Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Agenda Belém: Fuxicando


O Espaço Cultural Fuxico retomou há algum tempo o uso do nome "Fuxicando" em sua programação. Originalmente, Fuxicando foi uma série de shows que promovemos naquele espaço, entre abril e maio de 2011. 

Por que o Rapidola tem este nome?

Eu acho que nunca contei essa história aqui, se já contei relevem, ok? Bom: por que o nosso informativo, enviado bravamente por e-mail desde 2010, se chama Rapidola? O que segue não consta do post "Conheça o Rapidola" (http://somdonorte.blogspot.com.br/2010/02/conheca-o-rapidola.html), de 10 de fevereiro daquele ano, que assinala a estreia do informe (e é por isso que eu acho que nunca contei.)

Bueno, foi o seguinte: eu já vinha querendo há algum tempo postar notícias mais curtas, uma atualização rápida (tenho tendência a escrever textos loooooooongos, já notaram né?). Volta e meia eu conseguia fazer isso, como nesse post que foi publicado na seção "Na Rede" em 15 de janeiro de 2010 - http://somdonorte.blogspot.com.br/2010/01/na-rede-rondonia-para-1-e-2-amapa.html (podem ver que o modelo é semelhante ao que uso até hoje na seção "Rapidola @SomdoNorte - atualizações do dia". Exemplo: http://somdonorte.blogspot.com.br/2012/08/rapidola-somdonorte-atualizacoes-da.html). Na verdade o conceito já existia, eu já tinha decidido que queria começar a enviar por e-mail a cada dia os links do que fora postado no dia anterior, só faltava o nome - eu queria que fosse uma expressão nortista, que pudesse ser entendida também fora da região. Cheguei a consultar minha então colaboradora Bruna Machado, jornalista paraense que mora em São Paulo, mas não vinha ideia nenhuma. 

Juliana Sinimbú no nosso post nº 500

Até que um belo dia - mais exatamente 19 de janeiro de 2010 -, eu me dei conta que o blog já tinha 499 postagens e que seria ótimo ter algo legal para assinalar a postagem nº 500. Notei que a cantora Juliana Sinimbú estava online no MSN e combinamos fazer uma entrevista que durasse 15 minutos, para publicação imediata! E assim se fez (embora os 15 minutos não tenham sido corridos, a conexão de um de nós caiu, então devem ter sido "dois takes", um de 8, outro de 7 minutos, algo assim). O resultado foi mesmo publicado poucos minutos depois, só com a correção daquelas abreviaturas normais em bate-papo online ("vc", "q" etc), no link http://somdonorte.blogspot.com.br/2010/01/15-minutos-com-juliana-sinimbu.html .

Também a jato foi a repercussão de Juliana publicando uma nota a respeito no seu Fotolog, que reproduzo na íntegra abaixo: 



Avatar julianasinimbuhum hum....

NOVIDADES:

- O posto nº500 do blog Som do Norte é comigo!!! Um bate papo rapidola e muito bacana! Passem lá!
http://somdonorte.blogspot.com/2010/01/15-minutos-com-juliana-sinimbu.html

- Amanhã tem fuxico de Madame com participação especial dos queridos do Tio Nelson!!! 22h! Bora láááá!

[foto: Reis para Naisha Cardoso]

ligado 19 janeiro 2010 7 Visualizações

***

Aí, pronto! Conceito e formato já existiam, e nessa postagem da Juliana eu encontrei o nome que faltava, fechou todas. 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Rapidola @SomdoNorte: atualizações da quinta, 30.8.12

Link permanente da imagem incorporada

  • 12h25 - A cantora Luê tuitou a foto acima, que mostra um momento da festa Brea na Garoa, realizada em São Paulo ontem e que contou com os também paraenses Felipe Cordeiro e Lia Sophia. 




  • 10h50 - A banda Calypso figurou nos TT Mundiais (ou seja, os assuntos mais comentados no Twitter), ontem à noite, durante sua participação no encerramento do "reality show" A Fazenda (TV Record). O apresentador Brito Jr. chegou a ensaiar uns passos de dança ao som de Joelma (foto abaixo), que cantou "Lelezinha" e "Xonou Xonou". 

img-425652-show-da-banda-calypso-na-final-de-fazenda



  • 0h30 - O site Whiplash.Net destacou nesta quarta, 29, a nova edição da revista Rock Meeting, que tem matéria de capa com a banda paraense Madame Saatan. Parte da matéria pode ser lido no Whiplash -  http://whiplash.net/materias/biografias/162060-madamesaatan.html - e a revista está disponível na íntegra em http://issuu.com/rockmeeting/docs/rm35 . A entrevista  de Breno Airan merece destaque por fugir do lugar comum. Entre outras coisas, Sammliz conta foi decidido o nome da banda e porque ele tem dois "aa", revela que nunca pensou em compor em outra língua que não o português e aborda seu processo de composição. 



    Ingrid Sato
  • 0h22 - Foi decidida a data de lançamento do nosso "Disco do Mês" de setembro, o EP da cantora amapaense Ingrid Sato. Será no domingo, dia 2. Aguardem!  


