elogia... No final todo mundo acaba aprendendo e participando um pouquinho de cada coisa.

Som do Norte - Vocês procuram inovar a cada festa? Como é o processo de produção e o que vocês fazem para manter este ritmo?

Maurício Viana - As ideias não têm muito uma regra pra surgir. Como já fazemos isso há quatro anos acaba sendo parte do nosso dia-a-dia essa procura por coisas diferentes. Antes de cada festa costumamos reunir todo mundo pra trocar as ideias e acaba saindo essas coisas inusitadas que fazem parte de cada edição.

Som do Norte - As festas de vocês agregam um público variado, especialmente o GLS. Como se dá o processo de trabalho a partir dessa visão de público? Vocês produzem festas setorizadas ou abertas?

Maurício Viana - Na verdade eu vejo que a festa agrega um tipo de público sem preconceito, por isso os gays, lésbicas e simpatizantes se sentem mais a vontade de frequentar. É isso que sempre preservamos, que a festa seja pra todos, independente de opção sexual. Por enquanto não temos outras festas com o selo Meachuta, alguns de nós que montaram projetos paralelos, mas nada muito setorizado, acabamos atingindo um pouco do mesmo público.


Meachuta Folia 2012


Som do Norte - Atualmente as sonoridades antes consideradas do gueto como funk e tecnobrega caíram no mainstream, e aqui na cidade vocês foram responsáveis por essa novidade ao público. Como vocês avaliam este fenômeno musical? Pra vocês, a apropriação da "música de periferia" pelo público é uma modinha ou veio pra ficar?

Maurício Viana - A música de periferia não veio pra ficar agora, ela já está aí ha muito tempo! As pessoas que antes eram bitoladas abriram a cabeça, quebraram as barreiras do preconceito e se deram conta que a música de periferia pode ser tão boa a quanto as que tocavam nas rádios ou nas novelas. Como disse, sempre fomos uma festa livre de preconceitos e sempre misturamos a música pop com a do gueto, rock com eletrônico e por aí vai. O povo fica livre pra escutar de tudo. 
Som do Norte - Pra vocês qual é o diferencial da produtora em relação a tantas outras que existem na cidade?

Maurício Viana - A experiência que adquirimos ao longo desses quatro anos já faz alguma diferença. Essa busca pelo novo que o nosso público gosta e exige também faz com que a vontade de sempre ter alguma novidade pra apresentar nunca acabe. Valorizamos muito nosso público e temos uma relação bem próxima com ele. Escutamos o que eles têm a dizer - e, acredite, eles têm muito!

Som do Norte - Às portas do aniversário de quatro anos da Meachuta, como vocês se sentem? Imaginavam que chegariam tão longe?

Maurício Viana - Temos planos bem maiores, mas não imaginávamos que estaríamos onde estamos hoje. Às vésperas de uma festa tão grande como essa o nervosismo vai aumentando cada vez mais. É muita coisa pra fazer e queremos que tudo seja perfeito até nos mínimos detalhes.

Som do Norte - Como se deu a escolha das bandas que vão tocar na festa de aniversário da Meachuta e  o que se pode esperar de cada uma delas?

Maurício Viana - As atrações foram pensadas pra ter a cara da festa. Chamamos bandas de variados estilos e que estão bombando na cena nacional e internacional atualmente. O pessoal do Bonde do Rolê lançou CD recentemente e estão vindo de uma mini turnê super bem criticada nos Estados Unidos. Já a Banda Uó, que também lançou CD recentemente, tocou na Meachuta Uó no começo do ano, então quisemos fazer algo diferente, por isso chamamos a Gang do Eletro, que tá bombando nacionalmente, pra fazer um show junto com eles. O André Paste é outro DJ que é nosso xodó, já tocou duas vezes com a gente e as apresentações dele são incríveis! A Deyze Tigrona veio pra trazer o funk carioca pra pista, as músicas dela já são conhecidas há bastante tempo nas nossas festas.

Som do Norte - Como está a produção nessa ultima semana? Nervos à flor da pele?

Maurício Viana - Nervosismo nas alturas! Mas tentamos nos acalmar trabalhando e organizando os últimos preparativos. Já temos muita coisa pronta, agora são só as tarefas finais. Queremos que tudo seja perfeito!

