Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

CPI do ECAD virá ao Amapá ouvir artistas e produtores da Amazônia

Por Márcia Corrêa



No próximo dia 02 de setembro a CPI do ECAD do Senado realizará em Macapá-AP sua primeira audiência pública fora de Brasília. A audiência ocorrerá na Assembléia Legislativa do Estado, às 10 horas, com a presença dos senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Lindbergh Farias (PT-RJ), além de artistas e produtores culturais do Norte e do Nordeste, que serão ouvidos pela comissão.

O ECAD foi criado pela Lei n˚ 5.988, de 14 de dezembro de 1973. É uma sociedade civil que tem a função de arrecadar e distribuir direitos autorais. Tem sede localizada no Rio de Janeiro e 130 agências autônomas instaladas em todas as regiões do Brasil.

Motivado por inúmeras denúncias de desmandos e obscuridade na gestão de recursos oriundos de direitos autorais, por parte do Escritório de Arrecadação e Distribuição – ECAD, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) propôs no Senado a criação da CPI do ECAD, através do requerimento n˚ 547, de 17 de maio de 2011. Instalada no dia 9 de junho, a CPI é Presidida pelo próprio senador Randolfe e tem como relator o senador Lindbergh Farias. Seus trabalhos tem prazo até o dia 12 de dezembro deste ano para serem concluídos.

Além de investigar possíveis irregularidades na arrecadação e na distribuição de direitos autorais no Brasil, a CPI propõe um debate sobre o modelo centralizador de gestão coletiva praticado pelo ECAD, no que se refere à execução pública da produção musical brasileira. A Comissão pretende ainda estabelecer um debate sobre a necessidade de aprimoramento da Lei 9.610/98, que rege o direito autoral no país.

As principais denúncias sobre o ECAD, motivadoras da CPI: falsidade ideológica; sonegação fiscal; apropriação indébita; enriquecimento ilícito; formação de quadrilha; formação de cartel e abuso do poder econômico.

Os senadores Randolfe Rodrigues e Lindberg Farias chegam a Macapá em avião da FAB às 9h30 de sexta-feira, 2. Em seguida se dirigem para a Assembleia Legislativa onde concederão entrevista coletiva à imprensa às 9h45. Os trabalhos da CPI estão programados para iniciar às 10 horas.

* Publicado originalmente no

Veludo Branco anuncia nova formação


No show que a Veludo Branco fez no Tepequém Moto Fest, em Boa Vista, no sábado, 27 de agosto, pela primeira vez em quatro anos o baixista oficial não era Mirocem Beltrão. Em seu lugar, estreou Paulo Veludo, novo nome artístico adotado por Paulo Henrique, ex-integrante da banda Somero. Ao lado, Paulo no show de estreia.

A mudança foi oficializada em comunicado da Veludo Branco publicado na segunda, 29, pelo blog RoraimaRocknRoll, informando que a saída de Mirócem se deu por motivos profissionais. Em agosto do ano passado, ao participar do Festival Megafônica (Belém), a Veludo já atuara com outro baixista, Arhtur Sampaio, da Mr. Jungle.

Outra novidade é que o trio prepara-se para gravar o segundo CD, no Estúdio Parixara, até o final do ano.
  • Em nova postagem no RoraimaRocknRoll, Victor Matheus, o vocalista da Veludo, fala dos shows do Tepequém, que reuniram ainda as bandas Jamrock e Garden. Abaixo, a vocalista Gabi (da Jamrock) em foto de Saulo Oliveira.

F5: Los Porongas


Nas últimas semanas, houve várias notícias importantes envolvendo a banda Los Porongas, que por um motivo ou outro não havíamos repercutido aqui, o que passamos a fazer, inaugurando esta nova seção do blog intitulada "F5" (ou seja, "atualização", para os menos informatizados).
  • Dia 20, a banda fez no Parque dos Igarapés, em Belém seu último show com a formação original. O guitarrista João Eduardo sai para se dedicar a produção musical, entrando em seu lugar Carlos Gadelha. Não pude comparecer ao show, que marcou o lançamento do Prêmio Curupira Antenado de Música Independente, já que me encontrava em Bragança, assessorando o Música na Estrada - Ano II. Felizmente já estão disponíveis na rede os relatos de Nicolau Amador (no Qualquer Bossa) e de Ismael Machado (no SCREAM & YELL 2.0). Ao lado, João Eduardo no show de despedida.
  • No dia 24, o blog da Identidade Musical publicou o novo clipe dos Porongas, "Silêncio", uma das faixas do CD O Segundo Depois do Silêncio, nosso Disco do Mês de junho (ouça na íntegra e baixe no Música do Norte). O clipe foi produzido pelo Duo+ Coletivo Audiovisual. Aliás, trata-se do clipe de estreia tanto da banda quanto do coletivo. Em outra postagem no blog da ID, o vocalista Diogo Soares avalia: Pra banda foi massa só por ser nosso primeiro clipe e pra mim foi instigante ter que atuar num filme, coisa que nunca tinha feito. Mas o que mais nos deixou contentes foi o resultado final. É massa quando um videoclipe deixa a música maior do que ela é e foi exatamente o que a gente acha que aconteceu.


