Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

quinta-feira, 31 de março de 2011

Na Rede: Rock de Roraima na Mídia


Ontem o blog Roraimarocknroll publicou o que em jornalismo chamamos de clipping, ou, aportuguesadamente, clipagem: selecionou seis notícias sobre a cena roqueira roraimense que foram publicadas na semana que passou - incluindo esta ao lado, daqui do Som do Norte, sobre a enquete do Skinni Rock Festival.

O Skinni também foi o tema de outra publicação, na coluna "Okiá" de Vanessa Brandão, que igualmente falou da web TV do Roraimarocknroll.

As outras notícias se referem a bandas - a Folha de Boa Vista noticiou que a AltF4 irá participar do próximo Festival Quebramar, em Macapá, e a Veludo Branco foi destaque no site Fonte Brasil e no blog Manifesto Rock.

Quer saber de tudo? Dá um confere no Roraimarocknroll.

Oportunidade Porto Velho: Happy Hour Porto Velho Shopping

Todas as quintas o Porto Velho Shopping promove happy hour com artistas da região que toquem MPB, pagode e pop-rock.

Músicos interessados em se apresentar no Shopping podem enviar email para: espaco.cliente@pvshopping.com.br, ou entrar em contato pelo fone 69-3218.8038 ou pelo site: http://www.pvshopping.com.br/

quarta-feira, 30 de março de 2011

Agenda Belém: Projeto Charmoso no Som do Norte na Saraiva



PRO.EFX

Produtor e selectah, Pro.efX já integrou bandas de rock antes de decidir, em 1998, dedicar-se exclusivamente a produções eletrônicas inspiradas na cultura jamaicana, unindo os ritmos ragga e jungle, tanto em seu trabalho solo quanto nas colaborações com artistas das mais diversas tendências, como o DJ Konsiderado (com o qual lançou um CD em 2010), Lia Sophia, Lu Guedes, Gaby Amarantos e Nanna Reis. Lançou um EP em 2006 e uma mixtape, Transglobal Roots Overdub Jamin, mesclando drum'n'bass com ragga, em 2009.

NANNA REIS

Aos 19 anos, Nanna Reis já pode ser considerada uma profissional experiente. A estreia, em maio de 2010, de seu primeiro show solo, Brasilidade, e sua vitória, três meses depois, como Melhor Intérprete do 2º Festival de Música Popular Paraense são as mais recentes conquistas de uma trajetória que vem sendo construída em bases sólidas há 11 anos - foi com 8 anos, em 1999, que Nanna começou os estudos musicais. Em 2009, foi acompanhada pelo violonista Sebastião Tapajós ao cantar no show de lançamento do DVD Billy Blanco, o Compositor, na presença do homenageado. Atualmente, participa da gravação do CD de sua banda Pimentas Inflamáveis, e atua como vocalista da banda Mahara.

Projeto Charmoso - Um projeto para escutar, para bailar e para amar, salsas, sambas, cantigas, eletricidade ligando tambores a sintetizadores formulados e formatados pela mais nova voz paraense e pelas mãos do produtor que já colocou o seu nome entre os produtores brasileiros, isso tudo e um pouco mais é o Projeto Charmoso, modernidade e delicadeza na música contemporânea.

Nanna escreve as letras sobre as bases de ragga elaboradas por Pro.efX. A parceria iniciou no ano passado e já rendeu apresentações na Rádio Cultura e no programa Invasão da TV Cultura. Os dois devem convidar outros músicos para formar uma banda, que irá participar dos próximos projetos: a estreia de um show e a gravação um EP para lançamento na internet. Mas isto é depois, agora o foco é este pocket show, que representa uma estreia, como Nanna escreveu no Facebook:

- Vamos mostrar pela primeira vez nossas músicas e falar sobre essa parceria de mpb com música eletrônica.

Aqui no Som do Norte você ouve o primeiro single da nova dupla - a música que intitula o projeto. Curte aê!

PROJETO CHARMOSO
"Charmoso" (Pro.efX - Nanna Reis)
2011



Agenda São Paulo: O Som das Aparelhagens

Agenda Belém: Eventos Som do Norte de abril


Até o momento, os eventos já confirmados do Som do Norte para o mês de abril em Belém são:
  • 8/4 (sexta) - Som do Norte na Saraiva - com o Projeto Charmoso (Pro.efX e Nanna Reis) - Espaço Benedito Nunes (Saraiva MegaStore), 19h, grátis
  • 12/4 (terça) - estreia do Fuxicando, com Juliana Sinimbú - Espaço Cultural Fuxico, 21h.
  • 19/4 (terça) - segundo Fuxicando, com Lia Sophia - Espaço Cultural Fuxico, 21h.
  • 26/4 (terça) - Especial Fuxicando Samba, com João Alves e Sol Raiol - Espaço Cultural Fuxico, 21h.
Além destes eventos promovidos pelo blog, seu editor, o jornalista Fabio Gomes, realizará um Workshop de Jornalismo Cultural na Escola de Comunicação no sábado, 16/4 (informações aqui).
  • A 6ª Noite Som do Norte, inicialmente prevista para abril, será reagendada; assim que tivermos data e local, anunciaremos.
  • A temporada de Cacau Novais no bar Municipal, inicialmente prevista para iniciar em abril, foi transferida para maio - os primeiros quatro domingos, de 1º a 22/5.

terça-feira, 29 de março de 2011

Foi Show: Alexandra Senna


Foto: Joana Vieira

Terminou assim, com a participação de Iva Rothe cantando e fazendo uma dança indiana, o show de lançamento do primeiro CD de Alexandra Senna, Só Meu Som, no Teatro Margarida Schivasappa (Belém) no domingo, 27 de março.

Em boa parte do tempo, um conceito básico do CD - o de "ponte" entre os arranjos, forma encontrada para deixar o CD mais dinâmico - esteve presente no palco: "Todas as músicas se ligam como um corpo só. Busquei detalhes no arranjo de cada uma das músicas e as emendei na fase de masterização e mixagem, dando um sentido novo, como um musical", disse Alexandra à imprensa antes do show.

Além disso, a banda formada para o show tem formação quase idêntica à que gravou o disco - Davi Amorim (violão/ guitarra), Adelbert Carneiro (baixo e direção musical), Edgar Matos (piano), Kleber Benigno e Márcio Jardim (percussão). Houve ainda a participação especial de Fabrizio Bello, marido da cantora: os dois tocaram violão, num momento em que ela relembrou o início do aprendizado musical (como é de família de músicos, ela já começou aprendendo canções bastante elaboradas).

Um dos pontos de maior interesse do espetáculo é a variação de nuances interpretativas apresentadas por Alexandra: apaixonada em "Marcas de Ayer", pop em "Flores" (Fred Martins - Marcelo Diniz) e sensual em "Muito Mais" (Alexandra Senna - Assis Figueiredo - Ney Viola) - no início e no final desta música, Kleber, empunhando um berimbau, dava um beijo na face da cantora, retornando em seguida ao seu posto na percussão.

Sim, além de ser um espetáculo para ouvir, Só Meu Som também é para ver, e apreciar o requinte da cenografia e do figurino (assinados pela própria Alexandra) com inspiração oriental (influenciados, talvez, pela música que abre CD e show, "Marcas de Ayer", de Adriana Mezzadri).

