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domingo, 16 de outubro de 2011

Foi Show: 2º dia do Festival Megafônica 2011


No segundo dia, o Festival Megafônica 2011 aconteceu no Mormaço, ponto da Cidade Velha mais ligado ao reggae do que ao rock e à cena autoral independentes. Talvez esteja aí um dos motivos a justificar o pequeno comparecimento do público de Belém ao evento (também não havia muita gente na véspera no Café com Arte, mas o Mormaço sendo um espaço muito maior isto ficou mais visível). Na foto acima, o show de abertura, com o Projeto SIM, que teve a estreia de Sabá Netto como guitarrista e, excepcionalmente, também vocalista, já que o titular Roberto Bino está viajando. Não vi os shows do Sim nem da Paris Rock (os dois nas fotos acima, nesta ordem); quando cheguei, pouco depois das 22h, o locutor Raul Bentes anunciava o show da Aerolito, que foi vigoroso e pesado como um bom show de metal deve ser. Na foto abaixo, o vocalista Gilberto Figueiredo. Todas as fotos deste post são de Renato Reis.


Seguiu-se o rapper Bruno B.O.(acima), que fez questão de levar um set mais roqueiro para o festival, por três motivos: 1º, o predomínio do rock na programação; 2º, a origem roqueira de todos os músicos da sua Orquestra de Rua; 3º, a ausência de dois integrantes da banda, entre eles o DJ, o que inclusive levou Bruno a se desculpar com o público, já que a participação do DJ numa apresentação de rap de fato faz a diferença. Mas devo dizer que a ausência não comprometeu, aliás, Bruno fez uma das melhores apresentações da 2ª noite, inclusive com um encontro que ele já pensara em fazer no Se Rasgum 2010 - cantar "Delinquente" com Jayme Katarro, vocalista dos Delinquentes. Foi com esta faixa que Bruno participou, ao lado de Pro.efX, no CD Balanço do Rock 19 Anos - Um Tributo Delinquente (2009). Momento histórico do Megafônica 2011.

Falando em Pro.efX, logo depois ele e a cantora Nanna Reis apresentaram as músicas do Projeto Charmoso (foto acima). Apenas os dois, ao contrário da véspera, no Café com Arte, onde tocou com eles o trompetista da banda que os acompanha; talvez levar a banda completa tivesse sido a melhor opção, considerando-se o tamanho do Mormaço. Na sequência, tocou a banda carioca BR 69, cujo show não acompanhei porque nesta hora estava entrevistando Nevilton para o blog Jornalismo Cultural. (Publicarei em breve)

BR 69


A incrível viola da Zefirina Bomba

O show de Zefirina Bomba foi o que mais mexeu com a galera presente, inclusive com um esboço de roda de pogo. É incrível (quase inacreditável) ver como Ilson tira um som de guitarra distorcida de uma viola adaptada. Pedi para ver o instrumento após o show. Ilson usa na viola, originalmente de 8 cordas, 6 cordas de aço Canário (cordas bem simples, que ao menos no tempo em que eu estudava violão, no milênio passado, eram facilmente encontradas em qualquer loja de instrumentos) e um captador de guitarra, o que permite a conexão com os pedais de efeitos. Há no tampo ainda dois botões, como nas guitarras, mas que ele não utiliza. Isso é o suficiente para ele comandar um show que incendeia a galera, fazendo jus ao lema da banda - Zefirina Bomba é uma banda da Paraíba que usa um violão todo fudido e faz um barulho desgraçado. Ô se faz! :)
Fez e colocou todos pra dançar muito na noite de ontem.

Não faltou interação com o público no show de Nevilton

Em seguida, tivemos o grande show do Nevilton, que, devido ao grande apreço que ele tem pela capital paraense desde que tocou aqui na festa do 2º aniversário da Megafônica, no ano passado, recheou as letras de referências improvisadas a Belém e às bandas do Festival (citou Vinil Laranja e Zefirina Bomba). Quase ao final, cantarolou um trecho de "Eu Sou Feio (Mas Ela Gosta de Mim)", da Turbo. O set list oficial teve músicas do EP Pressuposto (2010) e do recém-lançado CD De Verdade. A galera agitou com músicas como "O Morno", "Pressuposto" e "Delicadeza". Nevilton chamou Mau Mau, vocalista da Paris Rock, para juntos cantarem "Vitorioso Adormecido".

Vinil Laranja (foto abaixo) encerrou o Festival, perto de 3h30 deste domingo. Pelo adiantado da hora, não havia mais como acontecer o show da La Orchestra Invisível, já que o Mormaço precisa fechar até 4h.


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