Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

domingo, 31 de julho de 2011

Foi Show: Verônica Padrão em Lima (Peru)

Por Rose Farias*

Cantora Verônica Padrão contagia público peruano na Feira Internacional do Livro - Artista representou o Acre na noite dedicada ao Brasil

Com uma voz marcada por uma forte sonoridade na interpretação de ritmos das várias vertentes da música regional da Amazônia, além do forró, a bossa nova e o samba, a cantora Verônica Padrão contagiou a plateia da 16ª Feira Internacional do Livro de Lima (FIL-Lima), com o show Toadas Amazônicas, na quarta-feira, 27. A artista representou o Acre na noite dedicada ao Brasil, que contou com o apoio do governo do Estado, através da Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour e Secretaria de Estado Turismo e Lazer.

O show, com uma hora de duração, reuniu um repertório de compositores nacionais e regionais como Keilah Diniz, Paulo Arantes, André Dantas e Zé Kleuber. A cantora esteve acompanhada pelo músico James Fernandes no violão, também diretor musical do show. Para marcar o intercâmbio entre Acre e Peru, Verônica dividiu o palco com os percussionistas peruanos Julio Tirado e Sandro León.

Homenagem a Suzana Baca

Um dos grandes momentos do show foi a homenagem que a cantora fez a Suzana Baca, interpretando "Maria Landó", o que rendeu fortes aplausos da plateia que lotou o auditório César Vallejo. Vencedora de um "Grammy" em 2002 com o álbum Lamento Negro, Baca é a voz mais conhecida da música afroperuana. Suzana assume nesta quinta-feira, 28, o cargo de ministra da Cultura do Peru, nomeada pelo presidente Ollanta Humala, e será a primeira governante negra desde a Independência do país, em 1821.

- Foi muito emocionante. Senti o carinho da plateia durante todo o show. Ser acompanhada por James Fernandes e os percussionistas peruanos Julio e Sandro foi de uma afinação muito forte entre nós. Isso comprova a importância da integração cultural. Temos muito o que intercambiar pela rica diversidade cultural entre os dois países. A homenagem a Suzana Baca é uma forma de cantar para que isso aconteça. O Acre é esse elo - comentou a cantora.
NR: O Acre foi o único Estado brasileiro presente na FIL-Lima 2011.

*Assessoria FEM

Central de Abastecimento: Bizarro Dance Club - Strobo


O duo paraense Strobo lança seu segundo EP, Bizarro Dance Club, apenas 4 meses depois de largar na praça o primeiro (001, que destacamos aqui pela Central de Abastecimento em março, baixe clicando no link).

Desta feita, o guitarrista Léo Chermont e o baterista Arthur Kunz (da Clepsidra) têm as participações de Shio-Z (em "Like Alien") e Pro.efX (em "Montuno - Parte 2"). Uma das faixas, "Dance", já ganhou clipe, estrelado pela atriz Karol Amaral e lançado em 28 de maio na 2ª Noite Temperada, no Café com Arte, em Belém (que além da estreia ao vivo do Strobo contou com show de Felipe Cordeiro e participações especiais de Aíla e Gaby Amarantos. Foi A festa, tá ligado?)
  • E o CD, sai quando? Imagino que logo: outro dia encontrei o Arthur Kunz na rua e ele me mostrou a capa do CD promocional do Strobo - ele e Léo Chermont providenciaram uma tiragem especial, reunindo as dez faixas dos dois EPs, pra levar pra Feira da Música de Fortaleza, agora em agosto, onde irão acompanhando o Felipe Cordeiro.

Clique na capa e baixe!

Bizarro Dance Club
Strobo
- 2011

1 - Montuno - Parte 1
2 - Like Alien (com Shio-Z)
3 - Bizarro Dance Club
4 - Dance!
5 - Montuno - Parte 2 (com Pro.efX)

Formato: MP3 - 160 kbps - 44 e 48 KHz
Duração - 15:05
Lançamento virtual: julho/2011

Direção: Renato Reis

Foi Show: Entre Rios

Por Vânia Beatriz*

Zezinho, Patricia, Augusto, Bado, juntos com Mata Cria

Um encontro entre os rios Madeira e Amazonas aconteceu no sábado (23/jul) no palco do Teatro1 do SESC-Rondônia em Porto Velho. Abrindo a Mostra Sesc Amazônia das Artes os artistas de Rondônia: Augusto Silveira, Bado e Zezinho Maranhão (que Zé Miguel já rebatizou de Zezinho do Porto num show ) dividiram o palco com a convidada Patrícia Bastos que iniciou cantando lindamente o seu/meu/nosso JEITO TUCUJU (Joãozinho Gomes e Val Milhomem).

Em seguida ‪Cantando pro Mar (veja o vídeo do show de Patrícia na Sala Crisantempo, São Paulo, em 31 de maio), Cruviana, Eu sou caboca e, momento divino, em duo com Dante Ozzetti (voz e violão) cantaram duas músicas: uma que não se ouve sem ficar com vontade de abraçar (Alguém Total - Dante Ozzetti e Luiz Tatit) e outra, que nos deixa com vontade de beijar ‪Demônio de Batom (Dante Ozzetti e Joãozinho Gomes); ambas com o auxilio luxuoso de um sax (Bibi Tauá), percussão de Paulo Bastos na caixa de marabaixo e contrabaixo de Esquerdinha.

Em seguida Patrícia chamou a turma do Amazônia em Canto (saiba mais sobre o projeto no
blog Tá pra Parir): o BADO (veja o pré-clipe de sua música "Seiva da Selva") saudou la unidade latino-americana, e chamou Augusto Silveira (que não cantou Bazar Amazônico - veja o clipe) e chamou o Zezinho Maranhão. O Silveira veio e voltou, cantou Testamento em memória de Amy Winehouse, e chamou Patricia para completar a festa dos beraderos do Rio Madeira, que cantaram juntos: Mata Cria. Tudo isso com a participação do Bira na percussão, Rose na flauta, Alex Almeida nos teclados e Junior Lopes na bateria.

Na saída me dividi entre papear com o Zezinho Maranhão (oficialmente ele ainda não lançou o CD E Agora Zezinho? mas já está nas lojas) e ajudar a @EdnaSamaira a tietar o Dante Ozzetti e com ele conversei sobre o meu trabalho com música amazônica na educomunicação científica e ambiental.

Com minha peculiar tagarelice fui ao camarim, conversei com o Paulinho Bastos e me apresentei à Patricia dizendo: ‪Eu sou caboca! Tucuju. Conversei, ganhei CD autografado por ela e Dante. E assim foi a noite, “Entre Rios” mergulhei na música que me lava a alma e me deixa leve e muito mais feliz!

Tietando Patricia Bastos e Dante Ozzetti, obrigada pelo lindo show!

