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quarta-feira, 25 de julho de 2012

A onipresença de "Ai, Menina"

Na semana em que passei em Macapá, entre o final de junho e início de julho, era comum ouvir na rua a todo momento o som da música "Ai, Menina", de Lia Sophia - vindo de rádios de dentro de casa ou de automóveis, ou de caixas de som postas nas calçadas em frente de lojas ou de residências. 

Vários fatores se somavam para chegar a este resultado. Afora a difusão maciça que naturalmente ocorre quando uma canção entra numa trilha sonora de novela, há o fato de que Lia cresceu em Macapá, logo, por mais identificação que ela tenha hoje com o Pará, onde começou e desenvolve sua carreira musical, é considerada para todos os efeitos uma artista amapaense. Também contribui para isto, imagino, o sentimento de pertença a uma região, como no Brasil só se vê no Norte e no Nordeste - enquanto no meu Sul natal quem é de Porto Alegre não tem o menor interesse pelo que acontece em Curitiba e vice-versa, no Norte quem é de Porto Velho se sente de algum modo próximo de quem é de Boa Vista ou  Macapá.

Já de volta a Belém neste mês, continuo a ouvir "Ai, Menina" com frequência, desta vez não mais com a autora, que não tem feito shows na capital paraense. O caso é que o sucesso da composição fez com que ela entrasse para repertórios os mais diversos. O show da banda Sayonara, ontem no 6º Festival Cultura de Verão, no Pier das 11 Janelas, foi só a mais recente dessas ocasiões. No mesmo palco, Lucinha Bastos e Mahrco Monteiro também já haviam cantado "Ai, Menina" no dia 10. O carimbó também foi tocado na festa de 9 anos da banda B3, no bar Boêmio, no dia 13. Um dia antes, eu ouvira "Ai, Menina" na voz de Yanna Cardoso no Bárbaro Lounge. Yanna voltou a cantar a música de Lia em outro bar, o Municipal, no dia 19 - a cantora faz repertórios distintos nos dois locais, mas não tem dispensado interpretar "Ai, Menina" onde quer que vá. E tudo indica que a lista só faça aumentar. Para nossa alegria. 


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