Som do Norte - Aniversário é tempo de refletir. Vocês têm planos ou ideias engatilhadas pra Meachuta 2013?

Maurício Viana - Queremos alcançar novos públicos, levar esse jeito natural de se divertir que nós temos pra outras pessoas. Em 2013 já estamos pensando em fazer dois dias de BDay Party e cotando artistas internacionais pra festa. Estamos recebendo convites pra tocar em outros estados, a meta agora é ser conhecido pelo Brasil. Além de fazer as nossas edições já características como a House Party, Tropical, Alopra, Secreta, entre outras serem maiores e cada vez melhores. Vem muita novidade boa por aí.
Maurício, Pedro e Débora

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Morreu Mestre Cupijó! Viva Cupijó!


Ontem faleceu em Belém Mestre Cupijó, Joaquim Maria Dias de Castro, que teria entre 74 e 76 anos conforme diversas notícias divulgadas em outros sites. Nos anos 1970, Cupijó foi o principal divulgador, para o Pará e para o Brasil, do ritmo siriá, gênero musical que seria originário da cidade de Cametá, onde Cupijó nasceu. No texto abaixo, publicado no blog do historiador Tony Leão da Costa, a importância de Cupijó na década de 70 é equiparada à de dois grandes nomes do carimbó, Pinduca e Verequete. (Fabio Gomes)

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Por Tony Leão da Costa*

Aviso: Esse texto é uma parte do terceiro capítulo de minha dissertação que tratou da música em Belém nos anos 1960-1970. Esse fragmento fala de Cupijó. Caso alguém se interesse, a dissertação completa está aqui: http://www.ufpa.br/pphist/images/dissertacoes/2008/2008_tony_leao.pdf

As notas são originais, qualquer dúvida sobre as fontes citadas basta procura-las na bibliografia da dissertação.

