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sábado, 15 de outubro de 2011

Foi Show: 1º dia do Festival Megafônica 2011

A maior surpresa do primeiro dia do Festival Megafônica 2011, foi a estreia de Marcelo Damaso como baixista dos The Baudelaires. Sim, ele mesmo, Marcelo Damaso, um dos responsáveis pelo Festival Se Rasgum, e cujas atividades musicais regulares conhecidas até então era tocar guitarra anualmente no show da banda Presidente Elvis, na noite do Natal. Damaso mostrou estilo na apresentação dos Baudelaires, uma das melhores das que vi na noite de ontem no Café com Arte, e que incendiou a galera com sucessos como "Little Rino" e "She's a Queen". Acima vemos Damaso entre Marcelo Kahwage e Andro Baudelaire. Todas as fotos deste post são de Renato Reis.

Não vi o show de abertura, com Aeroplano, que marcou o fim das apresentações do repertório do CD Voyage. Depois o baterista Felipe Dantas me falou que agora a banda parte para compor novo material, visando a gravação do segundo CD. Também não vi o (aliás, vi só muito rapidamente o início do) show do Projeto Charmoso (à direita) - mas esse de fato pouca gente viu, já que começou na boate do Café quase ao mesmo tempo que o show dos Baudelaires na galeria, o que chamou todo o público pra lá. O Charmoso deve tocar novamente hoje, no Mormaço, já que a banda Sincera precisou cancelar sua participação, pois o baixista Pedro quebrou o braço na quinta-feira. Também ficou pra hoje o show da Aerolito. E também será hoje a estreia de Sabá Netto (que chegou a tocar baixo nos Baudelaires logo após a saída de Ariel Andrade) como novo guitarrista do Projeto SIM; excepcionalmente, Sabá também deverá ser o vocalista hoje, já que Roberto Bino está com problemas de garganta, conforme me informou o Thiago "Amaral".

O experimentalismo foi a marca dos shows das duas bandas de fora que tocaram ontem: a carioca Tuc Tuc e a baiana Galinhas Polacas. A primeira promove durante a apresentação uma troca constante de posições - já depois da primeira música, o guitarrista e o vocalista-baixista trocaram de lugar. Lá pela metade, o baterista foi tocar baixo, enquanto o vocalista foi pro banquinho da bateria; a princípio, operou a mesa de efeitos pré-gravados, enquanto aqui e ali acionava o bumbo ou batia num prato com a mão mesmo, até que na penúltima música tocou a bateria de fato. Na última, a banda retomou a formação original. Claro que isso acarretou várias 'negociações' com o técnico de som, a cada troca. A banda já está acostumada com isso, inclusive comentaram comigo que têm o sonho de em breve contar com técnico próprio que os acompanhe nas viagens - até porque quando fazem um show completo, fora de festival, há bem mais trocas, todos passam pela bateria. Na foto acima, a formação inicial, com Cainã Bomilcar na bateria e André Jungstedt no baixo.

Já Galinhas Polacas (acima) lembraram um pouco os paraenses do Strobo - têm a mesma formação, com Belvis na guitarra e efeitos, e Eduardo Cachaça na bateria. Enfim, há semelhanças, mas claro que cada banda tem sua característica própria: enquanto Strobo passeia mais pela psicodelia, Galinhas Polacas navega mais na praia do hard rock, embora só este rótulo seja pouco para dar conta de descrever o som da banda. Também em comum as duas têm a predominância do instrumental; enquanto Strobo quase não tem vocal, no Galinhas Polacas a letra em geral se resume a uma frase repetida com diversas ênfases ao longo da execução da música. Só duas canções do Galinhas tinham de fato letra como conhecemos, com estrofe metrificada e tal: "Vou me Afundar na Lingerie" e o cover de "Rockixe", de Raul Seixas. A grande diferença de Galinhas Polacas para Strobo ou qualquer outra banda que já vi é que Eduardo toca em pé sua bateria com bem poucas peças - dois pratos, o bumbo e uma caixa. Belvis às vezes reforça a percussão tocando agogô - inclusive em duas músicas o utilizou para friccionar as cordas da guitarra. Eu avisei que o experimentalismo tinha sido a marca desses shows!


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