quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Agenda Macapá: Boêmios do Laguinho

Por Mariléia Maciel

A Universidade de Samba Boêmios do Laguinho vai comemorar no próximo dia 2 de janeiro, domingo, 57 anos de carnaval com a “Festa da Canção”. A programação da agremiação de samba reconhecidamente mais antiga do Estado do Amapá vai acontecer na sede da Universidade a partir do meio-dia, com feijoada, samba e apresentação da Bateria Pororoca, comandada por mestre Carlinhos Bababá. Durante a programação os compositores do Laguinho serão homenageados, entre eles os que são tema do enredo de 2011, Fernando Canto e Osmar Júnior, o menestrel de Boêmios, Francisco Lino, e outros que fazem parte da Ala de Compositores da escola, como Nivito, Carlos Peru, Mestre Bené, Heraldo Almeida e outros.

Boêmios na avenida

Com o enredo “LAGUINHO ÁFRICA MINHA: CANTOS E REVOADAS DE DOIS POETAS GENIAIS”, em homenagem aos poetas do bairro Laguinho, Fernando Canto e Osmar Júnior, Boêmios dá início ao carnaval 2011 no dia do aniversário e já antecipa novamente uma apresentação grandiosa como as que têm sido nos últimos anos.

- São quase 60 anos de carnaval e comemoramos não somente os títulos conquistados, mas também nossa contribuição ao carnaval do Amapá, conseguimos mudar o conceito de beleza e estética no carnaval e o início da abertura para que outras escolas se apresentassem em um nível comparável, realmente, aos grandes carnavais do Brasil - relembra o presidente Vicente Cruz.

Vicente Cruz e Heraldo Almeida

A festa é aberta a todos. A sede da Universidade de Boêmios está localizada na avenida General Osório, entre Eliezer Levi e General Rondon.

Conexão Vivo seleciona 26 projetos paraenses


O Conexão Vivo anunciou no final desta manhã o resultado do seu primeiro Edital de Projetos, que selecionou 128 propostas de 6 estados brasileiros - Bahia, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo. Metade foi selecionada por uma curadoria composta por Décio Coutinho, gerente da unidade de Negócios e Turismo do Sebrae em Goiânia (GO) e ex-coordenador Nacional de Cultura da instrituição; Gilberto Monte, músico e diretor de música da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb); Cacá Machado, músico e ex-diretor de Música da Fundação Nacional das Artes (Funarte), atual diretor do Centro de Referência do Auditório Ibirapuera (SP); e Cristiano Abud, roteirista e diretor, fundador da Abuzza Filmes (Belo Horizonte); a outra metade, por seleção direta pelos gestores do Conexão Vivo.

A concentração em tão poucos Estados (apenas 6, dos 27 que compõem a Federação) pode causar estranheza, mas tem a ver com as características do edital, que só aceitava inscrição de projetos aprovados em Leis Estaduais de Incentivo à Cultura. Como tuitou há pouco o gestor do Conexão Vivo, Kuru Lima, "O Edital do Conexão Vivo é baseado nas leis estaduais. São poucos os estados que a tem funcional, mas os projetos aprovados no Conexão Vivo, articulados em rede podem atingir todo o país. Foi o desafio proposto a eles: compartilhar. Mais estados precisam implantar o mecenato estadual, que exija contrapartida real da inciativa privada. Mecenato + Fundos não reembolsáveis + Fundos reembosáveis + Dotação Orçamentária para as Secretarias de Cultura: o caminho para alavancar o setor."

Já a concentração especificamente nesses seis estados - das 512 propostas inscritas, 216 eram de Minas Gerais, 80 da Bahia e 68 do Pará - é assim avaliada por Marcos Barreto, gerente de Cultura e Sustentabilidade da Vivo: “O grande volume de inscrições e selecionados nestes estados é resultado da atuação já consolidada do Conexão Vivo, que encontrou parcerias de qualidade com produtores culturais e artistas nestas regiões."

Destacamos entre os selecionados: a gravação do CD Trelelê, da cantora Aíla, artista cuja carreira o Som do Norte passa a apoiar em 2011; e a circulação do show do CD Sonho Bom de Fevereiro, de Juliana Sinimbú, disco que também conta com o nosso apoio.

EDITAL CONEXÃO VIVO 2010 - PARAENSES SELECIONADOS

CURADORIA

Categoria: Produtos + Circulação de Espetáculo Musical / Turnê individual ou coletiva
  • Madame Saatan - Gravação do CD e Circulação
Categoria: Produtos
  • Caixa Casarão Cultural Floresta Sonora (Juca Culatra / Metaleiras da Amazonia / Leo Chermont / MG Calibre / Floresta Sonora)
Categoria: Circulação de Espetáculo Musical / Turnê individual ou coletiva
  • Circuito Belém APARECIDA . Iva Rothe
  • Se Liga no Tremor da Língua - Marco André
  • Show Mestre Vieira - 50 Anos de Guitarrada
  • Turnê “A Nova Música da Amazônia” - Selo Ná Figueiredo: Mestre Curica / Juca Culatra / Pio Lobato / Delcley Machado / Gangue do Eletro / Curimbó de Bolso
  • Música na Estrada 2 - Francy Oliveira
  • Se Rasgum Apresenta
  • Seletivas Se Rasgum 2011
Categoria: Pesquisa, Formação e Qualificação do setor musical e áreas de interface
  • Semana de Profissionalização de Música nos Interiores - Renée Chalu Rocha de Medeiros
  • MúsicaParaense.Org - Parte II: ações educativas, hipervídeos e broadcasting -Edvaldo Souza (MusicaParaense.Org)
  • Rede Rádio Cipó de Comunicação Digital - Coletivo Rádio Cipó
SELEÇÃO DIRETA VIVO

Categoria: Produtos + Circulação de Espetáculo Musical / Turnê individual ou coletiva
  • Afroameríndio - Trio Manari
  • Feitiço Caboclo - Dona Onete
Categoria:Produtos
  • Brazônida II - Ivan Cardoso
  • DVD Planeta dos Macacos - Delinquentes
  • Trêlêlê - Aíla
Categoria: Circulação de Espetáculo Musical / Turnê individual ou coletiva
  • Ao Vivo - Adriana Cavalcante (participações: Gláfira, Lia Sophia, Renato Torres, Charles Andi e RandFrank)
  • Circulação CD Sonho Bom de Fevereiro - Juliana Sinimbú
  • Cidades do Jazz - Dayse Addario
  • Show de Lançamento do DVD Corda Bamba - Zarabatana Jazz
Categoria: Festival/Mostra
  • Festival Marajoara de Cultura Livre
  • Mostra Internacional de Cultura do Marajó
Categoria: Registro Audiovisual / Documentários / Ficção Documentário
  • Mestre Vieira - 50 anos de guitarrada - Luciana Medeiros
  • É dia de Amundiá – Documentário . Marcelo Rodrigues Silva (Soatá)
Categoria: Blogs, Sites e Portais
  • Revista Seleta - A Música da Amazônia para o Mundo . Marcelo Damaso (Revista Seleta)
Ainda com alguma ligação com o Norte, temos: a turnê da Baianasystem (BA) passando por Belém, e a turnê de lançamento do DVD ao vivo Luz Negra, da amapaense Fernanda Takai, inscrita por Minas Gerais.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Central de Abastecimento: "Não Sei" - Projeto SIM


