Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

sexta-feira, 30 de março de 2012

Post nº 2300: Jamrock é a primeira Banda Recomendada do Som do Norte


Colocamos no ar hoje o link de Bandas Recomendadas, uma ideia na qual venho trabalhando há tempos e para a qual creio ter encontrado o melhor encaminhamento.

Desde que este blog entrou no ar, em agosto de 2009, frequentemente somos procurados por organizadores de festivais, produtores de eventos, empresas, turmas de formandos etc., interessados em contratar bandas da região Norte. Esta nova seção do blog serve para já responder de imediato a esta pergunta - o link indicando as bandas que recomendados estará sempre visível, em qualquer página do blog que for aberta.

Ao contratar as bandas que recomendarmos através do formulário que consta na página de cada uma, você também estará colaborando com a manutenção do Som do Norte.


Para inaugurar a nova seção, escolhemos a banda Jamrock, de Boa Vista. Fiquei muito impressionado com a performance do grupo, que assisti no Festival TomaRRock 2010. No ano seguinte, tive a felicidade e a honra de lançar a primeira música da banda incluída em um CD - a coletânea Som do Norte 2011. Sua canção "Futuro Bom" abria o disco. A parceria avançará em breve - já está acertado o lançamento pelo Som do Norte do EP de estreia da Jamrock, intitulado A Primeira Viagem. Aguardem!

***

Pra quem é de Boa Vista e tá com saudade de ver a Jamrock em ação, uma boa notícia: a banda toca na abertura deste evento, já na semana que vem - dia 4, quarta.


quarta-feira, 28 de março de 2012

Apóie o projeto Meridiano 50

Dois artistas de pontos extremos do Brasil - Arthur Nogueira, do Pará, e Gisele De Santi, do Rio Grande do Sul - pedem o apoio do público para estrear seu primeiro show em conjunto, Meridiano 50. O título faz referência à linha imaginária que une os dois Estados - e que no logotipo do Som do Norte é simbolizado pela cor amarela.

Você pode apoiar o projeto até o dia 12/4, através da página do Meridiano 50 no site Catarse (http://catarse.me/pt/projects/556-meridiano-50-show-de-arthur-nogueira-e-gisele-de-santi). O show utiliza-se desta forma relativamente nova de financiamento coletivo direto, em que cada um escolhe o que quer apoiar. Desta forma, além de espectador, você se torna um colaborador do projeto, ajudando a fazer acontecer aquilo em que acredita. Acompanhe abaixo o vídeo promocional e leia o release do projeto. Obs: com o apoio de 27 pessoas, arrecadou-se até mais que o valor inicialmente pedido e o show está confirmadíssimo!

Meridiano 50 from meridiano 50 on Vimeo.


No Brasil, riquezas são diferenças. A fecundação recíproca de diversas culturas moldou a nossa identidade artística. Vários momentos da história musical do país apostaram nesses extremos. E agora, chegou a vez do “Meridiano 50”.

Na geografia, o meridiano é um círculo de longitude, uma linha que cruza Norte e Sul. No Brasil, especificamente, o Meridiano 50 é um traço comum entre o Pará e o Rio Grande do Sul. Marca que agora passa a representar a união, no palco, de Arthur Nogueira e Gisele De Santi. Oriundos dos dois extremos do país, os artistas decidiram se encontrar no meio do caminho: São Paulo.

Aos 23 anos, Arthur Nogueira desenvolve trabalho baseado em experimentações com poesia e música. Possui dois álbuns lançados, Arthur Nogueira (2007) e Mundano (2009)("Disco do Mês" Som do Norte de fevereiro de 2010), e um EP virtual, Mundano+ (2010). Tem canções com Antonio Cicero, Omar Salomão, Dand M e outros poetas.

Aos 26 anos, formada em Música, Gisele De Santi gravou em 2010 o primeiro CD da carreira, Gisele De Santi, que lhe rendeu o Prêmio Açorianos – o mais importante da música do Sul – nas categorias “Intérprete” e “Revelação”. Trata-se de uma autora que passeia por diversos estilos, desde os ritmos característicos de sua região, ao samba, o jazz e o blues.