Tem mais fotos do show no Flickr do SESC Rondônia



sábado, 30 de julho de 2011

Rapidolas

  • Desculpem a ausência, estive sem acesso à internet desde o dia 21, mesmo dia em que aconteceu na Saraiva MegaStore (Belém) o Som do Norte na Saraiva de lançamento da banda Enfim Nós.
  • Muito legal o show da 'Enfim', que contou com a ilustre presença de integrantes das duas bandas paraenses que mais a influenciam - Marcelo Nazareth aprovou o cover da StereoScope que a nova banda apresentou. Já Marcelo Kahwage, de La Orchestra Invisível, foi homenageado com "Querida Fotografia".
  • O Som do Norte na Saraiva é no momento o único evento que eu programo/ organizo. Não pretendo voltar a realizar festas em casas noturnas nos moldes das Noites Som do Norte ou da recente Som do Norte Abrindo o Verão. Foram eventos legais, com certeza, porém nunca com público pagante expressivo a ponto de gerar a renda esperada por nós e pelas bandas participantes - com a notável exceção da primeira Noite Som do Norte, em setembro de 2010, sucesso tão grande que em dado momento a direção do Bocaiúva Café mandou impedir a entrada de mais gente, de tal modo o salão estava lotado. Resta, claro, o orgulho de eu ter conseguido realizar ao menos este evento que, de fato, 'bombou', como diz a gurizada - mérito que, acredito, resulta maior ainda por ter sido minha primeira festa em Belém, realizada em parceria com o Coletivo Megafônica. Mas, enfim, não vejo porque seguir insistindo nesse campo.
  • O que também não quer dizer que eu vá me ausentar da noite belenense. Ao contrário. Minha saída do campo de promoção de eventos abre o caminho para que eu retome a produção e agenciamento de artistas, como já fiz ano passado com Nanna Reis. Agradeço à jovem cantora ter apostado em mim para produzi-la, convite que me fez tão logo cheguei a Belém, em junho de 2010. Assim, pela primeira vez dirigi um show - no caso a segunda apresentação de seu espetáculo Brasilidade, também no Bocaiúva Café, em 30 de setembro de 2010. Abaixo, um vídeo desse dia, filmado por Rafael Mergulhão. Acompanhando Nanna, Elaine Valente (violão), Inês Fernandes (baixo) e Anderdez (bateria).

  • Só voltei a dirigir agora em julho: foram os dois shows de Tábita Veloso, dia 7 no Veneza e dia 8 no Som do Norte na Saraiva. Estamos já produzindo outros, aguardem :)
  • Além do trabalho com Tábita, o que tenho de concreto nessa área, no momento, é o agenciamento (não-exclusivo) do grupo Choramingando e da cantora Cacau Novais - com ela fizemos uma temporada no Bar Municipal em maio, e já temos marcado mais dois shows, Toda Bossa, dias 4 e 11 de agosto no SESC Boulevard (19h, entrada franca). O show do dia 4 é o evento oficial de comemoração dos 2 anos do Som do Norte (que entrou no ar em 3 de agosto de 2009).

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Oportunidade Brasil: Natura Musical 2011


Até 19 de agosto, o Edital Nacional Natura Musical 2011 recebe inscrições de projetos de gravação de disco, produção de livro, realização de show, turnê ou festival, produção de filme, realização de pesquisa ou ação socio-educativa. Como diz o edital, "O importante é que o projeto trabalhe a música brasileira com toda sua inventividade e amplitude. "

(Um parêntese: é claro que a Natura tem o direito de organizar seu edital como melhor lhe parecer, mas não me parece muito conveniente colocar na mesma categoria projetos de produção de filme e gravação de disco ou show, já que sabidamente a realização de um longa-metragem consome muito mais recursos. Na única vez em que participei de seleção no Fumproarte, da Prefeitura de Porto Alegre, em 2006, os pareceristas cogitavam de separar a inscrição de projetos por categorias, justamente para evitar uma destas situações: ou um filme levava sozinho boa parte dos recursos, ou se deixava de contemplar um projeto de cinema para sobrar mais recursos para outras áreas. Fecha parêntese).

Podem se inscrever pessoas físicas ou jurídicas, através do site www.natura.net/patrocinio Todas as propostas devem estar no mínimo protocoladas na Lei Rouanet ou na Lei do Audiovisual, e o recomendável é que estejam aptas para captação de recursos a partir do dia 11 de outubro, pelo menos.

O valor máximo solicitado à Natura não pode ser superior a 700 mil reais por projeto; caso o projeto tenha custo superior, deverá obter a diferença através de outra fonte de financiamento (desde que não sejam empresas concorrentes da Natura, nem mesmo a título de permutas, apoios ou colaborações). O valor total destinado neste edital é de R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais).

O anúncio dos selecionados irá acontecer em dezembro. As fases patrocinadas pelo edital devem ser realizadas entre dezembro de 2011 e dezembro de 2012.

Clique aqui para acessar o edital completo.


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Oportunidade Tocantins, São Paulo e Espírito Santo: Edital EDP Cultura e Esporte 2011



A empresa de energia EDP, que atua em 8 estados brasileiros, recebe inscrições até 19 de agosto para projetos culturais e esportivos a serem desenvolvidos no Tocantins, São Paulo e Espírito Santo. No Tocantins, os projetos deverão ocorrer nestes municípios: Brejinho de Nazaré, Ipueiras, Lajeado, Miracema do Tocantins, Palmas, Paranã, Peixe, São Salvador do Tocantins, São Valério da Natividade e Porto Nacional.

O projeto pode ser apresentado por pessoa física ou jurídica, e deve estar no mínimo protocolado em Lei Federal de Incentivo. Mas a partir de 26 de setembro, só podem receber recursos os projetos que tenham sido aprovados para captar recursos. O proponente pode inscrever mais de um projeto, mas só terá no máximo um aprovado.

As ações previstas nos projetos devem acontecer entre janeiro e julho de 2012. Serão priorizados projetos que trabalham com crianças e jovens de até 21 anos e população de níveis mais baixos de renda.

O total de recursos do edital é de R$ 1.400.000 (um milhão e quatrocentos mil). Cada projeto cultural pode solicitar até 200 mil reais.

Clique aqui para ler o edital completo.


Região Norte foi a que menos inscreveu projetos no Programa Petrobras Cultural 2010


Na tarde desta quarta, Alê Barreto publicou em seu blog Produtor Cultural Independente o post Patrocínio: como a Petrobras investe em projetos culturais, em que faz uma importante análise da atuação da empresa como patrocinadora de inúmeras iniciativas culturais no Brasil. Quase ao final, ele disponibiliza um link importantíssimo, no âmbito do que venho escrevendo há tempos aqui no Som do Norte:

"Veja também como os projetos estão distribuídos nos estados."

O link remete diretamente a um documento pdf com gráficos retratando a etapa 2010 do Programa Petrobras Cultural. E ali estão os dados que ressalto como importantes. Quem acompanha este blog sabe que sempre questiono, quando vejo poucos projetos do Norte contemplados em editais nacionais, a ausência de informações sobre o número efetivo de projetos inscritos por região. A Petrobras é uma empresa que fornece estes dados. Vejamos:

Em 2010, foram inscritos 3446 projetos, dos quais 149 foram contemplados. A região Norte foi a que menos inscreveu: enviou 57 propostas, tendo 3 aprovadas. A campeã foi a Sudeste, com 2299 projetos e 92 contemplados. Do total do Sudeste, 2037 eram do Rio de Janeiro ou de São Paulo, sendo apenas 262 dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Só a quantidade de projetos enviados por São Paulo (981) já superava o total de três regiões do país - Norte, Nordeste, Centro-Oeste, somados, apresentaram 758 projetos. Veja abaixo (clique para ampliar):



Considerando-se o envio de projetos e contemplados por Estado, temos, no Norte: Acre enviou 2; Amapá enviou 2; Amazonas enviou 23 e aprovou 1; Pará enviou 19 e aprovou 1; Rondônia enviou 1; Roraima enviou 3; e Tocantins enviou 7 e aprovou 1.