Este show encerrou a programação comemorativa aos 140 anos da Biblioteca Arthur Vianna. Embora fosse domingo e num horário bem favorável (20h), teve a presença de pouco mais que um terço da lotação do 'Margarida'. Esperamos que o espetáculo retorne em breve, e que tenha a prestigiá-lo um maior número de espectadores.




segunda-feira, 28 de março de 2011

Foi Show: Simplemente Vital


Uma tarde, Vital Lima está num supermercado no Rio de Janeiro, quando seu telefone toca. É a cantora Alba Maria, que lhe pede autorização para montar um show apenas com músicas dele, intitulado Simplesmente Vital. Alba não entende o silêncio do outro lado da linha e, temendo desagradar Vital, compositor que tem fama de muito reservado, começa a dizer que se ele não tivesse gostado da ideia, tudo poderia ser cancelado e... ele a interrompe, dizendo que acabara de escrever uma música dedicada a ela! A deliciosa história, que revela o quanto de sintonia pode haver entre autor e intérprete, foi revelada pelo próprio Vital antes de cantar com Arthur Nogueira a composição inspirada por Alba, “O Parkour”, no show que, devidamente autorizado, aconteceu no Teatro Margarida Schivasappa, em Belém, no dia 13 de outubro de 2010.


Vital Lima ensaia "O Parkour" com Arthur Nogueira

Parkour é um esporte cujo praticante procura se deslocar da maneira mais rápida entre dois pontos, o que às vezes pode significar pular de cima de um prédio a outro, assumindo conscientemente o risco resultante. Na canção, Vital compara este risco com o que um cantor assume, expondo no palco suas emoções. Bem que Alba “reclamou”, durante a apresentação, de como as músicas de Vital exigiam sofrimento dela para a correta interpretação – já após o show, a sério, justificou-me a escolha de cantar apenas Vital neste espetáculo exatamente pela identificação dele com os aspectos de drama e emoção que são características fortes no trabalho dela.




Em grande forma vocal e com domínio absoluto do palco, Alba fez em Simplesmente Vital um belo passeio pela obra do homenageado e seus diversos parceiros, desde nomes consagrados da MPB como Hermínio Bello de Carvalho - co-autor de “Tal Qual Eu Sou” (que Vital e Alba cantaram em dueto no fim) – até os jovens da nova geração paraense, como Leandro Dias (que acompanhou Alba ao violão em “Uma Bem-te-vi” - ver vídeo acima) Também participaram os violonistas Marcelo Shiroteau e Diego Leite, o bandolinista Marcelo Ramos e o pianista Paulo José Campos de Melo. A banda-base a acompanhar a cantora contou com Floriano (direção musical e violão), Lenilson Albuquerque (piano), Adelbert Carneiro (contrabaixo acústico), Esdras de Souza (sax e flauta) e Edvaldo Cavalcante (bateria).



O bis: "Círios", de Vital e Marco Aurélio

Agenda Manaus: Prata da Casa

Nessa segunda (28/03) acontece mais uma edição do Projeto Prata da Casa no Caverna Rock Café. O projeto tem o objetivo de movimentar a cena do rock alternativo autoral na cidade de Manaus. Nesta 2ª edição, as bandas escolhidas foram: Além da Sociedade e CRTL – Z.

Duas bandas já consagradas no cenário rock e que pretendem elevar a temperatura do Caverna Rock Café. O espaço também está aberto as bandas iniciantes. Os interessados em tocar no Prata da Casa, basta ligar para (92) 9314 – 9591 ou (92) 8201 – 9944, falar com Daniel Fredson, produtor cultural e relações públicas do Caverna Rock Café, de segunda a sexta a partir das 14h.

Local: Caverna Rock Pub
Endereço: Rua Costa Azevedo, Nº 91 – Centro / Ao lado da Livraria Vozes, em frente ao Bar Calçada Alta.
Horário: 20h
ENTRADA FRANCA !!!


Apoio:

Revista Intera
Estúdio Garagem 30
Cuia Coletiva
Blog Manifesto Rock
Blog Roraima Rock n Roll – www.roraimarocknroll.blogspot.com
Blog Som Independente – www.somindependente.blogspot.com
Blog Som do Norte www.somdonorte.com.br
Rádio Vertical – www.radiovertical.com

Contatos: Daniel Fredson / danielfredson@gmail.com / 9314 – 9591 / 8201 – 9954

Por Sandro Nine
sandronine33@hotmail.com
Twitter: @manifestoam

sábado, 26 de março de 2011

Oportunidade Belém: Venda de CDs na Morena Iaçá


Bandas, instrumentistas e artistas solos de Belém contam agora com um novo ponto para venda de seus discos. Através de um acordo com o blog Som do Norte, a loja de artigos regionais Morena Iaçá, aberta recentemente na Estação das Docas, passa a comercializar CDs e DVDs. A Morena Iaçá fica no 2º andar do Galpão das Artes.

Os interessados podem deixar os CDs na loja consignados diretamente com a proprietária, Suellen Lima; é aconselhável marcar antes pelo telefone 91-3212-2984 ou pelo e-mail familialimma@oi.com.br.

Dúvidas? Escreva para nós no musicadonorte@gmail.com

sexta-feira, 25 de março de 2011

Nós na Rede: A Enquete do Skinni Festival


Na tarde desta sexta, o idealizador do 1º Skinni Rock Festival, Victor Matheus, me entrevistou via MSN sobre o tema "votações online". Como já noticiamos aqui, o festival terá sua escalação completa definida pelos leitores do blog Roraima Rock N'Roll. Victor me relatou que há alguns comentários questionando os resultados parciais da enquete. Aproveitei para lembrar a histórica votação Música do Ano promovida pelo Som do Norte em dezembro de 2009, que registrou mais de 21 mil votos e consagrou justamente uma banda de Roraima.

No texto, intitulado Quando Davi Vira Golias, eu comento vários aspectos, entre eles o famoso termo que sempre é usado por quem se julga injustiçado numa enquete - o de que quem está na frente burlou a votação:

Tecnicamente falando, é muito difícil burlar uma votação. Seria preciso hackear o sistema, isso não é muito simples. Claro que muitas bandas tem fãs, ou membros da própria, que tem tempo para ficar votando muitas vezes ao dia, mas se isso for tecnicamente possível, não é nenhuma 'burla'. De fato há sistemas que só permitem um voto por IP ou e-mail. Eu não tenho feito mais enquetes online depois da Música do Ano (dezembro/2009), que inclusive foi vencida por uma banda de Roraima, a Alt F4. Eu sabia que tinha gente em Belém e em BV que ficava o dia inteiro votando nas mesmas pessoas, porque elas mesmas me falavam. Se o sistema torna isso tecnicamente possível, não tem muito o que fazer, não tem como 'burlar', e sim votar muitas vezes seguidas”.

Leia o texto completo, com as manifestações também de Sandro Nine e Jacy Neto (da Elvis From Hell), no Roraima Rock N'Roll.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Festival Casarão 2011 ameaçado (3)

Terceira matéria repercutindo a questão do Festival Casarão, cuja edição 2011 pode não sair devido a falta de pagamento de compromissos assumidos pela Prefeitura de Porto Velho quanto à edição de 2010. Agora fala Eduardo Mesquita, que em seu site O Grito do Inimigo lança um apelo e alerta para o perigo de nos calarmos agora.


Fabio Gomes


***


#festivalcasarao – O silêncio é cúmplice!

por eduardo março 23rd, 2011


Dizem que o esporte nacional é o futebol. Mentira. Digo isso até mesmo em treinamentos, o esporte nacional é a “terceirização de fracassos”. Nunca ouviu falar? O sujeito quebra a cara, as coisas não dão certo e logo ele encontra alguém para carregar a cruz:

- Com um governo desses não há quem aguente!
- Meu gerente, aquele mala, me enche o saco o dia todo!
- Minha mulher, é um peso na minha vida, não consigo sair do lugar!
- Meu vizinho põe meu nome na macumba toda semana!!
E a quantidade de sapos vai diminuindo sistematicamente a depender do seu vizinho, então. O fato é que se a vida do sujeito vai bem, mérito dele. Ninguém dá sucesso de presente. Mas se vai mal, culpa dele, ninguém fica arrumando problema para os outros. O diabo é quando você faz sua parte, trabalha de forma organizada, sistemática, profissional, cuidadosa e aí surgem em seu caminho pessoas incompetentes, burras, mal-caráter e safadas. Aí não se trata nem de terceirizar as culpas, mas de sofrer em silêncio por pecados que não são seus.