No show, a dupla pretende dialogar com as próprias diferenças e expor os desejos comuns. Para brindar a união, “Meridiano 50” conta com a participação de Péricles Cavalcanti. O cantor e compositor, ídolo de Arthur e Gisele, estava presente na noite em que eles se conheceram, em São Paulo.

Da milonga ao carimbó, com gosto de jambu e chimarrão, “Meridiano 50” tem início em São Paulo, no Teatro Oficina, e pretende, num futuro próximo, chegar a Belém e Porto Alegre. Tudo para provar que, no Brasil, afinidade tem a ver com diversidade.

SERVIÇO

Meridiano 50 – Arthur Nogueira & Gisele De Santi
Participação especial: Péricles Cavalcanti
19 de Abril de 2012 – às 21h – Teatro Oficina (SP)
Informações: meridiano50@gmail.com


domingo, 25 de março de 2012

Foi Show: Gaby Amarantos no Rio de Janeiro

Gaby Amarantos fez dois shows, sexta, 23 e sábado, 24, no teatro da Oi Futuro em Ipanema, Rio de Janeiro. Os espetáculos fizeram parte da série Sonoridades 2012, com curadoria do jornalista e produtorNelson Motta, que levou ao mesmo palco artistas destacados da atualidade como Criolo, Emicida, Moreno Veloso e Chico César, entre outros. Estive no show da sexta e a única palavra que me ocorre para defini-lo é "consagrador".

Diante de uma platéia diferente e bem menor que a habitual - o teatro da Oi em Ipanema tem 118 lugares (foram colocadas cerca de 20 cadeiras extras), ocupados em boa parte por profissionais da imprensa e formadores de opinião; já o show que ela fez no carnaval de Parauapebas (PA) foi visto por pelo menos 80 mil pessoas -, Gaby Amarantos se (re)afirmou como uma das artistas brasileiras mais ousadas e inventivas de sua geração. Quem mais passaria de "Nuvem de Lágrimas", sucesso radiofônico que Chitãozinho e Xororó gravaram com Fafá de Belém no final dos anos 80, direto para o clássico de Tom Jobim "Águas de Março", lançado há 40 anos por Elis Regina? E em ambos momentos o que se ouviu foi Gaby Amarantos. No vídeo promocional do show, Nelson Motta afirma que ela sintetizou o tecnobrega. Pode-se dizer que, feito isto, Gaby agora se dedica a levar a outros gêneros musicais brasileiros a estética sintetizada, em que cada vez mais as batidas eletrônicas estão combinadas com ritmos tradicionalmente praticados no Pará como a guitarrada, a lambada, o merengue e a cúmbia, para citar só alguns dos ingredientes do caldeirão sonoro de Gaby. Ajuda muito a dar a liga nessa mistura o fato de Gaby ter como banda de apoio os hábeis e experientes músicos da Félix y Los Carozos (a base da banda é formada por três ex-integrantes de La Pupuña, uma das bandas que na década passada ajudou a difundir nacionalmente a "redescoberta" guitarrada). Os três - Félix na guitarra, Diego no baixo e Adriano na bateria - também formam a banda The Vassos (de cujo repertório saiu "Eu Bebo Sim", seguindo no clima etílico de "Beba Doida").

O set list da sexta


Os músicos da banda de Gaby parecem incansáveis. Na sexta, eles começaram a passar o som no teatro às 17h30, ensaiando ainda com as convidadas Lia Sophia e Nina Becker e, claro, com a própria Gaby a partir das 20h, quando ela chegou ao teatro vinda direta de uma longa reunião com a Som Livre (na qual, segundo a produtora Priscilla Brasil, ficou definido que a gravadora irá lançar o CD Treme! já em abril). Enfim, como eu dizia, foram quase três horas de passagem de som, além de mais de uma hora e meia de show. Profissionalismo é isso aí!

