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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Foi Show: Fuxicando Samba

Marcelo Ramos, Sol Raiol e Gilmar
(fotos: João Alves)

Difícil descrever o que foi o Fuxicando Samba ontem - tarefa ainda mais ingrata quando cabe ao próprio promotor do evento (eu). Mas como a pessoa que convidei para escrever sobre o show não pôde ir, lá vamos nós.

Acompanhando-se ao violão, João Alves cantou músicas suas (algumas em parceria com Larissa Leite que, como ele lembrou, fez participação especial no show dele que abriu a primeira Noite Som do Norte, em setembro passado), mandou ver clássicos de seu (nosso) ídolo Chico Buarque (entre elas "Samba de Orly" e "A Rita") e contou passagens curiosas da sua ainda curta carreira.

Em seguida, houve uma canja de Juliana Sinimbú com participação de Arthur Espíndola, à qual se juntaram logo logo os músicos que foram acompanhar Sol Raiol (Marcelo Ramos, violão, e Gilmar, percussão) e o próprio João.

Sol Raiol

O repertório de Sol contou com grandes clássicos do samba e da MPB, como "Juízo Final" e "A Flor e o Espinho" (ambas de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito), "Aquarela do Brasil" (Ary Barroso) e "Inútil Paisagem" (Tom Jobim - Aloysio de Oliveira). Nessa hora uma participação especial da mãe de João, que, visivelmente emocionada, declamou um poema em homenagem a seu pai. Logo depois João cantou "Eu Sei que Vou te Amar", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, intercalado com o "Soneto de Fidelidade", do próprio Vinicius.

A partir daí, houve uma série de canjas e intervenções, que só teria como enumerar de fato se eu tivesse anotado uma por uma (o que eu poderia ter feito, é claro, mas com certeza teria curtido bem menos). Juliana deu outras canjas - inclusive cantou "Último Desejo", de Noel Rosa, e "A Volta do Malandro", de Chico Buarque, além de apresentar três novas músicas que compôs no feriadão de Tiradentes/Semana Santa/Páscoa. Luê também deu canja, além de receber uma homenagem - uma das duas músicas que João e Renato Rosas compuseram ali mesmo, em pleno Fuxicando (sim! sério!), simplesmente o título de... "Luê". As duas novíssimas composições já foram cantadas em seguida. (Além de fazer isso tudo, João ainda encontrou tempo para tirar as fotos que ilustram este post).

Merecem destaque ainda os duetos dos violões de Marcelo com Renato, que passaram por clássicos como "Assanhado" (Jacob do Bandolim) e "Brejeiro" (Ernesto Nazareth) - Juliana disse que Renato está no nível dum Yamandú Costa (e eu, que vi Yamandú começar em Porto Alegre, concordei). Eu intervi o mínimo possível, para não cortar o clima maravilhoso de criatividade & arte que havia no ar e que já tornou inesquecível o Fuxicando d'ontem. Praticamente limitei-me a transmitir o elogio do radialista Fabrício Rocha, da Rádio Cultura, que havia recebido Sol e João pela manhã para participar do Conexão Cultura, com Arthur Nogueira: todos na rádio ficaram encantados tanto com os trabalhos do João quanto da Sol, inclusive quase mobilizaram uma equipe para gravar o show de ontem (teria sido ótimo!). A proprietária do Fuxico, Geuliana Rupf, também gostou muito de Sol, tanto que a chamou para cantar novamente na casa já nesta quinta, dia 28.


A animação também contagiou quem preferiu ficar no ambiente descoberto do Fuxico (foi a primeira terça sem chuva à noite desde que começamos). No grupo acima, destaca-se a produtora Glaíde Carvalho (2ª à direita, de blusa quadriculada).

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