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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Foi Show: Juliana Sinimbú no Municipal


Belém, 20 de janeiro. Poucos minutos depois de Juliana Sinimbú (ao lado, com Renato Torres, em foto minha de 2.7.15, feita em show no Espaço Aberto Ná Figueredo) começar a cantar, com a doçura que só ela tem, pérolas do quilate de "Esotérico" (Gilberto Gil) e "Reza" (Edu Lobo - Ruy Guerra), eis que um garçom do Bar Municipal lhe entrega um bilhete escrito num guardanapo. O bilhete assim dizia: "Sua voz é linda!!! Cante músicas + conhecidas".

(Parêntese. Considero no mínimo intrigante que alguém, indo a um lugar que tem música ao vivo, chegue com a expectativa de ouvir o que poderia escutar sem sair de casa... Fecha parêntese)

Juliana reagiu com bom humor à mensagem: "Ué, como assim? A pessoa não quer conhecer músicas novas?", e seguiu com sua inspirada seleção para a noite daquela memorável quinta-feira, em que foi acompanhada pela banda Clepsidra - em alguns momentos, Renato Torres assumiu o vocal, como em "Meia Lua Inteira" (Carlinhos Brown) e em "Suspeito" (Arrigo Barnabé). Nesta, um requinte - Renato canta a letra toda, cabendo à Juliana apenas a frase que teria sido escrita com batom: "Tchau, trouxa, foi bom". Ambos também apresentaram sua parceria "Botão de Rosa".

Aliás, várias outras músicas da compositora Juliana Sinimbú foram entoadas nesse dia 20: "O-mar", "Simpatia" e um trecho de sua parceria com Felipe Cordeiro, "Sonho Bom de Fevereiro" (que alguém pediu, através de outro bilhete-guardanapo). Juliana agradeceu muito o pedido, e cantou apenas o refrão e a primeira estrofe, justificando-se por não apresentar o samba por completo porque o novo arranjo para que ela o cante só com a Clepsidra ainda não ficou pronto, mas prometeu que não irá demorar.

Mas enfim, afora as composições de Juliana e do seu convidado para a canja da noite, Arthur Espíndola (com a participação especial da cantora Luê), boa parte do repertório daquela quinta foi cantado junto pela maioria do público que lotava o bar, provando que não se sustenta o argumento que embasou o bilhete citado na abertura do texto. La Sinimbú mandou ver inclusive uma música de Raul Seixas ("Al Capone"), brincando com o pedido-padrão de todos os barzinhos do Brasil: Toca Raul!!! (Nesse dia ninguém pediu, mas depois ela me contou que isso vivia lhe acontecendo à época do extinto Café Imaginário). Enfim, foram duas horas maravilhosas, que passaram por "Velha Roupa Colorida" (Belchior) e "Flor da Idade" (de Chico Buarque, com participação de Renato no vocal) e encerraram com "De Frente pro Crime" (João Bosco - Aldir Blanc).

  • E atenção! Nesta próxima quinta, 27 de janeiro, o show de Juliana no Municipal contará com a participação especialíssima de Lia Sophia! Som do Norte recomenda!!!

2 comentários:

  1. Adoreeeei a resenha! Eis uma figura detalhista!
    Obrigada mil vezes!
    Juliana Sinimbú

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  2. massa mesmo a resenha, Fabio! apareça sábado no Clepsidra!

    abração,

    r

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