Quem encerra o ano em alta é a banda paraense Projeto SIM, lançando o primeiro single e com novos integrantes. Roberto Bino (violão/banjo/voz), Rennan Silva (guitarra) e Peterson Bentes (bateria) vieram se somar aos dois únicos remanescentes da formação original, Ariel Andrade (baixo/voz) e Thiago "Amaral" (guitarra/voz).

O single traz a música "Não Sei", com Roberto no vocal e uma levada meio Jovem Guarda. Clique na imagem para baixar o som.



"Não Sei"
Projeto SIM - 2010
320 kbps - 44 KHz
Duração - 2:51

O que está em lei não se negocia!!!!

Por Carlos Neri Serra

Surgiu aqui no Tocantins a ideia de, para garantir os recursos DESTINADOS EM LEI para o Fundo Estadual de Cultura - PROCULTURA na Lei de Diretrizes Orçamentárias, negociar o valor, para que não percamos com a "recessão" do Governo no ano de 2011...

Ocorre que o que está em Lei não pode ser negociado.

Se a Lei estabelece 0,5% da arrecadação tributária líquida do Estado para o PROCULTURA, então tem que ser o que a Lei estabelece... Não há o que se negociar...

A Cultura Tocantinense não pode perder aquilo que lhe foi destinado em Lei...

Se os recursos estão escassos por conta de falcatruas, desvios e outras esculhambações então que os Deputados deixassem de dar aumento salarial a si próprios e destinassem os recursos para tapar os rombos do Estado.

Os recursos destinados em Lei para a CULTURA TOCANTINENSE não podem, por força de Lei, ser destinados a cobrir outros custeios. Se assim acontecer caracteriza-se DESVIO DE FINALIDADE, o que para um gestor público acarreta processo e possível perda de mandato.

Por isso não se pode negociar com o que em Lei está disposto.

E VAMOS PARAR COM ESSA HISTÓRIA DE QUE EM NOME DE UMA BOA RELAÇÃO COM DEPUTADOS E GESTORES A CULTURA PODE E DEVE PERDER AQUILO QUE LHE É DEVIDO POR DIREITO....

OU SOMOS ARTISTAS IMBUÍDOS EM MODIFICAR A REALIDADE CULTURAL DE NOSSO ESTADO COM PLENO OBJETIVO DE DESENVOLVÊ-LA E DISPONIBILIZÁ-LA AOS TOCANTINENSES OU ESTAREMOS FADADOS A VIVERMOS DE OUTROS RECURSOS E FONTES DE RENDA QUE NÃO AQUELAS ORIGINÁRIAS DE NOSSAS PROFISSÕES...

A Lei de 1.402 de 2003 nunca foi cumprida pois, havia a desculpa de que não estava regulamentada... Porém a sua regulamentação ocorreu em 2010 quando o governador Carlos Gaguim baixou o Decreto 3.929 de 15 de janeiro e logo em seguida outro decreto destinando os recursos para o PROCULTURA. Valores que até então nunca foram repassados.

Se existe a Lei, deve, no mínimo, ser cumprida...

E se houvesse essa possibilidade de se negociar com o que determina a Lei... não precisaríamos de Leis, Decretos, Normas, Regulamentos. E não precisaríamos tão pouco de vereadores, deputados etc. etc. Bastaria a implantação de uma ágora e os juízes e o povo dariam conta do recado...

Em matéria de leis aprovadas, já tivemos: uma Secretaria de Estado da Cultura (Lei 1.096/99); uma Lei de Incentivo à Cultura (1.402/2003) e um Decreto que a regulamenta (3.929/2010); uma Lei que institui o calendário Cultural do Estado (1.525/2004)

E qual foi o ganho real da Cultura Tocantinense durante esses últimos 11 anos???

SAÚDE E PAZ!!!!



*Diretor da Cia. Aleathorim Circus

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Agenda Belém: Bar-Teatro Vitrola

Nilson Chaves e Simone Almeida são as atrações do Bar-Teatro Vitrola nesta quarta, 29 de dezembro. O show inicia às 22h30 e o ingresso custa R$ 15.

Durante as festas de Ano Novo (31/12/10 e 1/1/11) a casa estará fechada, reabrindo às 13h30 de 2 de janeiro, com a tradicional feijoada com samba, que fica a cargo de Tony Melodia e Kiko. O ingresso de R$ 10 dá direito à feijoada e a um chopp.

Informações? O telefone do Vitrola é 91-4141-6362.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Elisa Maia começa a gravar 1º CD em fevereiro

No começo de dezembro, a cantora e compositora Elisa Maia teve aprovado pelo Proarte (Programa de Incentivo à Arte do Governo do Amazonas) seu projeto de gravação do primeiro CD solo. O disco já tinha sido contemplado no edital de Microprojetos na Amazônia Legal, da Funarte. Recursos garantidos, o projeto está em fase de planejamento, feito por Elisa em conjunto com Caio Mota, do Coletivo Difusão. A gravação deve iniciar em fevereiro de 2011, com lançamento previsto para outubro. Elisa pretende contar com um produtor do Sudeste que tenha afinidade com seu som - onde, para citar suas palavras, "o samba, o funk, o reggae, o dub e o rock se misturam sem preconceitos, criando uma identidade única e inesperada."

Elisa comenta o anúncio do Proarte e fala um pouco do que pensa para sua estreia solo, além de cantar "Para Musos", acompanhada por Caio ao violão, neste vídeo que reproduz o Pocket Notícias da MTV Manaus que foi ao ar em 6 de dezembro.