O show iniciou com sucessos das aparelhagens de Belém como Tupinambá e Rubi, seguindo com algumas canções do CD, como "Xirley", a primeira a mexer mais fortemente com o público naquela noite, e "Merengue Latino". Então Gaby chamou ao palco a primeira convidada, Nina Becker. As duas brilharam na reedição do dueto de "Pimenta com Sal", de Eliakin Rufino, que já haviam apresentado juntas no Conexão Vivo Belém de junho de 2010.


Em seguida, Nina fez um número solo, acompanhada pela banda de Gaby, "Parar o Marco Zero", também bastante suingada.

A segunda convidada foi Lia Sophia, que começa a ser mais conhecida do público brasileiro por ter uma música incluída na atual novela das 6, Amor Eterno Amor. Com Gaby, Lia cantou duas músicas suas - "Ai Menina" (o tema da novela, que as duas dançam na foto abaixo) e "Amor de Promoção".Como esta fala de um amor barato, que estaria em promoção, Gaby reiniciou sua parte solo cantando "Ex-My Love", que trata de um amor que, posto na vitrine, não valeria nem R$ 1,99...

Lia Sophia e Gaby Amarantos

Depois disso veio a ousadia que já mencionei, passando sem escalas do sertanejo para a bossa nova (ambos transfigurados, é claro). Antes de cantar "Coração Está em Pedaços", sucesso de Zezé di Camargo & Luciano, e "Nuvem de Lágrimas", Gaby comentou que muita gente despreza os gêneros musicais mais populares, mas na verdade sabe cantar a letra toda, acabando por fazer um apelo à plateia: Liberte o brega que tem dentro de você!

O apelo foi atendido, a plateia a partir daí ficou quase o tempo todo de pé, cantando os refrões junto com Gaby. Seguiu-se mais uma faixa do CD ("Chuva") e um sucesso da Gang do Eletro, "Galera da Laje". Aí houve a terceira participação da noite, do dançarino Allanzinho, 16 anos. Enquanto Gaby fazia a terceira troca de figurino, Allanzinho divertiu a plateia dançando ao som de um tema da aparelhagem Marlon Branco.

Allanzinho com Gaby

De volta ao palco, Gaby encaminhou pro gran finale, com outra do CD, a forte "Mestiça", colada ao "Canto das Três Raças", grande sucesso de Clara Nunes, chamando em seguida ao palco Nina e Lia para cantarem com ela "Sinhá Pureza", de Pinduca, originalmente previsto pra ser o bis. O público estava tão elétrico a essa altura que não havia como acabar o show nesse momento, então Gaby brindou a todos com mais uma execução de "Xirley".

Agradecimentos: Priscilla Brasil e Paulo Afonso

Fotos: Leonardo Davino

Eliakin Rufino participa da itinerância do Festcineamazônia em Portugal e Cabo Verde


O poeta, cantor e compositor roraimense Eliakin Rufino fez show de música e poesia hoje na Universidade de Coimbra (Portugal), na abertura do primeiro dia da edição itinerante do Festcineamazônia 2012. Também foram exibidos um vídeo institucional do festival, além de outros nove filmes com temática ambiental, selecionados pela curadoria do Festcineamazônia. O evento é realizado há 10 anos em Porto Velho e há três anos tem uma itinerância anual por Portu gal, que agora em 2012 se estenderá também a Cabo Verde. Amanhã às 17h (hora local), Eliakin volta a se apresentar, antes da exibição de Corumbiara, filme de Vincent Carelli sobre o genocídio de índios rondonienses, Soldados da Borracha, curta de Cesar Garcia Lima sobre a emigração de nordestinos para o Acre na época da Segunda Guerra Mundial (que tem Caldo de Piaba na trilha sonora - saiba mais aqui) e outros quatro filmes.

Na terça, 27, Eliakin e a equipe técnica do Festcineamazônia vão para Cabo Verde, onde participam de dois eventos. Os eventos estão anunciados no vídeo abaixo...