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Em primeira mão: Jamrock tem confirmada "a segunda viagem"


A Jamrock ainda estava comemorando o sucesso da entrevista de sua vocalista Gabi ao Som do Norte (http://somdonorte.blogspot.com.br/2012/08/diz-ai-gabi-jamrock.html) - publicada ontem, a matéria já recebeu 144 acessos em menos de 19 horas -, quando recebeu uma notícia das mais auspiciosas. 

A banda roraimense elogiada pela Forfun está confirmada na escalação do Festival Quebramar, que acontece em Macapá de 6 a 11 de novembro. Notícia que este blog tem a satisfação de dar em primeira mão a vocês. 



Foto: Ed Andrade Jr.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Veludo Branco é destaque na Trama Virtual

Clique pra ampliar!

Grande surpresa e alegria nesta segunda foi o destaque dado à banda Veludo Branco, de Boa Vista, na seção "Escuta Essa" do site Trama Virtual. As outras duas bandas incluídas na mesma leva são de São Paulo - ABrasa e Nossa Vingança. Confira: http://tramavirtual.uol.com.br/

Na página da Veludo no site - http://tramavirtual.uol.com.br/veludobranco -, é possível fazer o download de todas as faixas dos dois discos da banda - o CD Veludo Branco Rock'n'Roll e o EP Sem Mentiras, ambos lançados pelo Som do Norte. 

Para quem não está entendendo o alcance da conquista da Veludo, informamos que o Trama Virtual tem cadastrados 77.678 artistas e bandas (neste momento em que escrevo)logo tem opções de sobra para escolher muito bem a quem dará destaque. 



Post nº 2700 - Diz Aí: Gabi (Jamrock)


Som do Norte - Gabi, no começo deste mês enfim a Jamrock parafraseou o título do seu EP e fez sua "primeira viagem", para dois shows e uma entrevista em Manaus. Vocês nunca haviam tocado fora de Roraima, não é? Como foi a sensação de tocar para um público diferente, que não estava habituado a ouvir vocês?

Gabi - "Não é!" haha.. Foi uma experiência incrível, Fabio. Fomos convidados a tocar no Caverna Rock e no Cauxi Espaço Cultural, agradecendo demais e sempre o convite e a recepção que foi única. Ver e sentir o nosso som sendo aceito e reconhecido foi maravilhoso.. Além dos amigos que nós temos lá, que deram toda a força e apoio! A viagem foi tão produtiva que além da entrevista na Manifesto Norte, feita pelo William D'Angelo e o nosso parceiro/brother/amigo Sandro Nine, rolou também uma entrevista na Amazonas FM com o Sandro Abecassis, que faz um trabalho super profissional e nos recebeu super bem!



Som do Norte - O EP A Primeira Viagem, lançado no começo de junho, já foi baixado 667 vezes apenas a partir do Som do Norte, fora os downloads feitos no blog da Jamrock e no Soundcloud. Por sinal é o maior sucesso já lançado pelo  Som do Norte, só o post do lançamento já foi acessado mais de 1.000 vezes! A galera que foi nos shows de Manaus já conhecia as músicas, o pessoal cantou junto? 

Gabi - Cantou e isso surpreendeu! A gente percebeu o quão necessária a internet se tornou.. E quem não sabia cantar, dançava e se expressava da maneira que dava. Sem contar nas vendas do EP! Muita gente chegava pedindo pra comprar e isso valoriza muito, é trabalho reconhecido, né? Tudo que qualquer pessoa gosta de receber!

Som do Norte - Como foi ser a única banda de Roraima a tocar na festa "Rock BR 174" no Caverna Rock Café no dia 3?


Gabi - Vou ser sincera.. Na hora que eu cheguei, deu um medo e um frio na barriga que eu nunca mais tinha sentido! Acho que todo mundo tava assim.. Mas como eu te falei, a recepção foi demais mesmo! Depois da primeira música a gente se soltou e foi tranquilo interagir com o público que não tá muito acostumado com um reggae aqui e alí! Eles dançaram, pediram música, curtiram a nossa Roraimeira com "Solana Star", do nosso poeta Eliakin Rufino, e "Casinha de Abelhas", do tio Neuber Uchôa, numa versão meio rock com o Sandro Nine, dividindo vocal com o Hugo.

Som do Norte - E de dividir o palco com Alaídenegão no dia 5 no Espaço Cauxi, o que você me conta? 

Gabi - No Cauxi não foi muito diferente, tanto o público quanto a casa nos receberam de braços abertos e na hora do show não deu em outra, todo mundo dançando e curtindo alí na nossa frente.. Felicidade total! A galera da Alaídenegão foi super receptiva e nos deram muita atenção, não tem como agradecer o convite. Além disso, o show dos meninos é de não ficar parado mesmo! Música de qualidade, alegria, a sintonia deles é linda de se ver, têm tudo pra estourar, com certeza!

Som do Norte - Vocês também estiveram no programa Rockstória da rádio web Manifesto Norte, um projeto do Sandro Nine, como foi a entrevista?