As influências de Elisa são muito variadas. Aos 6 anos, ela já cantava canções/orações na igreja; seus pais foram vocalistas de grupos gospel nas décadas de 1970 e 80. O rádio de casa trazia os sucessos dos anos 80: Sandra de Sá, Tim Maia, Os Paralamas do Sucesso, Gilberto Gil, Titãs, Marina Lima... Na década de 90, além de seguir acompanhando os artistas destacados pelas emissoras do Sudeste (Marisa Monte, Jorge Benjor, Djavan, Cássia Eller), estava antenada com o melhor da produção de seu Estado (Cileno, Raízes Caboclas, Felicidade Suzy, Célio Cruz, Eliana Printes e outros). Mais recentemente, mergulhou nas pérolas legadas por Elis Regina, Paulinho da Viola, Zé Ketti, Trio Mocotó, Elza Soares, Wilson Simonal, Cassiano, Clara Nunes, que estão em sua preferência lado a lado com Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, Natiruts, Funk Como Le Gusta, Max de Castro, Paula Lima, Lucas Santtana, Planet Hemp, O Rappa.

Aos 8 anos, Elisa ingressou no Centro de Artes da Universidade Federal do Amazonas (CAUA), onde ao longo de quase dez anos estudou piano, canto, violão e flauta e teve suas primeiras experiências em palco. Em 2001, passou a ser backing vocal da banda de reggae Johnny Jack Mesclado, com a qual se destacou na noite de Manaus, além de tocar em Roraima, São Paulo e Rio Grande do Sul e gravar dois CDs - Que Jah abençoe e Luz de raiz. Em 2008, deixou a banda para se dedicar à carreira solo, começando a compor músicas como “Me chama pra pista”, “O que é melhor...”, “Chuva pra o amor nascer” e as novas “Para musos” e “Amor, pra mim”, que tem cantado pelos bares de Manaus, e que podem ser ouvidas em versões 'demo' em www.myspace.com/elisamaiacantora. Elisa também pretende incluir no disco músicas de compositores da sua geração.

Aguardemos!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Agenda Belém: Bafafá ProMusica

Na tarde de domingo pós-Natal, o poeta, cantor e escritor Paulo Martins apresenta as músicas do seu CD Bafafá do Pará, que tem previsão de lançamento para o primeiro trimestre de 2011. Participam do show Andréa Pinheiro, Augusto Hijo e banda, as bandas Álibi de Orfeu e Suzana Flag, Kim Marques e o músico Rand Frank. O show acontece no anfiteatro da Praça da República, a partir das 15h, com acesso grátis.

Acompanhando Paulo, Delcley Machado (violão e guitarra), Adelbert Carneiro (contrabaixo), Jacinto Kahwage (teclado) e Edvaldo Cavalcante (bateria). Entre as músicas que serão executadas estão "O Dia Mente" e "Que Tal me Dar" (letra e música de Paulo Martins), "Macumbeira"e "Maria Alice" (parcerias com Plínio Dourado) e "Bafafá do Pará" (parceria com Luciano Dourado).

Paulo Martins

Trio Manari realiza Workshop de Percussão no Rio de Janeiro

Por Adriana Sanglard

O Trio Manari realiza uma oficina gratuita de ritmos da Amazônia no Rio de Janeiro. Ótima chance de conhecer o trabalho pioneiro de mapeamento, documentação e recriação artística da música percussiva brasileira realizada pelo Trio, que irá mostrar na teoria e na prática a diversidade de ritmos como o Lundu, Bangüê, Samba de Cacete, Zouk, Boi-bumbá, Marabaixo, Carimbó, Merengue, Siriá, entre outros.

Oriundos do Curso de Percussão do Conservatório Carlos Gomes, principal escola de musica do Pará, Nazaco Gomes, Kleber Benigno e Márcio Jardim criaram o Manari em 2000. Ao longo de sua trajetória, o Trio realizou turnês por nosso País e pela Europa com os cantores Marco André e Fafá de Belém, respectivamente, além de diversas apresentações solos.

Serviço

Workshops Trio Manari
Quando: 11 a 13 de janeiro (de terça a quinta-feira)
Local: Centro de Referência da Música Carioca
Endereço: Rua Conde de Bonfim, 824 – Tijuca - Rio de Janeiro
Hora: 14h
Quanto: Grátis.
Inscrições e informações: 21-3238-3880.

Agenda Rio de Janeiro: Marco André

Por Adriana Sanglard
(Fotos: Livio Campos)

Na região Amazônica e especialmente no Pará, a fama dos guitarreiros e percussionistas cresce a cada dia. O paraense Marco André, inventor do guitanjo, instrumento construído a partir da sonoridade do banjo de carimbó somado à guitarra elétrica, também transita naturalmente por este universo. Artista dos mais inovadores na mistura dos beats eletrônicos com tradicionais ritmos brasileiros, especialmente os do Norte, em janeiro estará à frente do projeto Planeta Amazônia, fusão de diversos mundos sonoros formados a partir das experiências realizadas ao longo da carreira.

Bebendo na fonte da rica influência da música caribenha e passeando pela mistura do Brega com Drum'n’bass, denominada carinhosamente pelo artista de Brega'n’bass, Marco André apresenta no Rio três shows, nos quais será acompanhado pelo Trio Manari (Nazaco Gomes, Kleber Benigno e Márcio Jardim, percussão), Humberto Araújo (sopros) e Rômulo Duarte (baixo).

Estarão lá, o samba, a guitarrada, as melodias de modinhas portuguesas, o zouk das Guianas, as tradições herdadas dos escravos através das danças e dos batuques afros, além do Carimbó, Hip Hop, Boi Bumbá, Bangüê, Marabaixo, entre outros gêneros, mixados às características de sons contemporâneos armazenados num Pro Tools.

Deste universo recheado de peculiaridades surgiu o roteiro do novo show de Marco André, como ele mesmo conta:

- Estou preparando um set com ‘Amazônia Groove’; ‘Beat Iú’; ‘Pequeno Dicionário do Amor’ (o Brega'n’bass do amor); a inédita ‘CaBloco Muderno’ (que mistura ritmos da Amazônia com instrumentos das escolas de samba), ‘Gueixa’ e ‘Caringlobalizado’, que sintetiza bem meu trabalho. ’Abaluaiê’, do compositor paraense Waldemar Henrique, ‘Sonífera Ilha’, dos Titãs (numa versão minha), ‘Por Causa de Você’, de Jorge Ben Jor, e um pot-pourri de Carimbó incluindo músicas do Pinduca completam o repertório dos shows.
"CaBloco Muderno" também é o nome do bloco idealizado pelo paraense, cuja raiz é a cena contemporânea amazônica. A estreia do bloco nos palcos do Rio será no dia 29 de janeiro, dando uma amostra da pegada nortista de sua bateria, colocando curimbós, barricas e caixas de marabaixo para pulsar junto a surdos, tamborins, repiques. No comando da parte rítmica estão dois expoentes da percussão brasileira: Robertinho Silva (responsável por fundir a carioquice com a linguagem cabloca, com anos de trabalho junto a João Donato) e o Trio Manari, especialista nos ritmos amazônicos. A harmonia será incumbência do líder da Orquestra Crioula, o carioca Humberto Araújo - saxofonista e arranjador especializado em ritmos do cotidiano do Rio como choros, jongos, sambas.