Dos projetos inscritos pelo Norte, 15 eram da área de Educação para as Artes; 8 de Cinema/ Produção de Curta Metragens (35mm e Digital); 7 de Manutenção de Grupos e Companhias de Teatro, Dança e Circo; 7 de Literatura/ Criação Literária: Ficção e Poesia; 7 de Música/ Turnês de Shows e Concertos; 6 de Preservação e Memória/Apoio a Museus, Arquivos e Bibliotecas (2 destes foram contemplados); 4 de Música/Gravação de CD; 1 de Memória das Artes; 1 de Produção de Longa Metragens (35mm e Digital); 1 de Eventos de Artes Eletrônicas e Cultura Digital (foi o terceiro contemplado); e nenhum nas áreas de Apoio ao Aprimoramento de Websites Brasileiros Já Existentes; e Música/ Gravação para Disponibilização pela Internet.

Oportunidade Brasil: Festival Até o Tucupi


O Festival Até o Tucupi, de Manaus, abriu inscrições para artistas ou bandas que queiram se apresentar na edição 2011, que acontece entre os dias 4 e 8 de outubro. São 12 vagas para o estado do Amazonas e outras 4 para bandas de outros Estados. A organização oferece hospedagem, alimentação e transporte local, mas não cobre passagens aéreas nem paga cachê.

As inscrições devem ser feitas até o dia 20 de agosto via site Toque no Brasil - clique aqui para abrir direto a página de inscrição. O artista ou banda deve ter perfil no TNB, ou criar um se não tiver, subindo release, fotos e músicas e em seguida realizando sua inscrição no link acima. Quem já tocou no festival do ano passado está automaticamente impedido de tocar neste ano.


terça-feira, 19 de julho de 2011

Curica: medida certa entre música tradicional e pop

Por Nicolau Amador

Raimundo Leão Ferreira Filho, o Mestre Curica está de disco novo. Depois de tocar mais de 34 anos com Mestre Verequete, com quem lançou cerca de 10 discos, Curica garante que tem mais de 1.000 músicas compostas. “Eu não componho mais, agora só tiro para gravar”, garante o mestre que aprendeu a tocar aos 7 anos de idade com o pai, que era professor de música.

Desse banco de canções saíram as 10 últimas, que compõem Vem dançar carimbó, um lançamento do selo Na Music (2011) que chega com o patrocínio do programa Conexão Vivo, através do projeto Nova Música da Amazônia. Trata-se do terceiro disco da carreira de Curica na fase pós-Mestres da Guitarra, grupo lançado em 2003 por Pio Lobato, que trazia ainda Aldo Sena e Mestre Vieira.

Depois de Guitarradas do Pará (2008) e Guitarradas do Pará Vol. 02 (2010), Mestre Curica estréia pelo selo do empresário Ná Figueredo trazendo além do carimbó ao estilo tradicional, cumbias, lambadas, chorinhos e boleros.

Bem antes, aos 17 anos, Curica foi convidado por Mestre Verequete para fundar um grupo de carimbó, o Uirapuru. “Meu pai era professor de música e trabalhou na companhia que administrava a estrada de ferro de Bragança. Ele tocava qualquer instrumento de sopro e de corda. Verequete soube de mim e veio até em casa me chamar para formar o grupo Uirapuru”, relembra Curica.

Neste disco novo, Curica contou com a participação de Felipe Cordeiro (guitarra base), Marcos Puff (sopros), Charles (baixo) e Bob (bateria), que compõem uma segura banda base para as músicas, sendo seis delas instrumentais. “Dominicana”, “Lambadeando com ela” e “Cadê a Primavera” mostram uma competente face instrumental de Curica, levando um passo adiante a chamada “surf music da Amazônia”, que até então só conhecera os experimentalismos de Pio Lobato.

Entre as canções com letras, destaca-se o hit de Curica: “Pedreirinha de Marituba”, hino que exalta, em ritmo de carimbó, seu bairro e cidade onde nasceu. Outro destaque é “Beleza da Noite”, uma espécie de guitarrada havaiana. Se o Havaí fosse ali em Abaetetuba, onde Curica fez, no último sábado, 16 de julho, o primeiro show depois do lançamento do disco, seria perfeito. As canções de Curica trazem a música tradicional para um patamar de qualidade superior em questões técnicas. Uma mistura correta entre música tradicional e pop.

A vantagem é que o Mestre transita ainda pelo choro e pelo bolero com a mesma competência, como atestam as também instrumentais “Abraçado com o banjo” e “Entre Amigos”. A cumbia “Dançando na Vila Sorriso” traz nuances dub, sem apelos de modernidades maiores.

Misturando zouk, merengue e guitarra surf, as músicas ganharam leves contornos de modernidade com os sintetizadores operados por Felipe Cordeiro. Curica, porém, não cede à tentação dos beats acelerados do tecnobrega. Em todas Curica sola seu banjo ou sua guitarra baiana, que ele mesmo construiu, com malemolência e swing seguros. Um disco para ouvir sem cansar.


Serviço:

CD Vem dançar carimbó , de Mestre Curica
Lançamento Na Music (2011)
A venda em Belém nas lojas Ná Figueredo (Gentil, 449 e Estação das Docas)
R$ 20

Salomão Habib irá pesquisar obra de Tó Teixeira


Quem foi Antônio Teixeira do Nascimento Filho, o Tó Teixeira? Muitos em Belém já devem ter ouvido este nome, mas ele fica restrito apenas ao conhecimento desta lei homônima criada pela Prefeitura de Belém em 2000 que serve de incentivo aos artistas. Porém, ao se aprofundar na história de Tó, veremos que antes desta lei em sua homenagem, Tó Teixeira foi um célebre violonista que deixou um grande legado à nossa cultura.

E foi isso que Salomão Habib fez: aprofundou-se na história por trás deste músico, que até o presente nada havia sido feito para documentar a trajetória de Tó. No dia 7 de julho, Salomão Habib ganhou um reforço para dar continuidade ao seu trabalho, Salomão assinou contrato com o Serviço Social do Comércio (SESC) Pará que permitirá o andamento do projeto intitulado de Tó Teixeira: vida e obra.


O primeiro contato de Salomão com a obra do músico ocorreu há 25 anos, quando Habib ouviu um original de Tó Teixeira. O encanto foi imediato e com o passar dos anos, Salomão viu-se apaixonado pela obra daquele músico e com a necessidade de resgatar a memória de Tó Teixeira.

- Vejo como uma obrigação reanimar a memória dele. Música é o retrato do seu tempo e através desta pesquisa pretendo restaurar a história da Amazônia por meio das obras de Tó - ressalta Salomão Habib.

Atualmente, são quase nulos os registros documentados da obra deste músico que tanto contribuiu para a nossa cultura. Muitos destes registros estão dispersos, o que dificultou o processo de pesquisa realizada por Salomão.

- Era costume dele fazer músicas e dar para seus alunos treinarem. Tó Teixeira não teve herdeiros, sua obra é pulverizada, o que dificultou a reunião de material para a pesquisa.

Além da dificuldade para reunir fontes para a conclusão do projeto, outra problemática enfrentada por Habib foi a falta de incentivo para dar prosseguimento ao seu trabalho.

- A minha pesquisa é baseada por amor ao violão e respeito ao Tó Teixeira, pois é muito difícil realizar um trabalho como este, principalmente, pela falta de incentivo - confessa o pesquisador.

Durante 22 anos Habib vem colhendo material, a sua pesquisa foi feita através de diversas fontes baseadas em entrevistas, análises de partituras, recortes de jornais e revistas e depoimentos. Paolo Ricci, advogado, artista plástico e violonista foi um dos alunos de Tó Teixeira e um grande colaborador da a pesquisa que está sendo realizada por Salomão.