  • O clipe foi lançado em festa realizada no dia 26, em São Paulo, no mesmo local em que foi gravado. Também tocou a banda O Sonso, e o som ficou a cargo dos DJs do Sambarbudo Project. O show marcou a efetiva estreia de Carlos Gadelha na guitarra.
  • A nova formação será formalmente apresentada aos fãs do estado natal da banda logo logo. Nesta sexta, 2 de setembro, Los Porongas tocam ao lado das bandas Virtuose, de Cruzeiro do Sul, e Caro John, de Tarauacá, dentro da programação da Expo-Juruá, na cidade acreana de Cruzeiro do Sul.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Entrevista: Marcio Macedo fala do Música na Estrada

Márcio Macedo apresentando o Música na Estrada
(Foto: Renato Reis)

Som do Norte - Márcio Macedo, depois de duas semanas na estrada, percorrendo seis cidades do interior do Pará, qual sua avaliação sobre o 2º ano do Música na Estrada?

Márcio Macedo - Avalio muito positivamente. Uma grande experiência para nós da MM Produções e para todos os mais de 50 músicos que pisaram na carreta-palco do projeto. A coisa mais forte de todas é a reação do publico em cidades como Tomé-Açú e Dom Eliseu, que não costumam ver programações musicais com tal diversidade. Nosso contato com os artistas locais também foi algo muito positivo. Ouvimos diversas vezes que nunca houve evento com esse perfil em alguns locais. Houve momentos emocionantes como a junção do Charme do Choro, do Trio Manari e do Guitarrada-Açú, em Dom Eliseu, uma cidade que respira música sertaneja e outro gêneros como o arrocha. Vimos muita gente deslumbrada, espantada, na plateia. Crianças impressionadas com tanta energia musical nos solos de percussão, de guitarra e tambores. Acho que realmente levamos outros brasis para outros brasis.

Som do Norte - Essa possibilidade de interação entre as bandas foi levada em consideração ao se mudar o formato do evento, que no ano passado era em um dia por semana apenas?

Márcio Macedo - De certa forma sim. a gente imaginou que colocar os artistas convivendo juntos por 4 dias na estrada, tocando em cidades diferentes, provocaria alguma coisa de certa forma inédita em nossa cena cultural. Sabemos que muitos artistas circulam pelo estado do Pará, mas em nosso caso, estamos lidando com uma cena que não tem muito espaço. Estou certo de que proporcionamos não só uma nova visão sobre a música para as plateias, mas uma experiencia rara para todos os artistas envolvidos. A experiencia de um show tão fraterno como este, no último dia, traduz um pouco isso. O lance de colocar os artistas na estrada é algo que empolga um pouco por causa do processo que se vive.

André Macleuri (Guitarrada-Açú) entre Rafaela Bittencourt e
Carla Cabral (Charme do Choro), no show de Dom Eliseu - 27.8.11

Som do Norte - Um evento deste porte não se faz sem parcerias, apoios e patrocínios. O que você gostaria de ressaltar em relação a isto neste 2º Ano do projeto?

Márcio Macedo - Tivemos a participação efetiva das secretarias de cultura de cada cidade. Em todos os eventos, esses parceiros proporcionaram mobilização das pessoas, liberações de licenças, apoio em hospedagens e alimentação (já que o número de shows excedeu bastante o que estava previsto no projeto original), financiamento das atrações locais. Enfim, a presença ao nosso lado até mesmo nos incentivando a fazer mais vezes, como se o que fizemos fosse um presente para as populações. Gostaria de agradecer ainda a toda equipe da Lei Semear, ao presidente da Fundação Tancredo Neves, Nilson Chaves, e à equipe de gestão do Conexão Vivo, com quem estamos aprendendo bastante a realizar trabalhos democráticos, cada vez mais coletivos e transparentes.

Som do Norte - Os shows foram gravados em vídeo, que destino pensas dar a este material?

Márcio Macedo - Esse material poderá ser usado para diversas finalidades. Os artistas poderão publicá-lo no YouTube, potencializando seus trabalhos... A gente vai fazer uma avaliação de todo o material, e isso poderá gerar um documentário.

Público em Tomé-Açú - 25.8.11

Som do Norte - Há algo em especial que você gostaria de destacar em relação ao Música na Estrada - Ano II?

Márcio Macedo - Não consigo falar só de uma coisa: muitas coisas vão ficar guardadas. Uma delas é a atuação da equipe de produção. Com uma maratona tão exaustiva, todos ao final do projeto mostraram pra gente grande vontade de fazer pela música, fazer o melhor possível... Um destaque importante é a participação da 16-Bits, que prova que não importam as dificuldades, quando se quer, se vai em busca. Além disso, nas quatro últimas cidades - Bragança, Tomé-Açú, Paragominas e Dom Eliseu -, realizamos bate-papos pela manhã, antes dos shows, abordando temas como sustentabilidade, mercado, oportunidades e carreira; Em Bragança, tivemos além das bandas que viajavam com a gente, tivemos a presença dos músicos da banda Codex, os maiores representantes da cena rock da cidade, além do pessoal da banda Nêgo Bode - eles se deslocaram de Augusto Correa. Vieram até músicos de Capanema para participar. Um dos principais temas nesse dia foi o fortalecimento da cena musical de Bragança na proximidade do aniversário de 400 anos que a cidade irá comemorar em 2013. Bragança é um dos mais importantes pólos culturais e turísticos da Costa Atlântica da Amazônia. Enfim, o contato com os artistas locais nesses bate-papos nos mostrou quantos talentos maravilhosos ficam esquecidos por causa das dificuldades de acesso a programas, mais concentrados na capital. Nos fez pensar na necessidade de incentivarmos mais projetos de formação, oficinas, capacitação. Nossa visão ao final desse projeto é que o trabalho só está começando. Já estamos sonhando com outros interiores, com outros formatos com maior permanência em cada cidade, estamos pensando em carreta-sala de aula, em ganhar os rios, e por aí vai.

sábado, 27 de agosto de 2011

Na Rede: Nova prévia de EletrOrquestra, de Lu Guedes


O blog do Projeto EletrOrquestra - que antecipa as emoções do novo CD de mesmo nome da paraense Lu Guedes - publicou na quarta, 24, entrevista com o poeta João Jesus Paes Loureiro, parceiro de Lu em "De amar e de partir", faixa de abertura do CD.