Cantor, compositor, arranjador, instrumentista e produtor, Marco André despontou no Brasil depois da gravação da música ‘Meu bem, meu mal’ de Caetano Veloso, trilha de abertura da novela de mesmo nome produzida em 1990 pela TV Globo - a música era uma faixa do seu LP de estreia, Olhar e segredo (Warner/Continental). Seu segundo disco saiu em 2002: a coletânea Marco André 20 anos, incluindo “Terra à Vista”, com a qual Marco se apresentou no Festival da Música Brasileira promovido pela Globo em 2000.


O pai de Marco, Alfredo Oliveira, é um dos maiores vencedores de sambas de enredo no Pará. No Rio, Marco faz parte da ala de compositores da Portela e desfilou na Marquês de Sapucaí em 2004 cantando o samba da Viradouro em homenagem ao Círio de Nazaré junto com Dominguinhos do Estácio.

Também em 2004, lançou o 3º disco, Amazônia Groove. Em 2005, ganhou o Prêmio TIM como melhor cantor regional, e no ano seguinte, lançou o CD Beat Iú, elogiado por Nelson Motta, Lauro Lisboa Garcia e Tárik de Souza. O DVD Beat Iú ao vivo foi gravado em 2008 no Rio de Janeiro, com direção de Roberto Talma e Jodele Larcher.

Shows:

  • 5/1, quarta - Solar de Botafogo
Endereço: Rua General Polidoro, 180, Botafogo
Hora: 22h
Ingressos: R$ 15,00
Classificação etária: 14 anos
Fone bilheteria: 21-2543-5411
  • 13/1, quinta - Centro de Referência da Música Carioca
Endereço: Rua Conde de Bonfim, 824 - Tijuca
Hora: 19h
Ingressos: R$ 15,00
Classificação etária: livre
Fone informações: 21-3238-3880
  • 29/1 sábado - Espaço Vintage
Endereço: Rua Gomes Freire, 147 – Lapa
Hora: abertura da casa 22h; show às 23h
Ingressos: R$ 15,00
Classificação etária: 18 anos
Fone informações: 21-3806-6328

Oportunidade Brasil: Caixa de Clipes

Ver o videoclipe exibido em toda a América Latina. É o que pode acontecer àqueles que se inscreverem no concurso Caixa de Clipes. A iniciativa é promovida pela Televisão América Latina – TAL – por meio de seu portal www.tal.tv, patrocinado pela Petrobras. Músicos ou bandas independentes de qualquer estilo musical podem inscrever seus clipes até o dia 31 de janeiro. Serão contemplados os três melhores videoclipes, um de cada categoria (Iniciante, Intermediário e Avançado), com prêmios em dinheiro no valor de R$ 2 mil, R$ 3 mil e R$5 mil, respectivamente.

O concurso, aberto aos países de todo o território latino-americano, tem o objetivo de premiar os videoclipes mais criativos e divulgar os novos talentos musicais da região. Os trabalhos inscritos, independentemente de serem premiados, poderão ser exibidos por dezenas de canais públicos e culturais através da rede de televisões associadas à TAL e do portal, dentro da faixa de programação Caja de Clips.

TAL – A Televisão América Latina é uma rede de comunicação cooperativa ibero-americana, multilateral e não-comercial com mais de 200 associados em 21 países e visa a promover uma aproximação cultural entre os países onde atua. Organização sem fins lucrativos, a TAL gerencia uma rede de canais de televisões educativas e culturais, divulgando e distribuindo gratuitamente conteúdos audiovisuais através do site e da rede de associadas, com transmissão através de sinal aberto, cabo, satélite, dentre outras formas broadcasting, em todo território latino-americano. Atualmente, a TAL possui um acervo de mais de 7 mil programas realizados por profissionais latino-americanos.

Concurso – Os interessados em participar devem se inscrever gratuitamente pelo portal, onde também está disponível o regulamento completo. Somente serão aceitas inscrições de bandas ou cantores cujas músicas tenham letras em português ou espanhol. Entre os dias 15 de fevereiro e 15 de abril, os videoclipes inscritos estarão disponíveis no site para votação popular.Confira a vinheta do concurso e participe!

Agenda Macapá: Banco da Amizade


Por Mariléia Maciel

O bairro do Laguinho, Zona Norte de Macapá, prepara a festa de fim de ano mais tradicional da capital amapaense. É o Banco da Amizade que completa 39 anos no dia 26 de dezembro e será festejado com muita música, fogos, dança, samba, marabaixo e batuque, como sempre foi desde o início. Localizado na rua General Rondon, próximo ao Centro de Cultura Negra, o Banco reúne todos os anos centenas de pessoas de todos os bairros para a programação que inicia às 6h e encerra à meia-noite.

A festa do Banco começou da comemoração, no antigo banco de madeira, do batizado de um neto do mestre Sacaca com sobra de comida e bebida do Natal dos moradores da redondeza. Antes era feita uma “blitz” pelos participantes que arrecadavam dinheiro para a compra de vinho que acompanhava o churrasco do boi, fruto de doação. Os garrafões vazios eram pendurados na mangueira. Hoje a tradição continua, porém sem a contribuição dos passantes, uma vez que muitos moradores e empresários colaboram, e as garrafas não ficam mais penduradas na árvore.

Batuque

A festa começa logo cedo, às 6h, com a alvorada de fogos e início dos preparativos para o grande almoço que é servido a todos. Os pioneiros e novatos, que ainda moram no Laguinho ou não, participam do futebol que é jogado na quadra da escola Azevedo Costa, numa competição de gerações. O almoço é servido às 13h com uma farta mesa de churrascos e caldos que fica posta até o fim da tarde. Às 14h iniciam as apresentações no palco armado no meio da rua.

Marabaixo

- Este ano é muito importante pro bairro, estamos vivendo uma renovação cultural no Laguinho, unindo gerações e movimentando a comunidade, o Pagode Vip que ajuda os moradores do Poço do Mato completou um ano, a Festa do Tambor que comemora a criação oficial do Laguinho será feita novamente, tem o ciclo do marabaixo e o Encontro dos Tambores que são festas de reencontros e formação de novas amizades, é isso que dá vida ao Laguinho - comemora Dô Sacaca, da coordenação.

Para o próximo ano, quando o banco completa 40 anos, a coordenação pretende inaugurar um monumento no local.

Organizadores

As camisas da festa estão sendo vendidas a R$ 20,00 e a caneca custa R$ 5,00. Podem ser adquiridas no Calçadão do Valdir, em frente à Igreja São Benedito. O caldo, churrasco, gengibirra e vinho serão distribuídos gratuitamente.