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Um terceiro “mestre” importante neste período [anos 1970], não necessariamente do carimbó, mas do siriá, foi Joaquim Dias de Castro, ou simplesmente mestre Cupijó, como ficou conhecido. Segundo o que consta, o nome Cupijó surgiu em sua infância no município de Cametá, na região do baixo Tocantins. Como era um garoto doente até certa idade e não podia consumir comidas sólidas, vivia a reclamar para seus pais dizendo que iria fugir para o rio Cupijó, caso não lhe dessem a alimentação que queria. Resultado disso foi que a sua família acabou o apelidando pelo nome do rio que ele dizia que iria fugir. Surgia assim o nome pelo qual ele ficou conhecido desde o início de sua carreira [i].
Cupijó também vinha de uma família ligada à música. Ele era filho de Vicente Serrão de Castro, figura importantíssima da música do município de Cametá. Seu pai nasceu em 1891 e foi remanescente do apogeu daquela cidade tocantina na época do intendente Heitor de Mendonça. Vicente Serrão de Castro foi regente da tradicional Banda de Música Euterpe Cametaense, e mestre-capela e regente do Coro Lira Angélica. Foi autor de vasta obra, em que constavam valsas, serenatas, quadrilhas, dobrados e música sacra [ii].
Graças a isso Cupijó teve contato muito cedo com a música. Seu primeiro instrumento foi o surdo, depois o prato, mas desde muito novo aprendeu segundo a leitura de partitura. Mais tarde aprendeu a tocar banjo, bateria, clarinete e violão. Tocou na Banda Euterpe Cametaense, a mesma que foi dirigida por seu pai. Sua estréia como músico se deu tocando bateria em um conjunto de propriedade de seu pai, o “Ases do Ritmo”, em um baile de fim de ano, em 1960 [iii].
Em 1961 passou a dirigir a Banda Euterpe, já que seu pai havia falecido, e também passou a atuar definitivamente no “Ases do Ritmo” nos aos 70. Além disso, dedicou-se a ensinar música gratuitamente, tendo uma escola de música em sua casa. Também dirigiu por certo período o coral da Matriz da Prelazia de Cametá.
Em 1973 lança o siriá em LP pela primeira vez, ao mesmo tempo em que o carimbó estourava no mercado regional. Em 1975 já chegava com o siriá a várias áreas do Brasil. Nesta época, seu terceiro disco, “Mestre Cupijó e seu ritmo”, foi gravado pela gravadora Continental.
Mesmo no período de maior divulgação do siriá, Cupijó dizia preferir o sossego de sua cidade interiorana. Não gostava muito de ir a Belém e a outras cidades maiores, só o fazia devido às necessidades inerentes à sua carreira. Essa badalação da cidade grande estava ligada também à badalação dos ritmos da moda. Neste sentido ele dizia que preferia o siriá “autêntico”, que ajudou a difundir. Falava ainda que talvez mais adiante começasse a ocorre com o siriá o mesmo que estava ocorrendo com o carimbó. Reclamava que o interesse dos mais “espertos” na busca do lucro estava se sobrepondo ao interesse da “autenticidade”. É importante observar que Cupijó se dizia um artista da música folclórica e não da música popular. Arrematava: “hoje o siriá é mais verdadeiro porque é menos sofisticado”[iv]. Cupijó se dizia um divulgador do folclore paraense, uma pessoa ligada por vivência a esse folclore: “Moro no interior, vivo, danço, conheço, bato tambor, toco, pino (...) sei a linguagem do homem do interior, converso com ele e vivo minha vida como um homem do interior”[v]. Daí que tinha forte aversão aos músicos da capital que tendiam a ir ao interior para conhecer as músicas daquela população com os seus gravadores na mão e depois gravavam como se fossem suas. “E não há nenhuma providência sobre esse comportamento. O Folclore deve ser visto como cultura do povo, anônimo”[vi] - concluía a este respeito.
É interessante observar que esse tipo de reclamação não foi exclusividade de Cupijó. A ida de músicos da cidade aos pequenos municípios e áreas rurais em busca da coleta do carimbó parecia ser um fato rotineiro neste momento. E isso acabava levando expectativas de ganhos financeiros e reconhecimento por parte dos tradicionais criadores, que após algum tempo não viam o resultado de seu trabalho aparecer. Com o passar dos anos, muitos compositores de carimbó começaram a se recusar a dar entrevistas ou a cantar suas músicas a pessoas que chegavam com gravadores ou câmeras de TV. A desconfiança se dava, pois para os criadores interioranos a presença destes “pesquisadores” poderia significar por um lado o registro acadêmico ou folclórico do carimbó, mas, na maior parte das vezes, significava a simples coleta para gerar gravações de discos onde as músicas apareceriam depois como de “domínio público”. Para o criador que acabava criando expectativas de algum ganho econômico ficava a decepção e desconfiança com qualquer um que viesse da cidade grande em busca de conhecer e registrar o carimbó [vii].