Para o poeta, a faixa traduz a ideia de toda a sonoridade do disco, além de, ao lado de "Imagens do Rio", conter o espírito do CD. Leia a matéria completa clicando aqui.

"De amar e de partir" é a música que se ouve neste vídeo.


É Show: Música na Estrada em Dom Eliseu


O Música na Estrada - Ano 2 realiza hoje sua última parada, na cidade paraense de Dom Eliseu. Veja as fotos que a equipe de cobertura está tuitando.


Primeiro show da noite: Trio Manari.


Público na praça em Dom Eliseu.

Começo do show do Charme do Choro, que depois convidou ao palco músicos do Trio Manari e o André do Guitarrada-Açú (na foto abaixo, entre Rafaela e Carla).


Mais Guitarrada-Açú...


Oportunidade Amapá: 48ª Expofeira


A Secretaria de Cultura do Amapá prorrogou até 23 de setembro o recebimento de inscrições no edital para seleção de projetos artístico-culturais produzidos no Estado nas áreas de música, dança, teatro adulto, teatro infantil, hip hop, circo e grupos tradicionais de batuque, zimba e sairhé, que queiram se apresentar durante a 48ª Expofeira, a ser realizada de 21 a a 30 de outubro no Parque de Exposições da Fazendinha, distrito de Macapá.

Baixe o edital no site da Secult-AP: http://www.secult.ap.gov.br/?p=426

Agenda Belém: Tropicarália

Arte: Arthur Montenegro e Jeanine Mácola

Ouviram do Ipiranga às margens plácidas... Viva a bossa sa sa!

Por Daniel Souza

À beira das dezenove décadas de independência e 50 anos do tropicalismo,

já não se sabe mais se o grito de Dom Pedro foi de “Independência ou morte”,

às margens do rio, ou de “Alegria Alegria” deitado em berço esplêndido.

E pra misturar tudo de vez o Coletivo Megafônica, em uma prévia

do seu segundo festival de música independente, promove

no Café com Arte a festa Tropicarália no dia 06/09,

em plena véspera do feriado do Ipiranga.

A festa vem mostrar a nova cara

da ainda independente,

tropicalista

e antropófaga música

popular brasileira. As bandas são

Paris Rock e La Orchestra Invisível, dois

frutos paraenses da Tropicália, Bossa Nova, Jovem

Guarda e outros “regurgitamentos” também internacionais.

Os comandantes do Line-up são: Arthur Montenegro, Vandersexxx, Roberto Figueredo, Gabriel Gaya e Cristiano Cohen, com a promessa de destacar todo o Tropicalismo, as influências e influenciados. E em um terceiro ambiente, Laís Andrade e violão dividem espaço com vídeos do festival de 1967.

* Todos “à caráter” tropicalista pagam R$ 10,00 até meia noite e os “à careta” pagam R$ 15,00. Após a meia noite todos pagam R$ 20,00. Panis et la bière!

Serviço:

- Local: Café com Arte, Tv. Rui Barbosa entre Nazaré e Brás de Aguiar.

- Ingressos: R$ 10, fantasiado e R$ 15 não fantasiado, até 00:00.

R$ 20 depois da meia noite.

- Bandas: La Orchestra Invisível, Paris Rock.

- DJs: Roberto Figueredo, Tusa Montenegro, Vandersexxx, Gabriel Gaya e Cristiano Cohen.

Central de Abastecimento: "Águas Passadas" - DriMC


Nossos parceiros do blog Repeiros do Norte lançaram hoje o primeiro som da paraense DriMC, produzido em Belém pela Di Roxa.

DRI'mc
"Águas Passadas"
2011

MP3 - 256 Kbps - 44 KHz
Duração - 3:21

Oportunidade Porto Velho: Projeto “Cinco e meia”


Ontem, o Projeto “Cinco e meia” voltou a acontecer em Porto Velho. Uma performance teatral do poeta Mado, seguida por show da cantora Elisa Cristina, marcaram a retomada do projeto iniciado por Bubu Johnson em 1991, inspirado no Projeto Pixinguinha da Funarte (por sua vez, inspirado numa iniciativa carioca: o Seis e Meia, criado por Albino Pinheiro para o teatro João Caetano, no Rio). Há algum tempo, por falta de apoio, Johnson teve que suspender o evento, que voltou agora graças ao apoio da Secel (Secretaria dos Esportes, da Cultura e do Lazer).

Até dezembro, o projeto acontece todas as sextas, a partir das 17h30, ao museu da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, às margens do Rio Madeira, onde além de curtir o show o público poderá apreciar o pôr-do-sol.

Artistas interessados em tocar podem agendar participação junto à Coordenação do projeto na Secel (Av. 7 de setembro, 237, Centro, prédio do relógio), de segunda a sexta, entre 8h e 13h30.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Disco do Mês: Documentário Chama Verequete


Hoje é aniversário de Mestre Verequete! Augusto Gomes Rodrigues nasceu em Bragança (PA) em 26 de agosto de 1915. O mestre dedicou-se ao carimbó até pouco antes de nos deixar, em 3 de novembro de 2009. Suas últimas gravações podem ser ouvidas no Disco do Mês de segundo aniversário do Som do Norte - Uirapuru Chama Verequete, um lançamento Ná Music (ouça na íntegra no Música do Norte).