Programação

06:00 – Alvorada de fogos

10:00 – Futsal – Quadra do Azevedo Costa

12:00 – Cobertura Sonora

13:00 – Almoço

14:00 – Grupo Sensação do Samba

17:00 – Marabaixo do Artur

18:00 – Bateria da Universidade de Samba Boêmios do Laguinho

19:00 – Raízes do Bolão – Batuque

20:00 – Grupo Raimundo Ladislau – marabaixo

21:00 – Sambarte

24:00 – encerramento

As fotos deste post são da festa de 2009


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Agenda Belém: MG Calibre

Foi Show: 2º Baile BregaChic


Foi um grande sucesso o 2º Baile BregaChic, que a cantora Lia Sophia (foto acima) promoveu no sábado, 18 de dezembro, no Bar-Teatro Vitrola, em Belém. Todos aceitaram o convite para misturar aspectos cafonas e cults, sem se preocupar com as definições dos conceitos, e sim tendo como único objetivo se divertir!

Lia fez o show principal, apresentando músicas de seus três discos, com novos arranjos, já dentro do espírito bregachic que está moldando o novo som de Belém do qual ela é uma das pioneiras. Estão com novos arranjos, mais dançantes, até as músicas do CD Amor Amor, que já nasceu sendo uma releitura cult de temas bregas como a própria "Amor Amor" (que abriu a noite) e "Tchau Tchau Amor" (que encerrou os trabalhos). Um dos momentos mais lindos foi quando o público que lotava o Vitrola cantou junto com Lia a bela "Ao Pôr do Sol". Destaco ainda os novos arranjos para "Eu Só Quero Você" (do CD Livre, de 2005) e "A Flor" (do CD Castelo de Luz, de 2009) - esta ficou quase irreconhecível. As duas inéditas que Lia apresentou, "Ai Menina" e "Amor de Promoção" também já estão dentro do conceito bregachic, assim como seu arranjo zouk para "Here Comes the Sun", dos Beatles. (Atenção, amigos de Macapá: é esta a base do show Acústico que Lia deve apresentar no show Acústicoque fará aí dia 28 de dezembro).


O show de Lia foi intercalado com as participações dos convidados. O primeiro foi Felipe Cordeiro, outro nome fundamental do novo som de Belém. Ao lado das cantrizes Adelaide Teixeira e Luiza Braga, ele mandou ver em temas que já são sucessos como "Kitsch Song" (que, quase toda instrumental, no finzinho incorpora o refrão "Laje, laje, galera da laje...") e "Legal e Ilegal".



Seguiu-se Dona Onete (foto acima), uma das principais autoras e intérpretes de carimbó e que é uma das artistas mais admiradas pela turma do novo som. Ela iniciou atendendo um pedido de Lia, que queria ouvir "Um Leve Toque". Logo em seguida, descalçou as sandálias para ficar mais à vontade e pôs todos para dançar com sucessos como "Moreno Amorenado" e a hilária "Chá de Tamacuaré". Dona Onete foi só elogios à Lia, pelo convite, e a Felipe, comentando que aprova a "misturança muito gostosa" que ele faz do carimbó e da lambada com outros ritmos.


Convidada na véspera, substituindo Gaby Amarantos, que não pôde ir devido a um problema de saúde (do qual já está recuperada), Lucinha Bastos também embalou os casais presentes, sendo muito aplaudida ao cantar sucessos como "Pimenta com Sal", de Eliakin Rufino.

Abrindo e fechando a noite, tivemos ainda a discotecagem do DJ Pro.efX, que navegou por vários estilos, não apenas o bregachic - mas quando fez isso brindou-nos simplesmente com a gravação original de "Garota", do Alípio Martins!

Com exceção da foto de Felipe, tuitada por Lia na segunda, 20, localizei estas imagens da grande noite no blog Joana Vieira Ponto Com, que também dá sua visão do Baile no post Lia Sophia: Brega e, Paradoxalmente, Chic!

Agenda Ananindeua: Feijoada Solidária

Por Lourdinha Bezerra

Amigos,

Nesta segunda fui procurada pelo músico Daniel Branco, ex-Trama do Samba, para uns conhecido como Daniel Vascaíno, que está precisando com urgência de recursos para pagar seu tratamento de saúde.

Vamos realizar no dia 16/01/2011, às 12h, FEIJOADA SOLIDÁRIA no BAR LUA DE PRATA, que fica na Arterial 18, Cidade nova, próximo ao Banco do Brasil, fazendo um samba regado a feijoada com as vendas das cartelas, a 10 reais, para serem revertidas para o tratamento do músico.

Tony Melodia, Rally, Grupo Trama do Samba, Pixote, Jakaré Cia, Escola de Samba Caprichosos da Cidade Nova, Marcelinho, Marisa Black, Pirata Show são algumas das atrações que já confirmaram presença neste samba solidário.

Os interessados em adquirir as cartelas para ajudar o músico Daniel Vascaíno devem entrar em contato pelo fone 8207-3895.

domingo, 19 de dezembro de 2010

O novo som de Belém


2010 foi o ano em que jovens músicos de Belém passaram a dialogar criativamente com a rica herança musical do Pará (brega, carimbó, lambada, lundu...), seja revisitando sucessos do passado, seja compondo novas músicas desses estilos. Isto já acontecia antes, esporadicamente, mas neste ano tomou proporções de forte tendência, diria até de movimento.


Aíla, Manoel Cordeiro e Felipe Cordeiro
(ao fundo, Arthur Kunz):
"Adocica", de Beto Barbosa,
no show Trelelê - 8/9/10
(foto: Aryanne Almeida)

Considero que os marcos inaugurais do movimento aconteceram em maio: os shows de lançamento do CD Amor Amor, de Lia Sophia, e os pocket shows de Aíla, dirigidos por Felipe Cordeiro, que culminaram no show Trelelê, em setembro. Importante também foi a estreia do próprio Felipe, em junho, como cantor, iniciando o projeto que levará ao CD Kitsch Pop Cult. Estou certo de que os três citados - Lia, Aíla, Felipe - são os principais representantes da nova tendência, pela prioridade que dão a ela em seus respectivos trabalhos, e também por conjugar o resgate de clássicos com a composição (ou, no caso de Aíla, com o lançamento) de novos bregas e lambadas. Podemos citar também Juliana Sinimbú, que tem cantado um sucesso de Nelsinho Rodrigues, "Jererê", e é autora de uma lambada, "Simpatia".