Devido a abrangência do projeto, Salomão pretende fazer o lançamento de diversos materiais que revelam a importância do legado de Tó Teixeira e um registro histórico do violão no Pará. O projeto reunirá um documentário em DVD sobre o violão no Pará; 3 CD’s com algumas obras de Tó Teixeira (01 CD de folias, 01 CD de peças solo para violão e 01 CD de peças variadas); um livro de partituras e um livro sobre o violão no Pará intitulado “De Tó a nós”.

O projeto, incentivado pelo SESC através do presidente Carlos Marx Tonini, será pioneiro ao reunir um vasto material sobre este poeta do violão paraense. Tó Teixeira: vida e obra será um projeto sobre um dos maiores compositores, instrumentistas e professores de violão que o Pará já teve e servirá no futuro para que músicos, estudantes e a sociedade paraense conheçam realmente a história deste músico.

* Texto: Assessoria do SESC Pará

Agenda Manaus: Sessão das Terças e Riffs Desplugados


Acontecem nesta semana dois eventos rockers com apoio do Som do Norte.

  • O primeiro é HOJE, com a banda Nicotines participando do Sessão das Terças, evento de rock autoral que acontece no Caverna Rock Café (Rua Costa Azevedo, 91, Centro), ao lado da Livraria Vozes, em frente ao Bar Calçada Alta. A festa inicia às 20h, com entrada franca. A Sessão das Terças é uma iniciativa do músico, DJ e produtor cultural Adriano Brandão da AB Groovy (ex–integrante da primeira formação da banda Charlie Perfume). A Nicotines lançou recentemente o single “Antes do Inverno” e prepara para breve o EP Café, Martinis e Cigarros. Antes do pocket show, será exibido o filme Control, com a história de Ian Curtis, vocalista da Joy Division. Leia mais no blog Manifesto Rock Underground.
  • O segundo é quinta, dia 21: a sexta edição do projeto Riffs Desplugados, que levará o som da banda Os Tucumanus ao Espaço Thiago de Mello da Saraiva Megastore (Manauara Shopping), a partir das 19h30, com entrada franca. A banda existe desde 2001, porém com a atual formação está desde o ano passado, após ficar em recesso a partir de 2008 com a saída de alguns dos fundadores. Nos primeiros sete anos, a Tucumanus lançou um CD (Regional Experimental), que lhe deu boa visibilidade no Amazonas e gerou convites para shows em São Paulo, São Bernardo do Campo e Ribeirão Preto. Outras informações no Manifesto Rock Underground.Ao lado, a banda no festival Até o Tucupi 2010.

Foi Show: Recital "Mais Brasil: Da Amazônia para o Mundo" em Lisboa


O poeta, escritor e dramaturgo paraense Carlos Correia Santos retornou recentemente de viagem à Europa, onde foi divulgar seu romance Velas na Tapera, vencedor do Prêmio Dalcídio Jurandir e editado pela Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves. No dia 6 de junho, participou na livraria FNAC Chiado, em Lisboa, do recital Mais Brasil: Da Amazônia para o Mundo, organizado pelo músico Fercy Nery Ribeiro, amapaense radicado na capital portuguesa. Ao som de clássicos da música brasileira, interpretados por Nery e pelo baterista pernambucano Attila Argay, Correia declamou seus poemas, e em seguida autografou o romance.

Ainda em junho, Correia percorreu Espanha, Itália, França, Bélgica, Suíça e Áustria, voltando a Lisboa ao final do mês. No dia 1 de julho, participou de nova edição do recital Mais Brasil, na Casa do Brasil em Lisboa, que representava a culminância da campanha de arrecadação de livros a serem enviados para o Timor Leste. A campanha, realizada entre 27 e 30 de junho pelo Núcleo de Lisboa da EpDAH – Associação da Engenharia para o Desenvolvimento e Assistência Humanitária, foi uma sugestão de Fercy Nery, que mais uma vez esteve ao lado de Attila Argaye Carlos Correia no recital, que o blog Nada Santos... Tudo Alma... definiu como "uma tertúlia litero-musical, composta por canções brasileiras, intervenções poéticas e leitura de reflexões sobre a realidade amazônica." (Leia o texto completo e veja outras fotos clicando aqui.) O ingresso para o recital-tertúlia era a doação de um livro. Ao todo, a campanha arrecadou 3 mil exemplares. Nova edição do recital Mais Brasil: Da Amazônia para o Mundo será realizada por Ney e Argaye na Casa do Brasil em Lisboa no próximo dia 29 de julho.


  • Além de poeta, escritor e dramaturgo, Carlos Correia também é letrista, tendo parcerias com importantes nomes da música nortista, como Nilson Chaves, seu parceiro em "Todas as Línguas", canção incluída pela cantora amapaense Juliele em seu primeiro CD, lançado em 2007 (baixe o CD clicando aqui). A seguir, você assiste o clipe da música, com imagens editadas pelo próprio Carlos Correia.

Música do Dia: O Termo


A banda acreana Camundogs publicou ontem no YouTube o clipe de "O Termo", música de Aarão Prado e Marxson Henrique que faz parte do CD As Horas, lançado em dezembro de 2010. Como é comum acontecer no cenário independente, ainda mais no Norte do Brasil, quando chegou ao CD a música já era bem conhecida pelos fãs da banda.

Os Camundogs já haviam interpretado "O Termo" ao lado de Heloy de Castro no show In...dependente, que cumpriu temporada no projeto Acústico em Som Maior do Teatro Hélio Melo (Rio Branco), nos dias 5, 12 e 19 de maio de 2009 (veja o vídeo no YouTube). A canção também foi a escolhida para encerrar o show que a banda fez no mais recente (nunca diga "último"!) Festival Varadouro, em 4 de dezembro de 2010. O vocalista da banda Capuccino Jack, André Lima, comentou no site do Festival a "potência desesperadora" da composição.

"O Termo" já entrou inclusive para o repertório de outra banda acreana, a Caro John, de Tarauacá, que em setembro de 2010 estreou o show Rosas e Espinhos, que incluía ainda releituras de canções do Grupo Capú, Los Porongas e Mapinguari Blues.

domingo, 17 de julho de 2011

Foi Show: Tábita Veloso no Som do Norte na Saraiva


Temos aqui algumas imagens do show que Tábita Veloso fez no primeiro Som do Norte na Saraiva deste mês, no dia 8.



Na noite anterior, ela e o violonista Allan Jorge fizeram uma rápida apresentação no bar Veneza, um dos mais destacados da noite de Belém.




Os dois shows tiveram a direção de Fabio Gomes.

Música do Dia: Tocata para Billy Blanco


Seguimos com as homenagens a Billy Blanco, um dos maiores cantores e compositores filhos do Pará, que deixou este mundo no dia 8.

Desta feita, a homenagem vem de outro paraense, natural de Santarém: seu amigo e parceiro Sebastião Tapajós, que lhe dedicou a faixa de abertura do LP Lado a Lado (Visom, 1988) que gravou com o pianista carioca Gilson Peranzzetta: "Tocata para Billy Blanco". O álbum foi produzido por Tapajós e Peranzzetta, e trazia ainda outra homenagem ("Pro Jobim", também de autoria de Tapajós).

