Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Foi Show: 1º dia do Conexão Vivo Belém 2011


Lenine
(ao lado, na foto de Thiago Araújo) fez o show mais aguardado do primeiro dia do Conexão Vivo Belém 2011, e o que mais mexeu com a galera que o esperava desde cedo Praça Dom Pedro II (seu show foi em torno de 2h30, as atividades na praça começaram perto de 20h). A bem da verdade, o momento de melhor resposta do público foi no bis, quando o pernambucano, ao invés de fazer só a canção que estava programada ("Hoje Eu Quero Sair Só"), entremeou vários sucessos seus com citações de clássicos como "País Tropical" e "Me Deixa em Paz", cantando sem violão na beira do palco. Antes disso, Lenine havia apresentado alguns sucessos, como "Jack Soul Brasileiro", e canções que figuraram em trilhas de novela (como "Aquilo que Dá no Coração", que abria Passione em 2010), sem empolgar tanto. Até ali, o público vibrara mais apenas na hora em que Lenine inseriu versos de "Sinhá Pureza", de Pinduca, em "Magra".

Ao longo da noite, predominaram shows instrumentais, como o do paraense Trio Manari, o do mineiro Suíte para os Orixás e da potiguar Camarones Orquestra Guitarrística. Os três em sequência, porém todos em estilos diferentes, tendo em comum basicamente o fato de serem instrumentais e também a qualidade do que foi apresentado. Camarones foi o momento rock da noite, com temas dançantes como "Peggy Loucena" e "Festa dos Gatos". Suíte para os Orixás apresentou na íntegra o repertório do CD homônimo gravado com orquestra de cordas - não há como reproduzir em turnê a formação que gravou o disco, mas com certeza isso não representou prejuízo algum, artisticamente falando. O sexteto foi responsável por alguns dos momentos de maior beleza musical da noite, com melodias sutilmente elaboradas e uma execução primorosa lembrando música de câmara. Já o Manari colocou no palco os sons percussivos da Amazônia - além de apresentar, como de hábito, carimbó e guitarrada, ambos paraenses, o grupo também mandou ver no marabaixo do Amapá. O show do Manari não chega a ser completamente instrumental, como os outros dois - além dos percussionistas Kleber Benigno e Nazaco Gomes fazerem vocal em algumas músicas, também foram cantadas as duas únicas participações especiais da noite: a do baixista MG Calibre e a da cantora Érika Nunes (que apresentou "Obaluaiê", de Waldemar Henrique). O show do Trio Manari iniciou com uma versão instrumental de "Dançando no Rio", parceria do Trio com Adelbert Carneiro (baixista da banda que acompanhou o Manari ontem) e o poeta roraimense Eliakin Rufino.

Trio Manari por Renato Reis

Os outros shows da noite foram do paraense Ivan Cardoso (que interpretou sucessos como "Moleque Tinhoso") e do mineiro Marku Ribas, com sua excelente mistura de samba, jazz e black music, presente em clássicos como "Zamba Ben". Ao apresentar a banda, Marku fez uma homenagem especial ao paraense Zérró Santos, a quem qualificou como um dos melhores baixistas em atividade no Brasil. Deixo de comentar o show de abertura, do paranaense Deco Sampaio porque ele já estava encerrando quando cheguei à praça, perto de 20h30.
  • Ao final, a apresentadora Dani Filgueiras transmitiu ao público o pedido de Gaby Amarantos para que as moças compareçam hoje vestidas de Xirley, ou seja, usando saia vermelha e blusa (camisa) preta. Agradeço à cantora e à produção do evento terem aderido à campanha que lancei aqui - Todas vai de #Xirley no show da Gaby Amarantos no Conexão Vivo Belém dia 28! (e que foi noticiada hoje n'O Liberal sem menção ao meu nome). Não esqueçam de depois mandar sua foto para publicação no Som do Norte!

2 comentários:

  1. Parabéns ao Som do Norte - Fábio Gomes - por este interessante e competente instrumento de divulgação da cultura do norte - avante!
    Marcos Produções!!

    ResponderExcluir