Gabi - Foi superdescontraída e animada, não tem como ficar perto do Sandro e ele não te tirar umas risadas, né? Falamos sobre a cena de Manaus e de Roraima, o EP, a viagem.. A galera que tava acompanhando pelo chat participou e curtiu! Eu, particularmente, gostei muito. O Sandro é um grande profissional e uma pessoa ótima, o Wiliam, que também nos entrevistou também foi super atencioso e também é um grande profissional! Manifesto Norte tá no começo e dando super certo, foi uma honra pra Jam participar! Sucesso pra eles!

Jamrock com Sandro Nine (de boné)

Som do Norte - Recentemente, a banda Forfun elogiou vocês no Facebook (http://somdonorte.blogspot.com.br/2012/06/disco-do-mes-forfun-recomenda-jamrock.html). Como foi para vocês receber este reconhecimento?

Gabi - Não sei nem como te explicar, porque desde o começo da Jamrock, Forfun faz parte da nossa rotina. Particularmente falando, eles fazem parte da trilha sonora da minha adolescência, sou fã mesmo! Então ver aquele compartilhamento foi surreal, cara.. Deu motivação e nos alegrou demais! A gente só tem a agradecer, porque aquele compartilhamento nos apresentou pra outras pessoas, outras regiões e é isso mesmo que a gente quer, ir o mais longe possível fazendo o que a gente gosta e quer! Tá na memória! Haha

Som do Norte - Por fim, quais são os planos futuros da Jamrock? Já há outras viagens marcadas? 

Gabi - Bom, como eu falei, o nosso objetivo é espalhar e atingir o máximo que a gente puder, sem restrições. Mas, um passo de cada vez.. A região Norte, primeiramente, é nosso foco, claro que se oportunidades surgirem de outros lugares elas serão muito bem vindas. Não temos nenhuma viagem marcada e isso nos dá tempo pra trabalhar em mais músicas, principalmente próprias, que é nosso principal foco!

Fotos: Ed Andrade Jr. 

Rapidola @SomdoNorte - atualizações da 2ª, 27.8.12




  • 20h50 - O Calabouço do Android (Belém) promove em setembro o Campeonato 1º Gamers no Calabouço. Duas bandas já estão confirmadas: dia 15, a Kitana, de Marituba (PA), e dia 16, a Godzilla, de Macapá. 

Arthur Espíndola
  • 20h40 - O cantor e compositor paraense Arthur Espíndola (foto) concluiu recentemente as gravações de seu CD Tá Falado, com lançamento previsto pra setembro. Quem acha que depois disso ele ia ficar descansado, se enganou. O autor de "Tô Fora de Moda" já voltou ao estúdio, desta feita fazendo a direção musical do aguardado primeiro CD de Gigi Furtado. 


Vem aí o CaBloco Muderno


Em dezembro de 2010, publicamos aqui no Som do Norte a agenda do cantor paraense Marco André nos palcos do Rio de Janeiro no mês seguinte (http://somdonorte.blogspot.com.br/2010/12/agenda-rio-de-janeiro-marco-andre.html). O show de 29 de janeiro de 2011 no Espaço Vintage, na Lapa, foi escolhido por Marco para apresentar o projeto CaBloco Muderno, misturando ritmos e instrumentos típicos do Pará com a bateria das escolas de samba. Desde então, o bloco tem atuado tanto no Rio quanto em Belém. A ideia é realizar cortejos nas ruas, e também atuar em shows com uma banda formada por músicos como o próprio Marco André, o Trio Manari e Edvaldo Cavalcante (percussão), Davi Amorim e Luíz Félix Robatto (guitarras) e MG Calibre (baixo). O grupo já gravou um som, a "Guitarrada do CaBloco", que você pode baixar aqui.




Na capital paraense, a banda tem ensaiado segundas e quintas. Terças e quartas, há oficinas-ensaio gratuitas na sede dos Piratas da Batucada (Antônio Everdosa, 1630, entre Lomas Valentina e Angustura, bairro da Pedreira), sempre às 18h30. Aos domingos, o ensaio para o desfile no Círio acontece na Praça da República, ao lado do Teatro Waldemar Henrique, a partir das 10h. Todos podem participar, mesmo não tendo experiência com percussão. 

No repertório, o CaBloco alinha composições de Dona Onete, Pinduca, Marco André, Trio Manari, Mestre Lucindo, Titãs, Beatles, Lia Sophia, Claudinho e Bochecha, Paulo André e Ruy Barata, Guilherme Arantes, entre outros. 