SEBASTIÃO TAPAJÓS E GILSON PERANZZETTA
"Tocata para Billy Blanco" (Sebastião Tapajós)
1988


  • Este vídeo foi gravado em dezembro de 2009 no programa Bonde Alegria, da unATI (Universidade Aberta da Terceira Idade), uma unidade da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). Billy conta a história de várias músicas, como a "Sinfonia do Rio de Janeiro" (parceria com Tom Jobim), "Não Vou pra Brasília", fala de Sebastião Tapajós e das sucessivas prisões por causa de "João da Silva" e de "Canto Livre" - esta, aliás, composta a pedido de Ziraldo, com quem certa vez se deparou à porta da prisão, ele entrando e Billy saindo. Billy declama "Se a Gente Grande Soubesse" e é homenageado, ao final, com o auditório cantando "Viva Meu Samba".

sábado, 16 de julho de 2011

Na Rede: Bruno B.O. apresenta prévia de "Afroamazônicos"


Na terça, 12, a Traumas Vídeo (Belém) publicou no YouTube o teaser da música "Afroamazônicos", do rapper Bruno B.O., faixa produzida por Wagner Bagão, o Dubalizer para o single Floresta de Concreto, que Bruno lança em breve.


  • A parceria com Dubalizer irá prosseguir. Ele fará bases para o projeto que Bruno B.O. prepara para 2012 - uma mixtape gravada com recursos do Prêmio Hip-Hop 2010/ Edição Preto Ghóez, da Secretaria de Identidade e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (MinC), que o destacou na categoria Conexões (ações que promovem o intercâmbio do hip hop com outras linguagens). Também devem constar do trabalho parcerias com Felipe Cordeiro e Juliana Sinimbú.

Foi Show: Lançamento de O Segundo Depois do Silêncio em São Paulo

Por Jackie Pinheiro*

LANÇAMENTO EM SAMPA

Em pleno feriado estadual de 9 de julho, a banda acreana Los Porongas agitou a sala Adoniran Barbosa, no tradicional Centro Cultural São Paulo, durante o lançamento do seu segundo disco intitulado “O Segundo Depois do Silêncio” na capital paulista

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O público presente pôde conferir uma apresentação intensa e cheia de emoção. No palco, as novidades ficaram por conta dos metais comandados por Leandro Febras e Thiago Perozzi (Nosotros) e os duetos de Diogo Soares com Carlos Gadelha (O Jardim das Horas) e Hélio Flanders, vocalista da banda Vanguart, que após o show recebeu o abraço do poronga Márcio Magrão.

***

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Feliz da vida por ter a mamãe coruja Célia Pedrina presente no show, o guitarista João Eduardo posou com as rosas que a banda recebeu dos amigos, que prepararam uma grande festa no camarim para celebrar o belo show e o momento atual que os músicos vivem na terra da garoa.

* Publicado originalmente n'A Gazeta (Rio Branco)
- 15.7.11

Na Rede: Prévia do novo single da AltF4


Na terça, 12, mesmo dia em que a AltF4 entrou no Estúdio Parixara (Boa Vista) para começar as gravações do novo single da banda, intitulado "Meu Vício", o guitarrista Bento Filho publicou no YouTube esse breve registro visual do que vem por aí. Aguardemos!

Na Rede: Rock de Roraima e Amapá é destaque n'O Estado de São Paulo

Volume lá no alto
O extremo norte tem bandas nascidas e criadas no regime ''faça você mesmo'' - bom para elas
Sábado, 16 de Julho de 2011, 00h00
Humberto Finatti

ESPECIAL PARA O ESTADO

Mesmo em pleno século 21 e em tempos de internet, regiões como o extremo Norte brasileiro ainda não conseguem uma boa visibilidade para a sua intensa produção cultural no restante do País. Somente agora, capitais como Boa Vista, de Roraima, e Macapá, Amapá, - com sua efervescente e novíssima cena musical jovem produz discos, promove festivais entre outras atividades - têm alguns de seus talentos apreciados pela grande mídia especializada do Sudeste.

A reportagem do Caderno 2 esteve nos dois municípios, para acompanhar de perto essa movimentação musical. Em Boa Vista (com cerca de 280 mil habitantes), por exemplo, se deparou com uma atuante cena formada por cerca de 30 bandas, que se dividem entre fazer um trabalho autoral e também produzir covers de gêneros como heavy metal e punk hardcore.

"O rock roraimense tem uma história que começou na década de 1980, mas que tomou forma e se organizou a partir dos anos 2000", explica Victor Matheus, de 25 anos, vocalista e guitarrista da banda Veludo Branco, uma das principais em atividade na cidade. Além de músico, Matheus também é agitador cultural e produziu, em junho, a primeira edição do Skinni Rock Festival, que levou ao palco da unidade local do Sesc oito grupos, sendo seis do município e dois de Manaus.

Além da Veludo Branco, em Boa Vista diversas bandas já vêm conquistando um número enorme de fãs, como é o caso da Jamrock (que apesar do nome, produz um reggae de forte apelo pop e radiofônico) e da Mr. Jungle. Esta última, mais voltada ao hardcore, é liderada pelo vocalista Manoel Rolla, de 32 anos, também produtor cultural e um dos coordenadores da organização Canoa Cultural, um coletivo de artistas que já realizou dezenas de atividades no município. "De 2008 até agora, o Canoa já realizou mais de cem eventos, como festivais, shows, palestras, mesas-redondas e oficinas", explica Manoel. "Trouxemos cerca de 50 bandas para tocar, algumas de outros Estados e outras já bem conhecidas na cena musical independente, como a Madame Saatan e os Los Porongas." (1)

Movimentação semelhante ocorre também em Macapá, a única capital brasileira que não possui ligação por terra com outros Estados - ali só se chega de navio ou avião. Esse "isolamento", no entanto, não impediu que a cidade de quase 400 mil habitantes também desenvolvesse uma cena musical jovem e empolgante. Conectada, em termos de informação, ao restante do País através da internet e de suas redes sociais, e contando com entusiasmo dos músicos e apoio do poder público local, a cena macapaense hoje tem pelo menos dois nomes bem conhecidos no novo rock brasileiro, as bandas Mini Box Lunar e Stereovitrola. A primeira mistura em sua sonoridade referências da música regional local, Beatles, psicodelia, Mutantes e Arnaldo Baptista, tudo com letras em português escritas pela vocalista e poeta Heluana Quintas. A sonoridade do grupo chamou tanto a atenção que ele já foi tema de artigo na revista Rolling Stone, e deverá lançar seu primeiro disco ainda este ano.

Já a Stereovitrola se volta mais para as guitarras power pop e o pós-punk inglês dos saudosos Smiths, mas também com ótimas letras em português, escritas pelo vocalista Ruan Paatrick. E tanto na Stereovitrola quanto na Mini Box Lunar atua o tecladista e produtor cultural Otto Ramos, de 31 anos, e coordenador do coletivo Palafita, que organiza as atividades relacionadas à nova cena musical da cidade. "Hoje, em Macapá, temos festivais, festas, programas de TV, estúdios de gravação e ensaios, workshops, sites, blogs, etc.", conta ele. "Nada disso existia aqui há uns três anos. Agora a cena existe e está se projetando. É difícil ainda viver de arte e cultura em um Estado como o nosso, mas há ambição das bandas em crescer", ressalta.

Todos desejam mostrar seu trabalho para além das fronteiras do extremo Norte. Mas não é nada fácil. A maioria dos músicos de Boa Vista e Macapá ainda precisa manter um emprego paralelo para conseguir sobreviver. Em Boa Vista, por exemplo, Victor Matheus, da Veludo Branco, é funcionário público. Já Manoel Rolla, vocalista da Mr. Jungle, dá aulas de biologia em um colégio da capital.

Mas nada tira o entusiasmo da turma. O isolamento territorial vem sendo quebrado graças à internet e a programas de TV como o Interferência, exibido ao vivo diariamente, por meia hora, na afiliada de Macapá da Rede TV!, e que procura manter a cena local sintonizada com as últimas novidades da cultura pop. "Ainda falta estudo e referência, saber utilizar bem ferramentas como a internet e o audiovisual", observa Darlan Costa, de 25 anos, apresentador do programa. "Mas, mesmo assim, temos grandes bandas por aqui, como a Stereovitrola, que arrasta pequenas multidões aos seus shows."