... os eventos em Mindelo serão no dia 31, próximo sábado. Na terça, 3 de abril, a equipe retorna a Lisboa e de lá ruma ao Brasil. Eliakin deve chegar a Boa Vista no dia 5.

Além de fazer os shows de abertura, Eliakin também irá estrear como diretor de cinema. Durante a viagem, está gravando cenas para um documentário sobre a itinerância. O poeta também será o responsável pelo roteiro e narração do documentário.

Em entrevista ao jornal Folha de Boa Vista, publicada na sexta, 23, Eliakin assim falou sobre o fato de ter sido convidado para esta edição especial do Festcineamazônia em Portugal e Cabo Verde:

- Devido ao meu trabalho musical e poético que também tem um foco muito grande na realidade amazônica e ambiental. São trabalhos que se cruzam e se complementam e, é claro, fiquei satisfeitíssimo em ser convidado porque já tinha ganas de conhecer Coimbra, em Portugal e Cabo Verde, no continente africano, ainda mais porque são países de língua portuguesa. Será uma grande oportunidade de levar o meu trabalho junto com outros profissionais a Europa e África alertando para a necessidade que nós temos de preservar esse patrimônio cultural que é nosso, mas que todos têm responsabilidade.

Leia a entrevista completa clicando aqui.


quarta-feira, 21 de março de 2012

Sessão Maquinários - Capítulo 1


No final do ano passado, a banda Maquinários, de Palmas, anunciou o lançamento do projeto Sessão Maquinários. Tratam-se de cinco vídeos gravados em dezembro, contendo três canções inéditas e duas músicas que fazem parte do EP-1, o primeiro trabalho do grupo, lançado pelo Som do Norte em maio de 2011. Baixe aqui o EP-1

A primeira canção selecionada para o projeto foi a faixa de abertura do EP, "Ela é Gostosa e Curte Rock'n'Roll". No vídeo abaixo, publicado no YouTube em fevereiro, a banda conta a história da música (foi sua primeira composição, e de algum modo a música que ajudou a montar a banda) e em seguida a interpreta com todo o gás rock'n'roll habitual.


Logo, logo, a banda estará disponibilizando o segundo capítulo, aguardem!

domingo, 18 de março de 2012

Foi Show: Felipe Cordeiro em São Paulo

São Paulo - Foi um grande sucesso o show de lançamento nacional do CD Kitsch Pop Cult, de Felipe Cordeiro, nosso "Disco do Mês" de março. O show que eletrizou o público presente no teatro do SESC Vila Mariana, aqui na capital paulista, contou com as participações especiais de André Abujamra e de Lia Sophia (acertada horas antes do espetáculo). Os dois estão na foto de Ana Guimbal: Lia com a guitarra à direita, e André na percussão, ao fundo, no centro da imagem.

Choveu muito no começo da noite dessa quinta, 15 de março, aqui em São Paulo. Tanto que o próprio Felipe, durante o espetáculo, fez uma brincadeira lembrando as famosas chuvas diárias de Belém. Com certeza, a chuva contribuiu para diminuir o comparecimento do público - mesmo assim, o teatro recebeu o equivalente a dois terços de sua lotação.

Quem foi, presenciou sem sombras de dúvidas um belíssimo show. Felipe entrou no palco bastante seguro e mandou logo "Legal e Ilegal". O set seguiu com as canções do Kitsch Pop Cult que têm letra maior, como "Café Pequeno", "Embaraço" e "Historinha" - estas duas últimas Felipe nunca havia cantado em show, e seu arranjo estava um pouco modificado em relação ao disco, os solos tiveram um pouco mais de balanço do que na gravação. Após tocar uma instrumental, Felipe seguiu com "Conversa Fora" e "Fanzine Kitsch"- esta também teve sutis modificações: Felipe incluiu um vocalise fazendo a onomatopéia do riff ("Timdonden-timdondondondonden", algo assim) e após o verso "Lembra que você me disse?" as novas vocalistas Ju Caldas e Melina Mulazani fizeram um contracanto "Lembra? Lembra? Lembra?".