Um show na UFPA chegou a ser anunciado, porém deverá ser remarcado assim que as atividades da instituição se normalizem com o fim da greve (o release no site do CaBloco - http://www.cablocomuderno.com.br/pdfs/release_cabloco_muderno.pdf - anunciava o show para o sábado que passou, 25 de agosto). O espetáculo deverá contar com as participações de Pedro Luiz, Pepeu Gomes e  Fernanda Abreu - sujeito, claro, à agenda dos artistas na data que seja definida. 



domingo, 26 de agosto de 2012

Musicoteca lança clipe de Arthur Nogueira e Gisele De Santi

Na quinta, 23, foi lançado com exclusividade no site Musicoteca o clipe de "Ardis", a primeira parceria do paraense Arthur Nogueira com a gaúcha Gisele De Santi. Além do clipe, que reproduzimos abaixo, o site também disponibilizou o áudio da canção para download em http://www.amusicoteca.com.br/?p=6918

O trabalho conjunto de Arthur e Gisele iniciou com um show initulado Meridiano 50 (aludindo à linha imaginária que une o Pará ao Rio Grande do Sul), realizado em São Paulo em abril com apoio do Som do Norte e outros parceiros (o projeto fora lançado em março pelo Catarse - saiba mais em http://somdonorte.blogspot.com.br/2012/03/apoie-o-projeto-meridiano-50.html). A canção ora lançada foi composta no Rio de Janeiro, para onde Arthur se mudou, ao que parece em caráter definitivo, na terça-feira, 21 de agosto. Tudo indica que a canção foi composta antes disso, afinal depois dela pronta e gravada ainda houve tempo para Gisele fazer este clipe em um iPhone, juntamente com Moisés Westphalen.


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Fabrikaos Festival é o Olimpo de antigas e novas bandas do rock paraense


Por Bianca Levy

O Panteón doThrash Metal, Punk e Hardcore está formado. E é nele que os doze “deuses” do Olimpo do rock paraense se apresentam no sábado, 25. Titãs como Delinquentes, Mitra, Anubis, Retaliatory, dividirão o mesmo palco com outros gigantes como All Still Burns, Adipocera, A Válvula, Fora Parte, Projeto Secreto Macacos e Vynil Laranja no Fabrikaos Festival, que começa à partir das 14h, no Mormaço.

E quem rege este Kaos é Jayme Katarro, vocalista da banda Delinquentes, que há cinco anos resolveu atacar de produtor ao realizar a primeira edição do festival, em comemoração ao aniversário do Fábrika Studio, do qual Jayme é dono.  

- O Fabrikaos Festival surgiu em 2007, como uma forma de comemorar um ano de aniversário do Fabrika Studio, e que servisse também como uma espécie de vitrine para as bandas que aqui ensaiavam. Foram duas edições na Scorpions naquele ano, e depois duas edições no extinto Caverna Club, em 2010, sempre fazendo duas ou três noites de estilos variados dentro do rock, principalmente o rock mais pesado e visceral, com algumas exceções - conta.

O projeto que inicialmente contemplava apenas bandas que ensaiavam na Fábrika Stúdio foi tomando proporções maiores, e servindo de palco para bandas de diversos subgêneros do rock e vindas de diferentes localidades: “Com o tempo fui abrindo o leque de possibilidades, pois Belém cresceu muito musicalmente falando, e algumas bandas bem legais que não podiam de uma forma ou outra ensaiar aqui, não podiam ficar de fora do festival”.

Para tentar contemplar o maior número possível de bandas, Jayme apostou em um critério peculiar de seleção das bandas: “Sempre é difícil fechar um set de bandas numa cidade que tem centenas delas. Daí é escolher as que estão em mais evidência, as que merecem estar num palco legal, mesmo sabendo que várias vão ficar de fora também, além de dar uma margem também para bandas menores, e não menos importantes, para que elas possam ter oportunidades também”.



Delinquentes 

E como o trabalho é grande, nesta quinta edição do Fabrikaos, Jayme contou o apoio especial da galera da Abunai Produções. Parceiros de forma indireta desde a primeira edição do festival, este ano foram convidados por Jayme para ficar no front da realização do evento. Segundo Tony Cavalcante, da Abunai, esta união de forças surge com a intenção de remontar os antigos festivais de rock dos anos 90 em Belém, a exemplo do Rock 24 Horas.  

“Nos últimos anos, pelo menos uma banda de fora do Estado toca por aqui a cada mês, algo que não acontecia até uns cinco anos atrás. Foi aí que indo na contramão desse contexto, o Jayme chamou a gente para fazer o festival de 2012, para mostrar que por aqui também tem bandas tão boas quanto as que estão vindo direto aqui es resgatar o grandes festivais que aconteciam nos anos 90, como Rock 24 horas, Rock 6 horas, os do Altino Pimenta”, afirma Tony, que é complementado por Jayme: “Faltava um festival que reunisse parte da nata do rock local em que elas próprias fossem as headliners do evento, no formato de antigamente, uma coisa mais diurna. E é isso que vamos fazer nessa edição do Fabrikaos”.

E para fazer as honras da quinta edição do Fabrikaos Festival, a organização escolheu “bandas de estilos próximos, mas distintos pra não dar fôlego para a galera respirar”, como afirma Jayme Katarro. O cast conta com algumas das melhores bandas atuais da cena, desde bandas clássicas e veteranas, como Retaliatory, Delinquentes e Mitra - todas com mais de vinte anos de estrada, passando por algumas com um certo tempo de estrada e que vem conquistando cada vez mais respaldo na cena, como Anubis, All Still Burns, A Red Nightmare, Vynil Laranja e No Found, e até mesmo outras mais novas que começam à despontar no cenário como boas revelações, cada uma com o seu estilo, como A válvula, Adipocera e Fora Parte, sem contar com a participação pela primeira vez de uma banda instrumental, o Projeto Secreto Macacos.