O que todos esses grupos querem é levar seu trabalho para cada vez mais perto das capitais do Sudeste. Mini Box Lunar e Stereovitrola já fizeram shows em São Paulo. A Mr. Jungle é a próxima a visitar, em julho. E a Veludo Branco já chegou a excursionar pelo outro lado do País, no Rio Grande do Sul.

A nova música jovem do extremo Norte pode se preparar para muito em breve, se seguir na mesma toada, ser a bola da vez no rock nacional.

* Publicado originalmente no Estadão.com.br

(1) Nota deste blog - Uma grande alegria ver que as duas bandas citadas como destacadas no cenário independente também são nortistas - a paraense Madame Saatan e a acreana Los Porongas.

***

No dia 20, Finatti publicou em seu blog Zap'n'roll este mesmo texto, acrescido de making off, ficha das principais bandas citadas e alguns outros comentários. Como de hábito, há vários outros assuntos no post, como se deduz pelo título O Rock Grande Do Norte – e mais algumas coisinhas (Faith No More no SWU, Justin Bieber em Sampa…)

Na Rede: João Donato recorda infância no Acre


Em entrevista a Yuno Silva, do jornal Tribuna do Norte, de Natal, João Donato recordou sua infância no Acre, quando perguntado sobre sua relação com o Rio Grande do Norte:

"E sua relação com o RN, algum fato marcante na sua carreira relacionada aos potiguares?

Antes de tudo, quando ainda morava no Acre, lembro que fiquei fascinado com o cavaquinho de Mestre Antônio, de Areia Branca-RN. Aprendi meus primeiros acordes com ele.
"

Embora ele não mencione data, certamente seu contato com a música de Mestre Antônio aconteceu na época da Segunda Guerra Mundial; em 1939, quando Donato tinha 5 anos, seu pai, o primeiro piloto acreano, voltou a morar em Rio Branco, depois de quatro anos no Rio de Janeiro, onde fora cursar a Escola de Aviação Militar do Exército. Em 1945, com a extinção da Polícia Militar do Território do Acre, a família retornou ao Rio, e desde então Donato não mais morou no Estado natal.

A entrevista foi publicada na quinta, 14, quando Donato fez o show de encerramento da primeira noite do Fest Bossa & Jazz. O evento encerra hoje. Saiba mais e leia a entrevista completa no site do Tribuna do Norte.

Foi Show: Mitologias Amazônicas


Foi um grande sucesso o Som do Norte na Saraiva desta quinta, 14, o segundo de julho, marcando o lançamento oficial do projeto de CD+livro Mitologias Amazônicas, de Renato Rosas e João Marcelo Rocha.

Começamos, como de costume, com uma breve fala minha, desta vez realmente bastante breve, e sem novas intervenções minhas no decorrer da apresentação, para proporcionar que todos fluíssemos melhor a beleza da proposta de Renato e João Marcelo, que resgatam lendas do folclore amazônico - João Marcelo fez as letras e Renato as melodias e os arranjos. Logo depois, o próprio João Marcelo explicou ao público a ideia da dupla, de promover este importante resgate cultural para a identidade do povo nortista.


Nesta apresentação, além de cantar, Renato alternou-se entre o teclado, o violão e a guitarra (que dividiu com Willy Benitez - à direita, em pé, na foto abaixo - que na maior parte do tempo tocou bateria).

Fizeram participação especial as cantoras Nanna Reis, que cantou "Tamba-Tajá"

(Nanna é a primeira artista a participar de mais de um Som do Norte na Saraiva, pois em abril lançou em nosso evento seu Projeto Charmoso, em dupla com Pro.efX)...

... e Fernanda Barreto, que cantou a lenda das "Amazonas ou Icamiabas".

Na foto acima, que mostra Fernanda se deslocando até o palco, é possível ver como o Espaço Benedito Nunes estava de fato lotado - alegra-me dizer que registramos neste evento um dos maiores públicos da série, só ficando atrás nesse aspecto do show que inaugurou o projeto em março, no qual a convidada foi Juliana Sinimbú - que compareceu na quinta, para prestigiar seu parceiro Renato. Aliás, vários artistas nos deram a honra da presença na Saraiva nesse dia: Tábita Veloso, Olivar Barreto, Luê, Arthur Espíndola, Yuri Guedelha, Renato Gusmão e Luana Miranda. Também compareceram as jornalistas Alessandra Caleja e Marcela Brabo, e a figurinista Jackie Carvalho.


Renato Rosas canta a lenda da Mandioca
  • Agradecemos também ao destaque que a imprensa de Belém concedeu ao evento. Na foto abaixo, vemos João Marcelo e Renato participando do programa Matéria Prima (Rádio Cultura), no dia 13, no qual conversaram com Heloisa Hühn sobre o Mitologias Amazônicas.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Agenda Belém: Som do Norte na Saraiva apresenta Enfim Nós

Jimmy, Karol, Rodrigo e Bruno: Enfim Nós!

Depois de apresentar neste mês o show de Tábita Veloso no dia 8, e realizar ontem o lançamento do projeto de CD-livro Mitologias Amazônicas, de Renato Rosas, o terceiro e último Som do Norte na Saraiva de julho marca o primeiro show da mais nova banda de Belém: Enfim Nós.

Formada por Karoline Farias, Rodrigo Sardo, Bruno Leão e Jimmy Góes, a banda nasceu quase como uma brincadeira entre colegas de aula que tem mais do que a música em comum. As canções foram surgindo, algumas pensadas, outras sendo construídas ali, na sala, com um violão, quase sem nenhuma outra pretensão que não fosse a vontade de tocar. A partir daí, as músicas foram tomando forma, com a entrada de guitarras e alguns materiais misteriosos.

Entre as influências, o quarteto aponta Júpiter Maçã, Los Hermanos e as bandas paraenses Stereoscope e La Orchestra Invisível.

SERVIÇO

Som do Norte na Saraiva apresenta Enfim Nós
Espaço Benedito Nunes - Saraiva MegaStore (45 lugares)
Boulevard Shopping – Av. Visconde de Souza Franco, 776 – Loja 233 / 2º piso, Reduto
21 de julho, quinta, 19h
Entrada franca

Sílvia Lobo foi cantar no céu


Às 8h25 de hoje, a cantora Gláfira Lobo enviou por SMS a seus amigos a seguinte mensagem:

Amigos é com grande tristeza que venho avisar que minha tia Silvia Lobo foi cantar no céu.

A cantora Silvia Lobo (foto acima) estava afastada dos palcos desde outubro do ano passado. Ela chegou a ser anunciada como uma das convidadas de Jeanne Darwich para o show Mulheres com Avao - Ano 5, porém teve sua participação cancelada às vésperas do show, acontecido em 8 de outubro de 2010 no Teatro Margarida Schivasappa (Belém). O último show que noticiamos de Silvia aqui no Som do Norte ocorreu cinco meses antes, na Feira do Empreendedor, no Hangar, em 29 de maio.

Ao longo desses 9 meses, houve diversas mobilizações da classe artística paraense para ajudar no tratamento de Sílvia. Em abril, foi criado um abaixo-assinado no site Petição Pública, solicitando apoio financeiro do Governo do Estado. O documento chegou a receber apoio de 892 pessoas. Criamos a hashtag #SOSSilviaLobo no Twitter para ajudar a dar visibilidade à causa.