Em Belém essa data é oficialmente o Dia do Carimbó. A única comemoração programada que é de nosso conhecimento será uma roda de carimbó na Área de lazer do SINTEPP – Rua 28 de Setembro, 510, próximo à Avenida Assis de Vasconcelos, na Cidade Velha, a partir das 18h, com entrada franca. Atrações já confirmadas: Mestre Hélio e o Carimbó Grão Pará, Nego Ray e o Carimbó de Icoaraci, Pedrinho Callado, Kim Marques, e o pessoal do Senta a Peia. A roda estará aberta a quem mais quiser carimbolar.

Também serão exibidos dois vídeos: Toque de Mestre, de Rodrigo Cardozo, e este Chama Verequete, de Luiz Arnaldo Campos e Rogério Parreira, que trazemos pra você na íntegra, dividido em duas partes.

Lançado em 2002, o documentário foi premiado no mesmo ano como Melhor Música em Curta de 35mm, no Festival de Gramado (RS) e recebeu Menção Honrosa no Festival de Curitiba (PR).

Chama Verequete - Parte 1



Chama Verequete - Parte 2



Direção: Luiz Arnaldo Campos, Rogério Parreira
Tipo: Documentário
Formato: 35mm
Ano: 2002
Origem: Brasil (PA)
Cor
Duração: 18 min

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

É Show: Música na Estrada em Tomé-Açú



Público aguardando o começo dos shows do quarto dia do Música na Estrada Ano 2, agora há pouco em Tomé-Açú (PA).


O primeiro show é do Trio Manari, que se prepara para gravar o segundo CD, Ameríndio.

Carla Cabral, do Charme do Choro


Guitarrada-Açú fez o terceiro show da noite.


Banda Sinopse, de Tomé-Açú, foi a penúltima a se apresentar.

Foi Show: Sambando com Gigi Furtado


Amigos, voltei há pouco do Fuxico, onde aconteceu a estreia da temporada de Sambando com Gigi Furtado, que irá se repetir nas próximas quartas, sempre a partir das 21h.

Acompanhada por Lenílson Albuquerque ao piano, Gigi mandou ver em grandes sambas do seu repertório, como "Conto de Areia" (aproveitei para contar a ela que um dos autores, Toninho, é paraense, ela também não sabia) e "Mas que Nada", e até arriscou canções novas em sua voz, como "Nobre Vagabundo". Na canja, Nean Galuccio cantou "Lama".

Os pontos altos para mim foram dois. Um, mais pro final, em que Gigi une a "Madalena" de Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza com a "Madalena do Jucu", com direito a uma incursão por "País Tropical". E, antes, um muito mais melhor, em que uniu duas de João Bosco e Aldir Blanc - "Kid Cavaquinho" e "Linha de Passe", e o solo de Lenílson passeou pelas harmonias das duas, desembocando numa primorosa versão de "Brasileirinho", de Waldir Azevedo!

Compareçam nas próximas quartas, não se furtem a ouvir Gigi!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Ouvimos: Fire - Fire Angel

Por Rafael Medeiros*


Caras do meio, primeiramente é um orgulho imenso ter sido convidado pelo João Neto para dar a minha humilde opinião musical no disco da acreana FIRE ANGEL. Eu que sou apenas um “analfabeto”, mas estamos ae, convite é convite, de irmão nem se fala!

Pois bem “metaleirada” ao me deparar com minha caixa de correio recebi em meus aposentos um pacote com uma sonoridade que me remeteu a épocas que eu curtia muito metal na AM-010 em “acampamentos metais!” srsrsrsrs

A faixa 1 THE KING é loca e me deixou imaginando e pirando muito com o badalar dos sinos tenebrosos, do piano, do baixo!!! Ficou loca!!!

Na faixa 2 THE LAND OF THE KING os double-bass na entrada ficaram show de bola, muito boa a faixa, curti muito, os agudos do João, algo que falta hoje no metal, curti muito os duetos de guitarra e solos dessa música! Baixe a faixa

A faixa 3 ALONE IN THE DARRK tem uma entrada que me remete ao Adrian Smith (não sei se a banda sofre influencias de Iron Maiden, mas ficou muito massa, isso não quer dizer “chupação” e sim influencia e muito boa influência, pois Iron é Iron).

4 LIKE A FIRE é sem dúvida a mais “dú karalho” na minha opinião. Foi a primeira música que eu tirei! srssrsrsrsrsr...as guitas, os duetos bem casadinhos, muito show essa música. Com certeza um clássico da banda e se ainda não for vai ser! Esse RIFF da entrada é matador!!! Metalll !!!

A faixa 5 THE EVIL SONG é pra curtir, pra ficar de boa com uma garrafa de vinho na mão e uma gata, só batendo a cabeça de leve, muito boa a melodia da música, a cadência, o cara fecha os olhos e pira com essa música! RIFF pegajoso e duetos muito locos, aliás acho que o forte da banda são esses duetos bacanas que vão para os solos!!! Muito boa a sacada!

6 BROKEN HEART , pura dor de cotovelo srsrsrsrsrsr....muito boa a faixa, curto muito essas musicas mais sentimentais, todo disco de metal tem que ter uma dessas para o cabôco dizer que é metal, mas chora, mas sofre, mas batalha...Tem nego besta e burro aí que acha que ser ”poser” de machão metal dura pra sempre, daí quando ele faz um filho e tem que pagar as contas ele começa a chorar escondido!!! Podia ter assumido isso antes!!! Srsrsrsrsrs adorei a música!

7 FROM THE SKY...Como sou batera curti muito os ckicks de bumbo!!! Ficou bem bacana a forma que foi captada o bumbo nessa música!

