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sábado, 7 de julho de 2012

Foi Show: Los Porongas em Macapá

                                                           Foto: Sandra Borges

Logo aos primeiros acordes do show de Los Porongas em Macapá (sexta, 30 de junho), algo me chamou a atenção e de início achei que era o baterista Jorge Anzol com a mão mais pesada. Mas em seguida me dei conta de uma coisa - era o primeiro show da banda que eu assistia num teatro (o do Centro de Difusão Cultural Azevedo Picanço). O próprio Anzol ao final do show me disse que de fato isso faz diferença pra quem ouve, mas de resto ele segue tocando como sempre. (Só para registro, os outros shows que vi dos Porongas foram todos em festivais - o Varadouro 2008, em Rio Branco; o Se Rasgum 2010, com participação de Dado Villa-Lobos, em Belém; e o TomaRRock 2010, em Boa Vista). Foi o primeiro que vi também com o novo guitarrista da banda, Carlos Gadelha. 

Foto: Nayana Magalhães

O vocalista Diogo Soares também comemorou a oportunidade de se apresentar em teatro, algo raro para a banda. Inicialmente, a apresentação em Macapá, segunda etapa da Tour Norte 2012 (http://somdonorte.blogspot.com.br/2012/06/agenda-los-porongas-tour-norte-2012.html), seria na Choperia da Lagoa, optando-se depois pelo CDC Azevedo Picanço. Penso que a mudança foi providencial, devido às grandes dimensões da Choperia - lá, o público que quase lotou o Azevedo Picanço pareceria muito menor .

Foto: Lidy Nascimento

O espaço mais intimista propiciou também que Diogo interagisse mais com a galera, saindo do palco pra dançar com os amapaenses, comemorando dois acontecimentos supimpas: o fato de ser o primeiro show dos Porongas em Macapá, e o aniversário dele, Diogo! Abaixo, a foto da expressão dele quando, ao final do show, foi anunciado que era seu aniversário:

Foto: Sandra Borges

Depois de abrir em grande estilo com esta grande canção que é "Silêncio", do álbum O Segundo Depois do Silêncio, (http://musicadonorte.blogspot.com.br/2011/06/disco-do-mes-o-segundo-depois-do.html), cujo lançamento a turnê comemora, a banda emendou temas do primeiro CD, Los Porongas (2007), "Lego de Palavras" e "Ao Cruzeiro". Na sequência, predominaram sons do álbum de estreia, como "Espelho de Narciso", "Nada Além" e "Tudo ao Contrário", numa versão entusiasmante que pegou o público já na introdução, com uma citação de The Doors. Outros sons alheios no show foram "Vaca Profana", de Caetano Veloso, a pretexto de se fazer uma homenagem às mulheres (mas que serviu para a única manifestação política do show, com a inclusão por Diogo dos versos O Norte, onipresentemente, dizendo não a Belo Monte/ O Norte, onipresentemente, gritando não...); e "Lithium", do Nirvana, que arrebatou toda a galera ao final do show, numa versão muito livre em que os Porongas contaram com a participação do tecladista Otto Ramos, convocado por Diogo quando o público exigiu um bis, após a banda anunciar o final com "Sangue Novo". O clima de jam session e verdadeira curtição rock'n'roll de "Lithium" contribuíram com certeza para tornar a passagem dos Porongas por Macapá ainda mais inesquecível. Aos que foram e gostaram, ou que não puderam ir e agora estão se mordendo ao ler este texto, aviso que eles já estão estudando propostas para voltar à cidade. Aguardem!


Foto: Nayana Magalhães

Otto participara de um dos shows de abertura, com a sua banda Tem Deck?, de Macapá. (foto abaixo). 


Não cheguei a ver a Tem Deck?, quando cheguei ao Azevedo Picanço já iniciara a apresentação da banda Vila Vintém, também da capital amapaense.




O show em Macapá integrou a Tour Norte, patrocinada pelo Banco da Amazônia e Ministério da Cultura, e teve a produção local do Coletivo Palafita e Circuito Fora do Eixo, aos quais agradeço o apoio ao meu trabalho jornalístico nesses dias que passei em Macapá. Novas parcerias virão em breve! 



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