Cupijó ficou conhecido como o principal divulgador do siriá, música aparentemente originária do município de Cametá. Segundo a interpretação de alguns antigos moradores de Cametá entendidos no assunto, o siriá seria na verdade uma espécie de batuque aparentado com o carimbó. Para Mario Martins[viii], que era uma espécie de pesquisador da música cametaense, o nome siriá teria na sua origem o termo cereal, que com o passar do tempo ficou sendo conhecido pela população da cidade como a corruptela siriá. Seria uma criação tipicamente da cidade de Cametá. Para outros, a palavra síria tinha origem no local onde os escravos de Cametá pescavam o siri. Assim como teria ocorrido com palavras como “canaviá”, originária de canavial, e “arrozá”, de arrozal, teria surgido uma palavra, siriá, para referir-se ao local de pesca do siri, num processo de corrupção da palavra junto às comunidades pobres [ix].
Do ponto de vista musical, o siriá tinha proximidade com outras manifestações folclóricas como o marabaixo de Macapá[x] e mesmo o carimbó. Na opinião de Cupijó, a diferença maior entre carimbó e siriá estava relacionada à maneira como se dançavam cada ritmo, já que o siriá veio principalmente do roçado, do mutirão, sendo uma dança para grandes espaços, onde os movimentos de corpo acompanham a letra da música. Esse trabalho corporal de que falava Cupijó era conhecido em Cametá como “caianas”[xi]. Outras diferenças ainda segundo Cupijó seriam derivadas de uma maneira especial de tocar o curimbó - tambor - no siriá. Nele o tocador que está em cima do instrumento faz um movimento de calcanhar, ou mesmo de ponta de pé, sobre o couro, em sua parte inferior, abaixo de onde as suas mãos estão funcionando como baquetas, esfregando-o. Este movimento modifica a afinação do instrumento na hora de tocá-lo. Por fim, no mesmo tambor, que chega a ter até 2 metros de comprimentos, em que um tocador bate no couro com a mão em uma das extremidades, há uma segunda pessoa que batuca na madeira do tambor com pequenas baquetas de madeira rija, acompanhando o som que sai do couro[xii]. Para Cupijó, essas seriam as principais diferenças, mas como vimos acima isso ocorre também no carimbó, como por exemplo naquele feito por Verequete. O certo é que carimbó e siriá surgem e se tornam populares ao mesmo tempo, em um mesmo processo de valorização das músicas populares do interior.
Em junho de 1971, no jornal “Cametá”, José de Assunção elogiava o prefeito da cidade por colocar o Siriá nas festividades oficiais. Dizia que até aquele momento o siriá era uma música que existia apenas na parte profana e não oficial das festividades municipais, sobretudo nas zonas rurais. Não era tocado para a “sociedade” do município, apesar de sua longa existência que remontava ao período colonial, provavelmente de criação negra e indígena. Falava ainda que já era tocado com os “jazz”[xiii] nos “salões sociais”, mas que mantinha contudo suas características originais[xiv]. No mesmo período em que o carimbó começava a ganhar espaço em Belém, ocorria um processo parecido em Cametá com o siriá.
Em Cametá, o carimbó e o siriá no início de sua popularização eram tocados apenas no final das festas. Mas no momento máximo de sua difusão, o grupo de Cupijó chegava a tocar em 10 municípios do estado em um curto período de tempo. Apesar disso, os músicos do grupo nunca deixaram seus empregos, já que mesmo com tantos shows, diziam não ser possível viver de música por volta de 1973 [xv].
Em Belém, o siriá de Cupijó, assim como ocorreu com Pinduca, apareceu e conquistou espaço primeiramente nos clubes de subúrbio, como o Imperial e o Satélite, por exemplo. O Siriá aparece em Belém mais ou menos no mesmo período que o carimbó. No início dos anos 70 já se comentavam sobre esse novo gênero musical que vinha do interior do estado, mais particularmente do município de Cametá. Contudo, a postura de parte da intelectualidade e juventude em Belém será diferenciada em relação a Cupijó. Pinduca era visto por parte destes setores como uma espécie de deturpador do carimbó, por ter colocado em seu conjunto instrumentos modernos, como guitarra e baixo elétrico, e bateria. Já a visão sobre Cupijó foi outra, bastante boa desde o início, pelo menos é o que podemos perceber em um artigo escrito por Paes Loureiro no jornal Folha do Norte em 1973 [xvi].
Neste texto, Paes Loureiro reconhece em primeiro lugar a longevidade do siriá que lutou para sobreviver “durante longo anonimato”. Reconhece também o município de Cametá como uma cidade culturalmente muito importante na região, por ser “o manso território onde lutam contra o tempo e a indiferença, as últimas verdadeiras manifestações de nossa tradição popular”[xvii]. Mas o que fica fortemente visível em seu texto é a importância singular atribuída ao “Mestre Cupijó”, que aparece quase como um herói defensor da cultura e do povo da região. Aliás, de fato torna-se um herói no discurso Paes Loureiro já que é comparado a Pedro Teixeira, que realizou a fantástica aventura de navegar o Rio Amazonas em sua totalidade entre os anos de 1637 e 1638 [xviii], e também é relacionado à cabanagem que teve em Cametá um ponto de apoio muito importante [xix]. Assim comenta Paes Loureiro:

Mestre Cupijó reeditou Pedro Teixeira, aquele que conheceu o Rio das Amazonas, trazendo até nós, para nosso conhecimento, a alma de sua cidade, que no seu sopro confere vida ao barro primitivo de uma alegria, a que a luta brava da civilização começa a nos desacostumar.
Nele (...), entre barrancos de bemóis, corre o lento rio Tocantins, piscoso de lendas e mistérios; (...) nele brincam as crianças humildes de Cametá, fazendo cirandas em sustenidos e bequadros; nele se ergue a Cabanagem em punhos, deflagrando tambores e alegorias; nele percorre, na veia das melodias, o sangue legítimo da verdade popular (...).
Mestre Cupijó toca pelo amor de tocar. Ainda não aprendeu a vender a sua arte, porque seria mercadejar a sua alma [xx].