A maior parte das outras bandas se destacam pelas releituras que fazem dos clássicos: para citar alguns exemplos, Paris Rock tem uma versão brega metal de "Amor Amor" (Magno - André Carlos); Mostarda na Lagarta empresta sua irreverência a "A Conquista", de Wanderley Andrade; boa parte do show dos The Vassos tem bregas marcantes como "Minha Amiga" (Mauro Cotta - Claudio Lemos); Delinquentes fez uma versão hardcore de "Pescador", carimbó de Mestre Lucindo; e até o grupo teatral Verbus dedica um bloco de seu espetáculo Sobre o Amor ao brega (cantando "Um Poema de Amor", de Mestre Isoca, e "Tchau Tchau Amor", de Bella Maria e Ivan Peter, entre outras). Nestas releituras todas, duas características são constantes: primeiro, o clássico sempre é adaptado ao estilo da banda; segundo, há um profundo respeito dos jovens músicos pelo repertório revisitado e pelos autores e intérpretes das gerações anteriores. Neste sentido, foi emocionante ver o carinho que Dona Onete recebeu ao participar do show Trelelê, de Aíla, e do 2º Baile BregaChic, de Lia, em dezembro.


Dona Onete no 2º Baile BregaChic - 18/12/10

Musicalmente falando, não há uma unidade estilística no movimento, como havia, por exemplo, na Bossa Nova. Neste ponto, os jovens criadores do novo som de Belém me parecem mais próximos dos pernambucanos do Mangue Beat - se é certo, como disse Lia ao anunciar o Baile, que "a ordem é misturar", cada artista decide de que forma irá combinar os ingredientes da tradição (bregas, carimbós, lambadas, guitarradas) com a modernidade (rock, pop, surf music, timbres eletrônicos). E a combinação de cada um pode muito bem variar - citemos o exemplo da própria Lia: alguns dos bregas que apareciam com vocais bossanovistas e timbres eletrônicos no CD Amor Amor ressurgiram em versões bem mais calientes no Baile BregaChic.

Devo mencionar também o DJ Patrick Tor4, que com seu Baile Tropical tem levado a várias partes do país e até do exterior clássicos como Alípio Martins, Beto Barbosa, cúmbias e cavalos mancos, e também está atento à movimentação que descrevemos - ao preparar o set para a festa Som do Norte Apresenta de outubro, onde tocou com The Vassos, incluiu a novíssima "Legal e Ilegal", do Felipe Cordeiro.

Também falamos do tema em:

Agenda Belém: Shows Beneficentes de Natal

Abrindo a semana do Natal, vários shows unindo arte e solidariedade em Belém:
  • 20/12, segunda - Trio Manari e Convidados. No Teatro Cláudio Barradas (UFPA)(Rua Jerônimo Pimentel esq. Dom Romualdo de Seixas, Umarizal), 21h. Ingresso: dois quilos de alimentos não-perecíveis (exceto sal). As doações serão encaminhadas ao Abrigo João de Deus. Os convidados são Ney Conceição, Edgar Matos, Davi Amorim e Adelbert Carneiro.
  • 20/12, segunda - 2ª Noite do Canta Galo - Promoção do Arraial da Pavulagem para arrecadar doações para o Natal de crianças e adolescentes de Belém e Cachoeira do Arari. Além do Arraial, participam do show a banda João Viana, grupo Quaderna, Boi Orube, Nego Nelson, grupo de carimbó Sancari, grupo de percussão do projeto Vale de Música, Batalhão da Estrela, grupo Filhos do Luar, Mestre Cardoso, Boi Malhadinho, Luê, Lucio Mouzinho, Marcos Campelo, Mestre Madureira, Mestre Piticaia, Mestre Apolo e Grupo Florescendo, Ivan Cardoso e Mário Mouzinho e os poetas Juraci Siqueira, Marcílio Costa e Muribeca. O show acontece no Teatro Margarida Schivasappa (Centur)(Av. Gentil Bittencourt, entre Quintino Bocaiúva e Rui Barbosa), a partir das 20h. Ingresso: brinquedos ou roupas ou agasalhos ou dois quilos de alimentos não-perecíveis
  • 21/12, terça - A cantora Jeanne Darwich participa da apresentação do Projeto Acreditar, juntamente com outros artistas, em benefício da APAE. Jeanne irá cantar uma música do CD que lança em breve, Voz do Sentimento (ouça a prévia clicando aqui) e apresentar um musical de Natal de autoria de Rosângela Darwich. Local: Teatro Margarida Schivasappa. Ingresso: R$ 15.

Agenda Macapá: Lia Sophia e Timbres & Temperos


Uma noite, dois shows, quatro artistas - incluindo-se aí duas das melhores cantoras em atividade na região Norte. Esta programação muito especial espera aqueles que forem ao Armazém Beer na noite da próxima terça, 28 de dezembro.

- Em uma única noite, dois shows imperdíveis, o Acústico de Lia Sophia e o Timbres e Temperos são presente de fim de ano, quem nunca assistiu não pode perder essa chance - falam Clícia Hoana e Claudiomar Silva, da Bacabeira Produções, realizadores dos shows. - Outro destaque é a presença do violonista e compositor Dante Ozzetti, diretor musical do show de Patricia, como músico convidado.

Criada em Macapá e radicada em Belém, Lia Sophia volta ao Amapá, depois do sucesso do show Amor Amor em maio, com o novo show Acústico, no qual interpreta músicas de seus 3 CDs, em novos arranjos dançantes, além de misturas inusitadas como "Here Comes the Sun", dos Beatles, com ritmo de zouk. Este show constituiu a base do segundo Baile BregaChic que a cantora realizou neste sábado, 18, lotando o Bar-Teatro Vitrola, em Belém. Acompanham Lia: Davi Amorim-violão e Hian Moreira – percuteria.

Joãozinho Gomes, Enrico Di Miceli e Patrícia Bastos reapresentam na capital o show Timbres e Temperos, que reúne os repertórios dos discos Amazônica Elegância (deles) e Eu Sou Caboca (dela). O espetáculo circulou este ano pelas capitais da Amazônia, encerrando a turnê no mês passado em Rio Branco; também teve uma apresentação especial no Festival de Inverno de Garanhuns (PE). Acompanham o trio: Dante Ozzetti- violão e direção musical; Alan Gomes-baixo e direção musical; Fabinho- violão e guitarra; Bibi- sax e flauta; Paulo Bastos- percussão; Hian Moreira-percuteria; Jefrei - teclado.