Também em abril, a atriz Ester Sá (foto à esquerda) lançou uma rifa onde o prêmio seria a apresentação da peça Uma História com mil Macacos; o valor arrecadado foi doado à família de Sílvia, como contou Luciana Medeiros em post do Holofote Virtual que reproduzimos aqui.

A maior manifestação de solidariedade à artista aconteceu na noite de 14 de maio, também no Schivasappa: o show Somos Todos Iguais Nesta Noite, que reuniu mais de 70 artistas. Reproduzimos aqui o texto e algumas fotos (uma delas é a que encerra o post) em que a professora Joana Vieira resenhou o espetáculo - Foi Show: SOS Sílvia Lobo por Joana Vieira.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Rock é arte e arte não morre!

Tendencies Rock Festival


Por Emerson Silva (Bento) *

Um jovem senhor, aproximadamente 57 anos, vivenciou passagens importantes da história humana, guerra do Vietnã, queda do muro de Berlim, fim da ditadura brasileira e outras. Com certeza, o bom e velho Rock n’ Roll é um cinqüentão experiente. Mas ainda há muitos que acreditam que rock é coisa de moleque, de marginal, de drogado, baderneiro ou tudo isso junto. Hoje, 13 de julho, é o Dia Mundial do Rock e no mínimo devemos respeito a este ritmo que mudou a maneira de olhar o mundo e porque não dizer que o mudou também.


ZOE Festival Cultural

Rock não gera violência. Desemprego gera violência, desigualdade gera violência, falta de educação gera violência. O rock nasceu dos guetos, da vontade de contestar, foi e ainda é trilha sonora da indignação, porta voz da rebeldia. Na maior parte de sua vida, o rock falou pelos oprimidos.



Junta Tribo Rock Festival

O rock cresceu, casou com outros estilos, se reproduziu, gerou uma incontável prole de células musicais (seus filhos). Cada filho seu leva uma bandeira: hoje tem rock com baião, com samba, com mantra, com ópera, com rap, com reggae, tem também rock cristão, rock do cão (kkk), para todos os gostos há um derivado ou enlatado novo, um interesse, um mercado novo.


TOME
(Foto: B. Bento)

No Tocantins

Antes de o Tocantins ser Estado, já havia rock. Jovens rebeldes, famintos, descontentes, aproveitadores, ‘como sempre’, presente em todos os níveis da existência humana. Não apenas singular do rock baderna e de desordem. Temos ocorrência do ritmo em quase todo Estado. Os exemplos são vários, como: BR News Band e Contramão na antiga Miracema do Norte; a Bunny’s e o Bar da Shirley, palcos de tantas bandas em Paraíso, o Festival Garage Rock em Araguaina, Mestre André e seu rock rural em Porto. Bandas de rock já passaram pelo importante Festival de Música do Bico do Papagaio, o Fabip, em Araguatins, pelas noites festivas de Gurupi representando o Sul do Estado, até chegarmos a Capital, Palmas, que no seu início teve poucas, mas boas bandas, como as lendárias Infecto Feto e Pecados Capitais, pioneiras no ritmo que a memória (ou perda dela) impede de ser citadas.


PMW Rock Festival
(Foto: Emerson Silva)


O Rock era tocado em garagens, porões, festas de amigos, fundo vazio de piscina, já houve de tudo no Tocantins. Instrumentos emprestados, aparelhagem de baixa qualidade, quem das antigas não se lembra da Aria Pro vermelha do Cássio; rodou o Tocantins inteiro nas mãos de vários músicos, inclusive já esteve nestas mãos toscas de quem vos fala.

Festivais independentes pipocando por toda extensão do Tocantins, o que dá fôlego às bandas, incentiva novos grupos, novos músicos e tantos jovens que procuram no rock se expressar. As bandas de rock estiveram presentes no extinto Fest Praia, Festival da Canção em Porto, Fecan, Tendencies Rock Festival, T.O.M.E., Burrada Festival, PMW Festival, Paranoid Zine, Garage Rock, em Araguaina, os festivais da Comunidade Zoe, Open Metal, Agosto de Rock, em Miracema, no Canto das Artes, em Taquarussu, Junta Tribos, em Rio Sono e em vários outros.


FMI

Taí. Eu com meus 35 anos ainda me emociono em rever uma história da qual faço parte, com tantos amigos que passaram pela adolescência até chegar a fase adulta escutando rock. Aqui não cito nome dos meus grandes ídolos, não há tantas linhas assim neste livro, a minha vida.

Aqui tento dar um pequeno relato do rock no Tocantins, faltam muitas cartas neste baralho, mas em cada canto tocantinense há vários jogadores querendo apostar sua criatividade pelo rock. Ainda precisamos de apoio, de patrocínio, de espaço, nas rádios e nas TVs. Temos a vontade de criar, criamos e precisamos ser reconhecidos como artistas e não baderneiros.



E para aqueles que apostaram na morte do rock, saibam, vocês perderam. O jogo é dos jovens, pois onde quer que seja Islândia ou Londres, Miracema ou New York, Estados Unidos ou Tocantins, onde o descontentamento juvenil estiver, onde houver uma guitarra e uma vontade crescente de gritar, haverá uma semente, uma banda de rock plantada nos campos férteis da arte. Rock é arte e arte não morre.

Burrada Festival
(Foto: Caio Brettas
)

FESTIVAIS DE ROCK DO TOCANTINS:



  • PMW Rock Festival (8ª edição - Palmas)

www.myspace.com/pmwrockfestival

  • Zoe Festival Cultural – (8ª edição – Palmas)

comunidadezoe.com

  • TOME – Tocantins Musica Expressa (5ª edição - Palmas)

www.tendenciesrock.com.br

  • Burrada Festival (5ª edição - Palmas)

www.myspace.com/burradafestival

  • Junta Tribos Rock Festival (5ª edição – Rio Sono)

juntatribosrockfestival.webnode.com.br

  • FMI – Festival de Música Independente (3ª edição – Gurupi)

tonounderground.blogspot.com

  • Rock ´N´ Porto – Mostra Festival de Rock (1ª edição – Porto Nacional)

twitter.com/rocknporto

  • Pequi Rock Festival (1ª edição – Araguaína)

pequirock.blogspot.com

* Músico, fotógrafo e jornalista


quarta-feira, 13 de julho de 2011

Novo CD de Juliele terá inéditas de Luiz Melodia e Evaldo Gouveia

Juliele e Luiz Melodia
- Baile Livre, Leve e Solto
- Macapá, 7.5.11

A cantora amapaense Juliele prepara para breve o lançamento de seu segundo CD, gravado no primeiro semestre em estúdios de Macapá, Belém e Rio de Janeiro. O repertório inclui composições de artistas da região Norte - entre regravações de sucessos locais como "Amor Amor", de Magno e André Carlos, e inéditas como "Eterna", de Manoel Cordeiro e Osmar Jr., passando por um pot-pourri de Vital Lima ("Marudá" / "Canto de Carimbó") - e tem como destaques duas músicas inéditas de grandes compositores brasileiros: "Filha de Iemanjá", de Evaldo Gouveia, e "Sonho Real", de Luiz Melodia e Renato Piau.

Melodia compôs "Sonho Real" especialmente para Juliele interpretar, quando esteve em Macapá no começo de maio. A cantora e seu diretor musical, Manoel Cordeiro, optaram por incluir a composição no novo disco, o que levou à interrupção do processo de masterização e à viagem de Juliele ao Rio de Janeiro, em 20 de maio, para gravar "Sonho Real", que tem música de Renato Piau, letra de Luiz Melodia e arranjo de Manoel Cordeiro. O maestro deu ares de bolero à composição, originalmente um blues.

