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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Foi Show: Festival Casarão 2011


Por Nany Damasceno

Sucesso é uma das palavras mais apropriadas para definir a 12ª edição do Festival Casarão, que aconteceu no último final de semana em Porto Velho, capital de Rondônia, reunindo 15 bandas e um grande público em 4 noites.

Na primeira noite, 4 de agosto, apenas para dar o gostinho do que ia acontecer nas próximas três, as bandas Jam (RO) e O Melda (MG) subiram ao palco, e a discotecagem ficou por conta de Bruno Dias (SP).

No dia 5, o Pioneiros Pub foi palco para quatro bandas rondonienses e a grande atração da noite - a banda Dead Fish, com 20 anos de carreira. Um público de mais de 600 pessoas aguardavam, chamando em coro pela banda hardcore. Com uma performance de encher os olhos, a banda dividiu o palco pequeno e aconchegante com o público, que pulava, dançava e cantava junto.

Na terceira noite, 6, pode-se dizer que foi o grande celeiro do festival, com bandas incrivelmente talentosas se apresentando. A primeira a subir ao palco foi a Expresso Imperial, de Rondônia, um trio de musica instrumental progressiva. Logo depois foi a vez da banda Versalle, um som que mistura o rock e o pop com letras românticas combinadas com o timbre agradável do vocalista. Além disso o maranhense Djalma Lúcio encantou com o som calmo e envolvente, inspirado em músicos como Caetano Veloso, Jorge Mautner e Velvet Underground. A banda Di Marco, de Ji-Paraná (RO), e Mezatrio, de Manaus, antecederam a principal atração da noite: a banda Canastra, do Rio de Janeiro. Com seu visual florido e cabelos bem penteados, os cariocas subiram ao palco levando um som que mistura jazz, country, mpb, samba e rock, arrancando elogios do público.

A última noite de festival, 7, a mais esperada, reuniu uma média de MIL pessoas na praça central de Porto Velho, que aguardavam ansiosas os shows do rapper Emicida e da banda goiana Black Drawing Chalks, que foram antecedidos pelas bandas locais Hell Fire, NEC e Bedroyt, além da Beradelia, que mistura rock e hip hop.

A concentração de público dobrou quando iniciou o show de Black Drawing, que faz um rock simples e direto, contagiando o público. Logo após Emicida sobe ao palco, com toda a humildade e talento, encerrando em grande estilo esta 12ª edição do Festival Casarão.

Como percepção geral, vejo que o festival, ao completar 12 anos, não perdeu o foco: continua sendo um celeiro de oportunidades para circulação de bandas. Parabéns ao Festival e a seus organizadores. Agradeço ainda a ótima receptividade comigo, que cobri o evento representando o blog Som do Norte.


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