Serviço


Lia Sophia-Show Acústico e Timbres & Temperos

Local: Armazem Beer (Presidente Vargas entre Hamilton Silva e Manoel Eudóxio)

Data: 28 de dezembro (terça-feira)

Hora: 21h

Mesa: R$ 80,00

Individual: R$ 15,00 (antecipado: R$ 10,00)

Informações: 96-9913-1818/ 9129-2550


CD de Pablo Belusso já está à venda em Belém

O primeiro CD de Pablo Belusso, Poema Urbano (cuja prévia você ouve clicando aqui), já está à venda em Belém. Você o encontra nas lojas Ná Figueredo, nestes dois endereços, ao preço de R$ 15:
  • Loja Nazaré:
Gentil Bittencourt, 449, Nazaré - Fone: (91) 3224 - 8948 / 2592

  • Loja Docas:
Estação das Docas, 2º piso - Fone: (91) 3212 - 3421

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Agenda Macapá: Juliele

Juliele in LUZES é o show que a cantora amapaense realiza na quarta, 22 de dezembro, na Casa do Chorinho, a partir das 22h. O espetáculo tem direção musical de Manoel Cordeiro.

No repertório, músicas do CD Juliele (2007) e outras que devem entrar no 2º CD, em fase de seleção de repertório. Mariléia Maciel tem mais informações:

- Neste show de Natal, Juliele novamente se mostra versátil no repertório e, junto de seus músicos, faz um reencontro de gerações e estilos interpretando de bregas à clássicos da música amapaense, todos com uma nova tradução e características próprias de Juliele. Destaque para “Balé de Luz”, de Fernando Canto e Manoel Cordeiro, “Ao Pôr-do-Sol” , de Firmo Cardoso, “Hino do Amapá”, de Mestre Oscar e a tradicional “Noite Feliz”. Na última apresentação do ano, um show de luz e talento.

Quem comprar uma mesa para o show de quarta ganha de presente um CD promocional com 6 músicas que Juliele gravou recentemente e que estarão no próximo disco.


SERVIÇO:

Show Juliele In Luzes

Local: Casa de Chorinho

Hora: 22:00

Mesa: R$ 60,00

Individual: R$ 15,00

Onde comprar: Bancas do Dorimar e Ceará, Sorveteria Jesus de Nazaré, Norte das Águas


domingo, 12 de dezembro de 2010

Agenda Belém: Simplesmente Vital


Em ótima forma vocal e com domínio absoluto do palco, a grande cantora paraense Alba Maria volta a apresentar dia 16 no Teatro Margarida Schivasappa o show Simplesmente Vital, no qual interpreta apenas canções de Vital Lima. A estreia, no mesmo local em 13 de outubro, contou com a participação especialíssima do próprio Vital, que fez dueto com Alba em "Tal Qual Eu Sou" (parceria dele com Hermínio Bello de Carvalho); nesta quinta, quem divide o vocal nesta canção será Floriano, o diretor musical do espetáculo. Os outros convidados de outubro estarão presentes agora em dezembro: Arthur Nogueira, Diego Leite (violão 7), Leandro Dias e Marcelo Sirotheau (violão), Marcelo Ramos (bandolim) e Paulo José Campos de Melo (piano). O show inicia às 20h.

Ouça as entrevistas exclusivas que gravei com Alba e Vital logo após o final da estreia de Simplesmente Vital.

ALBA MARIA
Entrevista ao Som do Norte - 13.10.10



VITAL LIMA
Entrevista ao Som do Norte - 13.10.10



A foto de Bruno Pellerin que ilustra este post foi cedida pela produção do espetáculo e mostra Alba num momento do show de outubro.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Foi Show: 3ª Noite Som do Norte


Realizamos ontem no Allegro Pub em Belém a terceira Noite Som do Norte, a última deste ano. Um bom público prestigiou o show das bandas Sincera e Turbo e o som dos DJs Miguel Haoni e Mandy. A Turbo lançava o EP virtual Fuzzilando, nosso Disco do Mês; já a Sincera aproveitou para mostrar duas novas músicas, uma delas tão nova que o vocalista Daniel levou a letra anotada e cantou lendo. A outra se intitula "Complicada".

Tivemos ainda a presença de Larissa Xavier, fazendo uma participação especial no show da Turbo, a exemplo do que aconteceu no Festival Megafônica, em agosto. Larissa integra agora, ao lado da Paris Rock, o seleto grupo de artistas que já se apresentaram em mais de uma Noite Som do Norte, pois sua banda, La Orchestra Invisível, abriu nossa festa de outubro no Café com Arte.

Houve algumas reclamações quanto ao volume do som. De fato, o próprio Camillo Royale, vocal e guitarra da Turbo, observou que shows em formato acústico podem funcionar melhor no Allegro (que, é bom que se diga, é um local bastante agradável e está em nossos planos para futuras festas).

Agradecemos à proprietária do Allegro, Tatiane Blanco; às bandas e aos DJs; ao Coletivo Megafônica/ Circuito Fora do Eixo, parceiros no lançamento do EP e na festa; e a todos os que compareceram, em especial aos amigos da banda Aeroplano. Aguardem novidades para 2011!


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Aeroplano lança single Estou Bem Mesmo sem Você


Nas fotos de João Sincera, você vê a banda paraense Aeroplano, que lança o single virtual Estou bem mesmo sem você neste sábado, como uma prévia do CD Voyage, gravado em dezembro de 2009 em Goiânia. O CD é um lançamento do selo Doutromundo Discos, que apresenta o single em parceria com SenhorF Virtual e uma série de blogs editados em Belém, como o Som do Norte, Veia Pop, Rock Pará e Música Paraense. Na sequência, você lê o texto de apresentação do trabalho escrito pelo guitarrista Diego Fadul, ouve as músicas que integram o single e encontra o link para baixar o áudio e as cifras das canções, fotos, papel de parede e rótulo do single, além do texto de Diego.

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Estou bem, mesmo sem você (por Diego Fadul)

Mais de cinco anos ficaram para trás desde que o Aeroplano subiu ao palco pela primeira vez em algum boteco falido moralmente, numa noite quente dessas típicas de Belém, em que a chuva se arruma toda, mas não cai uma gota do céu.

Provavelmente a única coisa que não mudou de lá pra cá foram as tais noites quentes desta cidade. Hoje o cenário independente é completamente diferente, com muitas outras bandas, outra dinâmica na cadeia produtiva da música, além de diversos novos conceitos de organização dos "atores" desta cena cultural.

Com o Aeroplano não foi diferente: a múltipla personalidade musical de que a banda era acusada de ter, nitidamente traduzida em falta de uma identidade mais forte (ou rígida, menos flexível), o que é natural para toda banda que está iniciando, ficou longe no passado, assim como uma série de influências pueris, coisa de moda da época, foram filtradas pelo tempo que separa os quase 30 anos dos integrantes dos 20 e poucos do início da banda.

Hoje, anunciando Voyage, disco gravado em Goiânia (GO) no estúdio RockLab com o diversas vezes premiado produtor Gustavo Vazquez, o quarteto paraense apresenta seu single Estou bem mesmo sem você, que reflete com propriedade o que é a cara da banda atualmente, algo como um anti hit obscuro e melodioso sobre fracasso dos relacionamentos diante do desgaste inafastável que o tempo causa. O single virtual sai pelos selos SenhorF Virtual e Doutromundo Discos, o último sendo responsável também pelo lançamento do disco.