Quando Felipe atacou "Dias Quentes", um pequeno grupo de espectadores já havia deixado as cadeiras do teatro para dançar à esquerda do palco. O grupo foi crescendo e até o final do show já havia outro à direita. O que é perfeitamente compreensível, afinal é preciso muita disciplina pra ficar parado ouvindo temas como "Lambada com Farinha" - confira.



Até aqui, todas as músicas eram de autoria de Felipe, algumas em parceria. Dali em diante, predominaram composições de outros autores. Abrindo essa segunda parte, o momento mais ousado do show, em que Felipe larga a guitarra e, com o microfone em mãos, desce do palco para cantar junto com pessoas da plateia "Eu Quero Gozar", de Alípio Martins. Uma pena que a equipe de iluminação do teatro não colaborou nesta hora - não foi acesa uma luz geral no teatro, o que impediu que boa parte dos espectadores acompanhasse melhor. No restante do show, a luz esteve impecável (bem como o som), o que contribuiu para o sucesso do lançamento do artista paraense.

Seguiu-se outra instrumental, "Fim de Festa", de Manoel Cordeiro, pai de Felipe e presente no show, tocando guitarra. Pai e filho protagonizaram aqui uma bela conversa de cordas (aliás, é bom dizer que ao longo do show os papéis se alternaram, ora Felipe fazia a base para o solo do pai, ora era Manoel que fazia o mesmo pelo filho). Logo depois, Felipe apresentou em pot-pourri "Marcianita", sucesso lançado por Sérgio Murilo, e "Moça Bela", outra de Alípio Martins. Chamou então ao palco André Abujamra, com quem dividiu os vocais de "Alma não Tem Cor". Abujamra agradeceu o convite para o show e também saudou o DJ Patrick Tor4, que um dia lhe apresentou o som de Felipe, abrindo o caminho para que ele (Abujamra) viesse a ser o produtor do CD Kitsch Pop Cult.

Terminada o que seria a sua participação no show, Abujamra disse que iria ficar até o final, porque com ele não tem essa coisa de sair do palco. Assim, foram três as guitarras que mandaram bala em "Fogo da Morena", a única música do CD que não havia sido tocada até então. Dessa balançadíssima música, passou-se a um pot-pourri de carimbó que incluiu temas como "Sinhá Pureza", de Pinduca. O fervo do público já fazia o teatro do SESC Vila Mariana parecer uma extensão de Belém, e era impossível Felipe simplesmente agradecer e encerrar o espetáculo (como de fato fez nessa hora) sem que todos explodissem em pedidos de bis.

Ainda bem, porque não houvesse bis, talvez não tivéssemos a participação de Lia Sophia, que cantou seu carimbó "Ai Menina", já sucesso nacional por estar na trilha de Amor Eterno Amor, e dividiu com Felipe os vocais de nova execução de "Fogo da Morena". A esta altura, Abujamra já havia largado a guitarra e ido para junto de Javier Ibañez reforçar a percussão nessa apoteose final, em que praticamente todo mundo se levantou da cadeira e dançou a valer.

