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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Diz Aí: Scalene


Por Bianca Levy 

“Um duelo amigável entre o rock pesado e a música pop”. Apesar de não ser a resposta mais precisa é a mais utilizada para descrever o som da banda Scalene. Isso se deve à variedade de influências presentes no som deste quinteto de Brasília – instrumental de peso, harmonias ousadas e letras expressivas interpretadas de forma singular.
A banda começou em 2009 e o resultado após um ano dedicado à aprendizagem do que é importante e necessário para um trabalho musical foi a gravação das canções “Amigo Oculto”, “Começo e Fim” e de uma versão inusitada de “Hot n’ Cold”, da cantora inglesa Katy Perry. Scalene éAlexia Fidalgo - vocalista, Gustavo Bertoni - guitarra e vocal, Lucas Furtado - baixo, Philipe Nogueira - bateria e Tomás Bertoni - guitarrista.
Por seu estilo musical abrangente, a banda realizou durante estes três anos na ativa diversos shows com bandas de hardcore, metalcore, indie e de pop/rock. Antes mesmo do lançamento de seu primeiro EP, a Scalene teve o privilégio de dividir os palcos com Drive-in, Restart, Dance of Days e DFC, e de participar na etapa Brasília do Grito Rock 2010, o maior festival colaborativo do mundo. Ao longo das sessões de produção e gravação do CD, shows importantes aconteceram, como o festival Móveis Convida, realizado pela banda Móveis Coloniais de Acaju, que contou com as presenças de Anitelli Trio, Gaby Amarantos, Gloom, Nevilton e a banda argentina Dancing Mood. Houve também os shows com a banda Strike e o Cuca Rock Sessions com a banda Rancore.
E agora, em tour de divulgação do primeiro álbum da banda, o Cromático, a Scalene vem pela primeira vez à Belém, no festival Agosto Pro Rock, e prometem apresentar ao público um show empolgante e com um repertório híbrido. O guitarrista Tomás (foto ao lado) fala nesta entrevista exclusiva para o Som do Norte sobre a história e cotidiano desta banda de Brasília que está despontando no cenário alternativo nacional, além da relação com a cena musical de Belém. Confira a seguir:
Som do Norte - A Scarlene tem uma sonoridade que faz um “duelo amigável entre o pop e o rock pesado”, como vocês gostam de classificar. Como se deu esse entrelace de ritmos no trabalho de vocês?

Scalene - Isso é devido ao gosto musical eclético de todos na banda. Gostamos de música pesada, mas também gostamos de Adele, Mumford and Sons e bandas mais experimentais como Radiohead.

Som do Norte Os vocais da banda são peculiares. Me falem um pouco sobre eles. Desde o começo vocês tiveram a proposta de unir um vocal feminino com um masculino?    

Scalene - Aconteceu de forma natural. Sabíamos que era um ponto interessante da banda, então buscamos explorá-lo o melhor possível.


Som do Norte Além de músicos, vocês tem um trabalho de merchandising com camisas, bottons etc. São vocês que produzem este material?

Scalene - É um material de divulgação da banda e uma forma diferente de arrecadar dinheiro. Dá trabalho produzir o material, mas passou a ser um lado importante da banda.

Som do Norte Me contem um pouco sobre o processo de produção de Cromático.

Scalene - Foi bem rápido e sem muitos problemas. Ficamos muito orgulhosos do produto final e nos sentimos oficialmente uma banda profissional com esse trabalho concretizado (risos).

Som do Norte Como está sendo a tour de divulgação do novo trabalho de vocês? Como é a recepção do público?

Scalene - Maioria dos shows tem sido muito bons. O publico tem se interessado, comprado o CD, camisetas e tudo mais. Estamos cada vez mais melhorando nossa setlist" e como nos apresentamos ao vivo e aprendemos que nunca temos como saber como cada cidade é, então temos que estar preparados para nos adaptar de última hora.

Som do Norte Já rolou proposta para vocês tocarem no exterior?

Scalene - Ainda não! Seria o máximo!

Som do Norte  Como surgiu o convite para participar do Agosto Pro Rock?
Scalene - O Raoni e o Sandro (da banda Os Esquecidos)  nos conheceram através dos clipes e nos convidaram pra esse evento, que eles costumam a ajudar na organização.

Som do Norte Além da galera d'Os Esquecidos vocês já interagiram com outras bandas e músicos de Belém? Como foi esta troca?   

Scalene - Só com os organizadores do show. Todo o evento que tocamos procuramos conversar com todo mundo, essa troca é uma das coisas que mais fazem uma banda crescer.

Som do Norte Esta é a primeira vez que vocês vêm à Belém. Qual a expectativa para o show de sexta?

Scalene - Show que os produtores nos tratam bem, demonstram estar fazendo um bom trabalho de organização e tudo mais, sempre nos dá uma confiança de que o show será legal.

Som do Norte Vocês já possui algum tipo de contato com fãs daqui de Belém, ou vão sentir a receptividade do público mesmo na hora do show?  

Scalene - Tem alguns fãs que já tem falado conosco nas mídias sociais, acho que tem uma galera que já nos conhece por ai. 
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