Peralá, eu falei sofrer “em silêncio”? Fica em silêncio quem quer, porque quem não quer solta a goela, mete a boca no mundo e faz um regaço no juízo de pilantra. Amigos e comadres que me leem, o propósito desse texto é justamente arregaçar o verbo por causa de uma safadeza gigante que está acontecendo.

E nem estou falando dos filhadaputa que roubaram a loja do Compadre Porkão lá em Palmas, porque nesse caso entendemos ser bandidos realmente e o caso é de Polícia. Cabe comentar que todos aqueles que estiverem na esfera gravitacional de Palmas nos próximos tempos podem ajudar muito ao Grande Porco frequentando o espaço, indo aos shows (vai ter o Zoe Festival Cultural nos dias 18 e 19 de março, vai ter Matanza no dia 09 de abril, vai ter o Rock pela Boca no dia 23 de abril e o 8 Tendencies Rock Festival nos dias 5, 6, 7, 13 e 14 de maio), tomando sua cerveja e prestigiando a arte e a cultura da terra, ou de outros planetas, não importa. O fato é que o Porco foi roubado, estouraram a loja dele, levaram um monte de coisas vendíveis e coisas de trabalho e o único apoio que o cara quer é que o deixem trabalhar para recuperar o que foi levado. Nesse caso teu apoio é presença, é sacar quem está vendendo material barato pela região e mais presença.

Agora quando a filhadaputagem vem de órgãos públicos, aí o cidadão que existe dentro de você poderia criar um pouquinho de vergonha e se mexer na poltrona macia da sua vida. Quando a canalhice vem de instituições sustentadas pelo nosso dinheiro (em impostos, multas e tarifas) que deveriam ter o único cuidado de prestar um serviço que presta, aí ficar calado é concordar com a safadeza. Por mínimo que seja, por mais tímido que possa parecer, seu grito não pode ficar preso. Nessa hora vale Orkut, vale twitter, vale Facebook, vale tudo, porque de um jeito ou de outro as vozes se unem e fazem coro.

Ainda não sabe do que eu estou falando? Então leia primeiro a matéria do Diário da Amazônia – http://www.diariodaamazonia.com.br/diariodaamazonia/index2.php?sec=Cultural&id=9411 – e entenda o que está acontecendo.

O Festival Casarão, com mais de uma década de bons serviços prestados ao rock e à cultura em geral corre o risco de não acontecer por culpa da inadimplência da prefeitura de Porto Velho. Sim, é isso mesmo que você leu. Inadimplência, falta de pagamento, cano. Não vou me ater aos detalhes do fato ocorrido, até porque a matéria do Diário da Amazônia é perfeitamente detalhada e deixa claro os pingos e os Is de toda a questão, não quero repisar o que já aconteceu, mas pensar no que pode acontecer.

Um festival com mais de uma década gerando renda, trabalho, entretenimento e diversão para uma região foi negligenciado e tratado de qualquer jeito pelo poder público, o que acontece então é que a próxima edição do festival corre o severo risco de não acontecer por causa dos não-pagamentos do evento anterior. E aí olhem em volta: quanto dinheiro é gasto em situações ou grupos que não possuem a mesma relevância?

Pensem no montante gasto em atividades que não geram tanto resultado, mas que possuem grupos organizados por trás. Pensem ainda no montante gasto com compadrios e comadrios, amigos e amigas do rei, gente que se beneficia da aproximação com quem guarda o cofre para se dar bem. E se alguém pensar em Maria Bethânia e seu blog milionário, começou a acompanhar a linha do raciocínio. Se alguém pensou na postura do ministério da cultura com relação ao Creative Commons também vê algo se desenhando. Se alguém pensa nos vereadores que derramam verba em grupelhos mambembes e descompensados pelo simples motivo da quantidade de votos comprados na iniciativa, então falamos a mesma língua.

Isso acontece com um festival de rock por causa de gente como eu e você. Gente que não tem a vergonha de arrotar em mesas de bar que “não gosta de política” e que “político é tudo ladrão” maculando a ideologia e o idioma também. Gente que prefere criticar os que usam recursos públicos ao invés de participar e também produzir se valendo da contrapartida de nossos impostos. Gente que acha bonito ser doidão, mas que ignora o suor que mantém as engrenagens lubrificadas.

Isso acontece com um festival de rock porque o povo do rock é tonto. Porque não existe a necessária união e participação coletiva que tanto falamos em nossas letras e em nossos hinos. Aposto qualquer um dos meus rins que na hora que essa notícia da possível não realização do Casarão foi publicada muita gente pequena achou bom, se vingando com o pau dos outros pela competência de alguns. A desunião e a fogueira de vaidades que é o rock já deu sinais de autofagia muito tempo atrás, não é novidade, mas agora ocorre um fato novo que pode mostrar que “eles” entenderam que “nós” somos desunidos e por isso, fracos.

O que a prefeitura de Porto Velho fez foi meter uma bolacha na cara dos tais “roqueiros” do país inteiro. O que a prefeitura de Porto Velho fez foi passar a mão – com gosto e força – na bunda dos tais “roqueiros” do país todo. Curtiu com a cara dos camisas-pretas, indies e alternativos, mostrou que não dá a mínima sequer para nossos votos. Olhem a que ponto chegamos, pessoas, nem nossos votos interessam aos donos do poder. Viramos estatística, viramos traço no radar, viramos nada.

O que acontece hoje com o Festival Casarão pode acontecer com qualquer festival do país. Mesmo que não seja uma prefeitura, mesmo que não seja dinheiro público, mesmo que não seja recursos de leis de incentivo, o que a prefeitura de Porto Velho fez abre o perigoso precedente de “enfia o pé, eles não reclamam”. Pode chutar, é tudo cachorro morto!

Seria irônico, se não fosse triste demais, mas nesse aspecto a patética “Família Restart” é mais perigosa, porque os vídeos de reclamação se tornam virais, a web fervilha quando algo acontece com essa tribo colorida e sem jeito. Nós, os roqueiros altaneiros e sabidos, donos da experiência e do direito de fazer barulho, nós somos umas bestas completas quando se fala em organização e união. Nosso discurso não sobrevive à terceira cerveja.

Estou em Goiânia, milhares de km de distância, mas alguma coisa precisa ser feita. E posso estar arvorando participação maior do que a real, mas ao menos esse texto solto no vento pretende enfiar o dedo nas costelas de algumas pessoas. Gente que pode se incomodar e falar “Peralá, também não é assim, Inimigo”, gente que acha que é uma “puta falta de sacanagem” um festival tomar um rodo desses e tudo ficar numa boa. Se tem gente assim eu não estou sozinho e o grito solto aqui não fica mudo.

Lembrem-se, o silêncio é cúmplice!! Hoje foi no Casarão em Porto Velho com a prefeitura. Amanhã pode ser em Brasília com alguma lei, depois pode ser em Cuiabá com algum empresário, outra vez será em São Paulo com algum dono de casa noturna. Aqueles que permanecerem calados correm o risco severo de ser os próximos. O silêncio é cúmplice!! Ele concorda, ele aceita, ele acata.

Você está no twitter? Use a hashtag #festivalcasarao para fazer algum barulho. Comenta aqui no site alguma coisa. Muda seu status no Facebook falando disso. Faz algum barulho, grita, porque o silêncio é canalha e é cúmplice! Solta a voz e mostra que isso não está certo. Por menor que seja nosso movimento ainda assim pode ser maior do que o que historicamente aconteceu em outros momentos, quando não fizemos nada. Quando tiraram nossos espaços, quando minaram nossos festivais, quando nos expulsaram de nossas mesas, quando riram da nossa cara. Dessa vez não podemos terceirizar nosso fracasso e achar que a culpa é dos outros, a culpa é nossa.