Devo registrar as ilustres presenças na plateia dos produtores Miranda e Taísa Fernandes, do empresário Ná Figueredo, das cantoras Patrícia Bastos e Natália Matos, do jornalistaCarlos Lobato, da atriz Patusca (ex-apresentadora do programa Protótipo, da ORM Cabo). Boa parte do público era formado por paraenses. Uma delas era Ana Guimbal (que fez as fotos deste post), que atualmente mora em Araraquara. Outra era Bruna Giannone, natural de Belém, e que reside em Sorocaba, tendo ido a São Paulo unicamente para ver este show. Ela me contou que conheceu o trabalho de Felipe pela internet (inclusive tem lido sobre ele no Som do Norte) e desde então tinha muita vontade de ir num show dele.
  • Os saltos - Esse show em São Paulo representa um divisor de águas na carreira de Felipe Cordeiro. Eu considero - e já disse isso a ele - que seu show no Acordalice Bar (Belém), em junho de 2010, representou um salto quântico em relação à fase anterior de sua carreira - ele deixava de ser basicamente um compositor-violonista de MPB para se concentrar em seu projeto que resultou no CD Kitsch Pop Cult, passando a cantar e tocar guitarra, incorporando a seu trabalho elementos pop e kitsch (o cult já estava lá). Também deixou de acompanhar vários nomes da noite belenense para, num primeiro momento, seguir trabalhando apenas com Aíla e, posteriormente, passar a integrar também a banda de apoio de Iva Rothe. Pois o show do SESC Vila Mariana representa o salto dentro do salto, pois nele Felipe promoveu uma série de mudanças pontuais a fim de garantir a continuidade do projeto. Isto tornou o show um desafio. Além de renovar a banda (afora as novas vocalistas e os músicos já citados, passam a acompanhá-lo também Marcio Teixeira à bateria e Klaus Sena no baixo), Felipe também contou com o produtor gaúcho Carlos Eduardo Miranda na direção do show, o que certamente contribuiu para deixá-lo mais solto em cena (a ponto de fazer aquele descontraído número de plateia em "Quero Gozar"). Miranda também definiu um novo papel para as backing vocals de Felipe, que agora ficam fixas junto ao microfone (Melina inclusive toca duas maracas). Foi também o primeiro show do Kitsch Pop Cult em teatro. Enfim, desafio plenamente superado, Felipe se credencia para vôos mais altos. A partir do mês que vem, deve se fixar em São Paulo para facilitar a circulação do show com a nova banda.
  • Livraria Cultura - No dia seguinte, sexta, 16 de março, Felipe e Manoel Cordeiro fizeram um pocket show no auditório da Livraria Cultura do Bourbon Shopping, diante de um público (infelizmente) muito pequeno. Felipe aproveitou para apresentar músicas fora de seu repertório habitual, como um choro de Waldir Azevedo, com o qual iniciou os trabalhos. Depois seguiu com algumas das músicas mais balançantes do CD, como "Legal e Ilegal" e "Fogo da Morena", além do pot-pourri de carimbó que havia apresentado no show da véspera. Houve ainda duas maravilhosas participações especiais. Primeiro, tivemos Felipe cantando com Natália Matos uma música de Dona Onete, "Lua Namoradeira". Depois, Patrícia Bastos apresentou uma inédita de Felipe, "Mais Uma", que fala de uma mulher que pede para integrar o harém de seu amado, garantindo que não haverá problemas pois ela não é ciumenta... "Mais Uma" estará no CD Zuluza, que Patrícia grava atualmente em São Paulo. É a primeira música que Felipe fez para outra pessoa gravar depois do salto quântico (as canções que entraram no CD Trelelê, de Aíla, já estavam prontas quando Felipe deu a grande guinada em sua carreira).

quarta-feira, 14 de março de 2012

Central de Abastecimento: Sub Off



A banda Sub Off, de Capanema (PA), apresenta seu primeiro EP, num lançamento exclusivo pelo Som do Norte. O disco foi gravado em Belém entre os dias 6 e 8 de janeiro de 2012, no home studio de Marcelo Taffarel, da banda Monovox.

Os integrantes da banda - Thiago Laurindo, João Netto, Cássio Julius e Esaú Lopes - conheceram Marcelo em Capanema em agosto de 2011, durante o projeto Invasão Caipira, uma iniciativa da banda Destruidores de Tóquio. Thiago, João, Cássio e Esaú consideram fundamental o apoio recebido da DDT quando resolveram criar a banda, em janeiro de 2011.

SUB OFF
SUB OFF - 2012

1 - Despedida

2 - Dia Forasteiro


3 - Máquina do Tempo




Formato: MP3 - 320 kbps - 44 KHz
Duração - 12:33
Selo: Rajada Records
Lançamento virtual: 14.1.12

Formato: MP3 - 128 kbps - 44 KHz
Duração - 11:00
Lançamento virtual: 14.3.12

Égua...