E a recíproca parecia ser verdadeira. Em 1976, referindo-se ao contexto musical de Belém, e à questão da difusão da música “folclórica” e popular paraense, Cupijó tece observações elogiosas à nova geração de músicos que surgia, assim como a artistas já de velha história. O relato a seguir é interessante para percebermos que artistas como Cupijó, do interior, aparentemente com pouco contato com o mundo das classes médias urbanas e seu meio cultural, reconheciam o papel desse grupo na construção de uma música popular com feições regionais. O reconhecia como grupo, sobretudo, onde encontrávamos desde o veterano Waldemar Henrique até os novatos. Ele dizia:

“Penso que nosso estado é muito feliz. Não apenas no campo folclórico, ao qual eu pertenço, como, também, na música popular. Chego mesmo a pensar que no Pará se pinta uma nova interprete nacional, com Fafá de Belém. E os compositores como Waldemar Henrique, Paulo André Barata e Paes loureiro, Vilar, Proença, foram uma constelação que muito me anima lá pelo meu interior [xxi].



[i] LIMA, Elza. Cupijó: mestre do cancioneiro popular. O Liberal, Belém, 01 ago. 1993. Caderno 3, p. 10.
[ii] SALLES, 1985, op. cit.
[iii] Mestre Cupijó lança CD para comemorar carreira. O Liberal, Belém, 28 ago. 1999. Caderno Cartaz, p. 6.
[iv] COUTO, Jesus. Hoje, siriá ao vivo, em Belém. A Província do Pará, Belém, 10 abr. 1976. 2º Cad., Transa Musical, p. 6.
[v] Ibidem.
[vi] Idem. No mesmo sentido, outra entrevista de Cupijó in: Mestre Cupijó, o rei do siriá, está elaborando o seu quinto LP. A Província do Pará, Belém, 15 jul. 1977. 1º Cad., p. 7.
[vii] Um outro exemplo de indignação sobre esse tipo de atitude pode ser visto no depoimento de D. Zazá, amiga de Mestre Lucindo, um popular criador de carimbó do município de Marapanim que se tornou conhecido em Belém já nos anos 80. D. Zazá chega inclusive a dizer que a partir de certo momento se recusaria a dar entrevistas ou a cantar o carimbó para qualquer pessoa que fosse até ela a não ser que fosse paga por isso. Dizia ainda que durantes anos seguidos eles teriam apenas recebido promessas de gravação e de recebimento de direitos autorais, coisa que nunca acontecia. Cf. Entrevista com D. Pequenina (esposa de mestre Lucindo) e D. Zazá. Museu da Imagem e do Som do Pará. (FV 91/12). Estas entrevistas parecem ter sido feitas nos anos 90, após a morte de Lucindo.
[viii] SILVA, Coely. Entrevista à Mario Martins: As verdades históricas do carimbó, que é “curembó”. O Liberal, Belém, 23 jul. 1974. p. 8.
[ix] MODESTO, Márcia. A influência negra na dança e no canto paraense. Cultural, Belém, set. 1988. p. 8.
[x] Batuque e dança de mestiços e negros do estado do Amapá. Sua área de maior incidência é a cidade de Mazagão Velho e o bairro do Laguinho, onde ficava o antigo quilombo do Curiaú. Cf. SALLES, 2007, op. cit. p. 198.
[xi] MARIA, Luíza. Cupijó o mestre do siriá, op. cit.
[xii] COUTO, Jesus. Siriá é lançado para todo o Brasil através da Continental. A Província do Pará, Belém, 20 abr. 1975. 2º Cad., Transa musical, p. 5.
[xiii] Em muitas cidades do interior, as bandas de baile dos anos 40, 50 e 60 eram conhecidas por jazz ou “jazzes”. Eram na verdade fruto da popularidade de bandas instrumentais, com presença de muitos instrumentos de sopro, que foi comum em todo o Brasil a partir do dos anos 30. Cf. SALLES, 1985, op. cit.
[xiv] ASSUNÇÃO, José. Siriá. Cametá, Cametá, 23 jun. 1971. Opinião, p. 5.
[xv] MARIA, Luíza. Cupijó o mestre do siriá. O Liberal, Belém, 25 nov. 1973. 3º Caderno, p. 9.
[xvi] LOUREIRO, João de Jesus Paes. Mestre Cupijó. Folha do Norte, Belém, 12 abr. 1973. 2º Caderno, p. 1.
[xvii] Ibidem, p.1.
[xviii] A famosa expedição de Pedro Teixeira fez parte do processo de conquista e ocupação da Amazônia pela coroa portuguesa, num momento em que nações estrangeiras ameaçavam ocupar definitivamente o território português nestas terras, particularmente os franceses que já haviam fundado a cidade de São Luis do Maranhão. No processo de expulsão destes povos e de conquista - nada amistosa como se sabe - dos indígenas ocorreu esta expedição. Entre 1637 e 1638 setenta soldados e mil índios liderados por Pedro Teixeira, partiram de Cametá, navegando pelo rio Amazonas até seu alto curso, penetrando nos rios Napo e Coca. Desta parte em diante os expedicionários foram por terra e alcançaram à cidade de Quito, que na época era a capital do Vice-Reino do Peru. Cf. NETO, José Maia Bezerra. A conquista portuguesa da Amazônia. In: FILHO, Armando Alves; JÚNIOR, José Alves; e NETO, José Maia Bezerra. Pontos de história da Amazônia, v. I. Belém: Paka-Tatu, 2001.
[xix] Cabanagem: movimento insurrecional ocorrido no Pará entre 1935 e 1940, que teve forte atuação das camadas populares contra as elites locais. É considerado como um dos maiores movimentos revolucionários populares do período imperial brasileiro. Cf. NETO, José Maia Bezerra. Cabanagem a revolução do Pará. In: FILHO, JÚNIOR e NETO, 2001, op. cit.
[xx] LOUREIRO, João de Jesus Paes. Mestre Cupijó, op. cit.
[xxi] COUTO, Jesus. Hoje, siriá ao vivo, em Belém. 1976, op. cit, p. 6.