Faixa 8 LIVING TONIGHT para mim soou como um heavy-hard, muito bacana as melodias da música, uma parada assim de curtir no carro e tals...solo bem melódico, duetos marcantes na seqüência e muito som!!!

A faixa 9 THE SIGN ficou bem bacana as partes que mudam de clima a toda hora, bem massa a atmosfera da canção...o Neto desce para uma voz mais grave e depois sobe de novo, isso fica muito show na música!...

A 10 também é cheia de atmosferas e inconstâncias de clima, bem bacana, curti muito o lance do ôoooooooooooo!!! Srsrsrsrsrs bem heavy mesmo e depois indo para o dueto que segue na mesma linha do ôooooooooooooooo !!!! O final desta música também é massa e diferente! Curti muito essa música!

FIRE ANGEL fechando o álbum! Muito boa a faixa e a saca da música.

O que percebi neste disco é que ele vem de duas fases da banda, uma fase meio que lá do começo da banda onde as faixas e algumas sacadas vão sendo atualizadas em algumas músicas, muito legal isso, gostei mesmo do disco e ele vem cheio de surpresas, a arte gráfica está impecável, a produção nota 10, muito legal mesmo. Uma coisa que devemos perceber é o nível da produção da região Norte que não depende e nem deixa a desejar em nada mais para os “grande centros”, na verdade isso já é passado. Decreto aqui nessa resenha que não existe mais esse termo de “grandes centros”, isso já é mito, passado, morto e enterrado!

A Fire é um exemplo de banda independente, que caminha com suas próprias pernas e faz e produz seu som e consigo traz formando sua platéia e mantendo e incentivando a cena a crescer e se unir cada vez mais!

Mais uma vez agradeço aqui pela honra e oportunidade, agradeço aqui pelo que ainda vamos fazer no futuro, pois o momento chegou e por causa de atitudes como as de vocês da Fire o Norte é sem dúvida a bola da vez, só precisamos é de humildade, profissionalismo e muita musicalidade nova pra segurar as próximas décadas aí pela frente como um pólo de heavy metal que está surgindo. Valeu: João Neto, Webber Lucena, Adão Ribeiro, Ricardo Costa e James Emerson, vocês são além de tudo uma família, não deixem que nada externo abale esse sonho imortal e que os anjos do fogo os protejam da “inveja cabocla”.

Este álbum foi dedicado a memória de Fernando Gaiote * 1986 + 2009.

Onde encontrar o álbum Fire?



* Baterista da banda amazonense de heavy-metal Amazônica e
professor de bateria no Tupana Beat Instituto de Bateria - Manaus (AM)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Na Rede: Show de Euterpe em Cuiabá repercute


A recente apresentação, no domingo, 12, em Cuiabá do show Batida Brasileira, da cantora roraimense Euterpe, mereceu não apenas uma, mas sim duas resenhas. O fato, por si só, já seria digno de nota - via de regra, só tenho visto isto acontecer com grandes shows em São Paulo. Mas se tratam de dois textos diferentes, sobre o mesmo evento, escritos pela mesma pessoa.
  • A resenha Sensualidade brejeira, assinada por Martha Baptista, foi publicada pelo Diário de Cuiabá na terça, 16. Trechos: "Guardem bem este nome: Euterpe. Aos 26 anos, essa roraimense foi senhora absoluta do palco do Teatro do Sesc Arsenal no domingo (...). Cativou a plateia com sua voz afinada e bem colocada, e seus movimentos sensuais – de uma sensualidade brejeira, sutil, que remete a intérpretes do quilate de Carmem Miranda e, mais recentemente, Marisa Monte. (...) Quando todos já pareciam seduzidos pela naturalidade e simpatia de Euterpe, eis que surge uma surpresa no palco: o poeta Eliakin Rufino (...), produtor do CD e do show. Carismático e com forte presença cênica, Eliakin apresentou três poemas acompanhados da banda: “Cavalo selvagem”, “Luta e prazer” e “Capivara”. Este último contou com a participação da seleta plateia, que era convidada a “soltar a sua capivara” através de um grito (...) Euterpe, Eliakin e músicos provaram que Roraima tem muito a oferecer à cultura brasileira."
  • O outro texto foi publicado no mesmo dia no blog Cá entre nós - Divagações, reflexões e relatos de uma mente inquieta. Intitulado Batida brasileira, o texto tem mais clima de blog, sendo bem mais solto, a começar pela assinatura - é creditado apenas a Martha, sem sobrenome. Trechos: Estava com um pouco de preguiça de sair de casa, depois de uma caminhada gostosa no Parque Mãe Bonifácia, mas fui. Ainda bem. Assisti a um dos show mais surpreendentes da minha vida. (...) Não conhecia Euterpe até sexta-feira passada quando pesquisei sobre a cantora roraimense para escrever uma matéria para o caderno Ilustrado do Diário de Cuiabá.(...) Valeu a aposta. (...) Euterpe é maravilhosa: canta bem, é comunicativa, simpática, e tem uma expressão corporal fantástica, super sensual. Eu disse sensual e não sexual. Portanto, esqueça qualquer coreografia apelativa e vulgar. (...) A outra surpresa da noite ficou por conta de Eliakin Rufino, parceiro de Euterpe, poeta roraimense e diretor artístico do show. Ele recitou três poemas fortes acompanhados da banda. (...) Antes de apresentar o último poema, Eliakin pediu a participação do público que deveria soltar sua porção capivara, emitindo o grito do animal acuado pelo caçador. (...) Confesso que minha capivara saiu meio tímida, inibida, porém algumas pessoas se soltaram mais e os resultados foram boas risadas e a sensação de comunhão entre artista e plateia. A foto que acompanha o texto foi gentilmente cedida por Flávia Leite.