Amigos, depois de alguns dias em Belém (que vou comentar brevemente num post resumindo os shows que vi) no começo de março, eis-me de volta a Porto Alegre, desta vez para uma permanência maior, que talvez se estenda por todo este primeiro semestre.

Isto não vai implicar em nenhum prejuízo em relação a este blog, que seguirá sendo atualizado normalmente. Inclusive, o fato de estar no Sul vai facilitar que eu acompanhe de perto espetáculos de artistas do Norte no Sudeste - como irá acontecer já amanhã, quando estarei em São Paulo cobrindo o lançamento do CD Kitsch Pop Cult, de Felipe Cordeiro, o "Disco do Mês" de março do Som do Norte.

terça-feira, 13 de março de 2012

No Estúdio: Alaídenegão


A banda Alaídenegão, de Manaus, publicou hoje vídeo que mostra o início da pré-produção de seu próximo disco, que será seu primeiro CD - até agora o grupo lançou 3 EPs, sendo o mais recente Uns Todo Mundo, Outros Tudo Bem. Lançado em dezembro pelo Som do Norte, o EP foi um dos posts mais acessados naquele mês, se constituindo num grande sucesso.

A música que se ouve no vídeo abaixo é "Tecendo o Som", uma das faixas do nosso CD Som do Norte 2011 - pra quem ainda não baixou, aqui vai o link: http://musicadonorte.blogspot.com/2011/11/disco-do-mes-cd-som-do-norte-2011.html



segunda-feira, 12 de março de 2012

Mestre Bento (1927-2012)

"Água da chuva no mar
Chuva que vem nos molhar
No jogo da maresia
Meu barco vai navegar..."
(Mestre Bento)

*1927-2012+
Prezad@s,

É com grande pesar que compartilhamos a notícia do desaparecimento físico de mais um mestre de nossa cultura, um verdadeiro artista do povo que soube vencer as inúmeras dificuldades e limitações impostas ao seu talento e sua coragem, tornando-sem uma referência fundamental para o carimbó e a cultura paraense e brasileira.


Mestre Bento assinando o pedido oficial

de registro do carimbó ao IPHAN

Janeiro/2008
Na manhã deste domingo, 11 de março, faleceu em Marapanim o Mestre Bento da Trindade Alves, criador do Grupo Raízes da Terra, um dos grandes compositores de carimbó do Pará, representante legítimo do tradicional estilo raiz, pau & corda, praiano, defensor apaixonado e dedicado da cultura popular de nossa região. Liderança entusiasta da Campanha Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro desde sua organização em 2005, na cidade de Santarém Novo, Mestre Bento se foi sem conseguir ver realizado o sonho do reconhecimento do carimbó como patrimônio nacional, bandeira pela qual ele lutou tanto em seus últimos anos de vida.


Mestre Bento perdeu a batalha contra um câncer pulmonar, infelizmente diagnosticado tardiamente, sem possibilidade de cura, tendo lutado contra a doença durante meses em uma penosa jornada onde acabou tendo que enfrentar também a precariedade e a burocracia dos serviços públicos de saúde destinados à imensa maioria da população que não possui dinheiro e nem influência suficientes.


A morte de Mestre Bento lamentavelmente guarda muitas semelhanças com o destino de outros mestres e mestras populares, condenados à pobreza material, à doença e mesmo à solidão de uma velhice que a sociedade recusa-se a reconhecer como detentora de direitos e guardiã de conhecimentos e ensinamentos valiosos, que devem ser cuidados e protegidos. Até quando vamos ver repetir esse filme cruel?

A situação do mestre só não ficou pior graças à mobilização solidária de dezenas de pessoas que, de forma pública ou anônima, buscaram ajudar de algum modo no seu tratamento. Foi um movimento bonito e renovador de esperanças, sinal de que Mestre Bento não lutava sozinho, que havia pessoas de bem carinhosamente formando uma corrente positiva. Foram inúmeras mensagens na internet, matérias na imprensa, doações, orações, manifestações e shows solidários, entre outras ações. O mestre recebeu o apoio de artistas, autoridades, ativistas, jornalistas, amantes do carimbó, cidadãos(ãs). Tudo isso foi fundamental para que ele mantivesse suas forças no combate à doença, até o último momento.