O silêncio é cúmplice! E você, o que você é??.
Há braços!
Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei
twitter – @eduardoinimigo
De → cena rock

Festival Casarão 2011 ameaçado (2)

Seguindo a questão do Festival Casarão, fala agora a jornalista de Ji-Paraná Mary Camata, que já trabalhou como assessora do evento. A matéria saiu hoje em seu blog À La Maryjanne e inclui um comentário que já estava no ar quando acessei o texto agora há pouco.

Fabio Gomes

***

Festival Casarão não pode parar


*Por Mary Camata

Uma questão foi levantada na última semana. O Festival Casarão, realizado há onze anos em Rondônia, pode não acontecer em 2011. Devido a um pagamento de um convênio feito no ano passado entre o Ministério da Cultura (Minc) e a Prefeitura de Porto Velho ter sido cancelado. Um grande debate tomou conta das Redes Sociais e começou a discussão. Qual a importância do Festival Casarão para Rondônia?

A primeira vez que fui ao Festival Casarão foi em 2008 e pude conhecer o Festival quando ainda acontecia no antigo Casarão..Um belo cenário no meio da natureza que hoje está isolado devido à construção da usina, mas que teve grande importância para o Festival Casarão pois o local deu origem ao nome e a história do Festival. No ano passado, o Festival Casarão não aconteceu neste local, mas sim em alguns pontos históricos da capital Porto Velho e com entrada gratuita como nas escadarias da Unir e no Mercado Cultural, possibilitando que as pessoas tivessem acesso à cultura através do Festival.

O Festival Casarão começou a vender conceito, e não imagem. Passou a propagar cultura, virou palco de bandas independentes de vários estados do Brasil, propagou a importância dos debates e seminários entre as diferentes classes. Mesmo com toda a dificuldade em se conseguir patrocínios e incentivo estadual para a realização do festival, o Casarão estava sempre provando que resistia ao tempo. O Festival Casarão já deixou de ser apenas um evento ligado a música para se transformar em um dos maiores eventos culturais da Região Norte a um bom tempo, agregando música, palestras e debates que envolvem a cultura regional e nacional em apenas um evento, aumentando o turismo da capital.

O Festival Casarão é uma das formas que a cultura de Rondônia consegue passar uma mensagem positiva para todo o Brasil. É quando a mídia, os sites e as grandes revistas voltam os olhos para o nosso estado buscando por uma referencia na cultura, é quando todos os estados se reúnem em um único prol, o de propagar a cultura. É quando Rondônia tem a chance de ter seu nome dito de uma maneira positiva no cenário onde só se propagam coisas ruins da nossa região. O Festival Casarão não pode parar.

1 comentários:


MiquelettiRenan disse...

Na minha opinião o festival representa mais o estado do que as exposições agropecuárias, que já deixaram a questão cultural de lado e partiram para o lado da festa. Eu tive a oportunidade de ir ao festival em 2009, é muito bom ver que em algum lugar do seu estado aparecem coisas boas, porém a estrutura não foi das melhores, entendo que a falta de verba atrapalha muitas coisas, porém não deixou nada a desejar, apenas o show do moptop de meia hora, mas nem dá nada. O fato é que o festival, além de trazer uma diversidade de bandas independentes do brasil inteiro, faz sim mover o turismo em porto velho. Não apenas por isso, o festival também dá a chance de bandas do estado terem seu espaço em outras cidades do brasil. E eu achando que teria a chance do festival expandir para outras cidades do estado esse ano :x

23 de março de 2011 13:59

Festival Casarão 2011 ameaçado (1)

Reproduzimos na íntegra a matéria publicada ontem no Diário da Amazônia, de Porto Velho, sobre a questão envolvendo o tradicional Festival Casarão, que corre o risco de não ser realizado neste ano - entenda o porquê lendo o texto.


Fabio Gomes

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Convênio prejudica Casarão 2011

LARISSA TEZZARI
cultura@diariodaamazonia.com.br

O Festival Casarão, que acontece há 11 anos em Porto Velho, corre o risco de não ter a edição 2011. Isso porque o pagamento do convênio feito no ano passado entre o Ministério da Cultura (Minc) e a prefeitura de Porto Velho, para pagar os gastos da edição do ano passado, foi cancelado.

O convênio foi uma negociação nacional que a Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin) fez com o Ministério da Cultura para beneficiar os festivais do primeiro semestre de todo o País. No caso do Festival Casarão, o intermédio do convênio foi feito por meio da Fundação Cultural Iaripuna, entre março e abril de 2010, como explica Vinícius Lemos, idealizador e responsável pelo Festival. “Todo o dinheiro que a União destina aos projetos deve ter uma contrapartida no convênio. Por isso ficou acordado que o Minc daria 80 mil e a prefeitura de Porto Velho, por meio da Fundação, [R$] 20 mil”, conta.

O projeto foi feito e aprovado antes da realização do Casarão, que em 2010 aconteceu entre os dias 16 e 19 de junho. Pouco mais de uma semana após o evento, quando o pagamento deveria ter sido efetuado, Vinícius recebeu um e-mail, assinado por Fabiana Arruda, representante da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, informando que o dinheiro não havia sido liberado porque a prefeitura encontrava-se inadimplente com o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi). “O município não havia prestado conta de outros convênios antigos e, enquanto a prefeitura não regularizasse essa situação, a verba não seria liberada”, conta, mostrando todos os documentos, inclusive o e-mail recebido no dia 1 de julho.

Ainda no e-mail, outra exigência: a dívida deveria ser sanada até o dia 2, já que a partir do dia 3 iniciaria o período eleitoral e nenhum pagamento poderia ser feito por parte do governo Federal.

Vinícius afirma que “pelo que a Fundação explicou, a prestação de contas só foi feita no dia 5 de julho”, e por isso o pagamento foi adiado e só seria realizado após o segundo turno das eleições.

Tendo que esperar alguns meses para efetuar os pagamentos aos fornecedores, Lemos renegociou as dívidas e modificou as datas.

Em novembro, Vinícius recebeu a notícia que a Consultoria Jurídica do Ministério do Planejamento havia anulado o convênio. Outros contatos foram feitos para tentar resolver o problema, mas no dia 7 de dezembro a anulação foi confirmada. “Eles entenderam que o valor deveria ter sido pago em julho”, explica.

Vinícius ressalta que a Fundação foi totalmente correta durante a construção do convênio, e o que, de fato, prejudicou o andamento, foi a inadimplência da prefeitura.

Sem ter muito o que fazer, Lemos enviou um ofício à Fundação Cultural Iaripuna, no dia 1° de fevereiro desse ano, explicando novamente a situação e pedindo o ressarcimento do valor, ou pelo menos o pagamento da contrapartida (R$ 20 mil) do município. A pedido da Fundação, Vinícius aguardou uma resposta até o fim do carnaval, já que “eles estavam trabalhando com os subsídios dos blocos e das escolas de samba”. Após esse período, o responsável pelo festival conta que ligou para Francisco Gregório, diretor do Departamento de Arte e Cultura da Iaripuna, que confirmou que não teria como o pagamento ser efetuado pela Fundação. “A recomendação dele foi para que eu procurasse a Secretaria de Finanças”, explica. “Não pode ficar por isso mesmo. Os pagamentos estão em aberto até agora. Se fosse um bloco de carnaval estariam fazendo um estardalhaço”.

Foi Show: Pia Vila

Por Nany Damasceno

O DVD Aldeia Sideral, de Pia Vila, gravado há dois anos, foi finalmente lançado em show na Usina de Arte João Donato (Rio Branco), no dia 19 de março.