Na Rede: Lia Sophia e Felipe Cordeiro na Feira da Música de Fortaleza


Os paraenses Lia Sophia e Felipe Cordeiro participaram entre os dias 17 e 20 de agosto da Feira da Música de Fortaleza. Participaram também deste programa Talento em Foko - Lia sendo entrevistada por Klërton-Kekê e Felipe tocando guitarra e fazendo coro em "Amor de Promoção" no trecho do show de Lia que é exibido na sequência.

Antes de Lia, Klërton-Kekê ouviu o radialista Fabrício Rocha, da Rádio Cultura (Belém), e o instrumentista Daniel Delatuche. O baterista Arthur Kunz aparece de relance durante a entrevista de Lia.


  • A cantora amazonense Elisa Maia, que cantou na abertura ao lado das paulistas Andreia Dias e Lurdez da Luz, comentou, em conversa comigo ao telefone no dia 24, as participações dos paraenses, que gerou a seguinte postagem no Facebook:
Elisa achou o show de Lia incrível ('que show era aquele??') e trocou ideias e CDs com Felipe - Elisa curtiu muito também o encerramento que ele fez da Feira. E também avisa que quer muito vir cantar em Belém e Macapá. Tá dado o recado!
há 14 minutos · ·
  • Lia e Felipe também são citados, ao lado de Gaby Amarantos e Gang do Eletro, como destaques de Belém, a "cena musical mais vibrante do Brasil atualmente", na entrevista de Nelson Motta publicada dia 12 pelo site Saraiva Conteúdo.
  • Aliás, Nelson Motta não perde ocasião de elogiar a música do Pará, aqui ele fala de Gaby, Lia, Felipe e Gang do Eletro, em recente publicação de Mauro Ferreira na IstoÉ Gente.

Nós na Rede: O Dilúvio repercute texto sobre Mestre Vieira


Quarta-feira, dia 18, antes de viajar para Abaetetuba, acertei com o coordenador do Pará Música, o jornalista Nicolau Amador, que passo a ser colaborador daquele site a partir de setembro. Só não começo antes, mesmo, em função do Música na Estrada.


Enquanto isto, um dos textos que fiz para o portal na minha primeira passagem por lá está repercutindo bastante - trata-se de O inventor da Guitarra Popular Brasileira, o perfil de Mestre Vieira. O texto, no ar desde 6 de julho, foi republicado ontem no blog O Dilúvio por meu ex-colega de Jornalismo na UFRGS, Tiago Jucá. Neste momento em que escrevo, o texto se encontra entre os 10 mais lidos. E hoje, segunda, ele foi enviado para os assinantes do informativo "Uma chuvinha no seu e-mail", parecido com o nosso Rapidola (que vai voltar em setembro, se Deus quiser), com a diferença que o Dilúvio manda os posts que publicou na véspera e na íntegra.

domingo, 21 de agosto de 2011

Foi Show: Música na Estrada 2011


Para quem estranhou a falta de atualizações ao longo da semana, explico: eu estava, a convite da M.M Produções, acompanhando pelo interior do Pará a caravana do Música na Estrada Ano 2, na qualidade de assessor de imprensa do projeto. Estivemos quinta, 18, em Abaetetetuba, sexta, 19, em Capanema, e ontem em Bragança, de onde retornamos hoje a Belém. O evento foi transmitido ao vivo através do site musicanaestrada.com.br , fotografado por Renato Reis (seguem algumas imagens já disponíveis no Flickr e no Facebook) e também filmado (a ideia do produtor Marcio Macedo é fazer um documentário da edição 2011 do projeto).

Aqui vemos o show de Juliana Sinimbú em Abaetetuba - sua primeira apresentação no Pará após o grande sucesso no Conexão Vivo Salvador. Ela foi acompanhada pela banda Clepsidra, e teve a participação especial de Luê (que ontem fez o show de abertura em Bragança).

Um dos shows que mais sacudiram o público em Capanema foi o da banda Aeroplano. Concluída a apresentação, a atenção dos fãs não se concentrou, como é habitual, no vocalista Eric Alvarenga (à direita na foto acima)...

... e sim no baixista Bruno Almeida, que aqui vemos rodeado pelos fãs. Explica-se: Bruno tem plateia cativa em Capanema, por ter sido professor de História naquela cidade.

(Bom, nesse ponto não posso me queixar. Também tive uma grande alegria em Bragança, quando duas moças vieram me contar que lêem sempre o Som do Norte :)

Ainda nesta semana, a caravana volta à estrada, indo para Tomé-Açú (quinta, 25), Paragominas (sexta, 26) e Dom Elizeu (sábado, 27). As cidades receberão shows de O Charme do Choro, Trio Manari e Guitarrada Açú.

Saiba mais:

Música do Dia: É d'Oxum


Na terça, dia 16, a cantora Iva Rothe mandou a seguinte mensagem a seus contatos:

"Gerônimo Santana, compositor de É d´Oxum, foi meu convidado no Show APARECIDA que fizemos em Salvador no Conexão Vivo 2011, no dia 12 de agosto, sexta-feira agora, na Pituba, pela Lei Semear. Tava o maior toró. Mesmo assim, o show foi tudo de bom, na beira da praia!

Abaixo, veja É d´Oxum, cantada por nós dois, com Ulysses Moreira na bateria, Marcio Jardim na percussão, Príamo Brandão no contrabaixo, Lenilson Albuquerque no teclado e Felipe Cordeiro na guitarra
".