 Projeto Secreto Macacos - foto: Moyses Wesley

Para Jacob Franco, do Projeto Secreto Macacos, a heterogeneidade musical é o diferencial desta quinta edição do Fabrikaos: 

- Vai ser uma experiência nova pra banda tocar com outras de estilos distintos, e esperamos que dê tudo certo, sem falar, que o festival é de extrema importância para a cena local, pois mostra as diversidades musicais dentro do rock e dá vez para bandas mostrarem seus trabalhos.


A Válvula

A mesma opinião é compartilhada por Lucas Pinto, guitarrista da banda A Válvula, que pela primeira vez vai se apresentar em um festival. Para ele, este tipo de iniciativa é que perpetua a cenário rock/ underground. “Sabemos o quão é importante é para a cena, não apenas do rock, mas música em geral, a existência de eventos como o Fabrikaos. Foi vendo shows assim que praticamente todos nós começamos a ter vontade de tocar algum instrumento. Temos que ressaltar ainda a coragem e vigor dos organizadores do evento, Jayme e Sandro-K, que com tantos anos de tarimba ainda possuem forças para movimentar toda a cena dessa maneira tão legal”, avalia.

Joelson Graim, guitarrista da veterana Mitra, vê no Fabrikaos Festival a lembrança de outros festivais. “Já somos velhos conhecidos do Jayme. Fizemos várias apresentações juntos, principalmente na década de 90, e sempre rola a lembrança de ambas as partes quando rolam estes festivais. Espero que o público prestigie o Fabrikaos, principalmente para conhecer o cenário local, que possui bandas de qualidade”, afirma.

E para registrar esse encontro entre antigas e novas bandas e a rememoração de antigos festivais, a quinta edição do Fabrikaos será filmada com a ajuda de amigos e parceiros para uma posterior edição em DVD. “Percebemos que os registros que tínhamos das edições anteriores eram muito fracos, então este ano estamos com um plano de fazer um DVD, mesmo que caseiro, mas bem feito, para registrar esse bom momento das bandas. Há uma força coletiva para essa gravação, que envolve vários amigos de produtoras diferentes. A captura do áudio também será feita pela equipe da Funtelpa, para ser exibida posteriormente no programa Balanço do Rock e até mesmo quem sabe, na programação normal, dependendo do estilo da banda”, anuncia Jayme.

Quem quiser fazer parte deste panteão musical é só conferir o 5º Fabrikaos Festival, que ocorrerá no sábado, 25, à partir das 14h, no Mormaço, na Praça do Arsenal. Os ingressos antecipados custam R$ 8, e podem ser adquiridos com as bandas ou em pontos de vendas na Ná Figueiredo, Distro Rock, Fábrika Stúdio e Abunai Produções. Na bilheteria o ingresso custa R$ 10.  


Diz Aí: Scalene


Por Bianca Levy 

“Um duelo amigável entre o rock pesado e a música pop”. Apesar de não ser a resposta mais precisa é a mais utilizada para descrever o som da banda Scalene. Isso se deve à variedade de influências presentes no som deste quinteto de Brasília – instrumental de peso, harmonias ousadas e letras expressivas interpretadas de forma singular.
A banda começou em 2009 e o resultado após um ano dedicado à aprendizagem do que é importante e necessário para um trabalho musical foi a gravação das canções “Amigo Oculto”, “Começo e Fim” e de uma versão inusitada de “Hot n’ Cold”, da cantora inglesa Katy Perry. Scalene éAlexia Fidalgo - vocalista, Gustavo Bertoni - guitarra e vocal, Lucas Furtado - baixo, Philipe Nogueira - bateria e Tomás Bertoni - guitarrista.
Por seu estilo musical abrangente, a banda realizou durante estes três anos na ativa diversos shows com bandas de hardcore, metalcore, indie e de pop/rock. Antes mesmo do lançamento de seu primeiro EP, a Scalene teve o privilégio de dividir os palcos com Drive-in, Restart, Dance of Days e DFC, e de participar na etapa Brasília do Grito Rock 2010, o maior festival colaborativo do mundo. Ao longo das sessões de produção e gravação do CD, shows importantes aconteceram, como o festival Móveis Convida, realizado pela banda Móveis Coloniais de Acaju, que contou com as presenças de Anitelli Trio, Gaby Amarantos, Gloom, Nevilton e a banda argentina Dancing Mood. Houve também os shows com a banda Strike e o Cuca Rock Sessions com a banda Rancore.
E agora, em tour de divulgação do primeiro álbum da banda, o Cromático, a Scalene vem pela primeira vez à Belém, no festival Agosto Pro Rock, e prometem apresentar ao público um show empolgante e com um repertório híbrido. O guitarrista Tomás (foto ao lado) fala nesta entrevista exclusiva para o Som do Norte sobre a história e cotidiano desta banda de Brasília que está despontando no cenário alternativo nacional, além da relação com a cena musical de Belém. Confira a seguir:
Som do Norte - A Scarlene tem uma sonoridade que faz um “duelo amigável entre o pop e o rock pesado”, como vocês gostam de classificar. Como se deu esse entrelace de ritmos no trabalho de vocês?