* Historiador. 
Texto publicado originalmente no blog Mim Comigo Mesmo - 25.9.12

Na Rede: Rock em Geral divulga bandas de fora do Tocantins escaladas pro 9º PMW Rock Festival

O site Rock em Geral anunciou hoje as 9 bandas de fora do Tocantins que estão confirmadas para o 9º PMW Rock Festival que acontece em Palmas em 2 e 3 de novembro. 

São elas:

Cassino Supernova (DF)
Cherry Devil (GO)
Fenicios (SP)
Jim is The Cheap Jack (SP)
Leave Me Out (MG)
X Lost in Hate (DF)
Suzana Flag (PA)
Tronica (BA)
Versalle (RO)



Saiba mais:

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Gaby Amarantos e Leila Pinheiro indicadas ao Grammy Latino


Gaby Amarantos foi indicada na faixa principal de premiação do 13º Grammy Latino, na  categoria "Revelação do Ano". A paraense também tem seu CD Treme concorrendo como "Melhor Álbum de Músicas de Raízes Brasileiras", na faixa de premiação exclusiva para o Brasil. (Na mesma categoria, concorre o CD Canibália - Ritmos do Brasil Ao Vivo, da baiana Daniela Mercury, que tem a participação do Boi Garantido de Parintins, Amazonas, na toada "Paixão de Coração"  (Demétrius Haidos - Geandro Pantoja). 

Outra paraense também foi indicada na faixa de prêmios para o Brasil. Leila Pinheiro teve seu CD Raiz, totalmente dedicado aos autores da Amazônia, indicado na categoria "Melhor Álbum de Música Popular Brasileira". O disco tem participação do roraimense Eliakin Rufino. 