O show aconteceu no dia 12, e já foi repercutido por nós aqui e também aqui.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Música do Dia: Choro Novo na Senzala


Navegando agora há pouco, deparei-me com este vídeo no blog da Associação Quilombola de Africa e Laranjituba, de Moju (PA). É a gravação de "Choro Novo na Senzala", da cantora Janaina Reis, mais uma artista paraense que atua fora do Norte, no caso no Rio de Janeiro, onde na semana passada participou do show de aniversário do meu amigo Tiãozinho da Mocidade (alô, meu povão de Padre Miguel!). Os dois estão aí na foto acima.

"Choro Novo na Senzala", de autoria de Rita Reis, mãe de Janaina, dá nome a seu CD de 2005, gravado com recursos da Lei Semear do Pará e lançado no Rio, para onde a artista se mudara no ano anterior. A canção conta a história do nascimento de mais um cidadão brasileiro, negro; livre; numa evocação à quebra dos preconceitos raciais e a um melodioso grito alusivo à liberdade e à paz.

Entre os planos futuros de Janaina, estão um segundo CD e também o lançamento de um selo, Timbó Produções, com o qual pretende lançar nacionalmente artistas paraenses, que representem a riqueza musical e cultural do Pará e da Amazônia. Apoiamos!


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Rapidolas Acreanas

  • A colunista Jackie Pinheiro noticiou n'A Gazeta (Rio Branco) deste domingo a saída do guitarrista da banda Los Porongas, João Eduardo, que será substituído por Carlos Eduardo Gadelha (do Jardim das Horas). João Eduardo irá se dedicar à carreira de produtor musical; sua despedida da banda será no show do dia 20 em Belém, no lançamento do Prêmio Curupira de Música Independente da Amazônia.
  • No blog Sambando no Acre, Bruno Damasceno postou uma matéria feita em 1987 pelo jornal O Rio Branco com o sambista Da Costa, chamando-o de cantor preferido da Amazônia, e falando de suas andanças pelo Amazonas e Distrito Federal.


Foi Show: Conexão Vivo Salvador 2011


Com este post, estamos encerrando oficialmente as postagens sobre o Conexão Vivo Salvador 2011, que de 11 a 14 deste mês levou 55 artistas, sendo seis paraenses, a tocar na Praia da Pituba, na orla da capital baiana. Falta ainda repercutirmos alguns comentários sobre o segundo dia, e também uma visão mais geral sobre o evento. Bora.


Gaby Amarantos por Marcelo Santana

  • O show de Gaby Amarantos, no dia 12, antecedendo o encerramento, com Lenine, foi amplamente elogiado. Pedro Alexandre Sanches, no Farofafá, disse que "Gaby passou no teste em chão baiano: foi acolhida como se fosse uma diva axé por um público que mostra desaprovar preconceitos, disputas regionais ou rivalidades estaduais. O público, na Bahia, é um show à parte."
  • A paraense também era destaque em nova matéria do site da Trip, a começar pelo título: Dançando na chuva - Segundo dia de festival em Salvador teve shows de Lenine e de Gaby Amarantos. Luiz Filipe Tavares estima o público presente em 10 mil pessoas, que não arredaram pé mesmo com a chuva constante. "Com mais público do que no primeiro dia, a segunda noite do festival foi comandada pelas mulheres. A começar pelo projeto Três na Folia, formado pelas cantoras Cláudia Cunha, Manuela Rodrigues e Sandra Simões, que toca músicas tradicionais do Carnaval em uma seleção bastante variada. (...) Mas quem roubou a cena de verdade foi a paraense Gaby Amarantos, que há bastante tempo se destaca no rico cenário musical do Pará. (...) É até uma sacanagem chamar Gaby de "Beyoncé do Pará", afinal, a americana tinha que comer muito açaí sem açúcar para conseguir carregar a pesadíssima bagagem rítmica do technomelody paraense que toma forma de mulher através da cantora. Gaby Amarantos rompe com todos os padrões do pop nacional. Ela é muito mais do que 'a Beyoncé do Pará'."
  • Houve um componente político nesse dia. Tavares menciona no mesmo texto que Durante todos os shows do segundo dia de Conexão Vivo, um grupo protestou com bandeiras e coros contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu. (...) O protesto acabou contando com o apoio à causa de diversos músicos presentes, que manifestaram no palco a contrariedade à construção da usina, incluindo a paraense, e portanto muito próxima da questão, Gaby Amarantos. Lenine acabou interrompendo o show quando um dos manifestantes começou a ser retirado pela segurança depois de furar o bloqueio e tentar subir no palco com uma bandeira com os dizeres "Belo Monte, não".
  • O portal Vírgula, no texto Segunda noite do festival Conexão Vivo traz o tecnomelody de Gaby Amarantos e as baladas de Lenine a Salvador, de Luciana Rabassallo, detalha melhor o incidente no show de Lenine: "No ponto alto da apresentação, quando o cantor tocava a introdução da balada Paciência, dois manifestantes invadiram a área reservada para imprensa com bandeiras em protesto a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no estado do Pará. A confusão foi contornada por Lenine, que ovacionado pelo público, encerrou com chave de ouro a segunda noite de apresentações do projeto Conexão Vivo."
  • Em outras passagens do texto, Luciana destaca Gaby - a quem chamou "a grande surpresa de noite": "Logo a batida pesada do tecnomelody tomava conta de Salvador e agitava a plateia disposta a dançar o ritmo mais original que surge no pop nacional. A performática cantora, já conhecida como a Beyoncé do Pará, mistura coreografias ousadas, uma forte voz, letras divertidas, uma banda afiada e um DJ sem medo de experimentar" - e cita rapidamente as outras nortistas da noite: "A paraense Iva Rothe apresentou as canções de seu terceiro álbum, intitulado Aparecida, que mistura música eletrônica, carimbó e guitarradas. Acompanhada pelo baiano Gêronimo, um dos precursores do axé music, a dupla animou a galera que enfrentava a chuva. A terceira apresentação da noite ficou por conta do projeto Três na Folia, formado pelas cantoras Cláudia Cunha, Manuela Rodrigues e Sandra Simões."