Scalene - Isso é devido ao gosto musical eclético de todos na banda. Gostamos de música pesada, mas também gostamos de Adele, Mumford and Sons e bandas mais experimentais como Radiohead.

Som do Norte Os vocais da banda são peculiares. Me falem um pouco sobre eles. Desde o começo vocês tiveram a proposta de unir um vocal feminino com um masculino?    

Scalene - Aconteceu de forma natural. Sabíamos que era um ponto interessante da banda, então buscamos explorá-lo o melhor possível.


Som do Norte Além de músicos, vocês tem um trabalho de merchandising com camisas, bottons etc. São vocês que produzem este material?

Scalene - É um material de divulgação da banda e uma forma diferente de arrecadar dinheiro. Dá trabalho produzir o material, mas passou a ser um lado importante da banda.

Som do Norte Me contem um pouco sobre o processo de produção de Cromático.

Scalene - Foi bem rápido e sem muitos problemas. Ficamos muito orgulhosos do produto final e nos sentimos oficialmente uma banda profissional com esse trabalho concretizado (risos).

Som do Norte Como está sendo a tour de divulgação do novo trabalho de vocês? Como é a recepção do público?

Scalene - Maioria dos shows tem sido muito bons. O publico tem se interessado, comprado o CD, camisetas e tudo mais. Estamos cada vez mais melhorando nossa setlist" e como nos apresentamos ao vivo e aprendemos que nunca temos como saber como cada cidade é, então temos que estar preparados para nos adaptar de última hora.

Som do Norte Já rolou proposta para vocês tocarem no exterior?

Scalene - Ainda não! Seria o máximo!

Som do Norte  Como surgiu o convite para participar do Agosto Pro Rock?
Scalene - O Raoni e o Sandro (da banda Os Esquecidos)  nos conheceram através dos clipes e nos convidaram pra esse evento, que eles costumam a ajudar na organização.

Som do Norte Além da galera d'Os Esquecidos vocês já interagiram com outras bandas e músicos de Belém? Como foi esta troca?   

Scalene - Só com os organizadores do show. Todo o evento que tocamos procuramos conversar com todo mundo, essa troca é uma das coisas que mais fazem uma banda crescer.

Som do Norte Esta é a primeira vez que vocês vêm à Belém. Qual a expectativa para o show de sexta?

Scalene - Show que os produtores nos tratam bem, demonstram estar fazendo um bom trabalho de organização e tudo mais, sempre nos dá uma confiança de que o show será legal.

Som do Norte Vocês já possui algum tipo de contato com fãs daqui de Belém, ou vão sentir a receptividade do público mesmo na hora do show?  

Scalene - Tem alguns fãs que já tem falado conosco nas mídias sociais, acho que tem uma galera que já nos conhece por ai. 
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Agenda Boa Vista: Rock Fantasia


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Diz Aí: Os Esquecidos

Por Bianca Levy



Seguimos com a série de entrevistas com bandas que estão participando do festival Agosto Pro Rock, em Belém. Hoje o destaque é para Os Esquecidos. 

Para quem foi rockeiro nos anos 90 e 2000 e assistia a MTV sempre, o show dos Esquecidos é uma boa pedida. Quem são Os Esquecidos? Sandro Galtran (ex-Kisen), Paulo Henrique “Bigfoot” (All Still Burns, Ut Opia), Raoni Joseph (Lord Byron, ex-Acordalice, Ut Opia) e Almir Severo (Leone), músicos de diferentes épocas da cena Rock de Belém do Pará. A soma dessas experiências resulta num repertório amplamente variado, com várias músicas que com certeza fizeram parte da vida de quem viveu essas duas últimas décadas. Nomes como Linkin Park, Placebo, System Of A Down, Nickelback, Pearl Jam, Nirvana, entre outros, com certeza farão parte do set list dos shows da banda pelas noites de Belém. Isso porque a banda surgiu em 2011 com o objetivo de “tocar músicas que foram ‘esquecidas’ pelo público com o passar dos anos, mas que fizeram bastante sucesso nas paradas musicais”, como afirma o baixista Raoni

No Agosto Pro Rock, a banda irá promover um tributo ao Linkin Park, com um set list que percorre os álbuns Hybrid Theory (2000), Meteora (2002) e Minutes To Midnight (2007). O músico convidado   Júlio Prado fará os samples criados pelo DJ Joe Hahn, Os Esquecidos contam com o músico convidado . O tributo ao Linkin Park fará parte da programação do Agosto Pro Rock, evento que já faz parte do calendário cultural de Belém do Pará. E é sobre o show deste dia 24, sexta, no Café com Arte, que o baixista Raoni Joseph fala nesta entrevista exclusiva para o Som do Norte.  

Som do Norte - Como surgiu a ideia de montar a banda? 