Pia Villa

Como era lindo o brilho nos olhos do velho Pia Vila ao brincar de embalar orgulhoso o fruto dessa espera! No auge dos seus 37 anos de carreira, e muita, mas muita história pra contar, ele pode enfim ter em mãos um sonho realizado pra ele, um orgulho para o povo acreano e um presente pra cultura nortista. Tudo isso, ali, em uma gravação de janeiro de 2009. Nem a chuva forte atrapalhou. A casa praticamente lotada teve, para abrir a noite, show de Los Porongas, banda que hoje é referência na cena independente e que sempre levou o Pia Vila pra todo lado, cantando as suas composições - algumas irreverentes, outras uma verdadeira declaração de amor a este estado, como bem descreve a música "Acre, Rio estranho".


Diogo Soares (Los Porongas)


O show de abertura serviu para atrair a energia que era necessária praquele momento... E deu certo! O show curto de Los Porongas, com repertório novo, mas com a mesma força e performances do vocalista Diogo Soares, foi passando energia, (ou quem sabe recebendo). Foram apenas 8 músicas que escondiam a ansiedade de ver o Pia Vila entrar.

Todos queriam ver o Raul Seixas do Acre, que há algum tempo não se apresentava. E ele veio... surgiu no palco, e brilhou! Com um show performático, não decepcionou quem já o conhecia e encantou quem o via pela primeira vez. A bateria inconfundível de Jorge Anzol, a guitarra incomparável de Charles Sampaio, o baixo de Arthur Miúda e os teclados de Fred Margarido formavam a banda (e que banda!) com direito à participação da gaita de Ronnie Blues e da bateria de Paulinho Nobre.


Arthur Miúda


Diogo Soares intervém e canta "Baixaria Blues", e no meio da música quem rouba a cena é o velho Pia Vila que entra mais adoidado do que nunca em cena e canta com Diogo - o público pôde alí presenciar um verdadeiro encontro de gerações. Particularmente, nessa hora me lembrei
da música " A Dois", de Los Porongas: "Tanta vida vai nascer desses nossos passos"...

O show mais do que atingiu as expectativas de todos, e foram incansáveis os pedidos de "mais uma" no final.

Sobre o show, o baterista Jorge Anzol comentou:

- O Pia Vila é um incógnita, a gente ensaia pra quando chegar na hora ele fazer tudo diferente.

Mas e não é que deu certo, Anzol?





Agenda Belém: O Charme do Choro e Patricia Bastos


O grupo paraense O Charme do Choro, formado por Jade Moraes (bandolim), Dulci Cunha (flauta), Laíla Cardoso (violão), Camila Alves (violão 7 cordas), Carla Cabral (cavaco) e Rafaela Bittencourt (pandeiro), encerra temporada no SESC Boulevard em grande estilo. Após dois domingos de casa cheia, O Charme do Choro, mais uma vez, apresentará repertório apurado e especialmente escolhido para esta ocasião.

Nos dois primeiros shows, houve momentos grandiosos, como no primeiro em que foi apresentado o choro "Já te digo" (Pixinguinha - China), em arranjo elaborado pelo próprio grupo. Já na segunda apresentação O Charme encantou com a emocionante valsa "De Coração a Coração", de Jacob do Bandolim.


Para encerrar a temporada, o grupo, que já pensa na gravação de seu primeiro CD, apresentará também músicas autorais e trará para interpretá-las uma das vozes de maior ascensão da música brasileira, Patrícia Bastos.

Cantora natural de Macapá (AP), Patrícia Bastos tem ganho elogios da crítica especializada e gravará no dia 7 de maio o DVD do Prêmio Rumos Itaú Cultural 2011, com o repertório do CD Eu Sou Caboca, gravado com recursos provenientes de premiação do Projeto Pixinguinha (Funarte-2008). Este seu quarto disco lhe rendeu, ainda, a indicação ao Prêmio da Música Brasileira 2010, nas categorias Melhor Cantora e Melhor Cantora Regional. Além de Patrícia Bastos, O Charme terá a honra de dividir o palco com um dos mais talentosos percussionistas brasileiros, Márcio Jardim, integrante do elogiado Trio Manari.


Prometendo ser uma grande noite, o repertório do Charme trará, entre outras, "De bem com a vida" (Luís Pardal); "Falta-me você" e "Santa Morena"(Jacob do Bandolim), além das autorais: "Cansei de Chorar", de Paulinho Moura e Camila Alves e "Pelas Calçadas" (A.Cardoso - Carla Cabral - Leandro Dias), gravada pelo Sapecando no Choro no CD De Encomenda (2009), também gravado com recursos da mesma edição do Projeto Pixinguinha. O Sapecando fará temporada no SESC Boulevard nos domingos de abril, e terá O Charme do Choro como um dos convidados.

Na Rede: Você é o programador do Skinni Rock Festival


O blog Roraima Rock'n'Roll colocou no ar nesta terça enquete para definir a escalação do evento que irá promover em junho em Boa Vista, o 1° SKINNI ROCK FESTIVAL.

O internauta pode escolher 4 entre 15 bandas de Roraima, e 1 de outro Estado (são 4 do Amazonas e 1 do Mato Grosso). O prazo de votação vai até 15 de abril. A enquete está fixa na coluna à direita do blog, no endereço http://roraimarocknroll.blogspot.com/

E, seguindo a linha dos festivais da cena independente, o Skinni não será só de música. Seu idealizador, Victor Matheus, promete que outros serviços serão oferecidos no espaço do Festival, como banca para venda de produtos das bandas, sorteio de brindes, sorteio de 1 tatuagem e o prêmio de 1 (uma) gravação de 1 (uma) faixa para a banda mais votada no dia do Festival.

Música do Dia: Dos Zens


A bela canção "Dos Zens", de Vital Lima e Renato Gusmão, virou clipe. Dirigido por Jiddu Saldanha e tendo a atriz May Pasquetti à frente das câmeras, enquanto se ouve a voz da paraense Carla Maués, o clipe é uma realização do Cinema Possível (www.curtabrisa.blogspot.com). A obra, a primeira totalmente feita em HD pelo projeto, será um dos extras do filme Brisa.

O clipe foi lançado no YouTube em 16 de março; e ontem, o blog do projeto publicou uma entrevista com Renato Gusmão, que fala sobre sua poesia e de sua atuação como letrista, o Congresso Brasileiro de Poesia de Bento Gonçalves (RS), ao qual comparece todo ano, o papel do Pará na cultura nacional e a Amazônia.


Som do Norte no topo do TrendsBelem


Ontem, por volta das 14h, recebemos o seguinte recado no Twitter:

"Som Do Norte, @somdonorte é tendência em #Belém http://trendsmap.com/br/belem"

Durante 3 horas, a tag "@somdonorte" esteve no topo da referida página, à frente de #parebelomonte, @jpbelem, Água, @belemtransito, @oficialbis, #diamundialdaagua, harmonia, japão, #loukosportimbalada, sabor, corraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, @pizzaloca, parangolé, alta, uepa, economizar, alagada, cursinho e unama.

Em parte desse período, estávamos no Twitter interagindo com nossos seguidores, que buscavam informações sobre a 5ª Noite Som do Norte, enquanto nossos parceiros do Ponto Zero realizavam o primeiro sorteio de um par de ingressos para a festa (hoje, o 2º e último sorteio!).

