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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Na Rede: Danilo Gomes fala de Cacau Novais


Na noite de ontem, Danilo Gomes (que, diga-se de passagem, não é parente do editor do Som do Norte, Fabio Gomes), publicou em seu blog Daannillo um comentário sobre o show de Cacau Novais que assistira pouco antes no SESC Boulevard, aqui em Belém, texto este que reproduzimos abaixo.

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Cacau Novais show "Toda Bossa"

Desde que comecei a acompanhar o talento das cantoras regionais, surgiu a vontade de escrever sobre as apresentações que tenho assistido dessas que são para mim as verdadeiras musas do Pará. Tive muito receio ao escrever, pois não sou especialista na área musical, mas, tenho estado presente em muitas dessas apresentações, e tenho me agradado de toda a sonoridade e talento que essas cantoras têm demonstrado. Talento que não fica aquém de nenhum artista que vemos pela televisão ou em apresentações itinerantes de shows em Belém de cantores de fora da nossa terra. Por isso ao escrever esse texto, peço licença aos especialistas, e gostaria que esses escritos fossem lidos não de forma teórica, mas, sentimental, tem aqui a minha opinião, aquilo que vivi ao ouvir esta cantora, ao sentir sua interpretação e ao ser conduzido a outra atmosfera.

Fotos de Mel Miranda

Fui recentemente a um show da cantora paraense Cacau Novais e fiquei encantado com o trabalho desenvolvido por ela e sua banda, ao que tudo indica trata-se de uma estrela, cunhada de forma rústica e habilidosa, Cacau demonstra muita maturidade no palco, apresenta e representa composições consagradas de Tom Jobim em parceria com outros grandes nomes da MPB. Seu estilo, carro chefe de seu show “Toda Bossa” é mesmo a bossa nova, marca da cantora, algumas músicas cantadas parecem até terem sido escritas para sua voz, o grande destaque é a música de encerramento “Reza” (Edu Lobo e Ruy Guerra), já tinha ouvido essa música na voz de Juliana Sinimbú no show “Nua Ideia” e a interpretação das duas é muito boa, Juliana tem uma voz mais meloso, seguiu em uma interpretação, mas romântica, já Cacau opta pela dramatização, pelo “suor e sangue” pela agonia do compositor.

Outros grandes sucessos que embalam o público são as canções “O morro não tem vez” (Tom Jobim e Vinícius de Moraes) e “Samba de uma nota só” (Tom Jobim e Newton Mendonça) essa última mostra ao público o porquê de Cacau estar no palco, toda técnica vocal, todo talento e domínio da cantora é exigido nessa canção, uma música difícil e deliciosa quando bem executada, e foi exatamente isso que Cacau Novais fez, a música é um presente aos ouvidos, os arranjos são maravilhosos, deve-se destacar a banda, ou melhor, o Trio que serve de base para a cantora, nos teclados o maestro Robenare Marques, no contra baixo Jhonatan Torquato e na bateria o figuraça Sagica. Toda sonoridade do show é um espetáculo a parte, os arranjos, sejam eles ensaiados ou até mesmo improvisados, como destaca Cacau durante o show, são maravilhosos, deliciosos de se ouvir, a plateia fica delirante, à medida que o show vai se desenvolvendo Cacau vai adquirindo mais autoconfiança, vai relaxando, ficando tranquila e se deixando levar, também acaba conduzindo melhor seu público, a resposta é clara, no final TODOS pedem bis e lá vai Cacau Novais novamente cantar a saideira, para que todos possam ter mais um gostinho daquilo que o Pará tem de bom, lindas vozes, cantoras maravilhosas, Cacau Novais é uma delas!


Quem é Cacau Novais?

De origem Maranhense, mas, já residente a bastante tempo no Pará, ela é Intérprete, arte-educadora e atriz. Estes são alguns dos trabalhos realizados por Cacau Novais, uma artista paraense que iniciou sua carreira cantando música de igreja. Hoje, Cacau apresenta um repertório eclético, com canções de Tom Jobim, Vinícius de Morais e de outros artistas renomados.

Cacau Novais aperfeiçoou-se estudando canto lírico e participando de corais como o Madrigal da UEPA e o Coro Carlos Gomes

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