A cada um(a) de vocês que estiveram junto conosco nessa travessia nós queremos agradecer sinceramente, em nome de Mestre Bento e de sua família . Dizer que foi uma honra para nós poder merecer sua solidariedade e atenção. E dizer também que contamos com vocês sempre, pois existem outros mestres e mestras que também precisam de nosso apoio. Esse foi um dos pedidos de Mestre Bento: "não façam só por mim, façam também pelos outros...". Generoso até o final.

Ao nosso querido Mestre Bento, que nos deixou como legado sua belíssima história de vida e suas maravilhosas composições, queremos agradecer por tudo o que generosamente nos proporcionou. Seu corpo volta ao chão de sua amada Marapanim, mas sua memória e seu exemplo seguem vivos dentro de nossos corações.


Adeus, Mestre Bento. Descanse em Paz.

Foi Show: Natália Matos em São Paulo


No sábado, 10, a cantora Natália Matos, nascida em Belém, fez show em São Paulo, onde mora atualmente. Neste vídeo publicado já no dia seguinte, ela canta duas músicas de nomes tradicionais da cena paraense: "Lua Namoradeira" (Dona Onete) e "Sinhá Pureza" (Pinduca).

sexta-feira, 9 de março de 2012

Música do Dia: Little Girl Lost


Nossa música desta sexta é "Little Girl Lost", o novo single da banda Boddah Diciro, de Palmas. A canção foi lançada no YouTube na segunda, 5.

Ao longo do vídeo vocês vão ver luzinhas que piscam o tempo todo pelo estúdio inteiro, contrastando com a fotografia em preto-e-branco. Isso não quer dizer, porém, que o vídeo tenha sido gravado na época do Natal - a vocalista Samia Cayres me contou que o registro foi feito em pleno Carnaval.

O estúdio é o Fita, também da capital do Tocantins, e o vídeo integra o interessante projeto Fita ao Vivo, que faz registros audiovisuais dos ensaios das bandas.

terça-feira, 6 de março de 2012

Agenda Belém: Batucada do Coletivo Canalha

Batucada do Coletivo Canalha!

Nesta sexta, o Bloco, ou melhor, o Coletivo Canalha, retoma a já tradicional Batucada. Agende-se:

Batucada do Coletivo Canalha
Junto ao Bar do Parque - próx. Praça da República, ao lado do Theatro da Paz
Sexta, 9/3
A partir das 19h
Grátis
Apoio: Som do Norte

Agenda Belém: Universo Paralelo

segunda-feira, 5 de março de 2012

Música do Dia: Ai Menina


A música de hoje é "Ai Menina", o carimbó de Lia Sophia incluído na trilha sonora da nova novela das 6 da Globo, Amor Eterno Amor. Lançado pela autora no Baile BregaChic de dezembro de 2010, a composição deve ser incluída no 4º disco de Lia, Salto Mortal, a ser gravado este ano.

Comemoremos, pois a inclusão em trilha de novela global de uma música de artista independente, sem constar em disco oficial, é uma verdadeira conquista da cena da região Norte, para a qual o Brasil começa enfim a olhar. Parabéns à Lia e a todos os artistas que compõem a nova cena de Belém!


Em tempo: a música na trama é tema de Valéria (Andréia Horta), apaixonada pelo protagonista Carlos (Gabriel Braga Nunes), e não do casal Jacira e Tobias, como havíamos divulgado noutro post.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Contratação da Jamrock

Obrigado por entrar em contato!

Retornaremos em seguida, para informar cachês e demais valores relativos à contratação da Jamrock, e iniciarmos a negociação visando tornar seu evento um grande sucesso!

Fabio Gomes
Editor do Som do Norte