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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Foi Show: Festival Chico Pop 2011

Texto: Nany Damasceno
Fotos: Eduardo Duarte
(Laboratório de Comunicação)

Reta final, últimos segundos da prorrogação do segundo tempo. Foi assim que aconteceu, no dia 29 de dezembro, no Teatrão (Teatro Plácido de Castro), em Rio Branco, a edição de 2011 do Festival Chico Pop.

O festival foi criado há quatro anos pelo Coletivo de cultura P&IÁ para homenagear o jornalista Francisco Ventura de Menezes, o Chico Pop, também importante ativista cultural. Este edição do evento aconteceu com base na força de vontade, luta e, porque não dizer?, amor de várias pessoas. Além da solidariedade dos que prestigiaram o evento, foram mais de 400 kg de alimentos arrecadados na troca pelo passaporte em apenas uma semana. O que eu, em particular, já considero um sucesso.

Praticamente sem recursos, o coletivo precisou realizar uma edição pocket do Festival, que anteriormente, como em 2010, teve uma semana de duração com intensas atividades como shows, oficinas e exibições de filmes.


A abertura da noite ficou por conta da cantora e compositora Kelen Mendes, que cantou músicas de seu segundo CD, Inundação. Uma atração à parte foi a participação da atriz Camila Cabeça na música “Rio Acre”. Camila (foto acima) entrou vestida de branco e dourado, numa referência a Oxum, orixá das águas doces nos cultos afro-brasileiros.


O cantor Álamo Kário (acima) contagiou o público e logo em seguida foi a vez da Camundogs (abaixo). Sem poder contar com o baterista, a banda não deixou a desejar, fazendo um acústico que arrancou elogios tanto de quem já conhecia a banda quanto de quem pela primeira vez via uma apresentação deles. Com canções dos dois CDs e algumas inéditas, emocionaram e surpreenderam o público que aplaudia e cantava em coro as músicas mais conhecidas.



A Mapinguari Blues (foto abaixo) tem como marcas registradas suas guitarras fortes e a gaita e voz inconfundível de Ronnie Blues. Parte do público cantou junto os sucessos da banda, que fez um show bonito e dançante, com a levada do blues em letras tipicamente acreanas. O grupo deixou o palco ao som de aplausos e pedidos de bis.

Para encerrar o Festival Chico Pop 2011 (ou inspirar a edição 2012): Los Porongas, o show mais esperado (senão pela qualidade, ao menos pela saudade). Seu segundo CD, O Segundo Depois do Silêncio, é destaque em vários sites e blogs como melhor álbum de 2011. A banda realizou no festival seu primeiro show na capital acreana com o novo guitarrista, Carlos Eduardo Gadelha. Em clima de reencontro, o espetáculo teve até direito a participação especial, nos teclados, de João Leão, que toca em bandas como O Sonso, Saulo Duarte & a Unidade e Maracamanca.

Porongas

A emoção marcou o show dos Porongas. Diogo Soares entrou no palco com os olhos visivelmente marejados. Antes mesmo de chegar ao Acre, o vocalista falara o quanto é importante voltar ao Estado para dar de volta aquilo que o Acre sempre lhe deu: inspiração.

Para Alexandre Nunes, do coletivo P&IÁ, um dos idealizadores do Festival Chico Pop, 2011 foi um ano difícil, de muitas mudanças:

- Não conseguimos captar através do projeto que aprovamos no MinC, mas deixar de fazer [o Festival]?! Nunca! Sonhamos, compartilhamos e juntos realizamos... Foi muito massa. Só tenho uma palavra e não cito nomes pra não ser injusto, por isso, uma palavra resume meu sentimento (e o que foi essa edição do Chico Pop): OBRIGADO!

Que venha o Festival Chico Pop 2012!

Um comentário:

  1. massa não só participar e saber que o Festival aconteceu com a união de todos mas também vivenciar este momento gostoso de pós show e sensação de fechar o ano fazendo o que mais gosto de fazer: cantar!

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