A todos os que nos ajudaram a alcançar esta posição de destaque , o nosso mais sincero MUITO OBRIGADO!!! :D


segunda-feira, 21 de março de 2011

Fã Clube Johny Rockstar anuncia vencedora da camiseta


Como noticiamos aqui no dia 8, o Fã Clube Johny Rockstar sorteou via Twitter uma camiseta da banda. A promoção iniciou tão logo anunciamos a presença da banda na 5ª Noite Som do Norte, e o sorteio aconteceu ontem. A vencedora foi Ilca Castro - que aparece nesta foto

Sim, ela mesma, a blogueira que fez um post lindo falando da participação muito hiper especial de Juliana Sinimbú dia 11 na estreia do Som do Norte na Saraiva, e que repercutimos no dia 15. Aliás, nesta foto Ilca aparece com os óculos que Juliana usou sábado no Vitrola durante o 3º Baile BregaChic da Lia Sophia - confira a cobertura no blog da Ilca.

A entrega da camiseta da banda - e outra do fã-clube! - irá acontecer, é claro, em plena Noite Som do Norte, nesta quinta dia 24 no Café com Arte. Chique, isso.

Nós na Rede: Um Ano do Ponto Zero


Até onde eu sabia, 15 de março é a data fatídica onde, em 44 a.C., o ditador romano Júlio César não seguiu os conselhos de Raul Seixas e foi ao Senado, sendo assassinado por aqueles que julgava seus aliados, inclusive seu filho adotivo Brutus (até tu, Brutus!). Mas contemporaneamente nesta data se comemora o Dia do Blogueiro (confesso que nem suspeitei disso no dia 15). Também é a data em que, no ano passado, um grupo de jovens inquietos colocou no ar o site Ponto Zero, considerado pelo blogueiro Funcional como "um dos melhores, ou o melhor (na minha opinião) sites de cobertura de eventos culturais, agenda, entretenimentos variados e informações relevates de Belém (PA)".

A festa do Ponto Zero foi ontem no Acordalice Bar, que pertence à banda do mesmo nome (que ficamos na expectativa de que fosse tocar, porém houve algum problema que impediu a presença do baterista e aí não tinha como). Foram momentos agradáveis ao lado dos meus parceiros da equipe do site, das cantrizes Adelaide Teixeira e Luiza Braga, do jornalista Raul Bentes, do blogueiro Tony Leão e da minha colaboradora Bruna Raiol (que irá trabalhar na bilheteria da 5ª Noite Som do Norte, nesta quinta, no Café com Arte - e que aparece comigo nesta foto do Picasa do Funcional).



A publicação do post no site do Funcional também gerou uma grande alegria para mim - esta foto, que nem notei ser tirada (eu achei que o Tony tava se despedindo de alguém), é a primeira em que apareço com o Laço Branco da campanha pelo fim da violência contra a mulher! Laço este que me foi entregue por Larissa Medeiros e Lúcia Lima no sábado, no Café com Arte, em pleno Grito Rock Belém! Chique, isso.

Central de Abastecimento: Poema Urbano - Pablo Belusso

O cantor e compositor Pablo Belusso disponilizou hoje para download a prévia do seu CD Poema Urbano publicada em novembro aqui no Som do Norte. São três faixas do disco - “Saia Daqui”, “A Verdade” e “Par ou Ímpar” -, canções que já se fazem presentes na programação de rádios de Belém, do sul e sudeste do Pará e também do Paraná, onde Pablo esteve no começo do ano. O CD foi lançado com show na cidade de Rondon do Pará (PA), onde Pablo reside, em 28 de agosto de 2010, seguindo-se outros eventos, entre os quais a 4ª Noite Som do Norte, em Belém, no dia 26 de fevereiro.

Pablo Belusso, 27 anos, é natural de Imperatriz (MA). Teve seu primeiro contato com a música aos 9 anos quando começou a aprender teclado. Iniciou a carreira cantando em festivais de Rondon do Pará. Em 2002, quando morava em Santarém, participou de alguns grupos musicais, antes de fundar sua primeira banda de rock, Matéria-prima, da qual era o vocalista, violonista, tecladista e compositor. A partir de 2008 iniciou carreira solo. Entre suas principais influências, alinha The Beatles, U2, Queen, Coldplay, Radiohead, The Smashing Pumpkins, The Doors, ao lado dos nacionais Raul Seixas, Legião Urbana, Los Hermanos e Chico Buarque.

A faixa-título foi composta em 2006, quando o autor se mudara há pouco tempo de Santarém para a capital paraense, como ele conta: "é o cotidiano em uma grande cidade. Certo dia, acordei bem cedo para ir trabalhar e olhei na sacada do apartamento onde vi a cidade com seus prédios, trânsito, perigos, e comecei a escrever: Horizontes vão nascer, nas sacadas pra mostrar/ Os perigos pra vencer, os destinos pra mudar.... Fui trabalhar e, no decorrer do dia, terminei de fazer a letra da música."

Outras canções têm como tema o amor, as disputas no mercado de trabalho e as dificuldades da vida, algumas das quais inspiradas em fatos vividos pelo artista.

Clique na capa para baixar as músicas.



POEMA URBANO
Pablo Belusso - 2010

1 - Saia Daqui
2 - A Verdade
3 - Par ou Ímpar

Formato: MP3 - 128 kbps - 44 KHz
Duração - 11:07
Lançamento virtual: 21.3.11

domingo, 20 de março de 2011

Esperando a Festa: 5ª Noite Som do Norte


Falta pouco para nossa festa de março - a 5ª Noite Som do Norte acontece em Belém nesta quinta-feira, dia 24, a partir das 21h, com shows das bandas Johny Rockstar e Monovox, e com a discotecagem dos DJs Camilly (Peggy) e Roberto Figueiredo. Aqui você encontra reunidas todas as informações da festa, e material das bandas para já ir curtindo desde já!


Arte: João Sincera

JOHNY ROCKSTAR

A última apresentação da Johny em Belém foi em novembro do ano passado, no show da campanha beneficente Zoe Feliz. A banda conta com um público fiel em Belém, que sempre prestigia seu rock cheio de veneno e empolgação, que tem momentos de pegada forte pra agitos e também horas de baladas românticas para os apaixonados - em suma, música pop rock de qualidade e universal. Entre as influências do quarteto, estão Foo Fighters, Nirvana, Queens Of The Stone Age, Velvet Revolver, Metallica, Weezer e Los Hermanos. Os fundadores da Johny - Eliézer Wonkas III, Nata Ken Master, Elder Effe e Ivan Vanzar - integram ou já fizeram parte de importantes formações do rock paraense, como Madame Saatan, Suzana Flag, Eletrola, Ataque Fantasma e Clube de Vanguarda Celestial. Já se apresentaram em todos os principais festivais e casas de Belém, e seu show no Festival Casarão 2009 é lembrado até hoje em Porto Velho(RO) (seu hit "Alcalina" virou o hino daquela edição do festival). Já lançaram o EP Johny Rockstar Ao Vivo e o single Monoral.

Johny Rockstar no Festival Megafônica - agosto/2010
(Foto: Ricardo d'Almeida)


JOHNY ROCKSTAR
"
Alcalina" (Eliézer Wonkas III)




Clique na capa para baixar o single Monoral.


MONOVOX

A banda nasceu em 2009 com a ideia de fazer um rock com características oitentistas, aliando referências brasileiras (Ira!, Inocentes, Violeta de Outono) e européias (Joy Division, Cure, Smiths, Bauhaus). Inicialmente, Marcelo Tafarel (vocal, guitarra e órgão) convidou outros três músicos (Marcelo Rabelo - guitarra, Marcelo Campos - baixo e Silvio Boulhosa - bateria) apenas para gravar as composições que ele havia feito para o CD Rotação Setenta e Sete. O entrosamento do quarteto durante a gravação no estúdio Blue Submarino, em Belém, em 2010, levou à solidificação da ideia de atuarem efetivamente como uma banda. O CD foi lançado em show no Espaço Aberto Ná Figueredo em janeiro; na ocasião, Monovox já havia sido convidada pelo proprietário da Baratos Afins, Luiz Calanca, para tocar em 12 de março em São Paulo, no evento Rock na Vitrine, ao lado das paulistanas Coveiros da Quarta Parada e Johnny Brechó. A banda aproveita a Noite Som do Norte para lançar o primeiro clipe do CD Rotação Setenta e Sete: "Astronave".