Raoni Joseph - Foi através de um convite do Sandro Galtran (vocalista) para tocar as músicas agitadas que as bandas da noite em Belém costumam tocar apenas nos finais dos shows. Começamos a montar um repertório com várias dessas músicas e a convidar outros amigos para fazer parte da banda. As músicas em questão fizeram parte da explosão do Grunge, Pós-grunge, New Metal, Pop Punk e outros sucessos que tocaram na MTV e nas rádios durante os anos 90 e 2000, tanto do Rock Internacional quanto do Rock Brasileiro.

Som do Norte - Quais são as principais referências musicais de vocês?
Raoni Joseph - Temos referência no Grunge (Nirvana, Pearl Jam), Pós-grunge (Foo Fighters, Silverchair, Nickelback), New Metal (Linkin Park, System Of A Down, P.O.D), Pop Punk/Punk Californiano (Green Day, The Offspring) e o Rock Brasileiro dos anos 90/2000 (Charlie Brown Jr., Raimundos, Tihuana).


Som do Norte Vocês são uma banda essencialmente de interpretações. Como surgiu a proposta de seguir nesta vertente? Vocês pensam em fazer um som autoral?

Raoni Joseph - No convite que o Sandro Galtran fez aos membros da banda, fomos procurando os hits considerados "esquecidos" dos estilos citados nas perguntas anteriores. Paralelamente à essa escolha, surgiram idéias de composições autorais inspiradas por esses estilos musicais. Logo em breve a banda deverá gravar algum registro e sairá atrás de shows nos festivais autorais que ocorrem na nossa cidade.
  
Som do Norte De onde veio a ideia de fazer o tributo ao Linkin Park? 

Raoni Joseph - Linkin Park é uma banda que fez um sucesso tremendo no Brasil no começo dos anos 2000, e continua fazendo, embora não seja da mesma maneira que antes. Todos da banda eram adolescentes na época do auge do Linkin Park e a partir disso, foram acrescentadas músicas do Linkin Park no repertório dos Esquecidos. A ideia do tributo foi durante um ensaio da banda. Após tal ensaio, rolaram pesquisas entre amigos sobre a ideia do tributo, com quase 100% de aprovação. Depois disso, montamos o repertório e logo em seguida, começaram os ensaios. A maior dificuldade para esse show foi com os Samples existentes nas músicas, feitos pelo DJ Joe Hahn. Para fazer esses samples, convidamos o tecladista Júlio Prado, um amigo meu e do Paulo (guitarrista) de longa data, que também era fã do Linkin Park no auge da banda.


Som do Norte Como rolou essa mescla entre músicos de diferentes faixas etárias e experiências musicais?

Raoni Joseph - Acho que rolou de forma natural. Como eu e Sandro já nos conhecíamos da cena musical em Belém, não demorou muito para convidar a galera certa para compor a banda. Convidei o Paulo (guitarrista) que já tocou comigo em outros projetos e o Sandro convidou o Almir (baterista) que, embora seja o membro mais novo da banda, tem experiência de sobra como músico da noite. O entrosamento ocorreu de forma bastante natural, com várias sugestões de músicas feitas pelos membros da banda.

Som do Norte Pra vocês, em que medida esse híbrido de referências influencia na sonoridade dos “Esquecidos”? 

Influencia totalmente na hora de escolher repertório e na hora das composições.

Som do Norte Como vocês enxergam o futuro da banda?

Raoni Joseph - Acredito que este show-tributo ao Linkin Park será o primeiro de muitos. Continuaremos fazendo o tributo, e também outros shows com o repertório normal da banda, além de iniciar sessões de gravação das músicas autorais. No momento, é esse o futuro planejado para a banda. O restante é consequência deste show de sexta-feira e das atitudes que a banda decidir tomar daqui pra frente.

Som do Norte O Agosto Pro-Rock é o primeiro festival que vocês vão participar. Qual a expectativa para o show? Como rolou o convite para participar?

Raoni Joseph - Sim, o Agosto Pro-Rock será nosso primeiro festival. As expectativas são as melhores possíveis. Este show é uma parceria entre a banda Os Esquecidos e a produção do Agosto Pro-Rock. Esta parceria está trazendo para Belém a banda autoral brasiliense Scalene, e a participação dos Esquecidos foi escolhida de forma natural entre as duas partes. Vai ser uma noite inesquecível.

Som do Norte Pra vocês, qual a importância de iniciativas culturais como o Agosto Pro Rock para a cena alternativa de Belém? 

Raoni Joseph - Belém precisa de mais e mais iniciativas culturais como o Agosto Pro-Rock. Muitas bandas de sonoridade alternativa buscam espaços como esse para apresentar seus trabalhos. Mesma coisa o público, que muitas vezes reclama da falta de eventos dedicados à música alternativa.

Som do Norte Qual vai ser o diferencial do tributo ao Linkin Park na sexta?

Raoni Joseph - Já fizeram outro tributo ao Linkin Park tempos atrás, mas o diferencial deste é a completa identificação dos membros com a banda, já que todos escutavam a banda e tentarão reproduzir a empolgação e emoção que o Linkin Park transmite nos seus shows.

Som do Norte Além das músicas do Linkin Park, vocês vão mandar som de outras bandas? 