O clima de "guitarras empoeiradas", tratamento lo fi do som e uso de equipamentos e instrumentos da década de 70 segue por todo o disco e podem ser conferidos em mais duas canções que acompanham esta mostra do disco: "Pra você, solidão", canção que tem acompanhado a banda desde seu EP de estréia; e a inédita "Vermelho que é rosa", provavelmente a música mais densa deste trabalho.

Assim como cada uma das músicas que constituem o disco - e o single, consequentemente - Voyage fala sobre o desprendimento, o abandono, a partida sem saber onde se vai chegar, a viagem em si, não pelo destino, mas pela flexão verbal, o meio, não o fim. A banda trouxe isso para a arte que acompanha o trabalho, baseando o conceito da obra no isolamento, na solidão, não na desesperança, mas por opção de estar só no mundo, de passagem, mas ainda assim estar bem. E é bem assim como soa.

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Clique na capa para baixar o single

ESTOU BEM, MESMO SEM VOCÊ
Aeroplano - 2010

1 - Estou Bem, Mesmo sem Você



2 - Vermelho que é Rosa



3 - Pra Você, Solidão


Na Rede: Rockazine no ar


Entrou no ar nesta semana o Rockazine, uma publicação online (que também terá versão impressa) que visa destacar o novo cenário musical independente brasileiro. A iniciativa é da jornalista paulista Karina Francis, que já falou aqui no Som do Norte sobre seu projeto. O Rockazine destaca uma banda de cada região do país. A escolhida do Norte foi a Boddah Diciro, do Tocantins. Clique sobre a imagem para ampliá-la.

A Boddah também é um dos personagens do meu texto De imparcialidade e parcerias: Rock no Som do Norte - ainda na fase de estruturação do projeto, Karina convidou-me para ser colunista do Rockazine. Você pode ler meu texto de estreia aqui mesmo (clicando na imagem) ou no site da revista. Além da Boddah, falo das bandas roraimenses Somero, Veludo Branco e Alt F4.


Você pode baixar a revista completa em formato .pdf neste link: http://www.sendspace.com/file/spwc7r

Longa vida ao Rockazine!

Agenda Salvador: Três na Folia


Tem paraense no coração do pré-carnaval baiano. A cantora Cláudia Cunha (última à direita na foto) participa do projeto 3 na Folia, que teve a segunda apresentação ontem no Pelourinho (a primeira foi quinta passada, dia 2). Outras duas estão programadas, para os dias 16 e 23. Saiba como foi o show de ontem, em palavras da Texto & Cia. Comunicação e Marketing e imagens de Alessandra Nohvais.


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Três na Folia leva o som dos antigos carnavais ao Pelourinho e homenageia grandes nomes da música brasileira

Projeto colocou o público para dançar e cantar ao som de composições eternizadas

O Largo Pedro Archanjo ficou pequeno diante de tanta música, dança, luzes e animação na noite de ontem, 09, às 21h, quando três cantoras dividiram o palco e esbanjaram talento. O projeto Três na Folia, que faz parte da agenda Tô no Pelô e está sendo promovido pelo Governo do Estado da Bahia, através do Programa Pelourinho Cultural, ligado à Secretaria de Cultura (Secult-Ba) e ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), levou o trabalho das cantoras Cláudia Cunha, Sandra Simões e Manuela Rodrigues a uma plateia saudosa da música dos antigos Carnavais. O projeto continua ainda nos dias 16 e 23, no Largo Pedro Archanjo, sempre às 21h.

Durante os preparativos antes do show, as artistas explicaram a finalidade do projeto. “Nós queremos levar para o palco esse conceito de música do carnaval que traz um lado lúdico, com humor e brincadeira. Essa folia no sentido mais amplo. Nós estreamos no trio da Secult-Ba (Secretaria de Cultura da Bahia) no início de 2009, e já participamos do carnaval de 2010”, revelou Manuela Rodrigues.

Mesmo tendo carreiras separadas e paralelas ao projeto Três na Folia, o diretor musical do espetáculo Jarbas Bittencourt disse que a união das três artistas é realizada de forma harmônica e magistral. “Quando elas se juntam, se enxerga a individualidade, a personalidade de cada uma, mas também essa junção acaba gerando uma quarta coisa, um quarto talento”.

Conforme as artistas foram subindo ao palco, uma multidão começou a encher a pista e a dançar animadamente. A abertura se transformou em uma homenagem a Carmen Miranda com as músicas South American Way, Pra Você Gostar de Mim e Chattanooga Choo Choo. Após o tributo à Pequena Notável, as cantoras, donas de um carisma marcante, saudaram os presentes.

E com a mesma irreverência vista anteriormente, o trio começou a canção Le Fudez Vouz, do compositor Dito, imortalizada pela banda As Frenéticas. Nesta hora, todos acompanharam os passos da coreografia improvisada no palco. A música recebeu um toque especial com a guitarra baiana e uma chuva de confete prateado caiu na plateia relembrando os tempos quando era elemento indispensável em todos os carnavais.

A canção Como Vovó Já Dizia mostrou a versatilidade das cantoras, ao interpretarem a música composta por Raul Seixas. Na sequência, a composição Quem Te Viu, Quem Te Vê, de Chico Buarque, fez o público cantar com as artistas. A música de Tom Zé Quando Eu era Sem Ninguém finalizou a homenagem às canções do passado.

Para a adepta das músicas carnavalescas Gal Guimarães, o espetáculo só provou o talento de todos os músicos envolvidos. “Eu já conhecia o trabalho das três. Eu acho o show maravilhoso, muito bem bolado, e muito bom. A seleção de músicas que elas fizeram, inclusive a parte autoral, foi muito boa. Eu acho excelente que a gente tenha esse tipo de show no Pelourinho. É muito bom que o estado promova esse espetáculo gratuito, de excelente qualidade, e que as pessoas gostam”. Segundo Eduardo Taveira, um apreciador dos carnavais antigos, “música de carnaval não sai de moda. É bom ver um repertório bem escolhido como esse”.

As cantoras fizeram ainda um tributo todo especial ao grande compositor Gordurinha através da música Baianada. O encerramento do memorável show ficou com a medley das músicas Mulata Bossa Nova de João Roberto Kelly e interpretada pela grandiosa Emilinha Borba, Le Fudez Vouz e O Que é Que Essa Nega Quer de Luiz Caldas. As cantoras desceram do palco e interagiram com o público que já fazia um grande carnaval na pista de dança.