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domingo, 8 de maio de 2011

Diz Aí: Joelma Klaudia


Som do Norte - Joelma, em junho participas do "Afro Brazilian Arts 2011", em Washington (EUA). Será sua primeira vez no exterior? E no Brasil, já cantaste em outros estados além do Pará? Como foi, pra ti, receber este convite?

Joelma Klaudia - Nunca cantei fora do Estado e o convite de Washington é uma grande surpresa pra todos nós. Tipo, sair de Altamira para Belém já foi um passo largo, imagina Belém-EUA!! Muita onda! Tou curtindo muito e até tenho me esforçado mais no inglês que já não perco uma aula no CCAA (risos).

SdN - A professora americana que te convidou primeiro ouviu teu CD Dias Assim ou viu antes o show na Estação das Docas? Pergunto porque teus shows em Belém hoje diferem bastante da proposta do disco, mais autoral, mesclando várias das tuas influências, enquanto ao cantar na noite estás dando mais ênfase ao rock - inclusive com um bem-sucedido show-tributo a Janis Joplin. O que foi exatamente no teu som que atraiu a atenção dela?

JK - A Eve esteve no Brasil pelo Fórum Social Mundial (janeiro de 2009) e assistiu meu show na Estação das Docas onde comprou meu CD, na época eu tava fazendo divulgação e cantava mais as músicas autorais. Em julho do ano passado ela entrou em contato cogitando a possibilidade da gente representar a música paraense no Afro Brazilian Arts e me falou sobre o projeto que é da Universidade de Washington, mas demorou tanto que achei que não fosse rolar.


Joelma Klaudia no show de lançamento do CD Dias Assim
- Teatro Margarida Schivasappa - 22/4/2009

SdN - Ainda seguindo esta linha de raciocínio: que som os americanos podem esperar ouvir no "Afro Brazilian Arts 2011"? Algo mais na linha do teu CD, algo mais roqueiro, ou uma grande mistura disso tudo?

JK - Cara, a gente vai fazer o meu disco todo que são 10 faixas e vamos inserir alguns covers, tais como, Sandra de Sá, Gilberto Gil e Janis Joplin, que é a minha amada imortal.

Joelma com Willy (à bateria), Panzera (no baixo - encoberto) e
Renato (guitarra) - Temporada no Veneza (2011)

SdN - Dos quatro músicos que compõem tua banda - Mauricio Panzera, Renato Torres, Willy Benitez e Alexandre Pinheiro -, só dois já têm passagem aérea garantida pelo festival. Como é que pretendes viabilizar a ida dos outros dois? Quando vocês viajam, e em que data tocam no festival?

JK - Estamos aguardando patrocínio das passagens, acho que conseguiremos. Nosso contato é joelmaklau@gmail.com e fones 91-9125-9484 e 91-8114-0325. O show é dia 9 de junho, mas acho que vou uma semana antes pra praticar o inglês, explorar o que puder no sentido de conhecer outro país e fazer contatos culturais.

SdN - Até a viagem não acontecer, segues tua rotina normal, não é? Onde o público de Belém pode te ouvir atualmente?

JK - Minha agenda de maio: quintas: Old School Rock Bar às 23h (show Janis e outros Rocks); sextas, Veneza às 23h (show pop) ; sábados: Old School Rock Bar às 22h (show Janis e outros Rocks).

Temporada show Janis e Outros Rocks
(Old School Rock Bar, abril de 2011)

SdN - Além dessa viagem ao exterior, também organizas um grande evento a ser realizado em tua cidade natal, Altamira, em breve, não é? O que já podes nos adiantar a respeito?

JK - Sim, estou produzindo o primeiro Festival Canção da Transamazônica que será realizado dias 7, 8 e 9 de julho deste ano e as inscrições estão rolando durante todo o mês de maio. Estive viajando pela Transamazônica na semana passada entregando cartazes, banners, outdoor, enfim, arregaçando as mangas pra colher um bom resultado daqui a pouco.


SdN - Falando em Altamira: tiveste aprovado um projeto de gravação de DVD em tua cidade. Quando o público pode esperar o lançamento desse trabalho?

JK - O DVD vai ficar pro segundo semestre, porque agora estou centrada no show dos Estados Unidos e no Festival da Transamazônica. Sempre fiz minha própria produção, muitas vezes enfiei os pés pelas mãos, porém aprendi que correr atrás não é acelerar que o sonho aconteça de qualquer jeito. Hoje sou mais flexível e um pouquinho mais paciente (risos)... O sol nasce pra todos, mas cada um tem que fazer a sua sombra.


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