Shows-baile - Luiz Melodia esteve em Macapá para participar do Baile Livre, Leve e Solto, uma iniciativa de Juliele cuja proposta é levar música de qualidade a um ambiente agradável para pessoas que gostem de dançar. A cantora entende que faltam oportunidades como estas atualmente, razão pela qual tem preferido fazer shows-bailes. No primeiro semestre, promoveu três bailes em Macapá, tendo como convidados nacionais Melodia, Odair José e Evaldo Gouveia, que também participou da única edição até o momento do baile em Belém, ocorrida em abril. Marcaram presença ainda nos bailes de os amapaenses Manoel Sobral, Oneide Bastos, Patrícia Bastos e Cleverson Baía, além do paraense Felipe Cordeiro, de quem Juliele gravou "Banquete" neste segundo CD.

Primeiro CD - Enquanto o novo disco não fica pronto, Juliele liberou para download seu primeiro disco, lançado em 2007. O download, disponível no blog Som do Norte, inclui a capa e projeto gráfico assinados pelo maior capista brasileiro, Elifas Andreato. Destacam-se no disco músicas de autores amapaenses - algumas já clássicas, como "Pérola Azulada" (Zé Miguel - Joãozinho Gomes) - e canções de compositores consagrados na MPB, como "Bem Demais" (Ivan Lins - Celso Viáfora) e "No Sonho Eu Sou" (Vicente Barreto - Celso Viáfora). Também no blog Som do Norte, é possível ouvir o CD promocional lançado no final do ano passado, Juliele in Luzes, uma espécie de prévia do segundo CD oficial e que contém, além de outra versão de "Pérola Azulada", temas como "Noite Feliz" (Franz Gruber), uma regravação do samba-enredo "É Hoje" (Didi - Mestrinho) e até, como bônus-track, o hino do Amapá, "Canção do Amapá" (Oscar Santos - Joaquim Gomes Diniz). Tanto o primeiro CD quanto este CD promocional estão esgotados e não deverão ser prensados novamente.

Saiba mais:

Oportunidade Pará: Bandas com garotas para abrir show da Madame Saatan


Atenção bandas do Pará que sejam formadas parcial ou totalmente por garotas! Vocês podem tocar na abertura do show de lançamento em Belém do 2º CD da Madame Saatan!

A oportunidade está aberta para bandas de qualquer estilo dentro do rock, que tenham no mínimo repertório 70% autoral. O material (release e links de vídeos) deve ser enviado até 13 de agosto para o e-mail da vocalista da Madame, a Sammliz (foto ao lado): sammliz@hotmail.com

A previsão é que o lançamento em Belém ocorra no mês de agosto.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Agenda Manaus: Riffs Desplugados Especial / Dia Mundial do Rock


Por Sandro Nine



O projeto Riffs Desplugados em comemoração do Dia Mundial do Rock, preparou nesse mês de julho, uma agenda especial dedicada aos fãs de rock n’ roll. A programação começa nessa terça (12/07), com um pocket show acústico com a banda Humanos. O evento acontece às 19h30 no Espaço Cultural Thiago de Mello, na Livraria Saraiva Megastore, com entrada franca.

Dando seguimento as festividades, o Riffs Desplugados promove no dia 18/07 (segunda feira), também às 19h30, no mesmo espaço da Saraiva Megastore, um debate/mesa redonda sobre a cena rock de Manaus, com a presença de b
andas, músicos, jornalistas, produtores culturais, donos de estúdios e casas de shows e do público em geral, todos juntos num papo bem interativo.

Os temas do debate vão desde produção cultural, políticas públicas culturais, a cena do rock: passado e presente, circuito de festivais independentes, microRRotas (Intercâmbio Manaus – Boa Vista, parcerias e planejamento), a cobertura da mídia local e nacional, redes sociais colaborativas, empreendimento da música, a febre das bandas Covers, Fórum Permanente da Música, OMB, fomento da cadeia produtiva da rock local dentre outros.

O debate será coordenado pelo jornalista e produtor cultural Sandro Nine, com apoio do Cuia Coletiva e Coletivo Difusão.

E no dia 21/07, fechando a maratona roqueira, a banda Tucumanus apresenta o seu “regional experimental” que promete colocar todo mundo pra dançar.
Imperdível !!!


Projeto Riffs Desplugados


O Riffs Desplugados teve inicio em março deste ano, com o objetivo de promover a cena rock manauara, realizando apresentações mensais movimentando a cadeia produtiva das bandas autorais. Além do show sempre rola um bate papo informal entre a plateia e a banda mediado pelo jornalista, produtor cultural e editor do Blog Manifesto Rock Sandro Nine. O projeto vem tendo uma boa aceitação do público e uma grande demanda por parte das bandas, assim como da mídia local e de outros estados.

Pelo palco do Projeto já passaram as bandas: Ed Ondo, Tudo Pelos Ares, Os Playmobils e Projeto Campari.

HUMANOS


Esses humanos circulam na cena manaura desde 2007, fazendo um rock de garagem, com influências de bandas alternativas nacionais, gringas e locais. Ainda que por diversão, veio a vontade de registrar algumas composições. Os primeiros registros foram feitos no esquema “caseiro”, plugando equipamentos que originariam um som tosco, mas que refletia a verdade de espírito de quando fora criada.

Após o registro de 13 músicas, de arranjos simples, porém marcantes, a banda criou uma identidade musical, que os próprios demoninam de um “rock porreta e porrada”.

Em 2010, a Humanos teve uma maior divulgação, em alguns programas de rádio, TV, web, e com melhor expressão, no Dia Mundial do Rock, na Praça do Congresso.

Atualmente os Humanos fez sua produção do EP “Humanos Desiguais”, que é a música de trabalho, que retrata bem a sonoridade da banda. Dando um apoio que fora necessário na época, o Guto (Garagem 30), é quem vem acompanhando a pré-produção do EP. Outro destaque é “Aqueles Dias”, outra candidata a futuro hit.

A Humanos traz em sua formação: Daniel Pompeu (baixo e voz), Frank Roosevelt (guitarra e vocais), Victor Silva ( guitarra solo), Alexandre Marinho na batera.


Projeto Riffs Desplugados Especial: HUMANOS

Data: Terça 12/07

Local: Saraiva Megastore - Manauara Shopping

Horário: 19h30

Entrada Franca !!!

Sorteio de brindes das Marmitas Culturais, cortesia da banquinha do Fora do Eixo do Coletivo Difusão.

Realização:

Saraiva Megastore, Sandro Nine e Coletivo Difusão

Apoio:

Coletivo Difusão
Cuia Coletiva
Coletivo Canoa Cultural
Rádio Amazonas FM
Programa Alta Frequência
Programa Agitando
Estúdio Garagem 30
ESP Studios
Paranoise Discos
Revista Intera
INTERA ON line – revistaintera.blogspot.com
Push Play Produções - Projeto Toca Rock
Caverna Rock Café
Manifesto Rock
Som do Norte - http://www.somdonorte.blogspot.com/
Blog Roraima Rock n Roll - www.roraimarocknroll.blogspot.com
Canoa Pop - www.canoapop.blogspot.com
Rockazine - http://www.rockazine.com.br/ /
Blog Som Independente - http://www.somindependente.blogspot.com/
Programa Vertical Classic Rock . http://www.verticalclassicrock.blogspot.com/
Eighty´s - 80´s Burguer & Beer

“Entender a cena é fazer parte dela”