A premiação será entregue em 15 de novembro em Las Vegas, Estados Unidos. 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

9º PMW Rock Festival anuncia bandas do Tocantins convidadas


O PWM Rock Festival anunciou as bandas tocantinenses que irão tocar na 9º edição do evento, cujos shows acontecem nos dias 2 e 3 de novembro em Palmas: 


  • ¼ de som (Palmas)
  • Aborigen (Palmas)
  • Asteroid 66 (Palmas)
  • Centavos (Araguaína)
  • Four de Reis (Palmas)
  • Mata-Burro (Palmas)
  • Super Noise (Gurupi)
  • The Koopers (Palmas)
  • Trator (Palmas)
  • Vicio Vital (Palmas)
  • Vulgar (Palmas)


  • Idealizado pelos produtores culturais André Henrique Santiago e Gustavo Andrade, o evento é realizado de forma independente desde 2005. Atualmente, integra os Festivais Brasileiros Associados (FBA).

    sexta-feira, 21 de setembro de 2012

    Os Descordantes lançam nova música (e pensam novos projetos)

    Na terça, 18, Os Descordantes lançaram um single através do Soundcloud de seu vocalista Dito- "Sair Daqui" mostra um eu-lírico dividido entre a certeza de que não deve mais esperar a mulher que o deixou e a incerteza de que conseguirá se desvencilhar da presença dela (que ele vê "onde quer que eu vá ...por toda parte, em todo canto..."). Em breve a banda acreana deverá lançar um EP, assim que conseguir o valor necessário para a prensagem. 



    Já ontem, quinta, 20, Dito participou em Rio Branco de uma reunião com Diogo Soares (de Los Porongas) e Adonay Brasil (responsável pela programação do Porão Pub), reunião esta que eu tive o privilégio de acompanhar. Foi acertado que o Porão passará a promover uma série de shows com bandas do Acre, valorizando a cena local. O primeiro evento será no dia 5 de outubro, uma sexta, com Os Descordantes e Mogno realizando um Especial Beatles (o repertório terá lado a lado canções do quarteto inglês e músicas dos grupos acreanos). A intenção é realizar shows neste estilo quinzenalmente no Porão. O Som do Norte apóia!

    Foi show: Acre Rock Festival


    Por Nany Damasceno,
    de Rio Branco


    Mesmo com o atraso de praticamente duas horas no início do Acre Rock Festival, na noite do sábado, 15, no Clube Juventus (Rio Branco), era ainda pequeno o público presente quando subiu ao palco a primeira banda, a Mártires (de metal gospel, com um estilo melodic death metal).


    Acompanhando a pegada metal, a banda Suicid Spree se apresentou, com um pouco mais de qualidade sonora que a primeira, levando mais pessoas à frente do palco B, que ficava logo na entrada do clube e tinha uma iluminação e sonorização, digamos que, de menor qualidade que o A (o principal).

    João Neto (Fire Angel)

    Próximo das 21h, a banda de heavy metal (com uma mistura de metal melódico) Fire Angel foi a primeira da noite a se apresentar no palco A. Surgida em 1999 e com uma carreira sólida e ininterrupta, a "Fire" consegue conquistar o apreço dos mais variados tipos de pessoa, eu que pessoalmente não sou lá tão fã de heavy metal, gosto bastante de assisti-los e me pego cantarolando alguma música e ameaçando bater cabeça nos shows. No Acre Rock Festival foi a banda de metal que mais levou público para a frente do palco. 

    Público do show de Fire Angel


    Quebrando a sequência metal, veio a banda Nicles no palco B, local iluminado demais, o que quebrava um pouco o clima de show, mas mesmo assim a galera prestigiou a  banda que está retornando ao cenário da música acreana. O público cantou junto do inicio ao fim as letras de protesto e poesia que, aliadas à performance do vocalista Quilrio Farias (que também é ator - foto à esquerda), tornam o show extasiante do início ao fim.

    Eram perto de 22h quando, já com público muito maior na casa, sobem no palco B Os Descordantes. Seu show foi curto, contando com a participação especial de Thiago Maziero (da banda Kali e os Kalhordas - abaixo, o momento de sua participação; Thiago está à esquerda na foto) na música “Enquanto Puder”. Em função do atraso geral no evento, os Descordantes não puderam atender os pedidos de "mais um" do público. 