Elza Soares por Tiago Lima

  • Já a Folha Online destacou que, no dia 13, Gaby Amarantos acompanhou atenta a participação de Elza Soares no show do grupo mineiro Senta a Pua!: (Elza) Encerrou a participação de improviso, cantando, à capella, a música "Espumas ao Vento", de Accioly Neto, sucesso na voz de Fagner. Cartada de gênio, fez muita gente chorar. A cantora paraense Gaby Amarantos - que fez show animadíssimo no Conexão Vivo um dia antes - filmou o número com seu celular, também com os olhos molhados.
  • Pra encerrar, uma visão geral do evento, feito pela jornalista baiana Calila das Mercês (que nos enviou um texto exclusivo sobre o show de Juliana Sinimbú) e publicado hoje em seu blog Cafezinho do Dia. Calila incluiu a jovem paraense entre os destaques do festival: Artistas como Juliana Sinimbú, Lenine, Elza Soares, Mariene de Castro, Edson Gomes fizeram parte deste grande projeto que foi muito organizado e elogiado pelo público. A jornalista elogiou o local e a estrutura, e encerra com um apelo: "O Brasil precisa demais de eventos como este, que permitam a ampliação e divulgação dos artistas de todas as regiões. As pessoas precisam conhecer os artistas do próprio país." Leia o texto completo.

domingo, 14 de agosto de 2011

Um mês pra não esquecer

Hoje, por volta de 10h da manhã, atingimos 11.555 acessos neste mês de agosto. O que isto significa? Que naquele momento, ultrapassávamos o total de visitas de maio passado (11.554), até então o recorde de visitas desde que o blog é blog. E isto que recém havia começado o 14º dia de agosto, em menos da metade do mês já atingimos um índice que considero espetacular.

Aliás, a semana já foi fantástica, com sucessivas quebras de recordes de quarta até sexta, quando chegamos próximos aos 3 mil acessos em um só dia!

Enfim, graças ao carinho e ao prestígio de vocês, este mês do nosso segundo aniversário está sendo, de fato, verdadeiramente inesquecível! :)

Central de Abastecimento: "Onde Moro" - Lu Guedes


Entrou no ar na semana passada o blog Lu Guedes EletrOrquestra, que antecipa o lançamento do CD EletrOrquestra da cantora e compositora paraense Lu Guedes. A turnê em setembro terá shows em Belém (dia 2), São Paulo (8) e Rio de Janeiro (12). Veja o serviço:

Belém (2/9)
Teatro Margarida Schivasappa
Av. Gentil Bittencourt, 650 – Nazaré
91 3202-4317
20h30
R$10,00

São Paulo (8/9)
Bleecker Street
Rua Inácio Pereira da Rocha, 367 – Pinheiros
11 3032-3697
22h
R$10,00

Rio de Janeiro (12/9)
Solar de Botafogo
R. General Polidoro, 180 – Botafogo
21 2543-5411
20h30
R$10,00

Neste domingo, o blog disponibilizou para download uma das faixas do CD, "Onde Moro", que tem a participação especial do baterista paulista Curumin.

LU GUEDES
EletrOrquestra - 2011

"Onde Moro" (Lu Guedes)

MP3 - 128 kbps - 44 KHz
Duração - 3: 45
Lançamento virtual - 14.8.11

sábado, 13 de agosto de 2011

Foi Show: Claudia Cunha fala do Conexão Vivo Salvador


Conversando comigo agora há pouco no Facebook, a cantora Claudia Cunha (foto) falou o seguinte sobre a participação dos paraenses no Conexão Vivo Salvador 2011:

"A Juliana Sinimbú e a Iva Rothe fizeram shows maravilhosos! E a Gaby Amarantos arrasou!! O Pará invadiu a Bahia com talento e amor no coração!!! Ainda não ouvi o CD (Sonho Bom de Fevereiro) da Juliana, mas ela e Renato Torres fizeram uma versão que eu adorei da música e que me deixou feliz e orgulhosa!"


Na Rede: Conexão Vivo Salvador no Farofafá


Pedro Alexandre Sanches, do site Farofafá, está na Bahia acompanhando o Conexão Vivo Salvador 2011. Entre os shows que ele já comentou, estão o Três na Folia, que reuniu ontem a paraense Cláudia Cunha às baianas Manuela Rodrigues e Sandra Simões: "Juntas e quase sempre uníssonas, interpretam temas alegrem que remetem ao universo amplo e plural do carnaval. O show avança em tom maior, divertido, malemolente." Leia o texto completo.

Outro show de ontem que mereceu resenha foi o da paraense Iva Rothe tendo como convidado Gerônimo: Deusa das águas doces, mamãe Oxum ficou feliz quando a paraense Iva Rothe e o baiano Gerônimo cantaram para ela “É d’Oxum”, de Gerônimo e Vevé Calazans, e, por incrível que pareça, foi o único intervalo sem chuva até agora, nesta segunda noite do festival Conexão Vivo em Salvador. Leia o texto completo.

Foto do Dia: Juliana Sinimbú em Salvador


Na foto de Marcelo Santana, a cantora paraense Juliana Sinimbú parece reger, com uma batuta invisível, o público baiano, durante seu show na abertura do Conexão Vivo Salvador 2011.


Oportunidade Pará: Seletivas Se Rasgum