MONOVOX
"Horas Incertas" (Marcelo Tafarel)
2011



Assista o clipe "Astronave", que será lançado oficialmente neste dia 24.


Serviço

5ª NOITE SOM DO NORTE

Shows: Johny Rockstar e Monovox
DJs: Camilly (Peggy) e Roberto Figueiredo
Local: Café com Arte (Trav. Rui Barbosa, 1437, entre Brás de Aguiar e av. Nazaré)
Fone: 3224-8630
Data: 24 de março, quinta
Hora: 21h (estreia do clipe "Astronave" às 22h)
Ingressos: R$ 15 (na hora)
  • Garanta seu ingresso mais barato (apenas R$ 10,00) colocando seu nome na lista amiga até o meio-dia do dia 24/3 - em http://ecleteca.com.br/noitesomdonorte - ou comprando antecipado no próprio Café com Arte ou na loja Morena Iaçá (Estação das Docas, Galpão das Artes - 2º andar)
Realização: www.somdonorte.com.br
Apoio: Coletivo Megafônica, Café com Arte, Cerpa, Ecleteca, MTV Belém, Morena Iaçá e Ponto Zero

  • VT promocional da 5ª Noite Som do Norte, produzido e exibido pela MTV Belém:

Na Rede: Lançado clipe "Salto Mortal", de Lia Sophia


Ontem o clipe de "Salto Mortal", a nova música de Lia Sophia que deve intitular seu quarto CD, teve duplo lançamento: no 3º Baile BregaChic e no site da M.A. Filmes.

O clipe foi gravado em dois dias. As cenas em que Lia aparece foram registradas em 22 de fevereiro (no mesmo dia, divulgamos algumas das fotos que Naiara Jinknss fez da gravação no post Lia Sophia grava clipe de "Salto Mortal", onde você também pode ouvir a canção). Já as cenas em que figuram os artistas do Circo Nós Tantos Ykaro Lua e Marina Trindade foram filmadas no dia seguinte, quando Lia já estava a caminho do Recife para acompanhar o Porto Musical.

Três noites, dois Gritos (Capanema e Belém)


De quinta a sábado, estive acompanhando dois dos Gritos Rock realizados este ano no Pará - dias 17 e 18, em Capanema, e dia 19 em Belém.

Capanema

Minha viagem a Capanema foi a convite da banda Destruidores de Tóquio, que organizou o primeiro Grito Rock da cidade, que dista 160 km da capital. Fui para lá na tarde da quinta, saindo de Belém numa van fretada pelo grupo, na companhia da fotógrafa Ana Flor, do diretor do programa Invasão da TV Cultura, Robson Fernandes, e do jornalista Raul Bentes (TV Cultura/ Independentes do Brasil). Acomodados no Hotel Central, jantamos em seguida no restaurante Camurcinha, ao lado do Vídeo Seller, local dos shows.

O Vídeo Seller não é exatamente uma casa de shows de rock. Aberto como videolocadora, perdeu a parada para a pirataria de DVDs e virou um local onde acontecem festas de pagode. A adaptação para o evento não teve maiores problemas, salvo a questão esquisita de os banheiros ficarem atrás do local onde foi instalado o palco (o que, devo dizer, não causou problema algum. Mas que era esquisito era). A primeira noite deu pouca gente; a segunda lotou o espaço.

Para mim, os destaques da primeira noite, a de quinta, foram, nesta ordem:
  • Sincera (Belém-PA) - A última a tocar, fez um showzaço, com muito improviso e direito a performances do vocalista Daniel (que numa hora pedia, apontando para os holofotes: Tudo vermelho! Tudo vermelho!, até ser atendido). Num dado momento, Daniel se retirou do palco, o que motivou um longo solo do baixista Pedro. O show vigoroso teve ainda como curiosidade uma moça da plateia, com um short muito curto, que volta e meia levava alguma latinha de cerveja pro Daniel. O show, e a noite, acabaram com João Sincera jogando sua guitarra sobre a bateria.


Enquanto João raspa a guitarra na borda do palco,
a moça bebe calmamente

  • Tecnotrash (Capanema-PA) - Apresentou sua original mistura de rock com tecnobrega, basicamente em temas instrumentais conduzidos pelo teclado de Nazo (um dos Destruidores de Tóquio). A galera curtiu, principalmente "Disfusão", o primeiro single da banda (e que consta do CD O Dia do Exu, lançado pelo Som do Norte). Chamou a atenção a combinação das animações projetadas no fundo do palco com as camisetas coloridas do grupo (que eles jogaram ao final, atendendo o pedido da plateia).


Muita cor no show do Tecnotrash

  • Códex (Bragança-PA) - Combina bem letras políticas, com críticas sociais, com uma levada vigorosa de hard rock. O guitarrista Loro fez bons solos.


Códex

Também se apresentou neste primeiro dia a banda Octoplugs, de Peixe-Boi (PA). Composições interessantes, a maioria sobre relacionamentos mal-sucedidos (o que já fica visível a partir dos próprios títulos das músicas, como "Morte Súbita" e "Perto do Fim"). A performance do grupo ficou prejudicada pelo fraco desempenho da vocalista Bárbara (ela cantou quase o tempo todo com o diafragma contraído, prejudicando sua emissão vocal). Bárbara é autora de uma das músicas apresentadas, "Agora Ele Chora" (que, como brincou o grupo, "apesar deste nome não é um brega"). A participação da Octoplugs encerrou com "Carimblues", adaptação blues de um carimbó composto pelo avô de Bárbara, Orlando do Carimbó. Uma das bandas programadas, a carioca Cordel Eletrônico, não apareceu nem deu satisfação alguma a respeito (ao menos até a hora em que saí de Capanema, na tarde do sábado).


Octoplugs (ao fundo, pode-se ver a porta do banheiro
masculino, que ficava atrás do palco...)


O segundo dia de shows, na noite de sexta, foi marcado pela ausência da banda paulista Suéteres. Já em Belém, o vocalista Lucas se sentiu mal e cancelou o show em Capanema - a notícia foi recebida pelos Destruidores por volta das 16h e gerou muita preocupação. A questão foi contornada da seguinte forma: Camillo Royale, que já estava na cidade, onde ministrou um Workshop de Guitarra na quarta, dentro da programação do Grito, aproveitou a presença de Felipe Dantas (que se apresentou com a Aeroplano) e convocou o baixista Wilson Fujiyoshi para juntos fazerem um momento histórico - o último show da Turbo com esta formação, já que Felipe agora irá se dedicar exclusivamente à Aeroplano.
  • Turbo (Belém - PA) abriu os trabalhos da noite final com uma grande apresentação, mesclando sucessos antigos ("Eu Sou Feio mas Ela Gosta de Mim", "Denise") com canções novas ("A Caixa do Nada", "Cirilo"). Um bom momento foi ao final, com a participação do guitarrista João Sincera em "Fator Yoko".


Duelo de guitarras: João Sincera e Camillo Royale

  • Seguiu-se um show correto da Aeroplano (Belém - PA), que só não foi ótimo como de costume porque teve a prejudicá-lo o péssimo ajuste do microfone do vocalista Eric. Talvez por isto, em dado momento a banda optou por fazer um longo solo instrumental improvisado. Entre um show (Turbo) e outro (Aeroplano), o único que não se mexeu no Vídeo Seller foi o baterista Felipe, que como dito acima fazia seu último show pela Turbo e integra a Aero.


Aeroplano

  • A terceira banda a tocar foi a anfitriã. Os Destruidores de Tóquio (Capanema - PA) mesclaram sucessos dos vários trabalhos (levando a galera a pirar com "A Vaca Foi pro Brejo") e fecharam com uma releitura de ponto de macumba em forma de rock, que já antecipa o próximo lançamento do grupo.