    A última banda da noite a tocar no palco B foi a rondoniense Kali e os Kalhordas. O quinteto tem apenas 9 meses e já estão com CD pronto (o show de lançamento acontece dia 29 em Porto Velho). Esta foi a  segunda apresentação da banda portovelhense em solo acreano (a primeira foi na noite anterior, no Loft Bar). Kali, a vocalista, entrou aparentemente nervosa, e o som não ajudou, com bastante microfonia e falhas no áudio. Porém, a experiência de seus músicos (que também tocam na banda Theoria das Cordas) colaborou com que Kali fosse se soltando aos poucos, resultando num show que arrancou elogios do público presente.

    Após mais uma longa espera entre a mudança do palco B para o A, quem se apresentou no palco principal foi a banda Los Porongas, com um show também, relativamente curto (apressado pela produção do headliner da noite, o cantor Nasi). Os Porongas cantaram não mais que 8 músicas, mas foram autorizados a voltar ao palco e atender aos pedidos de bis da platéia que cantou junto todas as letras, desde o início do show, que misturou sucessos antigos e novos da banda que se apresentou pela segunda vez este ano no Estado.

    O show mais esperado do evento, o do cantor Nasi, iniciou por volta das 0h. O chamado “Wolverine brasileiro” (devido à semelhança com o ator Hugh Jackman, intérprete do herói dos quadrinhos no cinema), presenteou o público com sucessos das suas antigas bandas Ira! e Voluntários da Pátria, além de hits de sua carreira solo. “É a segunda vez que toco no Acre, a  primeira foi com o Ira!, e foi mais uma experiência gratificante. É um lugar acolhedor e as pessoas são muito receptivas”, comentou Nasi depois do show que foi acompanhado por um coro de aproximadamente 1.500 pessoas que cantaram todas as músicas do início ao fim.  

    Paralelamente ao evento, acontecia a convenção de tatuadores e campeonato de skate, que foi uma atração à parte. Vários skatistas realizavam manobras enquanto os shows aconteciam. Foi uma boa opção pra quem não queria ver todas as bandas do festival. Além disso, o local era amplo e oferecia a comodidade de assistir os shows ao ar livre. A organização acertou no esquema de vendas de bebidas: ficha num lugar, cerveja em outro. Porém, deixou a desejar ao vender apenas uma marca de cerveja, sem dar opções ao público e nem disponibilizar outros tipos de bebidas alcoólicas, ou permitir que se adentrasse o local trazendo sua própria opção. 

    Fotos: Marxson Henrique Oliveira

    Gaby Amarantos vence em três categorias do VMB 2012

    (Foto: Marco Issa)

    Na noite desta quinta, 20, Gaby Amarantos se sagrou a grande vencedora do Video Music Brasil (VMB) 2012, ao receber prêmios em três das quatro categorias nas quais concorria - Artista do Ano, Melhor Artista Feminino e Melhor Capa (no caso, os premiados são Greenvision e Gotazkaen, pela arte do CD Treme). A cantora paraense era a única representante do Norte entre os concorrentes. 

    Na categoria Melhor Clipe, o júri especializado convocado pela MTV Brasil entendeu que "Mil Faces de um Homem Leal (Marighella)", dos Racionais MC's, era melhor que "Xirley Xarque", de Gaby. A premiação foi entregue em São Paulo. 

    quarta-feira, 19 de setembro de 2012

    "Ex-My Love" vence como Novo Hit no Prêmio Multishow 2012


    Aí vemos Felipe Cordeiro, Gaby Amarantos e Lia Sophia cantando ontem na entrega do Prêmio Multishow, no Rio de Janeiro. 

    O trio paraense interpretou "Ex-My Love", "Ai Menina" e "Ela Tá no Ar". A primeira, de autoria de Veloso Dias, foi premiada como "Novo Hit" pelo Júri Especializado, composto por músicos, jornalistas, críticos e representantes do mercado fonográfico. Concorriam com "Ex-My Love" duas canções de Tulipa Ruiz, "Dois Café" e "É".