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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Festival Casarão 2011 ameaçado (4)


No dia 23 de março, reproduzimos aqui três matérias acerca da questão que veio ameaçar a realização do Festival Casarão este ano. No dia 30, O site Conexão Vivo repercutiu nossa publicação, no texto intitulado "Festival Casarão pode não acontecer em 2011". Ontem o Diário da Amazônia, de Porto Velho, voltou a tratar do assunto, já que a Prefeitura da capital e o governo de Rondônia dão mostras de estarem encaminhando a solução do caso. Ficamos na torcida.

Fabio Gomes

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Festival Casarão recebe respostas

Matéria publicada no Diário da Amazônia em março passado mostrou a dificuldade pela qual passa o Festival Casarão, evento que acontece na Capital rondoniense desde 2000, reunindo uma vasta programação de debates, palestras e shows. Por conta do não pagamento de um convênio entre Ministério da Cultura (Minc) e Prefeitura de Porto Velho, as dívidas do ano passado não foram pagas e a edição de 2011 corria o risco de não acontecer. No início dessa semana parte do problema foi resolvido.

Vinícius Lemos, idealizador e responsável pelo Festival, conta que após ser procurado por representantes da prefeitura, se reuniu com Francisco Gregório, diretor do Departamento de Arte e Cultura da Fundação Cultural Iaripuna, na manhã da última segunda-feira. No encontro uma boa notícia: a Fundação já está com a autorização da emenda no valor de R$ 20 mil, repassada pelo secretário de Planejamento e Gestão, Sergio Pacífico. O valor é referente a contrapartida que a prefeitura teria que ter dado quando firmou o convênio, rompido posteriormente por inadimplência com o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal - SIAFI. Alguns detalhes precisam ser ajustados, mas a previsão é de que a verba saia em, no máximo, 30 dias.

Outro fator positivo é que Vinícius também foi procurado pela Secretaria Estadual de Cultura, Esporte e Lazer (Secel). Em um encontro com Aldimar Reis, o Dinho, responsável pelo programa Mais Cultura e Cláudio Johnson, assessor da Secel, um contato inicial foi estabelecido. “Foi o início de uma relação. Eles procuraram saber o que as necessidades do Festival e deixaram as portas abertas”, explica.

Cláudio Johnson confirma o apoio: “a gente sabe que os eventos culturais possuem certas dificuldades. Nossa intenção é, nesse primeiro momento, conversar e trazer pra perto os artistas e produtores e deixar claro que estamos dispostos a ajudar em suas necessidades”.

Quanto ao valor de R$ 80 mil, que seria oferecido pelo Minc, ainda há esperanças. Lemos conta que existe uma negociação com a Associação Brasileira de Festivais Independentes – Abrafin, para que haja um novo convênio ou formas de compensação desse dinheiro.

O idealizador do Casarão afirmou que a matéria repercutiu de forma positiva. “O público se manifestou pedindo pela manutenção do Festival. Essa valorização de algo tradicional não pode acabar”, conta. No meio político a publicação também surtiu efeito: a notícia chegou em setores do Estado e município. Por meio da prefeitura e do governo as demandas começaram a serem resolvidas. “A Secel entrou em contato. Pela primeira vez vejo a secretaria de cultura indo atrás de alguém para conversar e estabelecer uma relação”, comemora Vinícius.


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