Destruidores de Tóquio

  • A Vinil Laranja (Belém - PA) fez o melhor show do Grito Capanema. Sua energia e peso sonoro, combinado com o apelo pop das melodias, botou literalmente todos pra dançar e gerou uma roda de pogo constante que deu certo trabalho aos seguranças (mas que não resultou em nenhum incidente).


Vinil Laranja

  • Com características musicais semelhantes à Vinil (apenas com um peso roqueiro maior substituindo o apelo pop), a Velttenz (São Luís - MA) também fez um bom show, mas que foi recebido sem tanto entusiasmo pelo público - já faltava perna depois de tanto pular com Vinil. Destaco o final do show, onde, num lance bem rock'n'roll, os maranhenses convidaram João Sincera para tocar com eles, sem ensaio algum anterior. Ao final, novamente João jogou a guitarra, desta vez no chão.


Velttenz

Na tarde da sexta, fiz meu primeiro Workshop de Jornalismo Cultural numa cidade de interior do Norte. Tivemos cerca de 20 pessoas, entre jornalistas, artistas e professores, interessados em ampliar seus conhecimentos sobre Jornalismo Cultural e conhecer a minha trajetória (é constante a curiosidade sobre o jornalista gaúcho que se dedica a escrever sobre música do Norte...). Foi uma bela experiência, ao menos para mim, e fico muito grato aos Destruidores pela oportunidade.

No sábado a tarde, voltamos a Belém novamente de van (eu, Ana Flor, Robson, Renato e a galera da Velttenz), chegando no começo da noite. Dali a pouco, o rumo indicava o Café com Arte, para o Grito Rock Belém.

Belém

A programação da capital incluía algumas bandas que haviam tocado em Capanema - Aeroplano, desta vez com o microfone de Eric bem ajustado; Vinil Laranja (à direita), numa apresentação muito boa, sem porém repetir a performance da véspera; e Velttenz (abaixo), que não assisti (a banda me falou que se sentiu melhor tocando em Belém - pode parecer incrível, mas o show de Capanema era a primeira vez deles fora de São Luís!).



Eric (Aeroplano) tocando guitarra com os dentes ("De leve")


Tivemos ainda, na abertura, o metalcore de A Red Nightmare (Belém - PA) (acima) e a irreverência da Mostarda na Lagarta (Belém - PA), que fez um show muito mais solto (e com menos bregas) do que o da 4ª Noite Som do Norte (com direito a convite para Nettão, da Vinil assumir a batera no lugar de Moicano em "Mosqueiro", também sem ensaio, o que dessa vez não deu muito certo...).


Tiago Minhoca (Mostarda na Lagarta)


Ao final, a grande expectativa, claro, era quanto à performance dos Suéteres (Pirassununga - SP). Embora o vocalista Lucas (ao lado) estivesse visivelmente descontado, se esforçando bastante para estar no palco, o show foi bem dançante e divertido, agitando a galera presente no Café. A banda chegou a atender os pedidos de bis, tocando duas a mais que o previsto, inclusive um cover em inglês.


No quintal, só La Orchestra Invisível (acima) tocou, a participação da Paris Rock foi cancelada em função do horário (já passava de 1h, horário limite para shows no ambiente externo do Café).
  • Conversei com o pessoal da Vinil Laranja e da Sincera sobre a diferença das performances de suas bandas na capital e no interior. Eles consideram que o que muda mesmo é a resposta do público de fora de Belém, que recebe as bandas mais calorosamente (certamente por ser mais ocasional a presença delas). Já em Belém, o público de certa forma já sabe o que esperar, não havendo tanto o fator surpresa, o que torna quase impossível repetir os memoráveis momentos que ambos os grupos proporcionaram a Capanema.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Amapá: Grupo Raimundo Ladislau começa a organizar o Ciclo do Marabaixo


Por Mariléia Maciel
(texto e fotos)

A Associação Cultural Raimundo Ladislau é a primeira do Amapá a tomar iniciativa para garantir a independência dos grupos folclóricos no Ciclo do Marabaixo deste ano. Neste sábado, 19, eles promovem uma festa com sorteio de prêmios e apresentação do grupo do bairro Laguinho. Danniela Ramos, presidente, diz que a decisão de fazer a promoção é para que a festa do Ciclo continue dentro do padrão de qualidade, que é marca da Associação, sem depender integralmente do Governo do Estado, e ainda para inserir a promoção no calendário de homenagem ao padroeiro de Macapá.

Crianças do Laguinho

Eles escolheram o sábado por ser o dia de São José; os moradores poderão contribuir e contar com mais uma opção cultural e de lazer na cidade. A programação inicia às 12h com sorteio de prêmios variados e som mecânico. A partir das 17h começa a parte cultural com apresentação do grupo Raimundo Ladislau, que reúne mais de 100 integrantes entre crianças, jovens, adultos e idosos. O grupo segue a tradição e dança a maior identidade cultural do povo amapaense com a participação de todos os presentes. “Esta festa não é só para angariar recursos, iremos homenagear nosso padroeiro”, diz Danniela.

Ciclo do Marabaixo - A festa anual inicia na Semana Santa e encerra no dia de Corpus Christi com as homenagens à Santíssima Trindade e Divino Espírito Santo. Eles são festejados por quatro grupos familiares tradicionais em dois bairros de Macapá e um na localidade de Campina Grande. Com o passar dos anos, a festa deixou de ser feita inteiramente pelas famílias que patrocinavam a festa em pagamento a uma promessa e começou a receber recursos do Governo do Estado.


Enfeitando o mastro

Hoje a tradição continua com a derrubada dos mastros nas matas do Quilombo do Curiaú, levantamento deles com rodadas de marabaixo até o amanhecer regado a caldo e gengibirra, missa, novenas, bailes dançantes e a derrubada dos mastros. Mas a partir deste ano a proposta do governo é que o Estado dê apoio sem que os grupos dependam unicamente desse recurso.

Fazendo gengibirra

A festa continua -“Continuaremos a investir na cultura, sem dúvida, mas não podemos arcar com todas as despesas. Hoje o marabaixo tem respaldo para manter a tradição durante o ano inteiro, fazer apresentações fora do Ciclo e do Encontro dos Tambores e se transformar em atrativo turístico. Estamos abertos, tanto quanto o Governo Federal e empresas, para contribuir com projetos que promovam cultura e gerem renda o ano todo. A Danniela e seu grupo merecem da população todo o respeito pela iniciativa”, afirma o secretário de Cultura, Zé Miguel.

Servindo caldo

Para Danniela, “desde que foi criado sempre procuramos fazer promoções para garantir roupas bonitas, coloridas, que tornem o marabaixo uma atração turística, sem perder nossa identidade. Agora, conscientes de que o Estado passa por dificuldades, vamos fazer mais promoções e com certeza neste Ciclo teremos o mesmo brilho. Continuaremos a tradição de oferecer caldo e gengibirra, mostrando o verdadeiro marabaixo feito pelo povo. Não dá pra dizer que o Ciclo não foi bonito por culpa do Governo, temos que resgatar a tradição das famílias, amigos e vizinhos fazerem a festa”.

Tia Biló
Serviço

Hora: 12h (sorteio de prêmios)
17h (rodada de marabaixo até meia-noite)
Local: Casa da Tia Biló -Rua Eliezer Levi, entre Mãe Luzia e Nações Unidas
Cartela: R$ 1,00
Prêmios: 1 aparelho de DVD, 1 micro system, 1 aparelho celular, 1 cafeteira, 1 liquidificador, 1 pen-drive de 8 gigas, 1 caixa de frango, 1 ventilador, e mais prêmios surpresa.

Tias Biló, Fé e Zefa