Raoni Joseph - Tudo depende do público. Se quiserem que a gente toque outras bandas, podemos pensar no assunto (risos).


Música do Dia: Santería Cubana

As crenças religiosas vindas da África para a América fundiram-se aqui com elementos do catolicismo e ainda de cultos indígenas locais. No Brasil, essa fusão resultou no Candomblé. E em Cuba, na Santería, nome em espanhol que significa "caminho dos santos". De Cuba, a Santería se expandiu para Porto Rico, República Dominicana, Panamá e áreas dos Estados Unidos onde predomina população de origem hispânica (como Flórida e Califórnia). e até no Brasil - segundo a Wikipedia, onde colhi essas informações.

"Santería Cubana" é também o tema escolhido pelo Trio Manari para apresentar ao público seu segundo CD, gravado recententemente em Belém, e cujo lançamento não tarda. Tava na hora, afinal o único CD do grupo, Braço da Amazônia, saiu em 2003 - há quase dez anos! 

O arranjo mescla o batuque característico do trio com sopros ao estilo caribenho, mistura também presente na letra e marcada ainda pela citação, na abertura e no encerramento, de versos de Ruy Barata em "Porto Caribe" (parceria com Paulo André Barata). 


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Música do Dia: Tô Fora de Moda

A música desta terça é uma prévia do CD Tá Falado, do paraense Arthur Espíndola. "Tô Fora de Moda" é de autoria do próprio Arthur, que convidou Gaby Amarantos para cantar com ele; o autor chega a brincar, pedindo a ele um tecno-samba, mas o que ouvimos de fato é Gaby cantando muito bem, com um timbre levemente rouco, levando o samba tranquilamente, apenas com um ou outro scat. Uma das surpresas da faixa é o belo solo de violão de Felipe Cordeiro, numa espécie de volta às origens - pra quem não sabe/lembra, Felipe começou a carreira como violonista de MPB. 

A letra brinca com vários itens da modernidade, ou no caso, da moda, que o eu-lírico rejeita, como software, guitarra, sampler, exaltando como valores o canto no gogó, o samba no pé e o batuque na mão, que seriam os fora de moda. O CD está prometido pra setembro.  



Artista: Arthur Espíndola

Álbum: Tá Falado! (ano:2012)
Compositor: Arthur Espíndola
Participação especial: Gaby Amarantos, Felipe Cordeiro e Mestre Curica
Violão: Renato Torres
Violão solo: Felipe Cordeiro
Cavaquinho: Diego Xavier
Banjo de carimbó: Mestre Curica
Curimbó, barrica, caxixi: João Paulo Pires
Pandeiro, surdo, reco-reco, tamborim: Ricardo Jardim (Doug)
Captação de imagens: Filipe Keppe
Edição de imagens: Jessica Mota
Apoio: Labzone (Lucas Escócio e Filipe Parolin)
Captação de Áudio: Salatiel Silva (Estúdio Vox)
Mixagem de Áudio: Ronaldo Lima (Casa do Mato)
Masterização de Áudio: André Dias (Post Modern Mastering)
Direção Musical: Renato Torres
Produção Musical: Arthur Espíndola

De Olho: Lia Sophia no Encontro com Fátima Bernardes


Acabou de acabar o Encontro com Fátima Bernardes (TV Globo) de hoje, que teve a participação rapidíssima da cantora Lia Sophia, que ocupou os menos de 2 minutos do 4º e último bloco. 

No encerramento do bloco anterior, que teve como tema ditados populares, a apresentadora Fátima Bernardes pedira a Lia que lembrasse de provérbios do Pará para compartilhar com o público antes de cantar. Assim, Lia lembrou de dois mestres do carimbó, Pinduca e Verequete, sendo deste o primeiro ditado que citou: Tá bonito, mas não é carimbó. O segundo ditado foi Chegou no Pará, parou, tomou açaí, ficou. Em seguida, cantou "Ai Menina", seu carimbó que faz parte da trilha da novela das seis, Amor Eterno Amor, acompanhando-se ao violão (portanto, uma versão inédita na TV, até onde eu saiba). Quase todo o auditório dançou (nem que fosse se mexendo na cadeira), e a atriz Sheron Menezes, sentada ao lado de Lia,  cantou junto o refrão (fora do microfone), mostrando que de fato este carimbó de Lia tá bonito e já ficou no coração do público.



O que eu acho que faltou foi mesmo dar mais espaço a Lia para falar, já que ela permaneceu no estúdio ao longo da 1h40 que durou o programa. Em programas com formato semelhante, como o Roda Viva (TV Brasil), cada bloco tem um tema principal, a cargo de um convidado, e os outros têm liberdade para intervir/ interagir. Destaco dois tuítes postados há pouco que mostram que de fato os fãs de Lia esperavam mais tempo de participação - os dois são, respectivamente, de Hingrid Ximenes é de Italva (RJ), e Ana Paula Anjos, de Belém.


Achei que podia ter mostrado mais a  cantando no final do programa da Fátima Bernardes... passou tão rapidinho...


 encerrou hj o Programa Encontro com Fátima Bernardes  hj. A Globo ainda está devendo mais espaço a ela.